Friday, October 09, 2009

Mais do mesmo:

Deliberações da Reunião de Câmara de dia 6 de Outubro:


A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião de Câmara de dia 6 de Outubro, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a proposta de protocolo a estabelecer entre o Município de Cascais e a IDEIA – Instituto para o Desenvolvimento Educativo Integrado na Acção, bem como a atribuição de um subsídio no valor de €54.400,00, para construção de um novo edifício na Rua Ruben Rola, Outeiro de Polima com as valências de Creche para 66 crianças e Pré-Escolar até 75 crianças. Numa segunda fase este equipamento irá também dispor de um auditório e dar resposta a 125 crianças na valência de escola do 1.° Ciclo do Ensino Básico.

2. Aprovar as candidaturas apresentadas à Câmara Municipal no âmbito do programa “Requalifica FIVE”, bem como a atribuição de um subsídio no valor de €378.686,25 destinados à concretização das 16 candidaturas aceites no âmbito daquele programa de requalificação dos equipamentos sociais de entidades sem fins lucrativos com sede no concelho.

3. Atribuir um subsídio no valor de €18.443,20 à Associação de Bombeiros Voluntários de Carcavelos - São Domingos de Rana no âmbito da parceria no Programa Municipal Praia Para Todos – Tiralô 2009. Com recurso a cadeiras especiais (“tiralô”) e técnicos especializados, este programa decorreu nos meses de Verão e permite o acesso a banhos de mar em total segurança a pessoas com mobilidade reduzida ou portadoras de deficiência.

4. Aprovar o protocolo a celebrar entre a Câmara Municipal de Cascais e a Santa Casa da Misericórdia de Cascais, bem como a atribuição de um subsídio no valor de €40.566,00, no âmbito dos Projectos da Casa Grande da Galiza.

5. Atribuir um subsídio global no valor de €409.196,55 às juntas de freguesia e diversas associações e entidades para construção de espaços verdes no âmbito do Programa CEVAR – Conservação de Espaços Verdes em Áreas Reduzidas.

6. Aprovar a atribuição de um subsídio global no valor de €83.805,69 às juntas de freguesia e diversas associações e entidades para manutenção de espaços verdes no âmbito do Programa CEVAR – Conservação de Espaços Verdes em Áreas Reduzidas.

7. Aprovar o protocolo entre o Município de Cascais e a Associação Portuguesa de Corridas de Aventura, bem como uma comparticipação financeira no valor de €17.800,00, no âmbito da realização do evento “Estoril Portugal Xpd Race 2009”, na modalidade de Corridas de Aventura a decorrer entre 30 de Outubro e 13 de Novembro de 2009.

8. Aprovar o protocolo entre o Município de Cascais e o Surfing Clube de Portugal, bem como a atribuição de uma comparticipação financeira no valor de €17.000,00 para a realização do Estoril Surf Festival que inclui provas em vários escalões, designadamente, o Campeonato Nacional de Esperanças, nos dias 31 de Outubro e 01 de Novembro de 2009; o Campeonato Nacional de Surf Open, nos dias 7 e 8 de Novembro 2009; o Campeonato Nacional de Surf Desporto Escolar, nos dias 14, 15 de Novembro de 2009; e uma etapa do Circuito Europeu de LongBoard, nos dias 21 e 22 de Novembro de 2009.

9. Aprovar o protocolo de colaboração a estabelecer com o Centro Cultural e Recreativo da Quinta dos Lombos para a construção de uma piscina de aprendizagem, bem como a atribuição de um subsídio no valor de €80.135,58. Este subsídio corresponde a 49% do valor total do novo equipamento, a ser construído em terreno cedido pela Câmara Municipal de Cascais e que irá ser também utilizado pela população escolar da Freguesia de Carcavelos e outros grupos populacionais, como idosos e cidadãos portadores de deficiência.

10. Atribuir um subsídio no valor de €20.000,00 à The English Speaking Union para apoio à realização do evento “Youth Eco Forum”, que irá realizar-se em Cascais de 11 a 14 de Novembro. O “Youth Eco Forum” é uma conferência global de estudantes do ensino secundário destinada a facilitar a compreensão das grandes questões ambientais através do debate e da procura de soluções.

11. Autorizar a mudança da localização e usos nas Lojas no Mercado Municipal de Cascais, bem como a realização de uma hasta pública para ocupação das lojas vagas, tendo em vista favorecer a vivência do espaço fora do horário de funcionamento do mercado. A nova distribuição de usos vai permitir centralizar no piso térreo os talhos, a loja de produtos congelados, uma pastelaria para apoio a esplanadas e ainda proporcionar espaço para o alargamento físico do Gabinete dos Fiscais do Mercado. O primeiro andar será destinado a lojas de produtos “gourmet”, como chocolate, café, vinhos, charcutaria e similares.

12. Aprovar a cedência à Associação de Profissionais da Pesca de Cascais (APPC) de um espaço sito no primeiro piso do Mercado Municipal de Cascais. Actualmente esta associação tem atribuídas duas lojas no mercado, sendo que carecia de um novo espaço para dar cumprimento aos seus objectivos, visando a obtenção de novas receitas.

13. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de €9.000,00 ao Grupo Instrução Popular da Amoreira para apoio à pintura exterior da sede social.

14. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de €8.500,00 à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcabideche para apoio à deslocação a França para realização de um estágio de Ballet por parte dos alunos que frequentam as classes de dança clássica.

15. Aprovar a atribuição de subsídio ao Centro de Estudos para a Intervenção Social – CESIS, no valor de €14.825,00, no âmbito do Protocolo de Cooperação Técnica e Cientifica para a Promoção da Igualdade de Género.

16. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de €20.888,00 à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcabideche para apoio às comemorações do “Dia Municipal do Bombeiro”.

Tuesday, October 06, 2009

Cascais sem projecto

Um artigo publicado na "I", a 16 de Setembro deste ano, dá conta da incapacidade do executivo do presidente António Capucho de aprovar uma revisão ao Plano Director Municipal de Cascais até ao final do seu mandato, tal como era esperado. Os pontos fundamentais que levaram ao chumbo desta proposta pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo(CCDR-LVT), do Ministério do Ambiente (MA), prendem-se com a mobilidade e ordenamento do território, onde as proposta camarária terá ficado "aquém do que seria desejável".

De acordo com o parecer da CCDR-LVT, as opções em matéria de ordenamento de território "não contribuem suficientemente para limitar o consumo difuso do espaço para fins urbanos, nem para a contenção das expansões urbanas", sofrendo também criticas ao nivel da rede de transportes publicos: "A caracterização da oferta é insuficiente: não são apresentados dados sobre a procura, não é feita a avaliação dos níveis de serviço e não são apresentados nem um diagnóstico das necessidades nem dos potenciais impactos das propostas".

Mobilidade precisa-se
Segundo o mesmo parecer, a proposta da câmara falha ainda em apresentar objectivos especificos no dominio da mobilidade: "regista-se uma aparente divergência entre as opções do projecto de PDM e as linhas preconizadas no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa, que propõe a implementação de medidas visando a integração e a melhoria da oferta do sistema de transporte público e a diminuição do tráfego automóvel". O relatório da comissão chama ainda atenção para o facto da autarquia dever dar mais importância às vias exclusivas para ciclistas e peões. Curiosamente, estas são apresentadas pela CMC como "infra-estruturas destinadas ao lazer fora das zonas urbanas" e "a CMC não atribui a importância que a mobilidade não motorizada merece".

Pondo de parte eventuais interesses politico partidários, ligados ao facto de o MA estar sobre tutela de um governo PS e a candidata do mesmo partido à CMC, Leonor Coutinho, ter como estandarte um percurso profissional e académico ligado ao Urbanismo, tendo estado na origem do passe social em Lisboa e sido quadro superior do Atelier Parisien d'Urbanisme (entre 1970 e 1974), a agencia que elabora as orientações da política urbana da capital francesa, é manifesta a falta de visão do actual executivo camarário em relação à mobilidade e a um projecto de fundo para o conselho e seus cidadãos.

A alteração do PDM avançada pela autarquia recorda que Cascais é um concelho de atracção. Mas encontro esta expressão extremamente redutora, enquanto a autarquia olhar para o municipio como saudoso destino de férias da familia real e esquecer os quase 200 000 habitantes e o título de quinta vila mais populosa do país, com toda a complexidade e potencial humano que ai reside.

Não é preciso ir muito longe para conhecer uma realidade diferente. Basta dar um salto até Oeiras, um municipio onde se concentra cerca de 30% da capacidade científica do país, que tem dos mais altos niveis de qualificação média da Europa e sim, onde os cidadãos também vão a banhos nas diversas praias do concelho.

Wednesday, September 30, 2009

Pampilheira vai ter novo equipamento de apoio à infância

In Imprensa Cascais (29/9/2009):


«Foi hoje assinado o auto de consignação da obra da nova “Creche da Pampilheira”, na Praça João de Deus, a construir pela Junta de Freguesia de Cascais em terreno cedido pela Câmara Municipal de Cascais.

Promovida pela Junta de Freguesia de Cascais, a obra deverá ter início ainda em Setembro e desenrolar-se-á por um período de 10 meses, proporcionando uma resposta na valência de creche a cerca de 43 crianças.

O terreno em causa foi doado pelo Município de Cascais à Junta de Freguesia de Cascais através de escritura celebrada em 18/03/2004, sendo que a Junta de Freguesia de Cascais vai investir neste equipamento 800 mil euros.

Durante a cerimónia foi ainda celebrado um protocolo entre a Junta de Freguesia de Cascais e a Santa Casa da Misericórdia, responsável pela gestão da futura creche.

Esta iniciativa vem reforçar a oferta de lugares em creche na freguesia de Cascais, contribuindo para colmatar as carências identificadas na Carta Social de Cascais, segundo a qual, até 2016, deverão ser criados no Concelho de Cascais mais 280 novos lugares de creche, o que corresponde a oito novos equipamentos. »

Monday, September 28, 2009

Deliberações da Reunião de Câmara de dia 21 de Setembro

De entre os habituais subsídios, há que referir:

«1. Aprovar a abertura do período de discussão pública do Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística e Valorização Patrimonial da Área Envolvente à Villa Romana de Freiria (PPVRF) por um período de 22 dias úteis, a contar da data de publicação do respectivo Aviso no Diário da República. Este plano vem permitir a legalização de sete Áreas Urbanas de Génese Ilegal e o ordenamento de uma área global com 58,5 hectares, na qual serão implantadas infra-estruturas de base como redes de água e saneamento, bolsas de estacionamento, novas vias rodoviárias articuladas com a malha urbana adjacente, espaços verdes e de lazer – incluindo um parque urbano com 17 hectares –, um complexo escolar integrado, equipamentos desportivos, zonas de comércio e serviços, um centro interpretativo e um pequeno museu de sítio de valorização da Villa Romana de Freiria, um dos mais importantes vestígios romanos da Península Ibérica. Após a ponderação desta participação dos interessados, o Plano de Pormenor será finalmente enviado pela Câmara Municipal de
Cascais à Assembleia Municipal, para a respectiva aprovação, a qual se espera vir a acontecer até final do ano em curso.

...

15. Aprovar a realização de uma hasta pública e respectivas normas para a atribuição 16 lugares no Mercado Municipal de Cascais, respectivamente de 12 lugares no Mercado Saloio e de 4 lugares no Pavilhão da Fruta.»

Obrigado, CMC, por ter aberto portas anteontem.



Oxalá a iniciativa tenha feito provar a todos que o Poço Velho merece e deve estar aberto ao público e, mais importante, tem potencial para muito mais.

Sunday, September 27, 2009

Aviso para risco de "queda de blocos" afixado em esplanada do Estoril

In Público (27/9/2009(
Por Luís Filipe Sebastião

«Proprietário do estabelecimento estranha que a consolidação da arriba não tenha avançado até ao espaço concessionado junto à praia da Poça

Mesas e cadeiras costumam fazer parte de uma esplanada, mas na praia da Poça, em São João do Estoril, as autoridades resolveram acrescentar ao espaço uma placa informativa, aparentemente contraditória com o propósito da sua instalação, a que se junta o à-vontade com que é ignorada pela maioria dos utentes.

"Queda de Blocos" e "Mantenha uma distância de segurança", em português e inglês, pode ler-se no aviso, com o sinal de perigo, com a indicação da Câmara de Cascais e da Administração Regional Hidrográfica (ARH) do Tejo. O problema é que a placa se encontra afixada mesmo no meio da esplanada do Atlantis Bar, em pleno paredão, numa ponta da praia da Poça, já a caminho para o areal da Azarujinha.

"Não faz sentido ter consolidado a arriba e não ter continuado mais alguns metros na zona onde chega o mar", comenta o proprietário do apoio de praia, que explora há quatro anos a esplanada ali montada há quase duas décadas. A arriba escarpada foi coberta com betão, numa determinada extensão, e coberta com uma rede metálica até meia dúzia de metros das cadeiras de plástico.

O proprietário não teme que a arriba possa desabar, mas admite recear que "se possa soltar uma pedra que acerte na cabeça de um cliente". No entanto, uma vez que o espaço se encontra devidamente licenciado, a placa deverá servir apenas para "sacudir" as responsabilidades na eventualidade remota de qualquer incidente. Os utentes, indiferentes ao aviso, continuam a frequentar a esplanada, com uma vista magnífica para o recorte costeiro de Cascais.

O estabelecimento funciona diariamente como um dos apoios à praia da Poça, pequena extensão de areia encaixada entre duas elevações da costa, enquadrada pelos fortes Velho (do lado do Estoril) e da Cadaveira (do lado de São João). A partir de Outubro, o bar abre apenas aos fins-de-semana, desde que as condições climatéricas o permitam. A ARH do Tejo, através de Francisco Reis, esclareceu que a colocação da placa se enquadra num conjunto de acções articuladas com as autarquias "para minimizar as situações de risco na zona costeira".

"A colocação de placas não esgota o que são as nossas atribuições em matéria de risco", notou o porta-voz da ARH, acrescentando que o organismo está a "avaliar a situação da esplanada, de um estabelecimento titulado por uma licença válida" e que juntamente com o concessionário "será encontrada uma solução o mais rápido possível para assegurar a segurança dos utentes.»

Friday, September 25, 2009

Rotundas deixam de ter esculturas


Bafureira, Estrada Marginal


In Sol Online (25/9/2009)
Por Sónia Graça


«As rotundas artísticas ou pseudo-artísticas que enxameiam o país vão ter novas regras. E isto porque se concluiu que, em muitos casos, as esculturas e outros obstáculos prejudicam a visibilidade e estão na origem de acidentes, avança a edição do SOL desta sexta-feira

Quem passa junto ao Hotel Turismo da Covilhã consegue atravessar praticamente a direito, sem curvar o volante, a pitoresca rotunda de acesso ao edifício – implantada numa estrada de forte inclinação e com uma microfloresta alojada no centro.

Não muito longe dali, no início da Estrada Nacional 18 (Guarda), os condutores deparam com uma rotunda de grande dimensão, com um colossal monumento em forma de ‘G’ cravado num terreno íngreme, formando o conjunto um autêntico empecilho à visibilidade na circulação.

Defeitos de concepção desta natureza vão passar a ser proibidos em todos os projectos de novas rotundas da rede rodoviária, assim que entrarem em vigor as novas regras consagradas no Manual de Dimensionamento de Rotundas – um documento elaborado pela Universidade de Coimbra (UC) e pela Estradas de Portugal (EP).»

...

E aquelas que, simplesmente, são feiosas e inclassificáveis?

Thursday, September 24, 2009

Resposta ao último post:

Aqui.

Ou seja, no site da Fundbox, é apresentado como:


«Estrada da Malveira da Serra São Gabriel - Aldeia de Juzo

Imóvel localizado a 30Km de Cascais, na Estrada Nacional 9/1, junto à saída da A5, nos limites da Aldeia de Juzo. Situado num belo enquadramento, privilegiado pela Serra de Sintra e orla marítima ocidental.
Trata-se de um edifício com 30 anos, de 5 pisos, sendo o último recuado, inserido num terreno com cerca de 5150 m².
Dado o facto do imóvel encontrar-se devoluto, está em fase de desenvolvimento um projecto de construção para este terreno.

Tipo Outros
Morada EN 9/1 - Estrada da Malveira da Serra São Gabriel
Aldeia de Juzo
Cascais
Área 5156 m2
Nº de Pisos 5
Estado DESOCUPADO»

...

Sobre o tal projecto nada se diz. Talvez depois das eleições ...
Outra coisa: não sabia que a coisa distava 30km de Cascais!!!

Terrenos da antiga Standard Eléctrica, que futuro?


Chegado por e-mail:

«A ALCATEL , importante empresa que ocupa um vasto terreno arborizado, junto à Aldeia de Juzo (no fim da A5) vai mudar as suas instalações para um pequeno lote no outro lado da estrada, deixando este vasto terreno. [...] Será possível saber-se o que se irá passar neste terreno, que está no PNSC?»

Wednesday, September 23, 2009

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO - Cascais promove nova visita às grutas do Poço Velho

In Imprensa Cascais


«Sábado, dia 26 de Setembro, a partir das 15h00 –Centro da Vila (Largo das Grutas)

Dia 26 de Setembro, a partir das 15h00, no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias do Património, subordinadas ao tema “Viver o Património”, a Câmara Municipal de Cascais convida o público a visitar novamente as Grutas do Poço Velho, situadas no centro da Vila. Com entrada livre, as visitas serão guiadas por técnicos municipais.

Abertas ao público pela primeira vez em 18 de Abril último, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, após uma intervenção de reabilitação, as Grutas do Poço Velho, situadas na margem direita da ribeira das Vinhas, em pleno coração da vila de Cascais e com entrada pelo Largo das Grutas, nas traseiras do edifício S. José, voltam agora a receber visitantes.

Agora como há uns meses atrás, aguarda-se grande afluência do público, sendo que as visitas serão guiadas por técnicos municipais que irão dar a conhecer a história deste espaço ímpar que remonta ao período paleolítico, neolítico e calcolítico, conforme atestam os vestígios arqueológicos encontrados, no final do século XIX, nos sedimentos que preenchiam o seu interior. A principal ocupação detectada nestas grutas é, aliás, da época neolítica e calcolítica e refere-se à utilização da cavidade como necrópole, tendo fornecido um rico espólio, uma parte do qual pode ser visto na exposição patente na nova Sala de Arqueologia do Museu Condes de Castro Guimarães.

Esta visita coincide com as Jornadas Europeias do Património assinaladas este ano a 25, 26 e 27 de Setembro, e que se subordinam ao tema “Viver o Património” como forma de chamar a atenção para que as visitas aos lugares patrimoniais sejam mais do que simples visitas clássicas. O desafio de “vir ver o património”, traduzido no lema “Viver o Património”, consiste em proporcionar ao público a vivência do património, potenciando a sensação de “estar em casa”. Assim, pretende-se estimular a aproximação física e emocional das pessoas para com o património, transformando a visita numa experiência integral dos sentidos. »

Sunday, September 20, 2009

Apresentação Pública do PP de Freiria, em S.Domingos de Rana

«- Dia 20 de Setembro | 16h30 | Estrada de Polima –

Decorre no dia 20 de Setembro, às 16h30, na Estrada de Polima, junto à Villa Romana de Freiria, a apresentação pública do Plano de Pormenor de Freiria. Este Plano de Pormenor tem como objectivo estratégico o ordenamento e requalificação das sete Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI) existentes na zona e a implementação de um pólo de actividades comerciais e serviços, para além de permitir a musealização e valorização cénica do conjunto arqueológico da Villa Romana de Freiria. A sessão conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal, António d’Orey Capucho.

Desenvolvido pelo Departamento de Requalificação Urbana, o Plano de Pormenor de Reestruturação Urbanística da Área Envolvente à Villa Romana de Freiria está numa fase processual bastante adiantada, uma vez que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional já procedeu à conferência de serviços, acto que antecede a remissão para discussão pública, que está prevista para a próxima semana. Após a ponderação desta participação dos interessados, o Plano de Pormenor será finalmente enviado pela Câmara Municipal de Cascais à Assembleia Municipal, para a respectiva aprovação, a qual se espera vir a acontecer até final do ano em curso.

Depois disso poderá começar a tomar forma o plano gizado em conjunto por moradores, proprietários, arqueólogos, historiadores, técnicos e políticos, todos em articulação com o arquitecto José Alves Bicho, e do qual sobressai o ordenamento de uma área com 58,5 hectares na qual serão implantadas infra-estruturas de base, como redes de água e saneamento, bolsas de estacionamento, novas vias rodoviárias articuladas com a malha urbana adjacente – entre elas um troço da Variante EN 249-4 - , espaços verdes e de lazer – incluindo um parque urbano com 17 hectares –, um complexo escolar integrado para o primeiro, segundo e terceiro ciclos, equipamentos desportivos, zonas de comércio e serviços, um centro interpretativo e um pequeno museu de sítio, que irá valorizar a Villa Romana de Freiria, um dos mais importantes vestígios romanos da Península Ibérica.

DADOS-RESUMO PP FREIRIA
Habitação | 135.000 m2, correspondentes a 1012 fogos;
Comércio e Serviços | 22.400m2;
Espaços verdes e equipamentos | 259.000m2, dos quais 170,000m2 para um Parque Urbano e 30.800m2 para a instalação de uma Escola Básica Integrada.»

Thursday, September 17, 2009


Ainda sobre podas camarárias e abates de árvores:





Fica esta informação retirada do site do GEOTA, http://www.geota.pt//scid/geotaWebPage/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=738&articleID=1990, que nos chegou via AMuñoz, a quem agradeço.





Relativamente à questão do abate de árvores no Jardim Costa Pinto, em Cascais, debatida no blog, fui ao local e posso informar que também tive dificuldade em encontrá-las porquanto estão escondidas sob as sebes envolventes. Serão umas vinte (!) como lá se afirma, fotografei-as apressadamente, sendo que uma moradora no local afirma que serão umas 23 ou 24...

Apenas três delas estariam efectivamente doentes e irrecuperáveis, na minha modesta constatação; as restantes apresentam cepos em boa forma.

Também se afirma no blog que as árvores doentes se tratam, em lugar do abate, com o que concordo plenamente, pois é o que se fazia cá, antigamente, e é o que se faz actualmente, no estrangeiro civilizado.

Esta questão dos abates irresponsáveis, juntamente com as chamadas "podas camarárias", que decepam as árvores quási até à morte, são temas do dia-a-dia das autarquias e da maior actualidade, em vésperas de eleições autárquicas!

Ficam as ditas fotos do Jardim C Pinto.

Cumprimenta, saudando o blog,

António Muñoz

Wednesday, September 16, 2009

Jardim Costa Pinto visto do ar (antes do abate)


Há dias era assim. Hoje já não será, porque abateram cerca de 20 árvores de grande porte, que compunham a enorme mancha verde a Norte do jardim. Porquê? Estamos fartos destes abates de árvores, supostamente protegidas por regulamento municipal. Esses regulamentos são só para aplicação nos privados? As intervenções camarárias, de supostas podas e abates por causas fitossanitárias começam a ser uma praga. Ninguém põe cobro a isso?

Uma coisa, Dr. Capucho, livre-se de abandonar o mandato a meio e entregá-lo ao sr.Vice...

Monday, September 14, 2009

Obra de remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e construção das passagens inferiores pedonais adjudicada

In Imprensa Cascais:

«Foi adjudicada pela REFER – Rede Ferroviária Nacional, nos primeiros dias de Setembro, a remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e a construção das passagens pedonais inferiores a nascente e poente da estação. O início da obra está previsto para Outubro.
No âmbito do protocolo assinado com o Município de Cascais em 15 de Março de 2009, a REFER – Rede Ferroviária Nacional, adjudicou à empresa Obrecol – Obras e Construção, S.A., pelo valor de €4.998.880,00 e por um prazo de execução de nove meses, a obra que contempla a remodelação da Estação da CP de S. Pedro do Estoril e a construção de duas passagens pedonais inferiores.
Esta obra irá restabelecer a ligação pedonal entre os lados Norte e Sul da Linha, bem como proporcionar melhores condições de conforto e segurança aos utentes do transporte ferroviário.
A consignação dos trabalhos está marcada para dia 14 de Setembro e o arranque da obra deverá ocorrer até dia 14 de Outubro, implicando alterações à circulação rodoviária e pedonal por motivos de segurança.
O plano de circulação alternativa será oportunamente divulgado pela REFER.»

...

E pensar que esteve nos propósitos de certas mentes brilhantes dar por finda a estação de comboios do Monte Estoril, a única, por sinal, que tem algumas características revivalistas da época da sua construção (e que em outros locais, como Itália, são amplamente acarinhadas e motivo de orgulho), para dar lugar a estacionamento subterrâneo em aundância. Atenção, que ainda há quem defenda isso!!

Tuesday, September 08, 2009

Deliberações da CMCascais

Deliberações da Reunião de Câmara de dia 7 de Setembro
2009-09-08

A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião de Câmara de dia 7 de Setembro, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a cedência em regime de comodato, à Cruz Vermelha Portuguesa, de uma loja no n.º 47-B do Largo dos Amores Perfeitos, Adroana, para instalação de um Gabinete de Dentista. Este projecto, além de garantir um serviço regular ao público em geral, irá, em articulação com a Câmara Municipal de Cascais e o Agrupamento de Centros de Saúde de Cascais (ACES-Cascais), implementar o Projecto “Sorrir com Saúde” que prevê realizar o tratamento dentário a crianças e jovens até aos 16 anos e a mulheres grávidas e pessoas idosas beneficiárias do complemento solidário residentes nos Bairros da Adroana, Calouste Gulbenkian e de Alcoitão, referenciados pela CMC e sinalizados pelo ACES-Cascais que não sejam abrangidos pelo Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral.

2. Aprovar a cedência em regime de comodato à Associação de Deficientes das Forças Armadas de uma loja no n.º 102 da Rua dos Encontros da Luz, Adroana, para implementação do Núcleo de Cascais. Entidade de Utilidade Pública criada em 14 de Maio de 1974, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas tem sede em Lisboa e conta com mais de 15 mil associados efectivos, dos quais 165 são residentes no concelho de Cascais.

3. Aprovar a cedência em regime de comodato à Associação Nacional de Aposentados, Pensionistas e Reformados de uma loja situada na Rua Banden Powell, n.º 54, Adroana, destinada à instalação de um Centro de Convívio. Visando a protecção dos cidadãos na velhice e invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho do idoso em geral, esta entidade conta com 122 associados residentes no concelho de Cascais. No âmbito desta cedência torna-se possível criar um espaço de encontro e de organização de acções de lazer nas quais poderão participar sócios e os residentes no Empreendimento da Adroana em geral.

4. Aprovar a cedência à Santa Casa da Misericórdia de Cascais de duas lojas no Mercado Municipal de Cascais para instalação de um ponto de venda dos produtos confeccionados na casa-mãe do “Bom Apetite”, em Alvide. Além de constituir um bom suporte financeiro para a instituição, este serviço virá contribuir para dinamizar o espaço comercial do recentemente renovado Mercado Municipal de Cascais.

5. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 20.000,00 ao NUCLIO – Núcleo Interactivo de Astronomia para apoio ao evento nacional “Noite das Estrelas” que este ano teve lugar a 18 de Julho, na Baía de Cascais. Este evento marcou a abertura das actividades de Verão do Centro Ciência Viva, promovidas pela Comissão Nacional para o Ano Internacional da Astronomia 2009.

6. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 45.000,00 à Associação Portuguesa de Coleccionadores de Armas para apoio à instalação na Rua do Poço Novo, n.º 6, em Cascais, do Museu Português da Arma. Financiada em € 100.000,00 pelo Plano da Comissão de Obras, a criação do Museu Português da Arma visa agregar todos os coleccionadores, estudiosos e investigadores de armas portuguesas, de modo a preservar o património nacional de armaria, bem como a sua classificação e apresentação pública, constituindo mais um pólo de atracção turística e cultural, revitalizando uma área da vila que se encontra carenciada de espaços abertos ao público.

7. Aprovar a proposta de acordo de colaboração a celebrar com seis instituições parceiras da Câmara Municipal de Cascais no âmbito do Programa Alimentar para fornecimento de refeições escolares nas escolas do Primeiro Ciclo do Ensino Básico e Ensino Pré-Escolar. Estes acordos visam estabelecer regras e procedimentos que garantam a higiene e segurança alimentar do fornecimento e o equilíbrio alimentar das refeições escolares.

8. Aprovar o protocolo a celebrar entre o Município de Cascais e o Centro Comunitário da Paróquia de Parede, bem como a atribuição de subsídio no valor de € 80.000,00 no âmbito da reconversão e ampliação das instalações de Actividades de Tempos Livres para implementação de uma resposta na valência de creche para 33 crianças.

9. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 99.559,46 a diversas instituições para animação sócio-educativa proporcionada no âmbito da Componente de Apoio à Família para o Ensino Pré-Escolar.

10. Aprovar a atribuição de um subsídio global no valor de € 522.415,74 às entidades parceiras da Câmara Municipal de Cascais no desenvolvimento das Actividades de Enriquecimento Curricular do Primeiro Ciclo do Ensino Básico.

11. Atribuir um subsídio no valor de € 12.765,00 ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, no âmbito das actividades de tempo livre e lazer desenvolvidas na Ludoteca da Galiza.

12. Atribuir um subsídio no valor de € 15.000,00 à Associação Sete Ofícios (Arte-Manhas), no âmbito do projecto “Tempo Livre e Lazer” a implementar na Ludoteca do Monte Estoril, o qual visa a qualificação socioeducativa e promoção do tempo livre e lazer das crianças, bem como a qualificação do sistema de ensino.

13. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 25.000,00 à CERCICA – Cooperativa para a Educação e reabilitação do Cidadão Inadaptado de Cascais para apoio a transportes de alunos portadores de deficiência.

14. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 10.000,00 à Federação de Triatlo de Portugal no âmbito da realização do Triatlo do Estoril, a ter lugar domingo dia 18 de Outubro, na zona do Estoril.

15. Atribuir um subsídio no valor de € 6.860,00 à Santa Casa da Misericórdia de Cascais para apoio nas obras de adaptação da loja 47-A cedida no empreendimento da Adroana para funcionamento da Equipa do Rendimento Social de Inserção. A mudança para esta loja cedida pela Câmara Municipal de Cascais vai permitir libertar o espaço polivalente utilizado até aqui pela equipa e que se destina à realização de iniciativas dirigidas à comunidade local.

16. Aprovar a proposta de protocolo a celebrar entre o Município de Cascais e o Centro Social da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Abóboda, bem como a atribuição de um subsídio no valor de €50.000,00 para apoio na construção de um novo equipamento que inclui igreja, casas mortuárias e um Complexo Social com as respostas sociais de Centro de Dia para 50 utentes, Apoio Domiciliário para 70 utentes, Serviço de Intervenção com Famílias e Centro de Juventude.

17. Atribuir um subsídio global no valor de € 95.395,00 a diversas instituições parceiras da Câmara Municipal de Cascais em projectos de prevenção das toxicodependências e promoção da saúde junto de vários escalões etários.

18. Atribuir um subsídio no valor de € 222.000,00 à Associação de Beneficência e Socorros “Amadeu Duarte”, Parede, para apoio na realização de obras de manutenção no quartel, designadamente substituição do telhado, intervenções na piscina, instalações sanitárias dos serviços clínicos e corpo de bombeiros, bem como aquisição de equipamento de corte e desencarceramento.

Thursday, September 03, 2009

Casa das Histórias Paula Rego abre em Cascais com obras-primas dos últimos 20 anos

In Sol Online (3/9/2009)

«Uma exposição temporária com obras-primas de Paula Rego, criadas pela conceituada pintora portuguesa ao longo dos últimos vinte anos, vai marcar a inauguração, a 18 de Setembro, em Cascais, da Casa das Histórias

«São obras-primas reunidas numa exposição imperdível, que reflecte duas décadas decisivas do trabalho da artista», definiu Dalila Rodrigues, directora da Casa das Histórias Paula Rego, em entrevista à Agência Lusa, sobre a abertura do espaço, localizado em Cascais, junto ao Museu do Mar.

Suspensas nas paredes das várias salas do edifício idealizado pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura, as «histórias» de Paula Rego relatam também o percurso artístico da pintora desde a primeira obra, intitulada Life Painting (1954), criada enquanto estudante da Slade School of Fine Art, em Londres, até à actualidade.

A Casa das Histórias Paula Rego, que apresentará duas exposições temporárias por ano - a inaugurar na Primavera e no Outono - abre com uma dedicada a trabalhos da artista, criados entre 1987 e 2008,«obras icónicas da sua poderosa linguagem figurativa», avaliou Dalila Rodrigues.

A Filha do Polícia, uma das obras mais emblemáticas de Paula Rego, exerce o primeiro impacto no visitante, assim que se entra na sala de exposições temporárias, preenchida com quadros de grandes dimensões, todos propriedade da Galeria Marlborough, em Londres.

Também foram colocados alguns desenhos da artista, preparatórios das pinturas, que, segundo a directora do museu, especialista em História da Arte, «têm uma forte marca autoral e uma qualidade que lhes conferem valor autónomo».

A mesma exposição oferece ainda a possibilidade de ver a série Avestruzes Bailarinas, mulheres cujo corpo e expressão grotescos contrastam com a elegância dos fatos e movimentos de ballet, e a célebre Mulher Cão (1994), «primeira obra a pastel realizada por Paula Rego, na origem do uso desta técnica na produção sequente».

As outras salas da Casa das Histórias mostram muitas obras representativas do extenso trabalho artístico da pintora realizado desde os anos 1960 e 2008, nas diversas disciplinas e técnicas: pintura, desenho, gravura e litografia.

Dalila Rodrigues observa - sobre a evolução do estilo da pintora - que já em Life Painting (1954) «se surpreende uma linguagem figurativa e realista que não foi continuada nos anos 1960, mas que emerge no final dos anos 1980».

Sobre a importância da Casa das Histórias, a directora é peremptória: «Este equipamento cultural permite fixar em Portugal, em permanência, um conjunto muito significativo da obra de Paula Rego, e representa um contributo fundamental para a cultura nacional».

Dalila Rodrigues enalteceu ainda a concepção arquitectónica do museu, assinada por Souto de Moura, «que dimensionou de forma exemplar as várias salas às características muito singulares da obra de Paula Rego», e também «o esforço financeiro e o empenho da Câmara Municipal de Cascais», presidida por António Capucho, na concretização do projecto.

A artista, de 73 anos, em Portugal desde há algum tempo para acompanhar a abertura da Casa das Histórias, está muito contente e emocionada com a inauguração e visita quase diariamente o museu, dando sugestões de montagem e colocação das suas «histórias».

Lusa / SOL

Monday, August 31, 2009

Casa das Histórias Paula Rego está quase


«Em 2006, Paula Rego escolheu Cascais para a construção da Casa das Histórias Paula Rego, um museu com projecto do arquitecto Eduardo Souto de Moura, que irá exibir um conjunto significativo da sua obra gráfica e algumas obras do marido, Victor Willing, artista e crítico de arte, falecido em 1988. De acordo com o contrato de concessão assinado a 17 de Agosto desse ano entre a Pintora e a autarquia, a colecção será composta por 121 obras, entre desenhos, gravuras e litografias, bem como 16 quadros emprestados pela artista por um período de 10 anos, aos quais se juntou, já em 2008, a tapeçaria Batalha de Alcácer-Quibir, adquirida pelo município com recurso a uma candidatura ao Instituto de Turismo de Portugal.

A obra, adjudicada com o valor de três milhões e novecentos mil euros, arrancou no passado dia 28 de Janeiro e deverá estar concluída no final do ano, prevendo-se que abra ao público no primeiro semestre de 2009.

O equipamento terá uma implantação cuidada, conseguindo através de uma fragmentação volumétrica – tanto na forma, como em altura – manter as árvores de maior relevância da Parada. Em termos programáticos contará com cerca de 750m2 de áreas de exposição permanente e temporária, cafetaria, livraria e um auditório com capacidade para 195 lugares.

A Casa das Histórias Paula Rego constituirá uma importante mais-valia para a dinâmica cultural do concelho. Ao conjugar em Cascais dois grandes nomes da pintura e da arquitectura portuguesa, oferecerá ao público uma colecção de excelência num edifício que por si só constitui uma peça de arte.»


Info e foto: Site da CMC

Tuesday, August 25, 2009

Cortes de abastecimento de água amanhã

In Diário de Notícias (25/8/2009)
por MARINA ALMEIDA


«Várias localidades do concelho de Cascais vão sofrer cortes no abastecimento de água da rede pública amanhã, terça-feira, a partir das 18.00.

Segundo informou a Águas de Cascais em comunicado, “a EPAL irá dar início a uma intervenção na sua conduta principal que abastece o Concelho de Cascais, cuja duração está estimada em cerca de 12 horas e terá como consequência a interrupção parcial do fornecimento de água ao Concelho.”

Segundo a mesma nota, a EPAL prevê que a intervenção esteja concluída até cerca das 00.00, altura em que se iniciará a reposição do normal

abastecimento de água nas áreas afectadas. A empresa garante que será garantido o abastecimento aos Hospitais de Cascais e de Alcoitão, bem como para outras situações de emergência.

A Águas de Cascais disponibiliza informação através do número 800 501 502 e no site www.aguasdecascais.pt (secção Falhas de Abastecimento).

As localidades afectadas pela obra a partir das 18.00 serão Adroana, Alcoitão, Alto da Castelhana, Alvide, Amoreira, Bairro da Cruz Vermelha, Bairro Calouste Gulbenkian, Bairro de Santo António, Bairro de S. José, Bicesse (zona norte), Cascais (Av.Marginal do forte de Salazar até ao Pão de Açúcar, Av. Marechal Carmona, R. Henrique Seixas, Cascais (ed. “Tintas CIN”), Estoril, Fim do Mundo, Fontaínhas, Monte Estoril, Monte Leite, Pai do Vento, Penha Longa, Vale de Santa. Rita e S. João do Estoril (a sul da linha de comboio até ao forte Salazar).

A partir das 20.00 o corte de abastecimento de água estende-se a Aldeia do Juso, Bairro da Assunção, Bairro das Caixas, Bairro de Santana, Birre (a norte do Centro Comercial), Charneca, Cobre, Murches e Pampilheira»

Monday, August 24, 2009

Desporto dá 27 milhões à região do Estoril

In Público (24/8/2009)

«Os eventos desportivos que anualmente decorrem no Estoril, como o Cascais Vela que ontem se iniciou, o golfe ou o hipismo, representam uma receita de 27 milhões de euros para a região, revelou o Turismo do Estoril.
A Costa do Estoril acolhe, até 4 de Setembro, mais de 200 velejadores e 60 barcos de oito países, que participam na 10.ª edição do Cascais Vela 2009. Segundo o presidente do Turismo do Estoril, Duarte Nobre Guedes, citado pela Lusa, eventos deste tipo trazem, anualmente, cerca de 80 mil dormidas, provenientes de 25 mil hóspedes, o que resulta numa receita de 27 milhões de euros para a região costeira.
Salientando que "a vela é um produto importante associado à Costa do Estoril", Duarte Nobre Guedes disse que se "deveria investir mais no turismo náutico da costa nacional". O responsável explicou que a zona "é o local de eleição para a realização de eventos deste tipo, não só devido às condições naturais e atmosféricas, mas porque o Estoril pode oferecer tudo num espaço físico muito reduzido".
Referindo-se não só à prática da vela, mas também do golfe e do hipismo, o representante do Turismo do Estoril afirmou que "têm sido feitos investimentos, principalmente em termos de palcos, em todas as modalidades, procurando construir estruturas de primeira qualidade". No Cascais Vela 2009, organizado pelo Clube Naval de Cascais, realizam-se quatro regatas internacionais nas classes GP42, ORC, Laser SB3 e Dragão. »

Saturday, August 22, 2009

Vila de Cascais volta a receber as Festas do Mar

In Público (22/8/2009)

«Os pescadores de Cascais organizam mais uma edição das Festas do Mar, que se iniciaram ontem e terminam a 30 de Agosto, esperando-se mais de 40 mil pessoas por dia para assistir às diversas actividades na baía de Cascais.
Segundo o presidente da Associação de Amadores e Pescadores, António Ramos, "este ano irá cumprir-se o mesmo dos outros anos", prometendo "muita animação" às milhares de pessoas esperadas para os dez dias dedicados a esta festa. Dividida em duas vertentes, a religiosa e a lúdica, as Festas do Mar têm o seu ponto alto com a tradicional procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, amanhã, com partida junto à igreja matriz e passagem pelas ruas de D. Carlos I, do Regimento 19, rotunda junto ao Jardim do Visconde da Luz e Alameda dos Combatentes da Grande Guerra.
Cumprindo a tradição, os barcos seguem o percurso por mar, desde a baía até à Guia e regresso, transportando os andores com imagens dos santos que integram a procissão. Quanto à vertente lúdica, distribuída por uma parte gastronómica, encontra-se uma zona de restauração e stands de artesanato, rifas e quermesse, além do programa de animação.
Todos os dias serão promovidas actividades destinadas ao público infantil, como iniciação à vela, biblioteca de praia, ateliês de construção naval e estampagem de T-shirts.
À semelhança do ano anterior, vai ainda decorrer a segunda edição do concurso de fotografia, este ano dedicado ao tema Gentes de Cascais, uma forma de promover a descoberta do concelho. Este ano, a baía de Cascais será palco de um programa que inclui actuações de Michael Carreira, David Fonseca, Pólo Norte, João Pedro Pais, Rita Guerra, The Gift e, no encerramento, Rui Veloso.
As Festas do Mar realizam-se há mais de 50 anos, organizadas em parceria pela Associação de Amadores e Pescadores e pela Câmara de Cascais, tendo sido interrompidas durante cerca de dez anos, depois do 25 de Abril de 1974, e são a maior fonte de receitas da associação. Lusa »

Thursday, August 20, 2009

Depois de Lisboa, Cascais.



Como em Lisboa, acho perfeitamente tonta esta história, que nada enobrece a Causa, e só demonstra o estado a que este país chegou, sem rei nem roque.

Thursday, August 13, 2009

Mais fotos da "beleza" a ser erguida à entrada de Cascais:







Fotos (10/8/2009): TS

Deliberações da Reunião Pública de Câmara de dia 27 de Julho:

«A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Pública de Câmara de dia 27 de Julho, entre outras matérias, deliberou:

[...]

2. Aprovar o acordo de colaboração no âmbito do PROHABITA entre o Município de Cascais e o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana para a construção de 55 novos fogos destinados a proporcionar habitação a famílias não abrangidas pelo Programa Especial de Realojamento.

3. Atribuir 41 fogos de habitação social nos Empreendimentos de Polima e Campos Velhos.

4. Aprovar o projecto do acesso viário e pedonal ao empreendimento PER de Cabeço de
Bicesse. Este empreendimento social veio aumentar a carga demográfica e viária neste local,pelo que se torna necessário intervir de modo a melhorar os arruamentos existentes, uniformizando os respectivos perfis, dotando-os de todas as infraestruturas necessárias e promovendo condições para uma circulação automóvel e pedonal em segurança.

5. Aprovar a abertura do concurso público para a reformulação da Estrada das Neves no valor de € 2.376.075,20. Esta obra virá dar resposta às crescentes solicitações do concelho a nível de acessibilidades, neste caso no eixo viário entre Bicesse e Manique, promovendo a respectiva reabilitação, criando melhores condições de segurança para a circulação pedonal e apresentando uma solução para os vários pontos de conflito do traçado, em especial junto à entrada de Manique.

6. Aprovar a cedência em regime de direito de superfície de dois terrenos, num total de 3.940m2, para a construção de novas sedes de dois agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas, designadamente: uma parcela com 1020 m2, situada junto à Ribeira dos Mochos, na freguesia de Cascais, ao Agrupamento 729; e uma parcela com 2.920 m2, em Sassoeiros, freguesia de Carcavelos, ao Agrupamento 113.

[...]

19. Aprovar a celebração de um protocolo entre a Câmara Municipal de Cascais, o Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo para avaliação da qualidade do ar no Concelho de Cascais.

[...]

22. Aprovar a remissão à Comissão de Coordenação do Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo do Plano de Pormenor do Espaço Terciário de Sassoeiros Norte para realização da conferência de serviços. Esta será a última etapa exigida para a aprovação deste Plano de Pormenor, antes da discussão e votação em sede de Assembleia Municipal de Cascais, cuja área será destinada à implantação em Cascais da sede nacional da cadeia espanhola El Corte Inglès.»

Saturday, July 25, 2009

Reportar, ver, partilhar ou debater problemas do seu Município

Recebi este email que partilho:

Caro cidadão,

A partir de hoje, tem ao seu dispor a plataforma
autarquias.org.
Com o autarquias.org os cidadãos podem alertar os
municípios para as mais variadas situações, desde de Lixos na via pública,
postes de iluminação que não o funcionam, buracos na via pública,
equipamento danificado, problemas nos abastecimentos, ou outros tipos de
problemas, que muitas das vezes as Câmaras Municipais não tem
conhecimento.

Os cidadãos podem acompanhar as respostas das autarquias aos alertas
apresentados por outros cidadãos, como também participarem nesses mesmos
alertas adicionando comentários.

O autarquias.org permite também a criação de
debates por cidadãos que pretendem discutir assuntos que lhes pareçam
pertinentes com outros cidadãos e com o próprio município ou questionar a
autarquia sobre um assunto do interesse de todo o município, como também
a abertura de petições.
Participe neste projecto.
<http://autarquias.org>

Monday, July 20, 2009

Nova Cidadela de Cascais custa nove milhões

In Público (20/7/2009)

«A renovação do Palácio da Presidência, a requalificação da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a construção de uma pousada são os projectos previstos para a Nova Cidadela de Cascais, que estarão concluídos em 2011.
Para o Palácio da Presidência da República está previsto um projecto de recuperação e musealização, que vai recuperar a residência oficial do Presidente da República e permitir a instalação do Museu das Ordens Honoríficas. Segundo Pedro Vaz, arquitecto do projecto, a obra de reabilitação do edifício consiste num "núcleo de museu da Presidência, aposentos de comitivas e um espaço que poderá ser visitado pelo público, além dos salões que servirão para receber eventos". A obra está a decorrer e deverá estar concluída em Julho de 2010. Lusa»

Friday, July 17, 2009

Bicicletas no paredão

Informo que por reunião ontem entre os "Amigos das Bicicletas no Paredão Estoril - Cascais", a "Associação dos Amigos do Paredão" e o Presidente da Câmara de Cascais foi decidido autorizar, a partir de Outubro, a circulação de bicicletas em horários especiais e diferenciados no Verão e Inverno.

Assim sendo, foi decidido que a partir de Outubro (15) será aberto o trânsito de bicicletas no Paredão da seguinte forma:


HORÁRIOS

Verão:
Proibido das 10h00 às 18h00 durante todos os dias
Permitido das 18h00 às 10h00 todos os dias (incluindo fins-de-semana)

Inverno:
Livre durante todos os dias da semana (todas as horas)
Proibido das 10h00 às 18h00 aos fins-de-semana
Permitido entre as 18h00 e as 10h00 aos fins-de-semana

SEGURANÇA
Criação de um corredor para o trânsito das bicicletas, ao longo do Paredão que irá dividir as zonas dos peões e bicicletas.

FISCALIZAÇÃO e SENSIBILIZAÇÃO
Forte fiscalização de infractores e sensibilização pelas autoridades para o uso regrado das bicicletas.

-----------------------
Sou a favor do incentivo da utilização de bicicletas, meio que preferencialmente tento utilizar em detrimento do carro. Circular na Av Marginal é um perigo maior que utilizar um feery-boat nas Filipinas. Portanto, enquanto não se criarem ciclovias na Marginal, só resta a alternativa do paredão.
O horário tentou incentivar a utilização da bicicleta pelas pessoas que a utilizam para ir trabalhar, o que acho uma excelente idéia ! Quem a utiliza para ir às compras, terá de adaptar o seu horário.

Será uma decisão que não agradará a toda a gente, mas foi uma decisão salomónica.

A meu ver, neste momento, o maior entrave à circulação no paredão são as esplanadas que tomam conta do espaço e por vezes apenas deixam livre, para quem quer fazer exercício e deslocar-se, menos de 10% da largura disponível (Mte Estoril, Bolina e praias Palm Beach por exemplo). Existem zonas onde 2 transeuntes têm dificuldade em se cruzarem !
O mais ridiculo é que muitas estão a maior parte do tempo vazias ou quase vazias.

Monday, July 06, 2009

Para reflectir...

“Esta noite sonhei com o Mário Lino”
(de Miguel Sousa Tavares - Expresso - Segunda-feira, 29 de Jun de 2009 )

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis.
Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?sid=ex.sections/23491

Thursday, July 02, 2009

Será que os moradores de São João sabem?


Que estas árvores vão todas abaixo se for por diante a "prenda" que a CMC aprovou para ali?

Onde pára o aviso?
Onde pára o cartaz com a foto do que vai morrer e do que vai nascer?

Abençoada democracia!

Wednesday, July 01, 2009

300 voluntários inscritos para preservação do Parque

In Diário de Notícias (1/7/2009)
por Lusa Hoje

«O programa "Natura Observa", promovido pela agência municipal Cascais Natura, arranca hoje e já conta com 300 voluntários inscritos, dispostos a participar em acções de protecção da Natureza no Parque Natural de Sintra-Cascais.

De acordo com o presidente da Cascais Natura e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, "a grande adesão ao programa demonstra o sucesso dos esforços no sentido de envolver as camadas mais jovens, consciencializando-as para a preservação dos recursos naturais do concelho, e para a importância do voluntariado."

O programa decorre no Parque Natural de Sintra-Cascais e funciona, também, como ocupação dos tempos livres, "orientado para a formação dos jovens em matérias de desenvolvimento sustentável e para a sua participação pública em acções de preservação, gestão e manutenção do meio ambiente".

Os participantes vão estar envolvidos em seis projectos, "todos eles com características distintas, mas complementares".

Um deles é o projecto Raposa, que visa a instalação de sinalética e monitorização de pequenas e grandes rotas no Parque, com o objectivo de manter os percursos pedestres e cicláveis registados para visitação.

Outro dos projectos é o Coruja, que pretende recuperar e manter o património arquitectónico, em área protegida, com o objectivo de preservar as infra-estruturas de interesse histórico e arquitectónico.

A terceira fase (Gaio) consiste num esquema de patrulhamento e monitorização de zonas florestais e matas nas encostas da Serra de Sintra voltadas a Sul, durante os meses de Verão, com o objectivo imediato de reforçar os meios de vigilância dos fogos.

A fase do Guarda-Rios trata-se de uma campanha de monitorização das linhas de água, em paralelo ao projecto Gaio, que abrange as treze principais ribeiras do concelho de Cascais, de forma a proteger as manchas de vegetação ripícula existentes ao longo das suas margens.

O projecto Javali, que consiste na execução de um conjunto de trabalhos florestais, como limpeza de matos e controlo de acácia, pretende reduzir o risco de incêndio e apoiar a regeneração da vegetação natural.

A última etapa passa pelo projecto Germina, que visa a identificação e beneficiação de núcleos de espécies vegetais autóctones do Parque Natural e consequente campanha de recolha de sementes que constituirão o material de propagação do Banco Genético Vegetal de Sintra-Cascais, criado para fornecer plantas destinadas a acções de plantação e recuperação da paisagem natural e promover uma floresta sustentável.

A iniciativa, que comemora este ano a sua terceira edição, é destinada a jovens voluntários, entre os 16 e 30 anos, que tenham a preocupação de preservar o ambiente.

As acções de voluntariado vão ser divididas por quinzenas, sendo que os interessados ainda se podem inscrever, num prazo máximo de cinco dias antes do início de cada fase, em www.cascaisnatura.org.

Além disso, será atribuída uma bolsa diária de 12 euros para suportar os custos de alimentação e ainda vão ser disponibilizados bilhetes para transportes públicos.»

Monday, June 29, 2009

Ordem de Trabalhos da Reunião Pública de Câmara, HOJE (15h), nos Paços do Concelho:

Aqui ficam os pontos que me parecem mais importantes:



3.2. Património:

3.2.1. Permuta de lotes de terreno entre o Município de Cascais e Fernando Gabriel Mendes Sampaio Ferreira de Sousa, com as áreas de 324 m2 e 375 m2, situados no Estoril e Bicesse, Freguesia do Estoril e Alcabideche, respectivamente, destinados a construção.
3.2.2. Cedência em direito de superfície à Fundação Victor Reis Morais – Pedido de Moratória do pagamento de renda.
3.2.3. Cedência gratuita ao Município de Cascais de duas parcelas de terreno com a área total de 4,38m2, situadas em Outeiro de Polima, Freguesia de S. Domingos de Rana, por Agostinho Antunes Ferreira e outros, destinadas a arruamentos.
3.2.4. Cedência gratuita ao Município de Cascais de duas parcelas de terreno com a área total de 28.925,20 m2, situadas nos limites do lugar da Torre, Freguesia de Cascais, por Santa Casa da Misericórdia de Cascais, destinadas a arruamentos, passeios, estacionamentos, espaços livres e construção.

4.Ordenamento e Planeamento Estratégico:
4.1. Alteração do Plano Director Municipal de Cascais – “Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística da Quinta do Barão".
4.2. Compromissos Urbanísticos do Plano de Pormenor do Espaço de Estabelecimento Terciário do Arneiro.
5.Urbanismo:
5.1. Processo Nº:Spo-992/2009 - Nome: Município de Cascais - Local: Pampilheira-Cascais - Assunto: Alteração à operação de Loteamento nº 8 – junção dos Lotes 2 e 3, para equipamento.
5.2. Processo Nº:Spo-438/2009 - Nome: Girumar-Comercialização de Imóveis, S.A - Local: Mato dos Gaios - Livramento-Estoril - Assunto: Alteração ao Alvará de Loteamento nº 1420 – redistribuição das áreas entre os Lotes 1 ao 7.
5.3. Processo Nº: Spo – 56/2008 (Reqt.º Nº 2371/08, 5746/08, 148/09 E 949/09) - Nome: Ricardo Antunes Lourenço e Outros - Local: Tires – S. D. Rana - Assunto: Operação de Loteamento.
5.4. Processo Nº: E-Geral – 10579/2009 - Nome: Fundbox Sgfii, SA - Local: Aldeia de Juso – Cascais - Assunto: Lote 4 do Alvará de Loteamento Nº 943 (Alcatel).

7.Obras Municipais:
7.1. Construção da Via Circular Nascente a São João do Estoril – Troço entre o Bairro Social da Galiza e o Nó do Estoril ” - Obra N.º 4.11.4.02 - Revisão de preços definitiva - Valor: € 377,27 C/Iva a favor da CMC.

O PARECER QUE É

Eu já aqui tinha feito uma reflexão sobre o cimento, e a forma como o cimento se enquistou no nosso conceito de país moderno. Hoje venho aqui dar continuidade a essa reflexão. É que não sei se já repararam mas as obras estão aí em grande pujança desde o início do ano. Um pouco por toda a parte despeja-se alcatrão, remendam-se passeios, reorganizam-se rotundas. Tudo isto seria normal, e até apreciável, se fosse resultado de uma preocupação séria, por parte do executivo camarário, em melhorar o quotidiano dos seus munícipes. Mas a verdade é que este impulso de obras à pressa e em quantidade, é apenas mais um daqueles truques próprios do marketing político. Os parvos, que somos nós, são o alvo destas campanhas. Os parvos vão "comer com os olhos" e esquecer os últimos quatro anos. E quando forem às urnas escolherem o próximo presidente de câmara, vão levar no seu subconsciente o cheiro a alcatrão e o barulho da pedra de calçada a ser martelada. Na verdade, foi sempre assim. Na verdade, os parvos nunca deixaram de ser parvos. Precisamente porque essa ideia de "obra feita" revela-se como uma representação desse tal conceito de modernidade (e como nós gostamos de ser visceralmente modernos), resultando daí uma associação quase espontânea entre competência política e esta forma de fazer obras. Veja-se, a título de exemplo, o caso de Oeiras em que perante as suspeitas que recaem sobre Isaltino de Morais, os munícipes fazem uma espécie de absolvição política pelo pretexto da tal "obra feita". Aliás, esta encenação traduz-se num «parecer que é» precisamente para não mostrar o que realmente é, ou seja, uma autêntica treta. Enquanto não percebermos que isto está tudo armadilhado, e que este «parecer que é» não passa de uma mentira, então este espectáculo de marionetas vai continuar, e blogues como este vão continuar a lamentar os blooms de insensatez nos negócios entre o município e as empresas do cimento e do alcatrão.

Thursday, June 25, 2009

Praias "geração pitbull"


Ao fim de 4 idas à Praia da Conceição (uma vez que na da Duquesa e areia já foi...), e de assistir a múltiplas pegas entre o débil banheiro de serviço à concessionária da mesma e os variados espécimes chegadinhos não se sabe muito bem de onde, por causa ora de boladas por todo o lado, guarda-sóis colocados indevidamente (onde páram os cabos-mar?), os palavrões e as rixas por causa disto e daquilo; e por muito que goste de nadar no pacato "lago" em que a marina transformou aquelas águas, dei por encerrada a minha época balnear na praia do Prof. Marcelo.

No paga a pena.


P.S-Esta coisa só se resolveria se Cascais tomasse como bom o exemplo de mais de 30 anos de praias em Itália (da Ligúria à Sicília) onde as cadeiras-espreguiçadeiras pagas se estendem até à borda de água. Quem quer paga quem não quer vai para outro sítio, geralmente um recanto da praia. Se houver outra solução, força!




Foto

Wednesday, June 24, 2009

Casa Henrique Sommer.... finalmente?


Será que finalmente as obras vão ter inicio?
Sim! Pois o problema, segundo as "linguas", está resolvido.
Esperemos que as palmeiras não sejam destruidas e que tudo fique conforme a traça original.
Mas... Porque será que estas coisas coincidem com a proximidade das eleições?

Tuesday, June 23, 2009

«Eclipse total no Estoril» ... a construção de um monstro:










In Público (2/2007)





Fotos: MVP, PC, FB e JNB

Monday, June 22, 2009

Cascais quer reduzir "pegada ecológica", 18 por cento acima da média nacional

In Público (20/6/2009)


«Cascais possui uma "pegada ecológica" acima da média nacional, estimada em 5,2 hectares globais, a área necessária a cada pessoa para produzir o que consome e absorver os resíduos que produz. Esta avaliação, segundo o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, permitirá "antecipar medidas para proteger o ambiente e promover o desenvolvimento sustentável do concelho".
Um estudo realizado pela Agenda Cascais 21, em colaboração com o Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade, calculou a "pegada ecológica" de Cascais com base em determinadas variáveis como alimentação, mobilidade e transportes, habitação, bens de consumo e serviços. A área abstracta (hectare global) apurada permite relacionar, numa mesma unidade, hectares com produtividade biológica diversa. No caso de Cascais, a "pegada" de 5,2 ha é superior em 18 por cento à média nacional (4,4 ha) e fica acima da média da União Europeia (4,7 ha). Estes valores ficam abaixo de cidades como Marin (EUA), com 10,9 ha; Vistoria (Austrália), com 8,1 ha, e Londres, com 6,63 ha.

"Se todos consumissem como os habitantes de Cascais, seriam precisos dois planetas e meio", comentou Carlos Carreiras, salientando que o estudo, elaborado em parceria com a Global Footprint Network, vai contribuir para a autarquia "planear a médio e longo prazo para que venha a ter uma pegada ecológica menor". De acordo com as várias "subpegadas" de Cascais, cada habitante precisa de 52 por cento de área para absorção do C02 que produz; 24 por cento de área agrícola, para a produção de alimentos; dez por cento de terrenos de pastoreio, para a alimentação animal; nove por cento para a produção piscícola; quatro por cento de floresta (para diversas actividades); e um por cento relacionado com a construção (impermeabilização do solo).
Uma fonte do gabinete municipal Agenda Cascais 21 adiantou que, perante os resultados actuais, será preciso "o equivalente a 79 vezes a área do município para satisfazer as necessidades" dos 187 mil habitantes de Cascais. Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza, não estranhou que Cascais exiba "uma pegada ecológica elevada" e sublinhou que o cenário não é pior devido à extensa área concelhia no Parque Natural de Sintra-Cascais. O ambientalista, entre as várias medidas para atenuar os impactes, aconselhou a substituição da iluminação pública pela tecnologia de LED, o aumento de recolha de água da chuva, que deve ser usada para rega, o aproveitamento de espaços verdes para a produção hortícola, e a melhoria do sistema de transportes públicos, através da articulação dos diferentes modos e mais estacionamento junto ao caminho-de-ferro.
Almada também já calculou a sua "pegada ecológica", em 5,82 hectares por habitante, o que se traduziria na necessidade de "três planetas para sustentar" o modo de vida no município da margem sul do Tejo. Luís Filipe Sebastião»

...

Talvez seja por isso que a CMC permite os empreendimentos que lavram pela Quinta da Marinha, mais o tal de PP do Hotel Miramar, mais o abate das árvores na Quinta Montrose, mais os empreendimentos a poente do clube de golfe junto à auto-estrada, etc., etc. É tudo em prol de um desenvolvimento sustentável... O ridículo mata.

Monday, June 15, 2009

Festival do Gelado em Cascais não seria o mesmo sem a presença do Santini

In Público (14/6/2009)

«Manter a qualidade e seguir a primeira receita é o segredo de 60 anos dos gelados da antiga geladaria, apesar da anunciada expansão do negócio


A completar 60 anos, os gelados Santini continuam a ser uma referência em Cascais e, porque "o segredo é a alma do negócio", os responsáveis revelam apenas que a qualidade e a tradição são as razões do sucesso.
Quem passa em frente a um Santini não resiste a comprar um gelado, ainda que tenha de enfrentar vários minutos de espera na fila que, no fim, são compensados por breves minutos de prazer. Em copo ou em cone, morango, meloa, framboesa, limão, chocolate, café, noz, são alguns dos sabores mais procurados pelos admiradores do Santini, que não conseguem nomear um só sabor para dizer qual é o melhor.
"São todos maravilhosos. Se pudesse pedia um cone com dez bolas para escolher dez sabores", disse uma das clientes, citada pela agência Lusa. Para Eduardo Santini, responsável pela produção, "manter a qualidade e seguir a receita dos gelados como se faziam em 1949" são as razões do sucesso, além dos "produtos frescos e as matérias-primas da maior qualidade".
Considerando que são produtos para todas as classes, Eduardo Santini descarta a ideia de que os seus gelados são direccionados para as elites, sublinhando que o número de vendas não é a preocupação, mas sim manter o nome da família. Actualmente o Santini só existe em duas lojas no concelho de Cascais - São João do Estoril e Cascais -, mas Martim de Botton, responsável pela expansão, promete fazer crescer a marca com a mesma qualidade: "Para o ano vamos abrir uma nova loja em Lisboa e depois queremos entrar em outros sítios, mas sempre de uma forma controlada, para conseguirmos manter a qualidade".
Apesar de ter novos sócios, Eduardo Santini garante que continua a ser um negócio de família, "porque é aí que está o segredo", acrescentando que os novos sócios dedicam-se apenas à parte de expansão da marca e de crescimento. "A qualidade é exactamente igual e os produtos são exactamente os mesmos", acrescentou Martim de Botton, o novo sócio.
No seguimento da primeira edição do Festival do Gelado, este fim-de-semana na Cidadela de Cascais, os gelados Santini são uma presença obrigatória. "Era inconcebível fazer um Festival do Gelado sem a presença do Santini", evidenciou Susana, organizadora do evento. Além do Santini, estão presentes mais seis geladarias e vários ateliers que visam dar a conhecer às crianças a origem do gelado. O último dia do Festival do Gelado decorre hoje entre as 10h e as 22h, na Cidadela de Cascais, com acesso livre»

...


Só é pena que os preços dos gelados dos participantes não tenham sido abaixo dos preços correntes, uma vez que festa pressupõe isso mesmo, mas em relação ao Santini houve a possibilidade de saborear um magnífico novo sabor, de cereja, a custo zero por força da parceria com o Millennium, que tinha, aliás, um belo espaço (tal como o Santini, com muito bom gosto) e umas belas anfitriãs.

Em relação ao espaço da Cidadela, sempre que entrou ali fico com uma sensação esquisita já que não concebo aquele espaço como sendo privado. Será que não havia outra maneira de recuperar aquilo e de lhe dar um uso sem ser por via da privatização?

Linha de Cascais terá controlo de sinalização mais avançado do país

In Público (15/6/2009)
Carlos Cipriano

«Refer avança com investimentos na área da segurança que vão custar cerca de 45 milhões de euros. Obras deverão estar concluídas em 2014


A Rede Ferroviária Nacional (Refer) lançou um concurso público internacional para dotar a Linha de Cascais do sistema de controlo e comando de sinalização mais avançado de toda a rede ferroviária nacional. Trata-se do ERTMS (European Rail Traffic Management System), que garante a interoperacionalidade técnica dos comboios portugueses no espaço europeu.

O investimento, no valor de 45 milhões de euros, vai substituir todas as infra-estruturas de sinalização, controlo de velocidade e telecomunicações existentes naquela linha e deverá estar concluído em 2012, altura em que se prevê a entrada ao serviço dos novos comboios suburbanos entretanto adquiridos pela CP.
Este é o primeiro passo de um projecto de modernização que inclui a substituição integral da linha férrea. Como a última renovação de via foi realizada em 1975, torna-
-se agora necessário sanear a plataforma, isto é, levantar os carris e o balastro, retirar a terra que está por baixo e substituir tudo por um novo leito e uma nova superestrutura.
Esta obra, porém, ainda não foi adjudicada e só estará concluída em 2014, de acordo com o plano de actividades da Refer, que prevê gastar até 2016 mais de 160 milhões de euros na Linha de Cascais.
Privatização à vista?
O projecto está praticamente concluído desde 2006 e a empresa chegou a anunciar que as obras teriam início nesse mesmo ano, apontando-se então que a requalificação da linha estaria concluída em 2012. De acordo com esse calendário, a nova sinalização electrónica agora anunciada, teria sido implementada até 2008 e teria custado 33 milhões de euros (menos 12 milhões do que agora). Os trabalhos na via e a substituição das catenárias teriam lugar entre 2008 e 2012, mas agora a Refer prevê que os mesmos só venham a decorrer entre 2011 e 2014.
O que aconteceu então? O Governo decidiu travar o projecto, mantendo-
-o congelado nos últimos três anos e só agora decidiu avançar. Por óbvias razões financeiras, embora tal decisão nunca tenha sido publicamente assumida, ao contrário da modernização da Linha do Norte, que também foi parada, mas neste caso com a justificação de que o projecto deveria ser repensado tendo em conta o TGV (alta velocidade) entre Lisboa e Porto.
A situação de envelhecimento da Linha de Cascais tornou insustentável mais adiamentos, pelo que os primeiros concursos foram agora lançados. A par de sinalização, a Refer lançou um outro concurso para a remodelação das estações desta linha, por forma a dotá-las de maior conforto e segurança para os utilizadores da ferrovia.
A empresa diz ainda que pretende "conferir aos espaços de acolhimento dos passageiros da Linha de Cascais uma imagem singular, que permita a sua diferenciação relativamente às restantes estações e apeadeiros que integram a rede ferroviária nacional, nomeadamente com um design para a simbologia, sinalética e utilização de elementos cromáticos". Uma opção que pode significar a preparação desta linha para uma eventual privatização após as obras.
Em Junho de 2006, a Refer assegurava que a quadruplicação na Linha de Sintra, entre Queluz e Cacém, e da Linha da Cintura, entre Chelas e Braço de Prata, tinham as candidaturas ao Quatro Comunitário de Apoio concluídas e que as obras estariam concluídas em 2011. A estação do Cacém, construída de raiz, estaria concluída em 2008. Três anos depois, só recentemente foram iniciadas as obras para quadruplicar a via entre Barcarena e Cacém, cuja estação está longe de estar terminada. Na Linha da Cintura não começaram quaisquer obras e nem o plano de actividades da Refer tem previsto até 2011 qualquer investimento de vulto para quadruplicar o troço entre Chelas e Braço de Prata.»

Thursday, June 11, 2009

Demolidas últimas barracas do Bairro do Fim do Mundo

In Público (10/6/2009)
Inês Boaventura

«A Câmara Municipal de Cascais demoliu ontem as últimas barracas do Bairro do Fim do Mundo, na freguesia do Estoril, onde chegaram a morar mais de 600 pessoas. A demolição, que gerou o protesto de alguns moradores, vai permitir a renaturalização deste espaço da Reserva Ecológica Nacional.
Em comunicado, a autarquia sublinhou ter criado "as condições necessárias para erradicar este foco de pobreza e degradação", que surgiu no fim da década de 1970 e teve "uma franca expansão" na década seguinte. Segundo um recenseamento realizado em 1993, o Bairro do Fim do Mundo tinha na altura 141 barracas, nas quais moravam 619 pessoas de 278 agregados familiares.
Ontem foram demolidas as últimas habitações depois de, segundo a Câmara de Cascais, terem sido realojadas "as últimas 14 famílias recenseadas no âmbito do Programa Especial de Realojamento", instrumento ao abrigo do qual foram realojados 280 agregados familiares ao longo de 16 anos. No comunicado acrescenta-se que, "após a limpeza do entulho resultante destas demolições, o espaço irá ser beneficiado pela implementação de um projecto de renaturalização, a levar a cabo pela Agência Municipal Cascais Natura", que permitirá "a devolução do Pinhal de Santa Rita à população".
Durante a manhã de ontem, alguns habitantes protestaram contra a acção do município e a não apresentação de soluções para o seu realojamento. Armandinho Sá, da comissão de moradores, disse à Lusa que se vivia um "ambiente calmo", empunhando os contestatários cartazes onde se lia "as pessoas não têm alternativas". Armandinho Sá disse que a população se tem manifestado a favor da destruição das barracas, embora reclame alternativas de habitação. As demolições foram acompanhadas pela PSP e Polícia Municipal. »

Friday, June 05, 2009

Requalificação da Avenida Sabóia no Monte Estoril

Imprensa Cascais:

«Requalificação da Avenida Sabóia no Monte Estoril


Cortes de trânsito antecipados.

Estão a decorrer em ritmo acelerado os trabalhos de requalificação da Avenida Sabóia no Monte Estoril, de tal modo que foi possível antecipar a conclusão na frente de trabalho designada por Zona 2A, no troço da Avenida Sabóia frente ao Hotel Éden.

A obra avança já para a fase seguinte, no troço da Avenida de Sabóia | Jardim dos Passarinhos, entre a Rua D. Manuel de Mello e a Rua de Belmonte, pelo que os cortes de trânsito previstos foram igualmente antecipados.

Assim, a partir das 8h00 de dia 05/06/2009 encontrar-se-á implementado o novo Plano de Corte de Trânsito e Sinalização Temporária – Zona 3, em função do corte e desvios de trânsito impostos pelas obras no troço referido.

De referir que foi implementado dia 03 de Junho com a ScottUrb o novo circuito para os autocarros e está já em funcionamento a sinalização provisória relativa a esta fase dos trabalhos.

Até dia 28 de Junho, vai funcionar o Parque de Estacionamento de Táxis Zona 3, uma estrutura provisória com capacidade para 10 viaturas»

Thursday, June 04, 2009

Estoril premiado na Alemanha. IMEX 2009 elogia Destino Verde

In LCM

«O Estoril foi distinguido, com dois galardões, numa das mais importantes feiras mundiais dedicada ao Turismo de Negócios, a IMEX 2009, realizada em Frankfurt, confirmando o reconhecimento generalizado do trabalho levado a cabo em prol do desenvolvimento sustentável.
O Centro de Congressos do Estoril (CCE) recebeu o prémio “Equipamento Ambientalmente Sustentado”, o de maior prestígio atribuído neste certame – visitado por mais de 8.700 profissionais -, ao qual concorria a par de congéneres do Mónaco e da Suíça.
O estudante português Miguel Neves foi agraciado, no Fórum dos Futuros Líderes, com o prémio “Meetings Planners International” (MPI), uma distinção que visa reconhecer o elevado valor estratégico e organizacional que caracterizam o projecto para a realização de um evento sustentável no CCE.
A participação do Estoril na edição deste ano da IMEX - efectuada de 26 a 28 de Maio, em Messe, Frankfurt, na qual participaram 3.500 expositores de 150 países - teve por objectivo captar um maior número de eventos para o destino.
No âmbito da sua política interna de desenvolvimento sustentável, o Estoril definiu, no início de 2007, o “Plano Estratégico Green Destination 2010”, que visa a reestruturação do CCE.
Neste contexto, o CCE foi reconhecido, já este ano, pela Green Globe International como um “Green Venue”, tornando-se no primeiro centro europeu com certificação ambiental.
O CCE é um equipamento de referência a nível mundial que complementa e confirma a já longa tradição da Costa do Estoril como destino de eleição para acolhimento e organização de seminários, conferências e outras reuniões, reflectindo uma nova visão transversal e sustentavelmente responsável de todos os sectores do mundo empresarial.
De referir, ainda, que o Turismo de Negócios é um dos dez produtos estratégicos do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT).»

Monday, June 01, 2009

Chegado por e-mail:


«Boa tarde,e parabens pelo seu blogue!

Sendo um utente diário da linha de Cascais,tenho notado algumas defeciencias nos acessos á estação de Cascais pelo que,e mesmo não tendo qualquer conhecimento de urbanismo ou mobilidade,tentei criar um esquiço de uma ideia que já tinha á algum tempo em relação aos acessos a esta estação e gostaria portanto de partilhar com os Cascalenses esta ideia.

Envio em anexo o esquiço e a explicação do projecto para vossa apreciação.
Agradecia desde já o Anonimato.
Com os meus melhores cumprimentos»

Sugestão para melhoramentos de acessos inferiores á estação de Cascais

o Acessos á estação a partir da Avenida de Sintra-Quem vier a pé ou de autocarro poderá utilizar um novo túnel de acesso directo aos apeadeiros da estação,ao parque de estacionamento,e á alameda Duquesa de Palmela evitando o atravessamento de duas avenidas.Para isso teria que ser criado um pequeno terminal rodoviário para alargamento do passeio com acessos a partir de escada ou elevador ao novo túnel.Quem vier da avenida e pretender seguir até ao actual terminal rodoviário poderá faze-lo através de uma nova ligação ao actual túnel vermelho expandindo-o até a avenida D.Pedro I.
o Acessos á estação a partir da avenida 25 de Abril-Quem se encontrar do lado oposto á estação poderá utilizar um túnel alternativo que atravessa a parte inferior da avenida através de rampa evitando o tempo de espera actual para a atravessar retirando opcionalmente os sinais luminosos para um melhor escoamento do transito, criando assim um acesso directo á estação a partir desse novo túnel até á já existente entrada para a gare,evitando ter que utilizar o já actual acesso ao túnel vermelho do terminal rodoviário em que o mesmo tem de ser feito através de escadas não só prejudicando os utentes de mobilidade condicionada como também os que pretendem chegar rapidamente á estação a partir da avenida.O túnel vermelho continua a exercer a mesma função (acessos de quem chega do terminal rodoviário até á estação)criando também uma rampa de acesso ao exterior próximo á entrada do centro comercial Cascaisvilla.»