Sunday, January 28, 2007

Moradores de Murches contestam localização futura ETAR

In Diário de Notícias (28/1/2007)
Francisco Lourenço
Cascais

«Os moradores de Murches, freguesia de Alcabideche, Cascais, estão preocupados com o projecto de construção da futura estação de tratamento de resíduos sólidos e lamas (ETAR), prevista para Outeiro da Lota, Murches. O local está nas proximidades de moradias e condomínios fechados recentes, inseridos em zonas rurais e de baixa densidade.

Preocupados com os efeitos adversos da ETAR, os moradores queixam-se da falta de informação sobre o projecto, temendo maus cheiros - já que o vento norte é predominante - e um impacto ambiental negativo. Por outro lado, assinalam, havendo fugas, os cheiros atravessariam o concelho de Cascais.

O assunto foi discutido na assembleia de freguesia, que contou com a presença do vice-presidente de Cascais, Carlos Carreiras, o presidente da Junta de Alcabideche, Fernando Teixeira Lopes, o presidente da Sanest e Águas de Cascais, bem como de várias dezenas de munícipes.

António Pires, um dos residentes que acompanhou o encontro, garante que "o processo foi muito mal conduzido, a nível de informação e consulta de todo o projecto". Inclusivamente, explica, "o presidente da Junta de Alcabideche deu o seu aval para a instalação da ETAR neste local, limitando-se a dizer que era uma imposição do Governo, para cumprir as directivas comunitárias".

Também António Agostinha manifesta a sua preocupação, lembrando que "nunca fomos verdadeiramente informados da deslocação da ETAR da Guia para Murches" e sublinha que "foi um processo muito obscuro, onde estão em causa cerca de 60 milhões de euros". É que, defende, "este projecto poderia ter sido financiado pelos fundos comunitários e ser localizado num outro lugar mais próximo da ETAR da Guia, perto do Oitavos ou numa pedreira em Birre". Esta solução, conclui, vai levar ao "gasto de dinheiro na construção de túneis subterrâneos que vão atravessar o concelho de Murches à Guia, num distância de mais de quatro quilómetros".

António Agostinha sente-se indignado com a situação. "De acordo com o projecto apresentado, dizem que não vai haver impacto ambiental, mas estão previstas torres de 15 metros de altura e outras de 13 metros para colocar dois depósitos de gás", salienta. Esta situação, diz, "seria camuflada com árvores que tapariam edifícios de cinco andares. O que é impossível de se verificar".

Perto do local escolhido para a ETAR, foi recentemente construído um condomínio de luxo. E, segundo apurou o DN, eventuais proprietários terão desistido de comprar moradias quando souberam do projecto de construção. Contudo, há moradores optimistas. Marcos Leça admite que "depende da execução do projecto. Há ETAR a funcionar na Europa, sem impacto ambiental".

O vice-presidente de Cascais, também vereador do Ambiente, refere que "a responsabilidade deste projecto é do Governo e da Sanest. Mas estamos a tentar reduzir os impactos negativos da obra e da exploração da ETAR". Carlos Carreiras garante ainda que "a posição desta câmara sempre foi contra a localização e estratégia desta ETAR". Para o autarca " deveria ser localizada na Pedreira do Mato da Amoreira, em Birre, de forma a melhorar os impactos ambientais e financeiros do projecto". Seria uma oportunidade, diz, para fazer "um reaproveitamento de uma pedreira desactivada, que é uma ferida no território".

Carlos Carreiras sugeriu ainda que as reuniões e acompanhamento das obras fossem abertas aos moradores, com os quais está prevista uma reunião a 6 de Fevereiro. O autarca referiu ainda na Assembleia de freguesia de Alcabideche que "este ano não vão ser aumentadas as taxas de saneamento em Cascais. Mas para as outras autarquias de Oeiras, Sintra e Amadora, abrangidas pela Sanest está previsto um aumento de cerca de 11% para cobrir a obra".»

CMC vai criar espaços verdes freguesias mais urbanizadas

In Diário de Notícias (27/1/2007)
Francisco Lourenço

«A Câmara Municipal de Cascais vai dotar as freguesias de Alcabideche e de São Domingos de Rana de espaços verdes. As duas localidades são das mais carenciadas do concelho, em matéria de parques e jardins, dado terem tido um passado muito solicitado em matéria de construções.

A medida insere-se num programa, a desenvolver em Março, que visa a protecção do ambiente e dos ecossistemas existentes.

Para o vice-presidente de Cascais, o objectivo é "ter qualidade de vida no concelho e agir em conformidade com as directivas comunitárias que dizem que por cada dez mil habitantes deve haver um parque verde de três hectares".

Cascais tem cerca de 180 mil munícipes e dois parques verdes com relevo. Carlos Carreiras, também presidente da Agência Cascais Natura, acrescenta: "Como não podemos ter 18 parques para 180 mil habitantes, estamos a programar cerca de dez parques com uma dimensão superior à exigida."

O autarca considera que, "juntando isso aos corredores ecológicos do concelho e ao Parque Sintra Cascais, ficaremos com uma estrutura verde municipal estabilizada e de fruição para a população
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Friday, January 26, 2007

Armazém de medicamentos vandalizado

In Jornal de Notícias (26/1/2007)
Fátima Mariano

«Um armazém de medicamentos fora de prazo situado na freguesia de Alcabideche, no concelho de Cascais, foi alvo de dois actos de vandalismo esta semana, tendo sido furtado do seu interior várias caixas de remédios, diversas próteses, caldeiras e arquivos, adiantou, ao JN, fonte da GNR.

O imóvel é propriedade de um farmacêutico com estabelecimento aberto em Cascais, familiar de João Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), conforme confirmou, ao JN, fonte próxima deste.

De acordo com o canal de televisão SIC, o local tem sido palco de brincadeiras de crianças, estando-se perante um caso de perigo para a saúde pública. Informação que o JN não conseguiu confirmar nem junto da GNR, nem do proprietário ou da autoridade de saúde concelhia.

Naquele armazém são guardados os medicamentos cujo prazo de validade já expirou e, por essa razão, não podem ser vendidos.

"A lei determina que se dê baixa destes medicamentos junto do fisco e, por isso, ficam ali armazenados até o processo estar completo", explicou a mesma fonte próxima de João Cordeiro, adiantando que foram já apresentadas quatro queixas na GNR. Informação não confirmada pela fonte da Guarda contactada pelo JN.

De acordo com a GNR, o primeiro furto ocorreu na noite de sábado para domingo passado. O segundo aconteceu no início desta semana, tendo o responsável pela segurança apresentado uma queixa contra desconhecidos na sequência deste segundo assalto.

Compete agora à autoridade policial elaborar o auto de notícia e encaminhá-lo para o tribunal, a fim de ser aberto um inquérito.

Nos últimos dois dias, o proprietário do armazém procedeu ao reforço da segurança, de modo a evitar mais assaltos

Prémio de Composição Fernando Lopes-Graça / Convite para concerto:

Thursday, January 25, 2007

Forte de Oitavos


A fotografia acima foi tirada no dia mais curto do ano, ao pôr do Sol, sem núvens, com uma luz extraordinária. Há coisas bonitas em Cascais.

Uma "montanha russa" na ligação do Estoril a Alcoitão

In Público (25/1/2007)

«A empreitada de estabilização do muro de um viaduto da A5, no sublanço Estoril-Cascais, e de beneficiação do pavimento na variante à Estrada Nacional 6-8 arrancou no início de Dezembro. Segundo informou a Câmara de Cascais, os trabalhos contemplam o levantamento do piso, com a remodelação da rede de drenagem de águas pluviais, entre as rotundas dos Condes de Barcelona e de Alcoitão, na freguesia de Alcabideche. Um técnico municipal explicou que a empreitada permitirá corrigir as lombas "naturais" provocadas por uma deslocação do muro, que será consolidado e reforçado. Enquanto decorrer a obra, os automobilistas terão que utilizar um desvio provisório, numa extensão de 350 metros, aproveitando a faixa lateral da própria via, logo a seguir ao viaduto que passa sobre a A5 nas proximidades da Quinta Patiño. No local, de um lado e do outro do troço, estão instalados sinais de trânsito que limitam a velocidade na zona e avisam para a existência de deformação no pavimento. Porém, apesar dos avisos e mesmo respeitando as imposições rodoviárias, muitos condutores só se apercebem das elevações no asfalto depois do solavanco provocado na transposição das três lombas e depois de ter raspado com a parte de baixo da viatura no alcatrão. Os mais cautelosos, ou os que já sabem onde se situam as armadilhas, costumam abrandar a marcha até quase parar o veículo, mas nesse caso arriscam-se a ser abalroados pela viatura que segue atrás. A única solução, para já, passa pela iniciativa individual de sinalizar o abrandamento com os quatro piscas. Pelo menos até que alguém se lembre de reforçar as informações para a dimensão e localização das deformações no pavimento ou que as obras, entretanto, sejam concluídas, para descontentamento de algumas oficinas de mecânica... L.F.S. »

NOVOS PROJECTOS: Fogos aprovados em 2006 não chegaram aos mil

In Jornal de Notícias (25/1/2007)
Fátima Mariano

«O número de fogos licenciados pela Câmara Municipal de Cascais (CMC) em 2006 situou- -se abaixo dos mil, tendo este sido o ano em que menos licenças foram emitidas desde 1991, ano em que começou a haver registos estatísticos na Autarquia. Este dado foi ontem adiantado por Carlos Carreiras, vereador do pelouro do Urbanismo, durante o balanço da actividade desenvolvida nesta área nos últimos 10 anos.

"O Plano Director Municipal (PDM), na sua vertente expansionista, levou a que se fosse ocupando cada vez mais território e tudo o que de negativo isso arrasta. O primeiro objectivo da actual maioria (PSD) foi o de conter a expansão urbana e o de renovar e reabilitar os perímetros urbanos", explicou Carlos Carreiras.

Criticando a actuação em termos urbanísticos da maioria socialista - liderada por José Luís Judas - entre 1994 e 2002, o mesmo vereador salientou que "o concelho não podia continuar a densificar-se". "Tudo depende do planeamento político", defende.

De acordo com os números fornecidos pela CMC, no ano em que o PDM entrou em vigor (1997), foram aprovados cerca de 2200 fogos. Em 1995, bateu-se o recorde, com quatro mil fogos licenciados. Com a entrada em funções do Executivo da maioria Viva Cascais, em 2002, iniciou-se um movimento inverso, tendo, no ano passado, sido aprovados menos de mil fogos. Uma tendência que é para manter, garantiu Carlos Carreiras.

A par da contenção da construção, é também objectivo da CMC envolver os munícipes no planeamento do concelho. A partir de Maio, no âmbito do Sistema de Informação Geográfica (SIG), estará disponível na Internet o plano cartográfico de Cascais, que passará a ser anualmente actualizado. Através de ortofotomapas será possível visualizar as edificações, as redes rodo e ferroviária, a hidrografia, entre outros aspectos (ler caixa). Este é um projecto que irá custar aos cofres da Autarquia cerca de 200 mil euros. "Desta forma, criaremos um canal de comunicação entre os munícipes e a Câmara, aproximando-os", defendeu o mesmo responsável.


Sistema de Informação Geográfica on-line

A partir de Maio, qualquer pessoa poderá consultar o plano cartográfico de Cascais através da Internet, bem como o PDM e o respectivo regulamento. Numa segunda fase, será também possível aos turistas consultar informação útil, como a localização e horário de museus, monumentos ou restaurantes. O Sistema de Informação Geográfica (SIG) permitirá ainda aos colaboradores da Autarquia a recolha e actualização no terreno de informação geo-referenciada.

Plano Director Municipal em fase de revisão

Publicado no dia 19 de Junho de 1997, o Plano Director Municipal de Cascais está em fase de revisão, tal como estipula a lei. De acordo com a Câmara, falta apenas o parecer da Comissão Coordenadora Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) para que a segunda versão da proposta de revisão seja entregue

Cascais vai colocar na Internet pedidos de licenciamento urbanístico

In Público (25/1/2007)
Luís Filipe Sebastião

«Revisão do PDM marca passo, mas executivo aposta em conter a expansão urbana e em promover a requalificação

A Câmara de Cascais vai disponibilizar, a partir de Maio, a consulta através da Internet dos pedidos de construção que derem entrada nos serviços municipais. De acordo com o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, foram licenciados no ano passado apenas 968 fogos para habitação, o valor mais baixo nos últimos mandatos.
De acordo com os dados divulgados ontem por Carlos Carreiras, também vereador do Urbanismo, a autarquia emitiu em 2002, início do primeiro mandato da coligação PSD/CDS-PP que conquistou o município aos socialistas, licenças para a construção de 2365 fogos, número que subiu para 2427 no ano seguinte. Em 2004 foram passadas licenças para 1423 habitações, enquanto em 2005 ascenderam a 1674. A redução para 968 fogos durante 2006 resultou, segundo os actuais responsáveis, de uma política de contenção urbanística, que procura apostar na limitação de novas construções e promover em alternativa a requalificação urbana.
Apoiando-se na comparação com as licenças emitidas durante o último mandato da gestão do socialista José Luís Judas, após a publicação do Plano Director Municipal (PDM), Carlos Carreiras salientou que muitos dos licenciamentos efectuados pelo actual executivo resultam ainda "de compromissos" assumidos pelos socialistas. E os números só não são piores porque, logo que tomou posse, o social-democrata António Capucho anulou um alvará de uma urbanização "de quase quatro mil fogos". Diogo Capucho, director municipal do Urbanismo, apontou como exemplo negativo da expansão urbana os Jardins da Parede, que levou o actual executivo a ter que financiar a ligação da urbanização à Avenida Marginal.
A contenção urbanística também beneficiou das medidas preventivas feitas publicar pelo actual executivo, mas que caducaram em Fevereiro do ano passado, sem que, entretanto, tivesse sido concluída a prometida revisão do PDM. O presidente da autarquia, António Capucho, explicou que o PDM "só indica qual é o índice máximo" para os terrenos urbanizáveis e que os promotores sabem que "não têm direito nenhum com esse índice", direito esse que só lhes é conferido através do licenciamento. Quanto ao PDM, aguarda parecer da comissão de coordenação regional.

Na palma da mão
No sentido de tornar a gestão urbanística mais transparente, Carlos Carreiras anunciou que, a partir de Maio, serão disponibilizadas na Internet informações acerca dos pedidos de licenciamento que derem entrada na câmara. Através do Sistema de Informação Geográfico (SIG) vai ser possível saber o que se pode construir num determinado terreno e acompanhar a entrada de projectos. O objectivo, de acordo com o vereador, passa por "democratizar a informação, abrir os processos de decisão e acelerá-los", de forma a terminar com "a suspeição" que recai sobre os autarcas. O sistema, cujo desenvolvimento orça em 200 mil euros, vai permitir ainda disponibilizar informação de interesse turístico on-line junto de operadores e hotéis.
A prioridade em termos urbanísticos, segundo Carlos Carreiras, assenta em conter a expansão urbana e em "focar a actividade imobiliária para o interior dos perímetros, renovando-os e reabilitando-os".
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Wednesday, January 24, 2007

Mais de 300 mil turistas visitaram a Costa do Estoril em 2006

In Público (24/1/2007)
Alexandra Reis

«Número de dormidas cresceu 22 por cento em três anos. Hotéis obtiveram uma receita de 118 milhões de euros

Mais de trezentos mil turistas visitaram a Costa do Estoril em 2006, o que representa um crescimento na ordem dos 12 por cento face ao ano anterior. A Junta de Turismo da região tem um orçamento de 6,2 milhões de euros para 2007, dos quais cerca de 95 por cento serão destinados à promoção externa.
O presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril, Duarte Nobre Guedes, anunciou ontem que, durante o ano passado, se registaram perto de 1,2 milhões de dormidas, o que se traduziu em cerca de 340 mil hóspedes, mais cerca de 12 por cento que em relação a 2005. Tendo em conta o triénio de 2003/2006, verificou-se um aumento de cerca de 22 por cento no número de turistas hospedados, acrescentou a mesma fonte.
De acordo com os dados apresentados pela Junta de Turismo, em 2006, cerca de 24 por cento dos turistas na Costa do Estoril foram espanhóis. Os portugueses representaram 20 por cento e os britânicos nove por cento. O grau de satisfação dos turistas que frequentam o Estoril é de 4,85 em cinco pontos, referiu Nobre Guedes, que citava um inquérito feito aos visitantes da região em 2006.
Segundo o responsável, a Junta de Turismo da Costa do Estoril tem um orçamento de 6,2 milhões de euros para este ano. Deste valor, cerca de 5,8 milhões de euros (95 por cento) destinam-se a promoção da região. O Campeonato do Mundo de Vela, salvaguardou, não está incluído neste orçamento, uma vez que será suportado pela Secretaria de Estado do Desporto.
As receitas de hotelaria da Costa do Estoril foram, em 2006, de 118 milhões de euros, mais 17 por cento do que no ano anterior. Apesar de algumas unidades hoteleiras da região estarem fechados para requalificação, Duarte Nobre Guedes afirmou que espera que "as receitas possam crescer dez por cento" durante este ano e que também seja aumentada a procura da região na época baixa.
Este ano deverão ser inaugurados o Hotel Real Villa Itália e a Estância Termal do Estoril - que esteve em funcionamento até à década de 1960, sendo agora reabilitada. Os hotéis de Oitavos, Miramar, Casino e Quinta do Barão deverão abrir em 2008 ou 2009, avançou o mesmo responsável.
Segundo o presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril, durante este ano, vai ser desenvolvido "o projecto de sinalização hoteleira" e será feito "o ordenamento de trânsito e parques de estacionamento" junto às unidades hoteleiras

Monday, January 22, 2007

Esclarecimentos do Dr.António Capucho:

Aqui ficam alguns esclarecimentos sobre os temas solicitados, aos quais o Dr. António Capucho acrescentou o IC30:

«1. Hospital de Cascais

Após se terem apresentado a concurso 4 consórcios interessados nesta parceria com o Estado, foram seleccionados dois finalistas, que estão em negociação com o Ministério da Saúde. O Ministro informou-me que prevê seleccionar o vencedor em Fevereiro.

A adjudicação pressupõe que o parceiro privado assume desde logo a gestão do actual Hospital e inicia a construção do novo equipamento (em Alcabideche junto ao nó da A5/IC30), pelo que tudo indica que a inauguração poderá ocorrer em 2009.

Entretanto, em Fevereiro iniciam-se as obras das acessibilidades viárias e de água, electricidade e gás (a cargo da Câmara e que importam em perto de € 7 milhões).

Quanto às três extensões dos Centros de Saúde previstos para o Concelho, o de S. João foi já entregue ao Ministério, que prevê abrir ao público este trimestre. No dia 22 entregamos o de Alcabideche e no mês de Março o de S. Domingos de Rana. Esta nova rede de Centros de Saúde representa um investimento de cerca de € 13 milhões, dos quais € 4,5 milhões a cargo da Câmara. Para além de proporcionarem excelentes condições de trabalho e de atendimento, vão alargar significativamente o leque de valências proporcionadas aos doentes, assim atenuando a pressão sobre a Urgência do Hospital.

2. El Corte Inglês

Confirma-se a pretensão do "El Corte Inglês" instalar uma loja em Cascais ou nos concelhos limítrofes, preferencialmente perto da fronteira connosco, sendo certo que nada formalizaram junto da Câmara Municipal de Cascais. Fomos em tempos sondados indirectamente no sentido de se instalarem nalgumas zonas urbanizadas (Praça de Touros ou Quinta dos Ingleses), mas receberam a nossa recusa liminar face, designadamente, ao constrangimento viário e impacto negativo sobre o comércio de proximidade.

Estamos, porém, abertos a estudar a implantação do interior em zonas com boas acessibilidades e sem a proximidade de comércio tradicional. Sabemos de diligências que estão a desenvolver na procura de eventuais terrenos disponíveis.
Não deixaremos de considerar que, a não se instalarem em Cascais, iríamos provavelmente sofrer impactos negativos em matéria de acessibilidades, sem os benefícios inerentes, como sejam a abertura de muitos postos de trabalho.

3. Nó de Cascais da A5

Da responsabilidade da BRISA tem um desenho que lhe permite o prolongamento para a Areia (em perfil que não está previsto ser mantido em auto-estrada).

Este prolongamento, que esteve orçamentado pelas "Estradas de Portugal", está previsto no Plano Rodoviário Nacional, isto é, trata-se de uma estrada nacional e não municipal.

A Câmara Municipal de Cascais, em sintonia com os moradores e as associações de defesa do ambiente, obteve das "Estradas de Portugal" a desorçamentação da estrada e o aproveitamento da verba para a passagem inferior na Marginal de S. João do Estoril (entre o restaurante "Choupana e o Forte de S. António), que permitirá o encerramento da última passagem de nível ferroviária do concelho.

Entretanto, na dúvida se a suspensão do prolongamento da A5 obtinha ganho de causa, foi elaborado um projecto alternativo denominado "Via Saloia", com muito menor impacto (1x1 com ciclovia anexa e passeios laterais arborizados). De qualquer modo, a concretização desta obra está fora das intenções da Câmara e foi colocada fora das prioridades.

4. IC30

A Câmara Municipal tomou conhecimento do traçado do IC30 dentro do Concelho de Cascais, desde a frente do Autódromo, passando junto ao Shopping de Cascais, até à rotunda de Alcabideche e entroncando com a A5. No interior do Concelho não haverá portagem.

Este projecto não é apoiado pela Câmara. A actual maioria, foi clara junto dos eleitores no programa de candidatura, onde se considera que "nas circunstâncias actuais iria provocar uma transferência incomportável para o nosso concelho de muito trânsito oriundo de Sintra e com destino a Oeiras e Lisboa". Bem mais urgente seria o Governo desenvolver a alternativa à EN 249-4 que liga o nó de Carcavelos da A5 à Abóbada e Trajouce, com prolongamento para o Concelho de Sintra, hoje quase intransitável!

Perante a persistência do Governo, estamos a trabalhar com a concessionária e as "Estradas de Portugal" no sentido de assegurar a melhor implantação possível e a minimizar os impactos (por exemplo, melhores e mais ligações nos entroncamentos, recusa de isolamento das povoações do Cabreiro e do Bairro da Cruz Vermelha).

Em sede de estudo de impacto ambiental, a Câmara não deixará de exercer as suas prerrogativas e a apelar ao apoio da sociedade civil se as exigências perfeitamente razoáveis que apresentamos não tiverem eco. Mas nada indicia que um acordo correcto não venha a ser alcançado em breve.

Com os melhores cumprimentos,
António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)
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Thursday, January 18, 2007

O renovado nó da A-5 ou o mistério da auto-estrada de Cascais?

Como se pode constatar, depois de quase um ano de grande obra, hoje há um viaduto (sobre estrada para Malveira Serra) que foi duplicado para quatro faixas, a auto-estrada foi prolongada mais cerca de 200 metros, há outro novo viaduto (sobre rua violetas - Birre), tem candeeiros com lâmpadas, as faixas de alcatrão estão finalizadas com sinalização no chão, enfim, tudo pronto mas... a esbarrar numa recente vedação da ALVATEL.

Esta situação já dura há cerca de três meses, com o trânsito cada vez pior - longas filas para entrar e sair na auto-estrada, que encaracolam entre a Repsol da Aldeia Juzo e as rotundas do Cobre, da Torre e estrada Areia aos semáforos da circular, sendo fácil de perceber que o cerne do problema está na rotunda de Birre e que, concerteza, a sua resolução vai passar pela utilização do já pronto alongamento da A-5 para o ... NADA!

Placards informativos? - ZERO! Informes da CMC? - ZERO!!

Sou levado a considerar esta situação como deveras misteriosa. Claro, suspeito que, também aqui, haja uma questão de largos "guitos"... Se alguém fizer o favor de me esclarecer, ficarei grato. E proponho, dentro do site, o título:


Artur Ramalho
Birre

Wednesday, January 17, 2007

Não há poetas felizes

Negócio não está fechado: novo armazém El Corte Inglés a caminho de Cascais

In Público (17/1/2007)
Alexandra Reis

"Terceira loja do gigante espanhol no país deverá ficar em Carcavelos, junto à A5. Câmara está "bastante receptiva"

O terceiro armazém do gigante espanhol El Corte Inglés em Portugal deverá ser construído em Carcavelos, concelho de Cascais, nuns terrenos situados a sul da auto-estrada A5 "mesmo encostados" às portagens ali existentes. O presidente da Câmara de Cascais reuniu-se ontem com representantes da cadeia, que "manifestaram a sua intenção" de ali erguerem o empreendimento.

Segundo António Capucho, a câmara já está a desenvolver um plano de pormenor para a zona, "onde é possível" construir um grande armazém. Contudo, salvaguarda o autarca, a decisão final ainda não está tomada e as negociações vão continuar. "O El Corte Inglés ainda terá de comprar o terreno, na posse de vários particulares, e apresentar um projecto", o que ainda não aconteceu.

O mesmo foi dito ao PÚBLICO pela porta-voz da empresa espanhola em Portugal, Susana Santos, que avançou não ter "indicação nenhuma por parte da direcção de que haja uma decisão definitiva sobre a localização" da loja. Ainda assim, Capucho diz que a câmara está "bastante receptiva" a receber o terceiro El Corte Inglés no país - a cadeia já tem lojas em Lisboa e Vila Nova de Gaia -, já que poderão ser criados ali cerca de dois mil novos postos de trabalho.

Afastada hipótese Oeiras

Afastada parece estar a hipótese Oeiras, concelho que chegou a ser dado como um dos destinos possíveis para o futuro empreendimento. Isaltino Morais, presidente do município, diz que "pelo menos durante este mandato nunca houve qualquer contacto do El Corte Inglés" com a autarquia, acrescentado que "sempre" ouviu dizer que a nova loja "iria ficar em Cascais". "Nós já temos centros comerciais. Temos o Oeiraspark e, quando o Pão de Açúcar, em Carnaxide, for alargado, ficamos com dois grandes centros comerciais no concelho", avança o autarca. Cascais, com quase 171 mil habitantes, é um dos concelhos com maior poder de compra no país. Segundo um estudo de 2006 da Marktest, o município está em sétimo lugar no ranking dos 23 que concentram mais de metade do poder de compra do continente. Lisboa - onde foi aberto o primeiro armazém da cadeia em Portugal, em Novembro de 2001 - lidera a tabela e Vila Nova de Gaia, que em Maio passado acolheu a segunda loja, aparece em quinto.
O interesse do El Corte Inglés em abrir um terceiro armazém em Portugal insere-se na campanha de internacionalização do gigante espanhol, iniciada com a abertura da loja na capital. Itália deverá ser, segundo revelou o seu presidente, Isidoro Alvarez, o próximo destino do grupo. (...)
"

Atenção ao comércio tradicional e atenção ao impacte no tráfego.

Monday, January 15, 2007

Hotel Estoril-Sol já começou a ser demolido pelo interior

In Diário de Notícias (14/1/2007)
Carla Ventura

"Já tiveram início os trabalhos de demolição do hotel Estoril-Sol. Depois de 42 anos de existência, este empreendimento prepara-se para dar lugar a um complexo habitacional de luxo.

O processo de desmantelamento, que terá uma duração de seis meses, vai decorrer de uma forma faseada, sendo que para já as obras encontram-se a decorrer apenas no interior, pelo que são ainda pouco visíveis os sinais da demolição, apesar de os trabalhos já terem tido início há cerca de uma semana. O átrio da entrada e a zona da recepção ainda estão intactos e, além dos tapumes que circundam o edifício, não se observam quaisquer destroços
. (...)"

PF

Obras na Cidadela 'empurram' visitantes p/parque Marina

In Diário de Notícias (14/1/2007)
Francisco Lourenço

"As obras do parque de estacionamento da Fortaleza de Cidadela, em Cascais, estão a 'obrigar' os automobilistas mais distraídos a desembolsar 30 cêntimos na marina. (...)"

PF

Trânsito

Direi que Cascais, em termos de técnicos de trânsito, desde há muito que padece de grave maleita.

Agora, foi a brilhante ideia de mudar o sentido na Rua Dr. Fernando Baptista Viegas, em frente ao tribunal, impedindo, por exemplo, os transportes públicos de servirem - como serviam - os moradores nos bairros das Caixas e da Tremil. Não se compreende a razão.

Por outro lado, a exemplo do que noutros locais do concelho se passa, também aí os funcionários camarários, independentemente de a medida ter sido posta a título experimental (esperemos que a experiência dure pouco e tudo volte ao que estava), esqueceram-se pura e simplesmente de tapar boa parte delas, de modo que o automobilista que siga as indicações é capaz de se ver em palpos de aranha para chegar ao destino, porque, por exemplo, indicam-lhe Cascais (centro) numa direcção que é proibida e a passagem está barrada.

É sina! Quando teremos técnicos de trânsito que decidam depois de aturados estudos do tráfego realmente existente e não segundo os mapas que vêm à sua frente?

J. d'E.

Friday, January 12, 2007

Agenda cultural de leitura obrigatória

Já está disponível online a agenda cultural deste mês, onde se pode ler muitos artigos de interesse, desde a passagem de Ian Fleming pelo Hotel Palácio, a algumas das peripécias envolvendo Cascais e a Guerra Civil de Espanha, passando pelo problema imenso e inevitável que é a subida do nível médio das águas do mar, pondo em risco muita da nossa costa.

Thursday, January 11, 2007

Andar de bica e respirar gás ... não combina

Faz 8 dias dei por mim a andar de bicicleta, coisa que não fazia há quase 25 anos. E fui de Bica, uma bela iniciativa da CMC que convém que se mantenha e perdure.

O pior é quando se está junto ao miradouro aporcalhado, na Guia - ah, quando era pequeno pelava-me por uma ida até ao Rei das Farturas, que ali tinha o estaminé...-, e se respira o gás que tresanda daquele respirador da estação de tratamento. Perguntei à menina do guichet das Bicas, que logo me avisou: "no Verão ainda é pior, é irrespirável".

Dr.António Capucho,

É por causa de ainda não estar finalizada a estação de tratamento que se respira este gás?


PF

Wednesday, January 10, 2007

A culpa não morre solteira.

Meus caros amigos ....
Quantas vezes aqui não criticamos, sugerimos, perguntamos...sobre o porquê das coisas.
O porque da bomba, da torre, do Estoril-Sol, do Hospital, do comércio, do corte-inglés...( tema de conversa ....numa outra altura...), etc...Mas pensam que serve de alguma coisa estas nossas divagações ....?A malta só quer saber do «meu», do «pilim», do «guito», do « o que é que eu ganho com isso»...Não querem saber do ambiente que os rodeiam, de Cascais, do orgulho nesta nossa terra, de ter aparecido num jornal Inglés ( presumo que o Independent) que Cascais é a mais bonita, sossegada terra portuguesa ( mais ou menos isto para ser honesto).
Isso tudo são balelas . As reuniões camarárias são a coisa menos participada nesta terra ... E depois criticamos a falta de oportunidade que nos dão para participar. Somos egoistas. Só sabemos criticar quando não temos a responsabilidade de o fazer, ou seja, criticos de bancada.Ou de rua. Portanto meus caros concidadãos, partilhando esta nossa «cidadania»... assumo a culpa é nossa. Pelo não querer saber ou não saber o que fazer a culpa é nossa....

Tuesday, January 09, 2007

Novo hospital de Cascais ... para quando, afinal?

Escrevo hoje bastante preocupado com a minha saúde....Com a minha e com a vossa saúde. Passo a explicar...

No tempo do Presidente José Luís Judas foi decidido avançar com a construção de um novo hospital, junto ao aeródromo de Tires... Aeródromo de Tires ... Após um estudo efectuado pela empresa Tecno 3000, em que este aponta para uma «inviabilização total» da construção do hospital pois «uma vez que a localização da unidade hospitalar apresenta valores na ordem dos 65 decibeis, ultrapassando o previsto na lei» ou seja 55 dcbs, este é rejeitado pela vereação a seguir, e a meu ver bem rejeitada. Isto segundo uma noticia pesquisada na internet que data de 13 de dezembro de 2001...2001.

Voltamos a falar do hospital de Cascais quando se lança o concurso para a construção do referido hospital em meados de Julho de 2004...2004. Mas parece que só passado um mês se decide a localização final, o novo Hospital será junto á bateria de Alcabideche...Tendo demorado devido ao longo processo de passagem do referido terreno para a «posse» do ministério da saúde... Difícil confirmação mas seria num conselho de Ministros em Agosto de 2004 ...2004.

Começa o concurso ...

Segundo o Díário Económico de 2 de Março de 2005 o na altura Ministro da Saúde, Luís Felipe Pereira, deixa os dois concursos para o Governo seguinte...mas já se sabe que aparecem quatro candidatos. Passado um tempo segundo o DN de 3 de Outubro de 2005 o Ministro Correia de Campos diz na entrevista, a propósito do concurso para a construção do Hospital de Cascais, que os vencedores serão conhecidos «dentro de poucos dias», diz na mesma que o Hospital de Sintra é retirado do projecto juntamente com o da Guarda...Pois é isto em...2005

Mais tarde uma reportagem no DN do dia 10 de Fevereiro de 2006 noticia os resultados do concurso público para a construção do Hospital....quatro classificados em que os dois primeiros são seleccionados para uma ronda negocial que, segundo o Jornal , vai prolongar ainda mais o processo de escolha...isto se ninguem se lembrar de contestar o concurso...passa-se em Fevereiro de...2006.

Pesquisei hoje dia 3 de Janeiro de 2006 tentando esclarecer uma dúvida...Quem ganhou o concurso para a construção do novo Hospital de Cascais...? Não consegui encontrar...Ou sou nabo e inculto, não preocupado com as noticias da minha terra, e aí peço muitas desculpas a quem de direito, ou...ainda não se sabe quem ganhou... Estamos em 2007.

Não tenho nada em contra os excelentes profissionais que se encontram a trabalhar no actual hospital, dou-lhes os meus parabéns, mas, meus senhores, aquilo é uma «fábrica de encher chouriços» se naquele edificio se encontra-se um ..., digamos restaurante, há muito tinha lá ido a Asae...

Mas a minha preocupação resulta de uma noticia segundo a qual o ministro da saúde quer um hospital novo em Sintra ... (aquela que estaria fora do projecto a 3 de Outubro de 2005, e que segundo uma notícia do Diario digital/Lusa do dia 2 de Janeiro de 2007 , a culpa do adiamento seria do anterior governo). Adjudicado á «empresa» que ficar com a gestão do actual Amadora/Sintra, querem saber o mais engraçado....O processo fica pronto já em 2009 ...ora de 2007 a 2009 são apenas dois anos senhor ministro de certeza? É que se há formulas mágicas nós estamos primeiro senhor ministro... ONDE ESTÁ A PORRA DO NOSSO HOSPITAL???? Na minha altura
dizia-se:

- Fugiu com uma gaja boa! É deve ser isso...

E. Fagundes

PS. é a opinião de uma pessoa que já foi operada no Hospital de Cascais,
que nasceu lá... mas que já viu muita coisa.Desculpem.

Friday, December 22, 2006

Thursday, December 21, 2006

Novo pavilhão desportivo

In Público (21/12/2006)

"A Câmara de Cascais inaugurou ontem o novo pavilhão desportivo do Grupo Recreativo Dramático 1º de Maio, em Tires. O equipamento custou 845 mil euros e foi financiado a meias pela autarquia e pela administração central."

Wednesday, December 20, 2006

Palmeira gigante transplantada

Esta notícia do JN refere-se a Lisboa, mas a CMC podia estudar uma medida igual para aquela magnífica palmeira centenária que existe nas traseiras da Casa Sommer, transplantando-a, por exemplo, para os terrenos do projectado Museu Paula Rêgo, ou para os do futuro Museu de Arqueologia.

É uma pena se isso não for feito ...

PF

Tuesday, December 19, 2006

Cascais e Sintra com avaliação igual a Lisboa (*)

In Público (19/12/2006)

"Os municípios de Cascais e Sintra obtiveram, de acordo com informações ontem divulgadas, a mesma classificação da Câmara de Lisboa na avaliação feita pela Moody"s Investors Service. A classificação Aa2 é, aliás, a máxima que as autarquias portuguesas podem obter, já que foi também essa a nota atribuída a Portugal. No caso de Cascais, o presidente da autarquia anunciou na semana passada que tanto a Standard & Poor"s como a Fitch Ratings tinham atribuído a notação AA. António Capucho salientou que esta avaliação facilita a obtenção de crédito em melhores condições e contribui para a visibilidade de Cascais junto de investidores e parceiros nacionais e internacionais. I.B."

(*) A propósito da notícia "Finanças de Lisboa bem cotadas no estrangeiro, apesar das dívidas"

PF

Monday, December 18, 2006

Ainda o diagnóstico no Diário de Notícias (13/12/2006)

"Tida como 'zona bem', a Linha de Cascais é habitada por gente muito rica e por gente muito pobre. Por isso, os preços das casa são tão diversificados

Por regra, quem sempre morou aqui na casa dos pais, quer continuar cá

Riquíssimos ou paupérrimos, uma coisa é certa: independentemente do estatuto socioeconómico, quem mora na Linha de Cascais gosta e nem lhe passa pela cabeça mudar de poiso. Que o digam alguns especialistas do ramo imobiliário, cujas impressões partilhadas com o DN vão precisamente nesse sentido.

Asseguram que é a proximidade do mar, as facilidades de acesso a Lisboa e a identificação com um certo status que "prendem" as pessoas a quatro paredes (e há paredes e paredes) erigidas naquela que é conhecida como a "zona bem" da periferia alfacinha. Mas mais do que tudo, os mediadores ouvidos são da opinião (pegando na de um) de que "ninguém vem morar para Linha por acaso".

Quem o diz é Marina Neves, gerente da Remax Carnaxide, cuja experiência lhe permite afirmar que "as pessoas que procuram casa na Linha , nomeadamente em Carnaxide, têm uma ligação familiar qualquer com a zona". Ironizando, esta responsável garante haver "muitos jovens que sempre viveram aqui e que, quando casam, quase 'obrigam' o parceiro a vir morar para cá". À sua espera têm "um mercado sui generis ". Quem optar por morar no centro, vê numa casa de 20 ou 30 anos o espaço ideal para viver. Já os que podem ou preferem comprar um imóvel novo, escolhem Nova Carnaxide ou a zona entre Carnaxide e Alfragide, onde um T2 a estrear ronda os 220 mil euros. Independentemente da localização, Marina Neves garante que, para o bem e para o mal, este é "um dormitório com vida muito própria devido aos núcleos empresariais". Também Sol de Olos, sócia-gerente da Remax Cidadela, "vende" Cascais como sendo uma vila de onde não é preciso sair para obter seja o que for. Aqui, ao contrário da ligação directa que é feita, não vive só gente com muitas posses. "Temos uma grande mistura social. Há pessoas muito ricas, é certo; mas também existem muitos pobres. Por isso, as casas são dos mais diversos valores", esclarece Sol, sublinhando, no entanto, que o que tem mais saída são as habitações concebidas para pessoas abastadas. E exemplifica "vendem-se com facilidade condomínios de luxo com vista para o mar, piscina e segurança ou moradias na Quinta da Marinha ou Birre, onde as casas antigas para remodelar têm uma procura brutal".

Estes são, no entanto, imóveis impossíveis de adquirir pelos jovens que sempre moraram em Cascais e "não querem mudar de forma alguma". Rui Cardoso, director comercial da AtivaLux, em Cascais, partilha da mesma opinião. "Há muita gente nova que procura casa no sítio onde sempre morou. Eu próprio, que vivo com os meus pais, gostaria de continuar a morar aqui", exemplifica, sublinhando que o mesmo se passa no seu círculo de amigos.

Este é um cenário igualmente real em Carcavelos, onde o mercado imobiliário tem muita rotatividade. Quem o diz é José Manuel Quinteiro, responsável pela Remax Riviera II, assegurando que as pessoas "vão trocando de casa conforme o seu poder de compra". Isto confirma a sua teoria do "quem vive na linha quer manter-se por cá". Mas há também muitos investidores outsiders e pessoas que procuram uma segunda habitação. Na Urbanização de São Gonçalo, a mais recente junto ao mar, é, segundo José Quinteiro, muito procurada "por quem quer comprar uma casa para passar férias e investigadores que compram para vender, nomeadamente, a quadros da NATO, já que o edifício fica próximo".

Mas como o dinheiro varia de bolsa para bolsa e nem todos podem aceder a certos luxos, os T2 e os T3 são os imóveis mais procurados em toda a Linha . Victor Sérgio está à vontade para o dizer, já que a Veigas & Veigas, onde é consultor imobiliário, trabalha nesta zona. Onde a sua vasta experiência lhe diz que "é muito raro encontrar alguém que queira de cá sair, a não ser por questões monetárias".
Autor: ISALTINA PADRÃO
"

PF

Cascais quer turismo de qualidade

In Diário de Notícias
| II | ESPECIAL CIDADES | 4.ª FEIRA | 13.DEZEMBRO.2006 |

"Num concelho assimétrico vivem 183 mil pessoas, muito ricas, ricas e pobres. A aposta para o futuro recai no turismo. Daqui a três anos haverá mais cinco hotéis.

Os 183 573 habitantes contabilizadosemCascais pelo Censos de 2001 dividem-se entre muito ricos, ricos e pobres. No meio, há a classe média, mas, na sua maioria, oriunda de um “estrato superior” e “bem colocada na vida”. A realidade do município atravessa os extremos: da Quinta da Marinha aos bairros do Fim do Mundo, no Estoril, ou às Marianas, em Carcavelos. O actual presidente de câmara, o social-democrata António Capucho, confirma: “É um concelho com assimetrias assinaláveis. De gente muito rica ou muito pobre.”

Mas Cascais está agora de olhos postos no turismo de qualidade, como o caminho para o futuro e para o desenvolvimento. O plano estratégico está traçado e, se tudo correr bem, daqui a três anos haverá mais cinco hotéis de luxo na zona, construídos de raiz ou em espaços recuperados, quintas e palacetes. Os amantes do golfe ou os congressistas são o público-alvo. Os optimistas estimam que o crescimento nos próximos anos supere os resultados atingidos em 2005, em que se registou um aumento de 4% na indústria turística, 80% dos visitantes eram de nacionalidade estrangeira. Por outro lado, nem o futuro conseguirá livrar o concelho das marcas da betonização–
o boom da construção, incrementado na década de 90 no tempo do autarca socialista José Luís Judas, que atingiu todo o território, incluindo zonas protegidas, como o Parque do Abano. Esta tendência reforçou aindamais o peso do município como zona-dormitório de Lisboa e agravou as falhas já existentes a nível de infra-estruturas. “Cascais não tinha capacidade para aguentar tanta construção. Conseguimos travar alguns projectos, através da detecção de irregularidades ou da negociação com promotores, que aceitaram diminuir o número de fogos, mas não tem sido fácil”, justifica ao DN António Capucho.

A norte de Lisboa e com uma área de 97,4km2, Cascais marca o fim da linha do Estoril, encaixado entre o estuário do Tejo em Oeiras e o interior da serra de Sintra. Dados camarários revelam que o fluxo de tráfego ultrapassa diariamente as 70 mil viaturas, a maioria na direcção de Lisboa e pela A5. A mobilidade é um problema, mas “quem aqui se fixa e pretende andar de carro é porque já se acomodou às filas de trânsito para a capital”, defende o presidente, acrescentando: “Quem adere aos transportes públicos, como o comboio, num instante chega ao local de trabalho e tem a vantagem de regressar a uma zona de paisagens fabulosas.”

A saúde é outra preocupação. Em 2004, Cascais tinha 113 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde,um único hospital, dois centros de saúde e nove extensões, quase todos com equipamentos degradados. Agora, há três novos centros (Estoril, Alcabideche e São Domingos de Rana), o que o presidente diz representar “um salto qualitativo brutal”. Em 2007, espera-se que avance também a construção do novo hospital, aguardado há muito. Apesar da imagem de marca – a de concelho dos mais abastados–, o índice de poder de compra per capita não é dos mais elevados. À frente de Cascais aparecem o de Lisboa, Oeiras e Porto. Da história recente do concelho fazem ainda parte 247 bairros clandestinos, muitos criados nos anos 60 e 70. Alguns foram legalizados como zonas urbanas à espera de requalificação, outros permanecem na sua forma original, como o Bairro do Fim do Mundo ou das Marianas, em vias de extinção, mas que ainda alberga quatro famílias.

De acordo com o último Censos disponível (o de 2001), Cascais tem só 22% da população residente com grau académico superior. A taxa de analfabetismo situa-se nos 4,5%, similar à de municípios vizinhos. O parque escolar integra 193 escolas, públicas e privadas, e quase 32 mil alunos. A população cresceu a um ritmo moderado, cerca de 8,3% entre 1981 e 2001, e uma boa parte (79%) é empregada no sector terciário. Comparativamente com outros vizinhos, Cascais não é hoje um pólo empresarial, contabilizando apenas 10.373 empresas, com um volume de negócios que ultrapassa os quatro milhões de euros.

Ana Mafalda Inácio
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PF

Friday, December 15, 2006

Turismo qualidade é aposta p/dinamizar Linha de Cascais

In Diário de Notícias (15/12/2006)
Kátia Catulo
Francisco Reis

"Devolver a qualidade de vida à Linha de Cascais passa por apostar no turismo de qualidade. Este foi o modelo apontado, quarta-feira à noite, por Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, durante o debate promovido pelo Diário de Notícias e pela TSF e que encheu o Centro Cultural de Cascais. Essa estratégia, defende o governante, terá de ser sustentável no plano económico, ambiental e social: "Só obedecendo a estes três vectores é possível melhorar o espaço que nos rodeia."

Cascais começa a traçar esse caminho e os resultados já são visíveis. "Neste município, o turismo representa um contributo superior a 11% das receitas totais", explicou o secretário de Estado, apontando como "bons exemplos" o projecto do passeio pedonal entre a Guia e o Guincho ou as intervenções nas praias de Carcavelos e Parede.

O plano estratégico para o turismo em Cascais, revelou Duarte Nobre Guedes, presidente da Junta do Turismo da Costa do Estoril, prevê ainda para aquela zona a inauguração de cinco hotéis de luxo nos próximos três anos, num investimento global de 141,45 milhões de euros. Além disso, a autarquia pretende encetar um conjunto de obras de requalificação de novos equipamentos, que implicarão uma verba superior a 60 milhões de euros. "Consolidar a Costa do Estoril e de Cascais como o destino turístico de excelência em Portugal e na Europa é o nosso grande objectivo", rematou Duarte Nobre Guedes.

Em contrapartida, o concelho vizinho não é um destino turístico, avisou Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras: "Por isso, a nossa aposta foi o sector empresarial." Década e meia depois de traçar essa estratégia, o autarca está convencido de que o resultado final acabou por beneficiar o turismo no concelho: "Há 16 anos não existia um único hotel em Oeiras. Hoje há seis e está prevista a construção de mais três unidades nos próximos anos." Cada município deve ter a sua vocação, defendeu o autarca, esclarecendo que Oeiras descobriu a sua ao assumir-se como pólo empresarial: "O turismo de negócios" um investimento que servirá como ponto de partida para aumentar a qualidade de vida no município.

Cascais, por seu turno, não teve alternativas, esclareceu António Capucho, presidente da câmara municipal. "O plano director municipal não prevê espaço para a instalação do sector terciário, logo o turismo foi e será sempre a nossa trave mestra
."

Thursday, December 14, 2006

Comemorações do Centenário Fernando Lopes-Graça

Como a torre na marina deixou de ser um problema ...

Aqui ficam os resultados da sondagem que lançámos há uns meses:

"A torre de 100m para a marina é:

Selection
Uma aberração? 52 votes
Uma provocação? 22 votes
Uma parvoíce? 23 votes
Uma necessidade? 4 votes
Um ícone futuro? 46 votes

Poll powered by Pollhost. Poll results are subject to error. Pollhost does
"

PF

Camartelo avança sobre barracas do Fim do Mundo


In Diário de Notícias (14/12/2006)
Francisco Lourenço

"Catorze barracas foram ontem demolidas no Bairro do Fim do Mundo, no concelho de Cascais. A intervenção decorreu de forma pacífica sob o olhar dos agentes da PSP e da Polícia Municipal, mas deixou uma residente na rua, com roupa e mobiliário. Helena Té, guineense, contou ao DN que "já ali morava desde Outubro de 1993" e agora vai ficar na rua, porque a câmara não lhe garante realojamento. A moradora admite, porém, que "não estava recenseada" no PER (Plano Especial de Realojamento).

As construções demolidas eram habitadas por pessoas abrangidas pelo PER, datado de Agosto de 1993. Segundo o comandante da Polícia Municipal de Cascais, Domingos Antunes, que dirigiu as operações de segurança, "todas as pessoas estavam abrangidas pelo PER e foram colocadas nos bairros de Adroana, Alcabideche e Cabeço de Mouro".

Domingos Antunes ressalva que o caso da Helena Té era o único que não estava abrangido pelo PER, "mas a residente já tinha sido notificada desta intervenção através de editais", diz, acrescentando que foi disponibilizado um armazém para guardar os pertences da mulher, "mas ela não aceitou".

A Câmara de Cascais terá proposto uma solução, que passava por uma articulação com a Segurança Social com vista ao acolhimento de emergência. "Foram propostos dois dias numa pensão do concelho, com custos suportados pela Segurança Social", revelou Rita Silva, da Associação Solidariedade Imigrante (ASI). Para esta representante da ASI, "a solução da câmara é ridícula". Rita Silva recorda ainda que "o Governo está a desenvolver um conjunto de medidas para acautelar os realojamentos de urgência" e que pediu "às câmaras para congelarem os processos de demolição para encontrar alternativas para estas pessoas".

O vereador responsável pela habitação social, Manuel Ferreira de Andrade, avançou que "até Janeiro estão previstas mais demolições". Os cerca de dois hectares de terreno camarário que constituem o Bairro do Fim do Mundo serão depois ocupados pela nova igreja da Galiza e centro paroquial. Previsto está também um parque urbano
."

O plano de erradicação das barracas é uma excelente prática, mas, não tenhamos ilusões, peca por tardia. Como é possível que no Séc. XXI ainda subsistam barracas?

PF

Wednesday, December 13, 2006

Portugal processado por lançar esgotos no mar de Cascais

In Público (13/12/2006)

"SANEST NãO COMENTA ANÚNCIO DE BRUXELAS
Prazo excepcional para que os esgotos lançados na Guia sejam objecto de tratamento secundário não foi cumprido

A Comissão Europeia anunciou ontem que vai processar Portugal junto do Tribunal de Justiça Europeu devido à falta de tratamento adequado dos esgotos despejados na Costa do Estoril. "Portugal precisa de melhorar rapidamente o tratamento das águas residuais de modo a salvaguardar a saúde dos residentes bem como a dos turistas", disse o comissário europeu para o Ambiente, Stravos Dimas.

O Estado português é acusado de falhar no cumprimento dos prazos estabelecidos em 2001 quando a Comissão Europeia autorizou, a título excepcional, o tratamento primário dos esgotos, seguido de desinfecção das águas residuais depois lançadas ao mar pelo colector da Guia, em Cascais.

Neste momento Portugal já deveria estar a fazer tratamento biológico de nível secundário, exigido actualmente pela Comissão Europeia. "Isto não foi feito e consequentemente a comissão decidiu levar Portugal ao Tribunal de Justiça Europeu", segundo um comunicado do organismo comunitário. Em causa, segundo o executivo de Bruxelas, está a emissão de esgotos, insuficientemente tratados, de mais de 700 mil pessoas para o mar. O problema das águas residuais lançadas na Guia prende-se com os seus elevados níveis de contaminação, nomeadamente com bactéria fecais.
Em Junho deste ano Portugal já tinha sido ameaçado com um processo judicial e, nessa altura, a Sanest, empresa responsável pelo sistema de saneamento da Costa do Estoril, revelou em comunicado que "após a aprovação do projecto de execução pelas entidades competentes, dar-se-á início à fase de construção [das infra-estruturas necessárias ao tratamento secundário], previsivelmente no segundo semestre de 2006". As obras, no entanto, ainda não foram iniciadas. Contactada ontem pelo PÚBLICO, a Sanest não prestou declarações.

A directiva comunitária sobre o tratamento de esgotos urbanos obriga a que os efluentes provenientes de cidades com uma população de mais de 15 mil pessoas sejam alvo de tratamento biológico secundário antes de serem despejadas no mar ou em rios, o que deveria acontecer desde 2000.

Face esta situação, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou que "com o investimento feito há uns tempos" a contaminação "não afecta as águas das praias da Costa do Estoril", não constituindo um perigo para a população que as frequenta. Bruxelas constatou, no entanto, que, cinco anos após o termo do prazo, as águas residuais despejadas não cumprem os padrões mínimos de qualidade e não se têm verificado melhorias.

Confrontado com as intenções da Comissão Europeia, o vereador da Câmara de Sintra, Baptista Alves, responsável pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, diz ser "lamentável que isso aconteça, para Portugal e para Sintra". PÚBLICO/Lusa


PF

Cascais com boa capacidade para pagar

In Público (13/12/2006)

"Agências reconhecem condições de acesso do município a empréstimos

A Câmara Municipal de Cascais obteve a classificação máxima possível a um município português, numa avaliação de rating internacional, que mede a capacidade de obter e pagar empréstimos junto da banca.

O presidente da autarquia, António Capucho, afirmou que foi a primeira vez que um município em Portugal se submeteu a uma operação do género, feita pelas três principais agências de rating internacional, incluindo a Standard & Poor"s. O autarca revelou, em conferência de imprensa, os resultados que já lhe foram remetidos por duas destas entidades, a Standard & Poor"s (que atribuiu a notação AA-) e a Fitch Ratings (AA), faltando ainda divulgar a nota da Moody"s Investors Service.

As duas avaliações já conhecidas garantem a Cascais o acesso directo ao mercado internacional de capitais, com condições preferenciais em instituições multilaterais, designadamente junto do Banco Europeu de Investimento. O rating de crédito internacional é uma opinião emitida por uma agência internacional independente que qualifica e classifica o perfil de risco de crédito da entidade avaliada.

Além de facilitar a obtenção de crédito em melhores condições, esta avaliação "confirma o sucesso da estratégia que tem vindo a ser desenvolvida pelo município, apoiada na racionalização dos meios e na boa gestão dos seus activos", sublinhou António Capucho, citado pela Lusa. A Standard & Poor"s deu à autarquia a notação AA-, equivalente à da República Portuguesa, qualificando o risco de crédito como muito baixo e elevada capacidade de pagamento de empréstimos.

A avaliação certifica a capacidade da câmara em satisfazer os compromissos assumidos e contribui para a visibilidade e notoriedade de Cascais junto de investidores e parceiros nacionais e internacionais, frisou. "Este rating protege Cascais no plano internacional e possibilita ainda o acesso ao crédito sem garantias", acrescentou Capucho, enaltecendo o facto de estes resultados serem obtidos num contexto política e economicamente adverso. O custo das três avaliações foi de 25 mil euros, disse António Capucho
."

PF

Tuesday, December 12, 2006

Cascais desaparecida #7: Cinema nos Salesianos


Nesta época, há 30 anos, era comum ver-se os alunos dos Salesianos num rodopio infernal para as sessões de cinema na velhinha sala da Escola, cujas portas de entrada davam para o alpendre junto ao campo de basquete. Tinha plateia e balcão, e o projeccionista era um velho, bom e estimado salesiano. Os filmes eram os da praxe, sendo que do que mais me lembro é deste: «The Greatest Story Ever Told» (1965), de George Stevens. Escusado será dizer que de cinema virou sala das aulas de formação, para nunca mais reabrir como cinema. Nunca mais lá voltei! O que será dele agora?

PF

Wednesday, December 06, 2006

Obras de reabilitação de mais três fortalezas marítimas de Cascais (*)

Esta é, decisivamente, uma excelente notícia:

"(...) O Secretário de Estado do Turismo homologou a candidatura da Câmara Municipal de Cascais às verbas decorrentes das contrapartidas da concessão do jogo constituída pelos projectos de reabilitação dos Fortes do Guincho (Praia do Abano), S. João da Cadaveira (Praia de S. João) e da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz (junto à Cidadela de Cascais).

Esta candidatura foi aprovada com uma forte comparticipação financeira de 3,8 milhões de euros (80% do investimento total), atribuível a projectos com elevado interesse turístico. Espera-se que o valor remanescente seja financiado pela Comissão de Obras da concessão do jogo.

Os três projectos já tinham merecido aprovação da Câmara Municipal de Cascais, do Parque Natural Sintra-Cascais e do Instituto Português do Património Arquitectónico.

Os dois Fortes destinam-se a exploração turístico-cultural (cafetaria/casa de chá ou similar) e serão concessionados a privados mediante concurso público, enquanto a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz será objecto de musealização nos termos de protocolo já celebrado com o Estado-maior da Armada.

Desta forma, os respectivos concursos de empreitada serão lançados no próximo ano, prevendo-se a conclusão das obras em 2008 (Fortes do Guincho e da Cadaveira) e 2009 (Fortaleza de Nossa Senhora da Luz).
(...)"

PF

(*) idem

Deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de 4 de Dezembro de 2006 (*)

Desta reunião, ressalta a aprovação do Orçamento para 2007:

"(...) Estes documentos previsionais, que globalmente se situam nos 167,4 milhões euros (menos 9 milhões euros que o de 2006), têm como objectivos manter o equilíbrio orçamental e aumentar significativamente o investimento em cerca de 50 milhões euros. O desenvolvimento da rede viária, a construção e manutenção de espaços verdes, a construção de diversas infra-estruturas, designadamente nas áreas da educação e cultura, constituem algumas das prioridades relevantes incluídas num Plano de Actividades no montante 80 milhões euros (mais 30 milhões que em 2006) em que o investimento representa cerca de 50 % do valor total deste Plano. (...)"

(*) Fonte: site da CMC

PF

Monday, December 04, 2006

Futuro da Cidadela de Cascais dependente da recuperação do palácio

In Público (3/12/2006)
Luís Filipe Sebastião

"Presidência da República e autarquia procuram encontrar solução para imóvel classificado que se encontra sem uso e fechado há vários anos

A Cidadela de Cascais foi duramente atingida pelo terramoto de 1755, embora as muralhas exteriores tenham sofrido poucos danos. A partir de 1870, o rei D. Luiz transformou a casa do governador em residência de férias, onde veio a falecer quase duas décadas depois. D. Carlos seguiu o exemplo do pai e escolheu Cascais para passar o Verão e dedicar-se ao estudo dos oceanos, criando no palácio o primeiro laboratório de biologia marítima do país. Foi também na Cidadela que, pela primeira vez, apareceram candeeiros alimentados por energia eléctrica. Já depois da instauração da República, o palácio foi escolhido como residência oficial por Óscar Carmona, enquanto foi Presidente da República. Craveiro Lopes também ali passou alguns momentos da sua vida política. Com o passar do tempo, o palácio foi utilizado mais esporadicamente, como no tempo de Ramalho Eanes, que o cedeu para residência do chefe da sua Casa Militar. O restante espaço da cidadela albergou até há três anos a sede do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa. L.F.S.
O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, defendeu na semana passada "a conveniência de se intervir de forma articulada e coerente na Cidadela e na marina". O autarca expressou esta ideia quando anunciou que comunicara à Marcascais, concessionária da marina, a impossibilidade de se avançar com a construção da torre, revestida a vidro e com 100 metros de altura, projectada para receber um hotel no porto de recreio. António Capucho defendeu o projecto em termos arquitectónicos, mas recuou, após ponderar as críticas de vários sectores da comunidade local. O autarca adiantou que a desistência do hotel na marina permitirá viabilizar a unidade prevista para a Cidadela e admitiu que o aumento de pisos no porto de recreio, para habitação turística e comércio, não deverá ir além de "dois mais um", contra os quatro antes projectados. Pedro Garcia, da Marcascais, respeita a decisão camarária, apesar de não concordar com os reparos ao projecto. Quanto à necessidade de articular os dois espaços, o gestor concorda que a Cidadela e a marina "não podem continuar de costas voltadas" e assegura que o seu projecto será desenvolvido de forma a que "não haja colisão de competências e para facilitar a vida à Cidadela". L.F.S.

O palácio da Cidadela, em Cascais, desde há mais de uma década e meia que não é objecto de obras de vulto. A antiga residência de veraneio dos chefes de Estado ameaça ruína, por falta de meios financeiros. O presidente da autarquia, António Capucho, mostra-se confiante na sua recuperação para residência oficial da Presidência da República e iniciativas protocolares, culturais e de cariz museológico. O antigo recinto militar da Cidadela foi cedido ao município em 2003, por um período de 35 anos. A fortificação, cuja construção remonta a meados do século XVIII, encontra-se classificada como imóvel de interesse público, juntamente com a Torre de Santo António e a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, baluarte de planta triangular encostado num canto das muralhas viradas ao mar.

A autarquia abriu, em Maio deste ano, um concurso público para a concessão da reabilitação e exploração da Cidadela, de forma a constituir um "importante espaço de lazer e pólo de referência turística". A única proposta concorrente, apresentada pelo grupo Bernardino Gomes, foi recusada por não respeitar as exigências do caderno de encargos. Para o social-democrata António Capucho, que preside à empresa municipal Fortaleza de Cascais, criada para gerir a Cidadela, a saída para este impasse passará pela abertura de novo concurso, com condições menos exigentes para os concorrentes; pela entrada de capital privado na empresa municipal; ou pela criação de uma sociedade de desenvolvimento municipal.

Em todo o caso, o caderno de encargos do concurso excluia os edifícios do palácio da Presidência, circunstância que foi considerada como um "costrangimento" pelo consórcio Cidadela XXI - liderado por João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias -, que acabou por não apresentar qualquer proposta. De igual modo, o grupo Pestana manifestou à autarquia a opinião de que o palácio afecto à Presidência da República "era seguramente o espaço mais adequado para a instalação de uma pousada", embora o projecto de requalificação da vizinha marina pudesse colidir com essa intenção. Isto porque estava para ali prevista a construção de uma torre de 100 metros destinada a hotel, hipótese afastada há dias por António Capucho, que anunciou a decisão de não viabilizar esse projecto.

Museu das Ordens Honoríficas?
A exclusão do palácio da concessão da Cidadela poderá, assim, representar um obstáculo à requalificação da fortaleza. Mas António Capucho reuniu-se, na última semana, com o chefe da Casa Civil do Presidente da República, Nunes Liberato, com quem analisou uma solução para que o palácio "seja recuperado para residência oficial da Presidência da República e permita uma utilização turístico-cultural".
O autarca salienta que a proposta terá ainda que ser articulada com o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), mas adiantou ao PÚBLICO que a reabilitação do espaço, com meios financeiros do Estado, de eventuais mecenas e do município, reservará uma área para eventos protocolares e para iniciativas culturais, prevendo também zonas museológicas. Uma delas poderá vir a acolher o futuro Museu das Ordens Honoríficas, admitindo-se também a musealização dos antigos aposentos e instalações reais. "O palácio está em muito mau estado e é preciso encontrar urgentemente uma solução", diz Nunes Liberato, acrescentando que se trata de um espaço que pela sua riqueza histórica "não se pode deixar cair". O chefe da Casa Civil da Presidência escusa-se, para já, a revelar pormenores sobre os futuros usos do imóvel - o Museu das Ordens Honoríficas "é uma possibilidade" -, mas concede que se trata de um assunto em que se "está a trabalhar" com a Câmara de Cascais.
De acordo com um responsável da Câmara de Cascais, a última estimativa do Ippar para a recuperação do palácio orça em 6,5 milhões de euros. A indefinição existente sobre o uso a dar ao imóvel é apontada no instituto como uma das razões para que ali não tenham sido feitas quaisquer obras de vulto desde 1990. Apesar dos constrangimentos orçamentais, o Ippar tem investido nos restantes palácios afectos à Presidência da República, como Queluz e Ajuda, mas em Cascais nada foi reparado. Uma das últimas iniciativas oficiais ali levada a cabo decorreu em 1986, quando Cavaco Silva, o actual inquilino de Belém, era primeiro-ministro
.

PF

Thursday, November 30, 2006

Cascais deita por terra o projecto de torre na marina

In Público (30/11/2006)
Luís Filipe Sebastião

Presidente da câmara quer intervir de forma "articulada e coerente" no porto de recreio e na Cidadela

O projecto da torre de 100 metros destinada a hotel na marina de Cascais não vai sair do papel. O presidente da autarquia, António Capucho, anunciou ontem que já foi comunicado à concessionária do porto de recreio que não será viabilizado "qualquer edifício singular desenvolvido em altura".
A Marcascais apresentou à autarquia um projecto de requalificação da marina que previa o aumento das actuais áreas comerciais e a construção de apartamentos turísticos. A proposta, do gabinete de arquitectura Promontório, incluía uma torre revestida a vidro com três dezenas de pisos destinada a uma unidade hoteleira, a construir à entrada do porto de recreio.
O presidente da câmara, António Capucho, explicou ontem ao PÚBLICO que informou a Marcascais, em 23 deste mês, de que não é viável a concretização da torre e disse que a concessionária já se encontra a reformular o projecto. O autarca reconheceu que foi "sensível às críticas apontadas à construção da torre", entre as quais a petição on-line com 1647 subscritores que ontem lhe foi entregue, mas também manifestadas por várias forças partidárias e autarcas. António Capucho não partilha das opiniões contrárias às arrojadas linhas arquitectónicas do edifício, cujo enquadramento considera "positivo", mas admitiu que na decisão também pesou a eventual dificuldade da concretização do projecto "no plano técnico e da engenharia", dada a sensibilidade da zona para onde a torre estava projectada.
O autarca recebeu ontem uma petição contra a torre, subscrita por 1657 pessoas, lançada através da Internet por João Nuno Barbosa. O apelo manifestava preocupação pelo "impacto no meio e na paisagem" da construção da "torre da luz", como era designada pelos promotores. A estrutura, notava a petição, "resultará numa nova obstrução às vistas, que, pela sua altura e proximidade da vila, se tornará obsessiva e esmagadora".
O documento chegou a ser alvo de uma "brincadeira" com a inclusão de alegadas assinaturas de António Capucho, José Sócrates e Aníbal Cavaco Silva, mas esses e outros nomes que suscitaram dúvidas foram depois removidos. Num questionário promovido pelo blogue acerca da torre de 100 metros na marina, 49 votantes escolheram a opção de que se tratava de "uma aberração", contra 43 votos de que representava "um ícone [para o] futuro".

"Vitória da cidadania"
Paulo Ferrero, do movimento Cidadania Cascais, congratulou-se com a decisão do presidente da câmara de travar a construção da torre, considerando que "é um exemplo a seguir". No blogue, vai mais longe, ao afirmar que se trata de "uma vitória da cidadania cascalense, que já muitos duvidavam que ainda existisse, depois dos crimes ambientais, paisagísticos, urbanísticos e de pura fraude por que Cascais passou noutros tempos".
António Capucho não escondeu que foi receptivo à petição on-line, tal como às outras diferentes formas de expressão, por entender que os subscritores de um apelo deste género estarão tendencialmente mais informados sobre o que assinam do que os que aceitam subscrever um abaixo-assinado no meio da rua. Seja como for, o autarca social-democrata salientou que a câmara pretende "intervir de forma articulada e coerente" na marina e na Cidadela, espaço para onde foi lançado um concurso público para a sua concessão.
O júri do concurso decidiu não adjudicar o aproveitamento turístico e comercial do antigo recinto militar ao único concorrente, por este ter apresentado uma proposta que não cumpria o caderno de encargos. A autarquia pondera agora avançar com uma de várias soluções para a requalificação do espaço: novo concurso; abertura a privados do capital da empresa municipal Fortaleza de Cascais, ou constituição de uma sociedade de desenvolvimento municipal.
Enquanto isso, a Cidadela não pode ter "qualquer intervenção de fundo" até Julho de 2007, pois será utilizada para eventos relacionados com o Campeonato do Mundo de Vela, que levará a Cascais mais de mil embarcações.
"Isto para nós é uma surpresa. Não acho que tenha existido uma contestação pública tão significativa", comentou, por seu lado, Pedro Garcia, da Marcascais, confrontado com a recusa da torre que defendia como um "farol" do desenvolvimento turístico da zona. O responsável da concessionária respeita a decisão camarária, mas contrapõe que a solução, além de ter conseguido aprovação do Instituto Português do Património Arquitectónico, era tecnicamente viável. E concorda que "a câmara seja sensível à necessidade de requalificar a marina e dar uma vocação à Cidadela
".

Wednesday, November 29, 2006

Acabou-se a torre na marina de Cascais!

O comunicado do Presidente da CMC é uma EXCELENTE notícia, exactamente no dia em que a petição contra a torre é entregue ao Dr. António Capucho.

Uma excelente notícia para todos quantos amam Cascais!

Uma vitória da cidadania cascalense, que já muitos duvidavam que ainda existisse, depois dos crimes ambientais, paisagísticos, urbanísticos e de pura fraude por que Cascais passou noutros tempos.

E é a prova do bom senso do Presidente Capucho, do seu espírito verdadeiramente democrático e do seu profundo amor e respeito por Cascais!

A Cidadania por Cascais, essa manter-se-á!

Paulo Ferrero

Requalificação da Marina e da Fortaleza da Cidadela / Comunicado do Presidente da CMC:

"COMUNICADO

Requalificação da Marina e da Fortaleza da Cidadela

A Câmara Municipal de Cascais tem sido instada a esclarecer qual a evolução prevista para os processos de requalificação da Marina e de aproveitamento da Fortaleza da Cidadela para fins turístico-culturais.

Recorda-se que não é possível proceder a qualquer intervenção de fundo na Cidadela até Julho do próximo ano, altura em que esta será utilizada para a organização de vários eventos no quadro do Campeonato do Mundo de Vela de 2007, que reunirá entre nós mais de 1.000 embarcações e de 1.500 velejadores.

Entretanto, estamos a ponderar uma solução requalificadora para a Cidadela que assente e decorra de uma das seguintes soluções estruturantes: lançamento de um novo concurso público internacional; abertura a privados do capital da "Fortaleza de Cascais e.m."; constituição de uma Sociedade de Desenvolvimento Municipal.
Na análise em curso sobressai naturalmente a conveniência de se intervir de forma articulada e coerente na Cidadela e na Marina de Cascais, não ignorando que este equipamento está concessionado a uma empresa privada, a "Marcascais s.a.".

Quanto à Marina, a Câmara Municipal foi sensível às reacções negativas muito generalizadas e com origem em diversos sectores representativos do nosso Concelho contrariando a possível construção na Marina de uma "torre" destinada a exploração hoteleira.

Assim, foi transmitido à "Marcascais s.a." no passado dia 23 que não será possível considerar, no quadro do projecto de requalificação em desenvolvimento para a Marina, qualquer edifício singular desenvolvido em altura, tal como nos foi proposto, sem prejuízo da qualidade arquitectónica e estética que possa assumir, e que muitos reconheceram. Aquela empresa já está a proceder aos estudos preliminares necessários à apresentação de uma nova solução requalificadora.

Como sucedeu a propósito do anterior estudo prévio para a Marina e é princípio sempre adoptado em situações similares, a Câmara Municipal de Cascais divulgará publicamente os projectos de requalificação e de intervenção na Fortaleza de Cascais e da Marina, submetendo-os à apreciação e discussão de todos os interessados antes de os aprovar.

António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)

Cascais, 29 de Novembro de 2006
"

Tuesday, November 28, 2006

Gruta do Poço Velho, para quando a sua reabertura?


Lê-se no site da ex-DGEMN:

"Designação: Gruta do Poço Velho. Acesso: R. Carlos Ribeiro / Lg. das Grutas. Protecção: IIP, Dec. nº 47 508, DG 20 de 24 Janeiro 1967. (...) Situam-se no Centro da Vila de Cascais, junto ao jardim do Visconde da Luz, com entrada protegida por construção de alvenaria rebocada. Descrição: Duas grutas com cerca de 60 m de extensão máxima orientadas no sentido NO - SU., com várias galerias comunicantes entre si atingindo algumas salas 60 cm de altura. Possui um pequeno lago salgado que liga a um sifão. Utilização Inicial: Funerária. Necrópole. Utilização Actual: Cultural e Turística (...)

Cronologia: 1879 - campanha arqueológica por Carlos Ribeiro; 28 Set. 1880 - visitadas pelos membros do IX Congrés Internacional d' Anthropologie et Archéologie Préhistóriques; 1945 - a sua conservação foi entregue à Junta de Turismo; 1946 - nova campanha de escavações, dirigidas por Afonso do Paço. Tipologia: Grutas utilizadas pelo homem essencialmente como necrópole durante o Neolítico final e o Calcolítico. (...)

Intervenção Realizada: 1946 / 1947 - trabalhos de limpeza sob direcção do Engº. Abreu Nunes; instalação eléctrica para fins turísticos. Observações: Existe um projecto de abertura ao público com "Quadros" da Necrópole. Do espólio ali recolhido e agora no Museu dos Condes de Castro Guimarães, podemos salientar cilindros de calcário (ídolos), placas de xisto, elementos de adorno e utensilagem lítica variada. Encontraram-se igualmente vestígios de ocupação do Neolítico antigo e bronze. Foram escavadas no calcário ao longo do Hanteriviano e do Cretácico por um curso de água subterrâneo ou devido à acção erosiva do mar.


PF


(fotos: DGEMN)

O antigo «Chalet Madeleine»,

(foto: CMC)

mais conhecido por Pensão Boaventura, sita próximo do Centro Comercial Cruzeiro, está em obras desde o Verão. Objectivo: instalação da Escola Música e da Orquestra de Câmara de Cascais e de Oeiras. Custo total da operação de reabilitação: 900 mil €. Oxalá saia boa coisa...

PF

Thursday, November 23, 2006

Cascais desaparecida #6: Professor Brito

Para quem não saiba, ele foi meu professor de Matemática durante 3 anos, do 10º ao 12º. Escusado será dizer que também o foi de centenas, milhares de alunos dos Salesianos do Estoril, ao longo de muitas décadas de aulas e explicações. Alunos que nunca o esquecerão. Com ele não se brincava nas aulas, mas brincava-se fora delas. Mestre na arte de ensinar sistemas de equações, inequações, teoremas, trignometria, limites, derivadas, grupóides, etc., sempre me custou a perceber como ele, podendo ter seguido outra carreira nas matemáticas, escolheu o ensino liceal. Os seus cadernos (de explicações) são dos raros cadernos escolares que ainda conservo em prateleira, escritos e corrigidos com a sua letra certa e segura, desenhada a rigor matemático naquela quadrícula única dos cadernos dos Salésias. Foi o melhor e mais carismático professor que alguma vez tive. Uma saudade! E alguém que já merecia uma placa toponímica no Estoril.

Mancha no mar visível da marginal

In Jornal de Notícias (23/11/2006)

"Uma mancha no mar era ontem visível, a olho nu, da marginal, entre a Parede e o Estoril. Fonte da Polícia Marítima afastou a hipótese de tratar-se de poluição, explicando que o fenómeno era provocado por águas barrentas provenientes da Ribeira de Caparide, concelho de Cascais.

A mancha nas águas foi detectada cerca das 08.30 horas por pessoas que passaram no local e avisaram a Polícia Marítima, mas. Posteriormente foi possível concluiu que se tratava, afinal, de uma situação habitual quando chove, como aconteceu na última e madrugada, esclareceu o comandante da capitania do Porto de Cascais, Caetano Silveira.

As águas com uma coloração diferente provêm da ribeira que chega à costa entre São Pedro e São João do Estoril. Segundo o comandante, a junção da água doce com a água salgada deixa uma mancha delimitada no mar, que é visível da marginal
."

Friday, November 17, 2006

Será do buraco de ozono? Do efeito estufa? Ou, simplesmente, estará tudo maluco?

O Jornal de Notícias dá notícia e o Público também:

"Cascais busca a onda perfeita na praia de São Pedro do Estoril
Luís Filipe Sebastião


Estudos vão permitir conhecer melhor o litoral e ancorar submarino Barracuda em São João

A busca da onda perfeita. A Câmara de Cascais resolveu ajudar a encontrar o que todos os surfistas perseguem e associou-se a instituições de investigação para criar um recife artificial na praia de São Pedro do Estoril para melhorar as condições para a prática do surf.A vila assinalou ontem o Dia Nacional do Mar com a assinatura, nos Paços do Concelho, de três contratos para estudos da orla costeira. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil vai realizar o estudo prévio para a construção de um recife artificial na praia de São Pedro do Estoril, para melhorar a prática do surf. Este trabalho terá a colaboração do Instituto Superior Técnico (IST), responsável pelo estudo de avaliação de impacte ambiental daquela intervenção. Ambas as instituições vão também estudar a construção de um ancoradouro, em São João do Estoril, para instalar e abrir como espaço museológico o submarino Barracuda, cedido ao município pela Marinha. Por seu lado, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa apresentará um estudo de caracterização sedimentar e variabilidade morfológica das praias da costa do Estoril.Os três contratos totalizam um investimento de 93 mil euros. O presidente da autarquia, António Capucho, considerou bem gasta esta despesa, quer pelo apoio à actividade das instituições de investigação públicas, quer pelo nível de conhecimento de que o município aproveita. A "segunda modalidade" do concelho"A areia das praias é um bem precioso e escasso", notou o autarca, salientando que os estudos, para além de permitirem melhorar as condições para a "segunda modalidade" mais praticada no concelho, visam salvaguardar uma zona costeira ameaçada pela erosão e pela pressão urbanística.Pedro Bicudo, coordenador do estudo para a construção do recife, participou há mais de um ano no movimento que se opôs à construção de dois pontões na praia de Carcavelos. Os protestos conseguiram travar as obras, pois iriam alterar profundamente a circulação das areias e as correntes. Ontem, o investigador do IST e surfista explicou que a praia de São Pedro já possui quatro ondas diferentes que permitem a prática do surf, mas o recife artificial procura "criar uma onda perfeita". Este efeito, segundo adiantou, deve ser conseguido através de uma estrutura submersa, que regularize o fundo do mar. "Há uma espécie de corrida para construir um recife para o surf", reconheceu Pedro Bicudo, apontando investigações idênticas em instituições inglesas, espanholas e italianas.Quanto ao submarino Barracuda, o presidente da câmara esclareceu que ficará ancorado na zona de São João do Estoril, onde poderá ser visitado como espaço museológico. O projecto vai contemplar a criação de acessos "com comodidade e segurança" para os visitantes pela lateral da embarcação, em alternativa às habituais escotilhas, possibilitando uma ideia de como era a vida a bordo deste tipo de equipamento militar".


Que dirão as gerações futuras ao tomarem banho nas praias de São Pedro ou de São João e darem de caras com um submarino arqui-velho, de nome Barracuda, ou com um coral de plástico e ondas accionadas electromecanicamente, à boa maneira das praias virtuais de Sun City?

Tenham juízo!

PF

Thursday, November 16, 2006

Esclarecimento do Gabinete do Ministro sobre "Ministro contesta direitos a construir no Raso"

In Público (16/11/2006)

"A edição de ontem do jornal PÚBLICO publica declarações do senhor ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional sob o título "Ministro contesta direitos a construir no Raso". As declarações do ministro captadas pelo jornalista, sendo fidedignas e correctas, por terem sido reproduzidas de modo incompleto, não exprimem a essência do que o ministro afirmou nessa ocasião. Dada a sensibilidade e a relevância das matérias em questão, solicito a publicação desta carta para uma melhor compreensão dos leitores.Respondendo a uma pergunta do jornalista, o ministro confirmou que tinham sido feitas insistentes diligências por parte do advogado da Fundação Champalimaud (dr. Daniel Proença de Carvalho) para o ministério viabilizar a construção da sede daquela Fundação numa área classificada como estritamente non edificandi pelo plano de ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. Segundo as declarações do ministro, tais diligências foram firmemente rejeitadas. Afirmou, também, que é preciso separar o trigo do joio e reconheceu que o comportamento da direcção da Fundação Champalimaud nesse processo foi irrepreensível. O ministro sublinhou que as diligências do advogado da Fundação Champalimaud respeitantes à localização da prevista sede não podem ser confundidas com a pretensão de reclamados direitos de edificação para habitação ou turismo ora invocados em tribunal pelo advogado dos herdeiros de António Champalimaud (dr. Daniel Proença de Carvalho). Aliás, de acordo com a comunicação social, a Fundação Champalimaud já veio afirmar que nada tem a ver com a acção judicial interposta. O ministro afirmou, ainda, que a abertura deste processo judicial confirma a razão do ministério na posição tomada sobre a pretensa localização da sede, ao pôr em evidência os graves riscos de abertura de precedentes, e que causas nobres podem, premeditadamente ou não, ser utilizadas para abrir caminho a outras não justificáveis.Conceição Cordovil chefe de gabinete do ministro"

PF

Wednesday, November 15, 2006

As praias da Linha são notícia, e bem:

Aqui, ali e acolá, mas o que interessa mesmo são estes períodos (in Público):

"(...)O responsável aproveitou para avisar os concessionários de que, a par deste investimento público, a CCDR avançará a partir de Janeiro com o encerramento de apoios com taxas em dívida. Só no caso de Cascais, as dívidas ultrapassam os 308 mil euros. "É a última oportunidade para os incumpridores", sublinhou Fonseca Ferreira. Além do fecho de instalações, o organismo avançará com a cobrança coerciva das taxas por pagar, que entre 1997 e 2005 chegaram a totalizar mais de 565 mil euros só na Costa do Estoril. "

"(...)O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, congratulou-se com a qualidade arquitectónica dos projectos escolhidos e reafirmou a necessidade de, apesar dos "constrangimentos" orçamentais da administração pública, apostar na requalificação do litoral. No próximo mês, o ministro deverá divulgar os investimentos para intervir ao longo da costa portuguesa em 2007."

"O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, mostrou-se satisfeito com a cooperação entre a autarquia e os organismos governamentais na melhoria do apoio aos banhistas. O autarca social-democrata explicou que, na próxima época balnear, estarão concluídas as obras em Carcavelos Nascente, São Pedro e Bafureira, mas os trabalhos prosseguirão, a partir de Outubro, nas restantes praias, para onde estão previstas as novas concessões, que só ficarão prontas em 2008. "O caos" dos anos anteriores não se repetirá, garantiu Capucho."

e, à margem:

"O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, recusou ontem que a sociedade Cabo Raso possa ter razão na acção que interpôs contra o Estado por não poder construir na sua propriedade situada no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC). "Da nossa parte, está fora de questão que exista qualquer direito de construção no cabo Raso", disse o governante, apesar de reconhecer que o sistema jurídico português permite aos cidadãos recorrerem das decisões da administração pública. (...)"

Donde se conclui que, ou bem que dois socialistas de pêso estão do lado da maioria PSD/CDS que existe na CMC, ou bem que ambos os responsáveis são cascalenses ferrenhos. Seja como for, são boas indicações ... a ver vamos ... sobretudo no Raso, e nas praias da Azarujinha e da Conceição.

PF

Tuesday, November 14, 2006

Quinta da Bicuda requalificada

In Jornal de Notícias (14/11/2006)
Fátima Mariano

"O projecto de reabilitação e de requalificação paisagística da Quinta da Bicuda, em Cascais, avaliado em cerca de 600 mil euros, foi apresentado, ontem à tarde, aos moradores, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, António Capucho, e do arquitecto responsável pelo plano, Duarte de Araújo da Mata, do Ateliê ID - Identidade Paisagem.

O projecto de execução deverá ficar pronto até ao final deste ano, seguindo-se o concurso público. A autarquia espera que as obras fiquem concluídas até ao fim de 2007. O objectivo da intervenção é o de colmatar alguns problemas detectados nesta área residencial, nomeadamente no que diz respeito à "ausência de espaços de lazer e de recreio nas imediações próximas", "degradação generalizada dos materiais" e "falta de infra-estruturação", pode ler-se no documento de apresentação, a que o JN teve acesso.

Razão pela qual será privilegiada "a criação de zonas verdes, onde a acessibilidade e a mobilidade prevaleçam", bem como criadas áreas de estadia e de recreio infantil e juvenil. A área de intervenção é de cerca de 12 mil metros quadrados, divididos por três áreas distintas, entre as ruas do Chapim, dos Eucaliptos, da Negrinha e as Travessas do Maçarico e do Pica-pau Amarelo.

O projecto prevê ainda a reconversão do polidesportivo, através da colocação de um novo pavimento, de mobiliário desportivo e vedação e da pintura das bancadas. Serão também construídos muros, caminhos e espaços de estadia, um quiosque, uma parque infantil e relvados. O mobiliário urbano (bancos, papeleiras, etc.) e a iluminação pública são reforçados, de modo a proporcionar "maior conforto e segurança" aos utentes daquele espaço.
"

Friday, November 10, 2006

Cascais avança com permuta de quinta na área protegida

In Público (10/11/2006)
Luís Filipe Sebastião

"Câmara considerou moradias na zona contra plano do parque natural

A Câmara de Cascais celebra, na próxima semana, o contrato de promessa para a permuta de três terrenos urbanos com a Quinta do Pisão de Baixo, em Alcabideche. A troca deve ser formalizada dentro de seis meses, apesar das críticas da oposição municipal à forma como foi avaliada a propriedade situada no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC).
A assembleia municipal viabilizou, com os votos da maioria PSD-CDS/PP, a permuta de dois terrenos urbanos na Parede e um no Estoril, com área total de 1,2 hectares, com os 21,6 hectares da Quinta do Pisão de Baixo. Os terrenos municipais possuem uma capacidade construtiva de 5430 metros quadrados, ao passo que a propriedade na área protegida se encontra em zona vedada à construção.
A avaliação camarária levou em conta as construções existentes na quinta, incluindo instalações agrícolas e piscina, que alegadamente somam 4300 m2. Este valor foi apontado pelo Grupo Ecológico de Cascais, num pedido de informação prévia que apresentou à câmara, no qual o proprietário concordava em ceder parte da quinta à associação em troca da construção de 12 moradias unifamiliares.
Um parecer dos serviços de urbanismo considerou, em 2005, que "o local não dispõe de infra-estruturas urbanas e não parece aconselhável a sua introdução, alterando o carácter rural", e que, em toda a quinta, segundo o plano de ordenamento do PNSC, "é interdita a edificação de novas construções ou a ampliação das existentes". O parecer concluiu que, apesar dos "aspectos que contrariam o disposto no plano de ordenamento", a proposta tinha aspectos positivos e devia ser submetida à apreciação do PNSC.
A área protegida não chegou a analisar o projecto, pois os mais de mil metros quadrados das moradias ultrapassavam em muito as construções preexistentes passíveis de recuperação. Ainda assim, a câmara levou em conta os 4300 m2 na avaliação e atribuiu à quinta o valor de 2,341 milhões de euros - montante estipulado para a permuta -, um pouco acima dos 2,307 milhões estimados para os três terrenos municipais.
O deputado municipal Pedro Gonçalves (PS) questionou a falta de uma avaliação independente aos terrenos e criticou a maioria por, com as permutas na Parede e no Estoril, estarem "a betonizar ainda mais zonas que já estão densificadas".
O vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras (PSD), contrapôs que a quinta, com outras propriedades públicas, ficará numa área de mil hectares, que servirá de tampão entre a zona urbana e o PNSC. E comparou "a mais-valia" desta permuta com as antes promovidas pela gestão socialista, adiantando que as cedências na Parede não inviabilizam a criação de um grande parque urbano no Alto de Santa Luzia, dispondo-se a câmara a adquirir o antigo quartel para associar ao futuro museu de artilharia de costa.

Cascais Natura apresentada segunda-feira

A Agência Cascais Natura, que visa assegurar a preservação de espaços naturais em articulação com a sua utilização pelas populações, é apresentada segunda-feira nos Paços do Concelho. Na ocasião terá lugar um debate que encerra as comemorações dos 25 anos da criação da área protegida de Sintra-Cascais. A oposição na assembleia municipal (PS, CDU e BE) considera a criação desta e de outras agências como forma de retirar da esfera da autarquia actividades que são da sua competência. O vice-presidente da câmara, Carlos Carreiras (PSD), alega que a Cascais Natura servirá para estimular a cooperação entre várias entidades públicas e privadas na promoção de políticas de desenvolvimento sustentável. O autarca adiantou ao PÚBLICO que fará parte da administração da agência, com Miguel Luz e Carlos Albuquerque. Este último, director do PNSC, disse, por seu lado, não saber "de nada" e aguardar instruções da tutela. A agência vai ser constituída pelo município, Misericórdia de Cascais e Grupo Ecológico de Cascais. Os administradores não serão remunerados e terão o apoio de dois técnicos executivos. L.F.S
."

Wednesday, November 08, 2006

II Encontro Nacional de Casas - Museu

"Nos próximos dias 10 e 11 de Novembro, Cascais recebe o II Encontro Nacional de Casas - Museu, no Centro Cultural de Cascais e no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, reunindo um grande número de profissionais que desenvolvem a sua actividade em Casas- Museu de todo o país.

Pretende-se reflectir sobre a sobrevivência de uma forma pessoal de património que constitui um contributo individual à História colectiva. No debate estarão em foco temáticas relacionadas com a gestão e dinamização deste género de património e a constituição de uma Associação de Casas-Museu em Portugal. Refira-se que no concelho de Cascais, a Casa Reynaldo dos Santos (Parede) constitui uma das mais recentes aquisições deste tipo de património, doado à Câmara em 2004 por Irene Virote Quilhó, viúva do médico e historiador de arte Reynaldo dos Santos, com a indicação expressa de a transformar em Casa-Museu.

Organizado pelas casas-museu Abel Salazar e João Soares, Fundação Eça de Queiroz, Câmara Municipal de Cascais e a Comissão Nacional Portuguesa do ICOM/ DEMHIST, a iniciativa conta ainda com o apoio do Instituto Português de Museus.

O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António d'Orey Capucho, estará presente na sessão de abertura do encontro, no dia 10 de Novembro, pelas 09H30, no Centro Cultural de Cascais. No dia 11 de Novembro, as sessões decorrerão no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, a partir das 10H00
."

(Fonte: CMC)

Como alguém, que muito respeito, me disse, "só é pena a autarquia de Cascais ser tão nostálgica em relação a alguns assuntos e continuar a projectar construções e mais construções para uma terra tão bonita". Assino por baixo.

PF

Cascais recusa direitos de construção no Raso

In Público (8/11/2006)
Luís Filipe Sebastião

"Câmara defende sede da Fundação Champalimaud na propriedade mas em local mais afastado do mar

O presidente da Câmara de Cascais, o social-democrata António Capucho, compreende que a sociedade Cabo Raso recorra a tribunal para defender os seus interesses, mas continua a defender que não existem direitos de construção na propriedade situada entre a Quinta da Marinha e o Guincho. A sociedade interpôs no Supremo Tribunal Administrativo, em Outubro, uma acção contra o Estado português para que lhe sejam reconhecidos alegados direitos urbanísticos nos 270 hectares vedados à construção pelo actual plano de ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC). A propriedade, incluída também na rede Natura 2000, uma lista europeia destinada a proteger vários habitats prioritários, possuía duas zonas de aptidão turística no anterior plano, que foram retiradas no documento publicado em Janeiro de 2004.
"Se eu estivesse convencido da existência desses direitos tinha-os reconhecido quando foi revisto o plano de ordenamento" do parque natural, comentou ao PÚBLICO o presidente da autarquia de Cascais, que defendeu juntamente com vários movimentos ambientalistas a proibição de construir no cabo Raso. O autarca do PSD, embora desconheça qualquer aprovação municipal às pretensões da família Champalimaud, defendeu que a sede da Fundação Champalimaud, instituída com 500 milhões de euros da herança do empresário, ficasse situada na propriedade mais junto à povoação da Areia e do Clube D. Carlos I, "numa zona onde não teria qualquer implicação ambiental".
Esta autorização, contudo, teria que ser objecto de uma revisão pontual do plano de ordenamento, recusada pelo Ministério do Ambiente por abrir a porta a outros pedidos. Um precedente menorizado por António Capucho, "quando está em causa uma instituição que quer investir milhões de euros em investigação científica". Ainda assim, a câmara apresentou outras alternativas à fundação, nomeadamente junto ao futuro hospital, em Alcabideche. E aguarda por uma decisão, pois reconhece que, para o município, "ter uma fundação deste tipo é uma mais-valia".
A sociedade Cabo Raso, que visa na acção também o Instituto de Conservação da Natureza, que tutela o PNSC, apresentou ao longo dos anos várias propostas para aquela zona junto ao litoral. Um dos últimos projectos previa a construção de dois hotéis, com 360 quartos, e vários aldeamentos com 569 fogos, totalizando 2079 habitantes. Uma versão posterior aumentava a ocupação para 748 fogos e 2618 habitantes. No entanto, a comissão directiva da área protegida foi travando estas pretensões e classificou a zona como de elevada sensibilidade ambiental.

Acção diz que fundação é "accionista maioritária"

Na acção entregue no tribunal, Daniel Proença de Carvalho refere que a Cabo Raso "é uma sociedade cuja accionista maioritária é a Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud, fundação instituída por testamento do senhor António de Sommer Champalimaud, e cuja finalidade é: "o desenvolvimento da actividade de pesquisa científica no campo da medicina"". O advogado explicou ao PÚBLICO que se referia a uma "maioria relativa". É que a fundação presidida por Leonor Beleza, esclareceu, "é a maior accionista, mas não tem a maioria accionista", pois possui apenas cerca de 24,5% do capital. As restantes acções encontram-se repartidas pelos restantes herdeiros de António Champalimaud e a fundação, de que Proença de Carvalho também é curador, não está na administração da Cabo Raso. Proença de Carvalho adiantou que "a fundação tinha conhecimento da instauração da acção", assim como os outros accionistas, mas que não conheceu em detalhe os termos do documento entregue no tribunal. A acção, acrescentou, começou a ser preparada "ainda em vida de António Champalimaud", que faleceu em Maio de 2004. O empresário não se conformava com a proibição de investir na herdade. Para o advogado, a proibição de construir no Raso "é uma decisão puramente arbitrária, baseada em princípios sem validade científica". A acção pretende a revogação do plano de ordenamento naquela área ou uma indemnização de 374.305.440 euros. L.F.S
."

A Fundação Champalimaud devia parar para pensar. Construir-se no que resta do que foi aquela magnífica zona do Cabo Raso, Marinha e Areia é destruir-se o que resta de um imenso património, que mil fundações, por mais beneméritas que sejam, nunca nos hão-de compensar pela sua destruição ... e custa-me ver Proença de Carvalho contribuindo para esta manobra de diversão. Vão construir para outro lado!

PF

Monday, November 06, 2006

Agenda cultural Novembro-Dezembro:



Mais um exemplar da excelente agenda cultural da CMC: Aqui

PF

Museu Paula Rego

Contrato assinado em 17 de Agosto, entre a CMC e Paula Rego. Projecto do Arqº Souto Moura, valor : 5 milhões €. Oxalá a CMC não acabe por ser a prazo o único agente a injectar dinheiro no museu. E oxalá o projecto não arvore em imaginativo. A ver vamos.

PF