Friday, March 26, 2010

Cascais alarga protecção do património edificado




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Boas notícias. Espero que estejam incluídas a magnífica vivenda (e respectivo logradouro) por cima da Praia da Poça/Tamariz e o que resta da vivenda Arte Nova da Av. Nuno Álvares Pereira.

Praias de Cascais perderão 80 por cento de areias este século

In Público (26/3/2010)

«Os areais de Cascais correm o risco de diminuir 23% até 2050 e 80% até ao final do século. Esta é uma das conclusões do Plano Estratégico de Cascais face às Alterações Climáticas, cujos resultados vão ser apresentados a 14 de Abril.

O estudo aponta outras conclusões, como o aumento da mortalidade associada a vagas de calor, o incremento do número de incêndios e a consequente redução da floresta nativa, alterações na sazonalidade dos produtos turísticos, redução de algumas espécies de peixes (pescada, linguado) e possível extinção local de algumas plantas e animais.

Para a elaboração dos cenários futuros, foram utilizados modelos de circulação geral da atmosfera usados pelo Centro Hadley, do Reino Unido, com base nos mais recentes cenários de emissões de gases com efeito de estufa propostos pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas.

O objectivo do estudo foi o de identificar os principais impactos das alterações climáticas em Cascais nos próximos cem anos ao nível dos recursos hídricos, zonas costeiras, biodiversidade, pescas, agricultura, saúde humana, turismo e energia.»

Wednesday, March 24, 2010

Ainda sobre as obras na Igreja Matriz:

Chegado por e-mail:


Ex.mo Senhor

Como poderá recordar-se envie há tempos atrás para divulgação, um alerta sobre umas obras de melhoramentos na Igreja Matriz de Cascais.

A tentativa de protecção do património não foi bem sucedida. O Pároco esta a levar a dele avante contra tudo e contra todos, sem se quer dar os mínimos esclarecimentos ao povo daquilo que pretende fazer. A Câmara Municipal que parece também estar envolvida com a atribuição de subsídio, não quer dar a cara, tentando-se descartar com o Pároco, e tudo se está a fazer de uma forma pouco clara, tendo só em mente a delapidação e destruição do património.

A surpresa total vem da parte do próprio Patriarcado???

Se alguém se dignar deslocar à Igreja irá verificar, toda uma completa e total destruição em curso, pelo seguimento de um projecto que tem um único e infeliz fio condutor, o de construir uma igreja moderna dentro da antiga.

Mais uma vez nos devemos questionar, das directrizes condutoras de alguns responsáveis pelo nosso património. E o Senhor Padre que deve pensar que é dono de uma propriedade plena.

Respeitosos cumprimentos

Sunday, March 21, 2010

Exposição


Está patente no restaurante do Centro Cultural de Cascais uma exposição colectiva de pintura de nove pintores amadores que frequentam o ateliê de Luís Guimarães, reputado artista de Cascais. A exposição pode ser visitada até 28 de Março, das 10.00 às 18.00 horas, excepto segunda-feira.

Thursday, March 18, 2010

Cascais tem 38 empresas novas. E nenhuma teme a crise

In Público (18/3/2010)

«A DNA Cascais apresentou ontem 38 novas empresas, as primeiras de 2010, criadas por jovens empreendedores que não temem a crise que o país atravessa e acreditam no sucesso dos seus negócios. Os projectos foram apresentados no ninho de empresas da DNA Cascais, em Alcabideche.

Segundo o presidente da DNA Cascais e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, "o desenvolvimento do empreendedorismo é essencial para o crescimento de qualquer economia". "Em Portugal, existem talento e competências, capacidade criativa e vontade de risco. Existe um país que responde de forma positiva contra a adversidade e estamos muito satisfeitos por sermos a capital desse Portugal positivo", disse o responsável à Lusa.

Os novos projectos representam um investimento de 6,4 milhões de euros e ajudam à criação de 116 postos de trabalho. Com a missão de incentivar o desenvolvimento do empreendedorismo, a DNA Cascais fez nascer, nos seus três anos de existência, 100 empresas e ajudou à criação de 300 postos de trabalho.»

Tuesday, March 16, 2010

Museu da Música Portuguesa tem site

«No Monte Estoril, situado entre a zona das antigas residências de veraneio da alta sociedade da passagem do século XIX para o século XX e a zona de edifícios mais modernos, encontramos, enquadrada por um espaçoso parque, a Casa Verdades Faria.

Por si só merecedor de uma visita dada a sua beleza em termos arquitectónicos e decorativos, o edifício alberga o Museu da Música Portuguesa, uma estrutura museológica tutelada pela Câmara Municipal de Cascais que visa preservar, estudar e dar a conhecer muito do património musical português. Único museu em Portugal dedicado exclusivamente à música portuguesa nas suas vertentes popular e erudita é o resultado do encontro em 1960 de dois grandes vultos do nosso panorama musical, uma vez que assenta nos legados do etnomusicólogo francês Michel Giacometti e do compositor Fernando Lopes-Graça. À época, o primeiro preparava a apresentação à Fundação Gulbenkian dos resultados dos primeiros trabalhos de recolha em Portugal e Lopes-Graça, que pertencia à Comissão de Etnomusicologia, havia já realizado na década de 40 algum trabalho de recolha musical, que utilizara como base para o seu próprio trabalho de composição. Os projectos complementavam-se. Décadas mais tarde, ambos legaram os resultados do seu trabalho à Câmara Municipal de Cascais, com o intuito de se criar o Museu que agora existe. Tanto Giacometti como Lopes-Graça estiveram ainda envolvidos na sua criação. Ao longo dos anos, o espólio do Museu foi sendo enriquecido. Recentemente a Câmara Municipal de Cascais adquiriu a biblioteca do maestro Álvaro Cassuto e existem projectos de outras incorporações. [...]»

Friday, March 12, 2010

O passado nunca passa? Ai não que não passa.

Decorre até finais de Junho nos antigos Correios do Estoril, rebaptizados Espaço Memória dos Exílios, uma exposição de postais da colecção de José Santos Fernandes ilustrando a Cascais de antanho, intitulada «O Passado Nunca Passa» e organizada pela Câmara Municipal de Cascais. Acontece, porém, caros organizadores, que o passado passa e de que maneira.

Acontece, também, que ele vai passando graças à acção, tantas vezes indelével, das autarquias e dos seus responsáveis, sendo que aqui, pese embora esta iniciativa louvável, a “ajuda” da CMC foi inestimável ao longo de décadas. Não só dela (o défice de cidadania também ajudou) mas sobretudo dela.

Assim, paulatinamente, onde havia pinhal e verde passou a haver asfalto, moradias “à la” Beverly Hills e torres. Malveira, Abano, Areia, Birre, Guia, etc., etc. até à “fronteiriça” Carcavelos. Não houve terreno expectante que resistisse, nem casa antiga ou árvore que impedisse o “progresso”. Onde havia pictórico e provinciano passou a haver “oportunidade de negócio” e modernidade. Nem o próprio horizonte escapou. Exemplos não faltam e não é preciso Cerebrum (passe a publicidade) para recapitular alguns deles:

A bela baía de Sta. Marta, ofuscada por uma marina horrenda e desproporcionada. O C.C. Villa que matou o já de si moribundo comércio no centro da vila. A via-rápida que desemboca nos semáforos junto ao Mercado. A A5 que puxa mais carros para o Guincho. A fabulosa piscina do Estoril-Sol mais a “minha” sandwich club engolidas pelo novel mono alienígena junto ao Pq. Palmela. O Paredão corrido a pré-fabricados e pavimento ainda mais quebradiço que o rústico que lá estava. O toldo em lona que virou plastificado, “amigo do ambiente” e com direito a logo camarário. As magníficas bolas de Berlim da D. Rosa, expropriadas do usucapião de que gozavam na praia do Guincho, em prol das medíocres do concessionário respectivo.

Onde havia “ cachet” passou a haver “charme”. Piscatório e veraneio passaram a significar subúrbio e “resort”. E, pelos vistos, assim continuará a ser. Daí que o local onde decorre esta exposição não possa ser mais adequado do que é: “exílio” tem sido o destino da memória de quem conhece Cascais há 40 anos (e imagino as memórias mais antigas). Curioso é que ali ao lado, uns metros passeio acima, a CMC podia inverter o rumo das coisas e demonstrar, preto no branco, que quer resgatar a Memória desse exílio forçado.

Falo da Casa de São Francisco, desenhada pelo Arqº António Varela e vizinha do Espaço Memória dos Exílios. Um dos últimos edifícios modernistas de pé no concelho e que tem sobre si o camartelo sob a forma de “projecto de alterações e ampliação”. Bom seria que esta oportunidade fosse não de negócio mas de mudança e de “aviso à navegação”. Será?




In Jornal de Notícias

Tuesday, March 09, 2010

Friday, March 05, 2010

Nova praia do Guincho





«Os ventos ciclónicos que atingiram os 140 quilómetros por hora no passado sábado, 27 de Fevereiro, e a agitação do mar transformaram a praia do Guincho, em Cascais. No lugar do areal raso até ao mar há agora uma autêntica falésia de areia»


Fonte (ABA)

Wednesday, March 03, 2010

Evacuada sala de espera das consultas externas do novo hospital de Cascais


In Diário Económico (3/3/2010)
Mafalda Aguilar

«O hospital foi inaugurado na semana passada.

A sala de espera da zona das consultas externas do novo hospital de Cascais foi hoje evacuada devido a uma inundação, apurou o Económico.

O acidente surge uma semana depois do novo hospital de Cascais ter sido inaugurado pelo primeiro-ministro.

Fonte do hospital contactada pelo Económico avançou que "houve uma ruptura da canalização da sala de espera da zona das consultas externas, que levou à evacuação da área, tendo sido desmarcadas as consultas".

Sobre a notícia avançada pela SIC de que o tecto teria caído, Matos Viegas, o engenheiro da TDOHOSP, empresa responsável pela concessão e manutenção do hospital, desmentiu ao Económico a informação, explicando que "o tubo de drenagem ficou entupido e fez uma pequena inundação, que já está resolvida".

O novo hospital de Cascais foi inaugurado no passado dia 23 de Fevereiro por José Sócrates.

Esta unidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) tem 272 camas, seis blocos operatórios, 10 quartos de partos, seis postos de hospital de dia, 26 gabinetes de consultas e uma unidade de cuidados especiais de neonatologia.»

Friday, February 26, 2010

Helena de Freitas é a nova directora da Casa das Histórias Paula Rego

In Público Online (26/2/2010)

«A curadora e especialista em História da Arte Helena de Freitas é a nova directora da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.
A Casa das Histórias Paula Rego abriu a 18 de Setembro de 2009 (Nuno Ferreira Santos)

Após vários meses de negociações, Helena de Freitas assinou hoje um contrato de dois anos com a Fundação Paula Rego, e passará a ser a directora da Casa das Histórias a partir de 1 de Março, disse hoje à agência Lusa fonte da Fundação Paula Rego.

Helena de Freitas, 51 anos, é licenciada em História, tem um mestrado em História da Arte, e trabalhava como curadora no Centro Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian desde o final dos anos 80.

A nova direcção vai substituir Dalila Rodrigues, ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga, que instalou o projecto museológico durante um ano com uma equipa própria, até à abertura da Casa das Histórias Paula Rego, a 18 de Setembro de 2009.

No final de Outubro desse ano, Dalila Rodrigues anunciou que a Fundação Paula Rego lhe tinha comunicado que sairia da direcção do museu porque o seu nome não reunia consenso e não havia afinidades com o projecto apresentado.

Na mesma altura, repudiou o recuo da fundação e da autarquia de Cascais no apoio que lhe tinha sido dado anteriormente para continuar na direcção.

Por seu turno, a Fundação Paula Rego enalteceu o bom trabalho da museóloga na instalação do novo museu, mas justificou a saída com “perspectivas divergentes” quando ao futuro do projecto.

Instalado num edifício de raiz desenhado pelo arquitecto Souto de Moura, o museu representou um investimento, por parte da Câmara Municipal de Cascais de cerca de cinco milhões de euros, ao abrigo de um programa de apoio financeiro do Turismo de Portugal.

A Casa das Histórias possui um acervo com cerca de quatro centenas de obras de pintura, desenho e outras peças da pintora portuguesa de 74 anos, radicada em Londres e uma das mais conceituadas artistas portuguesas a nível internacional.»

Tuesday, February 23, 2010

Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável‏

Recebi este email da Agência Cascais Energia, que transponho:


A Câmara Municipal de Cascais, a par de outras duas autarquias, acaba de ser nomeada por um “Conselho de Notáveis”, para o Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável, com a seguinte referência do júri:

“Depois de um período negativo em que a expansão urbanística ganhou força, o município conseguiu inverter a situação e apostar sobretudo na requalificação e em intervenções de qualidade. Existem projecto sócio-económicos de grande inovação, como o DNA Cascais, destinado a apoiar o empreendedorismo, munido de business angels, micro-crédito e outras estruturas de apoio geradoras de emprego e de negócios. A atitude e o projecto é extensivo à comunidade escolar. No âmbito energético, assinou o Pacto dos Autarcas e possui a Agência de Energia. É muito activa e tem projectos pioneiros como o Caça Watts, destinado a melhorar o comportamento energético do concelho e dos seus cidadãos. Vai a casa dos munícipes fazer auditorias energéticas a pedido dos munícipes. No âmbito da sustentabilidade, o município desenvolveu a Agenda 21 Local e tem implementado projectos inovadores envolvendo a população na criação de espaços verdes e em intervenções urbanas. Tem sido líder na organização de conferências internacionais e nacionais sobre sustentabilidade. A qualidade da intervenção no litoral e a requalificação de praias tem sido visível. Está empenhado na requalificação dos fortes militares ao longo do seu litoral. Possui a Agência Atlântico para intervir no mar e em territórios litorais.

A escolha do vencedor entre as três Câmaras nomeadas processa-se por votação aberta através do seguinte site http://rockinrio.sapo.pt/pt/outros/conteudo/62”.

Fica ao vosso critério!

Com os melhores cumprimentos,

Agência Cascais Energia

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Gabinete de Comunicação e Imagem

Agências Municipais de Cascais
Complexo Multiserviços – Estrada de Manique, nº 1830
Alcoitão
2645-138 ALCABIDECHE

Tel. (+351) 21 460 42 59
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Friday, February 19, 2010

Novo Hospital de Cascais começa hoje a receber doentes internados

In Diário de Notícias (19/2/2010)
por ELISABETE SILVA

«Edifício abre portas na terça-feira, mas só dia 28 terá as urgências a funcionar

O Hospital de Cascais prepara-se para abrir portas na próxima terça-feira, mas entre hoje e amanhã vão começar a ser transferidos os primeiros doentes internados. Porém, as urgências só estarão disponíveis no novo edifício a partir do dia 28.

Os doentes do Hospital Ortopédico José de Almeida, na Parede, serão os estreantes do edifício de oito andares, que demorou dois anos a construir, depois de muitos mais de promessa de uma nova unidade em Cascais. Na próxima semana, a partir de sexta e durante o fim-de-semana, as transferências ficarão concluídas, com a mudança dos doentes do Condes Castro Guimarães (antigo Hospital de Cascais). Este processo começará com os pacientes da medicina externa, passando pelos cirúrgicos, do bloco e, finalmente, das urgências.

O serviço de transferência de doentes será realizado pela empresa de ambulâncias que actualmente trabalha com o hospital, que será gerido pelo grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP). "Não foi preciso recorrer a outro serviço", explicou ao DN José Miguel Boquinhas, presidente do conselho de administração.

Durante a semana não se realizará nenhuma mudança para que se possa averiguar se tudo está a correr bem com o novo hospital. Quanto às urgências, no dia 28 funcionarão em simultâneo com o antigo edifício. Mas no dia 1 de Março o velho hospital fechará definitivamente as portas.

José Miguel Boquinhas realçou que para salvaguardar enganos de algumas pessoas que se dirijam ao antigo hospital "estará disponível um autocarro para os transportar para o novo local".

Localizado em Alcabideche, o Hospital de Cascais vai dispor de 160 médicos, ultrapassando em 20 o mínimo requerido no contrato assinado entre a HPP e o Estado. No entanto, José Miguel Boquinhas referiu que está a ser ponderado o reforço de algumas especialidades, o que poderá levar à contratação de mais uma dezena. Quanto a enfermeiros serão 300 e um dos objectivos será pôr fim à contratação através de empresas de prestação de serviços.

Duas das principais polémicas que envolveram o novo hospital estão resolvidas, garantiu o administrador. Um era o serviço de oncologia, outro o tratamento de pessoas com VIH/sida.

"Há um protocolo oncológico celebrado entre o HPP de Cascais, a Administração Regional de Saúde e o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), o que obriga os médicos do CHLO a garantir toda a parte de assistência médica, enquanto nós temos de prestar cuidados de enfermagem, servir de hospital de dia e disponibilizar as instalações", afirmou.

Já o tratamento de casos de infecção com o vírus da sida será feito em exclusivo pelo hospital.»

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IDEM.

Director clínico garante que Hospital de Cascais será o mais exigente do país


In Público (19/2/2010)
Por Carlos Filipe

«Obra feita em Alcabideche também vai servir utentes de oito freguesias do concelho de Sintra, mas exclusivamente nas áreas de maternidade e pediatria

Utentes querem melhores condições e mais atenção
Implantado em dez hectares

A partir de terça-feira está prometida vida nova para as necessidades de saúde no concelho de Cascais com a abertura do novo hospital, em Alcabideche. Trata-se do primeiro a adoptar um modelo de gestão a estrear, integrado no Sistema Nacional de Saúde, mas fruto das novas parcerias público-privadas. Um dia depois da sua abertura, encerram definitivamente as portas do velho hospital, disfuncional e desadequado às exigências de uma população crescente e emparedado no complicado tecido urbano da vila de Cascais. A urgência do novo hospital começa a receber doentes no dia 28.

O novo hospital cobre um universo aproximado de 300 mil utentes. "Qualidade, humanização, conforto [os quartos terão entre uma e duas camas] e segurança serão a pedra de toque", disse ontem o presidente do conselho de administração da empresa Hospitais Privados de Portugal (HPP), José Miguel Boquinhas, na apresentação da unidade, anunciando também o "momento mágico que vivemos". "Este hospital será o mais moderno e tecnologicamente apetrechado, queremos que funcione sem papel e que tenha uma excelente acreditação de qualidade."

O médico José Varandas Fernandes, director clínico da nova unidade, deu ênfase à responsabilização clínica dos 160 médicos e 300 enfermeiros que ali vão trabalhar: "Os parâmetros de qualidade serão muito exigentes, e estou mesmo seguro de que este será o hospital mais exigente do país."

O processo de construção desta unidade chega assim ao fim, depois de vários problemas no seu percurso. O primeiro tropeção foi a recusa do visto do Tribunal de Contas ao contrato de gestão entre o Estado e a HPP, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. Os juízes manifestaram reservas ao processo concorrencial e ao resultado financeiro do contrato e concluíram que houve "alteração do perfil assistencial (...) a doentes infectados com VIH/Sida, e à eliminação da produção em hospital de dia médico em oncologia (...)", e manifestaram reservas sobre "a decisão de alterar a arquitectura do sistema de monitorização do desempenho". Como consequência, a nova unidade, que terá o nome de Dr. José de Almeida, derrapou dois anos na sua finalização.

A retirada da especialidade de oncologia foi uma das questões mais polémicas, e chegou em 2008 à Assembleia da República, graças a uma petição com quase 19 mil assinaturas. Mas o certo é que o novo hospital de Cascais vai assegurar aquele serviço (tratamento, cirurgia e internamento), em parceira com o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental - que integra os hospitais de Santa Cruz, São Francisco Xavier e Egas Moniz - e recorrendo para tal aos médicos destas unidades, que prestarão serviço em Cascais.

Quanto aos doentes infectados com VIH/Sida, o presidente do conselho de administração da HPP garantiu que o protocolo com a Administração Regional de Saúde estabelece que a assistência ficará ao cuidado dos médicos de Cascais.

O Estado vai pagar 400 milhões de euros por um contrato de dez anos com a HPP e que será renovável até ao limite de 30 anos.»

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F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!

Friday, February 12, 2010

Estação de São João do Estoril renovada até ao final do ano


In Público (12/2/2010)
Por Luís Filipe Sebastião


«Câmara de Cascais justifica demora na construção de desnivelamento rodoviário à linha férrea com dificuldade em saber a quem pertencia terreno

As obras de reformulação das acessibilidades à estação de São João do Estoril devem arrancar em Março e ficar prontas até ao fim do ano, anunciou ontem a Rede Ferroviária Nacional (Refer). A empreitada permitirá encerrar a última passagem de nível rodoviária na Linha de Cascais, o que apenas acontecerá uns meses mais tarde com a conclusão de um novo desnivelamento a partir da Avenida Marginal.

O projecto da Refer, ontem apresentado em Cascais, prevê uma passagem inferior pedonal, a reformulação dos cais e das coberturas, a recuperação do actual edifício da estação, e a requalificação do espaço público envolvente, com a criação de três pequenas áreas comerciais. O atravessamento inferior à linha férrea será feito em escadas ou elevadores para pessoas de mobilidade reduzida. O acesso ficará situado junto à estação existente, que também será mantida e contará com um novo edifício de apoio, do lado sul (mar), com bilheteiras e sala de espera.

Os actuais quiosques serão substituídos por duas zonas comerciais no lado norte e uma a sul da via ferroviária. Um responsável da Refer salientou ao PÚBLICO que a concessão de alguns destes espaços terão a obrigação de manter em funcionamento sanitários de uso público. Dos dois lados da linha estão previstos lugares de estacionamento para tomada e largada de passageiros. Os cais, prolongados e com novas coberturas, terão o acesso condicionado aos utentes dos comboios. A empreitada deverá ser adjudicada por um valor "entre três e quatro milhões de euros", tendo em conta as propostas apresentadas a concurso.

Para salvaguardar o arvoredo junto à estação, a autarquia vai transplantar, entre 17 e 24 de Fevereiro, sete árvores para os viveiros municipais de Vale de Cavalos, para futura utilização em espaços verdes urbanos. Um plátano do lado sul será deslocado alguns metros, por uma empresa especializada, com acompanhamento da Polícia Municipal para garantir a segurança na zona.

Nova rotunda na Marginal

A última passagem de nível rodoviária da Linha de Cascais encerrará quando ficar pronta a passagem rodoviária inferior projectada a partir de uma nova rotunda na Marginal, junto ao forte de Santo António, que ligará à Rua Homem Cristo, perto do centro de saúde de São João, e à futura Via de Cintura Nascente a São João.

"Não posso dar prazos para a execução dessa via", disse ontem o presidente da autarquia, António Capucho, explicando que esteve "oito meses à espera" que o ministério da Defesa e a Estradas de Portugal descobrissem de quem era o terreno para a estrada.

O atravessamento rodoviário junto à estação será fechado com a abertura da alternativa a construir. O autarca congratulou-se com a melhoria das condições da estação e da anunciada renovação da linha e dos comboios.»

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Ai que bonito! Gosto "especialmente" do arranjo paisagístico à volta da novelíssima estação... Passaremos a ter uma estação "à la" Carcavelos. Não chego a perceber aonde é que a CP/Refer vai buscar estes autores, e como é possível aprovar-se isto, ainda por cima nesta linha que, supostamente, é turística! Enfim, tal como na linha de Sintra não nada a fazer. Só espero que esta modernice estapafúrdia não se propague às estações, ainda assim-assim, do Estoril e do Monte Estoril. Só espero!

Thursday, February 11, 2010