Wednesday, April 30, 2014

Passeio Dª. Maria Pia

Quem foi o Iluminado que teve a ideia de substituir os antigos bancos, que referiam determinada época, por estas pedras (a que eu chamo monos)?.
Será por causa do vandalismo? Mas porque a Policia Municipal não efectua mais policiamento?. Foi para isso que foram criadas, (proteger o património Municipal). As fotos demonstram o que acabei de citar.

o antigo
 
 
o moderno!
 

Tuesday, April 29, 2014

Queremos a Lx Factory no Centro Comercial do Cruzeiro no Estoril!


Exmos. Senhores
Presidente da Câmara de Cascais, Dr. Carlos Carreiras,
Presidente da Comissão Executiva do C.A. do BPI, Dr. Fernando Ulrich,
Director da Mainside, SGPS, Dr. José Carvalho,


C.C. Assembleia Municipal, Junta de Freguesia e Media

No seguimento do protocolo estabelecido no ano passado pela empresa MAINSIDE, SGPS., a CML e a ESTAMO, S.A., visando reabilitar e reutilizar o antigo Hospital do Desterro, em Lisboa, por um período de 10 anos (iniciativa que aplaudimos e a que desejamos as maiores felicidades), somos a apelar a V. Exas. para desenvolvam igual propósito no edifício do antigo Centro Comercial Cruzeiro, no Estoril!

Como é do conhecimento de V. Exas., o Cruzeiro é um edifício emblemático do Estoril; um edifício modernista que foi o primeiro centro comercial do país. E se é verdade que nunca foi um projecto bem-sucedido do ponto de vista comercial, foi-o enquanto espaço afectivo dos moradores e de quem o frequentava. Da sua importância tratam os 3 depoimentos em anexo. Cruzeiro encontra-se praticamente abandonado (apenas 2 espaços comerciais subsistem) e foi demolida a sua característica pála, por ter partes da sua estrutura a ameaçarem cair na via pública.

A anunciada demolição integral do Cruzeiro por via do pedido de informação prévia submetido à CMC, visando a sua substituição por um edifício contemporâneo, envidraçado e inspirado na estética do Pavilhão Atlântico da Expo’98, tem provocado indignação nos cidadãos, a começar pelos moradores na zona.

É nossa forte convicção que o Cruzeiro poderá ser uma experiência muito bem-sucedida tanto para investidores, como para o proprietário, e, desde logo, para o concelho e os cascalenses; se lhe for aplicado o “modelo” Lx Factory/Hospital do Desterro. O Cruzeiro tem uma localização excelente, tem espaço e tem potencial para muitos e diversificados mercados e públicos-alvo, e, não menos importante, para uma variada oferta de serviços e comércio de qualidade e inovadores.

Cremos, por isso, que o Cruzeiro pode servir de alavancagem local, quer do ponto de vista económico como social e urbanístico.

Pelo que, apelamos à CMC, ao BPI e à Mainside, para que estabeleçam um protocolo à semelhança do desenvolvido para o Hospital do Desterro, em Lisboa, e vejam no Cruzeiro uma oportunidade para levarem por diante um projecto estratégico para o concelho de Cascais.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Manuel Valadas Preto, João Aníbal Henriques, Maria José Ravara, António Branco Almeida, Maria João Amorim, Diogo Pacheco de Amorim, José d' Encarnação

Monday, April 21, 2014

Cascais convida a subir aos faróis para conhecer séculos de história

Autarquia organiza visitas guiadas e gratuitas aos faróis do concelho, alguns habitualmente encerrados ao público. O PÚBLICO acompanhou uma dessas visitas, que começam no farol-museu de Santa Marta.
Por Marisa Soares, Público de 19 Abril 2014
O farol-museu de Santa Marta | Foto de José Maria Ferreira
“Isso é uma farda?” A pergunta do pequeno Ricardo parece inocente, mas tem água no bico. Quando o faroleiro Edgar Bentes lhe responde que sim, o rapaz não perde tempo. “E a arma, está lá em cima?”, questiona, apontando para a cúpula onde se encontra o aparelho óptico do farol da Guia. Na imaginação deste menino de dez anos, o faroleiro teria que estar pronto para retaliar “se os barcos atacassem”. Mas hoje as tarefas deste profissional são outras.
O farol da Guia é um dos oito que apontam o rumo aos navegadores à entrada da barra do Tejo. É um dos faróis mais antigos do país ainda em funcionamento, construído em 1537, e fica situado no concelho de Cascais, entre o farol de Santa Marta, construído em 1868, e o do Cabo Raso, de 1894. Uma vez por mês, a câmara organiza visitas guiadas e gratuitas a estes monumentos. O PÚBLICO acompanhou uma dessas visitas na quinta-feira passada.
O grupo – cerca de duas dezenas de turistas, metade deles estrangeiros – ouve atento as explicações de Sandra Santos. É ela a responsável pelo farol-museu de Santa Marta, o primeiro do género em Portugal, aberto desde Julho de 2007 no quadro de uma parceria estabelecida entre a Câmara de Cascais e a Marinha, proprietária do espaço. É aqui que começa a visita.
Nos edifícios de apoio, que até 1981 serviram de casa aos três faroleiros responsáveis pela torre (até à automatização dos faróis), encontram-se agora peças que contam a história de uma actividade com mais de 500 anos. Nas prateleiras há desde receptores de rádio a óculos de grande alcance que serviam para detectar os barcos ao longe, e réplicas dos aparelhos de luz que equiparam os faróis portugueses ao longo dos tempos: primeiro com recurso a azeite, depois a petróleo, agora a electricidade.  
“Cada farol tem um código de luz, é a sua assinatura”, explica Sandra Santos. De Montedor (Viana do Castelo) a Vila Real de Santo António (Faro), as luzes das três dezenas de faróis do continente (mais 16 nos Açores e sete na Madeira) brilham numa cor e ritmo próprios, ora intermitentes, ora giratórias. Na barra do Tejo, à noite, as luzes dos faróis desalinhados “definem uma linha segura de navegação” para os navegadores.
Instalado no interior do forte com o mesmo nome, o farol de Santa Marta ergue-se numa torre quadrangular forrada a azulejos, com faixas horizontais azuis e brancas. Da base à cúpula vão 20 metros. É preciso subir 90 degraus para chegar ao topo, onde a vista descansa no azul do mar, de um lado, e na paisagem urbana, do outro.
O farol tem estado aberto uma hora por dia, mas ainda este mês devem começar obras de manutenção, o que obriga a encerrar o espaço. Depois da intervenção, deverá manter-se aberto apenas no quarto sábado de cada mês, durante a manhã – com excepção para grupos com marcação, que têm visita garantida à torre. Mas o museu continuará aberto diariamente, com actividades para grupos escolares, oficinas, jogos e peddy paper aos fins-de-semana.
Entre Junho e Setembro, o farol-museu de Santa Marta será também o ponto de partida para a iniciativa "Faróis na Noite”, organizada pela Câmara de Cascais, que inclui passeios nocturnos de barco para ver os faróis ao longo da barra do Tejo em funcionamento. Os primeiros passeios estão agendados para 13 e 27 de Junho, às 20h30, e demoram três horas. A participação é gratuita.
Em terra, o percurso entre os três faróis é feito num autocarro cedido pela autarquia. O farol da Guia é a segunda paragem. Fardado a rigor, de calças e camisa azul-escuro com os símbolos da Marinha, Edgar Bentes recebe o grupo antes de o convidar a subir os 110 degraus que conhece de cor. “Subo-os pelo menos uma vez por semana”, explica. O pequeno Ricardo é o primeiro a subir as escadas de ferro que dão acesso à cúpula. “Isto roda?”, pergunta. A resposta é negativa. A lâmpada de halogéneo de 1000 Watts instalada no aparelho óptico, com lentes reflectoras, está preparada para fornecer “um segundo de luz, um segundo de ocultação”, num ritmo intermitente, responde o faroleiro.
Edgar Bentes é um dos cinco profissionais afectos à central de Paço de Arcos, em Oeiras, onde fica a Direcção de Faróis, que é simultaneamente o posto de comando de toda a rede nacional e o núcleo que controla os assinalamentos de aproximação às barras do porto de Lisboa. Daqueles cinco faroleiros, quatro garantem à distância a manutenção dos faróis da Guia, Santa Marta, São Julião, Bugio, Gibalta e Esteiro. Fazem também visitas pontuais para “manutenção, limpeza, pequenas obras e pinturas”, explica Edgar Bentes. "O faroleiro transformou-se num mecânico, electricista, carpinteiro e pintor", afirma.
Já era assim quando abraçou a profissão há 19 anos. Antes de chegar a Oeiras, Edgar Bentes morou dois anos no farol do Cabo da Roca e quatro no farol da ilha da Culatra, no Algarve. De quatro em quatro anos, os faroleiros têm de mudar de posto, muitas vezes com a família. "Não é fácil", admite este militar de 40 anos.
Na era do GPS, o tempo dos faróis estará a chegar ao fim? Bentes diz que não. “A tecnologia pode falhar. Além disso, os pescadores que andam junto à costa não têm GPS, e para a navegação costeira é importante ter os faróis”, argumenta.

A última paragem da visita é no Cabo Raso. O farol fica para lá dos portões do Forte de São Brás, normalmente fechados ao público, na estrada a caminho do Guincho. Mas aqui não há torres altas em alvenaria. “Não houve verba para isso”, explica Sandra Santos. O farol - o único da barra do Tejo ainda com faroleiro residente - é uma torre vermelha cilíndrica de ferro, estreita, com 13 metros de altura, onde nem sequer se pode entrar. Mas há outro ponto de interesse para os visitantes: a casa das máquinas, onde ainda estão os geradores que faziam funcionar os compressores, que por sua vez enchiam de ar os cilindros ligados à trompa instalada no telhado. “Era isto que fazia o sinal sonoro”, explica Edgar Bentes. Hoje o farol não emite som, mas continua a iluminar o cabo.

Sunday, April 20, 2014

Que iluminação mais medonha, credo! :-(


Que coisa medonha esta inova iluminação da rua direita e arredores. Cascais continua no bom caminho da 'Albufeirizacao" ...

Araucária - árvore protegida no município de Cascais (em Regulamento). Será?


Chegado por e-mail:

«Ontem 16 de Abril foram abatidas 5 árvores no "triângulo separador" entre a Marginal de Cascais e Av. Sabóia, frente à construção do "Atlântico Estoril Residence". Seriam Casuarinas; e Tamargueiras (?).

Hoje, 17 de Abril de 2014, está a ser abatida a Araucária centenária do espaço contíguo. Terá (teria a esta hora?) entre 15 a 20 metros de altura? Ou mais?

No passado, pelo seu porte, antiguidade e outras características, esta Araucária tinha sido proposta para árvore protegida nacional - a proposta terá sido recusada, desconheço os motivos.

De qualquer modo, não percebo porque não foram acautelados os planos de arruamentos de modo a evitar este abate. A arquitectura paisagística moderna não se coaduna com esta atitude. A preservação das espécies de grande porte também não. O turista que vem a Cascais, ao Monte Estoril gostaria de ter usufruído da beleza deste espécime, tal como eu gostei.

Pergunto: houve aviso público de que estas árvores iriam ser abatidas? De que este exemplar protegido seria abatido?

No site da Câmara vejo esta informação onde não é claro o abate.

Também não é linear que ao se olhar para os desenhos publicados no site da Câmara, ou no local pela construtora, se tenha percebido antecipadamente que estes abates iriam ocorrer.

Nota: ontem estive na Comissão de Educação da AMC e informei os presentes do que se estava a passar. Foi-me dito que no seu lugar iriam por certo ser plantadas outras árvores... E que provavelmente esta, ao ser plantada, tê-lo-á sido no lugar de outras, também elas arrancadas. Em prol do progresso.

Outras pessoas também alegaram que nem sempre as árvores têm de ser protegidas, nomeadamente os plátanos que causarão alergias. Algumas (poucas) disseram que iriam passar no local para ver.

Só acrescento o que ali disse: insensibilidade, falta de visão... estratégica? E não estamos a falar de nenhum plátano, convenhamos. Mas sim de uma árvore protegida pelo Regulamento Municipal de Cascais.

Aguardo resposta à pergunta que dirijo acima, que proponho que seja remetida ao executivo camarário.

Cumprimentos

Paulina Esteves
Eleita pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Cascais»

Wednesday, April 16, 2014

Casa Sommer | Visita às obras


Boas notícias, INDUBITAVELMNTE. Mas, chegados aqui, da casa apenas restará a fachada e, espero, o gradeamento e o portão. Mas mais vale isto do que nada.

Sunday, April 13, 2014

A selvajaria reabriu em força!
Perante a cumplicidade de todas as "autoridades" e também da CMCC ( Câmara Municipal de Carlos Carreiras, reabriu a época dos senhores motociclistas, sem rei nem roque, passeando-se dia e noite na chamada Av. Marginal.
Chamada assim para que a câmara possa usufruir dos IMIs correspondentes a uma via de primeira?
Mas é uma via de terceira, terceiro mundo.
Hoje,mais duas famílias, estas norueguesas, se foram embora perante o quadro: 130 decibeis, onde o regulamento e o código da estrada estipulam à roda de 40 como máximo legal.
Já seria normal que todas as autoridades que pagamos com os nossos impostos se estivessen a borrifar nos cidadãos. Estes são ignorados desde que mantenham em dia os seus impostos e outras sonegações. É no normal...
Mas ainda é mais estúpido que as mesmas "autoridades" contribuam para anular os esforços de gentes cumpridoras, para receber divisas desixadas pelos estrangeiros que não vivem, sorte deles, em Cascais.
A bem da Nação??????

Wednesday, April 02, 2014

Urbanização em Carcavelos sem impactos no surf e na praia, diz estudo

Investigador do Instituto Superior Técnico estudou impacto do polémico projecto no vento que cria os "tubos perfeitos" para o surf e no areal. Câmara de Cascais aceitou reduzir o número de fogos previsto no projecto e eliminar os condomínios fechados.

Por Marisa Soares, Público de 2 Abril 2014

Câmara aceitou retirar do projecto os condomínios fechados e diminuir de sete para seis o número de pisos em três prédios junto à marginal 


Segundo dois estudos encomendados pela Câmara de Cascais, a construção de uma mega-urbanização na Quinta dos Ingleses, junto à praia de Carcavelos, não altera o vento que sopra em direcção à praia e por isso não prejudica a prática do surf. O projecto polémico, cujo relatório da discussão pública vai ser votado na Câmara de Cascais na próxima segunda-feira, não contribui para a erosão da praia, lê-se nos documentos. Esta é a resposta da autarquia às questões levantadas por moradores e surfistas. Porém, a resposta não convence totalmente.
O Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS) abrange uma área de 54 hectares e inclui a construção de uma urbanização prevista desde os anos 60, sobre a qual os proprietários, a imobiliária Alves Ribeiro e a St. Julian’s School Association, terão adquirido direitos de construção inalienáveis. Se o projecto não avançar, os promotores exigem à câmara uma indemnização de 264milhões de euros.
Durante o período de discussão pública, que terminou a 17 de Fevereiro, a autarquia recebeu 91 contributos e aceitou algumas das alterações propostas: a urbanização não pode incluir condomínios fechados e três dos prédios mais próximos da Avenida Marginal terão seis e não sete pisos, retirando cerca de 30 fogos aos 939 previstos.
Para esclarecer as dúvidas “levantadas com grande alarmismo” por moradores e surfistas, como referiu recentemente o presidente da câmara, Carlos Carreiras (PSD), na sua página de Facebook, o autarca decidiu pedir dois estudos independentes. Os documentos serão divulgados nesta quarta-feira na página do município e num encontro organizado pelo Movimento Viva Cascais, às 21h, onde o plano de pormenor vai estar em discussão.
Nos estudos, o investigador Ramiro Neves, do Instituto Superior Técnico (IST), analisou o impacto do PPERUCS no regime de ventos e no areal da praia. Através de simulações feitas com base em modelos matemáticos, o especialista concluiu que “o sentido do vento não se altera” devido à construção e que nos 20 metros acima do nível do mar - ou seja, na zona utilizada para o surf - “não há alteração da intensidade” do vento.
“As construções planeadas para Carcavelos-Sul não terão qualquer impacte sobre a qualidade do surf na praia”, garante o especialista em física da atmosfera e dos oceanos. Esta foi uma das dúvidas apresentadas durante a discussão pública pela associação SOS - Salvem o Surf, que teme perder as “ondas de qualidade mundial” que se formam na zona designada como Esquerda do Calhau.
A SOS - Salvem o Surf lembra que a praia de Carcavelos, onde operam 30 escolas de surf, é a que atrai mais praticantes da modalidade na Europa - chega a ter mais de 500 surfistas em simultâneo. “Ficámos chocados quando percebemos que os impactos da urbanização na praia não tinham sido sequer considerados na avaliação de impacto ambiental”, diz o presidente da associação, Pedro Bicudo. Este especialista em física, também investigador no IST, considera que o vento offshore, que sopra da terra para o mar e cria os “tubos perfeitos”, pode “mudar completamente” após a construção da urbanização.
Ainda assim, Bicudo admite que o problema pode não existir caso se confirmem os modelos utilizados por Ramiro Neves, que ontem ainda não conhecia. Mas sobram outros. “A câmara e a Alves Ribeiro ignoraram os impactos do projecto na paisagem e na praia”, refere o surfista.
Para responder em parte a esta questão, o município acena com outro estudo. Ramiro Neves analisou as implicações da urbanização no futuro do areal da praia e concluiu que, devido à hidrodinâmica e à geologia da região, o projecto não interfere nos sedimentos “nem condicionará a adaptação da praia num cenário de alterações climáticas”.
Os sedimentos que se acumulam na Costa do Estoril são provenientes no estuário do Tejo. “A ondulação na região não permite a acumulação de sedimentos e não existem fontes de sedimentos em terra, pelo que a única costa estável nessas regiões é uma costa rochosa”, explica Ramiro Neves. É o caso da praia de Carcavelos. A confirmar-se a prevista subida do nível do mar (até 2080 deve subir um metro, segundo as projecções feitas no projecto SIAM - Alterações Climáticas em Portugal), os sedimentos retidos na baía serão levados pelo mar e restarão as rochas - tal como já acontece hoje, por exemplo, na vizinha praia das Avencas.
“Não digo que não há perigo de a praia desaparecer”, ressalva o investigador. No entanto, explica, o substrato rochoso da praia de Carcavelos não pode ser fonte de sedimentos, pelo que não há risco de a urbanização prevista para aquela zona interferir com o areal.
A resposta não convence Pedro Bicudo. “A partir do momento em que se construa um estacionamento e torres de betão logo atrás da praia, está-se a hipotecar uma ferramenta importante para manter o areal”, defende o presidente da SOS - Salvem o Surf. Bicudo considera que a única forma de “salvar” a praia de Carcavelos é fazer recuar a Avenida Marginal e o paredão para o interior. Ao urbanizar aquela zona, essa hipótese cai por terra.
“Criar uma faixa de segurança sem edificações, com pelo menos 300 metros de distância em relação à praia, seria suficiente para a salvar”, acrescenta. O projecto prevê a construção a cerca de 80 metros do areal. “Gostávamos que a dinâmica da zona fosse bem estudada antes de se avançar com a urbanização”, conclui.

Mesmo que seja aprovado pelo executivo municipal na próxima segunda-feira, o PPERUCS terá de ser votado pela Assembleia Municipal, que já chumbou o projecto em 2001 e onde o assunto ainda não reúne consenso entre os partidos.