Monday, December 29, 2008
PLANO DE PORMENOR PARA A INSTALAÇÃO DA SEDE NACIONAL DA BRISA EM VIGOR
In Imprensa Cascais
«Foi publicado em Diário da República no passado dia 19 de Dezembro, com entrada em vigor no dia seguinte, o Plano de Pormenor para a instalação da Sede Nacional da Brisa – Auto Estradas de Portugal. Com a oficialização deste documento, abre-se caminho para o arranque das obras que irão determinar a reformulação da circulação rodoviária à saída da Auto Estrada em Carcavelos / S. Domingos de Rana, estando já em funcionamento as alterações de trânsito inerentes à primeira fase deste processo. Além de definir as condições para a ampliação do edifício da Sede Nacional da BRISA, o presente Plano de Pormenor vem favorecer a adequação da ocupação urbana à solução viária de articulação entre a EN 249-4, a Via Variante à Estrada da Mata da Torre e a Rotunda do Cemitério de São Domingos de Rana»
«Foi publicado em Diário da República no passado dia 19 de Dezembro, com entrada em vigor no dia seguinte, o Plano de Pormenor para a instalação da Sede Nacional da Brisa – Auto Estradas de Portugal. Com a oficialização deste documento, abre-se caminho para o arranque das obras que irão determinar a reformulação da circulação rodoviária à saída da Auto Estrada em Carcavelos / S. Domingos de Rana, estando já em funcionamento as alterações de trânsito inerentes à primeira fase deste processo. Além de definir as condições para a ampliação do edifício da Sede Nacional da BRISA, o presente Plano de Pormenor vem favorecer a adequação da ocupação urbana à solução viária de articulação entre a EN 249-4, a Via Variante à Estrada da Mata da Torre e a Rotunda do Cemitério de São Domingos de Rana»
Labels:
Planos de pormenor,
sede da Brisa
Deliberações da Reunião Pública Ordinária de Câmara de 17 de Dezembro de 2008
In Imprensa Cascais:
«1. Aprovar o contrato de Promessa de Compra e Venda do Edifício Cascais Center para instalação da Loja do Cidadão de Segunda Geração de Cascais. Uma Loja do Cidadão em Cascais constitui uma importante oportunidade para, de forma articulada e complementar com os serviços da Administração Central, instalar no mesmo local o novo serviço de atendimento municipal – em curso no âmbito do projecto Citizen Relationship Management (programa de reorganização do modelo de relacionamento com os Cidadãos e entidades que visa focar o Atendimento Municipal no Cidadão), agregando todas as áreas municipais de front-office e ainda uma área de back-offlce da Loja para articulação com os diversos serviços.[..]»
«1. Aprovar o contrato de Promessa de Compra e Venda do Edifício Cascais Center para instalação da Loja do Cidadão de Segunda Geração de Cascais. Uma Loja do Cidadão em Cascais constitui uma importante oportunidade para, de forma articulada e complementar com os serviços da Administração Central, instalar no mesmo local o novo serviço de atendimento municipal – em curso no âmbito do projecto Citizen Relationship Management (programa de reorganização do modelo de relacionamento com os Cidadãos e entidades que visa focar o Atendimento Municipal no Cidadão), agregando todas as áreas municipais de front-office e ainda uma área de back-offlce da Loja para articulação com os diversos serviços.[..]»
Wednesday, December 24, 2008
BOAS FESTAS
Desejo a todos os meus votos de um Santo Natal e que o Ano de 2009 seja melhor e que este Blogue continue e mais participativo.
Boas Festas.
Boas Festas.
Tuesday, December 09, 2008
Ciclistas mantêm críticas e "escapadelas" à proibição de bicicletas no paredão da Linha de Cascais
In Público (9/12/2008)
«Mais de um ano depois de as multas aos ciclistas do paredão do litoral de Cascais e Oeiras dividirem opiniões, mantêm-se as críticas e "escapadelas" às regras. Para alguns, a interdição protege de um perigo, para outros, inviabiliza uma opção saudável.
Foi na "ilusão de haver espaço para todos" que Tiago Santos, 33 anos, divulgou no ano passado o artigo "Um marginal na Marginal", onde contestava o então recente reforço da vigilância sobre o impedimento ou a limitação de bicicletas nos passeios marítimos da Linha. Depois de deixar de andar de carro, em 2004, o munícipe de Oeiras entendia que os atropelamentos ocorridos no paredão não eram motivo suficiente para obrigar os ciclistas a abdicar de um veículo não poluente ou a utilizar a Estrada Marginal.
"Uso-a só quando vou para Cascais, na direcção de Lisboa tento usar só o passeio. É chato para os peões, mas é a única maneira de me sentir confortável", conta à Lusa, admitindo optar frequentemente pelo passeio marítimo de Oeiras e ter já recebido duas multas. As bicicletas continuam a ser proibidas a qualquer hora no paredão de Cascais, e no caso do passeio marítimo de Oeiras, com horário limitado aos fins-de-semana (excepto para crianças).
"As autarquias fazem-me sentir marginal, sinto-me a invadir o lugar das outras pessoas, que sentem o direito de reclamar quando vêem ciclistas. No entanto, nunca vejo pessoas a refilar quando se cruzam com um carro no passeio", diz Tiago Santos. Segundo o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo, José Caetano, são vários os associados que se queixam por não conseguir circular na "suicida" Marginal e por serem multados num local onde "pode haver a partilha entre o peão e o ciclista". Já a Associação Amigos do Paredão tem estado a trabalhar com a Câmara de Cascais para arranjar uma "solução consensual", já que recebe reclamações de "ambas as partes". O presidente, João Santos, defende, no entanto, uma resolução "mais pela via dos horários", devido aos acidentes ocorridos no passado, e acredita que uma ciclovia não é aceitável por algumas áreas serem demasiado estreitas para garantir a segurança dos peões.
A opinião é partilhada pelo líder municipal, António Capucho, para quem a delimitação de uma zona de bicicletas é insustentável em zonas com esplanadas. No caso de Oeiras, a vereadora do Trânsito, Madalena Castro, acredita que a delimitação de horários foi já uma medida suficiente e considera que a total abertura do passeio marítimo voltaria a motivar atropelamentos. »
«Mais de um ano depois de as multas aos ciclistas do paredão do litoral de Cascais e Oeiras dividirem opiniões, mantêm-se as críticas e "escapadelas" às regras. Para alguns, a interdição protege de um perigo, para outros, inviabiliza uma opção saudável.
Foi na "ilusão de haver espaço para todos" que Tiago Santos, 33 anos, divulgou no ano passado o artigo "Um marginal na Marginal", onde contestava o então recente reforço da vigilância sobre o impedimento ou a limitação de bicicletas nos passeios marítimos da Linha. Depois de deixar de andar de carro, em 2004, o munícipe de Oeiras entendia que os atropelamentos ocorridos no paredão não eram motivo suficiente para obrigar os ciclistas a abdicar de um veículo não poluente ou a utilizar a Estrada Marginal.
"Uso-a só quando vou para Cascais, na direcção de Lisboa tento usar só o passeio. É chato para os peões, mas é a única maneira de me sentir confortável", conta à Lusa, admitindo optar frequentemente pelo passeio marítimo de Oeiras e ter já recebido duas multas. As bicicletas continuam a ser proibidas a qualquer hora no paredão de Cascais, e no caso do passeio marítimo de Oeiras, com horário limitado aos fins-de-semana (excepto para crianças).
"As autarquias fazem-me sentir marginal, sinto-me a invadir o lugar das outras pessoas, que sentem o direito de reclamar quando vêem ciclistas. No entanto, nunca vejo pessoas a refilar quando se cruzam com um carro no passeio", diz Tiago Santos. Segundo o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo, José Caetano, são vários os associados que se queixam por não conseguir circular na "suicida" Marginal e por serem multados num local onde "pode haver a partilha entre o peão e o ciclista". Já a Associação Amigos do Paredão tem estado a trabalhar com a Câmara de Cascais para arranjar uma "solução consensual", já que recebe reclamações de "ambas as partes". O presidente, João Santos, defende, no entanto, uma resolução "mais pela via dos horários", devido aos acidentes ocorridos no passado, e acredita que uma ciclovia não é aceitável por algumas áreas serem demasiado estreitas para garantir a segurança dos peões.
A opinião é partilhada pelo líder municipal, António Capucho, para quem a delimitação de uma zona de bicicletas é insustentável em zonas com esplanadas. No caso de Oeiras, a vereadora do Trânsito, Madalena Castro, acredita que a delimitação de horários foi já uma medida suficiente e considera que a total abertura do passeio marítimo voltaria a motivar atropelamentos. »
Labels:
bicicletas,
ciclovias,
Paredão
Thursday, December 04, 2008
Boas notícias para o mercado:
In Imprensa Cascais
«CÂMARA REQUALIFICA MERCADO DE CASCAIS
– 6 de Dezembro | 11h00 | Mercado de Cascais –
O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António d’Orey Capucho visita no próximo sábado, dia 6 de Dezembro, pelas 11h00, o Mercado de Cascais, no âmbito das obras de requalificação já concluídas.
Proporcionar melhores condições para o funcionamento deste sector de actividade, foi o objectivo da profunda intervenção de requalificação do Mercado de Cascais que vem acrescentar uma melhoria significativa nas condições de trabalho e segurança dos vendedores do mercado que passam a contar com os meios técnicos adequados ao exercício da sua actividade.
As obras consistiram na substituição todas as câmaras frigoríficas por outras adequadas à conservação dos diferentes alimentos, na remodelação do pavimento do mercado, na substituição das infra-estruturas de esgotos e águas pluviais e do telhado do Mercado do Peixe, na limpeza e pintura das paredes dos edifícios e na reformulação das casas de banho para uso dos comerciantes e do público.
A nível cultural foi colocado, numa das paredes exteriores do mercado, um painel de azulejos com temas alusivos a Cascais e aos mercados, da autoria da artista plástica Teresa Posser de Andrade.
Numa segunda fase desta intervenção será requalificado o pavilhão da frente e as lojas do primeiro andar (2009), seguindo-se os arranjos exteriores paisagísticos nos espaços adjacentes junto ao leito da Ribeira das Vinhas.»
Mas na última frase do último parágrafo reside a minha preocupação. A ver vamos.
«CÂMARA REQUALIFICA MERCADO DE CASCAIS
– 6 de Dezembro | 11h00 | Mercado de Cascais –
O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António d’Orey Capucho visita no próximo sábado, dia 6 de Dezembro, pelas 11h00, o Mercado de Cascais, no âmbito das obras de requalificação já concluídas.
Proporcionar melhores condições para o funcionamento deste sector de actividade, foi o objectivo da profunda intervenção de requalificação do Mercado de Cascais que vem acrescentar uma melhoria significativa nas condições de trabalho e segurança dos vendedores do mercado que passam a contar com os meios técnicos adequados ao exercício da sua actividade.
As obras consistiram na substituição todas as câmaras frigoríficas por outras adequadas à conservação dos diferentes alimentos, na remodelação do pavimento do mercado, na substituição das infra-estruturas de esgotos e águas pluviais e do telhado do Mercado do Peixe, na limpeza e pintura das paredes dos edifícios e na reformulação das casas de banho para uso dos comerciantes e do público.
A nível cultural foi colocado, numa das paredes exteriores do mercado, um painel de azulejos com temas alusivos a Cascais e aos mercados, da autoria da artista plástica Teresa Posser de Andrade.
Numa segunda fase desta intervenção será requalificado o pavilhão da frente e as lojas do primeiro andar (2009), seguindo-se os arranjos exteriores paisagísticos nos espaços adjacentes junto ao leito da Ribeira das Vinhas.»
Mas na última frase do último parágrafo reside a minha preocupação. A ver vamos.
Wednesday, December 03, 2008
Bicicletas no Paredão
Aproveito esta oportunidade para partilhar uma troca de correspondência com a Câmara Municipal de Cascais (CMC), em meados deste ano, sobre uma situação que ainda me desconforta - e talvez não só a mim.
"Sou morador em Cascais há mais de 27 anos e não posso deixar de me sentir constrangido quando um polícia se dirige a mim para me repreender pelo facto de estar a circular numa infra-estrutura pública construída para servir (pensava eu) os interesses de todos os munícipes, sem excepção.
Numa altura em que a generalidade dos municípios da Europa dita "civilizada" (Paris, Barcelona, Roma e Berlim, por exemplo) investem somas consideráveis na aquisição de milhares de bicicletas para uso público, a minha autarquia proíbe a circulação das mesmas nos novos paredões junto ao mar.
Esta situação encerra diversos factores desagradáveis e é em si mesma uma proibição anacrónica. Por um lado exclui uma parte dos cidadãos que, como eu, gostam de passear de bicicleta (e não vale a pena dizer que existem alternativas, porque passear no passeio junto à marginal, onde os carros passam a 80 km/h a menos de um metro do ciclista e é difícil lembrar que nos encontramos junto ao mar, visto que o ruído e o fumo nos inibem qualquer sensibilidade, não é certamente uma alternativa quando é tranquilidade e lazer que se procura). Por outro lado porque é totalmente indiferente aos novos paradigmas urbanísticos que privilegiam, cada vez mais, toda e qualquer forma de deslocação que seja "amiga do ambiente", potencialmente saudável e que promova o usufruto do espaço público de uma forma harmoniosa e sociável. O que me deixa baralhado quanto às opções do executivo camarário.
É certo que poder-se-á argumentar que a câmara não é indiferente a esta questão e construiu infra-estruturas para este fim na ligação Guincho-Cascais. Mas eu não vivo na Quinta da Marinha ou em Birre. Vivo em Sassoeiros. E não me parece razoável que tenha que me deslocar até ao centro de Cascais, de carro e/ou comboio, para poder usufruir de uma passeio de bicicleta junto ao mar.
Outro argumento é o de que um ciclista (o termo "ciclista" repete-se ao longo deste texto, mas é preciso não o confundir com um indivíduo que circula com uma bicicleta de ciclismo, e equipamento da Volta a Portugal, a fazer médias de 50km/h na marginal - estes serão profissionais, que representam um grupo residual no qual não me incluo) distraído poderá colidir com uma criança ou um idoso e provocar algum tipo de lesão. Ora, este mesmo ciclista distraído poderá desequilibrar-se ao circular no passeio da marginal, cair para o meio da via e ser atingido por um automóvel, provocando lesões, certamente, não menos graves. Sem esquecer que os passeios da marginal são projectados para peões e que também estes se servem dele. Levando mais uma vez a uma questão contraditória: não se compreende como a proibição de circulação para as bicicletas faz sentido no paredão, com 3 a 6 metros de largura, mas não faz o mesmo sentido num passeio da marginal, com 1,5 metros de largura.
Não falo sequer da possibilidade do ciclista de passeio ser obrigado a circular na via da marginal, visto que só alguém com clara má fé, ou indiferente à integridade física e psicológica destas pessoas, poderá ponderar essa possibilidade.
É preciso ser razoável e confiar no civismo e prudência destes cidadãos que optam pela bicicleta como equipamento de lazer/desporto preferencial, assim como é importante manter uma vigilância que permita chamar à atenção e penalizar potenciais desrespeitadores do bem estar e segurança dos demais. Mas não é política proibir e penalizar esta opção e penso que a câmara só terá a perder em marginalizar o uso da bicicleta por todas as razões que acabo de descrever.
Obrigado pela Vossa atenção.
Despeço-me com cordialidade,
Ricardo Dias Garcia"
Resposta da CMC:
"Exmº Sr. Ricardo Dias Garcia
Permito-me resumir de seguida a posição da Câmara Municipal de Cascais no que respeita ao Paredão (passeio pedonal S. João - Cascais).
1. Embora este equipamento seja um passeio pedonal e, portanto, à partida exclua velocípedes, a Câmara estudou a possibilidade de conciliar a utilização das bicicletas, mas infelizmente chegou à conclusão que tal é inviável, em sintonia com a Associação do Amigos do Paredão. A hipótese de coabitação seria através da demarcação no piso de uma faixa destinada aos velocípedes, mas o facto de ocorrerem diversos estrangulamentos de largura entre Cascais e S. João, nomeadamente junto a algumas esplanadas de concessionários, bem como a cada vez maior frequência de eventos organizados no Paredão, torna desaconselhável tal solução.
2. Como teremos de admitir, não seria de esperar que a generalidade dos ciclistas viesse a desmontar nesses locais de estrangulamento ou de localização de eventos e atravessá-los com a bicicleta à mão. Basta assistirmos, sentados numa das esplanadas em causa, ao que fazem os habituais prevaricadores quando por elas passam em desrespeito da Lei e das mais elementares regras de conduta cívica.
3. Na verdade, o Paredão conhece felizmente uma grande afluência de peões em muito períodos do dia e da semana, em todas as estações do ano, e já se verificaram diversos acidentes de certa gravidade fruto de atropelamentos por bicicletas. É patente e notório que, apesar do comportamento responsável da maioria dos ciclistas, alguns abusaram da velocidade e até se permitem exercitar acrobacias, colocando em risco a integridade dos peões. Mesmo a baixa velocidade, o desequilíbrio e a queda provocada em idosos pode ter consequências gravíssimas. A responsabilidade civil subsequente pelos danos é da Câmara Municipal e a responsabilidade política é do seu Presidente.
Compreendo muito bem a frustração de muitos ciclistas que, como eu próprio, poderiam desfrutar de bicicleta aquele magnífico passeio e até utilizá-la regularmente como meio habitual de transporte, com vantagens para o trânsito.
5. Pelas razões expostas, a nossa decisão não poderia deixar de ser a interdição de bicicletas no Paredão. Sem dúvida que os ciclistas têm direitos, mas não podem atropelar os direitos dos peões. O que importa é tentar conciliar os interesses em presença. De qualquer modo, não se trata obviamente de uma decisão irreversível, pois a experiência pode favorecer que venha a ser ponderada uma solução alternativa, em articulação com a Associação dos Amigos do Paredão e as Forças de Segurança.
6. O que é importante registar é a apetência muito saudável de um número crescente de cidadãos pela utilização da bicicleta quer em termos lúdico-desportivos, quer como meio habitual de transporte. Assim, embora a orografia e o desenho urbanístico sejam muitas vezes obstáculos difíceis de vencer, será nossa preocupação procurar alargar progressivamente as pistas dedicadas para o efeito, à semelhança da que existe entre a Guia e o Guincho. Desde já está em projecto a ligação por ciclovia desde a praia de Carcavelos até à Estação de Caminho de Ferro, atravessando a Quinta dos Ingleses (através do futuro parque urbano), com prolongamento para a Quinta do Barão. Por outro lado está já projectada a ligação Praia do Guincho a Birre, em prolongamento da actual ciclovia. Esperamos também repetir com crescente frequência a disponibilização do Autódromo durante um dia para utilização exclusiva da pista por ciclistas.
Com os melhores cumprimentos,
António d’Orey Capucho
Presidente da Câmara Municipal de Cascais"
Nova investida minha:
"Exmº Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr António Capucho,
Agradeço a atenção em redigir esta atenciosa e estruturada resposta, mas aproveito para lembrar-lhe que não vivo em Birre e que o prolongamente da ciclovia do Guincho até Birre pouco me beneficia, a não ser que considere a hipótese de recorrer a um outro meio de transporte para aceder a esta via.
Lembro-lhe também que, tal como a uma pessoa que compra um bilhete para um espetáculo de ópera pouco lhe importa que o filho do contínuo seja um às no acordeão e esteja a ensaiar na cave da sala de espetáculos, qualquer pessoa que escolha viver na linha fá-lo com o intuito de estar próxima do mar e não se satisfará, certamente, com um passeio sub urbano pela quinta do barão.
Será importante também frisar que, por muito bem elaboradas que estejam as premissas por trás da proibição de circulação das bicicletas na ciclovia, continua a não existir alternativa viável para a circulação de bicicletas na marginal, junto ao mar. O que não afastará, por certo, um número crescente de cidadãos de circular de bicicleta o mais próximo da costa que lhes seja permitido. Ora, invariavelmente, um maior número de bicicletas a circular, significa uma maior probabilidade de ocorrência de acidentes. Se é certo que um acidente na via pública rodoviária servirá apenas para engrossar os números da sinistralidade automóvel, ambos sabemos que esta é uma situação que traduz um combate desigual entre viaturas e velocipedes e que poderia muito bem ter sido evitada.
Mas compreendo que uma total, e indiscutível, incompatibilidade entre a circulação de pessoas e bicicletas nos novos paredões justifica o sorteio diário de vidas na marginal. Afinal de contas Cascais é terra com tradição de jogo, como o demonstra o Casino do Estoril. Resta lembrar que no casino o mais certo é perder.
Enfim..
Despeço-me com cordialidade,
Ricardo Dias Garcia"
Como todos os assuntos, existirão várias posições com argumentos válidos, sobre a autorização, ou não, da circulação de bicicletas no paredão. Eu não quis deixar de expor os meus.
"Sou morador em Cascais há mais de 27 anos e não posso deixar de me sentir constrangido quando um polícia se dirige a mim para me repreender pelo facto de estar a circular numa infra-estrutura pública construída para servir (pensava eu) os interesses de todos os munícipes, sem excepção.
Numa altura em que a generalidade dos municípios da Europa dita "civilizada" (Paris, Barcelona, Roma e Berlim, por exemplo) investem somas consideráveis na aquisição de milhares de bicicletas para uso público, a minha autarquia proíbe a circulação das mesmas nos novos paredões junto ao mar.
Esta situação encerra diversos factores desagradáveis e é em si mesma uma proibição anacrónica. Por um lado exclui uma parte dos cidadãos que, como eu, gostam de passear de bicicleta (e não vale a pena dizer que existem alternativas, porque passear no passeio junto à marginal, onde os carros passam a 80 km/h a menos de um metro do ciclista e é difícil lembrar que nos encontramos junto ao mar, visto que o ruído e o fumo nos inibem qualquer sensibilidade, não é certamente uma alternativa quando é tranquilidade e lazer que se procura). Por outro lado porque é totalmente indiferente aos novos paradigmas urbanísticos que privilegiam, cada vez mais, toda e qualquer forma de deslocação que seja "amiga do ambiente", potencialmente saudável e que promova o usufruto do espaço público de uma forma harmoniosa e sociável. O que me deixa baralhado quanto às opções do executivo camarário.
É certo que poder-se-á argumentar que a câmara não é indiferente a esta questão e construiu infra-estruturas para este fim na ligação Guincho-Cascais. Mas eu não vivo na Quinta da Marinha ou em Birre. Vivo em Sassoeiros. E não me parece razoável que tenha que me deslocar até ao centro de Cascais, de carro e/ou comboio, para poder usufruir de uma passeio de bicicleta junto ao mar.
Outro argumento é o de que um ciclista (o termo "ciclista" repete-se ao longo deste texto, mas é preciso não o confundir com um indivíduo que circula com uma bicicleta de ciclismo, e equipamento da Volta a Portugal, a fazer médias de 50km/h na marginal - estes serão profissionais, que representam um grupo residual no qual não me incluo) distraído poderá colidir com uma criança ou um idoso e provocar algum tipo de lesão. Ora, este mesmo ciclista distraído poderá desequilibrar-se ao circular no passeio da marginal, cair para o meio da via e ser atingido por um automóvel, provocando lesões, certamente, não menos graves. Sem esquecer que os passeios da marginal são projectados para peões e que também estes se servem dele. Levando mais uma vez a uma questão contraditória: não se compreende como a proibição de circulação para as bicicletas faz sentido no paredão, com 3 a 6 metros de largura, mas não faz o mesmo sentido num passeio da marginal, com 1,5 metros de largura.
Não falo sequer da possibilidade do ciclista de passeio ser obrigado a circular na via da marginal, visto que só alguém com clara má fé, ou indiferente à integridade física e psicológica destas pessoas, poderá ponderar essa possibilidade.
É preciso ser razoável e confiar no civismo e prudência destes cidadãos que optam pela bicicleta como equipamento de lazer/desporto preferencial, assim como é importante manter uma vigilância que permita chamar à atenção e penalizar potenciais desrespeitadores do bem estar e segurança dos demais. Mas não é política proibir e penalizar esta opção e penso que a câmara só terá a perder em marginalizar o uso da bicicleta por todas as razões que acabo de descrever.
Obrigado pela Vossa atenção.
Despeço-me com cordialidade,
Ricardo Dias Garcia"
Resposta da CMC:
"Exmº Sr. Ricardo Dias Garcia
Permito-me resumir de seguida a posição da Câmara Municipal de Cascais no que respeita ao Paredão (passeio pedonal S. João - Cascais).
1. Embora este equipamento seja um passeio pedonal e, portanto, à partida exclua velocípedes, a Câmara estudou a possibilidade de conciliar a utilização das bicicletas, mas infelizmente chegou à conclusão que tal é inviável, em sintonia com a Associação do Amigos do Paredão. A hipótese de coabitação seria através da demarcação no piso de uma faixa destinada aos velocípedes, mas o facto de ocorrerem diversos estrangulamentos de largura entre Cascais e S. João, nomeadamente junto a algumas esplanadas de concessionários, bem como a cada vez maior frequência de eventos organizados no Paredão, torna desaconselhável tal solução.
2. Como teremos de admitir, não seria de esperar que a generalidade dos ciclistas viesse a desmontar nesses locais de estrangulamento ou de localização de eventos e atravessá-los com a bicicleta à mão. Basta assistirmos, sentados numa das esplanadas em causa, ao que fazem os habituais prevaricadores quando por elas passam em desrespeito da Lei e das mais elementares regras de conduta cívica.
3. Na verdade, o Paredão conhece felizmente uma grande afluência de peões em muito períodos do dia e da semana, em todas as estações do ano, e já se verificaram diversos acidentes de certa gravidade fruto de atropelamentos por bicicletas. É patente e notório que, apesar do comportamento responsável da maioria dos ciclistas, alguns abusaram da velocidade e até se permitem exercitar acrobacias, colocando em risco a integridade dos peões. Mesmo a baixa velocidade, o desequilíbrio e a queda provocada em idosos pode ter consequências gravíssimas. A responsabilidade civil subsequente pelos danos é da Câmara Municipal e a responsabilidade política é do seu Presidente.
Compreendo muito bem a frustração de muitos ciclistas que, como eu próprio, poderiam desfrutar de bicicleta aquele magnífico passeio e até utilizá-la regularmente como meio habitual de transporte, com vantagens para o trânsito.
5. Pelas razões expostas, a nossa decisão não poderia deixar de ser a interdição de bicicletas no Paredão. Sem dúvida que os ciclistas têm direitos, mas não podem atropelar os direitos dos peões. O que importa é tentar conciliar os interesses em presença. De qualquer modo, não se trata obviamente de uma decisão irreversível, pois a experiência pode favorecer que venha a ser ponderada uma solução alternativa, em articulação com a Associação dos Amigos do Paredão e as Forças de Segurança.
6. O que é importante registar é a apetência muito saudável de um número crescente de cidadãos pela utilização da bicicleta quer em termos lúdico-desportivos, quer como meio habitual de transporte. Assim, embora a orografia e o desenho urbanístico sejam muitas vezes obstáculos difíceis de vencer, será nossa preocupação procurar alargar progressivamente as pistas dedicadas para o efeito, à semelhança da que existe entre a Guia e o Guincho. Desde já está em projecto a ligação por ciclovia desde a praia de Carcavelos até à Estação de Caminho de Ferro, atravessando a Quinta dos Ingleses (através do futuro parque urbano), com prolongamento para a Quinta do Barão. Por outro lado está já projectada a ligação Praia do Guincho a Birre, em prolongamento da actual ciclovia. Esperamos também repetir com crescente frequência a disponibilização do Autódromo durante um dia para utilização exclusiva da pista por ciclistas.
Com os melhores cumprimentos,
António d’Orey Capucho
Presidente da Câmara Municipal de Cascais"
Nova investida minha:
"Exmº Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr António Capucho,
Agradeço a atenção em redigir esta atenciosa e estruturada resposta, mas aproveito para lembrar-lhe que não vivo em Birre e que o prolongamente da ciclovia do Guincho até Birre pouco me beneficia, a não ser que considere a hipótese de recorrer a um outro meio de transporte para aceder a esta via.
Lembro-lhe também que, tal como a uma pessoa que compra um bilhete para um espetáculo de ópera pouco lhe importa que o filho do contínuo seja um às no acordeão e esteja a ensaiar na cave da sala de espetáculos, qualquer pessoa que escolha viver na linha fá-lo com o intuito de estar próxima do mar e não se satisfará, certamente, com um passeio sub urbano pela quinta do barão.
Será importante também frisar que, por muito bem elaboradas que estejam as premissas por trás da proibição de circulação das bicicletas na ciclovia, continua a não existir alternativa viável para a circulação de bicicletas na marginal, junto ao mar. O que não afastará, por certo, um número crescente de cidadãos de circular de bicicleta o mais próximo da costa que lhes seja permitido. Ora, invariavelmente, um maior número de bicicletas a circular, significa uma maior probabilidade de ocorrência de acidentes. Se é certo que um acidente na via pública rodoviária servirá apenas para engrossar os números da sinistralidade automóvel, ambos sabemos que esta é uma situação que traduz um combate desigual entre viaturas e velocipedes e que poderia muito bem ter sido evitada.
Mas compreendo que uma total, e indiscutível, incompatibilidade entre a circulação de pessoas e bicicletas nos novos paredões justifica o sorteio diário de vidas na marginal. Afinal de contas Cascais é terra com tradição de jogo, como o demonstra o Casino do Estoril. Resta lembrar que no casino o mais certo é perder.
Enfim..
Despeço-me com cordialidade,
Ricardo Dias Garcia"
Como todos os assuntos, existirão várias posições com argumentos válidos, sobre a autorização, ou não, da circulação de bicicletas no paredão. Eu não quis deixar de expor os meus.
Thursday, November 27, 2008
Homenagem a Vinicius de Moraes
In Imprensa Cascais«1 de Dezembro | Centro Cultural de Cascais –
No âmbito das comemorações dos 50 anos da Bossa Nova e do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, no próximo dia 1 de Dezembro, o Centro Cultural de Cascais acolhe uma homenagem a Vinícius de Moraes. Com a projecção do documentário Vinícius, de Miguel Faria Jr., às 15h30, e um concerto com a banda Couple Coffee, pelas 18h00, a Câmara Municipal de Cascais evoca o poeta e diplomata que conheceu bem o Estoril.
Esta é uma singela homenagem a Vinícius de Moraes que em 1939 passou pelo Estoril, como o atesta o boletim de alojamento em seu nome, recentemente localizado pelo Arquivo Histórico Municipal.
A iniciativa tem entrada livre, mediante levantamento de bilhete no local uma hora antes do início dos eventos.
Vinícius de Moraes| nasceu a 19 de Outubro de 1913 e faleceu no dia 9 de Julho de 1980.
Com apenas dois livros de poesia e alguns outros poemas publicados, Vinícius de Moraes estaria, nessa época, ainda longe de imaginar que o futuro lhe reservaria uma atribulada carreira diplomática e o epíteto carinhoso de “poetinha vagabundo” pela sua ligação à música popular brasileira e, em particular, ao movimento musical que ajudou a criar: a Bossa Nova, que comemora cinquenta anos em 2008. Bolseiro em Oxford desde 1938, onde estudava língua e literatura inglesas, Vinícius está em Paris com a sua mulher Tati quando, a 2 de Setembro do ano seguinte, eclode a Segunda Guerra Mundial. O casal decide regressar ao Brasil, passando primeiro por Lisboa. Em Portugal encontram fortuitamente o escritor modernista Oswald de Andrade (11 de Janeiro de 1890 – 22 de Outubro de 1954), também acompanhado pela esposa, Bárbara, tendo os dois casais esperado cerca de 45 dias pela partida do navio Angola, que faria a sua primeira viagem transatlântica. “De passagem pelo Estoril, enquanto aguarda o navio partir, Vinícius de Moraes escreve aquele que talvez seja o mais famoso poema da sua obra: Soneto de Fidelidade.”
Banda Couple Coffee (Luanda Cozetti, voz; Norton Daiello, baixo) & Band (Sérgio Zurawski, guitarra; Ruca Rebordão, percussões) é um grupo formado por músicos brasileiros residentes em Portugal há alguns anos, que tem vindo a conquistar um público cada vez mais alargado pela originalidade dos arranjos das músicas que interpreta. Recentemente editou o seu terceiro álbum, Young and Lovely – 50 anos de Bossa Nova, que surpreende uma vez mais pela capacidade de recriação dos clássicos de uma forma inovadora.»
Concerto de Evocação a Fernando Lopes-Graça
In Imprensa Cascais:«CONCERTO DE EVOCAÇÃO A FERNANDO LOPES- GRAÇA
– Dia 29 de Novembro | 18h30, Auditório do Colégio Marista de Carcavelos –
Com o objectivo de promover a qualificação de grupos corais amadores, o Auditório do Colégio Marista de Carcavelos recebe no próximo sábado, dia 29 de Novembro, às 18H30, um concerto de evocação a Fernando Lopes-Graça. A interpretação estará a cargo dos corais que participaram na acção de formação organizada pela autarquia.
Orientada pelo maestro José Robert, profundo conhecedor e divulgador da obra do compositor Fernando Lopes-Graça, a formação incidiu sobre a obra deste famoso compositor que deixou em testamento à Câmara Municipal de Cascais todo o seu espólio.
Este concerto, que assinala o encerramento da acção de formação dirigida a corais amadores do Concelho, conta com a participação do Coro Fernando Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música e os Grupos Corais Amadores do concelho de Cascais (coralistas adultos) afectos a associações e colectividades concelhias.»
Labels:
concerto,
Fernando Lopes da Graça
Monday, November 24, 2008
Soneto da Fidelidade
Muito obrigado à Agenda Cultural da CMC por me ter informado da composição do Soneto da Fidelidade de Vinicius por alturas da sua passagem pelo Estoril, em 1939, facto que desconhecia. Acontece, porém, que há um equívoco que gostava de ver esclarecido: no último verso da primeira quadra, sempre o escutei 'dele se encante mais meu pensamento' e não, como aparece no texto da agenda cultural, 'dele se engane mais meu pensamento'. Será que Vinicius escreveu dois versos diferentes? Alguém esclarece?
Estatísticas de Construção de Habitação em Cascais
COMUNICADO da CMC:
«Estatísticas de Construção de Habitação em Cascais
As precipitadas declarações do Presidente do PS-Cascais, criticando o suposto “excesso de concessão de licenças de construção no Concelho”, relevam ou da mera ignorância ou de desonestidade intelectual.
Na semana passada surgiram notícias em certa imprensa dando conta que Cascais seria “campeão na atribuição de licenças de construção”, as quais proporcionaram declarações mais uma vez precipitadas do Presidente do PS Cascais, criticando o suposto “excesso de concessão de licenças de construção no Concelho”.
A análise isenta dos dados estatísticos oficiais e de indiscutível fidelidade não permite tal interpretação da realidade, a qual releva ou da mera ignorância ou de desonestidade intelectual. De resto não deixa de ser caricato que tais afirmações possam vir de quem preside à formação política que todos sabem ter sido responsável por uma sistemática e comprovada degradação urbanística de Cascais até 2001, para além de nos ter deixado diversas situações muito negativas e irreversíveis face aos direitos adquiridos pelos promotores no antecedente.
Pelo contrário, a coligação “Viva Cascais” tem prosseguido uma política urbanística equilibrada tendo em vista um desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida dos cidadãos.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística, ao alcance de todos na Internet, assim o comprovam: se é verdade que Cascais foi o Concelho que mais licenças de construção emitiu, é imperativo acrescentar-se que, de entre os Concelhos urbanos que ocupam os 10 primeiros lugares deste ranking, fomos precisamente daqueles que menos licenças para novas construções proporcionou.
Com efeito, em 2006, depois de Lisboa - Concelho que apresenta uma malha urbana perfeitamente consolidada - Cascais foi o município que menor número de licenças para novas construções emitiu (391 em 938). Em 2007 manteve-se a tendência pois, das 1088 licenças emitidas, só 504 respeitavam a novas construções.
Fica assim evidenciada a política seguida pelo município de Cascais no sentido de apostar na requalificação urbanística através de obras de reconstrução, ampliação e remodelação, com progressiva diminuição do número de novos fogos licenciados.
Esta tendência está bem patente no gráfico seguinte que revela o número de fogos em licenças de habitação ao longo dos últimos anos*, que evidencia a evolução sustentadamente decrescente desde que a actual maioria foi chamada a presidir aos destinos da Câmara Municipal de Cascais.
António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal)
*O nº de fogos de 2008 é estimado mas já integra os resultados reais até Outubro.
«Estatísticas de Construção de Habitação em Cascais
As precipitadas declarações do Presidente do PS-Cascais, criticando o suposto “excesso de concessão de licenças de construção no Concelho”, relevam ou da mera ignorância ou de desonestidade intelectual.
Na semana passada surgiram notícias em certa imprensa dando conta que Cascais seria “campeão na atribuição de licenças de construção”, as quais proporcionaram declarações mais uma vez precipitadas do Presidente do PS Cascais, criticando o suposto “excesso de concessão de licenças de construção no Concelho”.
A análise isenta dos dados estatísticos oficiais e de indiscutível fidelidade não permite tal interpretação da realidade, a qual releva ou da mera ignorância ou de desonestidade intelectual. De resto não deixa de ser caricato que tais afirmações possam vir de quem preside à formação política que todos sabem ter sido responsável por uma sistemática e comprovada degradação urbanística de Cascais até 2001, para além de nos ter deixado diversas situações muito negativas e irreversíveis face aos direitos adquiridos pelos promotores no antecedente.
Pelo contrário, a coligação “Viva Cascais” tem prosseguido uma política urbanística equilibrada tendo em vista um desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida dos cidadãos.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística, ao alcance de todos na Internet, assim o comprovam: se é verdade que Cascais foi o Concelho que mais licenças de construção emitiu, é imperativo acrescentar-se que, de entre os Concelhos urbanos que ocupam os 10 primeiros lugares deste ranking, fomos precisamente daqueles que menos licenças para novas construções proporcionou.
Com efeito, em 2006, depois de Lisboa - Concelho que apresenta uma malha urbana perfeitamente consolidada - Cascais foi o município que menor número de licenças para novas construções emitiu (391 em 938). Em 2007 manteve-se a tendência pois, das 1088 licenças emitidas, só 504 respeitavam a novas construções.
Fica assim evidenciada a política seguida pelo município de Cascais no sentido de apostar na requalificação urbanística através de obras de reconstrução, ampliação e remodelação, com progressiva diminuição do número de novos fogos licenciados.
Esta tendência está bem patente no gráfico seguinte que revela o número de fogos em licenças de habitação ao longo dos últimos anos*, que evidencia a evolução sustentadamente decrescente desde que a actual maioria foi chamada a presidir aos destinos da Câmara Municipal de Cascais.
António d' Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal)
*O nº de fogos de 2008 é estimado mas já integra os resultados reais até Outubro.
Thursday, November 20, 2008
Hotel na Quinta da Marinha tem de ser aprovado pelo Ambiente
In Público (20/11/2008)
Clara Viana
«Ao contrário do que tem sido defendido pela Câmara de Cascais, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), um organismo que depende do Ministério do Ambiente, não parece ter dúvidas de que a construção de mais um hotel de luxo, com 144 camas, projectado para a Quinta da Marinha, no Guincho, só poderá ser licenciado depois do respectivo projecto obter parecer positivo do Parque Natural Sintra -Cascais.
"O PNSC tem que ser consultado", confirmou ao PÚBLICO Sofia Silveira, directora do Departamento de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste do ICNB, a propósito do processo de comunicação prévia que deu entrada na Câmara de Cascais em Maio passado. O local para o qual se encontra projectado o novo hotel do grupo Onyria, propriedade de José Pinto Coelho, encontra-se numa das áreas de protecção do PNSC.
Mas segundo o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, esse é um passo a que a câmara não se considera obrigada. "Os alvarás de loteamento 358 e 646 e respectivos aditamentos foram objecto de consulta do PNSC. Os procedimentos relativos à construção do hotel e club house decorrem dos referidos alvarás não estando como tal sujeitos a consultas", respondeu ao PÚBLICO. O ICNB não ignora esta situação - reenviou aliás o parecer do PNSC -, mas mantém como válida que a prerrogativa que lhe está atribuída nas áreas de protecção da natureza se estende também à análise posterior dos projectos de construção.
No seu parecer, datado de 2001, o PNSC observa que deve ser respeitada "escrupulosamente" a obrigação de a implantação de futuros edifícios "respeitar a morfologia do terreno existente, bem com os compromissos de arborização". "Esta situação não se tem verificado em todo o empreendimento, o que tem contribuído para desvirtuar valores ambientais e paisagísticos inerentes a esta localização", acrescenta-se. Na CMC, o projecto foi alvo de dois pareceres. Num refere-se que apresenta "uma volumetria fora da escala da sua envolvente" e propõe-se o indeferimento. Noutro, elaborado após entrega de novos elementos pelo proprietário, gaba-se a harmonia da solução proposta.
No mês passado, as obras arrancaram no local sem aviso prévio e sem autorização camarária. Na sequência de um protesto do Grupo Ecológico de Cascais, a câmara embargou os trabalhos, situação que ainda se mantém. Mas Carreiras garantiu já que a nova construção irá por diante.
As obras no local continuam embargadas, mas a câmara garantiu que a construção do hotel irá por diante»
Clara Viana
«Ao contrário do que tem sido defendido pela Câmara de Cascais, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), um organismo que depende do Ministério do Ambiente, não parece ter dúvidas de que a construção de mais um hotel de luxo, com 144 camas, projectado para a Quinta da Marinha, no Guincho, só poderá ser licenciado depois do respectivo projecto obter parecer positivo do Parque Natural Sintra -Cascais.
"O PNSC tem que ser consultado", confirmou ao PÚBLICO Sofia Silveira, directora do Departamento de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste do ICNB, a propósito do processo de comunicação prévia que deu entrada na Câmara de Cascais em Maio passado. O local para o qual se encontra projectado o novo hotel do grupo Onyria, propriedade de José Pinto Coelho, encontra-se numa das áreas de protecção do PNSC.
Mas segundo o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, esse é um passo a que a câmara não se considera obrigada. "Os alvarás de loteamento 358 e 646 e respectivos aditamentos foram objecto de consulta do PNSC. Os procedimentos relativos à construção do hotel e club house decorrem dos referidos alvarás não estando como tal sujeitos a consultas", respondeu ao PÚBLICO. O ICNB não ignora esta situação - reenviou aliás o parecer do PNSC -, mas mantém como válida que a prerrogativa que lhe está atribuída nas áreas de protecção da natureza se estende também à análise posterior dos projectos de construção.
No seu parecer, datado de 2001, o PNSC observa que deve ser respeitada "escrupulosamente" a obrigação de a implantação de futuros edifícios "respeitar a morfologia do terreno existente, bem com os compromissos de arborização". "Esta situação não se tem verificado em todo o empreendimento, o que tem contribuído para desvirtuar valores ambientais e paisagísticos inerentes a esta localização", acrescenta-se. Na CMC, o projecto foi alvo de dois pareceres. Num refere-se que apresenta "uma volumetria fora da escala da sua envolvente" e propõe-se o indeferimento. Noutro, elaborado após entrega de novos elementos pelo proprietário, gaba-se a harmonia da solução proposta.
No mês passado, as obras arrancaram no local sem aviso prévio e sem autorização camarária. Na sequência de um protesto do Grupo Ecológico de Cascais, a câmara embargou os trabalhos, situação que ainda se mantém. Mas Carreiras garantiu já que a nova construção irá por diante.
As obras no local continuam embargadas, mas a câmara garantiu que a construção do hotel irá por diante»
Wednesday, November 19, 2008
100 anos depois, o que restará do Miramar?


Nos 100 anos que medeiam a imagem de cima e as duas seguintes, correu muita coisa pelo Miramar: de espiões a refugiados e de incêndio a abandono propositado, ano após ano, e muito haveria para escrever para explicar esse estado de coisas.
Mas, numa altura em que o discurso oficial aponta para a preservação do Monte Estoril como reduto histórico de primeira grandeza para o concelho, cujos parâmetros de zona habitacional consolidada importa acarinhar e proteger, como exemplo perfeito que são do que deve ser uma zona com qualidade de vida - espaços verdes com árvores de grande porte, edificado de qualidade arquitectónica, baixa densidade de construção, trânsito e estacionamento ordenados, baixo teor de poluição, espaços de memória, comércio de proximidade, turismo de eleição, manutenção do espírito do local, etc. - parece IMPOSSÍVEL que passe pela cabeça de quem decide qualquer outra coisa que não seja a reconstrução do Miramar tal como ele era (por alturas do incêndio? há 100 anos?), devolvendo-o à sua função histórica, permitindo-se a construção de um novo corpo de raiz, sim, mas com um baixa volumetria de modo a não desvirtuar o passado do edifício em causa, e tampouco agredir ou sufocar a envolvência.
Continuo sem entender porquê essa obsessão destrutiva de quem quer derrubar a memória colectiva? Porquê essa preocupação dominante em se querer compensar seja quem for por eventuais perdas em negócio? Porquê sacrificar o Monte a supostas 'marcas de autor'?
Numa altura em que tudo parece perdido, creio que daquilo que efectivamente vier a ficar definitivamente assente para o Miramar, vai resultar uma conclusão clara e defnitiva sobre qual o entendimento de facto que as pessoas que decidem na CMC têm sobre não só sobre o Monte Estoril, mas também sobre, numa palavra, a Cultura.
Fotos: Arquivo Municipal Lx, Google Earth e Skyscrapercity
Tuesday, November 18, 2008
Projecto para o parque Sintra-Cascais sem PIN
In Diário de Notícias (18/11/2008)
«Sintra. Empreendimento contempla hotel, moradias e centro de congressos
Um megaprojecto turístico com quase mil camas no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC), entre as praias Grande e da Adraga, foi candidato a Potencial Interesse Nacional (PIN) e retirado no dia 3, em vésperas do chumbo do Ministério do Ambiente. O promotor do megaprojecto turístico, o grupo Vila Galé, disse que vai entregar "em breve" um pedido de licenciamento do empreendimento na Câmara de Sintra.
"O processo está pronto e vai ser entregue na câmara que fará a consulta às várias entidades", afirmou Jorge Rebelo de Almeida, gerente do grupo hoteleiro Vila Galé e promotor do projecto juntamente com a família Antunes, a proprietária dos 55 hectares destinados ao empreendimento, 13 dos quais para construção.
Fátima Antunes, proprietária dos terrenos desde 1999, recusa render-se ao parecer negativo do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) ao projecto que esteve na base do chumbo do Ministério do Ambiente à candidatura do empreendimento a projecto PIN, que acabou por não ser oficializado porque a candidatura foi retirada à última hora. "Não havia condições para continuar, mas mantemos a intenção de avançar com o empreendimento", afirmou Fátima Antunes.
O parecer do ICNB, o Ministério do Ambiente recusa reconhecer como PIN um projecto que considera "sem sustentabilidade ambiental e territorial" e "incompatível com os valores naturais" daquela zona.
O empreendimento projectado para o PNSC inclui um hotel-apartamento, 70 moradias, piscinas, restaurantes, um centro de congressos e um Spa, a construir em área da Rede Natura e também protegida pela directiva habitats (aves) e pelo plano de ordenamento do parque e plano da orla costeira (que proíbe a construção junto à costa).
Fonte da Câmara de Sintra disse que "o projecto está parado" e que não deu ainda entrada nos serviços outro, reformulado, para a zona.
O histórico deste projecto turístico remonta aos anos 70, quando um inglês e um alemão começaram a comprar os primeiros pequenos terrenos no Pego, Colares, junto ao mar, conseguindo juntar ao longo dos anos numa única propriedade mais de 50 hectares. A família Antunes comprou o terreno no final da década de 90 com a expectativa de construir um empreendimento turístico, que estava já previsto no Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM).
Em 2004, a construção do empreendimento motivou a constituição de um movimento cívico de defesa do PNSC - que estuda agora formas de travar nos tribunais nacionais e comunitário o avanço daquele que consideram ser um grave atentado ambiental. Também a promotora admite lutar em tribunal. | Lusa»
«Sintra. Empreendimento contempla hotel, moradias e centro de congressos
Um megaprojecto turístico com quase mil camas no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC), entre as praias Grande e da Adraga, foi candidato a Potencial Interesse Nacional (PIN) e retirado no dia 3, em vésperas do chumbo do Ministério do Ambiente. O promotor do megaprojecto turístico, o grupo Vila Galé, disse que vai entregar "em breve" um pedido de licenciamento do empreendimento na Câmara de Sintra.
"O processo está pronto e vai ser entregue na câmara que fará a consulta às várias entidades", afirmou Jorge Rebelo de Almeida, gerente do grupo hoteleiro Vila Galé e promotor do projecto juntamente com a família Antunes, a proprietária dos 55 hectares destinados ao empreendimento, 13 dos quais para construção.
Fátima Antunes, proprietária dos terrenos desde 1999, recusa render-se ao parecer negativo do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) ao projecto que esteve na base do chumbo do Ministério do Ambiente à candidatura do empreendimento a projecto PIN, que acabou por não ser oficializado porque a candidatura foi retirada à última hora. "Não havia condições para continuar, mas mantemos a intenção de avançar com o empreendimento", afirmou Fátima Antunes.
O parecer do ICNB, o Ministério do Ambiente recusa reconhecer como PIN um projecto que considera "sem sustentabilidade ambiental e territorial" e "incompatível com os valores naturais" daquela zona.
O empreendimento projectado para o PNSC inclui um hotel-apartamento, 70 moradias, piscinas, restaurantes, um centro de congressos e um Spa, a construir em área da Rede Natura e também protegida pela directiva habitats (aves) e pelo plano de ordenamento do parque e plano da orla costeira (que proíbe a construção junto à costa).
Fonte da Câmara de Sintra disse que "o projecto está parado" e que não deu ainda entrada nos serviços outro, reformulado, para a zona.
O histórico deste projecto turístico remonta aos anos 70, quando um inglês e um alemão começaram a comprar os primeiros pequenos terrenos no Pego, Colares, junto ao mar, conseguindo juntar ao longo dos anos numa única propriedade mais de 50 hectares. A família Antunes comprou o terreno no final da década de 90 com a expectativa de construir um empreendimento turístico, que estava já previsto no Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM).
Em 2004, a construção do empreendimento motivou a constituição de um movimento cívico de defesa do PNSC - que estuda agora formas de travar nos tribunais nacionais e comunitário o avanço daquele que consideram ser um grave atentado ambiental. Também a promotora admite lutar em tribunal. | Lusa»
Friday, November 14, 2008
Tuesday, November 11, 2008
Que futuro para a Casa de São Francisco?


«Do mesmo ano 1936, é o melhor objecto da arquitectura particular, a casa do Eng.º António Cortez Lobão, com projecto de António Varela, para o lote imediatamente a nascente do edifício dos Correios», a casa de S. Francisco» (*)
Esta vivenda tipicamente modernista, e um dos poucos exemplares relativamente intactos do concelho, é o local ideal para albergar, enquanto propriedade da CMC (e, portanto, de nós todos), uma escola-atelier-museu do Modernismo (aliás algo que se poderia estender ao Cruzeiro, devendo este ser, em vez, o local ideal para um grande centro local, nacional e internacional ligado às Indústrias Criativas, sendo, como é, o seu proprietário, BPI, um 'business angel' da Agência DNA que tanta publicidade tem gerado... centro de ind. criativas em todo o edifício exclusive ao piso térreo que deveria manter o café e as lojas!!) que se fez no concelho. Para isso devia ser propriedade da CMC. Talvez uma candidatura da CMC ao QREN? Tem que ser rápido...
(*)Fonte
Fotos: JNB
Labels:
Casa S. Francisco,
Estoril,
Modernismo
Subscribe to:
Posts (Atom)