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Tuesday, May 16, 2017
E pronto, agora é o princípio do fim...
Sunday, March 02, 2008
Aguardando...



Quando Norte Júnior as projectou, a posse de um edifício de gaveto era uma marca de distinção. Uma dupla distinção porque, neste caso, o lugar - o Estoril - também o era. Prodigioso exercício de arquitectura, as Cocheiras Santos Jorge cedo se tornaram uma jóia rara, o que não impediu que, com a nossa habitual celeridade, quase passassem cem anos até que lhe fosse conferida protecção legal. O que veio a ocorrer em 1996, com a sua classificação como Imóvel de Interesse Público.
Essa circunstância, como sabemos, não lhe tem valido de muito: afectado por graves patologias, o edifício continua a aguardar por intervenção. Intervenção que será já tardia para alguns dos seus elementos ornamentais: na fachada virada à Rua de Olivença, um dos aspectos mais interessantes residia no portão de entrada, ladeado por dois troncos de árvore. Eram peças de cantaria, que a excelência de execução quase tornara reais. O que resta desses troncos? Quase nada.
Olhando para cima, para o “ovni” implantado na propriedade e para a “simbiose” que aqui se gerou, percebe-se por que razão não houve - nem há - pressa em acudir ao que importaria salvar. Já tendo visto tanta coisa, as carrancas das Cocheiras Santos Jorge riem-se - da nossa inconsciência e da nossa noção de “progresso”. E têm toda a razão.
Essa circunstância, como sabemos, não lhe tem valido de muito: afectado por graves patologias, o edifício continua a aguardar por intervenção. Intervenção que será já tardia para alguns dos seus elementos ornamentais: na fachada virada à Rua de Olivença, um dos aspectos mais interessantes residia no portão de entrada, ladeado por dois troncos de árvore. Eram peças de cantaria, que a excelência de execução quase tornara reais. O que resta desses troncos? Quase nada.
Olhando para cima, para o “ovni” implantado na propriedade e para a “simbiose” que aqui se gerou, percebe-se por que razão não houve - nem há - pressa em acudir ao que importaria salvar. Já tendo visto tanta coisa, as carrancas das Cocheiras Santos Jorge riem-se - da nossa inconsciência e da nossa noção de “progresso”. E têm toda a razão.
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