Wednesday, February 28, 2007

Agenda Local XXI em debate nas Freguesias de Cascais

Esta é uma iniciativa a louvar, especialmente porque é prática pouco corrente na Área Metropolitana de Lisboa e porque da Agenda XXI (ou 21, como se quiser) toda a gente fala e ninguém sabe o que é.

Friday, February 23, 2007

A Lisbon Suburb Turns Up the Chic


É com esta foto (*) - por sinal um acrescento horroroso que se permitiram permitir ao Farol, dissonante em relação ao resto do edifício e sobre as rochas! - e com este título que o New York Times de 18 de Fevereiro, por Saraha Wildman se refere a Cascais na sua rubrica «Surfacing»; comparando-a com Newport e tecendo alguns comentários elogiosos à nossa vila, mormente no que se refere à abertura a novos frequentadores, à modernidade, se quiserem. Vale a pena ler, até porque vem no site da CMC.

(*) Foto Michael Barrientos/The New York Times

Ondas de Carcavelos disputadas por veteranos

In Jornal de Notícias (23/2/2007)
Telma Roque

«Seis veteranos do surf que, durante anos, percorreram a mais alta roda mundial da modalidade, participam, a partir de amanhã, no Red Bull Locals Only, uma prova de surf que decorrerá nas praias de Carcavelos, Ericeira e no Porto. Objectivo render homenagem a um dos fenómenos mais antigos desta modalidade - o localismo - e explicar que nas ondas também há regras tão apertadas como no trânsito, e que, quem joga em casa, goza quase sempre de vantagem.

As ondas da praia de Carcavelos, em Cascais, servem amanhã de pano de abertura ao desafio inédito, lançado pela Red Bull. O prémio para o melhor surfista, que será escolhido entre os seis concorrentes, será uma viagem para duas pessoas ao Havai, berço da modalidade e do fenómeno do localismo

Thursday, February 22, 2007

Carlos Alberto Rosa homenageado no Estoril

In Site CMC

«Homenagear, a título póstumo, o munícipe e antigo Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Alberto Rosa, é o objectivo da atribuição do seu nome à actual Rotunda da Estrada da Alapraia (Junto ao Liceu de S. João do Estoril). A cerimónia de inauguração da Praça Dr. Carlos Alberto Rosa terá lugar sábado, dia 24 de Fevereiro, às 17H00.

Jurista e reconhecido especialista em finanças públicas, Carlos Alberto Rosa desempenhou diversas funções na administração pública, designadamente na magistratura e como Presidente da Bolsa de Valores de Lisboa.

Empenhado também na acção cívica no Município de Cascais, foi um activista na defesa das liberdades e da ordem democrática, especialmente no período conturbado que se seguiu à revolução de Abril de 1974, tendo sido eleito, em 1979, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, onde desenvolveu um trabalho que todos consideram globalmente muito positivo.

Até à sua morte foi membro da Assembleia Municipal, eleito como independente nas listas da coligação "Viver Cascais". O trabalho desenvolvido e as intervenções produzidas no Plenário e nas Comissões patenteavam a sua competência política e capacidade técnica.

Em homenagem à memória de Carlos Alberto Rosa, foi-lhe atribuída a título póstumo, em 2005, a Medalha de Honra do Concelho de Cascais


Obrigado ao anónimo que nos indicou esta homenagem, que pessoalmente acho justa.

No centenário do Escutismo:

Esclarecimento da PSP:

«Exm.º Sr. Paulo Ferrero

Efectuadas as diligências referidas em e-mail anterior, informamos V.Ex.ª do seguinte:

1- Em meados de 2005, foi instalada uma nova central telefónica na sede da Divisão de Cascais, originando assim a alteração dos números de telefone e de FAX, a qual foi devidamente publicitada nos meios de comunicação social e através da PT, que manteve durante um largo período de tempo uma mensagem no número antigo a informar os novos numeros de telefone, que agora são os indicados: Telf. 214839100 / Fax. 214839110

2- Quanto ao e-mail, também pela mesma data foi alterado para o actual, que passamos a indicar: divcascais.lisbioa@psp.pt
Com os melhores cumprimentos,

NÚCLEO DE ESTUDOS, PLANEAMENTO E RELAÇÕES PÚBLICAS
COMANDO METROPOLITANO DA POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE LISBOA
TEL 21 765 42 42
FAX 21 765 43 05
E-MAIL lsbrpub@psp.pt
»

Wednesday, February 21, 2007

Sinalização


A placa central da Praça Dr. Joaquim Maia Loureiro, no Estoril, tem fraca visibilidade, sobretudo de noite. Situa-se no meio de uma movimentada artéria de acesso ao Estoril e verifica-se que os condutores só muito tarde se apercebem da existência da placa, causando acidentes. A foto mostra o estado em que ficou o muro de uma casa recém construida naquele local.

Sugere-se a colocação de reflectores de luz e iluminação mais forte naquele cruzamento.

Resposta da PSP à questão lançada por Tomás Champalimaud:

«Ex.mo Senhor

Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.

Informamos V.ª Ex.ª que estão a ser efectuadas todas as diligências no sentido de averiguar e esclarecer a situação reclamada por Tomás Champalimaud, no vosso blog - http://cidadaniacsc.blogspot.com

Em virtude de não termos qualquer contacto directo com o cidadão acima referido, queira V.ª Ex.ª informá-lo, pelo que desde já agradecemos, que assim que o assunto estiver esclarecido o mesmo será informado por esta via. Mais se informa que o nosso contacto directo via e-mail é o presente e que estamos disponíveis para qualquer informção adicional.

Com os melhores cumprimentos,

NÚCLEO DE ESTUDOS, PLANEAMENTO E RELAÇÕES PÚBLICAS
COMANDO METROPOLITANO DA POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE LISBOA
TEL: 21 765 42 42
FAX: 21 765 43 05
E-MAIL: lsbrpub@psp.pt
»

Demolição do Hotel Estoril-Sol está sujeita a regras ambientais rigorosas

In Diário de Notícias (21/2/2007)
Carla Ventura

«Reduzir a libertação de poeiras, evitar o transtorno na circulação na Estrada da Marginal e reutilizar os resíduos da obra são as principais preocupações da Sociedade Estoril-Sol durante a demolição do hotel Estoril-Sol, em Cascais. Aliás, estas foram algumas das razões que levaram a empresa a optar pelo tradicional método de demolição, em detrimento da implosão.

Segundo fontes técnicas da sociedade, "ao iniciar as obras pelo esventramento foi reduzida a libertação de poeiras dos diversos materiais, como alcatifas ou azulejos". Durante toda esta fase é utilizada uma grua de forma a recolher os resíduos dos diversos pisos, sejam eles caixilharia, portas, soalhos ou qualquer outro material que não seja considerado estrutural. Esta máquina eleva um contentor aos diversos andares para que os trabalhadores depositem todos os detritos extraídos, que serão posteriormente separados e reutilizados. Para tal, a Somague/Edifer, consórcio a quem foram adjudicadas as obras de demolição, integra pessoal especializado para desmantelar os resíduos, efectuar a recolha dos detritos e proceder à sua separação. Estes são depois encaminhados para os vazadouros adequados, sendo de seguida reciclados.

Caso a Somague/Edifer venha a ganhar a adjudicação da edificação do empreendimento que ali vai nascer, "há a hipótese de alguns destes materiais virem a ser usados na construção do edifício, o que lhe atribuirá uma certa nostalgia", refere o porta-voz da Estoril-Sol.
(...)»

Friday, February 16, 2007

Como contactar a PSP de Cascais?

«Peço desculpa por utilizar este meio para falar com os senhores mas não consegui contactar directamente.

Vinha por este meio expôr um problema de Cascais. É impossivel contactar a PSP de Cascais, o telefone não atendem, o voice mail está cheio de tantas mensagens, o email está em baixo, e não têm fax. Querendo eu contactar a policia como o fazer? Só dirigindo-me ao local? Não me parece que façam um bom serviço ao cidadão.

Com os melhores cumprimentos, Tomás Champalimaud
»

Continuando pelo novo Estoril-Sol

Só para referir duas coisas:

1. A moda do plano de pormenor em regime simplificado é muito útil como meio de contornar os PDM. Todas as autarquias fazem isso, em alguns casos à descarada. Parece que ninguém se importa ... basta lembrarmo-nos do caso do novo Estádio da Luz, por exemplo.

2. No caso presente, aos termos gerais propostos pela CMC (http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Cascais/Planeamento_Estrategico/), houve recentemente (31 de Outubro de 2006) esta resolução do Conselho de Ministros, que ratificou parcialmente o dito cujo: http://www.dre.pt/pdf1sdip/2006/10/21000/75607568.PDF

Thursday, February 15, 2007


Ainda no largo da estação do Monte Estoril, existe um vazadouro permanente no canto junto ao Hotel Atlântico. Pela natureza do material não parece dificil identificar o prevaricador.

Sai uma aberração entra outra, duplamente pior?



Este é o projecto do Arq.Gonçalo Byrne para o novo Estoril-Sol. Credo!!

Fonte: www.arquitectura.pt/forum

Monday, February 12, 2007

Encalhe


Desta vez foram dois batelões que encalharam na Praia das Moitas, Monte Estoril, trazidos pelo mar revolto. Deixaram a praia pejada de esferovite.

Poluição visual


O largo da estação do Monte Estoril é um local mal tratado. Encontra-se aí um antigo quiosque fechado há anos, com o aspecto que se pode ver. Não se poderá demolir?

Clube Naval de Cascais reabre portas à baía em novo formato e de olhos postos na competição

In Público (11/2/2007)

«O Clube Naval de Cascais inaugurou ontem as novas instalações na presença de altas personalidades nacionais e estrangeiras, como o Rei Constantino da Grécia e o presidente da Federação Internacional de Vela, que elegeu Cascais como sede do Mundial das Classes Olímpicas em 2007. por Nysse Arruda

Ontem foi um dia especial na história do Clube Naval de Cascais com a apresentação das novas instalações que expandiram o espaço e a capacidade organizativa da entidade, agora a braços com a grande responsabilidade de orquestrar a realização do Campeonato Mundial das Classes Olímpicas 2007, entre 28 de Junho e 13 de Julho próximos, um dos maiores eventos internacionais do desporto à vela.

"Hoje é realmente um dia especial pois concretizámos um processo que teve início ainda em 1998, data em que o projecto foi apreciado pela primeira vez dentro do programa de desenvolvimento desportivo da Câmara de Cascais", disse o presidente do clube, Miguel Magalhães, ao iniciar o discurso perante uma selecta plateia de velejadores, autoridades camarárias e figuras de vulto das entidades do desporto à vela nacional e internacional. (...)

O presidente da Federação Internacional de Vela, o sueco Goran Petersson, não poupou os elogios quando tomou a palavra no rol dos discursos de inauguração. "A baía de Cascais é um dos mais espectaculares palcos marítimos do mundo, elogiada pelos melhores velejadores internacionais, e as novas instalações do Clube Naval de Cascais só vêm fazer justiça à preciosidade natural deste local", disse Petersson, entusiasmado com a capacidade de resposta dos dirigentes do CNC na organização do evento mais prestigiado do calendário olímpico internacional. (...)

Mais de 60 anos de história náutica em Cascais
Fundado em 1940, o Clube Naval de Cascais assumiu desde sempre um papel de relevo no desenvolvimento dos desportos náuticos em Portugal e no seu palmarés estão registadas as importantes performances de velejadores portugueses em Jogos Olímpicos, a começar com a primeira medalha de prata obtida pela dupla Duarte e Fernando Bello na classe Swallon em 1946, em Londres. Os anos 50 e 60 também foram férteis em sucessos, como atestam a medalha de bronze em 1952, conquistada pela dupla Fiuza e Rebelo Andrade na classe Star em Helsínquia e a medalha de prata na classe Star em 1960, conseguida pela dupla José Manuel e Mário Quina em Roma. Tal performance só viria a repetir-se em 1996 quando Nuno Barreto, tripulante de Hugo Rocha na classe 470, ganhou a medalha de bronze em Atlanta. E agora em 2007, o Clube Naval de Cascais prepara-se para o seu maior desafio: o Mundial das classes olímpicas,de 28 de Junho a 13 de Julho. (...)»

Esclarecimentos do Dr.Capucho:

1. Por estranho que possa parecer, o fenómeno da vaca é relativamente frequente. Em regra são animais que se afogam na zona da lezíria do Tejo e são depositados nas nossas praias por força das correntes. A pedido da autoridade marítima a EMAC actuou prontamente e retirou o cadáver para incineração.

2. Vou "tratar" do muro da Av. Aida. Por incrível que pareça, nunca tinha reparado naquele obstáculo!

Cascais tem novo centro de iniciação de velejadores

In Diário de Notívias (11/2/2007)
Francisco Lourenço

«Formar velejadores, levá-los a atingir o estatuto olímpico e organizar eventos nacionais ou internacionais, são alguns objectivos do Centro de Alto Rendimento de Vela do Clube Naval de Cascais (CNC), inaugurado sexta-feira. As novas instalações demoraram dois anos a ser construídas e traduzem "uma remodelação que já se esperava há mais de sete anos", como afirmou o presidente Miguel Magalhães. (...)

O equipamento divide-se em três pavilhões: o primeiro contempla o secretariado-geral, central de acessos e entrada principal e tem projectado um futuro restaurante. O segundo é composto pela sala do clube para os sócios, bar do clube e espaço para as actividades dos sócios. É onde ficarão as salas de reuniões e onde se farão as assembleias-gerais. O terceiro pavilhão está dividido em duas partes: uma com três salas de formação, a sala de escola de vela, onde decorrerão diferentes formações e clínicas de especialidade e a sala de professores. Na sala polivalente ficará a comissão de regata e júri e os responsáveis do CNC.
»

Friday, February 09, 2007

Obstáculo inútil


Na Avenida Aida, no Estoril, encontra-se um muro no meio do passeio barrando o caminho aos peões. Deve haver uma boa explicação burocrática para este facto insólito, mas nós não temos a culpa...

Mais e melhor Ténis!

Obras acesso ao novo hospital Cascais vão durar 14 meses

In Diário de Notícias (9/2/2007)
Francisco Lourenço

«As obras que vão permitir a acessibilidade ao novo hospital de Cascais, localizado na freguesia de Alcabideche, já começaram e deverão durar 14 meses, segundo o presidente da autarquia, António Capucho. A intervenção envolve melhoramentos nas duas vias da Terceira Circular, que serão alargadas, nos acessos ao Pisão e ao Cabreiro, contemplando ainda a requalificação das redes de abastecimento de água, de fornecimento de energia eléctrica, gás e telecomunicações, bem como os espaços exteriores. A obra representa um investimento municipal de sete milhões de euros.

Em termos de infra-estruturas viárias, a empreitada prevê o alargamento da Terceira Circular nas duas vias (entre as rotundas de Alcabideche e a que vai ser construída a sul da A5), a construção de um nó desnivelado ainda na mesma via a sul do perímetro da implantação do hospital, o aumento da rotunda de Alcabideche e a beneficiação das vias de acesso aos lugares do Cabreiro e Pisão

Thursday, February 08, 2007

Surpresa na praia


Quem passasse hoje pelas nove da manhã pela Praia da Azarujinha tinha a surpresa de encontrar o cadaver de uma vaca arrojado na areia pela maré.

Espero que não seja já consequência da subida do nível dos oceanos...

Abertura de El Corte Inglés assusta pequeno comércio

In Jornal de Notícias (8/2/2007)
César Santos e Fátima Mariano

«El Corte Inglés está a desenvolver estudos de viabilidade para a instalação de uma nova loja em terrenos na zona norte de Carcavelos

A possível construção de um armazém El Corte Inglés em Cascais não é bem acolhida pelos pequenos comerciantes e por alguns autarcas do concelho, que temem o impacto negativo ao nível do comércio tradicional e das acessibilidades rodoviárias.

A Câmara Municipal, por seu lado, acolhe de bom grado esta intenção da cadeia espanhola. Ao JN, o presidente da câmara, António Capucho, confirma as conversações e adianta que os armazéns terão que ser instalados "em local apropriado para o efeito", "fora dos centros urbanos e com boas acessibilidades". Embora diga que "não há previsão de prazos para a concretização deste projecto" e não adiante quais as localizações em estudo, o autarca diz que está "disponível para analisar um projecto que venha a ser apresentado", dando a entender que Cascais é opção quase certa para a instalação da nova loja.

Ao que o JN apurou, o El Corte Inglés estará já a desenvolver estudos de viabilidade para terrenos localizados na zona Norte de Carcavelos, a Sul da A5, embora se tenha recusado a confirmar esta informação. "O El Corte Inglés não faz qualquer comentário sobre este assunto", disse, ao JN, Susana Santos, porta-voz da cadeia espanhola.

A Associação Comercial do Concelho é taxativa quanto a este assunto. "Não queremos mais espaços comerciais no concelho", disse o presidente, Rui Barbosa, acrescentando que os armazéns "iriam criar ainda mais dificuldades às lojas de rua". No entanto, entre as localizações já faladas - Fundição de Oeiras (ler caixa) ou Carcavelos -, Rui Barbosa prefere esta última, devido "às dificuldades de acesso".

São também estas dificuldades que levam Manuel do Carmo Mendes, presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, a estar contra a instalação dos armazéns na zona Norte de Carcavelos. "Numa primeira análise, não somos favoráveis, pela dimensão do projecto e pelo impacto que teria na qualidade de vida dos munícipes, agravando ainda mais os problemas de mobilidade", frisou Manuel do Carmo Mendes, adiantando que já pediu esclarecimentos à Câmara e à empresa Estradas de Portugal sobre possíveis pedidos de alteração da rede viária, mas ambas as entidades negaram.

O JN tentou ouvir também a presidente da Junta de Freguesia de Carcavelos, Zilda Costa, sobre esta matéria, mas, apesar das várias tentativas feitas ao longo da última semana, não foi possível obter comentários

Wednesday, February 07, 2007

Clube Naval de Cascais com nova Sede


A notícia dá conta da inauguração no dia 10 de Fevereiro, pelas 17h00.
O equipamento fazia falta, mas o Passeio D.Maria Pia ficaria melhor se estivesse livre de todo e qualquer equipamento por debaixo dele ...

Cascais PSP apreendeu explosivos carnavalescos

In Público (7/2/2007)

«O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP anunciou ontem a apreensão, numa loja junto a uma escola de Cascais, de mais de nove mil petardos, mil estalinhos e quase 500 explosivos. A operação Carnaval em Segurança teve lugar na sexta-feira depois de se ter verificado que "o estabelecimento não se encontrava legalmente habilitado para venda" dos artigos. O material, que incluía centenas de outros explosivos de Carnaval, foi recolhido "a fim de se proceder à sua destruição em condições de segurança". A PSP acrescenta que "decorrem os normais trâmites processuais no sentido de responsabilizar o proprietário do estabelecimento pela infracção".
Ericeira Aposta em biocombustíveis.
(...)»

Monday, February 05, 2007

Empreitada dos acessos viários/redes infra-estruturas p/novo hospital

In Site da CMC (5/2/2007)

«Teve início a construção das acessibilidades ao novo hospital de Cascais, obra que inclui a execução de todas as infra-estruturas necessárias ao bom funcionamento da nova unidade de saúde.

Esta empreitada tem um investimento municipal que ascende aos 7 milhões de euros e prevê o alargamento da 3.ª Circular para 2x2 vias, entre a rotunda de Alcabideche e a rotunda a construir a Sul da A5, a construção de um nó desnivelado na 3ª circular a Sul do perímetro da implantação do hospital, o aumento da capacidade da rotunda de Alcabideche, bem como a beneficiação das vias de acesso aos lugares do Cabreiro e Pisão.

Os trabalhos incluem ainda a requalificação das redes de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais domésticas.

Serão também feitas as necessárias alterações nas redes de fornecimento de energia eléctrica, telecomunicações e gás, a par do reforço da iluminação pública e a requalificação dos espaços exteriores

Thursday, February 01, 2007

Vila de Cascais eleita a melhor de Portugal em mobilidade

In Sol (1/2/2007)

«Distinção europeia

As acções de promoção da qualidade do ambiente e da segurança rodoviária implementadas pelo município de Cascais garantiram-lhe o prémio de melhor vila de Portugal

A criação de Zonas Sem Tráfego Automóvel em todas as freguesias do concelho de Cascais foi uma das iniciativas desenvolvidas pelo município durante a Semana Europeia da Mobilidade. A construção de alternativas aos transportes poluentes como a ciclovia e vias cicláveis foi outra das medidas adoptadas. A Semana Europeia da Mobilidade subordinada à temática das alterações climáticas faz parte de uma campanha da Comissão Europeia que pretende alertar os cidadãos para esta problemática. Cascais foi o palco nacional desta iniciativa, que decorreu de 16 a 22 de Setembro de 2006.

Elblag (Polonia), Nantes Metrópole (França), Östersund (Suécia), Glasgow (Reino Unido), León (Espanha), Budapeste (Hungria) e Bolonha (Itália) foram as outras cidades distinguidas pela Comissão Europeia

Dia de Dom Bosco


No dia 31 de Janeiro do meu tempo os Salesianos do Estoril costumavam estar engalanados. Havia festivais de tudo e mais alguma coisa, de hóquei em patins e sessões gímnicas a quermesses e musiquinha com direito a petiscos, pais e restantes familiares e amigos. E não havia aulas. Era o meu dia preferido, o que assinala a morte deste homem bom, que foi copiado, e bem, um pouco por toda a parte.

Wednesday, January 31, 2007

Câmara de Cascais quer GPS de táxis ligados à polícia...

In Diário de Notícias (31/1/2007)
Francisco Lourenço

«A segurança constitui a principal preocupação dos taxistas de Cascais. Vítimas de assaltos à mão armada, agressões e fugas sem pagamento do serviço, os profissionais continuam a reclamar melhores meios de segurança. A maioria das viaturas, 181, já usa o sistema de segurança através de GPS (Global Positioning System), mas este ainda não está ligado à PSP ou à polícia municipal, o que o tornará "mais seguro e eficiente".

Mas tal acontecerá em breve. Pelo menos, foi esta a mensagem deixada pelo presidente da autarquia de Cascais, António Capucho, durante a visita realizada ontem à sede da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral), em Lisboa, para avaliar a eficácia do GPS oferecido pela câmara aos motoristas do concelho. (...)

Apesar de já ter sido aprovada na Assembleia da República, a videovigilância ainda não foi aplicada. "O que se pretende é accionar o sistema apenas em caso de receio de perigo", critica Manuel Ribeiro, que garante que "esta seria a forma mais segura de protecção. É uma situação que se verifica nos comboios e nos supermercados". O presidente da Rádio Táxis da Costa do Sol defende que "a videovigilância deveria ser usada nos táxis da entrada à saída do cliente".»

Tuesday, January 30, 2007

Instaurado inquérito à actuação de bombeiros.

In Jornal de Notícias (30/1/2007)
José António Domingues

«Moradores que ficaram desalojados deixaram duras críticas aos realojamentos provisórios efectuados

Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) vai , através de um processo de averiguações ontem anunciado, apreciar a actuação dos Bombeiros da Parede no combate ao incêndio corrido, na tarde de domingo, no Bairro 25 de Abril, em Trajouce, concelho de Cascais
. (...) »

Monday, January 29, 2007

Duas mulheres morreram num incêndio em Trajouce

In Jornal de Notícias (29/1/2007)
César Santos

«Duas vítimas mortais e seis desalojados foram o resultado imediato de um incêndio no Bairro 25 de Abril, em Trajouce (S. Domingos de Rana)

Eugénia, 34 anos, cega, e Maria de Fátima, 50, acamada, morreram ontem num incêndio que deflagrou num rés-do- -chão do Bairro 25 de Abril, em Trajouce, na freguesia de S. Domingos de Rana, em Cascais. As causas do incêndio estavam, ao fim da noite, a ser investigadas pela PJ.

O fogo terá começado pelas 15.30 horas. Manuel José Conceição Dias, pai de Eugénia, contou ao JN que, nessa altura, estava a tratar de uma horta ali perto, onde também tem alguma criação. E a sua actual companheira, prima da segunda vítima, chegava com um balde de alimento para os animais. Na casa onde os quatro moravam, já quatro rapazes vizinhos tentavam socorrer as duas mulheres que gritavam por socorro. Em vão. A violência das chamas e o fumo intenso não os deixaram entrar.

Chamados os bombeiros (estiveram lá os da Parede, Carcavelos e Estoril), subiu a parada do infortúnio as bocas-de-incêndio eram incompatíveis com as dos carros de combate. "Esta é uma situação frequente e inadmissível", disse, ao JN, Pedro Araújo, comandante dos bombeiros da Parede, que negou os zunzuns que corriam entre alguns populares: os carros de incêndio tinham chegado sem água, diziam.

A acusação foi negada pelo responsável dos bombeiros da Parede "Não é verdade. Foi com a água dos nossos carros que combatemos o fogo", garantiu, considerando inaceitável que não haja uniformidade nas bocas-de-incêndio. "Esta é uma situação grave que deve ser esclarecida por quem de direito e em relação à qual os bombeiros não podem fazer nada", disse.

Manuel José da Conceição Dias vive naquele bairro de realojamento há nove anos. Ontem foi mais um dia de muito azar. "Fui sempre um desgraçado, nunca tive sorte nenhuma", comentou, com uma calma quase inacreditável em alguém que acabava de perder uma filha e uma parente por afinidade. "Fui criado a pontapé, sempre a trabalhar nessas quintas por aí, só vinha a casa de semana a semana".

O incêndio que ontem levou um misto de agitação e de excitação àquele bairro de Trajouce fez, além das duas vítimas mortais, seis desalojados temporários, que ontem foram pernoitar numa pensão do Estoril.

Freguesia sem socorro

São Domingos de Rana é a única freguesia do concelho de Cascais que não tem corporação de bombeiros. Quando há um incidente, a que avança em primeiro lugar é a da Parede. "Se o incêndio de ontem tivesse ocorrido durante a semana, se calhar a tragédia era maior", desabafou, ao JN, Manuel do Carmo Mendes, presidente da Junta de Freguesia. Segundo o autarca, há já um acordo com os bombeiros de Carcavelos no sentido de estes construírem um posto avançado em São Domingos de Rana. O projecto já tem o aval da Câmara Municipal e do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Também já há terreno disponível, na Abóbada. "Falta o financiamento. Dentro de um mês, entregaremos no Ministério da Administração Interna um pedido oficial de financiamento", disse o autarca»

Sunday, January 28, 2007

Moradores de Murches contestam localização futura ETAR

In Diário de Notícias (28/1/2007)
Francisco Lourenço
Cascais

«Os moradores de Murches, freguesia de Alcabideche, Cascais, estão preocupados com o projecto de construção da futura estação de tratamento de resíduos sólidos e lamas (ETAR), prevista para Outeiro da Lota, Murches. O local está nas proximidades de moradias e condomínios fechados recentes, inseridos em zonas rurais e de baixa densidade.

Preocupados com os efeitos adversos da ETAR, os moradores queixam-se da falta de informação sobre o projecto, temendo maus cheiros - já que o vento norte é predominante - e um impacto ambiental negativo. Por outro lado, assinalam, havendo fugas, os cheiros atravessariam o concelho de Cascais.

O assunto foi discutido na assembleia de freguesia, que contou com a presença do vice-presidente de Cascais, Carlos Carreiras, o presidente da Junta de Alcabideche, Fernando Teixeira Lopes, o presidente da Sanest e Águas de Cascais, bem como de várias dezenas de munícipes.

António Pires, um dos residentes que acompanhou o encontro, garante que "o processo foi muito mal conduzido, a nível de informação e consulta de todo o projecto". Inclusivamente, explica, "o presidente da Junta de Alcabideche deu o seu aval para a instalação da ETAR neste local, limitando-se a dizer que era uma imposição do Governo, para cumprir as directivas comunitárias".

Também António Agostinha manifesta a sua preocupação, lembrando que "nunca fomos verdadeiramente informados da deslocação da ETAR da Guia para Murches" e sublinha que "foi um processo muito obscuro, onde estão em causa cerca de 60 milhões de euros". É que, defende, "este projecto poderia ter sido financiado pelos fundos comunitários e ser localizado num outro lugar mais próximo da ETAR da Guia, perto do Oitavos ou numa pedreira em Birre". Esta solução, conclui, vai levar ao "gasto de dinheiro na construção de túneis subterrâneos que vão atravessar o concelho de Murches à Guia, num distância de mais de quatro quilómetros".

António Agostinha sente-se indignado com a situação. "De acordo com o projecto apresentado, dizem que não vai haver impacto ambiental, mas estão previstas torres de 15 metros de altura e outras de 13 metros para colocar dois depósitos de gás", salienta. Esta situação, diz, "seria camuflada com árvores que tapariam edifícios de cinco andares. O que é impossível de se verificar".

Perto do local escolhido para a ETAR, foi recentemente construído um condomínio de luxo. E, segundo apurou o DN, eventuais proprietários terão desistido de comprar moradias quando souberam do projecto de construção. Contudo, há moradores optimistas. Marcos Leça admite que "depende da execução do projecto. Há ETAR a funcionar na Europa, sem impacto ambiental".

O vice-presidente de Cascais, também vereador do Ambiente, refere que "a responsabilidade deste projecto é do Governo e da Sanest. Mas estamos a tentar reduzir os impactos negativos da obra e da exploração da ETAR". Carlos Carreiras garante ainda que "a posição desta câmara sempre foi contra a localização e estratégia desta ETAR". Para o autarca " deveria ser localizada na Pedreira do Mato da Amoreira, em Birre, de forma a melhorar os impactos ambientais e financeiros do projecto". Seria uma oportunidade, diz, para fazer "um reaproveitamento de uma pedreira desactivada, que é uma ferida no território".

Carlos Carreiras sugeriu ainda que as reuniões e acompanhamento das obras fossem abertas aos moradores, com os quais está prevista uma reunião a 6 de Fevereiro. O autarca referiu ainda na Assembleia de freguesia de Alcabideche que "este ano não vão ser aumentadas as taxas de saneamento em Cascais. Mas para as outras autarquias de Oeiras, Sintra e Amadora, abrangidas pela Sanest está previsto um aumento de cerca de 11% para cobrir a obra".»

CMC vai criar espaços verdes freguesias mais urbanizadas

In Diário de Notícias (27/1/2007)
Francisco Lourenço

«A Câmara Municipal de Cascais vai dotar as freguesias de Alcabideche e de São Domingos de Rana de espaços verdes. As duas localidades são das mais carenciadas do concelho, em matéria de parques e jardins, dado terem tido um passado muito solicitado em matéria de construções.

A medida insere-se num programa, a desenvolver em Março, que visa a protecção do ambiente e dos ecossistemas existentes.

Para o vice-presidente de Cascais, o objectivo é "ter qualidade de vida no concelho e agir em conformidade com as directivas comunitárias que dizem que por cada dez mil habitantes deve haver um parque verde de três hectares".

Cascais tem cerca de 180 mil munícipes e dois parques verdes com relevo. Carlos Carreiras, também presidente da Agência Cascais Natura, acrescenta: "Como não podemos ter 18 parques para 180 mil habitantes, estamos a programar cerca de dez parques com uma dimensão superior à exigida."

O autarca considera que, "juntando isso aos corredores ecológicos do concelho e ao Parque Sintra Cascais, ficaremos com uma estrutura verde municipal estabilizada e de fruição para a população
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Friday, January 26, 2007

Armazém de medicamentos vandalizado

In Jornal de Notícias (26/1/2007)
Fátima Mariano

«Um armazém de medicamentos fora de prazo situado na freguesia de Alcabideche, no concelho de Cascais, foi alvo de dois actos de vandalismo esta semana, tendo sido furtado do seu interior várias caixas de remédios, diversas próteses, caldeiras e arquivos, adiantou, ao JN, fonte da GNR.

O imóvel é propriedade de um farmacêutico com estabelecimento aberto em Cascais, familiar de João Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), conforme confirmou, ao JN, fonte próxima deste.

De acordo com o canal de televisão SIC, o local tem sido palco de brincadeiras de crianças, estando-se perante um caso de perigo para a saúde pública. Informação que o JN não conseguiu confirmar nem junto da GNR, nem do proprietário ou da autoridade de saúde concelhia.

Naquele armazém são guardados os medicamentos cujo prazo de validade já expirou e, por essa razão, não podem ser vendidos.

"A lei determina que se dê baixa destes medicamentos junto do fisco e, por isso, ficam ali armazenados até o processo estar completo", explicou a mesma fonte próxima de João Cordeiro, adiantando que foram já apresentadas quatro queixas na GNR. Informação não confirmada pela fonte da Guarda contactada pelo JN.

De acordo com a GNR, o primeiro furto ocorreu na noite de sábado para domingo passado. O segundo aconteceu no início desta semana, tendo o responsável pela segurança apresentado uma queixa contra desconhecidos na sequência deste segundo assalto.

Compete agora à autoridade policial elaborar o auto de notícia e encaminhá-lo para o tribunal, a fim de ser aberto um inquérito.

Nos últimos dois dias, o proprietário do armazém procedeu ao reforço da segurança, de modo a evitar mais assaltos

Prémio de Composição Fernando Lopes-Graça / Convite para concerto:

Thursday, January 25, 2007

Forte de Oitavos


A fotografia acima foi tirada no dia mais curto do ano, ao pôr do Sol, sem núvens, com uma luz extraordinária. Há coisas bonitas em Cascais.

Uma "montanha russa" na ligação do Estoril a Alcoitão

In Público (25/1/2007)

«A empreitada de estabilização do muro de um viaduto da A5, no sublanço Estoril-Cascais, e de beneficiação do pavimento na variante à Estrada Nacional 6-8 arrancou no início de Dezembro. Segundo informou a Câmara de Cascais, os trabalhos contemplam o levantamento do piso, com a remodelação da rede de drenagem de águas pluviais, entre as rotundas dos Condes de Barcelona e de Alcoitão, na freguesia de Alcabideche. Um técnico municipal explicou que a empreitada permitirá corrigir as lombas "naturais" provocadas por uma deslocação do muro, que será consolidado e reforçado. Enquanto decorrer a obra, os automobilistas terão que utilizar um desvio provisório, numa extensão de 350 metros, aproveitando a faixa lateral da própria via, logo a seguir ao viaduto que passa sobre a A5 nas proximidades da Quinta Patiño. No local, de um lado e do outro do troço, estão instalados sinais de trânsito que limitam a velocidade na zona e avisam para a existência de deformação no pavimento. Porém, apesar dos avisos e mesmo respeitando as imposições rodoviárias, muitos condutores só se apercebem das elevações no asfalto depois do solavanco provocado na transposição das três lombas e depois de ter raspado com a parte de baixo da viatura no alcatrão. Os mais cautelosos, ou os que já sabem onde se situam as armadilhas, costumam abrandar a marcha até quase parar o veículo, mas nesse caso arriscam-se a ser abalroados pela viatura que segue atrás. A única solução, para já, passa pela iniciativa individual de sinalizar o abrandamento com os quatro piscas. Pelo menos até que alguém se lembre de reforçar as informações para a dimensão e localização das deformações no pavimento ou que as obras, entretanto, sejam concluídas, para descontentamento de algumas oficinas de mecânica... L.F.S. »

NOVOS PROJECTOS: Fogos aprovados em 2006 não chegaram aos mil

In Jornal de Notícias (25/1/2007)
Fátima Mariano

«O número de fogos licenciados pela Câmara Municipal de Cascais (CMC) em 2006 situou- -se abaixo dos mil, tendo este sido o ano em que menos licenças foram emitidas desde 1991, ano em que começou a haver registos estatísticos na Autarquia. Este dado foi ontem adiantado por Carlos Carreiras, vereador do pelouro do Urbanismo, durante o balanço da actividade desenvolvida nesta área nos últimos 10 anos.

"O Plano Director Municipal (PDM), na sua vertente expansionista, levou a que se fosse ocupando cada vez mais território e tudo o que de negativo isso arrasta. O primeiro objectivo da actual maioria (PSD) foi o de conter a expansão urbana e o de renovar e reabilitar os perímetros urbanos", explicou Carlos Carreiras.

Criticando a actuação em termos urbanísticos da maioria socialista - liderada por José Luís Judas - entre 1994 e 2002, o mesmo vereador salientou que "o concelho não podia continuar a densificar-se". "Tudo depende do planeamento político", defende.

De acordo com os números fornecidos pela CMC, no ano em que o PDM entrou em vigor (1997), foram aprovados cerca de 2200 fogos. Em 1995, bateu-se o recorde, com quatro mil fogos licenciados. Com a entrada em funções do Executivo da maioria Viva Cascais, em 2002, iniciou-se um movimento inverso, tendo, no ano passado, sido aprovados menos de mil fogos. Uma tendência que é para manter, garantiu Carlos Carreiras.

A par da contenção da construção, é também objectivo da CMC envolver os munícipes no planeamento do concelho. A partir de Maio, no âmbito do Sistema de Informação Geográfica (SIG), estará disponível na Internet o plano cartográfico de Cascais, que passará a ser anualmente actualizado. Através de ortofotomapas será possível visualizar as edificações, as redes rodo e ferroviária, a hidrografia, entre outros aspectos (ler caixa). Este é um projecto que irá custar aos cofres da Autarquia cerca de 200 mil euros. "Desta forma, criaremos um canal de comunicação entre os munícipes e a Câmara, aproximando-os", defendeu o mesmo responsável.


Sistema de Informação Geográfica on-line

A partir de Maio, qualquer pessoa poderá consultar o plano cartográfico de Cascais através da Internet, bem como o PDM e o respectivo regulamento. Numa segunda fase, será também possível aos turistas consultar informação útil, como a localização e horário de museus, monumentos ou restaurantes. O Sistema de Informação Geográfica (SIG) permitirá ainda aos colaboradores da Autarquia a recolha e actualização no terreno de informação geo-referenciada.

Plano Director Municipal em fase de revisão

Publicado no dia 19 de Junho de 1997, o Plano Director Municipal de Cascais está em fase de revisão, tal como estipula a lei. De acordo com a Câmara, falta apenas o parecer da Comissão Coordenadora Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) para que a segunda versão da proposta de revisão seja entregue

Cascais vai colocar na Internet pedidos de licenciamento urbanístico

In Público (25/1/2007)
Luís Filipe Sebastião

«Revisão do PDM marca passo, mas executivo aposta em conter a expansão urbana e em promover a requalificação

A Câmara de Cascais vai disponibilizar, a partir de Maio, a consulta através da Internet dos pedidos de construção que derem entrada nos serviços municipais. De acordo com o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, foram licenciados no ano passado apenas 968 fogos para habitação, o valor mais baixo nos últimos mandatos.
De acordo com os dados divulgados ontem por Carlos Carreiras, também vereador do Urbanismo, a autarquia emitiu em 2002, início do primeiro mandato da coligação PSD/CDS-PP que conquistou o município aos socialistas, licenças para a construção de 2365 fogos, número que subiu para 2427 no ano seguinte. Em 2004 foram passadas licenças para 1423 habitações, enquanto em 2005 ascenderam a 1674. A redução para 968 fogos durante 2006 resultou, segundo os actuais responsáveis, de uma política de contenção urbanística, que procura apostar na limitação de novas construções e promover em alternativa a requalificação urbana.
Apoiando-se na comparação com as licenças emitidas durante o último mandato da gestão do socialista José Luís Judas, após a publicação do Plano Director Municipal (PDM), Carlos Carreiras salientou que muitos dos licenciamentos efectuados pelo actual executivo resultam ainda "de compromissos" assumidos pelos socialistas. E os números só não são piores porque, logo que tomou posse, o social-democrata António Capucho anulou um alvará de uma urbanização "de quase quatro mil fogos". Diogo Capucho, director municipal do Urbanismo, apontou como exemplo negativo da expansão urbana os Jardins da Parede, que levou o actual executivo a ter que financiar a ligação da urbanização à Avenida Marginal.
A contenção urbanística também beneficiou das medidas preventivas feitas publicar pelo actual executivo, mas que caducaram em Fevereiro do ano passado, sem que, entretanto, tivesse sido concluída a prometida revisão do PDM. O presidente da autarquia, António Capucho, explicou que o PDM "só indica qual é o índice máximo" para os terrenos urbanizáveis e que os promotores sabem que "não têm direito nenhum com esse índice", direito esse que só lhes é conferido através do licenciamento. Quanto ao PDM, aguarda parecer da comissão de coordenação regional.

Na palma da mão
No sentido de tornar a gestão urbanística mais transparente, Carlos Carreiras anunciou que, a partir de Maio, serão disponibilizadas na Internet informações acerca dos pedidos de licenciamento que derem entrada na câmara. Através do Sistema de Informação Geográfico (SIG) vai ser possível saber o que se pode construir num determinado terreno e acompanhar a entrada de projectos. O objectivo, de acordo com o vereador, passa por "democratizar a informação, abrir os processos de decisão e acelerá-los", de forma a terminar com "a suspeição" que recai sobre os autarcas. O sistema, cujo desenvolvimento orça em 200 mil euros, vai permitir ainda disponibilizar informação de interesse turístico on-line junto de operadores e hotéis.
A prioridade em termos urbanísticos, segundo Carlos Carreiras, assenta em conter a expansão urbana e em "focar a actividade imobiliária para o interior dos perímetros, renovando-os e reabilitando-os".
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Wednesday, January 24, 2007

Mais de 300 mil turistas visitaram a Costa do Estoril em 2006

In Público (24/1/2007)
Alexandra Reis

«Número de dormidas cresceu 22 por cento em três anos. Hotéis obtiveram uma receita de 118 milhões de euros

Mais de trezentos mil turistas visitaram a Costa do Estoril em 2006, o que representa um crescimento na ordem dos 12 por cento face ao ano anterior. A Junta de Turismo da região tem um orçamento de 6,2 milhões de euros para 2007, dos quais cerca de 95 por cento serão destinados à promoção externa.
O presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril, Duarte Nobre Guedes, anunciou ontem que, durante o ano passado, se registaram perto de 1,2 milhões de dormidas, o que se traduziu em cerca de 340 mil hóspedes, mais cerca de 12 por cento que em relação a 2005. Tendo em conta o triénio de 2003/2006, verificou-se um aumento de cerca de 22 por cento no número de turistas hospedados, acrescentou a mesma fonte.
De acordo com os dados apresentados pela Junta de Turismo, em 2006, cerca de 24 por cento dos turistas na Costa do Estoril foram espanhóis. Os portugueses representaram 20 por cento e os britânicos nove por cento. O grau de satisfação dos turistas que frequentam o Estoril é de 4,85 em cinco pontos, referiu Nobre Guedes, que citava um inquérito feito aos visitantes da região em 2006.
Segundo o responsável, a Junta de Turismo da Costa do Estoril tem um orçamento de 6,2 milhões de euros para este ano. Deste valor, cerca de 5,8 milhões de euros (95 por cento) destinam-se a promoção da região. O Campeonato do Mundo de Vela, salvaguardou, não está incluído neste orçamento, uma vez que será suportado pela Secretaria de Estado do Desporto.
As receitas de hotelaria da Costa do Estoril foram, em 2006, de 118 milhões de euros, mais 17 por cento do que no ano anterior. Apesar de algumas unidades hoteleiras da região estarem fechados para requalificação, Duarte Nobre Guedes afirmou que espera que "as receitas possam crescer dez por cento" durante este ano e que também seja aumentada a procura da região na época baixa.
Este ano deverão ser inaugurados o Hotel Real Villa Itália e a Estância Termal do Estoril - que esteve em funcionamento até à década de 1960, sendo agora reabilitada. Os hotéis de Oitavos, Miramar, Casino e Quinta do Barão deverão abrir em 2008 ou 2009, avançou o mesmo responsável.
Segundo o presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril, durante este ano, vai ser desenvolvido "o projecto de sinalização hoteleira" e será feito "o ordenamento de trânsito e parques de estacionamento" junto às unidades hoteleiras

Monday, January 22, 2007

Esclarecimentos do Dr.António Capucho:

Aqui ficam alguns esclarecimentos sobre os temas solicitados, aos quais o Dr. António Capucho acrescentou o IC30:

«1. Hospital de Cascais

Após se terem apresentado a concurso 4 consórcios interessados nesta parceria com o Estado, foram seleccionados dois finalistas, que estão em negociação com o Ministério da Saúde. O Ministro informou-me que prevê seleccionar o vencedor em Fevereiro.

A adjudicação pressupõe que o parceiro privado assume desde logo a gestão do actual Hospital e inicia a construção do novo equipamento (em Alcabideche junto ao nó da A5/IC30), pelo que tudo indica que a inauguração poderá ocorrer em 2009.

Entretanto, em Fevereiro iniciam-se as obras das acessibilidades viárias e de água, electricidade e gás (a cargo da Câmara e que importam em perto de € 7 milhões).

Quanto às três extensões dos Centros de Saúde previstos para o Concelho, o de S. João foi já entregue ao Ministério, que prevê abrir ao público este trimestre. No dia 22 entregamos o de Alcabideche e no mês de Março o de S. Domingos de Rana. Esta nova rede de Centros de Saúde representa um investimento de cerca de € 13 milhões, dos quais € 4,5 milhões a cargo da Câmara. Para além de proporcionarem excelentes condições de trabalho e de atendimento, vão alargar significativamente o leque de valências proporcionadas aos doentes, assim atenuando a pressão sobre a Urgência do Hospital.

2. El Corte Inglês

Confirma-se a pretensão do "El Corte Inglês" instalar uma loja em Cascais ou nos concelhos limítrofes, preferencialmente perto da fronteira connosco, sendo certo que nada formalizaram junto da Câmara Municipal de Cascais. Fomos em tempos sondados indirectamente no sentido de se instalarem nalgumas zonas urbanizadas (Praça de Touros ou Quinta dos Ingleses), mas receberam a nossa recusa liminar face, designadamente, ao constrangimento viário e impacto negativo sobre o comércio de proximidade.

Estamos, porém, abertos a estudar a implantação do interior em zonas com boas acessibilidades e sem a proximidade de comércio tradicional. Sabemos de diligências que estão a desenvolver na procura de eventuais terrenos disponíveis.
Não deixaremos de considerar que, a não se instalarem em Cascais, iríamos provavelmente sofrer impactos negativos em matéria de acessibilidades, sem os benefícios inerentes, como sejam a abertura de muitos postos de trabalho.

3. Nó de Cascais da A5

Da responsabilidade da BRISA tem um desenho que lhe permite o prolongamento para a Areia (em perfil que não está previsto ser mantido em auto-estrada).

Este prolongamento, que esteve orçamentado pelas "Estradas de Portugal", está previsto no Plano Rodoviário Nacional, isto é, trata-se de uma estrada nacional e não municipal.

A Câmara Municipal de Cascais, em sintonia com os moradores e as associações de defesa do ambiente, obteve das "Estradas de Portugal" a desorçamentação da estrada e o aproveitamento da verba para a passagem inferior na Marginal de S. João do Estoril (entre o restaurante "Choupana e o Forte de S. António), que permitirá o encerramento da última passagem de nível ferroviária do concelho.

Entretanto, na dúvida se a suspensão do prolongamento da A5 obtinha ganho de causa, foi elaborado um projecto alternativo denominado "Via Saloia", com muito menor impacto (1x1 com ciclovia anexa e passeios laterais arborizados). De qualquer modo, a concretização desta obra está fora das intenções da Câmara e foi colocada fora das prioridades.

4. IC30

A Câmara Municipal tomou conhecimento do traçado do IC30 dentro do Concelho de Cascais, desde a frente do Autódromo, passando junto ao Shopping de Cascais, até à rotunda de Alcabideche e entroncando com a A5. No interior do Concelho não haverá portagem.

Este projecto não é apoiado pela Câmara. A actual maioria, foi clara junto dos eleitores no programa de candidatura, onde se considera que "nas circunstâncias actuais iria provocar uma transferência incomportável para o nosso concelho de muito trânsito oriundo de Sintra e com destino a Oeiras e Lisboa". Bem mais urgente seria o Governo desenvolver a alternativa à EN 249-4 que liga o nó de Carcavelos da A5 à Abóbada e Trajouce, com prolongamento para o Concelho de Sintra, hoje quase intransitável!

Perante a persistência do Governo, estamos a trabalhar com a concessionária e as "Estradas de Portugal" no sentido de assegurar a melhor implantação possível e a minimizar os impactos (por exemplo, melhores e mais ligações nos entroncamentos, recusa de isolamento das povoações do Cabreiro e do Bairro da Cruz Vermelha).

Em sede de estudo de impacto ambiental, a Câmara não deixará de exercer as suas prerrogativas e a apelar ao apoio da sociedade civil se as exigências perfeitamente razoáveis que apresentamos não tiverem eco. Mas nada indicia que um acordo correcto não venha a ser alcançado em breve.

Com os melhores cumprimentos,
António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)
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Thursday, January 18, 2007

O renovado nó da A-5 ou o mistério da auto-estrada de Cascais?

Como se pode constatar, depois de quase um ano de grande obra, hoje há um viaduto (sobre estrada para Malveira Serra) que foi duplicado para quatro faixas, a auto-estrada foi prolongada mais cerca de 200 metros, há outro novo viaduto (sobre rua violetas - Birre), tem candeeiros com lâmpadas, as faixas de alcatrão estão finalizadas com sinalização no chão, enfim, tudo pronto mas... a esbarrar numa recente vedação da ALVATEL.

Esta situação já dura há cerca de três meses, com o trânsito cada vez pior - longas filas para entrar e sair na auto-estrada, que encaracolam entre a Repsol da Aldeia Juzo e as rotundas do Cobre, da Torre e estrada Areia aos semáforos da circular, sendo fácil de perceber que o cerne do problema está na rotunda de Birre e que, concerteza, a sua resolução vai passar pela utilização do já pronto alongamento da A-5 para o ... NADA!

Placards informativos? - ZERO! Informes da CMC? - ZERO!!

Sou levado a considerar esta situação como deveras misteriosa. Claro, suspeito que, também aqui, haja uma questão de largos "guitos"... Se alguém fizer o favor de me esclarecer, ficarei grato. E proponho, dentro do site, o título:


Artur Ramalho
Birre

Wednesday, January 17, 2007

Não há poetas felizes

Negócio não está fechado: novo armazém El Corte Inglés a caminho de Cascais

In Público (17/1/2007)
Alexandra Reis

"Terceira loja do gigante espanhol no país deverá ficar em Carcavelos, junto à A5. Câmara está "bastante receptiva"

O terceiro armazém do gigante espanhol El Corte Inglés em Portugal deverá ser construído em Carcavelos, concelho de Cascais, nuns terrenos situados a sul da auto-estrada A5 "mesmo encostados" às portagens ali existentes. O presidente da Câmara de Cascais reuniu-se ontem com representantes da cadeia, que "manifestaram a sua intenção" de ali erguerem o empreendimento.

Segundo António Capucho, a câmara já está a desenvolver um plano de pormenor para a zona, "onde é possível" construir um grande armazém. Contudo, salvaguarda o autarca, a decisão final ainda não está tomada e as negociações vão continuar. "O El Corte Inglés ainda terá de comprar o terreno, na posse de vários particulares, e apresentar um projecto", o que ainda não aconteceu.

O mesmo foi dito ao PÚBLICO pela porta-voz da empresa espanhola em Portugal, Susana Santos, que avançou não ter "indicação nenhuma por parte da direcção de que haja uma decisão definitiva sobre a localização" da loja. Ainda assim, Capucho diz que a câmara está "bastante receptiva" a receber o terceiro El Corte Inglés no país - a cadeia já tem lojas em Lisboa e Vila Nova de Gaia -, já que poderão ser criados ali cerca de dois mil novos postos de trabalho.

Afastada hipótese Oeiras

Afastada parece estar a hipótese Oeiras, concelho que chegou a ser dado como um dos destinos possíveis para o futuro empreendimento. Isaltino Morais, presidente do município, diz que "pelo menos durante este mandato nunca houve qualquer contacto do El Corte Inglés" com a autarquia, acrescentado que "sempre" ouviu dizer que a nova loja "iria ficar em Cascais". "Nós já temos centros comerciais. Temos o Oeiraspark e, quando o Pão de Açúcar, em Carnaxide, for alargado, ficamos com dois grandes centros comerciais no concelho", avança o autarca. Cascais, com quase 171 mil habitantes, é um dos concelhos com maior poder de compra no país. Segundo um estudo de 2006 da Marktest, o município está em sétimo lugar no ranking dos 23 que concentram mais de metade do poder de compra do continente. Lisboa - onde foi aberto o primeiro armazém da cadeia em Portugal, em Novembro de 2001 - lidera a tabela e Vila Nova de Gaia, que em Maio passado acolheu a segunda loja, aparece em quinto.
O interesse do El Corte Inglés em abrir um terceiro armazém em Portugal insere-se na campanha de internacionalização do gigante espanhol, iniciada com a abertura da loja na capital. Itália deverá ser, segundo revelou o seu presidente, Isidoro Alvarez, o próximo destino do grupo. (...)
"

Atenção ao comércio tradicional e atenção ao impacte no tráfego.

Monday, January 15, 2007

Hotel Estoril-Sol já começou a ser demolido pelo interior

In Diário de Notícias (14/1/2007)
Carla Ventura

"Já tiveram início os trabalhos de demolição do hotel Estoril-Sol. Depois de 42 anos de existência, este empreendimento prepara-se para dar lugar a um complexo habitacional de luxo.

O processo de desmantelamento, que terá uma duração de seis meses, vai decorrer de uma forma faseada, sendo que para já as obras encontram-se a decorrer apenas no interior, pelo que são ainda pouco visíveis os sinais da demolição, apesar de os trabalhos já terem tido início há cerca de uma semana. O átrio da entrada e a zona da recepção ainda estão intactos e, além dos tapumes que circundam o edifício, não se observam quaisquer destroços
. (...)"

PF

Obras na Cidadela 'empurram' visitantes p/parque Marina

In Diário de Notícias (14/1/2007)
Francisco Lourenço

"As obras do parque de estacionamento da Fortaleza de Cidadela, em Cascais, estão a 'obrigar' os automobilistas mais distraídos a desembolsar 30 cêntimos na marina. (...)"

PF

Trânsito

Direi que Cascais, em termos de técnicos de trânsito, desde há muito que padece de grave maleita.

Agora, foi a brilhante ideia de mudar o sentido na Rua Dr. Fernando Baptista Viegas, em frente ao tribunal, impedindo, por exemplo, os transportes públicos de servirem - como serviam - os moradores nos bairros das Caixas e da Tremil. Não se compreende a razão.

Por outro lado, a exemplo do que noutros locais do concelho se passa, também aí os funcionários camarários, independentemente de a medida ter sido posta a título experimental (esperemos que a experiência dure pouco e tudo volte ao que estava), esqueceram-se pura e simplesmente de tapar boa parte delas, de modo que o automobilista que siga as indicações é capaz de se ver em palpos de aranha para chegar ao destino, porque, por exemplo, indicam-lhe Cascais (centro) numa direcção que é proibida e a passagem está barrada.

É sina! Quando teremos técnicos de trânsito que decidam depois de aturados estudos do tráfego realmente existente e não segundo os mapas que vêm à sua frente?

J. d'E.

Friday, January 12, 2007

Agenda cultural de leitura obrigatória

Já está disponível online a agenda cultural deste mês, onde se pode ler muitos artigos de interesse, desde a passagem de Ian Fleming pelo Hotel Palácio, a algumas das peripécias envolvendo Cascais e a Guerra Civil de Espanha, passando pelo problema imenso e inevitável que é a subida do nível médio das águas do mar, pondo em risco muita da nossa costa.

Thursday, January 11, 2007

Andar de bica e respirar gás ... não combina

Faz 8 dias dei por mim a andar de bicicleta, coisa que não fazia há quase 25 anos. E fui de Bica, uma bela iniciativa da CMC que convém que se mantenha e perdure.

O pior é quando se está junto ao miradouro aporcalhado, na Guia - ah, quando era pequeno pelava-me por uma ida até ao Rei das Farturas, que ali tinha o estaminé...-, e se respira o gás que tresanda daquele respirador da estação de tratamento. Perguntei à menina do guichet das Bicas, que logo me avisou: "no Verão ainda é pior, é irrespirável".

Dr.António Capucho,

É por causa de ainda não estar finalizada a estação de tratamento que se respira este gás?


PF

Wednesday, January 10, 2007

A culpa não morre solteira.

Meus caros amigos ....
Quantas vezes aqui não criticamos, sugerimos, perguntamos...sobre o porquê das coisas.
O porque da bomba, da torre, do Estoril-Sol, do Hospital, do comércio, do corte-inglés...( tema de conversa ....numa outra altura...), etc...Mas pensam que serve de alguma coisa estas nossas divagações ....?A malta só quer saber do «meu», do «pilim», do «guito», do « o que é que eu ganho com isso»...Não querem saber do ambiente que os rodeiam, de Cascais, do orgulho nesta nossa terra, de ter aparecido num jornal Inglés ( presumo que o Independent) que Cascais é a mais bonita, sossegada terra portuguesa ( mais ou menos isto para ser honesto).
Isso tudo são balelas . As reuniões camarárias são a coisa menos participada nesta terra ... E depois criticamos a falta de oportunidade que nos dão para participar. Somos egoistas. Só sabemos criticar quando não temos a responsabilidade de o fazer, ou seja, criticos de bancada.Ou de rua. Portanto meus caros concidadãos, partilhando esta nossa «cidadania»... assumo a culpa é nossa. Pelo não querer saber ou não saber o que fazer a culpa é nossa....

Tuesday, January 09, 2007

Novo hospital de Cascais ... para quando, afinal?

Escrevo hoje bastante preocupado com a minha saúde....Com a minha e com a vossa saúde. Passo a explicar...

No tempo do Presidente José Luís Judas foi decidido avançar com a construção de um novo hospital, junto ao aeródromo de Tires... Aeródromo de Tires ... Após um estudo efectuado pela empresa Tecno 3000, em que este aponta para uma «inviabilização total» da construção do hospital pois «uma vez que a localização da unidade hospitalar apresenta valores na ordem dos 65 decibeis, ultrapassando o previsto na lei» ou seja 55 dcbs, este é rejeitado pela vereação a seguir, e a meu ver bem rejeitada. Isto segundo uma noticia pesquisada na internet que data de 13 de dezembro de 2001...2001.

Voltamos a falar do hospital de Cascais quando se lança o concurso para a construção do referido hospital em meados de Julho de 2004...2004. Mas parece que só passado um mês se decide a localização final, o novo Hospital será junto á bateria de Alcabideche...Tendo demorado devido ao longo processo de passagem do referido terreno para a «posse» do ministério da saúde... Difícil confirmação mas seria num conselho de Ministros em Agosto de 2004 ...2004.

Começa o concurso ...

Segundo o Díário Económico de 2 de Março de 2005 o na altura Ministro da Saúde, Luís Felipe Pereira, deixa os dois concursos para o Governo seguinte...mas já se sabe que aparecem quatro candidatos. Passado um tempo segundo o DN de 3 de Outubro de 2005 o Ministro Correia de Campos diz na entrevista, a propósito do concurso para a construção do Hospital de Cascais, que os vencedores serão conhecidos «dentro de poucos dias», diz na mesma que o Hospital de Sintra é retirado do projecto juntamente com o da Guarda...Pois é isto em...2005

Mais tarde uma reportagem no DN do dia 10 de Fevereiro de 2006 noticia os resultados do concurso público para a construção do Hospital....quatro classificados em que os dois primeiros são seleccionados para uma ronda negocial que, segundo o Jornal , vai prolongar ainda mais o processo de escolha...isto se ninguem se lembrar de contestar o concurso...passa-se em Fevereiro de...2006.

Pesquisei hoje dia 3 de Janeiro de 2006 tentando esclarecer uma dúvida...Quem ganhou o concurso para a construção do novo Hospital de Cascais...? Não consegui encontrar...Ou sou nabo e inculto, não preocupado com as noticias da minha terra, e aí peço muitas desculpas a quem de direito, ou...ainda não se sabe quem ganhou... Estamos em 2007.

Não tenho nada em contra os excelentes profissionais que se encontram a trabalhar no actual hospital, dou-lhes os meus parabéns, mas, meus senhores, aquilo é uma «fábrica de encher chouriços» se naquele edificio se encontra-se um ..., digamos restaurante, há muito tinha lá ido a Asae...

Mas a minha preocupação resulta de uma noticia segundo a qual o ministro da saúde quer um hospital novo em Sintra ... (aquela que estaria fora do projecto a 3 de Outubro de 2005, e que segundo uma notícia do Diario digital/Lusa do dia 2 de Janeiro de 2007 , a culpa do adiamento seria do anterior governo). Adjudicado á «empresa» que ficar com a gestão do actual Amadora/Sintra, querem saber o mais engraçado....O processo fica pronto já em 2009 ...ora de 2007 a 2009 são apenas dois anos senhor ministro de certeza? É que se há formulas mágicas nós estamos primeiro senhor ministro... ONDE ESTÁ A PORRA DO NOSSO HOSPITAL???? Na minha altura
dizia-se:

- Fugiu com uma gaja boa! É deve ser isso...

E. Fagundes

PS. é a opinião de uma pessoa que já foi operada no Hospital de Cascais,
que nasceu lá... mas que já viu muita coisa.Desculpem.

Friday, December 22, 2006

Thursday, December 21, 2006

Novo pavilhão desportivo

In Público (21/12/2006)

"A Câmara de Cascais inaugurou ontem o novo pavilhão desportivo do Grupo Recreativo Dramático 1º de Maio, em Tires. O equipamento custou 845 mil euros e foi financiado a meias pela autarquia e pela administração central."

Wednesday, December 20, 2006

Palmeira gigante transplantada

Esta notícia do JN refere-se a Lisboa, mas a CMC podia estudar uma medida igual para aquela magnífica palmeira centenária que existe nas traseiras da Casa Sommer, transplantando-a, por exemplo, para os terrenos do projectado Museu Paula Rêgo, ou para os do futuro Museu de Arqueologia.

É uma pena se isso não for feito ...

PF

Tuesday, December 19, 2006

Cascais e Sintra com avaliação igual a Lisboa (*)

In Público (19/12/2006)

"Os municípios de Cascais e Sintra obtiveram, de acordo com informações ontem divulgadas, a mesma classificação da Câmara de Lisboa na avaliação feita pela Moody"s Investors Service. A classificação Aa2 é, aliás, a máxima que as autarquias portuguesas podem obter, já que foi também essa a nota atribuída a Portugal. No caso de Cascais, o presidente da autarquia anunciou na semana passada que tanto a Standard & Poor"s como a Fitch Ratings tinham atribuído a notação AA. António Capucho salientou que esta avaliação facilita a obtenção de crédito em melhores condições e contribui para a visibilidade de Cascais junto de investidores e parceiros nacionais e internacionais. I.B."

(*) A propósito da notícia "Finanças de Lisboa bem cotadas no estrangeiro, apesar das dívidas"

PF

Monday, December 18, 2006

Ainda o diagnóstico no Diário de Notícias (13/12/2006)

"Tida como 'zona bem', a Linha de Cascais é habitada por gente muito rica e por gente muito pobre. Por isso, os preços das casa são tão diversificados

Por regra, quem sempre morou aqui na casa dos pais, quer continuar cá

Riquíssimos ou paupérrimos, uma coisa é certa: independentemente do estatuto socioeconómico, quem mora na Linha de Cascais gosta e nem lhe passa pela cabeça mudar de poiso. Que o digam alguns especialistas do ramo imobiliário, cujas impressões partilhadas com o DN vão precisamente nesse sentido.

Asseguram que é a proximidade do mar, as facilidades de acesso a Lisboa e a identificação com um certo status que "prendem" as pessoas a quatro paredes (e há paredes e paredes) erigidas naquela que é conhecida como a "zona bem" da periferia alfacinha. Mas mais do que tudo, os mediadores ouvidos são da opinião (pegando na de um) de que "ninguém vem morar para Linha por acaso".

Quem o diz é Marina Neves, gerente da Remax Carnaxide, cuja experiência lhe permite afirmar que "as pessoas que procuram casa na Linha , nomeadamente em Carnaxide, têm uma ligação familiar qualquer com a zona". Ironizando, esta responsável garante haver "muitos jovens que sempre viveram aqui e que, quando casam, quase 'obrigam' o parceiro a vir morar para cá". À sua espera têm "um mercado sui generis ". Quem optar por morar no centro, vê numa casa de 20 ou 30 anos o espaço ideal para viver. Já os que podem ou preferem comprar um imóvel novo, escolhem Nova Carnaxide ou a zona entre Carnaxide e Alfragide, onde um T2 a estrear ronda os 220 mil euros. Independentemente da localização, Marina Neves garante que, para o bem e para o mal, este é "um dormitório com vida muito própria devido aos núcleos empresariais". Também Sol de Olos, sócia-gerente da Remax Cidadela, "vende" Cascais como sendo uma vila de onde não é preciso sair para obter seja o que for. Aqui, ao contrário da ligação directa que é feita, não vive só gente com muitas posses. "Temos uma grande mistura social. Há pessoas muito ricas, é certo; mas também existem muitos pobres. Por isso, as casas são dos mais diversos valores", esclarece Sol, sublinhando, no entanto, que o que tem mais saída são as habitações concebidas para pessoas abastadas. E exemplifica "vendem-se com facilidade condomínios de luxo com vista para o mar, piscina e segurança ou moradias na Quinta da Marinha ou Birre, onde as casas antigas para remodelar têm uma procura brutal".

Estes são, no entanto, imóveis impossíveis de adquirir pelos jovens que sempre moraram em Cascais e "não querem mudar de forma alguma". Rui Cardoso, director comercial da AtivaLux, em Cascais, partilha da mesma opinião. "Há muita gente nova que procura casa no sítio onde sempre morou. Eu próprio, que vivo com os meus pais, gostaria de continuar a morar aqui", exemplifica, sublinhando que o mesmo se passa no seu círculo de amigos.

Este é um cenário igualmente real em Carcavelos, onde o mercado imobiliário tem muita rotatividade. Quem o diz é José Manuel Quinteiro, responsável pela Remax Riviera II, assegurando que as pessoas "vão trocando de casa conforme o seu poder de compra". Isto confirma a sua teoria do "quem vive na linha quer manter-se por cá". Mas há também muitos investidores outsiders e pessoas que procuram uma segunda habitação. Na Urbanização de São Gonçalo, a mais recente junto ao mar, é, segundo José Quinteiro, muito procurada "por quem quer comprar uma casa para passar férias e investigadores que compram para vender, nomeadamente, a quadros da NATO, já que o edifício fica próximo".

Mas como o dinheiro varia de bolsa para bolsa e nem todos podem aceder a certos luxos, os T2 e os T3 são os imóveis mais procurados em toda a Linha . Victor Sérgio está à vontade para o dizer, já que a Veigas & Veigas, onde é consultor imobiliário, trabalha nesta zona. Onde a sua vasta experiência lhe diz que "é muito raro encontrar alguém que queira de cá sair, a não ser por questões monetárias".
Autor: ISALTINA PADRÃO
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PF

Cascais quer turismo de qualidade

In Diário de Notícias
| II | ESPECIAL CIDADES | 4.ª FEIRA | 13.DEZEMBRO.2006 |

"Num concelho assimétrico vivem 183 mil pessoas, muito ricas, ricas e pobres. A aposta para o futuro recai no turismo. Daqui a três anos haverá mais cinco hotéis.

Os 183 573 habitantes contabilizadosemCascais pelo Censos de 2001 dividem-se entre muito ricos, ricos e pobres. No meio, há a classe média, mas, na sua maioria, oriunda de um “estrato superior” e “bem colocada na vida”. A realidade do município atravessa os extremos: da Quinta da Marinha aos bairros do Fim do Mundo, no Estoril, ou às Marianas, em Carcavelos. O actual presidente de câmara, o social-democrata António Capucho, confirma: “É um concelho com assimetrias assinaláveis. De gente muito rica ou muito pobre.”

Mas Cascais está agora de olhos postos no turismo de qualidade, como o caminho para o futuro e para o desenvolvimento. O plano estratégico está traçado e, se tudo correr bem, daqui a três anos haverá mais cinco hotéis de luxo na zona, construídos de raiz ou em espaços recuperados, quintas e palacetes. Os amantes do golfe ou os congressistas são o público-alvo. Os optimistas estimam que o crescimento nos próximos anos supere os resultados atingidos em 2005, em que se registou um aumento de 4% na indústria turística, 80% dos visitantes eram de nacionalidade estrangeira. Por outro lado, nem o futuro conseguirá livrar o concelho das marcas da betonização–
o boom da construção, incrementado na década de 90 no tempo do autarca socialista José Luís Judas, que atingiu todo o território, incluindo zonas protegidas, como o Parque do Abano. Esta tendência reforçou aindamais o peso do município como zona-dormitório de Lisboa e agravou as falhas já existentes a nível de infra-estruturas. “Cascais não tinha capacidade para aguentar tanta construção. Conseguimos travar alguns projectos, através da detecção de irregularidades ou da negociação com promotores, que aceitaram diminuir o número de fogos, mas não tem sido fácil”, justifica ao DN António Capucho.

A norte de Lisboa e com uma área de 97,4km2, Cascais marca o fim da linha do Estoril, encaixado entre o estuário do Tejo em Oeiras e o interior da serra de Sintra. Dados camarários revelam que o fluxo de tráfego ultrapassa diariamente as 70 mil viaturas, a maioria na direcção de Lisboa e pela A5. A mobilidade é um problema, mas “quem aqui se fixa e pretende andar de carro é porque já se acomodou às filas de trânsito para a capital”, defende o presidente, acrescentando: “Quem adere aos transportes públicos, como o comboio, num instante chega ao local de trabalho e tem a vantagem de regressar a uma zona de paisagens fabulosas.”

A saúde é outra preocupação. Em 2004, Cascais tinha 113 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde,um único hospital, dois centros de saúde e nove extensões, quase todos com equipamentos degradados. Agora, há três novos centros (Estoril, Alcabideche e São Domingos de Rana), o que o presidente diz representar “um salto qualitativo brutal”. Em 2007, espera-se que avance também a construção do novo hospital, aguardado há muito. Apesar da imagem de marca – a de concelho dos mais abastados–, o índice de poder de compra per capita não é dos mais elevados. À frente de Cascais aparecem o de Lisboa, Oeiras e Porto. Da história recente do concelho fazem ainda parte 247 bairros clandestinos, muitos criados nos anos 60 e 70. Alguns foram legalizados como zonas urbanas à espera de requalificação, outros permanecem na sua forma original, como o Bairro do Fim do Mundo ou das Marianas, em vias de extinção, mas que ainda alberga quatro famílias.

De acordo com o último Censos disponível (o de 2001), Cascais tem só 22% da população residente com grau académico superior. A taxa de analfabetismo situa-se nos 4,5%, similar à de municípios vizinhos. O parque escolar integra 193 escolas, públicas e privadas, e quase 32 mil alunos. A população cresceu a um ritmo moderado, cerca de 8,3% entre 1981 e 2001, e uma boa parte (79%) é empregada no sector terciário. Comparativamente com outros vizinhos, Cascais não é hoje um pólo empresarial, contabilizando apenas 10.373 empresas, com um volume de negócios que ultrapassa os quatro milhões de euros.

Ana Mafalda Inácio
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PF

Friday, December 15, 2006

Turismo qualidade é aposta p/dinamizar Linha de Cascais

In Diário de Notícias (15/12/2006)
Kátia Catulo
Francisco Reis

"Devolver a qualidade de vida à Linha de Cascais passa por apostar no turismo de qualidade. Este foi o modelo apontado, quarta-feira à noite, por Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, durante o debate promovido pelo Diário de Notícias e pela TSF e que encheu o Centro Cultural de Cascais. Essa estratégia, defende o governante, terá de ser sustentável no plano económico, ambiental e social: "Só obedecendo a estes três vectores é possível melhorar o espaço que nos rodeia."

Cascais começa a traçar esse caminho e os resultados já são visíveis. "Neste município, o turismo representa um contributo superior a 11% das receitas totais", explicou o secretário de Estado, apontando como "bons exemplos" o projecto do passeio pedonal entre a Guia e o Guincho ou as intervenções nas praias de Carcavelos e Parede.

O plano estratégico para o turismo em Cascais, revelou Duarte Nobre Guedes, presidente da Junta do Turismo da Costa do Estoril, prevê ainda para aquela zona a inauguração de cinco hotéis de luxo nos próximos três anos, num investimento global de 141,45 milhões de euros. Além disso, a autarquia pretende encetar um conjunto de obras de requalificação de novos equipamentos, que implicarão uma verba superior a 60 milhões de euros. "Consolidar a Costa do Estoril e de Cascais como o destino turístico de excelência em Portugal e na Europa é o nosso grande objectivo", rematou Duarte Nobre Guedes.

Em contrapartida, o concelho vizinho não é um destino turístico, avisou Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras: "Por isso, a nossa aposta foi o sector empresarial." Década e meia depois de traçar essa estratégia, o autarca está convencido de que o resultado final acabou por beneficiar o turismo no concelho: "Há 16 anos não existia um único hotel em Oeiras. Hoje há seis e está prevista a construção de mais três unidades nos próximos anos." Cada município deve ter a sua vocação, defendeu o autarca, esclarecendo que Oeiras descobriu a sua ao assumir-se como pólo empresarial: "O turismo de negócios" um investimento que servirá como ponto de partida para aumentar a qualidade de vida no município.

Cascais, por seu turno, não teve alternativas, esclareceu António Capucho, presidente da câmara municipal. "O plano director municipal não prevê espaço para a instalação do sector terciário, logo o turismo foi e será sempre a nossa trave mestra
."

Thursday, December 14, 2006

Comemorações do Centenário Fernando Lopes-Graça

Como a torre na marina deixou de ser um problema ...

Aqui ficam os resultados da sondagem que lançámos há uns meses:

"A torre de 100m para a marina é:

Selection
Uma aberração? 52 votes
Uma provocação? 22 votes
Uma parvoíce? 23 votes
Uma necessidade? 4 votes
Um ícone futuro? 46 votes

Poll powered by Pollhost. Poll results are subject to error. Pollhost does
"

PF

Camartelo avança sobre barracas do Fim do Mundo


In Diário de Notícias (14/12/2006)
Francisco Lourenço

"Catorze barracas foram ontem demolidas no Bairro do Fim do Mundo, no concelho de Cascais. A intervenção decorreu de forma pacífica sob o olhar dos agentes da PSP e da Polícia Municipal, mas deixou uma residente na rua, com roupa e mobiliário. Helena Té, guineense, contou ao DN que "já ali morava desde Outubro de 1993" e agora vai ficar na rua, porque a câmara não lhe garante realojamento. A moradora admite, porém, que "não estava recenseada" no PER (Plano Especial de Realojamento).

As construções demolidas eram habitadas por pessoas abrangidas pelo PER, datado de Agosto de 1993. Segundo o comandante da Polícia Municipal de Cascais, Domingos Antunes, que dirigiu as operações de segurança, "todas as pessoas estavam abrangidas pelo PER e foram colocadas nos bairros de Adroana, Alcabideche e Cabeço de Mouro".

Domingos Antunes ressalva que o caso da Helena Té era o único que não estava abrangido pelo PER, "mas a residente já tinha sido notificada desta intervenção através de editais", diz, acrescentando que foi disponibilizado um armazém para guardar os pertences da mulher, "mas ela não aceitou".

A Câmara de Cascais terá proposto uma solução, que passava por uma articulação com a Segurança Social com vista ao acolhimento de emergência. "Foram propostos dois dias numa pensão do concelho, com custos suportados pela Segurança Social", revelou Rita Silva, da Associação Solidariedade Imigrante (ASI). Para esta representante da ASI, "a solução da câmara é ridícula". Rita Silva recorda ainda que "o Governo está a desenvolver um conjunto de medidas para acautelar os realojamentos de urgência" e que pediu "às câmaras para congelarem os processos de demolição para encontrar alternativas para estas pessoas".

O vereador responsável pela habitação social, Manuel Ferreira de Andrade, avançou que "até Janeiro estão previstas mais demolições". Os cerca de dois hectares de terreno camarário que constituem o Bairro do Fim do Mundo serão depois ocupados pela nova igreja da Galiza e centro paroquial. Previsto está também um parque urbano
."

O plano de erradicação das barracas é uma excelente prática, mas, não tenhamos ilusões, peca por tardia. Como é possível que no Séc. XXI ainda subsistam barracas?

PF

Wednesday, December 13, 2006

Portugal processado por lançar esgotos no mar de Cascais

In Público (13/12/2006)

"SANEST NãO COMENTA ANÚNCIO DE BRUXELAS
Prazo excepcional para que os esgotos lançados na Guia sejam objecto de tratamento secundário não foi cumprido

A Comissão Europeia anunciou ontem que vai processar Portugal junto do Tribunal de Justiça Europeu devido à falta de tratamento adequado dos esgotos despejados na Costa do Estoril. "Portugal precisa de melhorar rapidamente o tratamento das águas residuais de modo a salvaguardar a saúde dos residentes bem como a dos turistas", disse o comissário europeu para o Ambiente, Stravos Dimas.

O Estado português é acusado de falhar no cumprimento dos prazos estabelecidos em 2001 quando a Comissão Europeia autorizou, a título excepcional, o tratamento primário dos esgotos, seguido de desinfecção das águas residuais depois lançadas ao mar pelo colector da Guia, em Cascais.

Neste momento Portugal já deveria estar a fazer tratamento biológico de nível secundário, exigido actualmente pela Comissão Europeia. "Isto não foi feito e consequentemente a comissão decidiu levar Portugal ao Tribunal de Justiça Europeu", segundo um comunicado do organismo comunitário. Em causa, segundo o executivo de Bruxelas, está a emissão de esgotos, insuficientemente tratados, de mais de 700 mil pessoas para o mar. O problema das águas residuais lançadas na Guia prende-se com os seus elevados níveis de contaminação, nomeadamente com bactéria fecais.
Em Junho deste ano Portugal já tinha sido ameaçado com um processo judicial e, nessa altura, a Sanest, empresa responsável pelo sistema de saneamento da Costa do Estoril, revelou em comunicado que "após a aprovação do projecto de execução pelas entidades competentes, dar-se-á início à fase de construção [das infra-estruturas necessárias ao tratamento secundário], previsivelmente no segundo semestre de 2006". As obras, no entanto, ainda não foram iniciadas. Contactada ontem pelo PÚBLICO, a Sanest não prestou declarações.

A directiva comunitária sobre o tratamento de esgotos urbanos obriga a que os efluentes provenientes de cidades com uma população de mais de 15 mil pessoas sejam alvo de tratamento biológico secundário antes de serem despejadas no mar ou em rios, o que deveria acontecer desde 2000.

Face esta situação, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, salientou que "com o investimento feito há uns tempos" a contaminação "não afecta as águas das praias da Costa do Estoril", não constituindo um perigo para a população que as frequenta. Bruxelas constatou, no entanto, que, cinco anos após o termo do prazo, as águas residuais despejadas não cumprem os padrões mínimos de qualidade e não se têm verificado melhorias.

Confrontado com as intenções da Comissão Europeia, o vereador da Câmara de Sintra, Baptista Alves, responsável pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, diz ser "lamentável que isso aconteça, para Portugal e para Sintra". PÚBLICO/Lusa


PF

Cascais com boa capacidade para pagar

In Público (13/12/2006)

"Agências reconhecem condições de acesso do município a empréstimos

A Câmara Municipal de Cascais obteve a classificação máxima possível a um município português, numa avaliação de rating internacional, que mede a capacidade de obter e pagar empréstimos junto da banca.

O presidente da autarquia, António Capucho, afirmou que foi a primeira vez que um município em Portugal se submeteu a uma operação do género, feita pelas três principais agências de rating internacional, incluindo a Standard & Poor"s. O autarca revelou, em conferência de imprensa, os resultados que já lhe foram remetidos por duas destas entidades, a Standard & Poor"s (que atribuiu a notação AA-) e a Fitch Ratings (AA), faltando ainda divulgar a nota da Moody"s Investors Service.

As duas avaliações já conhecidas garantem a Cascais o acesso directo ao mercado internacional de capitais, com condições preferenciais em instituições multilaterais, designadamente junto do Banco Europeu de Investimento. O rating de crédito internacional é uma opinião emitida por uma agência internacional independente que qualifica e classifica o perfil de risco de crédito da entidade avaliada.

Além de facilitar a obtenção de crédito em melhores condições, esta avaliação "confirma o sucesso da estratégia que tem vindo a ser desenvolvida pelo município, apoiada na racionalização dos meios e na boa gestão dos seus activos", sublinhou António Capucho, citado pela Lusa. A Standard & Poor"s deu à autarquia a notação AA-, equivalente à da República Portuguesa, qualificando o risco de crédito como muito baixo e elevada capacidade de pagamento de empréstimos.

A avaliação certifica a capacidade da câmara em satisfazer os compromissos assumidos e contribui para a visibilidade e notoriedade de Cascais junto de investidores e parceiros nacionais e internacionais, frisou. "Este rating protege Cascais no plano internacional e possibilita ainda o acesso ao crédito sem garantias", acrescentou Capucho, enaltecendo o facto de estes resultados serem obtidos num contexto política e economicamente adverso. O custo das três avaliações foi de 25 mil euros, disse António Capucho
."

PF

Tuesday, December 12, 2006

Cascais desaparecida #7: Cinema nos Salesianos


Nesta época, há 30 anos, era comum ver-se os alunos dos Salesianos num rodopio infernal para as sessões de cinema na velhinha sala da Escola, cujas portas de entrada davam para o alpendre junto ao campo de basquete. Tinha plateia e balcão, e o projeccionista era um velho, bom e estimado salesiano. Os filmes eram os da praxe, sendo que do que mais me lembro é deste: «The Greatest Story Ever Told» (1965), de George Stevens. Escusado será dizer que de cinema virou sala das aulas de formação, para nunca mais reabrir como cinema. Nunca mais lá voltei! O que será dele agora?

PF

Wednesday, December 06, 2006

Obras de reabilitação de mais três fortalezas marítimas de Cascais (*)

Esta é, decisivamente, uma excelente notícia:

"(...) O Secretário de Estado do Turismo homologou a candidatura da Câmara Municipal de Cascais às verbas decorrentes das contrapartidas da concessão do jogo constituída pelos projectos de reabilitação dos Fortes do Guincho (Praia do Abano), S. João da Cadaveira (Praia de S. João) e da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz (junto à Cidadela de Cascais).

Esta candidatura foi aprovada com uma forte comparticipação financeira de 3,8 milhões de euros (80% do investimento total), atribuível a projectos com elevado interesse turístico. Espera-se que o valor remanescente seja financiado pela Comissão de Obras da concessão do jogo.

Os três projectos já tinham merecido aprovação da Câmara Municipal de Cascais, do Parque Natural Sintra-Cascais e do Instituto Português do Património Arquitectónico.

Os dois Fortes destinam-se a exploração turístico-cultural (cafetaria/casa de chá ou similar) e serão concessionados a privados mediante concurso público, enquanto a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz será objecto de musealização nos termos de protocolo já celebrado com o Estado-maior da Armada.

Desta forma, os respectivos concursos de empreitada serão lançados no próximo ano, prevendo-se a conclusão das obras em 2008 (Fortes do Guincho e da Cadaveira) e 2009 (Fortaleza de Nossa Senhora da Luz).
(...)"

PF

(*) idem

Deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de 4 de Dezembro de 2006 (*)

Desta reunião, ressalta a aprovação do Orçamento para 2007:

"(...) Estes documentos previsionais, que globalmente se situam nos 167,4 milhões euros (menos 9 milhões euros que o de 2006), têm como objectivos manter o equilíbrio orçamental e aumentar significativamente o investimento em cerca de 50 milhões euros. O desenvolvimento da rede viária, a construção e manutenção de espaços verdes, a construção de diversas infra-estruturas, designadamente nas áreas da educação e cultura, constituem algumas das prioridades relevantes incluídas num Plano de Actividades no montante 80 milhões euros (mais 30 milhões que em 2006) em que o investimento representa cerca de 50 % do valor total deste Plano. (...)"

(*) Fonte: site da CMC

PF

Monday, December 04, 2006

Futuro da Cidadela de Cascais dependente da recuperação do palácio

In Público (3/12/2006)
Luís Filipe Sebastião

"Presidência da República e autarquia procuram encontrar solução para imóvel classificado que se encontra sem uso e fechado há vários anos

A Cidadela de Cascais foi duramente atingida pelo terramoto de 1755, embora as muralhas exteriores tenham sofrido poucos danos. A partir de 1870, o rei D. Luiz transformou a casa do governador em residência de férias, onde veio a falecer quase duas décadas depois. D. Carlos seguiu o exemplo do pai e escolheu Cascais para passar o Verão e dedicar-se ao estudo dos oceanos, criando no palácio o primeiro laboratório de biologia marítima do país. Foi também na Cidadela que, pela primeira vez, apareceram candeeiros alimentados por energia eléctrica. Já depois da instauração da República, o palácio foi escolhido como residência oficial por Óscar Carmona, enquanto foi Presidente da República. Craveiro Lopes também ali passou alguns momentos da sua vida política. Com o passar do tempo, o palácio foi utilizado mais esporadicamente, como no tempo de Ramalho Eanes, que o cedeu para residência do chefe da sua Casa Militar. O restante espaço da cidadela albergou até há três anos a sede do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa. L.F.S.
O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, defendeu na semana passada "a conveniência de se intervir de forma articulada e coerente na Cidadela e na marina". O autarca expressou esta ideia quando anunciou que comunicara à Marcascais, concessionária da marina, a impossibilidade de se avançar com a construção da torre, revestida a vidro e com 100 metros de altura, projectada para receber um hotel no porto de recreio. António Capucho defendeu o projecto em termos arquitectónicos, mas recuou, após ponderar as críticas de vários sectores da comunidade local. O autarca adiantou que a desistência do hotel na marina permitirá viabilizar a unidade prevista para a Cidadela e admitiu que o aumento de pisos no porto de recreio, para habitação turística e comércio, não deverá ir além de "dois mais um", contra os quatro antes projectados. Pedro Garcia, da Marcascais, respeita a decisão camarária, apesar de não concordar com os reparos ao projecto. Quanto à necessidade de articular os dois espaços, o gestor concorda que a Cidadela e a marina "não podem continuar de costas voltadas" e assegura que o seu projecto será desenvolvido de forma a que "não haja colisão de competências e para facilitar a vida à Cidadela". L.F.S.

O palácio da Cidadela, em Cascais, desde há mais de uma década e meia que não é objecto de obras de vulto. A antiga residência de veraneio dos chefes de Estado ameaça ruína, por falta de meios financeiros. O presidente da autarquia, António Capucho, mostra-se confiante na sua recuperação para residência oficial da Presidência da República e iniciativas protocolares, culturais e de cariz museológico. O antigo recinto militar da Cidadela foi cedido ao município em 2003, por um período de 35 anos. A fortificação, cuja construção remonta a meados do século XVIII, encontra-se classificada como imóvel de interesse público, juntamente com a Torre de Santo António e a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, baluarte de planta triangular encostado num canto das muralhas viradas ao mar.

A autarquia abriu, em Maio deste ano, um concurso público para a concessão da reabilitação e exploração da Cidadela, de forma a constituir um "importante espaço de lazer e pólo de referência turística". A única proposta concorrente, apresentada pelo grupo Bernardino Gomes, foi recusada por não respeitar as exigências do caderno de encargos. Para o social-democrata António Capucho, que preside à empresa municipal Fortaleza de Cascais, criada para gerir a Cidadela, a saída para este impasse passará pela abertura de novo concurso, com condições menos exigentes para os concorrentes; pela entrada de capital privado na empresa municipal; ou pela criação de uma sociedade de desenvolvimento municipal.

Em todo o caso, o caderno de encargos do concurso excluia os edifícios do palácio da Presidência, circunstância que foi considerada como um "costrangimento" pelo consórcio Cidadela XXI - liderado por João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias -, que acabou por não apresentar qualquer proposta. De igual modo, o grupo Pestana manifestou à autarquia a opinião de que o palácio afecto à Presidência da República "era seguramente o espaço mais adequado para a instalação de uma pousada", embora o projecto de requalificação da vizinha marina pudesse colidir com essa intenção. Isto porque estava para ali prevista a construção de uma torre de 100 metros destinada a hotel, hipótese afastada há dias por António Capucho, que anunciou a decisão de não viabilizar esse projecto.

Museu das Ordens Honoríficas?
A exclusão do palácio da concessão da Cidadela poderá, assim, representar um obstáculo à requalificação da fortaleza. Mas António Capucho reuniu-se, na última semana, com o chefe da Casa Civil do Presidente da República, Nunes Liberato, com quem analisou uma solução para que o palácio "seja recuperado para residência oficial da Presidência da República e permita uma utilização turístico-cultural".
O autarca salienta que a proposta terá ainda que ser articulada com o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), mas adiantou ao PÚBLICO que a reabilitação do espaço, com meios financeiros do Estado, de eventuais mecenas e do município, reservará uma área para eventos protocolares e para iniciativas culturais, prevendo também zonas museológicas. Uma delas poderá vir a acolher o futuro Museu das Ordens Honoríficas, admitindo-se também a musealização dos antigos aposentos e instalações reais. "O palácio está em muito mau estado e é preciso encontrar urgentemente uma solução", diz Nunes Liberato, acrescentando que se trata de um espaço que pela sua riqueza histórica "não se pode deixar cair". O chefe da Casa Civil da Presidência escusa-se, para já, a revelar pormenores sobre os futuros usos do imóvel - o Museu das Ordens Honoríficas "é uma possibilidade" -, mas concede que se trata de um assunto em que se "está a trabalhar" com a Câmara de Cascais.
De acordo com um responsável da Câmara de Cascais, a última estimativa do Ippar para a recuperação do palácio orça em 6,5 milhões de euros. A indefinição existente sobre o uso a dar ao imóvel é apontada no instituto como uma das razões para que ali não tenham sido feitas quaisquer obras de vulto desde 1990. Apesar dos constrangimentos orçamentais, o Ippar tem investido nos restantes palácios afectos à Presidência da República, como Queluz e Ajuda, mas em Cascais nada foi reparado. Uma das últimas iniciativas oficiais ali levada a cabo decorreu em 1986, quando Cavaco Silva, o actual inquilino de Belém, era primeiro-ministro
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PF