Friday, September 14, 2018
Thursday, February 26, 2015
Wednesday, April 17, 2013
Friday, March 22, 2013
Directora do museu Paula Rego demitiu-se
Por Lucinda Canelas
«Os papéis ainda não estão assinados,mas há já duas semanas que Helena de Freitas pediu a demissão do cargo de directora da Casa das Histórias Paula Rego, o museu dedicado à pintora portuguesa, em Cascais. Há duas semanas que não vai àquela que foi a sua casa nos últimos três anos. “Neste momento sinto que não tenho condições para continuar”, disse ao PÚBLICO esta curadora de 52 anos que em 2010 trocou o Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, aonde deverá regressar, por Cascais, a convite da artista. “O projecto não é o mesmo, a equipa não é a mesma, a colecção não será a mesma”, justificou.
A decisão vem na sequência da extinção da fundação com o nome da artista, sustentáculo da Casa das Histórias, confi rmada em Diário da República a 8 de Março. Segunda-feira, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), disse em reunião com o seu executivo que a família da pintora e a autarquia tinham chegado a acordo em relação aos novos moldes em que o museu virá a funcionar. Paula Rego continuará a dar nome ao espaço museológico, onde será instalada uma exposição permanente da sua obra, mas o acervo à guarda da Casa das Histórias desde 2009 deverá sofrer alterações. Com a extinção da fundação, é a câmara quem passa a assumir a gestão – e os custos – do museu. Reduzir os gastos é, disse Carreiras, o principal objectivo da reestruturação.
Helena de Freitas, que chegou ao museu para substituir a primeira directora, a historiadora de arte Dalila Rodrigues, prefere não falar do acervo que vai ser exposto a partir daqui. Admite que os anos de trabalho em Cascais foram “muito difíceis”, mas “extremamente compensadores”, em boa parte por causa da equipa do museu e do contacto directo com Paula Rego. “Ela é uma artista incrível e uma pessoa extraordinária. Trabalhar com Paula Rego foi um privilégio que pude partilhar com uma equipa que respeito muito. Tenho muito orgulho no que fizemos
juntos.”
com Lusa»
Tuesday, March 19, 2013
Cascais e Paula Rego extinguem fundação
Por João Pedro Pincha
«O museu instalado na Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego, em Cascais, vai funcionar em novos moldes que visam assegurar a sua continuidade depois da extinção da Fundação Paula Rego ter sido confirmada a 8 de Março em Diário da República, no fi nal de um processo que o Governo iniciou em Janeiro do ano passado com a avaliação de viabilidade a todas as fundações existentes no país. O acordo entre a câmara e a família da pintora foi anunciado ontem, estando prevista a inauguração de uma nova exposição já em Abril, que terá a ópera como tema.
O acordo assinado entre Nick Willing, filho da pintora, e o município prevê a manutenção do nome Paula Rego para o espaço museológico e a instalação de uma exposição permanente da artista. Quanto às obras, Paula Rego confi rmou a doação já feita em Setembro de 2009, data em que o museu foi inaugurado. Também as obras de Victor Willing, o marido da pintora falecido em 1988, continuarão no museu. Segundo Carlos Carreiras, presidente da autarquia, com a solução agora encontrada “vai haver uma redução de custos”, uma vez que era a câmara “a suportar a fundação”.
Já Paula Rego “não pretende manter-se ligada a uma fundação de natureza exclusivamente pública, nem tem intenção de criar uma fundação privada para as mesmas fi nalidades”, lê-se no comunicado. “Colocámos várias possibilidades à pintora e ela optou pela extinção da fundação”, diz Carlos Carreiras, para quem este entendimento permitirá “desenvolver sinergias” com os restantes equipamentos culturais do concelho. Ainda segundo o comunicado, a câmara “readquire a propriedade plena” do edifício desenhado por Eduardo Souto de Moura.
A entrada em vigor da solução encontrada para o museu aguarda apenas a aprovação defi nitiva da extinção da fundação em Conselho de Ministros.»
Saturday, December 31, 2011
Casa das Histórias apresenta nova temporada
por Alexandre Elias
«Inéditos de Paula Rego e espaços dedicados a nomes como Bruno Pacheco e Adriana Molder são algumas das apostas deste museu para 2012.
A Casa das Histórias Paula Rego (Cascais) vai estender as exposições "Oratório" e "O corpo tem mais cotovelos", ambas com encerramento previsto esta sexta-feira, até aos dias 5 e 19 de Fevereiro, respectivamente. Com 52 mil visitantes registados desde a inauguração destas duas exposições, em Julho, a afluência de público ao museu é o motivo para extensão da vida em sala destas peças.
No entanto, caberá ao artista plástico Bruno Pacheco o arranque oficial da programação para 2012, com o primeiro espaço de autor na Casa das Histórias (até agora, dedicada exclusivamente à obra de Paula Rego). O projecto de Bruno Pacheco inaugura no dia 1 de Março e será composto por pinturas de grandes dimensões que "desenvolve poderosas narrativas visuais que questionam os modelos de representação na arte contemporânea", descreve um representante da Casa das Histórias.
A 24 de Junho, data em que encerra o espaço dedicado a Bruno Pacheco, inauguram em simultâneo duas outras exposições, "Damas e Pé de Cabra", um diálogo entre obras de Paula Rego e Adriana Molder, que estará patente até ao fim de 2012, e "Mood/humor", uma remontagem da série "Possession", de Paula Rego, pertencente ao Museu de Serralves e inédita em Cascais e Lisboa.
No mesmo dia, a instituição inaugura uma remontagem a partir de algumas pinturas importantes da colecção expostas em Paris, com curadoria de Catarina Alfaro, e apresenta também um diálogo entre uma obra de Paula Rego - "O Anjo" (1998) - e parte de uma série inédita de trabalhos em desenho de Pedro Calapez. Esta mostra tem curadoria de Helena Freitas.»
Monday, December 12, 2011
Prémio Secil atribuído à Casa das Histórias, de Souto de Moura

In Sol Online (12/12/2011)
«O arquitecto Eduardo Souto de Moura recebe hoje, em Lisboa, o Prémio Secil Arquitectura 2010, atribuído pela Secil e a Ordem dos Arquitectos, pelo projecto da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.
Criado em 1992, o galardão distingue, de dois em dois anos, a mais significativa solução de arquitectura portuguesa, tendo o júri desta edição sido composto pelos arquitectos Nuno Brandão Costa, Siza Vieira, Diogo Seixas Lopes, Paula Silva, Luísa Marques e presidido por Duarte Cabral de Mello.
Esta é assim a terceira vez que Eduardo Souto de Moura é distinguido com o Prémio Secil, depois de em 2004 ter sido escolhido com o Estádio Municipal de Braga e, em 1992, ano da criação do prémio, com a construção da Casa das Artes no Porto.
O júri do Prémio Secil Arquitectura 2010 destacou a Casa das Histórias Paula Rego entre 16 obras finalistas de arquitectura que considerou de «qualidade exemplar», sublinhando que o edifício criado por Eduardo Souto de Moura «foi pensado tendo em conta os elementos fundamentais já existentes: o terreno e as árvores».
A atribuição do prémio foi anunciada no passado dia 15 de Setembro.
Eduardo Souto de Moura foi este ano o segundo português a conquistar o Pritzker - o maior galardão mundial da área da arquitectura - e já recebeu, entre outros galardões, o Prémio Internacional 'Pedra na Arquitectura' para a casa, em Braga, concedido pela Feira de Verona, e o prémio da secção portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA).
Nascido no Porto, a 25 de Julho de 1952, Souto de Moura faz parte do núcleo de profissionais da 'Escola do Porto', ao lado de Fernando Távora e Siza Vieira, tendo-se licenciado em 1980 pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Entre 1974 e 1979 colaborou com Álvaro Siza Vieira, o primeiro arquitecto português a ser distinguido com o Pritzker, em 1992.
Souto de Moura tem vindo a leccionar nalgumas das mais conceituadas escolas de arquitectura desde o início dos anos 1980: inicialmente na Faculdade de Arquitectura do Porto e, depois, em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurique e Lausanne.
A cerimónia do Prémio Secil de Arquitectura realiza-se a partir das 18:00 no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, estando previstas as presenças da ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.
Na sessão será igualmente entregue o Prémio Secil Universidades Arquitectura 2010, este ano atribuído a oito projectos.
Lusa/SOL»
Friday, February 26, 2010
Helena de Freitas é a nova directora da Casa das Histórias Paula Rego
«A curadora e especialista em História da Arte Helena de Freitas é a nova directora da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.
A Casa das Histórias Paula Rego abriu a 18 de Setembro de 2009 (Nuno Ferreira Santos)
Após vários meses de negociações, Helena de Freitas assinou hoje um contrato de dois anos com a Fundação Paula Rego, e passará a ser a directora da Casa das Histórias a partir de 1 de Março, disse hoje à agência Lusa fonte da Fundação Paula Rego.
Helena de Freitas, 51 anos, é licenciada em História, tem um mestrado em História da Arte, e trabalhava como curadora no Centro Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian desde o final dos anos 80.
A nova direcção vai substituir Dalila Rodrigues, ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga, que instalou o projecto museológico durante um ano com uma equipa própria, até à abertura da Casa das Histórias Paula Rego, a 18 de Setembro de 2009.
No final de Outubro desse ano, Dalila Rodrigues anunciou que a Fundação Paula Rego lhe tinha comunicado que sairia da direcção do museu porque o seu nome não reunia consenso e não havia afinidades com o projecto apresentado.
Na mesma altura, repudiou o recuo da fundação e da autarquia de Cascais no apoio que lhe tinha sido dado anteriormente para continuar na direcção.
Por seu turno, a Fundação Paula Rego enalteceu o bom trabalho da museóloga na instalação do novo museu, mas justificou a saída com “perspectivas divergentes” quando ao futuro do projecto.
Instalado num edifício de raiz desenhado pelo arquitecto Souto de Moura, o museu representou um investimento, por parte da Câmara Municipal de Cascais de cerca de cinco milhões de euros, ao abrigo de um programa de apoio financeiro do Turismo de Portugal.
A Casa das Histórias possui um acervo com cerca de quatro centenas de obras de pintura, desenho e outras peças da pintora portuguesa de 74 anos, radicada em Londres e uma das mais conceituadas artistas portuguesas a nível internacional.»
Wednesday, December 30, 2009
No nº 1 da newsletter da APHA:
A Associação Portuguesa de Historiadores da Arte divulga, a partir de hoje, o n.º 01 da APHA_Newsletter, publicação online da associação com periodicidade trimestral.
Neste primeiro número, damos especial destaque à Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, às obras ilegais na Sé de Lisboa e a uma tábua atribuída ao Mestre da Lourinhã leiloada na Christie's. Mas muitos outros assuntos chamaram a nossa atenção.
Esperamos que esta nova publicação contribua para dinamizar a intervenção, cívica e disciplinar, dos historiadores da arte.
Aguardamos as sugestões e ideias de todos para os próximos números.
A Direcção da APHA
30 de Dezembro de 2009
www.apha.pt
Tuesday, November 10, 2009
Casa das Histórias - Paula Rego ‘despediu’ Dalila
Por José Fialho Gouveia
"«A indigitada directora da Casa das Histórias de Paula Rego, Dalila Rodrigues, não foi nomeada por vontade expressa da pintora. Conflitos de sensibilidade e divergências várias, originaram a decisão, avança a edição do SOL desta sexta-feira
Feitios incompatíveis, intransigência de ambas e divergências nas mais diversas matérias estiveram na origem do confronto entre Dalila Rodrigues e Paula Rego.
O desfecho deste embate de personalidades e perspectivas foi a não nomeação de Dalila Rodrigues para o cargo de directora do Museu Casa das Histórias, pertencente à fundação da pintora.
A ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga e posteriormente directora de comunicação da Casa da Música foi, em Outubro de 2008, convidada pessoalmente por Paula Rego para liderar o processo de instalação da Casa das Histórias.
Tudo indicava que Dalila Rodrigues serial formalmente confirmada como directora do Museu – inaugurado a 18 de Setembro –, mas, a 29 de Outubro, foi anunciada a decisão de afastar Dalila Rodrigues.
Ana Clara Justino, vereadora da Cultura da Cultura da Câmara Municipal de Cascais (CMC) e vice-presidente do conselho de administração (CA) da fundação, explicou que «não houve consenso no nome» de Dalila. Esta, três dias depois, manifestou-se «surpreendida com o desfecho»"
...
Mal abriu e já tem outra historieta? Alguém sabe o que aconteceu de verdade?


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