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Friday, June 22, 2018

Novo bar do Muchaxo - resposta da APA:


Exmos. Senhores


Sobre o assunto referenciado em epígrafe, informa-se Vexa., que a construção em causa encontra-se prevista no Plano de Praia da Praia do Guincho que integra o Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sintra / Sado , com a tipologia de equipamento com função de apoio de praia e apoio recreativo (E/A/AR), em construção pesada, tendo sido o seu projeto de arquitetura aprovado pelas entidades competentes para o efeito, designadamente este Instituto, a Capitania do Porto de Cascais, a Câmara Municipal de Cascais, o PNSC/ICNF e a ACES de Cascais/Unidade de Saúde Pública.

A agitação marítima, o perfil da praia, muito influenciado pela dinâmica dos sedimentos e a necessidade de desenvolver projeto de requalificação e consolidação do sistema dunar comprometem uma localização alternativa à instalação do apoio de praia. O projeto de arquitetura em apreço mantém, assim, a localização do apoio de praia anteriormente existente.

O projeto assegura uma cércea do edifício que permite a fruição da paisagem a partir do nível do estacionamento, e que não afeta o plano de vistas a partir da praia. Consegue-se alguma descontinuidade do edificado, através da construção de dois corpos separados pelas áreas de acesso/circulação.

A solução pela construção pesada visa prevenir a degradação do edifício, atenta a forte exposição, singular neste troço de costa, aos ventos e à maresia. Não obstante tratar-se de uma construção pesada, está prevista a utilização de elementos em madeira, designadamente nas pérgulas de proteção das escadas e na esplanada, bem como em áreas da fachada, concorrendo para a sua integração na paisagem.

A praia do Guincho enquadra-se na tipologia de praia periurbana, sendo assim uma praia afastada de núcleos urbanos mas sujeita a forte procura, designada como praia balnear, sendo simultaneamente procurada para a prática dos desportos de deslize, e apresenta níveis de fruição significativos. Neste contexto, o projeto assegura, para além da área afeta à restauração, as áreas destinadas ao apoio recreativo e as áreas necessárias ao desempenho dos serviços de utilidade pública, designadamente:

· Vigilância e assistência a banhistas;
· Comunicações de emergência;
· Informação a banhistas;
· Recolha de lixo/limpeza do areal;
· Posto de primeiros socorros;
· Balneários/vestiários;
· Instalações sanitárias;
· Duches exteriores,

O projeto garante o acesso, do areal ao parque de estacionamento, situado no tardoz da Estalagem do Muchaxo, por escadas e rampas, estas acessíveis a utentes com mobilidade reduzida.

Com os melhores cumprimentos,

Thursday, May 17, 2018

Construção do novo bar do Muchaxo em plena rocha do Guincho / Pedido de esclarecimentos à APA e ao PNSC


Exma. Sra. Directora de Serviços da Área de Lisboa e Vale do Tejo
Dra. Maria de Jesus Fernandes,
Exmo. Sr. Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente
Dr. Nuno Lacasta


C.c. CMC, AMC, IGAMAOT e media


Perplexos e surpreendidos com a construção da estrutura do bar de apoio (Muchaxo)​​ à Praia do Guincho (ver imagem, foto de Paulo Mateus);

Considerando que a mesma só é possível ao abrigo da necessária autorização e licenciamento do Parque Natural de Sintra-Cascais e da Agência Portuguesa do Ambiente, e que a referida estrutura além de ser uma forte agressão à paisagem do local, foi construída perfurando as pré-existências rochosas da Praia do Guincho;

Solicitamos que V. Exas. nos informem das licenças emitidas e dos seus fundamentos e requisitos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Maria João Pinto, Fátima Castanheira, Pedro Jordão

Foi tb apresentada queixa à PGR/MP Tribunal de Sintra

Monday, April 17, 2017

Muchaxo em grande, hein?


Isto é tudo mto.bonito mas o Muchaxo pode construir assim em cima da arriba??? E vem aí o qê, alguém viu o projecto? Barraco amarquisado e de betão?? E o PNSC? Bah!

Wednesday, September 03, 2014

E nasceu o Cidadania STR:


AQUI. A quem interessar a Vila de Sintra e o PNSC, claro.

Tuesday, March 11, 2014

Tuesday, November 15, 2011

Paisagem Classificada de Sintra - QUERCUS condena novo arboricídio em curso

Não é em Cascais mas é como se fosse...


Recebido por e-mail:

«A Câmara Municipal de Sintra está a levar a cabo novo abate de árvores centenárias em plena Vila histórica: depois de dois plátanos localizados junto ao Palácio da Vila, foram já abatidas várias tílias de grande porte na Rua D. João de Castro, as quais haviam sido objecto de severas podas em Abril do ano passado, como já então denunciado pela QUERCUS. [1, 2]

O efeito regulador destas árvores no ambiente urbano, a sua contribuição para absorver os impactes da circulação rodoviária, e ainda o seu valor cénico e estético em local (ainda) classificado pela UNESCO, foram implacavelmente aniquilados, sem que aparentemente tenham sido consideradas alternativas para a conservação deste património arbóreo.

Acresce que, não obstante o direito à informação legalmente consignado, uma vez mais não se dignaram os Serviços camarários fornecer qualquer informação prévia à população sobre a intervenção prevista e o suporte técnico respectivo: estudos técnicos de diagnóstico fitossanitário e análise da estabilidade biomecânica das árvores que justifiquem ou recomendem as intervenções/abates de que foram alvo.

A decisão de abate de uma árvore, enquanto bem público e elemento fundamental do ambiente urbano que é, deverá ser sempre um último recurso, a ponderar de forma fundamentada e criteriosa.

Neste contexto, o Núcleo de Lisboa da QUERCUS, não pode deixar de condenar quaisquer intervenções camarárias que impliquem a destruição de mais exemplares arbóreos na Vila de Sintra, salvo se imperiosas e justificadas razões fitossanitárias o recomendassem.

Não sendo conhecidas, nem tendo sido atempadamente divulgadas tais razões, foram pela QUERCUS solicitados, com carácter de urgência, diversos esclarecimentos ao Presidente da Câmara Municipal respectiva, no que concerne à intervenção em curso, bem como as razões, de índole fitossanitária ou outra, subjacentes aos abates verificados.

Entendemos que qualquer intervenção camarária no arvoredo público de Sintra deve ser tecnicamente justificada e ambientalmente sustentada.

O Núcleo Regional de Lisboa da QUERCUS - A.N.C.N. deplora a atitude da Câmara Municipal de Sintra e apela à imediata suspensão dos trabalhos de abate em curso, bem como à divulgação pública das razões que o determinaram

Porque o património arbóreo de Sintra é, também, Património da Humanidade!


Lisboa 14 de Novembro de 2011

Notas:
1 Novo Arboricídio em Sintra - Centenas de árvores podadas incorrectamente e fora de época
http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=3200
2 Rua D. João de Castro em Sintra, fotos de 21-04-2010 - Blog Rio das Maças
http://riodasmacas.blogspot.com/2010/04/sem-mais-comentarios.html»

Friday, April 01, 2011

ÁRVORES DE SINTRA

Chegado por e-mail:

«Boa noite,
Ponto da situação em Sintra:
Em Colares terminou recentemente a intervenção da EP, através da empresa "Rapamato" está irreconhecivel!
Na Estrada que liga Colares a Galamares, foram abatidos vários plátanos.
A semana passada começou a intervenção na Vila Velha de Sintra:
http://riodasmacas.blogspot.com/2011/03/intervencao-da-estradas-de-portugal-nas.html
Só amanhã é que tenho a avaliação dessa intervenção.
Por Sintra continuam as podas camarárias:
http://riodasmacas.blogspot.com/2011/04/arvores-sem-primavera.html
Informações que recebi indicam que ue teriam sido abatidos na última sexta-feira dezenas de pinheiros de grande porte, ao longo da estrada que liga a Lagoa Azul ao cruzamento para a barragem do Rio da Mula. .
Abraços
Pedro Macieira»

...

País F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O!

Wednesday, February 09, 2011

ICNB limita intervenção com fogo em Sintra-Cascais

In Público (9/2/2011)
Por Luís Filipe Sebastião


«A Protecção Civil de Cascais realizou anteontem uma acção de fogo controlado na serra de Sintra, integrada na estratégia de defesa da floresta contra incêndios florestais. Mas a intervenção foi limitada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) apenas a uma parcela de terreno, na sequência de críticas de moradores que alertaram para os riscos ambientais e paisagísticos da iniciativa.

Segundo conta o vereador da Protecção Civil, Pedro Mendonça (CDU), o uso de fogo controlado na encosta da Peninha, no perímetro do Parque Natural de Sintra-Cascais, abrangia seis parcelas de terreno florestal, num total de 19 hectares. A acção, analisada na Comissão Municipal de Defesa da Floresta, acabou por ser reduzida a quatro parcelas. Os 11 hectares de terreno foram preparados, incluindo a abertura de caminhos para facilitar o acesso de bombeiros, mas na sexta-feira o ICNB informou a autarquia que apenas autorizava o uso de fogo controlado numa das parcelas.

"Aceitámos a decisão porque se trata de uma área do parque natural. Mas lamentamos porque só prova que os representantes do ICNB na comissão não estão mandatados para assumir as suas decisões", comenta Pedro Mendonça, acrescentando que "fica comprometida a estratégia de defesa do património e da segurança das populações da serra de Sintra contra os fogos florestais". O autarca nota que a acção é realizada por especialistas e visa reduzir os riscos de incêndio, apontando a intervenção realizada, sem qualquer polémica, no ano passado em 4,8 ha.

Entre moradores da Malveira da Serra, a intervenção suscitou receios, uma vez que aquela zona perto do mar está exposta a mudanças bruscas de vento. Quem será responsável, perguntava-se numa mensagem na Internet, "pelos danos ambientais e estéticos", como ainda por outros, caso as chamas fiquem fora de controlo?

A associação ambientalista Quercus questionou, em Janeiro, se foi requerido parecer prévio para a operação. O ICNB confirmou a aprovação na comissão e que acompanhou os trabalhos de preparação das faixas para o "fogo técnico", não tendo sido detectado espécies botânicas de elevado risco como a Armeria pseudarmeria, uma flor endémica ameaçada. Medidas de salvaguarda foram adoptadas para carvalhos e pinheiros, cabendo à agência municipal Cascais Natura um estudo sobre os efeitos desta técnica na área protegida.»

Monday, February 07, 2011

Incêndios na Peninha

Chegado por e-mail:


«Exmos. Senhores

MUITO URGENTE

Fomos informados que está previsto para hoje iniciar os incêndios na encosta da Peninha.

Apesar de toda a oposição da população da Malveira da Serra , as entidades insistem nesta politica de confronto e destruiçao, apoiadas em decisões tomadas à revelia dos verdadeiros interessados.

Onde se esperava dialogo há apenas arrogância e altivez.

COMO É POSSÍVEL ESTE ATAQUE AO LEGADO CULTURAL PORTUGUÊS?

Como se pode incendiar o Parque Natural Sintra-Cascais em nome de decisões politicas obscuras, duvidosas e mal explicadas?


Será que ainda vamos assistir á demoliçao preventiva dos Jerónimos para evitar que o proximo terramoto os destrua?

Como podem os politicos (cada vez mais descredibilizados aos olhos da população) prosseguir nesta caminhada cada vez mais afastada do que deveria ser o seu verdadeiro objectivo, o serviço publico?


J. Contreiras
»

Monday, December 06, 2010

Ampliação de pedreira em pleno PNSC

Demos conta aqui há dias de descargas de entulho em pleno Parque Natural, e chegou-nos por mão amiga uma possível explicação, que passaria por estar em apreciação um projecto de ampliação de uma certa pedreira:


Wednesday, November 10, 2010

ATERRO ENTULHO PNSC




Chegado por e-mail:


«Exma Senhora Directora

Departamento de Gestão de Áreas Classificadas LITORAL DE LISBOA E OESTE,
Dra. Sofia Castel-Branco da Silveira


Tomámos conhecimento da deposição massiva de resíduos de construção e demolição na localidade de Cabreiro, Alcabideche em área ainda integrada no PNSC (cfr. fotos em anexo), propriedade de particulares, situada no cruzamento da Rua Manuel Henrique com a Rua Virgilio Ferreira: aqui.

Ao que nos reportaram testemunhas oculares, veículos pesados com as matriculas abaixo indicadas procedem às aludidas deposições:

87-34-LH
83-84-IX
49-40-GO
37-86-LD
84-37-LH
72-70-RI

(existirão outros, não apurados até ao momento)

Pela presente, solicitamos se digne V. Exa. ordenar a fiscalização da situação exposta a qual é, pela presente via, levada ao conhecimento da IGAOT e Senhor Vice-Presidente da CM de Cascais.

Com os melhores cumprimentos.


Ana Cristina Figueiredo

Vogal da Direcção Nacional da Quercus - ANCN

Membro da Comissão Coordenadora do Movimento Cívico em Defesa do PNSC
»

Saturday, July 17, 2010

Estrada está a ser construída no Abano


Chegado por e-mail:

Boa tarde
Acabo de verificar que estão a construir uma estrada nova no vale entre o
abano e as Almoinhas Velhas, num dos vales com um ecossistema mais rico e
conservado.
Envio a foto com a estrada a ser construída tirada hoje, em anexo
Com os melhores cumprimentos
Francisco Silva


...

Mau, mau, que estará para vir?

Wednesday, November 18, 2009

Plátanos abatidos só "em última instância"

In Diário de Notícias (18/11/2009)
por LUÍS GALRÃO


«A Estradas de Portugal (EP) garante que os plátanos que foram marcados há uma semana em Colares, Sintra, só serão abatidos "em última e derradeira instância". "Está prevista apenas a poda e só será realizada outra intervenção se o diagnóstico de solidez vier a demonstrar que as árvores apresentam 'deficiências' estruturais", refere a empresa.

No início da semana, moradores e ambientalistas mostraram preocupação com o destino de 17 plátanos centenários que ladeiam a adega regional de Colares, na EN375. Segundo Paula Chaves, directora de comunicação da EP, "os plátanos serão alvo de um ensaio de diagnóstico de solidez dos troncos e pernadas por meio de resistógrafo, de modo a avaliar a existência de um eventual risco de queda." Esta responsável justifica ainda que "em ocasiões de intempérie os grandes plátanos já provocaram danos a utentes da via, na maioria veículos estacionados, a que a EP respondeu com o pagamento das indemnizações apuradas." Na eventualidade "de se verificar necessário o abate de alguma destas árvores, a EP irá avaliar a possibilidade de se proceder à sua substituição", referiu. A EP informa ainda que está em curso uma operação mais vasta "de poda e abate de algumas árvores, no âmbito da segurança e manutenção em todas as estradas da rede na Serra de Sintra". A acção iniciada em Outubro e em curso até ao final do ano deverá abranger 572 árvores de grande porte que serão "podadas, alvo de tratamento fitosanitário ou, no limite, abatidas.»

Tuesday, September 08, 2009

Wednesday, July 01, 2009

300 voluntários inscritos para preservação do Parque

In Diário de Notícias (1/7/2009)
por Lusa Hoje

«O programa "Natura Observa", promovido pela agência municipal Cascais Natura, arranca hoje e já conta com 300 voluntários inscritos, dispostos a participar em acções de protecção da Natureza no Parque Natural de Sintra-Cascais.

De acordo com o presidente da Cascais Natura e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, "a grande adesão ao programa demonstra o sucesso dos esforços no sentido de envolver as camadas mais jovens, consciencializando-as para a preservação dos recursos naturais do concelho, e para a importância do voluntariado."

O programa decorre no Parque Natural de Sintra-Cascais e funciona, também, como ocupação dos tempos livres, "orientado para a formação dos jovens em matérias de desenvolvimento sustentável e para a sua participação pública em acções de preservação, gestão e manutenção do meio ambiente".

Os participantes vão estar envolvidos em seis projectos, "todos eles com características distintas, mas complementares".

Um deles é o projecto Raposa, que visa a instalação de sinalética e monitorização de pequenas e grandes rotas no Parque, com o objectivo de manter os percursos pedestres e cicláveis registados para visitação.

Outro dos projectos é o Coruja, que pretende recuperar e manter o património arquitectónico, em área protegida, com o objectivo de preservar as infra-estruturas de interesse histórico e arquitectónico.

A terceira fase (Gaio) consiste num esquema de patrulhamento e monitorização de zonas florestais e matas nas encostas da Serra de Sintra voltadas a Sul, durante os meses de Verão, com o objectivo imediato de reforçar os meios de vigilância dos fogos.

A fase do Guarda-Rios trata-se de uma campanha de monitorização das linhas de água, em paralelo ao projecto Gaio, que abrange as treze principais ribeiras do concelho de Cascais, de forma a proteger as manchas de vegetação ripícula existentes ao longo das suas margens.

O projecto Javali, que consiste na execução de um conjunto de trabalhos florestais, como limpeza de matos e controlo de acácia, pretende reduzir o risco de incêndio e apoiar a regeneração da vegetação natural.

A última etapa passa pelo projecto Germina, que visa a identificação e beneficiação de núcleos de espécies vegetais autóctones do Parque Natural e consequente campanha de recolha de sementes que constituirão o material de propagação do Banco Genético Vegetal de Sintra-Cascais, criado para fornecer plantas destinadas a acções de plantação e recuperação da paisagem natural e promover uma floresta sustentável.

A iniciativa, que comemora este ano a sua terceira edição, é destinada a jovens voluntários, entre os 16 e 30 anos, que tenham a preocupação de preservar o ambiente.

As acções de voluntariado vão ser divididas por quinzenas, sendo que os interessados ainda se podem inscrever, num prazo máximo de cinco dias antes do início de cada fase, em www.cascaisnatura.org.

Além disso, será atribuída uma bolsa diária de 12 euros para suportar os custos de alimentação e ainda vão ser disponibilizados bilhetes para transportes públicos.»

Friday, March 06, 2009

Requalificação e Valorização Ambiental do Troço Guincho-Guia

In Imprensa Cascais

«Projecto integrado no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sintra-Sado já está em vigor – Concluídas as fases de participação pública e de aprovação pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e pelo Município de Cascais, entrou em vigor dia 2 de Março de 2009 o Projecto de Requalificação e Valorização Ambiental Troço Guincho-Guia. Estão, assim, criadas condições para a implementação de diversas medidas para aperfeiçoar as acções de salvaguarda, recuperação, gestão, valorização e usufruto dos recursos e valores naturais naquela zona do território de Cascais. Os cerca de 38 km de orla costeira do Concelho de Cascais apresentam troços com biodiversidade e ecossistemas únicos que importa preservar através de acções que potenciem a compatibilização entre a protecção, a valorização e a utilização sustentável dos recursos, em especial no que concerne aos valores naturais presentes nas áreas protegidas e na salvaguarda das zonas de risco. O troço de costa compreendido entre o limite poente do Concelho de Cascais (Guincho) e a Guia, encontra-se desde há muito referenciado como uma zona de características singulares, tendo consequentemente sido identificado no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sintra-Sado, como área territorial independente, denominada Unidade Operativa de Planeamento e Gestão número 8. Respeita a esta faixa de território, designada por Troço Guincho-Guia, o Projecto de Requalificação e Valorização Ambiental que agora entrou em vigor e que foi elaborado pelo Ministério responsável pela área do ambiente em articulação com a Câmara Municipal de Cascais. De realçar que esta articulação teve por base a necessária compatibilização da actividade humana com os valores naturais, sendo que daí resultou a definição de intervenções ao nível da gestão do território e do ordenamento dos diferentes usos e actividades específicas desta orla costeira, das quais se destaca:

1. Demolição de edifícios abandonados ou degradados, incluindo a demolição de viveiros desactivados;
2. Requalificação dos viveiros a manter, incluindo a redefinição de acessos e zonas de parqueamento;
3. Reformulação e requalificação das construções degradadas e actividades associadas, definindo-se as actividades autorizadas para cada equipamento, nomeadamente ao nível dos usos, e dos quais se destacam funções de carácter cultural, ambiental ou de serviços e equipamentos de apoio à visitação, como centros de interpretação, equipamentos hoteleiros, de restauração ou similares;
4. Reabilitação e requalificação do património arquitectónico classificado de interesse público (Forte de São Jorge de Oitavos, Bateria da Crismina e Forte do Guincho);
5. Melhoria da rede de acessibilidades através da conclusão e ligação entre as ciclovias do Guincho e da Areia, da criação de parques de estacionamento alternativos, da implementação de um sistema de transporte público dedicado para funcionar durante a época balnear;
6. Requalificação das praias, dos seus apoios balneares e dos respectivos acessos;
7. Recuperação do sistema dunar e do coberto vegetal;
8. Obrigação de atribuir níveis de prioridade de intervenção às áreas degradas ou faixas de risco de forma a fasear e agilizar as acções de recuperação;
9. Eliminação de espécies exóticas infestantes com a consequente renaturalização, como forma de atingir a requalificação paisagística e ambiental do lugar;
10. Enterramento de infra-estruturas aéreas e obrigatoriedade de implementação de sistemas adequados de tratamento de águas residuais e de esgotos, sendo obrigatório o uso de estações de tratamento compactas quando não exista a possibilidade de ligação à rede Municipal.»

Depois de casa roubada, trancas à porta. Aquela Estrada do Guincho é o exemplo acabado de como NÃO se trata uma zona protegida.

Ano após ano, década após década: incêndios postos sem criminosos por detrás das grades, pinhais inteiros abaixo, estradas alargadas, carreiros naturais esventrados, dunas roubadas, pedra substituída por asfalto, iluminação pública tonta, pistas para isto e para aquilo, restaurantes em todo o lado, anexos ilegais, ampliações ilegais, construções novas ilegais, enfim, de tudo um pouco ao longo dos últimos 30 anos.

Falar-se agora de valorização ambiental dá-me vontade de rir, confesso.

Thursday, March 05, 2009

Projectos de requalificação ambiental da zona costeira de Cascais podem avançar

In Público (5/3/2009)
Luís Filipe Sebastião

«Documento prevê a demolição de viveiros abandonados e de ampliações não legalizadas
em restaurantes na faixa litoral protegida no perímetro do Parque Natural de Sintra-Cascais


A construção de uma cafetaria no forte do Guincho e de um restaurante na bateria da Crismina faz parte do projecto de requalificação e valorização ambiental do troço Guincho-Guia, a desenvolver no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC).

O POOC Sintra-Sado determinou, para a unidade operativa de planeamento e gestão número oito, a elaboração de um projecto de requalificação e valorização ambiental da zona costeira entre o Guincho e a Guia, publicado segunda-feira no boletim municipal. O novo regulamento permitirá avançar "com uma série de projectos em apreciação individualmente no Parque Natural [de Sintra-Cascais], mas que estavam dependentes da aprovação destas normas", explicou o director municipal de ordenamento e planeamento estratégico, Diogo Capucho.
"No fundo, define orientações e enquadra diversas iniciativas públicas e privadas de construção de alguns equipamentos culturais e de restauração", frisa o arquitecto, para além das "medidas na área da requalificação ambiental e de melhoria das acessibilidades". O regulamento determina que as demolições "devem ser executadas no período máximo de um ano" e que sejam deitados abaixo elementos que comprometam "a qualidade geral da intervenção" proposta.

Ampliações ilegais
O projecto aponta para a demolição do posto de vigia degradado a norte da praia do Abano. O restaurante do Abano será remodelado, com ordenamento do estacionamento e criação de acesso à praia e ao forte do Guincho. Neste imóvel de interesse público estão projectadas uma unidade de divulgação ambiental e uma cafetaria, que não podem ultrapassar a implantação pré-existente. O equipamento, a executar pela autarquia, incluirá um passadiço de ligação pedonal ao parque de estacionamento da praia do Guincho.
A zona de parqueamento privada deve ser legalizada, com a salvaguarda das "questões ambientais e de integração paisagística". A via de acesso, em terra batida, permitirá o cruzamento de viaturas. No bar do Guincho será equacionada a desmontagem de ampliações ilegais, remodelado o apoio ao windsurf e relocalizado o apoio de praia.
Os restaurantes Mar do Guincho e Mestre Zé serão objecto de requalificação, com redução de terraços na última unidade. Um novo parque junto à Crismina disciplinará o estacionamento e limitará o acesso às dunas.
A ruína da bateria da Crismina, classificada de interesse público, pode abrigar um restaurante e equipamento cultural, confinados ao perímetro das muralhas. O estacionamento junto ao Faroleiro será regularizado, enquanto o Raio Verde deve retomar a actividade de restauração. O viveiro da Berlenga será transformado em restaurante, ao passo que o de Oitavos será recuperado ou substituído por um novo projecto, desde que respeite a área de construção e volumetria. Nas Furnas do Guincho também serão realizadas demolições pontuais de ampliações. A câmara prevê investir em projectos e obras cerca de 2,5 milhões de euros até 2010.
a A estalagem do Muchaxo deve ser objecto de uma requalificação global, o que incluirá a demolição de várias áreas edificadas que contrariam o POOC. A zona de ampliação mais recente da unidade hoteleira, a nascente, deve ser demolida com a renaturalização do espaço. O resto deve ser requalificado, "visando a sua dignificação e coerência global", incluindo a piscina e áreas envolventes. O bar sobre a cobertura do apoio de praia e a esplanada a nascente também devem ser fechados, preconizando-se a renovação do equipamento balnear. Além da remodelação do parque de estacionamento, também se defende a demolição de uma construção a sul da estalagem, eventualmente para mais área de parqueamento.
O estacionamento merece, aliás, especial atenção, pois será proibida a paragem de viaturas na estrada varrida pelas dunas em frente ao Guincho. O projecto aponta para um parque junto à ribeira da Foz do Guincho (parque de merendas), outro do lado nascente da Rua da Areia e um terceiro do lado oposto da estrada, junto à ruína da casa do guarda da duna da Crismina. Estes parques devem ser servidos por transportes do tipo "busCas", na época balnear, no percurso Guincho-Guia-Bicuda-Torre.
A Casa da Guia viu a maioria das suas estruturas legalizadas ao abrigo do POOC. O projecto, elaborado pelos arquitectos Luís Campos Guerra, da câmara, e Rui Espírito Santo, do Parque Natural de Sintra-Cascais, prevê ainda a demolição dos viveiros abandonados na faixa litoral e a conclusão da via pedonal entre o Guincho e a Guia. "O objectivo é cumprir o que já está definido no POOC", comentou uma fonte do Instituto de Conservação da Natureza, explicando que os licenciamentos vão competir à nova Administração da Região Hidrográfica do Tejo. L.F.S. »

Tuesday, January 27, 2009

SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA NO ÂMBITO DA ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE PORMENOR INSERIDOS NO PARQUE NATURAL DE SINTRA-CASCAIS

Salão Nobre dos Paços do Concelho | 28 de Janeiro | 18h00

A Câmara Municipal de Cascais promove no próximo dia 28 de Janeiro, às 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma sessão de participação pública no âmbito da elaboração dos Planos de Pormenor inseridos no Parque Natural de Sintra-Cascais. Na sessão serão apresentados os Relatórios de Compromissos Urbanísticos dos Planos de Pormenor de Areia, Alcorvim de Baixo e Alcorvim de Cima, Biscaia e Figueira do Guincho, Cabreiro, Charneca, Malveira da Serra e Janes, Zambujeiro e Murches e Alcabideche, deliberados em reunião pública da Câmara de 12 de Janeiro do corrente ano. Será ainda anunciado o início dos trabalhos dos Planos de Pormenor para as Áreas de Intervenção Específica da Atrozela e do Autódromo, cuja elaboração foi deliberada em reunião pública de Câmara de 17 de Dezembro de 2008.