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Sunday, January 18, 2015
Linha de Cascais com menos 51 comboios a partir de hoje
"CP argumenta que o volume total de passageiros não justificava a frequência de comboios rápidos entre as 10:00 e as 17:00.
A Linha de Cascais vai, a partir de hoje, ter menos 51 comboios, os que faziam o trajeto rápido entre as 10:00 e as 17:00, e ter novos horários de circulação, informou a CP-Comboios de Portugal.
Na Linha de Cascais, que liga esta cidade ao Cais do Sodré, em Lisboa, circulavam 251 comboios por dia e agora passam a circular 200.
A decisão, segundo a empresa, surge após uma análise feita à procura daquela linha férrea, da qual se constatou que o volume total de passageiros naquele período não justificava a frequência de comboios rápidos.
Dados da CP revelam que dos 80.250 passageiros por dia útil, apenas cerca de 19.000 viajam em período fora das horas de ponta (10:00 às 17:00 e após as 20:00). Cerca de 80% dos clientes portadores de passe ou assinatura mensal viajam nos períodos de hora de ponta, nos quais a oferta não é alterada e, por fim, a capacidade de lugares oferecidos cobre o volume da procura.
"É de salientar que nos comboios da 'família de Oeiras' (ligações Oeiras-Cais do Sodré-Oeiras), no horário 10:00 - 17:00, as taxas médias de ocupação rondam os 11%, e nos comboios que asseguram a ligação total (Cais do Sodré-Cascais-Cais do Sodré) situam-se nos 22%", acrescenta a CP.
Nas chamadas horas de ponta, entre as 07:00 e as 10:00 e entre as 17:00 e as 20:00, os horários não são alterados, mas no restante período do dia todos os comboios passam a fazer o percurso total da linha, de Cascais a Lisboa, com paragem em todas as estações, com ligações cadenciadas de 20 em 20 minutos.
"A implementação deste horário permitirá uma gestão mais eficaz do material circulante, incrementando os níveis de fiabilidade e pontualidade do serviço CP nesta linha, sem qualquer aumento de custos", revela a empresa.
A CP assegura, ainda, que irá monitorizar "atentamente a evolução e comportamento da procura na Linha de Cascais", para verificar a necessidade de eventuais ajustamentos."
In DN 2015-01-18
Tuesday, August 26, 2014
Concessão da linha de Cascais a privados vai reduzir oferta de serviços
Por CARLOS CIPRIANO
Friday, August 12, 2011
CP - Linha de Cascais
Chegado por e-mail:
«Boa noite
Na sequência do post de 25 de Julho de 2011 referente ao (não) funcionamento dos postos de venda de bilhetes venho por este meio enviar uma série de fotografias que tirei hoje, terça-feira dia 8, por volta das 11 da manhã. Ou seja, sem ser à hora de ponta nem num dia de festival ou outro acontecimento maior.
Como se pode ver pelas fotografias, o sistema de cartões simplesmente não está a funcionar como seria devido - quer devido a dificuldade de percepção da parte dos utilizadores, quer por não ter instruções em, pelo menos, inglês, além de problemas no pagamento, vandalismo, entre muitos outros que já enumerei em comentário ao post acima referido. As soluções não são assim tão complicadas mas não se vê qualquer esforço da parte do organismo em tentar resolver.
Fica aqui mais um "protesto"
Os melhores cumprimentos
ACP»
...
As nossas desculpas pelo atraso na publicação. Coisas de férias;-)
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linha de cascais
Friday, March 25, 2011
Petição/Parede: atravessamento da linha em passagem com rampas
Chegado por e-mail:
«Olá
Criei a petição que abaixo reproduzo, para apresentar à CM Cascais.
Tem o objectivo de pedir a transformação de uma passagem superior existente, que hoje apenas tem escadas, de modo a dotá-la de rampas e assim facilitar o atravessamento.
Se concordar, assine e divulgue.
Obrigado
JP
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8156
======================================
Atravessamento pedonal da linha férrea em rampa
======================================
Ao Ex.mo Senhor Presidente da Câmara de Cascais
Na Rua Dr. Câmara Pestana, na Parede, existe sobre a linha férrea uma passagem superior com escadas (ver localização: http://tinyurl.com/CamaraPestana). Esta passagem impossibilita ou dificulta o atravessamento por pessoas idosas ou com dificuldades, carros de bebés ou de rodas, e bicicletas.
Na zona sul da linha existem diversos pontos de interesse, tais como o Parque do Junqueiro, a Praia de Carcavelos ou o centro comercial. Do lado norte existem escolas, o centro da Parede ou o Clube Nacional de Ginástica.
Este atravessamento da linha reveste-se assim de grande interesse, sendo utilizada por muitas pessoas nos dois sentidos.
Note-se ainda a inexistência próxima de outras passagens sem escadas: para o lado de Carcavelos, apenas se pode atravessar na Estação. Para o lado da Parede, é quase outra tanta distância, até ao viaduto rodoviário sob a linha (Rua Amadeu Duarte). Há assim um grande troço da linha férrea em que só é possível atravessar a linha por meio de escadas.
As zonas limítrofes são densamente povoadas, prevendo-se ainda que a população aumente bastante com a construção na zona do antigo Bairro das Marianas. A linha é uma divisão artificial do território, que importa mitigar com a existência de atravessamentos com elevado grau de acessibilidade para todos.
Em função do exposto acima, vimos solicitar a V.ª Exª que, em nome da Câmara Municipal de Cascais e juntamente com a REFER, desenvolva esforços no sentido de dotar esta zona de um atravessamento da linha em rampa, se possível inferior, porque teria menos inclinação, mas, se o espaço disponível não o permitir, adaptando a actual passagem superior.
Atentamente
Parede, 24 de Março de 2011
Os signatários»
«Olá
Criei a petição que abaixo reproduzo, para apresentar à CM Cascais.
Tem o objectivo de pedir a transformação de uma passagem superior existente, que hoje apenas tem escadas, de modo a dotá-la de rampas e assim facilitar o atravessamento.
Se concordar, assine e divulgue.
Obrigado
JP
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8156
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Atravessamento pedonal da linha férrea em rampa
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Ao Ex.mo Senhor Presidente da Câmara de Cascais
Na Rua Dr. Câmara Pestana, na Parede, existe sobre a linha férrea uma passagem superior com escadas (ver localização: http://tinyurl.com/CamaraPestana). Esta passagem impossibilita ou dificulta o atravessamento por pessoas idosas ou com dificuldades, carros de bebés ou de rodas, e bicicletas.
Na zona sul da linha existem diversos pontos de interesse, tais como o Parque do Junqueiro, a Praia de Carcavelos ou o centro comercial. Do lado norte existem escolas, o centro da Parede ou o Clube Nacional de Ginástica.
Este atravessamento da linha reveste-se assim de grande interesse, sendo utilizada por muitas pessoas nos dois sentidos.
Note-se ainda a inexistência próxima de outras passagens sem escadas: para o lado de Carcavelos, apenas se pode atravessar na Estação. Para o lado da Parede, é quase outra tanta distância, até ao viaduto rodoviário sob a linha (Rua Amadeu Duarte). Há assim um grande troço da linha férrea em que só é possível atravessar a linha por meio de escadas.
As zonas limítrofes são densamente povoadas, prevendo-se ainda que a população aumente bastante com a construção na zona do antigo Bairro das Marianas. A linha é uma divisão artificial do território, que importa mitigar com a existência de atravessamentos com elevado grau de acessibilidade para todos.
Em função do exposto acima, vimos solicitar a V.ª Exª que, em nome da Câmara Municipal de Cascais e juntamente com a REFER, desenvolva esforços no sentido de dotar esta zona de um atravessamento da linha em rampa, se possível inferior, porque teria menos inclinação, mas, se o espaço disponível não o permitir, adaptando a actual passagem superior.
Atentamente
Parede, 24 de Março de 2011
Os signatários»
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Wednesday, September 29, 2010
Autarca de Cascais critica recuo da CP na aquisição de 36 novos comboios
In Público (29/9/2010)
«O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, considera que a anulação do concurso para a aquisição de 36 novos comboios para a Linha de Cascais, anunciada pela CP, é um "problema muito grave".
A situação "é de grande gravidade e mostra bem como o país está a funcionar", afirmou o autarca, na reunião da Assembleia Municipal realizada anteontem, em Cascais. O autarca recorda que o Governo anunciou, em Março de 2009, a aquisição de novas composições "mais confortáveis e que implicariam um ganho de 39 por cento para a Linha de Cascais". Ontem, na sequência da notícia do PÚBLICO sobre o recuo da transportadora, o presidente da CP, José Benoliel, esclareceu que não é possível alugar material circulante para esta linha e que a compra é mesmo a única opção. Porém, acrescentou, "não há data para a aquisição" e, por isso, "esta situação faz deslizar o prazo inicialmente previsto para a substituição do material circulante, nomeadamente na Linha de Cascais, onde é mais antigo".
Perante a anulação do investimento de 370 milhões de euros - dos quais 180 milhões estavam destinados à remodelação da Linha de Cascais -, António Capucho mostrou-se indignado com o facto de a decisão não ter sido comunicada à autarquia. "Andam a brincar connosco com investimentos megalómanos que nem se vão realizar", criticou, referindo-se ao TGV. "Promete-se a Cascais a renovação da linha, que tem mesmo de acontecer por uma questão de segurança, e afinal foi tudo suspenso sem sequer se informar a câmara", reclamou.
A CP excluiu as quatro empresas candidatas ao fornecimento de 49 novos comboios (36 para a Linha de Cascais) depois de ter concluído que "as propostas dos quatro concorrentes não cumpriam todos os requisitos". PÚBLICO/Lusa»
...
Bom protesto do Presidente da CMC a mais uma má acção da CP. Mas, muito sinceramente, gostava que a mesma indignação e o mesmo pundonor se verificassem no que toca à defesa intransigente do património edificado do concelho e dos seus espaços e zonas verdes, e da sua "silhueta", vide Monte Estoril, por ex. E isso não acontece, o que é uma pena.
«O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, considera que a anulação do concurso para a aquisição de 36 novos comboios para a Linha de Cascais, anunciada pela CP, é um "problema muito grave".
A situação "é de grande gravidade e mostra bem como o país está a funcionar", afirmou o autarca, na reunião da Assembleia Municipal realizada anteontem, em Cascais. O autarca recorda que o Governo anunciou, em Março de 2009, a aquisição de novas composições "mais confortáveis e que implicariam um ganho de 39 por cento para a Linha de Cascais". Ontem, na sequência da notícia do PÚBLICO sobre o recuo da transportadora, o presidente da CP, José Benoliel, esclareceu que não é possível alugar material circulante para esta linha e que a compra é mesmo a única opção. Porém, acrescentou, "não há data para a aquisição" e, por isso, "esta situação faz deslizar o prazo inicialmente previsto para a substituição do material circulante, nomeadamente na Linha de Cascais, onde é mais antigo".
Perante a anulação do investimento de 370 milhões de euros - dos quais 180 milhões estavam destinados à remodelação da Linha de Cascais -, António Capucho mostrou-se indignado com o facto de a decisão não ter sido comunicada à autarquia. "Andam a brincar connosco com investimentos megalómanos que nem se vão realizar", criticou, referindo-se ao TGV. "Promete-se a Cascais a renovação da linha, que tem mesmo de acontecer por uma questão de segurança, e afinal foi tudo suspenso sem sequer se informar a câmara", reclamou.
A CP excluiu as quatro empresas candidatas ao fornecimento de 49 novos comboios (36 para a Linha de Cascais) depois de ter concluído que "as propostas dos quatro concorrentes não cumpriam todos os requisitos". PÚBLICO/Lusa»
...
Bom protesto do Presidente da CMC a mais uma má acção da CP. Mas, muito sinceramente, gostava que a mesma indignação e o mesmo pundonor se verificassem no que toca à defesa intransigente do património edificado do concelho e dos seus espaços e zonas verdes, e da sua "silhueta", vide Monte Estoril, por ex. E isso não acontece, o que é uma pena.
Tuesday, September 28, 2010
Utentes dizem que anulação do concurso para novos comboios põe em causa segurança
In Diário de Notícias (28/9/2010)
por Lusa
«A Comissão de Utentes da Linha de Cascais considerou hoje que a anulação, por parte da CP, do concurso para a aquisição de 36 novos comboios para aquela linha, "põe em causa a segurança dos utilizadores".
A CP avançou hoje com a exclusão das quatro empresas candidatas ao fornecimento de 49 novos comboios, 36 para a Linha de Cascais, num investimento superior a 300 milhões de euros, depois de ter concluído que "as propostas dos quatro concorrentes [Alstom, Bombardier, CAF e Siemens] não cumpriam todos os requisitos".
Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da Comissão de Utentes da Linha de Cascais, Filipe Ferreira, considerou que com a anulação do concurso, "o Governo está a pôr em causa a segurança dos utentes".
Para Filipe Ferreira, "a segurança continua a ser esquecida. É óbvio que a linha necessita de novo material circulante e, mais uma vez, é o 'utilizador-pagador' que é prejudicado".
Assim, continuou Filipe Ferreira, a comissão "repudia completamente mais uma tomada de posição que, com a desculpa da crise, vem piorar o serviço do contribuinte e dos portugueses".
O concurso previa a aquisição de comboios para os serviços urbano e regional da CP, no valor de 370 milhões de euros.
O concurso englobava a aquisição de 25 automotoras para o serviço regional, no valor de 125 milhões de euros, e cinco unidades múltiplas eléctricas para a Linha do Sado, no valor de 25 milhões de euros.
O concurso incluía ainda 36 unidades múltiplas eléctricas bitensão para o serviço urbano da Linha de Cascais, no valor de 180 milhões de euros, e oito unidades múltiplas eléctricas para serviço urbano do Porto, no valor de 40 milhões de euros.
O secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, afirmou à Lusa, em maio, que o concurso estava a ser reavaliado, avançando que uma das possibilidades era o processo não avançar.»
por Lusa
«A Comissão de Utentes da Linha de Cascais considerou hoje que a anulação, por parte da CP, do concurso para a aquisição de 36 novos comboios para aquela linha, "põe em causa a segurança dos utilizadores".
A CP avançou hoje com a exclusão das quatro empresas candidatas ao fornecimento de 49 novos comboios, 36 para a Linha de Cascais, num investimento superior a 300 milhões de euros, depois de ter concluído que "as propostas dos quatro concorrentes [Alstom, Bombardier, CAF e Siemens] não cumpriam todos os requisitos".
Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da Comissão de Utentes da Linha de Cascais, Filipe Ferreira, considerou que com a anulação do concurso, "o Governo está a pôr em causa a segurança dos utentes".
Para Filipe Ferreira, "a segurança continua a ser esquecida. É óbvio que a linha necessita de novo material circulante e, mais uma vez, é o 'utilizador-pagador' que é prejudicado".
Assim, continuou Filipe Ferreira, a comissão "repudia completamente mais uma tomada de posição que, com a desculpa da crise, vem piorar o serviço do contribuinte e dos portugueses".
O concurso previa a aquisição de comboios para os serviços urbano e regional da CP, no valor de 370 milhões de euros.
O concurso englobava a aquisição de 25 automotoras para o serviço regional, no valor de 125 milhões de euros, e cinco unidades múltiplas eléctricas para a Linha do Sado, no valor de 25 milhões de euros.
O concurso incluía ainda 36 unidades múltiplas eléctricas bitensão para o serviço urbano da Linha de Cascais, no valor de 180 milhões de euros, e oito unidades múltiplas eléctricas para serviço urbano do Porto, no valor de 40 milhões de euros.
O secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, afirmou à Lusa, em maio, que o concurso estava a ser reavaliado, avançando que uma das possibilidades era o processo não avançar.»
Monday, June 28, 2010
Grupo de jovens fez distúrbios e roubou passageiros num comboio de Cascais
In Público (28/6/2010)
«A polícia levou para a esquadra 15 jovens, dos quais três vão ficar detidos, de um grupo de cerca de 40 que, no sábado ao fim do dia, provocou o alarme, com assaltos e desacatos, num comboio da linha Lisboa-Cascais, disse ontem à agência Lusa uma fonte do comando da PSP.
O grupo, com cerca de 40 jovens, veio da zona de Sacavém e embarcou numa das estações próximas das praias da linha de Cascais, começando a provocar desacatos e a ameaçar passageiros, tendo concretizado pelos menos dois roubos.
"Furtaram uma bolsa com dinheiro e um telemóvel, segundo as testemunhas ouvidas, mas admitimos que possa ter havido mais roubos, porque as pessoas foram saindo nas estações", disse o oficial de serviço no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Polícias à civil entraram no comboio em Algés e conseguiram pôr fim aos distúrbios, que acabaram com vários jovens a serem levados pela polícia, já em Alcântara. No total, 15 membros do grupo foram levados para a esquadra do Calvário e os restantes fugiram. Três são maiores de idade e vão ficar detidos para serem levados ao juiz, que decidirá as medidas de coacção a aplicar-lhes, depois de ouvidos os testemunhos de alguns lesados que apresentaram queixa.
Outros quatro foram identificados por pessoas lesadas como tendo participado nos desacatos, mas, sendo menores de 16 anos, foram entregues aos pais, depois de feita a participação por actos ilícitos. Os outros detidos foram identificados e depois libertados pela polícia. As ameaças aos passageiros, segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, terão sido feitas sem armas mas "com acção física".»
«A polícia levou para a esquadra 15 jovens, dos quais três vão ficar detidos, de um grupo de cerca de 40 que, no sábado ao fim do dia, provocou o alarme, com assaltos e desacatos, num comboio da linha Lisboa-Cascais, disse ontem à agência Lusa uma fonte do comando da PSP.
O grupo, com cerca de 40 jovens, veio da zona de Sacavém e embarcou numa das estações próximas das praias da linha de Cascais, começando a provocar desacatos e a ameaçar passageiros, tendo concretizado pelos menos dois roubos.
"Furtaram uma bolsa com dinheiro e um telemóvel, segundo as testemunhas ouvidas, mas admitimos que possa ter havido mais roubos, porque as pessoas foram saindo nas estações", disse o oficial de serviço no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Polícias à civil entraram no comboio em Algés e conseguiram pôr fim aos distúrbios, que acabaram com vários jovens a serem levados pela polícia, já em Alcântara. No total, 15 membros do grupo foram levados para a esquadra do Calvário e os restantes fugiram. Três são maiores de idade e vão ficar detidos para serem levados ao juiz, que decidirá as medidas de coacção a aplicar-lhes, depois de ouvidos os testemunhos de alguns lesados que apresentaram queixa.
Outros quatro foram identificados por pessoas lesadas como tendo participado nos desacatos, mas, sendo menores de 16 anos, foram entregues aos pais, depois de feita a participação por actos ilícitos. Os outros detidos foram identificados e depois libertados pela polícia. As ameaças aos passageiros, segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, terão sido feitas sem armas mas "com acção física".»
Wednesday, December 30, 2009
Cascais vai ter comboios toda a noite
In Diário de Notícias (30/12/2009)
por LUSA
«Os comboios da Linha de Cascais vão circular durante toda a noite de quinta-feira, de forma a garantir o acesso com segurança e comodidade aos utentes na passagem de ano.
Segundo a empresa, os comboios vão circular de meia em meia hora, em cada um dos sentidos (Cascais-Cais do Sodré/Cascais), com paragem em todas as estações. O objectivo é permitir o acesso aos principais locais de concertos e espectáculos com segurança e comodidade.O serviço especial de dia 1 facilita o acesso aos espectáculos que se realizam em Lisboa e na baía de Cascais.»
por LUSA
«Os comboios da Linha de Cascais vão circular durante toda a noite de quinta-feira, de forma a garantir o acesso com segurança e comodidade aos utentes na passagem de ano.
Segundo a empresa, os comboios vão circular de meia em meia hora, em cada um dos sentidos (Cascais-Cais do Sodré/Cascais), com paragem em todas as estações. O objectivo é permitir o acesso aos principais locais de concertos e espectáculos com segurança e comodidade.O serviço especial de dia 1 facilita o acesso aos espectáculos que se realizam em Lisboa e na baía de Cascais.»
Monday, September 14, 2009
Obra de remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e construção das passagens inferiores pedonais adjudicada
In Imprensa Cascais:
«Foi adjudicada pela REFER – Rede Ferroviária Nacional, nos primeiros dias de Setembro, a remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e a construção das passagens pedonais inferiores a nascente e poente da estação. O início da obra está previsto para Outubro.
No âmbito do protocolo assinado com o Município de Cascais em 15 de Março de 2009, a REFER – Rede Ferroviária Nacional, adjudicou à empresa Obrecol – Obras e Construção, S.A., pelo valor de €4.998.880,00 e por um prazo de execução de nove meses, a obra que contempla a remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e a construção de duas passagens pedonais inferiores.
Esta obra irá restabelecer a ligação pedonal entre os lados Norte e Sul da Linha, bem como proporcionar melhores condições de conforto e segurança aos utentes do transporte ferroviário.
A consignação dos trabalhos está marcada para dia 14 de Setembro e o arranque da obra deverá ocorrer até dia 14 de Outubro, implicando alterações à circulação rodoviária e pedonal por motivos de segurança.
O plano de circulação alternativa será oportunamente divulgado pela REFER.»
...
E pensar que esteve nos propósitos de certas mentes brilhantes dar por finda a estação de comboios do Monte Estoril, a única, por sinal, que tem algumas características revivalistas da época da sua construção (e que em outros locais, como Itália, são amplamente acarinhadas e motivo de orgulho), para dar lugar a estacionamento subterrâneo em aundância. Atenção, que ainda há quem defenda isso!!
«Foi adjudicada pela REFER – Rede Ferroviária Nacional, nos primeiros dias de Setembro, a remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e a construção das passagens pedonais inferiores a nascente e poente da estação. O início da obra está previsto para Outubro.
No âmbito do protocolo assinado com o Município de Cascais em 15 de Março de 2009, a REFER – Rede Ferroviária Nacional, adjudicou à empresa Obrecol – Obras e Construção, S.A., pelo valor de €4.998.880,00 e por um prazo de execução de nove meses, a obra que contempla a remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e a construção de duas passagens pedonais inferiores.
Esta obra irá restabelecer a ligação pedonal entre os lados Norte e Sul da Linha, bem como proporcionar melhores condições de conforto e segurança aos utentes do transporte ferroviário.
A consignação dos trabalhos está marcada para dia 14 de Setembro e o arranque da obra deverá ocorrer até dia 14 de Outubro, implicando alterações à circulação rodoviária e pedonal por motivos de segurança.
O plano de circulação alternativa será oportunamente divulgado pela REFER.»
...
E pensar que esteve nos propósitos de certas mentes brilhantes dar por finda a estação de comboios do Monte Estoril, a única, por sinal, que tem algumas características revivalistas da época da sua construção (e que em outros locais, como Itália, são amplamente acarinhadas e motivo de orgulho), para dar lugar a estacionamento subterrâneo em aundância. Atenção, que ainda há quem defenda isso!!
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Monday, June 15, 2009
Linha de Cascais terá controlo de sinalização mais avançado do país
In Público (15/6/2009)
Carlos Cipriano
«Refer avança com investimentos na área da segurança que vão custar cerca de 45 milhões de euros. Obras deverão estar concluídas em 2014
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) lançou um concurso público internacional para dotar a Linha de Cascais do sistema de controlo e comando de sinalização mais avançado de toda a rede ferroviária nacional. Trata-se do ERTMS (European Rail Traffic Management System), que garante a interoperacionalidade técnica dos comboios portugueses no espaço europeu.
O investimento, no valor de 45 milhões de euros, vai substituir todas as infra-estruturas de sinalização, controlo de velocidade e telecomunicações existentes naquela linha e deverá estar concluído em 2012, altura em que se prevê a entrada ao serviço dos novos comboios suburbanos entretanto adquiridos pela CP.
Este é o primeiro passo de um projecto de modernização que inclui a substituição integral da linha férrea. Como a última renovação de via foi realizada em 1975, torna-
-se agora necessário sanear a plataforma, isto é, levantar os carris e o balastro, retirar a terra que está por baixo e substituir tudo por um novo leito e uma nova superestrutura.
Esta obra, porém, ainda não foi adjudicada e só estará concluída em 2014, de acordo com o plano de actividades da Refer, que prevê gastar até 2016 mais de 160 milhões de euros na Linha de Cascais.
Privatização à vista?
O projecto está praticamente concluído desde 2006 e a empresa chegou a anunciar que as obras teriam início nesse mesmo ano, apontando-se então que a requalificação da linha estaria concluída em 2012. De acordo com esse calendário, a nova sinalização electrónica agora anunciada, teria sido implementada até 2008 e teria custado 33 milhões de euros (menos 12 milhões do que agora). Os trabalhos na via e a substituição das catenárias teriam lugar entre 2008 e 2012, mas agora a Refer prevê que os mesmos só venham a decorrer entre 2011 e 2014.
O que aconteceu então? O Governo decidiu travar o projecto, mantendo-
-o congelado nos últimos três anos e só agora decidiu avançar. Por óbvias razões financeiras, embora tal decisão nunca tenha sido publicamente assumida, ao contrário da modernização da Linha do Norte, que também foi parada, mas neste caso com a justificação de que o projecto deveria ser repensado tendo em conta o TGV (alta velocidade) entre Lisboa e Porto.
A situação de envelhecimento da Linha de Cascais tornou insustentável mais adiamentos, pelo que os primeiros concursos foram agora lançados. A par de sinalização, a Refer lançou um outro concurso para a remodelação das estações desta linha, por forma a dotá-las de maior conforto e segurança para os utilizadores da ferrovia.
A empresa diz ainda que pretende "conferir aos espaços de acolhimento dos passageiros da Linha de Cascais uma imagem singular, que permita a sua diferenciação relativamente às restantes estações e apeadeiros que integram a rede ferroviária nacional, nomeadamente com um design para a simbologia, sinalética e utilização de elementos cromáticos". Uma opção que pode significar a preparação desta linha para uma eventual privatização após as obras.
Em Junho de 2006, a Refer assegurava que a quadruplicação na Linha de Sintra, entre Queluz e Cacém, e da Linha da Cintura, entre Chelas e Braço de Prata, tinham as candidaturas ao Quatro Comunitário de Apoio concluídas e que as obras estariam concluídas em 2011. A estação do Cacém, construída de raiz, estaria concluída em 2008. Três anos depois, só recentemente foram iniciadas as obras para quadruplicar a via entre Barcarena e Cacém, cuja estação está longe de estar terminada. Na Linha da Cintura não começaram quaisquer obras e nem o plano de actividades da Refer tem previsto até 2011 qualquer investimento de vulto para quadruplicar o troço entre Chelas e Braço de Prata.»
Carlos Cipriano
«Refer avança com investimentos na área da segurança que vão custar cerca de 45 milhões de euros. Obras deverão estar concluídas em 2014
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) lançou um concurso público internacional para dotar a Linha de Cascais do sistema de controlo e comando de sinalização mais avançado de toda a rede ferroviária nacional. Trata-se do ERTMS (European Rail Traffic Management System), que garante a interoperacionalidade técnica dos comboios portugueses no espaço europeu.
O investimento, no valor de 45 milhões de euros, vai substituir todas as infra-estruturas de sinalização, controlo de velocidade e telecomunicações existentes naquela linha e deverá estar concluído em 2012, altura em que se prevê a entrada ao serviço dos novos comboios suburbanos entretanto adquiridos pela CP.
Este é o primeiro passo de um projecto de modernização que inclui a substituição integral da linha férrea. Como a última renovação de via foi realizada em 1975, torna-
-se agora necessário sanear a plataforma, isto é, levantar os carris e o balastro, retirar a terra que está por baixo e substituir tudo por um novo leito e uma nova superestrutura.
Esta obra, porém, ainda não foi adjudicada e só estará concluída em 2014, de acordo com o plano de actividades da Refer, que prevê gastar até 2016 mais de 160 milhões de euros na Linha de Cascais.
Privatização à vista?
O projecto está praticamente concluído desde 2006 e a empresa chegou a anunciar que as obras teriam início nesse mesmo ano, apontando-se então que a requalificação da linha estaria concluída em 2012. De acordo com esse calendário, a nova sinalização electrónica agora anunciada, teria sido implementada até 2008 e teria custado 33 milhões de euros (menos 12 milhões do que agora). Os trabalhos na via e a substituição das catenárias teriam lugar entre 2008 e 2012, mas agora a Refer prevê que os mesmos só venham a decorrer entre 2011 e 2014.
O que aconteceu então? O Governo decidiu travar o projecto, mantendo-
-o congelado nos últimos três anos e só agora decidiu avançar. Por óbvias razões financeiras, embora tal decisão nunca tenha sido publicamente assumida, ao contrário da modernização da Linha do Norte, que também foi parada, mas neste caso com a justificação de que o projecto deveria ser repensado tendo em conta o TGV (alta velocidade) entre Lisboa e Porto.
A situação de envelhecimento da Linha de Cascais tornou insustentável mais adiamentos, pelo que os primeiros concursos foram agora lançados. A par de sinalização, a Refer lançou um outro concurso para a remodelação das estações desta linha, por forma a dotá-las de maior conforto e segurança para os utilizadores da ferrovia.
A empresa diz ainda que pretende "conferir aos espaços de acolhimento dos passageiros da Linha de Cascais uma imagem singular, que permita a sua diferenciação relativamente às restantes estações e apeadeiros que integram a rede ferroviária nacional, nomeadamente com um design para a simbologia, sinalética e utilização de elementos cromáticos". Uma opção que pode significar a preparação desta linha para uma eventual privatização após as obras.
Em Junho de 2006, a Refer assegurava que a quadruplicação na Linha de Sintra, entre Queluz e Cacém, e da Linha da Cintura, entre Chelas e Braço de Prata, tinham as candidaturas ao Quatro Comunitário de Apoio concluídas e que as obras estariam concluídas em 2011. A estação do Cacém, construída de raiz, estaria concluída em 2008. Três anos depois, só recentemente foram iniciadas as obras para quadruplicar a via entre Barcarena e Cacém, cuja estação está longe de estar terminada. Na Linha da Cintura não começaram quaisquer obras e nem o plano de actividades da Refer tem previsto até 2011 qualquer investimento de vulto para quadruplicar o troço entre Chelas e Braço de Prata.»
Monday, May 18, 2009
Estações ferroviárias de S. Pedro e S. João do Estoril requalificadas até final de 2010
In Público (16/5/2009)
«Após inúmeras mortes na via-férrea em São Pedro do Estoril, a passagem de nível vai ser substituída por passagens inferiores pedonais
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) comprometeu-se ontem, num protocolo assinado com a Câmara Municipal de Cascais, a requalificar as estações ferroviárias de S. Pedro e S. João do Estoril e a suprimir a última passagem de nível naquela linha até Dezembro de 2010.
O presidente da Refer, Luís Filipe Pardal, lembrou que a sinistralidade é um problema que se deve continuar a combater, pelo que extinguir "as passagens de nível é uma obrigação legal", sublinhando que, nos últimos nove anos, a empresa "investiu cerca de 270 milhões de euros na supressão de 1300 passagens de nível".
"É gratificante haver sintonia e convergência de preocupações com a Câmara Municipal de Cascais", para concretizar um protocolo que é "seguramente positivo e que vai contribuir para a segurança" do concelho, acrescentou o responsável.
Segundo o líder camarário, António Capucho, esta intervenção é "importante para o acréscimo de conforto e bem-estar e para evitar a perigosidade das duas estações".
Na presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, o presidente da Câmara de Cascais lembrou que a economia do concelho assenta no turismo e a ligação de Cascais ao aeroporto é "fulcral".
Por seu turno, Ana Paula Vitorino referiu que "este protocolo, agora celebrado, representa a boa coordenação entre a administração central e a administração local, para bem dos cidadãos", algo que a deixa "bastante satisfeita". Ainda durante o seu discurso, a secretária de Estado recordou que "até 2013 estará concluída a terceira travessia do Tejo e a ligação de alta velocidade", projectos considerados "fundamentais para o desenvolvimento do país".
"O acordo hoje [ontem] firmado é a prova de que a cooperação entre o Governo, a Refer e a administração local não só existe como dá os frutos que todos nós desejamos", concluiu Ana Paula Vitorino.
Este protocolo surge no âmbito do Projecto de Modernização da Linha de Cascais e que prevê, para São Pedro do Estoril, a construção de duas passagens inferiores pedonais, o que permitirá o encerramento definitivo do atravessamento da linha, além de estar também prevista a criação de espaços de apoio ao cliente ferroviário (bilheteiras, lojas, instalações sanitárias) e a colocação de novo pavimento e coberturas parciais de apoio a passageiros.
A Refer irá intervir naquelas estações para reforço da segurança, da informação e conforto. Lusa
Para São Pedro do Estoril está prevista a construção de duas passagens inferiores pedonais, o que permitirá o encerramento definitivo do atravessamento da linha. Para São João do Estoril está prevista a construção de uma passagem rodoviária inferior para desnivelamento da via-férrea sob a Av. Marginal. O projecto para o local contempla ainda a contrução de uma passagem inferior pedonal na estação para atravessamento do público e de escadas de acesso ao cais, bem como plataforma mecânica elevatória.»
«Após inúmeras mortes na via-férrea em São Pedro do Estoril, a passagem de nível vai ser substituída por passagens inferiores pedonais
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) comprometeu-se ontem, num protocolo assinado com a Câmara Municipal de Cascais, a requalificar as estações ferroviárias de S. Pedro e S. João do Estoril e a suprimir a última passagem de nível naquela linha até Dezembro de 2010.
O presidente da Refer, Luís Filipe Pardal, lembrou que a sinistralidade é um problema que se deve continuar a combater, pelo que extinguir "as passagens de nível é uma obrigação legal", sublinhando que, nos últimos nove anos, a empresa "investiu cerca de 270 milhões de euros na supressão de 1300 passagens de nível".
"É gratificante haver sintonia e convergência de preocupações com a Câmara Municipal de Cascais", para concretizar um protocolo que é "seguramente positivo e que vai contribuir para a segurança" do concelho, acrescentou o responsável.
Segundo o líder camarário, António Capucho, esta intervenção é "importante para o acréscimo de conforto e bem-estar e para evitar a perigosidade das duas estações".
Na presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, o presidente da Câmara de Cascais lembrou que a economia do concelho assenta no turismo e a ligação de Cascais ao aeroporto é "fulcral".
Por seu turno, Ana Paula Vitorino referiu que "este protocolo, agora celebrado, representa a boa coordenação entre a administração central e a administração local, para bem dos cidadãos", algo que a deixa "bastante satisfeita". Ainda durante o seu discurso, a secretária de Estado recordou que "até 2013 estará concluída a terceira travessia do Tejo e a ligação de alta velocidade", projectos considerados "fundamentais para o desenvolvimento do país".
"O acordo hoje [ontem] firmado é a prova de que a cooperação entre o Governo, a Refer e a administração local não só existe como dá os frutos que todos nós desejamos", concluiu Ana Paula Vitorino.
Este protocolo surge no âmbito do Projecto de Modernização da Linha de Cascais e que prevê, para São Pedro do Estoril, a construção de duas passagens inferiores pedonais, o que permitirá o encerramento definitivo do atravessamento da linha, além de estar também prevista a criação de espaços de apoio ao cliente ferroviário (bilheteiras, lojas, instalações sanitárias) e a colocação de novo pavimento e coberturas parciais de apoio a passageiros.
A Refer irá intervir naquelas estações para reforço da segurança, da informação e conforto. Lusa
Para São Pedro do Estoril está prevista a construção de duas passagens inferiores pedonais, o que permitirá o encerramento definitivo do atravessamento da linha. Para São João do Estoril está prevista a construção de uma passagem rodoviária inferior para desnivelamento da via-férrea sob a Av. Marginal. O projecto para o local contempla ainda a contrução de uma passagem inferior pedonal na estação para atravessamento do público e de escadas de acesso ao cais, bem como plataforma mecânica elevatória.»
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Friday, November 14, 2008
Tuesday, May 06, 2008
COMUNICADO CMC /Novo Nó Ferroviário de Alcântara:
«COMUNICADO
Novo Nó Ferroviário de Alcântara:
Cascais, 30 de Abril de 2008
O Governo, através do Ministério da Obras Públicas, acaba de apresentar publicamente o projecto da "Nova Alcântara - Novo Nó Ferroviário de Alcântara e Terminal de Contentores de Alcântara", o qual responde, no essencial, a uma antiga aspiração legítima dos cascalenses.
No domínio ferroviário é objectivo essencial deste projecto aumentar a segurança, a qualidade e a fiabilidade do serviço, bem como a interoperabilidade com a restante rede.
Estima-se o aumento de cerca de 39% entre os passageiros transportados em 2007 e os
previstos para 2017 (de cerca de 30 para 42 milhões de passageiros/ano), com significativa contenção do número de utentes da auto-estrada A5. Trata-se de uma inflexão face à anterior tendência de perda sustentada de passageiros pela linha de Cascais (cerca de menos 7 milhões/ano entre 2000 e 2007).
Assim, a linha de Cascais, mediante o desnivelamento do Nó de Alcântara, irá permitir a partir de 2013 a comunicação com a Circular Ferroviária de Lisboa a as estações de Sete Rios, Entrecampos e Oriente, bem como com a rede nacional e internacional, com especial relevância para a ligação directa ao Novo Aeroporto de Lisboa.
Os tempos de viagem a partir de Cascais serão reduzidos como se segue:
· Sete Rios 37 min;
· Entrecampos 40 min;
· Oriente 54 min;
· Novo Aeroporto 67 min;
· Setúbal 65 min;
· Porto 1h15 min;
· Madrid 3h15 min.
Estão previstos investimentos de 189M€ em toda a infra-estrutura e a aquisição de material circulante de elevada comodidade no valor de 189M€.
Trata-se de um projecto estruturante para Cascais e da maior relevância para a qualidade vida futura dos cascalenses, para além de proporcionar grandes benefícios para a o desenvolvimento económico do Concelho pelo favorecimento do afluxo de visitantes, mormente dos turistas provenientes do novo Aeroporto de Lisboa e da própria da Capital.
Depois de concretizada a adjudicação do novo Hospital, este investimento ferroviário
representa, sem dúvida, uma mais-valia adicional extremamente relevante para Cascais.
Nesta conformidade, a Câmara Municipal de Cascais transmitiu ao Governo na pessoa do
Senhor Ministro das Obras Públicas e da Senhora Secretária de Estado dos Transportes o reconhecimento pelo grande mérito e inequívoca oportunidade dos investimentos em causa.
António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)»
-----
A meu ver, há só dois «pequenos» problemas:
1. A ir em frente, este «projecto» será um acto grave para Lisboa, a começar pela mais que duplicação do «muro» de contentores que, alegremente, a APL irá construir, separando, mais uma vez e abusivamente, os cidadãos do rio ... e acabando na reincidência parva em construir e estropiar o vale de Alcântara, sem qualquer estudo ambiental prévio.
2. Para Cascais e para os cascalenses, será tudo muito «bonito», como diz o Dr. António Capucho, simplesmente, com autocarros e carreiras como as que há actualmente a chegar e a sair das estações de comboio, aposto que vai toda a gente continuar a ir de pópó para Lisboa. Trata-se, mais uma vez, de começar a casa pelo telhado. Não aprendem. É escusado!
Novo Nó Ferroviário de Alcântara:
Cascais, 30 de Abril de 2008
O Governo, através do Ministério da Obras Públicas, acaba de apresentar publicamente o projecto da "Nova Alcântara - Novo Nó Ferroviário de Alcântara e Terminal de Contentores de Alcântara", o qual responde, no essencial, a uma antiga aspiração legítima dos cascalenses.
No domínio ferroviário é objectivo essencial deste projecto aumentar a segurança, a qualidade e a fiabilidade do serviço, bem como a interoperabilidade com a restante rede.
Estima-se o aumento de cerca de 39% entre os passageiros transportados em 2007 e os
previstos para 2017 (de cerca de 30 para 42 milhões de passageiros/ano), com significativa contenção do número de utentes da auto-estrada A5. Trata-se de uma inflexão face à anterior tendência de perda sustentada de passageiros pela linha de Cascais (cerca de menos 7 milhões/ano entre 2000 e 2007).
Assim, a linha de Cascais, mediante o desnivelamento do Nó de Alcântara, irá permitir a partir de 2013 a comunicação com a Circular Ferroviária de Lisboa a as estações de Sete Rios, Entrecampos e Oriente, bem como com a rede nacional e internacional, com especial relevância para a ligação directa ao Novo Aeroporto de Lisboa.
Os tempos de viagem a partir de Cascais serão reduzidos como se segue:
· Sete Rios 37 min;
· Entrecampos 40 min;
· Oriente 54 min;
· Novo Aeroporto 67 min;
· Setúbal 65 min;
· Porto 1h15 min;
· Madrid 3h15 min.
Estão previstos investimentos de 189M€ em toda a infra-estrutura e a aquisição de material circulante de elevada comodidade no valor de 189M€.
Trata-se de um projecto estruturante para Cascais e da maior relevância para a qualidade vida futura dos cascalenses, para além de proporcionar grandes benefícios para a o desenvolvimento económico do Concelho pelo favorecimento do afluxo de visitantes, mormente dos turistas provenientes do novo Aeroporto de Lisboa e da própria da Capital.
Depois de concretizada a adjudicação do novo Hospital, este investimento ferroviário
representa, sem dúvida, uma mais-valia adicional extremamente relevante para Cascais.
Nesta conformidade, a Câmara Municipal de Cascais transmitiu ao Governo na pessoa do
Senhor Ministro das Obras Públicas e da Senhora Secretária de Estado dos Transportes o reconhecimento pelo grande mérito e inequívoca oportunidade dos investimentos em causa.
António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)»
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A meu ver, há só dois «pequenos» problemas:
1. A ir em frente, este «projecto» será um acto grave para Lisboa, a começar pela mais que duplicação do «muro» de contentores que, alegremente, a APL irá construir, separando, mais uma vez e abusivamente, os cidadãos do rio ... e acabando na reincidência parva em construir e estropiar o vale de Alcântara, sem qualquer estudo ambiental prévio.
2. Para Cascais e para os cascalenses, será tudo muito «bonito», como diz o Dr. António Capucho, simplesmente, com autocarros e carreiras como as que há actualmente a chegar e a sair das estações de comboio, aposto que vai toda a gente continuar a ir de pópó para Lisboa. Trata-se, mais uma vez, de começar a casa pelo telhado. Não aprendem. É escusado!
Friday, September 07, 2007
Mobilidade acrescida com menos transporte privado
In Jornal de Notícias (7/9/2007)
«Autarquias apostam na mobilidade para os seus territórios
Talvez porque a maior mobilidade de uns pode significar a imobilidade de muitos outros, e ainda porque convirá que o exemplo venha de cima, os secretários de Estado dos Transportes e do Ambiente foram ontem a Cascais de comboio. Ana Paulo Vitorino e Humberto Rosa davam assim um sinal de que a adesão à Semana Europeia da Mobilidade (entre 16 e 22 do corrente) por parte de largas dezenas de municípios do país passa também pela aceitação do princípio básico que é o abandono, o mais possível, do transporte privado em favor do colectivo. "Melhores ruas para todos" é o o lema deste ano da Semana da Mobilidade. Melhores ruas significa, no contexto, a apropriação do espaço público pelas pessoas e não pelos carros de cada um. Ganha o ambiente e ganha a mobilidade de todos, com um melhor aproveitamento e racionalização dos transportes públicos. Parece simples, mas a secretária de Estado dos Transportes deixou a ideia de que tal noção ainda não está bem entranhada em muitas câmaras do país "Quando pensam em retirar o tráfego de uma determinada zona, pensam logo na necessidade de outras vias para o tráfego desviado", lançou. E a ideia, em seu entender, passa pela primeira aposta e, em alternativa à segunda, decidir que o que importa é diminuir o número de motores. Desde o lançamento das semanas da mobilidade, em 2000, já aderiram à iniciarica 210 dos 308 municípios do país. Faz parte do programa a adesão às linhas de orientação globais e implementar pelo menos uma nova medida permanente que contribua para a substituição do automóvel por modos de transporte ecológicos e, genericamente, promover uma mobilidade urbana mais sustentável. Relativamente a 2006 e a par de Bolonha (Itália), Budapeste (Hungria) e Léon (Espanha), Cascais é uma das finalistas do Prémio deste ano da Semana Europeia da Mobilidade. A vantagem dos transportes públicos para a saúde ambiental e ganhos no dia-a-dia urbano foi deixada em números pela secretária de Estado dos Transportes. Concretamente, Ana Paula Vitorino mencionou a expansão dos metropolitanos de Lisboa e Porto e a entrada em funcionamento do Metro Sul do Tejo. Segundo referiu, dados da procura destes meios de transporte em Lisboa cresceram cerca de 0,2%, e no Porto 10,4%. Já os comboios suburbanos de Lisboa e do Porto transportaram no ano passado, respectivamente, mais 1% e 9% de passageiros relativamente a 2005. Ana Vitorino considerou que muitas das acções de transferência modal do transporte individual para o público "são da responsabilidade das autarquias" e daí o "seu papel determinante" nesta questão»
Faziam melhor, muito melhor, e mais pela mobilidade se aumentassem o número de comboios na Linha de Cascais; acabassem, de vez, com a vergonha das obras no Cais do Sodré; criassem efectivos inter-faces com autocarros eficazes, dignos e com carreiras que chegassem aos diferentes pontos dos concelhos, etc., etc. Como nada disso é feito, esta notícia refere-se apenas a um evento de publicidade gratuita, e para inglês ver ... o pior é que cada vez há menos ingleses na Linha. Abençoada ingenuidade!
«Autarquias apostam na mobilidade para os seus territórios
Talvez porque a maior mobilidade de uns pode significar a imobilidade de muitos outros, e ainda porque convirá que o exemplo venha de cima, os secretários de Estado dos Transportes e do Ambiente foram ontem a Cascais de comboio. Ana Paulo Vitorino e Humberto Rosa davam assim um sinal de que a adesão à Semana Europeia da Mobilidade (entre 16 e 22 do corrente) por parte de largas dezenas de municípios do país passa também pela aceitação do princípio básico que é o abandono, o mais possível, do transporte privado em favor do colectivo. "Melhores ruas para todos" é o o lema deste ano da Semana da Mobilidade. Melhores ruas significa, no contexto, a apropriação do espaço público pelas pessoas e não pelos carros de cada um. Ganha o ambiente e ganha a mobilidade de todos, com um melhor aproveitamento e racionalização dos transportes públicos. Parece simples, mas a secretária de Estado dos Transportes deixou a ideia de que tal noção ainda não está bem entranhada em muitas câmaras do país "Quando pensam em retirar o tráfego de uma determinada zona, pensam logo na necessidade de outras vias para o tráfego desviado", lançou. E a ideia, em seu entender, passa pela primeira aposta e, em alternativa à segunda, decidir que o que importa é diminuir o número de motores. Desde o lançamento das semanas da mobilidade, em 2000, já aderiram à iniciarica 210 dos 308 municípios do país. Faz parte do programa a adesão às linhas de orientação globais e implementar pelo menos uma nova medida permanente que contribua para a substituição do automóvel por modos de transporte ecológicos e, genericamente, promover uma mobilidade urbana mais sustentável. Relativamente a 2006 e a par de Bolonha (Itália), Budapeste (Hungria) e Léon (Espanha), Cascais é uma das finalistas do Prémio deste ano da Semana Europeia da Mobilidade. A vantagem dos transportes públicos para a saúde ambiental e ganhos no dia-a-dia urbano foi deixada em números pela secretária de Estado dos Transportes. Concretamente, Ana Paula Vitorino mencionou a expansão dos metropolitanos de Lisboa e Porto e a entrada em funcionamento do Metro Sul do Tejo. Segundo referiu, dados da procura destes meios de transporte em Lisboa cresceram cerca de 0,2%, e no Porto 10,4%. Já os comboios suburbanos de Lisboa e do Porto transportaram no ano passado, respectivamente, mais 1% e 9% de passageiros relativamente a 2005. Ana Vitorino considerou que muitas das acções de transferência modal do transporte individual para o público "são da responsabilidade das autarquias" e daí o "seu papel determinante" nesta questão»
Faziam melhor, muito melhor, e mais pela mobilidade se aumentassem o número de comboios na Linha de Cascais; acabassem, de vez, com a vergonha das obras no Cais do Sodré; criassem efectivos inter-faces com autocarros eficazes, dignos e com carreiras que chegassem aos diferentes pontos dos concelhos, etc., etc. Como nada disso é feito, esta notícia refere-se apenas a um evento de publicidade gratuita, e para inglês ver ... o pior é que cada vez há menos ingleses na Linha. Abençoada ingenuidade!
Monday, May 21, 2007
CP precisa de 200 milhões de euros para comboios novos na Linha de Cascais
In Público (20/5/2007)
Carlos Cipriano
«Frota actual está obsoleta, mas prioridades do Governo vão para a alta velocidade
Têm um ar moderno e um interior arejado. Circulam à beira-Tejo numa das linhas mais bonitas do país, mas as automotoras eléctricas de Cascais estão velhas e algumas datam dos anos 50. Dentro de cinco anos, a frota terá que ser renovada, sob pena de esta linha soçobrar com as avarias sucessivas e os elevados custos de manutenção.
A CP já está a preparar um caderno de encargos para uma eventual compra de novos comboios, mas, tecnicamente falida, depende do Governo para poder financiar uma operação que poderá ascender aos 200 milhões de euros. É que um comboio suburbano custa hoje entre cinco a sete milhões de euros e são necessários pelo menos 30 composições para operar naquela linha.
A questão financeira agrava-se quando, do lado da infra-estrutura, a modernização da linha custa 150 milhões de euros. A Refer assumiu, em Junho do ano passado, que avançaria ainda em 2006 com um investimento inicial de 33 milhões de euros, mas não o fez. Questionada pelo PÚBLICO sobre quais as razões desse atraso, não respondeu.
Como o Governo tem dado prioridade aos investimentos na alta velocidade, as duas empresas limitam-se a discutir os cenários possíveis para a Linha de Cascais sem saber o que dela fazer.
O debate entre a CP e a Refer centra-se na mudança de tensão, que, nesta linha, é de 1500 volts em corrente contínua e no resto da rede é de 25 mil volts em corrente alterna. Este "pormenor técnico" - que resulta de Cascais ter sido a primeira linha férrea do país a ser electrificada, em 1926 - faz desta uma "ilha" em relação à ferrovia nacional e impede, por exemplo, que a sua frota seja reforçada com suburbanos vindos de outras linhas.
Uma "ilha" fora da rede
A mudança de tensão teria vantagens: melhor gestão da frota, ligação à Linha da Cintura (através de um túnel em Alcântara) e custos de manutenção mais baixos, tendo em conta que bastaria construir uma única subestação alimentadora de energia eléctrica para toda a linha, em vez de manter as actuais cinco no Cais do Sodré, Belém, Cruz Quebrada, Paço de Arcos e S. Pedro. E outro argumento de peso: a energia eléctrica em alta tensão (25 mil volts) é mais barata do que a de média tensão (1500 volts).
Mas também há desvantagens. A começar pelo custo do investimento, que representaria mudar todo o sistema eléctrico e a difícil fase de transição dos 1500 para os 25 mil volts, que não poderia ser feita de um dia para o outro. Por isso, o caderno de encargos que a CP está a elaborar prevê a compra de unidades com bitensão para poderem receber energia eléctrica dos dois tipos. E há também quem se questione sobre esta mudança, uma vez que a Linha de Cascais já é, na prática, uma "ilha" fora da rede ferroviária nacional, com uma exploração própria.
De resto, as diferenças existem também ao nível do comprimento das composições e da altura das plataformas das estações, que fazem com que o resto da frota da CP Lisboa não pudesse servir nesta linha.
Quanto à ligação de Cascais à Linha da Cintura, deparam-se dois problemas: o custo de um túnel em Alcântara (demasiado próximo do Tejo e com os problemas do Terreiro de Paço como pano de fundo) e o facto de a estação de Campolide não poder receber mais do que dois comboios por hora vindos de Cascais, por já se encontrar congestionada com as circulações de Sintra e da Fertagus.»
Carlos Cipriano
«Frota actual está obsoleta, mas prioridades do Governo vão para a alta velocidade
Têm um ar moderno e um interior arejado. Circulam à beira-Tejo numa das linhas mais bonitas do país, mas as automotoras eléctricas de Cascais estão velhas e algumas datam dos anos 50. Dentro de cinco anos, a frota terá que ser renovada, sob pena de esta linha soçobrar com as avarias sucessivas e os elevados custos de manutenção.
A CP já está a preparar um caderno de encargos para uma eventual compra de novos comboios, mas, tecnicamente falida, depende do Governo para poder financiar uma operação que poderá ascender aos 200 milhões de euros. É que um comboio suburbano custa hoje entre cinco a sete milhões de euros e são necessários pelo menos 30 composições para operar naquela linha.
A questão financeira agrava-se quando, do lado da infra-estrutura, a modernização da linha custa 150 milhões de euros. A Refer assumiu, em Junho do ano passado, que avançaria ainda em 2006 com um investimento inicial de 33 milhões de euros, mas não o fez. Questionada pelo PÚBLICO sobre quais as razões desse atraso, não respondeu.
Como o Governo tem dado prioridade aos investimentos na alta velocidade, as duas empresas limitam-se a discutir os cenários possíveis para a Linha de Cascais sem saber o que dela fazer.
O debate entre a CP e a Refer centra-se na mudança de tensão, que, nesta linha, é de 1500 volts em corrente contínua e no resto da rede é de 25 mil volts em corrente alterna. Este "pormenor técnico" - que resulta de Cascais ter sido a primeira linha férrea do país a ser electrificada, em 1926 - faz desta uma "ilha" em relação à ferrovia nacional e impede, por exemplo, que a sua frota seja reforçada com suburbanos vindos de outras linhas.
Uma "ilha" fora da rede
A mudança de tensão teria vantagens: melhor gestão da frota, ligação à Linha da Cintura (através de um túnel em Alcântara) e custos de manutenção mais baixos, tendo em conta que bastaria construir uma única subestação alimentadora de energia eléctrica para toda a linha, em vez de manter as actuais cinco no Cais do Sodré, Belém, Cruz Quebrada, Paço de Arcos e S. Pedro. E outro argumento de peso: a energia eléctrica em alta tensão (25 mil volts) é mais barata do que a de média tensão (1500 volts).
Mas também há desvantagens. A começar pelo custo do investimento, que representaria mudar todo o sistema eléctrico e a difícil fase de transição dos 1500 para os 25 mil volts, que não poderia ser feita de um dia para o outro. Por isso, o caderno de encargos que a CP está a elaborar prevê a compra de unidades com bitensão para poderem receber energia eléctrica dos dois tipos. E há também quem se questione sobre esta mudança, uma vez que a Linha de Cascais já é, na prática, uma "ilha" fora da rede ferroviária nacional, com uma exploração própria.
De resto, as diferenças existem também ao nível do comprimento das composições e da altura das plataformas das estações, que fazem com que o resto da frota da CP Lisboa não pudesse servir nesta linha.
Quanto à ligação de Cascais à Linha da Cintura, deparam-se dois problemas: o custo de um túnel em Alcântara (demasiado próximo do Tejo e com os problemas do Terreiro de Paço como pano de fundo) e o facto de a estação de Campolide não poder receber mais do que dois comboios por hora vindos de Cascais, por já se encontrar congestionada com as circulações de Sintra e da Fertagus.»
Capucho volta a falar de privatização para uma linha que está "na pré-história"
In Público (20/5/2007)
Luís Filipe Sebastião
«O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, não se põe com rodeios em relação à linha ferroviária que liga Lisboa ao seu concelho: "Em termos de manutenção e segurança, estamos na pré-história."
O autarca social-democrata não tem ilusões acerca das dificuldades que os utentes do transporte ferroviário podem vir a enfrentar caso não sejam transformados em obra os prometidos investimentos de modernização da Linha de Cascais. António Capucho aguarda pelas conclusões do estudo encomendado pela nova administração da Rede Ferroviária Nacional (Refer). Mas não tem ilusões acerca do actual estado da ferrovia, onde "com a obsolescência das composições a solução tem sido a supressão de comboios".
Além das "características bizarras" que isolam esta linha da restante rede, o autarca espera que a Refer avance com a há muito prometida remodelação das estações de São Pedro do Estoril, que precisa de uma passagem pedonal inferior, e de São João, a última com uma cancela que regula o atravessamento rodoviário de acesso à Avenida Marginal. Se a Refer, acrescenta, não tiver dinheiro para investir na Linha de Cascais, "que vá para casa ou privatize" a infra-estrutura, de forma a permitir que os utentes sejam melhor servidos.
A bandeira da privatização foi, aliás, apresentada como um último recurso durante a recente visita de deputados para verificar as condições na linha, após a supressão de vários comboios provocada por dificuldades de manutenção. "Não podemos manter uma linha como a de Cascais numa completa decadência e obsolescência", reforça Capucho.
O autarca, confrontado com o pesado investimento necessário para renovar a infra-estrutura e o material circulante, recusa que se "avance com a construção do TGV e da Ota sem ter a Linha de Cascais em perfeitas condições de funcionamento". António Capucho adianta que "a câmara pretende cativar pessoas para o caminho-de-ferro", promovendo o aumento do estacionamento junto das estações, mas só terá sucesso em articulação com a CP e a Refer, através de mais parques daquelas empresas e de uma nova política tarifária.
O presidente da câmara aguarda também que as entidades ferroviárias decidam acerca do eventual recuo da estação terminal, para melhorar as acessibilidades na "entrada em Cascais", através do projecto de reconversão do centro comercial Pão de Açúcar. Só após o termo do prazo para apresentação do estudo da Refer, no final do mês, António Capucho estudará que medidas o município pode adoptar para fazer valer as suas exigências. Por agora, deixa apenas o aviso: "Não nos vamos calar."»
Luís Filipe Sebastião
«O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, não se põe com rodeios em relação à linha ferroviária que liga Lisboa ao seu concelho: "Em termos de manutenção e segurança, estamos na pré-história."
O autarca social-democrata não tem ilusões acerca das dificuldades que os utentes do transporte ferroviário podem vir a enfrentar caso não sejam transformados em obra os prometidos investimentos de modernização da Linha de Cascais. António Capucho aguarda pelas conclusões do estudo encomendado pela nova administração da Rede Ferroviária Nacional (Refer). Mas não tem ilusões acerca do actual estado da ferrovia, onde "com a obsolescência das composições a solução tem sido a supressão de comboios".
Além das "características bizarras" que isolam esta linha da restante rede, o autarca espera que a Refer avance com a há muito prometida remodelação das estações de São Pedro do Estoril, que precisa de uma passagem pedonal inferior, e de São João, a última com uma cancela que regula o atravessamento rodoviário de acesso à Avenida Marginal. Se a Refer, acrescenta, não tiver dinheiro para investir na Linha de Cascais, "que vá para casa ou privatize" a infra-estrutura, de forma a permitir que os utentes sejam melhor servidos.
A bandeira da privatização foi, aliás, apresentada como um último recurso durante a recente visita de deputados para verificar as condições na linha, após a supressão de vários comboios provocada por dificuldades de manutenção. "Não podemos manter uma linha como a de Cascais numa completa decadência e obsolescência", reforça Capucho.
O autarca, confrontado com o pesado investimento necessário para renovar a infra-estrutura e o material circulante, recusa que se "avance com a construção do TGV e da Ota sem ter a Linha de Cascais em perfeitas condições de funcionamento". António Capucho adianta que "a câmara pretende cativar pessoas para o caminho-de-ferro", promovendo o aumento do estacionamento junto das estações, mas só terá sucesso em articulação com a CP e a Refer, através de mais parques daquelas empresas e de uma nova política tarifária.
O presidente da câmara aguarda também que as entidades ferroviárias decidam acerca do eventual recuo da estação terminal, para melhorar as acessibilidades na "entrada em Cascais", através do projecto de reconversão do centro comercial Pão de Açúcar. Só após o termo do prazo para apresentação do estudo da Refer, no final do mês, António Capucho estudará que medidas o município pode adoptar para fazer valer as suas exigências. Por agora, deixa apenas o aviso: "Não nos vamos calar."»
Friday, April 27, 2007
Tuesday, April 24, 2007
Carruagens separaram-se de comboio em andamento na Linha de Cascais
In Público (24/4/2007)
Carlos Cipriano
«Em Março, com muitos comboios em reparação, a CP reduziu a oferta na linha de Cascais. A situação já foi ultrapassada
a Um parafuso que se partiu no sistema de ligação entre duas carruagens esteve na origem de um quase-acidente ontem de manhã na Linha de Cascais, quando uma composição se separou em duas partes.
O comboio parou imediatamente porque as condutas de ar comprimido entre as carruagens também se partiram, o que, nestas circunstâncias, leva - automaticamente - à frenagem imediata da composição em escassos segundos. Não houve vítimas porque naquele momento ninguém ia a passar de uma carruagem para a outra através do passadiço que liga os dois veículos.
A única consequência foram os atrasos provocados naquela linha suburbana por o tráfego ferroviário ter ficado reduzido a via única entre Paço de Arcos e Santo Amaro, das 11h30 às 14h00, já depois da hora de ponta.
Há alguns meses aconteceu uma situação idêntica quando um engate se partiu e uma composição ficou separada em duas partes. Esse caso foi menos perigoso porque se tratava do engate que unia as duas unidades por que é formada uma composição, não havendo ali a possibilidade de os passageiros circularem entre as duas partes.
Situação mais grave terá sido a de ontem, porque se trata de um engate semi-rígido, supostamente inquebrável, que junta os três ou quatro veículos que formam uma "unidade indeformável", como é designada.
A CP debate-se actualmente com um problema de material circulante na Linha de Cascais, cuja frota, apesar de um lifting realizado nos anos 90, está envelhecida e com alguns equipamentos com um prazo de vida útil ultrapassado. »
Carlos Cipriano
«Em Março, com muitos comboios em reparação, a CP reduziu a oferta na linha de Cascais. A situação já foi ultrapassada
a Um parafuso que se partiu no sistema de ligação entre duas carruagens esteve na origem de um quase-acidente ontem de manhã na Linha de Cascais, quando uma composição se separou em duas partes.
O comboio parou imediatamente porque as condutas de ar comprimido entre as carruagens também se partiram, o que, nestas circunstâncias, leva - automaticamente - à frenagem imediata da composição em escassos segundos. Não houve vítimas porque naquele momento ninguém ia a passar de uma carruagem para a outra através do passadiço que liga os dois veículos.
A única consequência foram os atrasos provocados naquela linha suburbana por o tráfego ferroviário ter ficado reduzido a via única entre Paço de Arcos e Santo Amaro, das 11h30 às 14h00, já depois da hora de ponta.
Há alguns meses aconteceu uma situação idêntica quando um engate se partiu e uma composição ficou separada em duas partes. Esse caso foi menos perigoso porque se tratava do engate que unia as duas unidades por que é formada uma composição, não havendo ali a possibilidade de os passageiros circularem entre as duas partes.
Situação mais grave terá sido a de ontem, porque se trata de um engate semi-rígido, supostamente inquebrável, que junta os três ou quatro veículos que formam uma "unidade indeformável", como é designada.
A CP debate-se actualmente com um problema de material circulante na Linha de Cascais, cuja frota, apesar de um lifting realizado nos anos 90, está envelhecida e com alguns equipamentos com um prazo de vida útil ultrapassado. »
Wednesday, April 11, 2007
Capucho admite privatização da linha
In Público (11/4/2007)
«A privatização da exploração da Linha de Cascais pode ser a solução para resolver os principais problemas desta via ferroviária e de a rentabilizar, defendeu ontem o presidente da câmara municipal, António Capucho.
No final de uma visita de deputados do PSD à Linha de Cascais, o autarca considerou: "Caso nada mude na Linha de Cascais, a câmara pode sugerir ao Governo a privatização da linha, na qual estaríamos interessados".
A falta de investimento na Linha de Cascais, onde "todo o sistema de segurança é obsoleto" e o problema do estacionamento "nas diversas estações" são algumas das lacunas apontadas pelo autarca durante a conferência de imprensa conjunta com os deputados do PSD, realizada nos paços do concelho.
No entanto, António Capucho mostra-se optimista, em virtude da última reunião que teve com a administração da Refer, na qual lhe foi garantido que "no dia 12 deste mês iria ser apresentado um estudo à exploradora ferroviária com uma solução global para a Linha de Cascais".
Para o deputado Luís Rodrigues, coordenador do PSD na comissão de obras públicas, "tem que haver uma decisão política do Governo quanto ao sistema de tracção da Linha de Cascais que é diferente da da restante rede ferroviária". Este deputado refere que "o menor investimento nesta linha também tem a ver com esta decisão".
Luís Rodrigues sublinhou também os "diversos problemas de segurança nas passagens pedonais que já resultaram em diversos acidentes" para os passageiros. Durante a visita, os deputados do PSD confirmaram junto da CP que "a redução do número de comboios verificada desde 1 de Março último ocorreu devido à falta de material circulante", sublinhou este parlamentar. Lusa »
Efectivamente, os comboios nunca como agora foram tão inimigos do cascalense em termos de horários. A segurança é um outro ponto importante. Se isso se resolve com a privatização, já tenho as minhas dúvidas, basta ver o que se passa no Reino Unido.
Em termos de comboios, porque não juntar esforços e começar-se, já, a planear o abaixamento da linha ferroviária, desde a estação de Cascais até São João do Estoril, por exemplo?
«A privatização da exploração da Linha de Cascais pode ser a solução para resolver os principais problemas desta via ferroviária e de a rentabilizar, defendeu ontem o presidente da câmara municipal, António Capucho.
No final de uma visita de deputados do PSD à Linha de Cascais, o autarca considerou: "Caso nada mude na Linha de Cascais, a câmara pode sugerir ao Governo a privatização da linha, na qual estaríamos interessados".
A falta de investimento na Linha de Cascais, onde "todo o sistema de segurança é obsoleto" e o problema do estacionamento "nas diversas estações" são algumas das lacunas apontadas pelo autarca durante a conferência de imprensa conjunta com os deputados do PSD, realizada nos paços do concelho.
No entanto, António Capucho mostra-se optimista, em virtude da última reunião que teve com a administração da Refer, na qual lhe foi garantido que "no dia 12 deste mês iria ser apresentado um estudo à exploradora ferroviária com uma solução global para a Linha de Cascais".
Para o deputado Luís Rodrigues, coordenador do PSD na comissão de obras públicas, "tem que haver uma decisão política do Governo quanto ao sistema de tracção da Linha de Cascais que é diferente da da restante rede ferroviária". Este deputado refere que "o menor investimento nesta linha também tem a ver com esta decisão".
Luís Rodrigues sublinhou também os "diversos problemas de segurança nas passagens pedonais que já resultaram em diversos acidentes" para os passageiros. Durante a visita, os deputados do PSD confirmaram junto da CP que "a redução do número de comboios verificada desde 1 de Março último ocorreu devido à falta de material circulante", sublinhou este parlamentar. Lusa »
Efectivamente, os comboios nunca como agora foram tão inimigos do cascalense em termos de horários. A segurança é um outro ponto importante. Se isso se resolve com a privatização, já tenho as minhas dúvidas, basta ver o que se passa no Reino Unido.
Em termos de comboios, porque não juntar esforços e começar-se, já, a planear o abaixamento da linha ferroviária, desde a estação de Cascais até São João do Estoril, por exemplo?
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