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Monday, April 11, 2016

Pedido à CMC para comprar Chalet Faial


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Carlos Carreiras


C.c AMC e media

No seguimento das conferências “Entre Arquitetos. Raul Lino e a Arquitetura Portuguesa na 1ª Metade do Século XX”, em boa hora organizadas pela Câmara Municipal de Cascais, onde, naturalmente, a “Arquitectura de Veraneio” assume particular relevância no concelho de Cascais, marcando ainda de forma indelével o presente o mesmo;

Considerando que o Chalet Faial, sito na Alameda Duquesa de Palmela, nº 175, em Cascais, é um dos mais emblemáticos e carismáticos exemplares dessa arquitectura e que por essa razão está classificado como Monumento de Interesse Público, desde 2012 (http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/9571472);

Considerando que o Chalet Faial se encontra neste momento à venda pela ESTAMO (ver http://www.estamo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=93&Itemid=183);

Somos a instar Vossa Excelência e a Câmara Municipal de Cascais a negociarem com a ESTAMO a aquisição do Chalet Faial, antes que este se degrade de forma irreversível e se perca a oportunidade de o resgatar do abandono e da degradação.

Estamos certos que o Chalet Faial dará, por exemplo, uma magnífica casa-museu da “Arquitectura de Veraneio em Cascais”, um projecto que seria pioneiro no país!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Maria João Pinto, António Branco Almeida, Júlio Amorim e Fátima Castanheira


Foto: blogue hoje conhecemos

Monday, April 21, 2014

Cascais convida a subir aos faróis para conhecer séculos de história

Autarquia organiza visitas guiadas e gratuitas aos faróis do concelho, alguns habitualmente encerrados ao público. O PÚBLICO acompanhou uma dessas visitas, que começam no farol-museu de Santa Marta.
Por Marisa Soares, Público de 19 Abril 2014
O farol-museu de Santa Marta | Foto de José Maria Ferreira
“Isso é uma farda?” A pergunta do pequeno Ricardo parece inocente, mas tem água no bico. Quando o faroleiro Edgar Bentes lhe responde que sim, o rapaz não perde tempo. “E a arma, está lá em cima?”, questiona, apontando para a cúpula onde se encontra o aparelho óptico do farol da Guia. Na imaginação deste menino de dez anos, o faroleiro teria que estar pronto para retaliar “se os barcos atacassem”. Mas hoje as tarefas deste profissional são outras.
O farol da Guia é um dos oito que apontam o rumo aos navegadores à entrada da barra do Tejo. É um dos faróis mais antigos do país ainda em funcionamento, construído em 1537, e fica situado no concelho de Cascais, entre o farol de Santa Marta, construído em 1868, e o do Cabo Raso, de 1894. Uma vez por mês, a câmara organiza visitas guiadas e gratuitas a estes monumentos. O PÚBLICO acompanhou uma dessas visitas na quinta-feira passada.
O grupo – cerca de duas dezenas de turistas, metade deles estrangeiros – ouve atento as explicações de Sandra Santos. É ela a responsável pelo farol-museu de Santa Marta, o primeiro do género em Portugal, aberto desde Julho de 2007 no quadro de uma parceria estabelecida entre a Câmara de Cascais e a Marinha, proprietária do espaço. É aqui que começa a visita.
Nos edifícios de apoio, que até 1981 serviram de casa aos três faroleiros responsáveis pela torre (até à automatização dos faróis), encontram-se agora peças que contam a história de uma actividade com mais de 500 anos. Nas prateleiras há desde receptores de rádio a óculos de grande alcance que serviam para detectar os barcos ao longe, e réplicas dos aparelhos de luz que equiparam os faróis portugueses ao longo dos tempos: primeiro com recurso a azeite, depois a petróleo, agora a electricidade.  
“Cada farol tem um código de luz, é a sua assinatura”, explica Sandra Santos. De Montedor (Viana do Castelo) a Vila Real de Santo António (Faro), as luzes das três dezenas de faróis do continente (mais 16 nos Açores e sete na Madeira) brilham numa cor e ritmo próprios, ora intermitentes, ora giratórias. Na barra do Tejo, à noite, as luzes dos faróis desalinhados “definem uma linha segura de navegação” para os navegadores.
Instalado no interior do forte com o mesmo nome, o farol de Santa Marta ergue-se numa torre quadrangular forrada a azulejos, com faixas horizontais azuis e brancas. Da base à cúpula vão 20 metros. É preciso subir 90 degraus para chegar ao topo, onde a vista descansa no azul do mar, de um lado, e na paisagem urbana, do outro.
O farol tem estado aberto uma hora por dia, mas ainda este mês devem começar obras de manutenção, o que obriga a encerrar o espaço. Depois da intervenção, deverá manter-se aberto apenas no quarto sábado de cada mês, durante a manhã – com excepção para grupos com marcação, que têm visita garantida à torre. Mas o museu continuará aberto diariamente, com actividades para grupos escolares, oficinas, jogos e peddy paper aos fins-de-semana.
Entre Junho e Setembro, o farol-museu de Santa Marta será também o ponto de partida para a iniciativa "Faróis na Noite”, organizada pela Câmara de Cascais, que inclui passeios nocturnos de barco para ver os faróis ao longo da barra do Tejo em funcionamento. Os primeiros passeios estão agendados para 13 e 27 de Junho, às 20h30, e demoram três horas. A participação é gratuita.
Em terra, o percurso entre os três faróis é feito num autocarro cedido pela autarquia. O farol da Guia é a segunda paragem. Fardado a rigor, de calças e camisa azul-escuro com os símbolos da Marinha, Edgar Bentes recebe o grupo antes de o convidar a subir os 110 degraus que conhece de cor. “Subo-os pelo menos uma vez por semana”, explica. O pequeno Ricardo é o primeiro a subir as escadas de ferro que dão acesso à cúpula. “Isto roda?”, pergunta. A resposta é negativa. A lâmpada de halogéneo de 1000 Watts instalada no aparelho óptico, com lentes reflectoras, está preparada para fornecer “um segundo de luz, um segundo de ocultação”, num ritmo intermitente, responde o faroleiro.
Edgar Bentes é um dos cinco profissionais afectos à central de Paço de Arcos, em Oeiras, onde fica a Direcção de Faróis, que é simultaneamente o posto de comando de toda a rede nacional e o núcleo que controla os assinalamentos de aproximação às barras do porto de Lisboa. Daqueles cinco faroleiros, quatro garantem à distância a manutenção dos faróis da Guia, Santa Marta, São Julião, Bugio, Gibalta e Esteiro. Fazem também visitas pontuais para “manutenção, limpeza, pequenas obras e pinturas”, explica Edgar Bentes. "O faroleiro transformou-se num mecânico, electricista, carpinteiro e pintor", afirma.
Já era assim quando abraçou a profissão há 19 anos. Antes de chegar a Oeiras, Edgar Bentes morou dois anos no farol do Cabo da Roca e quatro no farol da ilha da Culatra, no Algarve. De quatro em quatro anos, os faroleiros têm de mudar de posto, muitas vezes com a família. "Não é fácil", admite este militar de 40 anos.
Na era do GPS, o tempo dos faróis estará a chegar ao fim? Bentes diz que não. “A tecnologia pode falhar. Além disso, os pescadores que andam junto à costa não têm GPS, e para a navegação costeira é importante ter os faróis”, argumenta.

A última paragem da visita é no Cabo Raso. O farol fica para lá dos portões do Forte de São Brás, normalmente fechados ao público, na estrada a caminho do Guincho. Mas aqui não há torres altas em alvenaria. “Não houve verba para isso”, explica Sandra Santos. O farol - o único da barra do Tejo ainda com faroleiro residente - é uma torre vermelha cilíndrica de ferro, estreita, com 13 metros de altura, onde nem sequer se pode entrar. Mas há outro ponto de interesse para os visitantes: a casa das máquinas, onde ainda estão os geradores que faziam funcionar os compressores, que por sua vez enchiam de ar os cilindros ligados à trompa instalada no telhado. “Era isto que fazia o sinal sonoro”, explica Edgar Bentes. Hoje o farol não emite som, mas continua a iluminar o cabo.

Wednesday, April 02, 2014

Urbanização em Carcavelos sem impactos no surf e na praia, diz estudo

Investigador do Instituto Superior Técnico estudou impacto do polémico projecto no vento que cria os "tubos perfeitos" para o surf e no areal. Câmara de Cascais aceitou reduzir o número de fogos previsto no projecto e eliminar os condomínios fechados.

Por Marisa Soares, Público de 2 Abril 2014

Câmara aceitou retirar do projecto os condomínios fechados e diminuir de sete para seis o número de pisos em três prédios junto à marginal 


Segundo dois estudos encomendados pela Câmara de Cascais, a construção de uma mega-urbanização na Quinta dos Ingleses, junto à praia de Carcavelos, não altera o vento que sopra em direcção à praia e por isso não prejudica a prática do surf. O projecto polémico, cujo relatório da discussão pública vai ser votado na Câmara de Cascais na próxima segunda-feira, não contribui para a erosão da praia, lê-se nos documentos. Esta é a resposta da autarquia às questões levantadas por moradores e surfistas. Porém, a resposta não convence totalmente.
O Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS) abrange uma área de 54 hectares e inclui a construção de uma urbanização prevista desde os anos 60, sobre a qual os proprietários, a imobiliária Alves Ribeiro e a St. Julian’s School Association, terão adquirido direitos de construção inalienáveis. Se o projecto não avançar, os promotores exigem à câmara uma indemnização de 264milhões de euros.
Durante o período de discussão pública, que terminou a 17 de Fevereiro, a autarquia recebeu 91 contributos e aceitou algumas das alterações propostas: a urbanização não pode incluir condomínios fechados e três dos prédios mais próximos da Avenida Marginal terão seis e não sete pisos, retirando cerca de 30 fogos aos 939 previstos.
Para esclarecer as dúvidas “levantadas com grande alarmismo” por moradores e surfistas, como referiu recentemente o presidente da câmara, Carlos Carreiras (PSD), na sua página de Facebook, o autarca decidiu pedir dois estudos independentes. Os documentos serão divulgados nesta quarta-feira na página do município e num encontro organizado pelo Movimento Viva Cascais, às 21h, onde o plano de pormenor vai estar em discussão.
Nos estudos, o investigador Ramiro Neves, do Instituto Superior Técnico (IST), analisou o impacto do PPERUCS no regime de ventos e no areal da praia. Através de simulações feitas com base em modelos matemáticos, o especialista concluiu que “o sentido do vento não se altera” devido à construção e que nos 20 metros acima do nível do mar - ou seja, na zona utilizada para o surf - “não há alteração da intensidade” do vento.
“As construções planeadas para Carcavelos-Sul não terão qualquer impacte sobre a qualidade do surf na praia”, garante o especialista em física da atmosfera e dos oceanos. Esta foi uma das dúvidas apresentadas durante a discussão pública pela associação SOS - Salvem o Surf, que teme perder as “ondas de qualidade mundial” que se formam na zona designada como Esquerda do Calhau.
A SOS - Salvem o Surf lembra que a praia de Carcavelos, onde operam 30 escolas de surf, é a que atrai mais praticantes da modalidade na Europa - chega a ter mais de 500 surfistas em simultâneo. “Ficámos chocados quando percebemos que os impactos da urbanização na praia não tinham sido sequer considerados na avaliação de impacto ambiental”, diz o presidente da associação, Pedro Bicudo. Este especialista em física, também investigador no IST, considera que o vento offshore, que sopra da terra para o mar e cria os “tubos perfeitos”, pode “mudar completamente” após a construção da urbanização.
Ainda assim, Bicudo admite que o problema pode não existir caso se confirmem os modelos utilizados por Ramiro Neves, que ontem ainda não conhecia. Mas sobram outros. “A câmara e a Alves Ribeiro ignoraram os impactos do projecto na paisagem e na praia”, refere o surfista.
Para responder em parte a esta questão, o município acena com outro estudo. Ramiro Neves analisou as implicações da urbanização no futuro do areal da praia e concluiu que, devido à hidrodinâmica e à geologia da região, o projecto não interfere nos sedimentos “nem condicionará a adaptação da praia num cenário de alterações climáticas”.
Os sedimentos que se acumulam na Costa do Estoril são provenientes no estuário do Tejo. “A ondulação na região não permite a acumulação de sedimentos e não existem fontes de sedimentos em terra, pelo que a única costa estável nessas regiões é uma costa rochosa”, explica Ramiro Neves. É o caso da praia de Carcavelos. A confirmar-se a prevista subida do nível do mar (até 2080 deve subir um metro, segundo as projecções feitas no projecto SIAM - Alterações Climáticas em Portugal), os sedimentos retidos na baía serão levados pelo mar e restarão as rochas - tal como já acontece hoje, por exemplo, na vizinha praia das Avencas.
“Não digo que não há perigo de a praia desaparecer”, ressalva o investigador. No entanto, explica, o substrato rochoso da praia de Carcavelos não pode ser fonte de sedimentos, pelo que não há risco de a urbanização prevista para aquela zona interferir com o areal.
A resposta não convence Pedro Bicudo. “A partir do momento em que se construa um estacionamento e torres de betão logo atrás da praia, está-se a hipotecar uma ferramenta importante para manter o areal”, defende o presidente da SOS - Salvem o Surf. Bicudo considera que a única forma de “salvar” a praia de Carcavelos é fazer recuar a Avenida Marginal e o paredão para o interior. Ao urbanizar aquela zona, essa hipótese cai por terra.
“Criar uma faixa de segurança sem edificações, com pelo menos 300 metros de distância em relação à praia, seria suficiente para a salvar”, acrescenta. O projecto prevê a construção a cerca de 80 metros do areal. “Gostávamos que a dinâmica da zona fosse bem estudada antes de se avançar com a urbanização”, conclui.

Mesmo que seja aprovado pelo executivo municipal na próxima segunda-feira, o PPERUCS terá de ser votado pela Assembleia Municipal, que já chumbou o projecto em 2001 e onde o assunto ainda não reúne consenso entre os partidos.

Wednesday, June 05, 2013

Obras acabadas, a fachada está magnífica... descubra as diferenças!

...

Esta moradia não está no Inventário Municipal?



Então, como é possível ter sido dada autorização ao esventramento total do logradouro desta vivenda da Av. Emídio Navarro, em Cascais, dando assim provimento a um projecto de ampliação que se prevê catastrófico em termos da verdadeira reabilitação? Tenho saudades do cão velho que por ali esteve de guarda durante anos a fio, ladrando a quem se aproximava. Para que serve um Inventário Municipal do Património? (21/3/2012)

Largo da Estação vai ser requalificado



Tuesday, March 20, 2012

Mata dos Dragoeiros de Cascais passa a ter Bilhete de Identidade

Chegado por e-mail:

«Quarta-feira, 21 de março, às 15h30, será entregue o Bilhete de Identidade da Mata dos Dragoeiros de Cascais. Localizado no Parque Palmela, em Cascais, este maciço, que acaba de ser classificado como de interesse nacional pela Autoridade Nacional Florestal (Aviso n.º 5/2012), passa a dispor de um Bilhete de Identidade onde constam dados como as características da espécie, motivos de classificação, entre outros.

A entrega do documento realiza-se às 15h30, na zona de entrada do Parque Palmela (Chão do Parque) e contra com a presença de Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e de Campos Andrada em representação da Autoridade Florestal Nacional.

Melhores cumprimentos, Fátima Henriques Gabinete de Imprensa
Departamento de ComunicaçãoCâmara Municipal de Cascais»
...

Bem que a CMC podia mencionar os "terroristas urbanos" que solicitaram a classificação ...

Já estão classificados os dragoeiros à entrada de Cascais


«Associação Cidadania Cascais

Exmºs Senhores

Local: terreno anexo ao Parque de Palmela
Freg.: Cascais
Conc.: Cascais

Comunica-se que o maciço de dragoeiros proposto para classificação por V.Exªs em 13/09/2010, dirigido à Autoridade Florestal Nacional, passou a constar no registo de árvores de interesse público como conjunto notável de características únicas em Portugal continental. Em anexo segue o respectivo Aviso de classificação.
Agradecemos o empenhamento dessa Associação na procura e defesa destes exemplares únicos.

Os nossos melhores cumprimentos

O téc
C.Andrada
»

...

Mto. obrigado à AFN!!

Monday, November 21, 2011

Deixem lá as luzes! Ilumine-se o Comércio.

O tema das iluminações de Natal das nossas Cidades e da sua Baixa/Centro Histórico volta a estar na ordem do dia. Desde que me lembro, por ter acompanhado mais de perto o "problema", até por motivos de ordem profissional, os argumentos que as partes (leia-se, as Autarquias e as Associações de Comerciantes) sempre apresentaram não evoluiram tanto assim nas últimas duas décadas.Sem Comércio, não há Baixa; sem Baixa, não há Cidade; sem Comércio, não há Natal; sem Natal, não há Comércio; sem Iluminações, não há Comércio , nem Natal; etc..., etc... .Este ano, mercê também das várias crises que nos assolam ... sem dinheiro, não há iluminações.Tenho para mim, que é apenas o princípio do "fim da coisa", ou seja, tanto se falou (e bem), ao longo dos anos, da necessidade de as Associações de Comerciantes mobilizarem os seus associados para a "coisa" e, em simultâneo, do crescente mau estar e dificuldades das Autarquias em financiar a "coisa" que a "coisa" apagou-se! Claro, que à última da hora, lá aparecerão, como que por milagre da época, uns focos de luz nuns monumentos e edifícios mais emblemáticos, no entanto, o Comércio necessita de muito mais do que Iluminações, necessita de ser ... Iluminado.

Friday, November 18, 2011

O COMÉRCIO ... DA VOCAÇÃO COMERCIAL DA BAIXA DAS CIDADES

por João Barreta



Num conjunto de parâmetros a considerar no sentido de salvaguardar e dinamizar a vocação comercial que está inerente às cidades, o tema da animação surge quase de imediato. Para que os consumidores frequentem os espaços comerciais é necessário criar um motivo que os atraia - primeiro para a envolvente dos espaços comerciais e depois para o interior das lojas. Para tal efeito a animação do comércio é essencial, se bem que a mesma não deva ser entendida como um projecto da exclusiva responsabilidade dos comerciantes, mas sim do conjunto dos actores com papel relevante na dinâmica desses espaços urbanos.

Se cada um, por hipótese, pensar na localidade onde nasceu, vive ou trabalha, e focalizar o pensamento no chamado centro histórico, o comércio vêm-nos à ideia, quase de imediato, já que é quase impensável pensar os centros urbanos sem os relacionar de alguma forma com a actividade comercial.
Grande parte das nossas cidades terão nascido precisamente da realização periódica de muitas feiras e mercados, expoentes máximos do comércio de então, e que pela sua importância e popularidade viriam a exercer a sua influência no sentido de que o comércio se viesse a fixar.

É por isso que ainda hoje a actividade comercial, mais concretamente o comércio instalado nos centros urbanos, constitui uma das mais fiéis referências do dinamismo socioeconómico revelado pelas respectivas localidades, não sendo por acaso que vulgarmente distinguimos também, um centro urbano de outro, pela qualidade, quantidade, diversidade, concentração, densidade e/ou especialização da sua oferta comercial.

A crescente importância da actividade comercial tem vindo de certo modo a conquistar cada vez mais defensores, fruto não só da sua notória dimensão espacial, mas também pelo mérito que lhe é reconhecido por diversos quadrantes ligados ao tema da revitalização dos centros urbanos. É hoje “impensável” falar-se dessa revitalização sem abordar o papel do comércio e o seu imprescindível contributo no sentido de se conseguir resultados visíveis.

Obviamente que um comércio, devidamente dinamizado e gerido de forma conjunta, não será a solução para todos os males de que os centros urbanos enfermam, no entanto, creio que é pouco provável que algo se possa fazer em prol dos centros urbanos sem que a vertente do comércio seja um dos seus pilares estratégicos.

Daqui resulta também a constatação de que para saber ao certo quais as vocações dos centros urbanos, consolidá-las e dinamizá-las é basilar que todos os actores e entidades sejam envolvidos nestes processos, já que de há muito se terá percebido que não se trata de um problema exclusivo de arquitectos, urbanistas, economistas, engenheiros, gestores, sociólogos, autarcas, empresários (...), sendo sim uma questão que, interessando a todos, deve mobilizá-los, promovendo a participação activa e empenhada de todos.

A competição, cada vez mais notória, entre cidades, de um mesmo país e de uma mesma região, no sentido de fazer prevalecer características que atestam a sua vitalidade, seja ela económica ou outra, faz despoletar a necessidade de os centros urbanos se revelarem cada vez mais dinâmicos, atractivos e competitivos, distinguindo-se por via disso face aos seus “concorrentes próximos”.

Naturalmente que a atracção de tais zonas comerciais não estará dependente exclusivamente da animação que lhes é incutida pontualmente, ou de forma mais sistematizada com recurso a um plano de marketing, estando também dependente de um conjunto de factores, como a localização, os acessos, o estacionamento, o mix comercial, a segurança, etc... . Porém, as acções de animação, sob o pretexto de conciliar lazer e consumo têm o mérito de conseguir fazer com que o cidadão que até reside fora dos limites da dita sede de concelho desfrute também dessas iniciativas independentemente de se poder vir a “transformar”, ou não, em consumidor, pelo que a animação encetada é potenciadora da capacidade de atracção desses centros urbanos.

Mais do que uma necessidade de revitalizar os centros urbanos, a modernização e a dinamização do seu tecido comercial acaba por ser a optimização de uma vocação que lhes estará inerente desde sempre, sendo certo também que a animação poderá assegurar uma indispensável e decisiva dinâmica de continuidade.

Wednesday, June 22, 2011

Esqueleto-mono vai ser demolido


O esqueleto do empreendimento que a ser feito seria um mono inqualificável bem no largo da estação de comboios, e de que aqui já deramos conta (http://cidadaniacsc.blogspot.com/2007/12/curiosidades-embargadas-2.html e cuja foto da altura aqui reproduzimos, de autoria de JNB), será demolido.

Assim o diz o Presidente da Câmara de Cascais, citado no Jornal do Metro. A obra estava embargada e o edifício a construir de novo será diferente, suponho, respeitando a escala do largo, volto a supor. Será? Espero que sim.

Wednesday, March 09, 2011

Corte de pinheiros no centro de Cascais




Chegado por e-mail:

«No centro de Cascais na Av. Bartolomeu Dias, estes 4 pinheiros adultos dos poucos que ainda restam, do antigo pinhal da Guia, foram cortados num acção de limpeza. Os jardineiros cortaram assim o mal pela raiz. As árvores sujam ... cortam-se as árvores. Até quando vamos assistir nas nossas vilas e cidades a este massacre das árvores ? Será que estes senhores ainda não perceberam que as árvores são bens públicos que não lhes pertencem e que a única coisa que lhes pertence é tratar delas e preservá-las para que todos nós, presentes e futuros possamos usufruir delas.
Teresa
»

Monday, September 06, 2010

Ciclovias em Cascais




Chegado por e-mail:


Boas.

Como seguidor do seu blog (Cidadania Cascais), e como morador em Cascais (centro) e utilizador frequente da ciclovia, gostaria de lhe propor um post com a situação actual da mesma e passeios adjacentes - no seu início, junto à casa de S. Marta.

Para tal envio em anexo algumas fotos que poderá usar como entender, que demonstram claramente e sem margem para dúvidas o que por lá se passa. Mais acrescento que os pilaretes que pode ver nas fotos foram colocados em Dezembro de 2009, parando a sua colocação abruptamente, sem se saber bem porquê. Ainda estão as marcas a azul, no chão, nos locais designados para os restantes, que nunca foram colocados.

A Câmara de Cascais tem um Fale Connosco, no qual eu poderia fazer um pedido de intervenção, mas ao tentar fazê-lo apercebi-me que a colocação do NIF é obrigatória, em vez do número de eleitor, como seria de esperar. Esta é também outra situação que não entendo e que acho estranha: para que diabo precisam do meu NIF?

Obrigado pela atenção e parabéns pelo seu blog.

Cumps,
Nuno Pinto

PS: Obviamente que me pode identificar se assim o entender.

Friday, March 21, 2008

Provisório & definitivo



A estação ferroviária de Cascais nunca foi um apeadeiro, mas a verdade é que, ao longo dos últimos anos, foi essa a imagem que se apoderou dela.

Não obstante ser ponto de partida e de chegada de uma linha fulcral para a Grande Lisboa e de servir diariamente largos milhares de pessoas e um território com aptidões turísticas, a experiência de esperar um comboio nesta estação tornou-se um desconsolo para os olhos. A começar pela visão das faixas laterais deixadas ao deus dará, ao jeito (bem português, infelizmente) de provisório que se transforma em definitivo. Talvez devido ao entendimento (bem português também) de que as estações de transportes públicos são lugares de passagem, razão pela qual não valerá muito a pena investir nelas nem na sua manutenção.

A Refer tem ali em curso, até ao mês de Junho, uma empreitada de substituição de AMV’s (aparelhos de mudança de via) e de beneficiação das linhas. Oxalá esta seja uma oportunidade para que a estação de Cascais deixe de ter essa triste imagem de desmazelo e faça valer os seus pergaminhos, que os tem, naquela que é umas das linhas ferroviárias historicamente mais ricas a norte do Tejo.


Créditos imagem: vista aérea da estação, Arquivo da CP; faixa lateral do cais de embarque antes dos trabalhos actualmente em curso

Saturday, July 28, 2007

Inaugurado o Farol-Museu de Cascais

"Primeiro farol-museu do país inaugurado em Cascais

O Farol de Santa Marta, em Cascais, tornou-se ontem o primeiro farol-museu nacional em resultado de um projecto do Estado-Maior da Armada e da autarquia, que pretende desvendar um ofício com cinco séculos de história em Portugal.
[...]
No ano passado, a Câmara de Cascais e a Marinha, que ainda hoje apoia a navegação a partir da torre de 20 metros do farol, iniciaram a remodelação do espaço para dar a conhecer as antigas residências dos faroleiros, os seus instrumentos de trabalho e modo de vida. O resultado do investimento - 1,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas da concessão do casino do Estoril - é um espaço de exposição de peças recuperadas pela Marinha, amplas plataformas com vista para o mar, um centro de documentação e uma cafetaria ontem inaugurados".

Extracto de notícia da Agência Lusa publicada no Público de 28 de Julho de 2007

Monday, July 23, 2007

Obstáculo inútil (6 meses depois... ainda).

Em Fevereiro, aqui , o J.N Barbosa "chocou" com esta "coisa". Imaginámos, com gozo, e de imediato, a miserável teia kafkiana de pequeníssimos poderes que "justifica" o querido mamarrachinho... seis meses depois, ficamos com a certeza que a "dona de casa" (a CMC), de vassoura na mão, e genuinamente desejosa de se ver livre do mono no hall de entrada, não tem força para a vassourada... 
Coisas menores.

Thursday, May 03, 2007

Capucho(PSD) defende eleições na Assembleia Municipal

In Sol / Lusa (3/5/2007)

«O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho (PSD), defendeu hoje que o seu partido deve provocar eleições intercalares também na Assembleia Municipal de Lisboa

Num comunicado à Lusa, o autarca de Cascais refere que o seu partido deverá provocar eleições na Assembleia Municipal de Lisboa por «questões éticas e de elementar coerência politica».

«Essa é a solução que melhor favorece a formação de maiorias coerentes nos dois órgãos do município, ou seja, a respectiva governabilidade», acrescenta.

Esta ideia vai contra as afirmações de Paula Teixeira da Cruz (PSD), presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, que recusa as eleições intercalares no organismo que preside.

Para António Capucho, «é público que o PSD defende uma alteração à Lei Eleitoral das Autarquias (que coincide com a posição do PS), no sentido de se eliminar a eleição separada da Câmara Municipal e da Assembleia».

«Seria submetida aos eleitores uma só lista para a Assembleia Municipal, sendo eleito presidente o cidadão que encabeça a lista mais votada, o qual escolherá os membros da câmara de entre os membros eleitos para a Assembleia», acrescenta.

O autarca refere que «este é o modelo em vigor para a eleição dos órgãos das freguesias».

«Assim, seria irresponsável, incoerente e absurdo proporcionar a queda da câmara e deixar esta Assembleia em ficar em funções», finaliza.

Quando questionado pela Agencia Lusa sobre a possibilidade desta tomada de posição poder desagradar a alguns membros do PSD, António Capucho disse «nunca condicionei as minhas tomadas de posição com medo das opiniões dos outros»-

«A minha tomada de posição surge de uma pergunta que me colocaram, e à qual eu respondi», acrescenta.
Lusa/SOL»

Um comentário de alguém com pêso, e que prezo, mas não compreendo a tentativa de meter foice em seara alheia. Mais valia que a AM de Cascais funcionasse sem ser figura de corpo presente.

Thursday, March 22, 2007

Comércio urbano - uma "realidade futura"

A Câmara Municipal de Cascais e a Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC), apresentaram no dia 14 de Março, a Agência para a promoção da Vila de Cascais (PROCASCAIS), num colóquio com o tema "Comércio Urbano: Apresentação de Uma Realidade Futura". (Fonte: Jornal da Região, 20 a 26 Mar)

Levantaram-se os argumentos do costume (e já muito estafados) para justificar a situação no centro da Vila de Cascais: pouca atractibilidade do "comércio de rua", a desertificação do centro e os "turistas a passearem com sacos das lojas dos chineses(!!!). Repetiu-se então, que isto se deve a: 1) o "apelo espectacular do Cascais Shopping"; 2) faltas de estacionamento, conforto, iluminação e espaços verdes nas ruas; 3) horários do comércio.

O "exemplo" da Baixa-Chiado (em Lisboa. Que levou cerca de 20 anos a mostar sinais de revitalização - desde o incêndio de 1988) veio "evidenciar" a importância das "Lojas Âncora" neste processo de animação do comércio (mas em Cascais já lá estão!!!... ou não?).

O vogal da AECC, sublinha que "a resolução dos problemas do dia-a-dia" só poderá ser efectuada com a participação dos comerciantes" ...Que participação? Como participar? E atrair outro tipo de comércio e produtos que não o desencanto e a banalidade dos produtos que são oferecidos lá? Um turista compra produtos de Lojas Âncora - espanholas - se os pode comprar em Espanha todos os dias com I.V.A. inferior? E o custo da aquisição de espaço comercial - a falta de apoio da banca e o negócio obsceno dos trespasses - custos que se têm de reflectir nos dos produtos?...o novo comércio irá instalar-se nos primeiros andares (de habitação) adquiridos com empréstimo individual para habitação?