Saturday, July 17, 2010

Estrada está a ser construída no Abano


Chegado por e-mail:

Boa tarde
Acabo de verificar que estão a construir uma estrada nova no vale entre o
abano e as Almoinhas Velhas, num dos vales com um ecossistema mais rico e
conservado.
Envio a foto com a estrada a ser construída tirada hoje, em anexo
Com os melhores cumprimentos
Francisco Silva


...

Mau, mau, que estará para vir?

Thursday, July 15, 2010

Abençoado microclima

O dicionário não deixa margem para dúvidas: «Conjunto das condições de temperatura, de humidade e de vento peculiares a um espaço homogéneo de pequena extensão à superfície do solo». Convenhamos, portanto, que o termo microclima não se deve aplicar nem à imensidão de praia que se chama Guincho nem àquele troço de «Cornualha» que vai, não da península celta que dizem ter tido tudo que ver com Camelot, mas desde o impoluto Cabo da Roca (inclusive) à cada vez mais urbanizada e inversamente autêntica Ericeira (exclusive), passa pelas celebérrimas praias Grande e Maçãs (cadê as macieiras?), estuários de um Banzão infelizmente «démodé», pelas casas de mestre Arq. Lino (imagino quantos fantasmas não viverão por detrás daquelas austeras fachadas brancas com portadas em madeira colorida) no caminho para as “amalfitanas” Azenhas, não se olvidando nunca das agrestes Ursa, Aguda e Adraga, a tal onde Raul Proença imaginou um gigante adormecido fazendo de promontório rochoso (irra, nunca mais chega o ponto final) e onde o peixe grelhado é ora maior que o mar bravo (finalmente). Contudo aplica-se-lhes e aplicamos-lhes.

Quer num quer noutro caso, mas mormente no da melhor praia do mundo, o Guincho – e peço perdão a todas as outras, às nacionais e às estrangeiras, meridionais e tropicais, do hemisfério Norte ao congénere dos antípodas –; tem sido o seu microclima a garantia, ano após ano, década após década, de que aquela praia jamais será manchete por guerras entre «gangs». Nem mesmo no dia em que a auto-estrada esventrar o que resta esventrar do mato de Birre à Charneca. Será mais certo «o mar dar batatas e o céu em chamas se tornar» do que ver o areal daquela praia ser tomado de assalto por explosões de violência que não as dos deuses e titãs dos ventos, no caso Bóreas, o do Norte, ali omnipresente ele costuma ser, para grande revolta dos seus frequentadores obsessivos, maioritariamente masoquistas, lote em que me incluo, aliás.

Não interessa se fazem 40º à sombra dos toldos piramidais reciclados das praias da Linha, ou se não se mexe um grão que seja dessas areias importadas: os poucos km que vão da Guia ou da Malveira da Serra ao Guincho traduzem-se, geralmente, numa variação radical de vento e temperatura, capaz de fazer passar a cor hasteada de verde a vermelho no espaço de segundos. Por vezes o vento é tal que nem Lawrence o aguentaria, quanto mais uma geração «pitbull». Igual seguradora a humidade que vem do mar sob a forma de neblina e sobe a encosta da serra sem apelo nem agravo, fazendo suar o mais granítico dos penedos de Sintra. Não há mesmo bolsa que aguente, por mais nova-rica que seja, tanta despesa em tintas e telhas novas para as casas licenciadas (ou não) sobre as arribas. Benditos microclimas!




In Jornal de Notícias (15.7.2010)

Tuesday, July 13, 2010

Nove mil pessoas do Estoril sem médico de família forçadas a mudar de centro de saúde


In Público (13/7/2010)
Por Cláudia Sobral

«Associação de Moradores da Quinta da Carreira, em São João do Estoril, não baixa os braços e queixa-se à ministra da Saúde

Passaram-se anos sem que Maria José Afonso fosse a uma consulta no antigo Centro de Saúde do Estoril. Entretanto construiu-se um novo, em São João. Transferiram-se médicos e utentes. E eliminaram-se das listas os nomes dos que não faziam uso do serviço. Quando tentou marcar uma consulta, já no novo centro, disseram-lhe que como não tinha médico de família só poderia ser atendida em Alcabideche. A Associação de Moradores da Quinta da Carreira (AMQC), em São João do Estoril, está revoltada e já se dirigiu à ministra da Saúde, Ana Jorge, a pedir que inverta esta situação que afecta 9000 utentes.

Mais de um terço dos cerca de 23.700 residentes do Estoril (dados do último Censos) estão sem médicos de família. E, por essa razão, terão de deslocar-se ao Centro de Saúde de Alcabideche, outra freguesia do concelho, mais longe das estações de comboios. As excepções são grávidas ou crianças, que podem ser atendidas no Estoril, garante a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais, Helena Baptista da Costa.

A petição enviada à ministra reuniu 850 assinaturas e o nome que a encabeça é o do próprio presidente da Junta de Freguesia do Estoril, Luciano Gonçalves Mourão, que não concorda com a "transferência" destes utentes. Helena Baptista Costa diz não ter havido nenhuma transferência. "O país tem sérias dificuldades na atribuição de médicos de família. Encontrámos uma solução através de uma empresa prestadora de serviços e, por questões de gestão, tivemos de a centralizar", diz.

A localização é um dos maiores problemas apontados pelos moradores da Quinta da Carreira. "Os moradores abdicaram de um espaço privilegiado, com vista para o mar, para a construção de um centro de Saúde a que agora não têm direito", reclama o presidente da direcção da AMQC.

Já a directora executiva do ACES de Cascais explica que o local é precisamente um dos principais motivos para a colocação desses serviços em Alcabideche, porque "o maior número de utentes sem médico pertence" a essa freguesia. Para além disso, refere, há uma maior proximidade do Hospital de Cascais. O problema, explica o presidente da direcção da AMQC, é que em Alcabideche "nem sequer há comboios".

Helena Baptista da Costa aponta ainda outros dois motivos que justificam a decisão: melhor gestão de recursos e maior disponibilidade de gabinetes em Alcabideche. Para Carlos Guimarães, isso não é justificação. "O último andar do Centro de Saúde do Estoril, aquele com melhores vistas para o mar, está inteiramente ocupado com serviços administrativos", afirma. E faz questão de subir até ao terceiro andar para o provar. "Claro que eles estão muito melhor aqui do que em Alcabideche." No Centro de Saúde de Alcabideche, a maioria dos utentes que ontem aguardavam pela sua consulta eram daquela freguesia.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Saúde não fez comentários até ao fecho desta edição.

A AMQC aguarda uma resposta das entidades a quem enviou a petição, como deputados, provedor de Justiça e até mesmo o Presidente da República. Para já, a posição do ACES de Cascais mantém-se irredutível. Os utentes de São João sem médico de família, salvo as devidas excepções, deverão dirigir-se a Alcabideche. Uns fazem-no, outros preferem recorrer ao atendimento em clínicas e hospitais privados.»

Monday, July 12, 2010

Sunday, July 11, 2010

Outra vez?


O largo Cidade de Victória esteve largos meses em obras que terminaram recentemente. Pois quem passe por lá hoje verá a imagem que se junta. Avaria, diz uma tabuleta no local! Sabendo que subsolo está cheio de tubagens das instalações eléctricas e outras, não auguro nada de bom àquele novo pavimento.

Deliberações da Reunião Ordinária Pública de Câmara de dia 28 de Junho de 2010

A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Ordinária Pública de dia 28 de Junho, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a aplicação de uma Taxa Municipal aos operadores de redes de gás natural ou propano pela utilização de redes municipais instaladas no subsolo urbano do domínio público. Objectivo importante para a gestão do território, com implicação nas receitas dos municípios, esta taxa visa criar condições para que os mesmos possam suportar os custos de gestão do espaço canal do subsolo urbano, do domínio público.

2. Adjudicar a construção do projecto "Circular Interna de Manique" à empresa Sanestradas, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo valor de €750.645,00. Com duração prevista de 150 dias, esta obra visa resolver em larga medida os problemas viários com que a povoação de Manique se depara actualmente, fruto do atravessamento do centro urbano por um eixo viário estruturante do concelho, principal ligação rodoviária entre Tires / S. Domingos de Rana e Estoril / Alcabideche, sendo ainda uma via distribuidora de trânsito local. O projecto compreende trabalhos de movimento de terras, infra-estruturas (saneamento, rede de águas, telecomunicações, electricidade e iluminação pública), bem como pavimentação, sinalização, segurança, construção de um pontão para atravessamento da Ribeira de Manique e execução de um projecto de enquadramento paisagístico.

3. Atribuir um subsídio no valor de €20.000,00 à Associação Empresarial do Concelho de Cascais para Requalificação do Gabinete Médico nas instalações propriedade do município sitas na freguesia do Estoril. A AAECC garantiu nos últimos anos consultas de medicina no trabalho aos seus associados e outros interessados. Obrigatórias por lei, estas consultas que em muito contribuíram para a prevenção dos riscos profissionais e para a promoção da saúde. O novo gabinete vem dar resposta às exigências legais mais recentes que obrigam a alterar as condições de oferta deste importante serviço de apoio à actividade económica.

4. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 20.000,00 à Associação de Profissionais de Pesca de Cascais para apoio à actividade desenvolvida, bem como para complementar necessidades de formação profissional.

5. Aprovar a atribuição de um subsídio global no valor de €328.582,08 às administrações conjuntas de moradores e proprietários de diversas Áreas Urbanas de Génese Ilegal do Concelho, a título de comparticipação financeira na realização de obras de infra-estruturas e por substituição dos proprietários não aderentes.

6. Aprovar o protocolo de colaboração entre o Município e a Agência Municipal DNA Cascais, bem como a atribuição de um subsídio anual de €130.000,00. Este protocolo visa estabelecer uma articulação continuada no desenvolvimento de projectos e actividades no âmbito dos quatro Eixos Geração C - Cidadania / Participação, Emprego e Formação, Habitação e Comunicação/lnformação.

7. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 190.578,00 à Agência Municipal Cascais Natura, no âmbito do Programa Natura Observa 2010, para apoio às despesas de funcionamento.

8. Atribuir um subsídio no valor de €18.500,00 à Fundação D. Luís I, para apoio ao funcionamento do Serviço Cultural e Educativo no âmbito do qual, ao longo do ano, são desenvolvidas diversas acções de formação/informação para pais e educadores.

9. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 25.000,00 à Cercica – Cooperativa de Ensino e Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados de Cascais, para apoio a despesas com transporte de alunos portadores de deficiência para os estabelecimentos de ensino regular com salas de apoio e para o Núcleo de Apoio Auditivo situado na Escola do Primeiro Ciclo do Ensino Básico das Areias, S. João do Estoril.

10. Atribuir um subsídio no valor global de €175.405,57 às seis instituições parceiras da Câmara Municipal no âmbito do Programa Alimentar, as quais, no ano lectivo em curso, fornecem refeições a 21 estabelecimentos de ensino, entre Jardins-de-lnfância e Escolas do 1° Ciclo.

11. Aprovar o contrato-programa entre o Município de Cascais e o Clube Nacional de Ginástica para substituição da cobertura do pavilhão do clube, obra que a Câmara de Cascais apoia com uma verba no valor de €28.851,00.

12. Aprovar o contrato-programa entre o Município de Cascais e o Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos para recuperação do pavimento de madeira, obra que a Câmara apoia com uma verba de €28.183,79.

13. Atribuir um subsídio global no valor de € 9.270,81 a diversas instituições concelhias no âmbito do Projecto “Guardiões da Acessibilidade”. A decorrer desde o ano lectivo 2003/2004, este projecto visa sensibilizar a população escolar para as questões da inclusão das pessoas portadoras de deficiência, despertando a comunidade para a necessidade de se garantir acessibilidade para todos. No ano lectivo 2009/2010 este projecto tornou possível a realização de iniciativas de formação e sensibilização em 12 estabelecimentos de ensino concelhios.

Saturday, July 10, 2010

Cascais corta na despesa e faz cerco à receita


In Público (10/7/2010)
Por Carlos Filipe

«Quebra nos impostos e pressão nos custos sociais leva autarquia a apresentar medidas para racionalizar os gastos e combater os excessos municipais

O segundo concelho português mais bem cotado no ranking da eficiência financeira (segundo os dados de 2008 do anuário dos municípios portugueses) anunciou ontem a adopção de um pacote de medidas para poupar dinheiro, evitar excessos e liquidar mais receita.

O conjunto de medidas, diz o comunicado camarário, visa "criar uma bolsa de poupança, que permita reconduzir os valores a níveis considerados prudentes face à conjuntura actual, reforçando a intervenção nas áreas sociais e garantido a manutenção de investimento".

A mesma nota refere que Portugal "foi apanhado no turbilhão de uma (des)ordem mundial, com uma economia desestruturada e com escassez de recursos", e que "a aplicação de medidas de estímulo de pouco serviram, ou foram mal canalizadas, acabando a nossa economia por alinhar com as menos bem preparadas".

Refere a nota concelhia que o Plano de Estabilidade e Crescimento nacional provocará um acréscimo das despesas municipais por força do aumento do IVA, e que a colecta de impostos municipais decresceu 21 por cento em 2009 na tributação directa. Daí que o executivo liderado por António Capucho (PSD) preveja "uma grande imprevisibilidade na projecção das receitas municipais", lê-se na nota municipal.

Cativar financiamento dos departamentos e de saldos das Grandes Opções do Plano para 2010 são tidos como medidas imediatas. Outras prevêem a alienação e colocação no mercado de arrendamento de imóveis municipais para rentabilização; redução em 20 por cento, para 2011, das dotações para protocolos e subsídios, com excepção daqueles que tenham cariz social (IPSS) e reforço do apoio às acções desenvolvidas pela Santa Casa da Misericórdia de Cascais.

Prevê ainda a autarquia alterar a tabela de taxas de modo a permitir o aluguer de espaços públicos a privados, da mesma forma que quer reduzir o endividamento empresarial municipal; afectação de cinco por cento da receita de IMI/IMT a um Fundo de Coesão Social Municipal e redução em 50 por cento das dotações financeiras com eventos previstos para 2011; levantamento da derrama paga no concelho de Cascais, visando fazer cumprir a legislação vigente; notificação dos superficiários e arrendatários de terrenos municipais das verbas em falta.

A autarquia conta rentabilizar os parques de estacionamento do Cascais Center, do hipódromo e do (futuro) parque Palmela. Nos recursos humanos, quer promover um controlo efectivo da massa salarial global no universo municipal, com reflexo directo na suspensão da contratação e na contenção de horas extraordinárias.»

Friday, July 09, 2010

Ainda o mono:

Chegado por e-mail:


Estimado Paulo Ferrero


Ainda em relação à fatídica monstruosidade colocada às portas da nossa "casa" talvez nesta outra perspectiva, com o aproveitamento e sem demolição pudésse fazer algum sentido ...

ESTORIL - LEGOLAND - Novo Parque Temático no Concelho de Cascais

A empresa internacional de produção de brinquedos de construção LEGO acabou de assinar um protocolo com a autarquia e os promotores do novo edifício do Estoril Sol para associar a sua imagem à Vila de Cascais e utilizar o edificio à entrada da Vila para promover um novo Parque Temático que irá ser construído no Concelho de Cascais com o nome "Estoril LegoLand" precisamente por detrás do polémico edificio, no Parque Palmela.

O investimento na criação do LegoLand do Estoril rondará os 150 milhões de Euros e prevê-se uma afluência de cerca de 188.000 pessoas mês ao local estando prevista a sua abertura para o principio de 2011.

Grande Abraço

PRS

Vandalismo e etc.

Cinco árvores jovens apareceram partidas propositadamente, na Av. Fausto de Figueiredo, no Estoril. Coincide no tempo com os distúrbios no Tamariz, mas também pode ser obra de vândalos locais. Lamentável.
Lamentável é também a imposição de parqueamento pago no Jardim dos Passarinhos, Monte Estoril, infernizando a vida aos frequentadores da zona. Também não está fácil o acesso ao paredão do lado de Cascais, já que as obras do novo túnel nunca mais acabam, impedindo inclusivamente que os hospedes do único grande hotel que resta no concelho tenham acesso à praia. E já agora, bem pode a C.M.C. começar a pensar na repavimentação do paredão, pois, como é óbvio, este novo pavimento está uma ruina ao fim de quatro anos.

Tuesday, July 06, 2010

PSP mais atenta após incidentes de domingo na praia do TamarizPSP mais atenta após incidentes de domingo na praia do Tamariz

In Público (6/7/2010)
Por Marisa Soares

«Empresários da restauração preocupados com clima de insegurança na praia e nos comboios. Nem todos os banhistas partilham dos receios

Menos denúncias
MAI garante reforço policial mas não avança com números

De olhos postos no areal, dois agentes da PSP vigiavam ontem, por volta das 14h, os banhistas que aproveitaram as temperaturas altas para um mergulho na praia do Tamariz, no Estoril. Pouco depois, mais três polícias passavam no paredão. Foi um início de tarde calmo, pelo menos até às 15h30, quando chegou uma das duas equipas de intervenção rápida destacadas para as praias da linha de Cascais, no âmbito da operação Verão Seguro, para prevenir um desacato que parecia tomar forma entre grupos de jovens banhistas.

O cenário contrasta com o que se passou anteontem. "No domingo, antes dos incidentes, não vi cá a polícia", critica António Lopes, proprietário do restaurante onde se refugiou um dos grupos envolvidos em confrontos, entre a praia do Tamariz e a de São João. Segundo a PSP, os desacatos ocorreram entre as 13h30 e as 14h, e envolveram dois grupos com "cerca de dez cidadãos". Terá havido um "desentendimento entre alguns membros de ambos os grupos", que acabaram em agressões físicas e com recurso a facas e a uma arma de fogo.

Os disparos e todo o aparato assustaram não só os clientes do restaurante, maioritariamente estrangeiros, mas também os banhistas que anteontem encheram o areal. "Passei o resto da tarde sem ninguém", diz o comerciante.

"As praias do Estoril estão a perder qualidade", lamenta, referindo-se ao "género" de pessoas que agora frequentam a zona. "Falta vigilância permanente. Só a presença dos agentes já é um elemento dissuasor", afirma António Lopes.

O desabafo é partilhado pelos responsáveis de dois restaurantes do Tamariz, que reclamam mais policiamento. "Ainda não vi cá este ano o corpo de intervenção, e isso é fundamental", refere um deles, que pediu para não ser identificado. Os empresários temem que a insegurança - na praia e nos comboios da Linha de Cascais -, aliada à crise, possa afastar os banhistas habituais e os turistas.

"Não quero dramatizar, mas estou preocupado", diz Carlos Vagos, que aproveitou o sol e as férias para um passeio na praia do Tamariz. "Não me sinto inseguro nem tive qualquer problema", diz, por seu lado, um jovem que ontem foi pela primeira vez àquela praia. De passagem no paredão, após um banho de mar, Amélia Baptista também está descontraída. "Não costumo frequentar esta praia, prefiro a Costa da Caparica. Mas os problemas acontecem em todo o lado", lembra.»

Monday, July 05, 2010

Praia do Tamariz palco de confrontos

In Público (5/7/2010)

«Confrontos entre dois grupos rivais de jovens na praia do Tamariz, Cascais, e no passeio marítimo causaram ontem o pânico entre os banhistas.

Classificando os incidentes como "muito graves", o presidente da Câmara, António Capucho, exige que o ministro da Administração Interna ali vá "imediatamente", acompanhado do ministro da Economia ou do secretário de Estado do Turismo, para analisar a situação e tomar as "medidas de emergência que se impõem". "Estão a estoirar com a imagem do Estoril", observa Capucho, explicando que muitos dos visitantes que se deslocaram este fim-de-semana a Cascais para participarem no festival de jazz, no festival de moda e nos congressos que ali decorreram assistiram aos desacatos - dos quais terá resultado um ferido com arma branca.

Tudo se passou perto das 14h, no paredão. Durante os confrontos um dos grupos refugiou-se num dos restaurantes entre o Tamariz e a Praia da Poça, tendo sido alvejado, sem sucesso, pelo grupo rival. Ter-se-ão registado pelo menos quatro disparos. Uma hora mais tarde repetiram-se os desacatos.

"O que se passou revela a negligência do Governo em matéria de segurança e vem afectar ainda mais e de forma brutal o turismo de qualidade que é a trave-mestra do desenvolvimento do concelho", refere um comunicado do presidente da câmara, que considera "inaceitável e irresponsável" a forma de patrulhamento policial da zona das praias planeada para este Verão. A.H.»

Thursday, July 01, 2010

Esplanadas: não há fome que não dê em fartura

Recuando 20 anos, era ver o lisboeta acotovelar-se por um lugar ao Sol nas poucas esplanadas existentes no então espaço público. Poucas havia dignas efectivamente desse nome mas a da Mexicana era destino cativo de peregrinação das mais variadas clientelas, noite adentro, por vezes até depois do fecho e das cadeiras estarem presas a cadeado, não fosse algum dos “motards” clientes decidir levar Av. Roma acima a reboque uma qualquer delas. O resto era um deserto, tal a sede de quem sabia o que perdia e Lisboa pedia: havia mais uma ou outra a registar, mais por graça ao local onde estava montada (ex. Rossio, Belém) do que propriamente pelo serviço prestado.

Hoje, e ainda bem, tudo mudou, ainda que, infelizmente, a qualidade não tenha acompanhado o “boom” na quantidade. A requalificação das Docas de Alcântara foi o pontapé de saída (terminologia oportunista), a partir daí surgiram um sem-número de esplanadas um pouco por toda a cidade, sobretudo nos locais onde o trânsito automóvel foi condicionado (Baixa, etc.). Ultimamente, a CML apostou, também bem, na abertura massiva de quiosques e esplanadas em quase todos os jardins que ainda não os tinham e nos miradouros que nunca sonharam tê-los. Nuns casos foi uma decisão acertadíssima, noutros terá pecado por excesso, como no jardim “play station” em que se tornou o Campo Pequeno, hoje um espaço descaradamente inenarrável.

O mesmo se pode dizer do que proliferou ao longo da chamada Linha, em que o Paredão desde Oeiras a Cascais substituiu as esplanadas das até então monopolistas Arcadas do Estoril, hoje claramente subaproveitadas. Agora, bordejando os areais daquela costa há dezenas e dezenas, senão centenas, de esplanadas e pré-fabricados, umas mais ou menos enquadráveis que outras mas todas como resultado do encontro inevitável entre o aumento exponencial da procura pelo lazer junto ao mar e a capacidade “notável” de licenciamento pelas respectivas câmaras municipais. O Largo Camões, em Cascais, é exemplo maior dessa saturação do espaço público em prol do guarda-sol e do excesso de cadeiras.

Chegados aqui há que parar para pensar e … regulamentar. É impossível continuarmos a ter situações como as das alfacinhas Portas de Santo Antão e Rua dos Douradores, em que o peão é obrigado a ziguezaguear para não embater nas cadeiras, e em São Nicolau em que temos nem 1m livre junto aos edifícios para passar, correndo o risco de levar com uma sopa ou um jarro de sangria em cima. E essa espécie de mobiliário, de plástico “fruticolor” e de gosto duvidoso, que nos impinge publicidade, mais a tendinha sem jeito e o improvisado pára-vento. Mais o televisor ou o rádio da praxe, emitindo a decibéis insuportáveis! Haja coragem em regulamentar as esplanadas. Nem oito nem oitenta!




In Jornal de Notícias (1.7.2010)

A CMC, em Reunião Pública de dia 28.06, entre outras matérias, deliberou:

[...] 2. Adjudicar a construção do projecto "Circular Interna de Manique" à empresa Sanestradas, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo valor de €750.645,00. Com duração prevista de 150 dias, esta obra visa resolver em larga medida os problemas viários com que a povoação de Manique se depara actualmente, fruto do atravessamento do centro urbano por um eixo viário estruturante do concelho, principal ligação rodoviária entre Tires / S. Domingos de Rana e Estoril / Alcabideche, sendo ainda uma via distribuidora de trânsito local. O projecto compreende trabalhos de movimento de terras, infra-estruturas (saneamento, rede de águas, telecomunicações, electricidade e iluminação pública), bem como pavimentação, sinalização, segurança, construção de um pontão para atravessamento da Ribeira de Manique e execução de um projecto de enquadramento paisagístico. [...]