Friday, December 22, 2006

Thursday, December 21, 2006

Novo pavilhão desportivo

In Público (21/12/2006)

"A Câmara de Cascais inaugurou ontem o novo pavilhão desportivo do Grupo Recreativo Dramático 1º de Maio, em Tires. O equipamento custou 845 mil euros e foi financiado a meias pela autarquia e pela administração central."

Wednesday, December 20, 2006

Palmeira gigante transplantada

Esta notícia do JN refere-se a Lisboa, mas a CMC podia estudar uma medida igual para aquela magnífica palmeira centenária que existe nas traseiras da Casa Sommer, transplantando-a, por exemplo, para os terrenos do projectado Museu Paula Rêgo, ou para os do futuro Museu de Arqueologia.

É uma pena se isso não for feito ...

PF

Tuesday, December 19, 2006

Cascais e Sintra com avaliação igual a Lisboa (*)

In Público (19/12/2006)

"Os municípios de Cascais e Sintra obtiveram, de acordo com informações ontem divulgadas, a mesma classificação da Câmara de Lisboa na avaliação feita pela Moody"s Investors Service. A classificação Aa2 é, aliás, a máxima que as autarquias portuguesas podem obter, já que foi também essa a nota atribuída a Portugal. No caso de Cascais, o presidente da autarquia anunciou na semana passada que tanto a Standard & Poor"s como a Fitch Ratings tinham atribuído a notação AA. António Capucho salientou que esta avaliação facilita a obtenção de crédito em melhores condições e contribui para a visibilidade de Cascais junto de investidores e parceiros nacionais e internacionais. I.B."

(*) A propósito da notícia "Finanças de Lisboa bem cotadas no estrangeiro, apesar das dívidas"

PF

Monday, December 18, 2006

Ainda o diagnóstico no Diário de Notícias (13/12/2006)

"Tida como 'zona bem', a Linha de Cascais é habitada por gente muito rica e por gente muito pobre. Por isso, os preços das casa são tão diversificados

Por regra, quem sempre morou aqui na casa dos pais, quer continuar cá

Riquíssimos ou paupérrimos, uma coisa é certa: independentemente do estatuto socioeconómico, quem mora na Linha de Cascais gosta e nem lhe passa pela cabeça mudar de poiso. Que o digam alguns especialistas do ramo imobiliário, cujas impressões partilhadas com o DN vão precisamente nesse sentido.

Asseguram que é a proximidade do mar, as facilidades de acesso a Lisboa e a identificação com um certo status que "prendem" as pessoas a quatro paredes (e há paredes e paredes) erigidas naquela que é conhecida como a "zona bem" da periferia alfacinha. Mas mais do que tudo, os mediadores ouvidos são da opinião (pegando na de um) de que "ninguém vem morar para Linha por acaso".

Quem o diz é Marina Neves, gerente da Remax Carnaxide, cuja experiência lhe permite afirmar que "as pessoas que procuram casa na Linha , nomeadamente em Carnaxide, têm uma ligação familiar qualquer com a zona". Ironizando, esta responsável garante haver "muitos jovens que sempre viveram aqui e que, quando casam, quase 'obrigam' o parceiro a vir morar para cá". À sua espera têm "um mercado sui generis ". Quem optar por morar no centro, vê numa casa de 20 ou 30 anos o espaço ideal para viver. Já os que podem ou preferem comprar um imóvel novo, escolhem Nova Carnaxide ou a zona entre Carnaxide e Alfragide, onde um T2 a estrear ronda os 220 mil euros. Independentemente da localização, Marina Neves garante que, para o bem e para o mal, este é "um dormitório com vida muito própria devido aos núcleos empresariais". Também Sol de Olos, sócia-gerente da Remax Cidadela, "vende" Cascais como sendo uma vila de onde não é preciso sair para obter seja o que for. Aqui, ao contrário da ligação directa que é feita, não vive só gente com muitas posses. "Temos uma grande mistura social. Há pessoas muito ricas, é certo; mas também existem muitos pobres. Por isso, as casas são dos mais diversos valores", esclarece Sol, sublinhando, no entanto, que o que tem mais saída são as habitações concebidas para pessoas abastadas. E exemplifica "vendem-se com facilidade condomínios de luxo com vista para o mar, piscina e segurança ou moradias na Quinta da Marinha ou Birre, onde as casas antigas para remodelar têm uma procura brutal".

Estes são, no entanto, imóveis impossíveis de adquirir pelos jovens que sempre moraram em Cascais e "não querem mudar de forma alguma". Rui Cardoso, director comercial da AtivaLux, em Cascais, partilha da mesma opinião. "Há muita gente nova que procura casa no sítio onde sempre morou. Eu próprio, que vivo com os meus pais, gostaria de continuar a morar aqui", exemplifica, sublinhando que o mesmo se passa no seu círculo de amigos.

Este é um cenário igualmente real em Carcavelos, onde o mercado imobiliário tem muita rotatividade. Quem o diz é José Manuel Quinteiro, responsável pela Remax Riviera II, assegurando que as pessoas "vão trocando de casa conforme o seu poder de compra". Isto confirma a sua teoria do "quem vive na linha quer manter-se por cá". Mas há também muitos investidores outsiders e pessoas que procuram uma segunda habitação. Na Urbanização de São Gonçalo, a mais recente junto ao mar, é, segundo José Quinteiro, muito procurada "por quem quer comprar uma casa para passar férias e investigadores que compram para vender, nomeadamente, a quadros da NATO, já que o edifício fica próximo".

Mas como o dinheiro varia de bolsa para bolsa e nem todos podem aceder a certos luxos, os T2 e os T3 são os imóveis mais procurados em toda a Linha . Victor Sérgio está à vontade para o dizer, já que a Veigas & Veigas, onde é consultor imobiliário, trabalha nesta zona. Onde a sua vasta experiência lhe diz que "é muito raro encontrar alguém que queira de cá sair, a não ser por questões monetárias".
Autor: ISALTINA PADRÃO
"

PF

Cascais quer turismo de qualidade

In Diário de Notícias
| II | ESPECIAL CIDADES | 4.ª FEIRA | 13.DEZEMBRO.2006 |

"Num concelho assimétrico vivem 183 mil pessoas, muito ricas, ricas e pobres. A aposta para o futuro recai no turismo. Daqui a três anos haverá mais cinco hotéis.

Os 183 573 habitantes contabilizadosemCascais pelo Censos de 2001 dividem-se entre muito ricos, ricos e pobres. No meio, há a classe média, mas, na sua maioria, oriunda de um “estrato superior” e “bem colocada na vida”. A realidade do município atravessa os extremos: da Quinta da Marinha aos bairros do Fim do Mundo, no Estoril, ou às Marianas, em Carcavelos. O actual presidente de câmara, o social-democrata António Capucho, confirma: “É um concelho com assimetrias assinaláveis. De gente muito rica ou muito pobre.”

Mas Cascais está agora de olhos postos no turismo de qualidade, como o caminho para o futuro e para o desenvolvimento. O plano estratégico está traçado e, se tudo correr bem, daqui a três anos haverá mais cinco hotéis de luxo na zona, construídos de raiz ou em espaços recuperados, quintas e palacetes. Os amantes do golfe ou os congressistas são o público-alvo. Os optimistas estimam que o crescimento nos próximos anos supere os resultados atingidos em 2005, em que se registou um aumento de 4% na indústria turística, 80% dos visitantes eram de nacionalidade estrangeira. Por outro lado, nem o futuro conseguirá livrar o concelho das marcas da betonização–
o boom da construção, incrementado na década de 90 no tempo do autarca socialista José Luís Judas, que atingiu todo o território, incluindo zonas protegidas, como o Parque do Abano. Esta tendência reforçou aindamais o peso do município como zona-dormitório de Lisboa e agravou as falhas já existentes a nível de infra-estruturas. “Cascais não tinha capacidade para aguentar tanta construção. Conseguimos travar alguns projectos, através da detecção de irregularidades ou da negociação com promotores, que aceitaram diminuir o número de fogos, mas não tem sido fácil”, justifica ao DN António Capucho.

A norte de Lisboa e com uma área de 97,4km2, Cascais marca o fim da linha do Estoril, encaixado entre o estuário do Tejo em Oeiras e o interior da serra de Sintra. Dados camarários revelam que o fluxo de tráfego ultrapassa diariamente as 70 mil viaturas, a maioria na direcção de Lisboa e pela A5. A mobilidade é um problema, mas “quem aqui se fixa e pretende andar de carro é porque já se acomodou às filas de trânsito para a capital”, defende o presidente, acrescentando: “Quem adere aos transportes públicos, como o comboio, num instante chega ao local de trabalho e tem a vantagem de regressar a uma zona de paisagens fabulosas.”

A saúde é outra preocupação. Em 2004, Cascais tinha 113 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde,um único hospital, dois centros de saúde e nove extensões, quase todos com equipamentos degradados. Agora, há três novos centros (Estoril, Alcabideche e São Domingos de Rana), o que o presidente diz representar “um salto qualitativo brutal”. Em 2007, espera-se que avance também a construção do novo hospital, aguardado há muito. Apesar da imagem de marca – a de concelho dos mais abastados–, o índice de poder de compra per capita não é dos mais elevados. À frente de Cascais aparecem o de Lisboa, Oeiras e Porto. Da história recente do concelho fazem ainda parte 247 bairros clandestinos, muitos criados nos anos 60 e 70. Alguns foram legalizados como zonas urbanas à espera de requalificação, outros permanecem na sua forma original, como o Bairro do Fim do Mundo ou das Marianas, em vias de extinção, mas que ainda alberga quatro famílias.

De acordo com o último Censos disponível (o de 2001), Cascais tem só 22% da população residente com grau académico superior. A taxa de analfabetismo situa-se nos 4,5%, similar à de municípios vizinhos. O parque escolar integra 193 escolas, públicas e privadas, e quase 32 mil alunos. A população cresceu a um ritmo moderado, cerca de 8,3% entre 1981 e 2001, e uma boa parte (79%) é empregada no sector terciário. Comparativamente com outros vizinhos, Cascais não é hoje um pólo empresarial, contabilizando apenas 10.373 empresas, com um volume de negócios que ultrapassa os quatro milhões de euros.

Ana Mafalda Inácio
"

PF

Friday, December 15, 2006

Turismo qualidade é aposta p/dinamizar Linha de Cascais

In Diário de Notícias (15/12/2006)
Kátia Catulo
Francisco Reis

"Devolver a qualidade de vida à Linha de Cascais passa por apostar no turismo de qualidade. Este foi o modelo apontado, quarta-feira à noite, por Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, durante o debate promovido pelo Diário de Notícias e pela TSF e que encheu o Centro Cultural de Cascais. Essa estratégia, defende o governante, terá de ser sustentável no plano económico, ambiental e social: "Só obedecendo a estes três vectores é possível melhorar o espaço que nos rodeia."

Cascais começa a traçar esse caminho e os resultados já são visíveis. "Neste município, o turismo representa um contributo superior a 11% das receitas totais", explicou o secretário de Estado, apontando como "bons exemplos" o projecto do passeio pedonal entre a Guia e o Guincho ou as intervenções nas praias de Carcavelos e Parede.

O plano estratégico para o turismo em Cascais, revelou Duarte Nobre Guedes, presidente da Junta do Turismo da Costa do Estoril, prevê ainda para aquela zona a inauguração de cinco hotéis de luxo nos próximos três anos, num investimento global de 141,45 milhões de euros. Além disso, a autarquia pretende encetar um conjunto de obras de requalificação de novos equipamentos, que implicarão uma verba superior a 60 milhões de euros. "Consolidar a Costa do Estoril e de Cascais como o destino turístico de excelência em Portugal e na Europa é o nosso grande objectivo", rematou Duarte Nobre Guedes.

Em contrapartida, o concelho vizinho não é um destino turístico, avisou Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras: "Por isso, a nossa aposta foi o sector empresarial." Década e meia depois de traçar essa estratégia, o autarca está convencido de que o resultado final acabou por beneficiar o turismo no concelho: "Há 16 anos não existia um único hotel em Oeiras. Hoje há seis e está prevista a construção de mais três unidades nos próximos anos." Cada município deve ter a sua vocação, defendeu o autarca, esclarecendo que Oeiras descobriu a sua ao assumir-se como pólo empresarial: "O turismo de negócios" um investimento que servirá como ponto de partida para aumentar a qualidade de vida no município.

Cascais, por seu turno, não teve alternativas, esclareceu António Capucho, presidente da câmara municipal. "O plano director municipal não prevê espaço para a instalação do sector terciário, logo o turismo foi e será sempre a nossa trave mestra
."

Thursday, December 14, 2006

Comemorações do Centenário Fernando Lopes-Graça

Como a torre na marina deixou de ser um problema ...

Aqui ficam os resultados da sondagem que lançámos há uns meses:

"A torre de 100m para a marina é:

Selection
Uma aberração? 52 votes
Uma provocação? 22 votes
Uma parvoíce? 23 votes
Uma necessidade? 4 votes
Um ícone futuro? 46 votes

Poll powered by Pollhost. Poll results are subject to error. Pollhost does
"

PF

Camartelo avança sobre barracas do Fim do Mundo


In Diário de Notícias (14/12/2006)
Francisco Lourenço

"Catorze barracas foram ontem demolidas no Bairro do Fim do Mundo, no concelho de Cascais. A intervenção decorreu de forma pacífica sob o olhar dos agentes da PSP e da Polícia Municipal, mas deixou uma residente na rua, com roupa e mobiliário. Helena Té, guineense, contou ao DN que "já ali morava desde Outubro de 1993" e agora vai ficar na rua, porque a câmara não lhe garante realojamento. A moradora admite, porém, que "não estava recenseada" no PER (Plano Especial de Realojamento).

As construções demolidas eram habitadas por pessoas abrangidas pelo PER, datado de Agosto de 1993. Segundo o comandante da Polícia Municipal de Cascais, Domingos Antunes, que dirigiu as operações de segurança, "todas as pessoas estavam abrangidas pelo PER e foram colocadas nos bairros de Adroana, Alcabideche e Cabeço de Mouro".

Domingos Antunes ressalva que o caso da Helena Té era o único que não estava abrangido pelo PER, "mas a residente já tinha sido notificada desta intervenção através de editais", diz, acrescentando que foi disponibilizado um armazém para guardar os pertences da mulher, "mas ela não aceitou".

A Câmara de Cascais terá proposto uma solução, que passava por uma articulação com a Segurança Social com vista ao acolhimento de emergência. "Foram propostos dois dias numa pensão do concelho, com custos suportados pela Segurança Social", revelou Rita Silva, da Associação Solidariedade Imigrante (ASI). Para esta representante da ASI, "a solução da câmara é ridícula". Rita Silva recorda ainda que "o Governo está a desenvolver um conjunto de medidas para acautelar os realojamentos de urgência" e que pediu "às câmaras para congelarem os processos de demolição para encontrar alternativas para estas pessoas".

O vereador responsável pela habitação social, Manuel Ferreira de Andrade, avançou que "até Janeiro estão previstas mais demolições". Os cerca de dois hectares de terreno camarário que constituem o Bairro do Fim do Mundo serão depois ocupados pela nova igreja da Galiza e centro paroquial. Previsto está também um parque urbano
."

O plano de erradicação das barracas é uma excelente prática, mas, não tenhamos ilusões, peca por tardia. Como é possível que no Séc. XXI ainda subsistam barracas?

PF

Wednesday, December 13, 2006

Portugal processado por lançar esgotos no mar de Cascais

In Público (13/12/2006)

"SANEST NãO COMENTA ANÚNCIO DE BRUXELAS
Prazo excepcional para que os esgotos lançados na Guia sejam objecto de tratamento secundário não foi cumprido

A Comissão Europeia anunciou ontem que vai processar Portugal junto do Tribunal de Justiça Europeu devido à falta de tratamento adequado dos esgotos despejados na Costa do Estoril. "Portugal precisa de melhorar rapidamente o tratamento das águas residuais de modo a salvaguardar a saúde dos residentes bem como a dos turistas", disse o comissário europeu para o Ambiente, Stravos Dimas.

O Estado português é acusado de falhar no cumprimento dos prazos estabelecidos em 2001 quando a Comissão Europeia autorizou, a título excepcional, o tratamento primário dos esgotos, seguido de desinfecção das águas residuais depois lançadas ao mar pelo colector da Guia, em Cascais.

Neste momento Portugal já deveria estar a fazer tratamento biológico de nível secundário, exigido actualmente pela Comissão Europeia. "Isto não foi feito e consequentemente a comissão decidiu levar Portugal ao Tribunal de Justiça Europeu", segundo um comunicado do organismo comunitário. Em causa, segundo o executivo de Bruxelas, está a emissão de esgotos, insuficientemente tratados, de mais de 700 mil pessoas para o mar. O problema das águas residuais lançadas na Guia prende-se com os seus elevados níveis de contaminação, nomeadamente com bactéria fecais.
Em Junho deste ano Portugal já tinha sido ameaçado com um processo judicial e, nessa altura, a Sanest, empresa responsável pelo sistema de saneamento da Costa do Estoril, revelou em comunicado que "após a aprovação do projecto de execução pelas entidades competentes, dar-se-á início à fase de construção [das infra-estruturas necessárias ao tratamento secundário], previsivelmente no segundo semestre de 2006". As obras, no entanto, ainda não foram iniciadas. Contactada ontem pelo PÚBLICO, a Sanest não prestou declarações.

A directiva comunitária sobre o tratamento de esgotos urbanos obriga a que os efluentes provenientes de cidades com uma população de mais de 15 mil pessoas sejam alvo de tratamento biológico secundário antes de serem despejadas no mar ou em rios, o que deveria acontecer desde 2000.

Face esta situação, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou que "com o investimento feito há uns tempos" a contaminação "não afecta as águas das praias da Costa do Estoril", não constituindo um perigo para a população que as frequenta. Bruxelas constatou, no entanto, que, cinco anos após o termo do prazo, as águas residuais despejadas não cumprem os padrões mínimos de qualidade e não se têm verificado melhorias.

Confrontado com as intenções da Comissão Europeia, o vereador da Câmara de Sintra, Baptista Alves, responsável pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, diz ser "lamentável que isso aconteça, para Portugal e para Sintra". PÚBLICO/Lusa


PF

Cascais com boa capacidade para pagar

In Público (13/12/2006)

"Agências reconhecem condições de acesso do município a empréstimos

A Câmara Municipal de Cascais obteve a classificação máxima possível a um município português, numa avaliação de rating internacional, que mede a capacidade de obter e pagar empréstimos junto da banca.

O presidente da autarquia, António Capucho, afirmou que foi a primeira vez que um município em Portugal se submeteu a uma operação do género, feita pelas três principais agências de rating internacional, incluindo a Standard & Poor"s. O autarca revelou, em conferência de imprensa, os resultados que já lhe foram remetidos por duas destas entidades, a Standard & Poor"s (que atribuiu a notação AA-) e a Fitch Ratings (AA), faltando ainda divulgar a nota da Moody"s Investors Service.

As duas avaliações já conhecidas garantem a Cascais o acesso directo ao mercado internacional de capitais, com condições preferenciais em instituições multilaterais, designadamente junto do Banco Europeu de Investimento. O rating de crédito internacional é uma opinião emitida por uma agência internacional independente que qualifica e classifica o perfil de risco de crédito da entidade avaliada.

Além de facilitar a obtenção de crédito em melhores condições, esta avaliação "confirma o sucesso da estratégia que tem vindo a ser desenvolvida pelo município, apoiada na racionalização dos meios e na boa gestão dos seus activos", sublinhou António Capucho, citado pela Lusa. A Standard & Poor"s deu à autarquia a notação AA-, equivalente à da República Portuguesa, qualificando o risco de crédito como muito baixo e elevada capacidade de pagamento de empréstimos.

A avaliação certifica a capacidade da câmara em satisfazer os compromissos assumidos e contribui para a visibilidade e notoriedade de Cascais junto de investidores e parceiros nacionais e internacionais, frisou. "Este rating protege Cascais no plano internacional e possibilita ainda o acesso ao crédito sem garantias", acrescentou Capucho, enaltecendo o facto de estes resultados serem obtidos num contexto política e economicamente adverso. O custo das três avaliações foi de 25 mil euros, disse António Capucho
."

PF

Tuesday, December 12, 2006

Cascais desaparecida #7: Cinema nos Salesianos


Nesta época, há 30 anos, era comum ver-se os alunos dos Salesianos num rodopio infernal para as sessões de cinema na velhinha sala da Escola, cujas portas de entrada davam para o alpendre junto ao campo de basquete. Tinha plateia e balcão, e o projeccionista era um velho, bom e estimado salesiano. Os filmes eram os da praxe, sendo que do que mais me lembro é deste: «The Greatest Story Ever Told» (1965), de George Stevens. Escusado será dizer que de cinema virou sala das aulas de formação, para nunca mais reabrir como cinema. Nunca mais lá voltei! O que será dele agora?

PF

Wednesday, December 06, 2006

Obras de reabilitação de mais três fortalezas marítimas de Cascais (*)

Esta é, decisivamente, uma excelente notícia:

"(...) O Secretário de Estado do Turismo homologou a candidatura da Câmara Municipal de Cascais às verbas decorrentes das contrapartidas da concessão do jogo constituída pelos projectos de reabilitação dos Fortes do Guincho (Praia do Abano), S. João da Cadaveira (Praia de S. João) e da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz (junto à Cidadela de Cascais).

Esta candidatura foi aprovada com uma forte comparticipação financeira de 3,8 milhões de euros (80% do investimento total), atribuível a projectos com elevado interesse turístico. Espera-se que o valor remanescente seja financiado pela Comissão de Obras da concessão do jogo.

Os três projectos já tinham merecido aprovação da Câmara Municipal de Cascais, do Parque Natural Sintra-Cascais e do Instituto Português do Património Arquitectónico.

Os dois Fortes destinam-se a exploração turístico-cultural (cafetaria/casa de chá ou similar) e serão concessionados a privados mediante concurso público, enquanto a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz será objecto de musealização nos termos de protocolo já celebrado com o Estado-maior da Armada.

Desta forma, os respectivos concursos de empreitada serão lançados no próximo ano, prevendo-se a conclusão das obras em 2008 (Fortes do Guincho e da Cadaveira) e 2009 (Fortaleza de Nossa Senhora da Luz).
(...)"

PF

(*) idem

Deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de 4 de Dezembro de 2006 (*)

Desta reunião, ressalta a aprovação do Orçamento para 2007:

"(...) Estes documentos previsionais, que globalmente se situam nos 167,4 milhões euros (menos 9 milhões euros que o de 2006), têm como objectivos manter o equilíbrio orçamental e aumentar significativamente o investimento em cerca de 50 milhões euros. O desenvolvimento da rede viária, a construção e manutenção de espaços verdes, a construção de diversas infra-estruturas, designadamente nas áreas da educação e cultura, constituem algumas das prioridades relevantes incluídas num Plano de Actividades no montante 80 milhões euros (mais 30 milhões que em 2006) em que o investimento representa cerca de 50 % do valor total deste Plano. (...)"

(*) Fonte: site da CMC

PF

Monday, December 04, 2006

Futuro da Cidadela de Cascais dependente da recuperação do palácio

In Público (3/12/2006)
Luís Filipe Sebastião

"Presidência da República e autarquia procuram encontrar solução para imóvel classificado que se encontra sem uso e fechado há vários anos

A Cidadela de Cascais foi duramente atingida pelo terramoto de 1755, embora as muralhas exteriores tenham sofrido poucos danos. A partir de 1870, o rei D. Luiz transformou a casa do governador em residência de férias, onde veio a falecer quase duas décadas depois. D. Carlos seguiu o exemplo do pai e escolheu Cascais para passar o Verão e dedicar-se ao estudo dos oceanos, criando no palácio o primeiro laboratório de biologia marítima do país. Foi também na Cidadela que, pela primeira vez, apareceram candeeiros alimentados por energia eléctrica. Já depois da instauração da República, o palácio foi escolhido como residência oficial por Óscar Carmona, enquanto foi Presidente da República. Craveiro Lopes também ali passou alguns momentos da sua vida política. Com o passar do tempo, o palácio foi utilizado mais esporadicamente, como no tempo de Ramalho Eanes, que o cedeu para residência do chefe da sua Casa Militar. O restante espaço da cidadela albergou até há três anos a sede do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa. L.F.S.
O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, defendeu na semana passada "a conveniência de se intervir de forma articulada e coerente na Cidadela e na marina". O autarca expressou esta ideia quando anunciou que comunicara à Marcascais, concessionária da marina, a impossibilidade de se avançar com a construção da torre, revestida a vidro e com 100 metros de altura, projectada para receber um hotel no porto de recreio. António Capucho defendeu o projecto em termos arquitectónicos, mas recuou, após ponderar as críticas de vários sectores da comunidade local. O autarca adiantou que a desistência do hotel na marina permitirá viabilizar a unidade prevista para a Cidadela e admitiu que o aumento de pisos no porto de recreio, para habitação turística e comércio, não deverá ir além de "dois mais um", contra os quatro antes projectados. Pedro Garcia, da Marcascais, respeita a decisão camarária, apesar de não concordar com os reparos ao projecto. Quanto à necessidade de articular os dois espaços, o gestor concorda que a Cidadela e a marina "não podem continuar de costas voltadas" e assegura que o seu projecto será desenvolvido de forma a que "não haja colisão de competências e para facilitar a vida à Cidadela". L.F.S.

O palácio da Cidadela, em Cascais, desde há mais de uma década e meia que não é objecto de obras de vulto. A antiga residência de veraneio dos chefes de Estado ameaça ruína, por falta de meios financeiros. O presidente da autarquia, António Capucho, mostra-se confiante na sua recuperação para residência oficial da Presidência da República e iniciativas protocolares, culturais e de cariz museológico. O antigo recinto militar da Cidadela foi cedido ao município em 2003, por um período de 35 anos. A fortificação, cuja construção remonta a meados do século XVIII, encontra-se classificada como imóvel de interesse público, juntamente com a Torre de Santo António e a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, baluarte de planta triangular encostado num canto das muralhas viradas ao mar.

A autarquia abriu, em Maio deste ano, um concurso público para a concessão da reabilitação e exploração da Cidadela, de forma a constituir um "importante espaço de lazer e pólo de referência turística". A única proposta concorrente, apresentada pelo grupo Bernardino Gomes, foi recusada por não respeitar as exigências do caderno de encargos. Para o social-democrata António Capucho, que preside à empresa municipal Fortaleza de Cascais, criada para gerir a Cidadela, a saída para este impasse passará pela abertura de novo concurso, com condições menos exigentes para os concorrentes; pela entrada de capital privado na empresa municipal; ou pela criação de uma sociedade de desenvolvimento municipal.

Em todo o caso, o caderno de encargos do concurso excluia os edifícios do palácio da Presidência, circunstância que foi considerada como um "costrangimento" pelo consórcio Cidadela XXI - liderado por João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias -, que acabou por não apresentar qualquer proposta. De igual modo, o grupo Pestana manifestou à autarquia a opinião de que o palácio afecto à Presidência da República "era seguramente o espaço mais adequado para a instalação de uma pousada", embora o projecto de requalificação da vizinha marina pudesse colidir com essa intenção. Isto porque estava para ali prevista a construção de uma torre de 100 metros destinada a hotel, hipótese afastada há dias por António Capucho, que anunciou a decisão de não viabilizar esse projecto.

Museu das Ordens Honoríficas?
A exclusão do palácio da concessão da Cidadela poderá, assim, representar um obstáculo à requalificação da fortaleza. Mas António Capucho reuniu-se, na última semana, com o chefe da Casa Civil do Presidente da República, Nunes Liberato, com quem analisou uma solução para que o palácio "seja recuperado para residência oficial da Presidência da República e permita uma utilização turístico-cultural".
O autarca salienta que a proposta terá ainda que ser articulada com o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), mas adiantou ao PÚBLICO que a reabilitação do espaço, com meios financeiros do Estado, de eventuais mecenas e do município, reservará uma área para eventos protocolares e para iniciativas culturais, prevendo também zonas museológicas. Uma delas poderá vir a acolher o futuro Museu das Ordens Honoríficas, admitindo-se também a musealização dos antigos aposentos e instalações reais. "O palácio está em muito mau estado e é preciso encontrar urgentemente uma solução", diz Nunes Liberato, acrescentando que se trata de um espaço que pela sua riqueza histórica "não se pode deixar cair". O chefe da Casa Civil da Presidência escusa-se, para já, a revelar pormenores sobre os futuros usos do imóvel - o Museu das Ordens Honoríficas "é uma possibilidade" -, mas concede que se trata de um assunto em que se "está a trabalhar" com a Câmara de Cascais.
De acordo com um responsável da Câmara de Cascais, a última estimativa do Ippar para a recuperação do palácio orça em 6,5 milhões de euros. A indefinição existente sobre o uso a dar ao imóvel é apontada no instituto como uma das razões para que ali não tenham sido feitas quaisquer obras de vulto desde 1990. Apesar dos constrangimentos orçamentais, o Ippar tem investido nos restantes palácios afectos à Presidência da República, como Queluz e Ajuda, mas em Cascais nada foi reparado. Uma das últimas iniciativas oficiais ali levada a cabo decorreu em 1986, quando Cavaco Silva, o actual inquilino de Belém, era primeiro-ministro
.

PF