Friday, September 14, 2018
Monday, September 05, 2016
Escavadoras nas dunas protegidas de Cascais
Exmºs responsáveis pela "Cascais Ambiente"
É com muito desagrado e tristeza que comunico e dou conhecimento a outros interessados desta situação que coloca em causa uns dos maiores valores que o nosso concelho possui.
Desde que foram colocados os passadiços nas dunas na zona do Guincho e da Cresmina, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais, que é recorrente a realização de acções de manutenção dos mesmos de forma extremamente negativa para as dunas, afectando directamente os valores que a Cascais Ambiente diz preservar.
Os passadiços tornaram-se mais um cartão turístico do que uma medida de preservação dos ecossistemas, tendo potenciado uma enorme pressão de pessoas nestas áreas e a necessidade da sua manutenção por meios pesados. Para além disso, o passadiço que se encontra junto à Estrada do Guincho (N 247) afecta o normal funcionamento do sistema dunar que, como se sabe, depende das areais da praia do Guincho que neste momento encontram um obstáculo incontornável.
Perante esta situação exige-se que a "Cascais Ambiente" proceda à avaliação dos custos em termos ambientais da manutenção destes passadiços que estão sempre a ser alvo de desaterro através de meios profundamente desadequados como o que se observa na foto e que programe, com o máximo de urgência, o desmantelamento do passadiço junto da Estrada do Guincho.
Com os melhores cumprimentos aguardando esclarecimentos sobre este assunto
Maria Ramalho
Friday, March 07, 2014
Monday, November 01, 2010
Paliçadas colocadas na praia do Guincho para reforçar protecção às dunas
Por Luís Filipe Sebastião
«Ideia é fixar duna primária que está a avançar dez metros por ano rumo à Quinta da Marinha
A regeneração dos sistemas dunares do Guincho e da Cresmina é uma das iniciativas em curso ao abrigo de um projecto de valorização do Parque Natural de Sintra-Cascais. Segundo a agência municipal Cascais Natura está também prevista a criação de centros de interpretação e percursos temáticos em locais estratégicos daqueles dois municípios.
Quem passa pela praia do Guincho pode observar uma curiosa "plantação" de barreiras formadas por varas de salgueiro secas, com cerca de metro meio de comprimento só parcialmente a descoberto na areia, espaçadas alguns metros entre si. Trata-se, como explica João Melo, administrador da Cascais Natura, de um conjunto de "regeneradores dunares" destinados a fixar a duna primária, que nos últimos tempos "tem avançado dez metros por ano para sul, em direcção à Quinta da Marinha".
As preocupações com a Quinta da Marinha não se resumem aos empreendimentos imobiliários de luxo, mas também ao parque de campismo e outros equipamentos ali existentes. Assim como a estrada que liga Cascais a Sintra, pela costa, que atravessa ao meio o sistema dunar Guincho-Cresmina. Nesse sentido, o investimento no reforço das dunas visa também criar condições para que a praia possa resistir melhor à forte erosão marítima de que foi alvo no último Inverno.
Para além da fixação das areias, numa intervenção que começou há cerca de um mês, estão também previstos a criação de um Centro de Estudos e Interpretação da Natureza no Pisão de Baixo, em Alcabideche - propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Cascais -, gerido em parceria com a Cascais Natura. Para lá do apoio aos visitantes, o objectivo passa igualmente pelo aumento da fauna, como perdizes e coelhos, o prato forte da dieta das rapinas que nidificam na serra de Sintra.
O projecto, a desenvolver em articulação com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e as câmaras de Cascais e de Sintra, incluiu a criação de seis núcleos de interpretação temáticos, a partir dos quais os visitantes podem dispor de locais de observação e percursos pedonais, cicláveis ou equestres.
No concelho de Cascais, a Cresmina será dedicada às dunas, no Abano serão explicados os fenómenos geológicos, ao passo que na Biscaia se dará atenção à geomorfologia e avifauna. No município de Sintra estão projectados mais três: Peninha (fauna e flora), cabo da Roca (paisagem e vegetação) e Adraga (dinâmica da vegetação).
"O que se pretende é que os visitantes, em vez de andarem perdidos no parque natural, possam fazer visitas dirigidas de acordo com a sua preferência e aliviar a pressão das zonas mais sensíveis", explica João Melo. O projecto, está orçado em 3,6 milhões de euros, que serão comparticipados em 50 por cento por verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional, 22,5 por cento pelo Instituto do Turismo de Portugal e o restante pela autarquia.»

