Monday, June 28, 2010
Quatro praias de Cascais continuam com água imprópria
«Ontem às 13:58Quatro praias do concelho de Cascais «continuam a não estar próprias para os banhistas», de acordo com o responsável da divisão de saúde ambiental da Direcção Geral de Saúde (DGS), uma situação que é contestada pela autarquia.
«A praia dos Pescadores, Duquesa, Rainha e Conceição continuam a não estar próprias para os banhistas, porque não reúnem as condições necessárias [em termos de qualidade da água] para que sejam consideradas zonas balneares», afirmou Paulo Diegues, também membro da Comissão Técnica de Acompanhamento para aplicação da directiva que designou as praias de boa qualidade existentes nesta época balnear.
Na lista de «praias e banhos marítimos para o ano de 2010», publicada no dia 18 de Junho em Diário da República, não constam as quatro praias referidas, apesar de, no início do mês, o vereador do ambiente e vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ter anunciado que todas as praias do concelho estão com «excelente» qualidade de água, estando próprias para os banhistas, após realizadas obras na ribeira das Vinhas.
«Se os dados analíticos actuais apresentam uma boa qualidade [de água] isso representa um aspecto positivo e não existirá aparentemente um risco iminente para a saúde pública. Contudo, a sua classificação tem de ter em conta um histórico de 4 anos. Não é pelo facto de as análises do início desta época balnear demonstrarem aptidão que muda automaticamente a sua classificação», sustentou o responsável da DGS.
Segundo Paulo Diegues, «as praias em causa apresentavam [em análises realizadas anteriormente] uma qualidade duvidosa e portanto enquadrava-se na qualificação de má».
Contudo, conclui o responsável, «os banhistas são livres de escolherem as praias onde pretendem passar os seus tempos de lazer, devendo escolher de preferência as praias que estão designadas e que são vigiadas, quer do ponto de vista da qualidade da água quer do ponto de vista da segurança».»
...
Mais vale prevenir do que remediar.
Grupo de jovens fez distúrbios e roubou passageiros num comboio de Cascais
«A polícia levou para a esquadra 15 jovens, dos quais três vão ficar detidos, de um grupo de cerca de 40 que, no sábado ao fim do dia, provocou o alarme, com assaltos e desacatos, num comboio da linha Lisboa-Cascais, disse ontem à agência Lusa uma fonte do comando da PSP.
O grupo, com cerca de 40 jovens, veio da zona de Sacavém e embarcou numa das estações próximas das praias da linha de Cascais, começando a provocar desacatos e a ameaçar passageiros, tendo concretizado pelos menos dois roubos.
"Furtaram uma bolsa com dinheiro e um telemóvel, segundo as testemunhas ouvidas, mas admitimos que possa ter havido mais roubos, porque as pessoas foram saindo nas estações", disse o oficial de serviço no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Polícias à civil entraram no comboio em Algés e conseguiram pôr fim aos distúrbios, que acabaram com vários jovens a serem levados pela polícia, já em Alcântara. No total, 15 membros do grupo foram levados para a esquadra do Calvário e os restantes fugiram. Três são maiores de idade e vão ficar detidos para serem levados ao juiz, que decidirá as medidas de coacção a aplicar-lhes, depois de ouvidos os testemunhos de alguns lesados que apresentaram queixa.
Outros quatro foram identificados por pessoas lesadas como tendo participado nos desacatos, mas, sendo menores de 16 anos, foram entregues aos pais, depois de feita a participação por actos ilícitos. Os outros detidos foram identificados e depois libertados pela polícia. As ameaças aos passageiros, segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, terão sido feitas sem armas mas "com acção física".»
Wednesday, June 23, 2010
Praia da Ribeira

O placard Informativo que a CMC colocou na Praia da Ribeira (conhecida como praia do peixe ou dos pescadores) tem informação que baralha alguns, senão todos, que o consultam. Pobre CAMÕES

Ao passar pelo Largo de Camões, não resisti a tirar as fotos que vos apresento.Tuesday, June 22, 2010
Thursday, June 17, 2010
Nas deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de dia 14 de Junho de 2010:
1. Aprovar a celebração de um contrato-programa entre o Município de Cascais e a ESUC –Empresa de Serviços Urbanos de Cascais, EM, para limpeza e reparação do leito da galeria da Ribeira das Vinhas, instalação de uma comporta, reabilitação da estação de bombagem elevatória, bem como para a reformulação da rede de drenagem existente na Rua Costa Pinto e respectiva repavimentação»
Friday, June 11, 2010
Jardim Visconde da Luz / abate de 2 choupos
Diagnóstico
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Uma pergunta:
No diagnóstico acima é mencionado que os choupos apresentam uma "vitalidade razoável", pelo que não entendo a urgência no abate. O parecer dá a seguinte ideia, aliás generalizada sempre que há estes abates: "a árvore há-de apodrecer um dia e cair um dia, é melhor anteciparmo-nos deitando-a já abaixo, para colocar uma novinha em folha". É caso para dizer que também nós, e quem faz estes pareceres, havemos de aprodrecer um dia...". Compreendo a actual guerra aberta que existe contra o choupo em espaço urbano, mas não serão as suas mutilações fruto das podas do costume?
Espero três coisas:
1. Que o abate não seja por outra razão que não fitossanitária.
2. Que sejam rapidamente plantadas 2 árvores no mesmo local onde agora desaparecem os choupos.
3. Que haja uma intervenção de fundo no jardim, pois aquilo que ali está é mais parque de empedrado e esculturas várias do que propriamente um jardim. Ou seja, mais zona verde, é preciso.
Tuesday, June 08, 2010
Classificação de interesse público atrasa intervenção da Estradas de Portugal nos plátanos de Colares
«A Estradas de Portugal afirmou ontem que enquanto o processo de classificação de interesse público dos plátanos junto à Adega Regional de Colares, no concelho de Sintra, estiver a decorrer na Autoridade Florestal Nacional, não avança com qualquer intervenção nas árvores.
A Quercus e a Associação Árvores de Portugal afirmaram-se ontem preocupadas com uma "iminente" intervenção nos plátanos junto à adega de Colares, adiantando temerem que os trabalhos possam comprometer a classificação de interesse público do local. A Estradas de Portugal garante que enquanto o processo de classificação de interesse público dos plátanos situados junto à Adega Regional de Colares não estiver concluído, a empresa pública não avança com a intervenção prevista.
"Estes plátanos encontram-se já em processo de classificação de interesse público (...) pelo que a EP não vai intervir sem o consentimento e supervisão da Autoridade Florestal Nacional", garantiu a Estradas de Portugal, em resposta à agência Lusa.
A EP garante que a 19 de Abril, em resposta à Autoridade Florestal Nacional, informou "nada ter a opor quanto à classificação daquelas árvores", advertindo, no entanto, que "algumas delas necessitam de intervenções urgentes".
Em Novembro de 2009 vários moradores de Colares insurgiram-se contra a marcação de plátanos junto à adega regional, efectuada pela Estradas de Portugal, por temerem o abate destas árvores que marcam a paisagem desta vila.
Segundo a EP, a empresa promoveu em 2009, depois de reclamações de moradores, a realização de inspecções técnicas às árvores das estradas nacionais da zona de Colares, com vista a identificar as necessidades de intervenção, tendo realizado ainda diagnósticos mais aprofundados nas árvores situadas junto à adega.»
Saturday, June 05, 2010
Câmara de Cascais quer abrir mais quatro parques urbanos até 2013
«A Câmara Municipal de Cascais pretende construir quatro parques verdes urbanos até 2013, para chegar ao fim do mandato com um total de 10 espaços daquele género em todo o concelho. A construção de espaços verdes para promover a qualidade de vida da população é um dos principais objectivos da autarquia, disse à agência Lusa o seu vice-presidente, Carlos Carreiras.
Inserido na estratégia adoptada para a a estrutura ecológica municipal, o programa de criação de parques verdes urbanos é uma aposta da autarquia, empenhada em promover a qualidade de vida e a saúde dos munícipes, afirmou Carreiras, que detém o pelouro do Ambiente no executivo camarário.
Na véspera da inauguração de mais um parque urbano, na Ribeira dos Mochos, o autarca acrescentou que há um objectivo "firme" de construir mais quatro espaços verdes urbanos no concelho até 2013, ou seja, até ao final do actual mandato.
"Queremos juntar aos seis parques existentes outros seis espaços, sendo que quatro deles deverão estar concluídos até ao final do mandato", disse o autarca. Ribeira dos Mochos (que será inaugurado hoje), Outeiro de Vela, em Cascais, Talaíde e Parede serão as quatro zonas onde nascerão os futuros parques urbanos.
Quanto aos restantes dois, previstos para as zonas de Freiria e São Domingos de Rana, Carlos Carreiras reconhece que se trata de "dois casos mais complicados", sublinhando, contudo, que a autarquia "tudo fará" para que também esses projectos sejam lançados ainda neste mandato.
O Parque Urbano da Ribeira dos Mochos, o primeiro espaço verde urbano construído no mandato em curso será inaugurado hoje, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.
Com uma área aproximada de 41 mil metros quadrados, o novo parque urbano é um espaço integrado na Rede Ecológica Nacional.
Trata-se de uma zona de "grande valor natural e um importante corredor ecológico que promove a biodiversidade, que também incorpora importantes valores culturais que figuram num antigo aqueduto", diz a autarquia.
Além da requalificação da malha ecológica, o novo espaço de lazer, integrado em meio urbano, oferece um parque infantil, uma pista de aventura, um parque de merendas e um serviço de cafetaria. »
Friday, June 04, 2010
Bicicletas continuam a não poder circular no Paredão de Cascais
Por Luís Villalobos
«Câmara diz que o assunto ficará resolvido "nos próximos meses", mas com uma pista própria e horários específicos para se poder andar de bicicleta
A Câmara de Cascais esperava que o assunto estivesse resolvido no início deste ano, mas, a duas semanas do fim da Primavera, as bicicletas ainda não podem circular junto à praia de Carcavelos ou no paredão que vai de São João do Estoril a Cascais.
De acordo com o gabinete de imprensa da autarquia, prevê-se agora que a circulação de bicicletas "se torne possível nos próximos meses". Segundo a mesma fonte, "as autorizações das entidades competentes foram já concedidas e as regras definidas e aprovadas em sede própria."
"O projecto de implementação está, nesta altura, em fase final de elaboração, pelo que acreditamos que ainda durante este Verão será possível circular em velocípede em todo o paredão", adiantou o gabinete, em resposta a perguntas do PÚBLICO. O projecto prevê a criação de uma pista dedicada à circulação das bicicletas, um pouco à semelhança do que sucede entre Cascais e a praia do Guincho, provavelmente para reforçar a segurança, nomeadamente dos peões. Esta nova pista, no entanto, não irá surgir em "zonas de estrangulamento já existentes, junto a esplanadas", depreendendo-se assim que, nessas áreas, seja necessário desmontar das bicicletas e circular a pé.
No que diz respeito aos horários, os ciclistas terão duas épocas distintas. Entre 1 de Novembro e 31 de Março, a circulação será autorizada, aos fins-de-semana, entre as seis da tarde e as dez da manhã, enquanto que nos dias de semana não há restrições.
Já entre 1 de Abril e 31 de Outubro só se poderá andar de bicicleta nos dias úteis, entre as seis da tarde e as dez da manhã. Estas regras, diz a Câmara de Cascais, "não se aplicam a crianças menores de oito anos desde que acompanhadas por adultos".
O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, já tinha afirmado ao PÚBLICO que o regresso da circulação de bicicletas no paredão seria sempre condicionado. "A discussão é antiga e, após debate profícuo que mantive com a Associação dos Amigos do Paredão e os representantes dos cidadãos defensores da abertura do paredão à circulação de bicicletas, chegou-se a um consenso na generalidade visando tal objectivo", afirmou António Capucho em Dezembro.»
Praia dos Pescadores com água "excelente"
«A praia dos Pescadores, em Cascais, tem este ano a garantia de "excelente" qualidade da água, depois de ter estado interdita a banhos mais de dez anos. De acordo com a câmara local, a conclusão das obras realizadas na ribeira das Vinhas - por baixo do centro comercial CascaisVilla - garante finalmente a boa qualidade da água naquela praia do centro da vila. Até agora, as águas sujas da zona baixa de Cascais misturavam-se à água limpa da ribeira, coisa que deixou de acontecer, e afectavam as praias de Pescadores, Duquesa, Conceição e Rainha. O vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, disse à agência Lusa que, apesar de a má qualidade da água não ter sido impedimento para os banhistas durante muitos anos, agora há uma satisfação maior porque "há a certeza" de que a água é excelente. "Há uma responsabilidade pública e cívica do ponto de vista político e, independentemente de as pessoas não terem a percepção de a praia estar boa ou má, é importante para nós dar garantias dessa qualidade", sustentou o autarca.»
Wednesday, June 02, 2010
Cascais garante qualidade de água do mar
Por Luís Filipe Sebastião
«A Câmara de Cascais assegura que todas as praias do concelho apresentam, pela primeira vez, uma qualidade excelente das águas do mar. A garantia surge na mesma altura em que a associação ambientalista Quercus refere que duas zonas balneares de Cascais foram desclassificadas, mas o município explica que esta despromoção está ultrapassada.
Segundo a Quercus, as praias da Conceição e da Rainha deixaram de figurar entre as zonas balneares de 2010, por causa dos maus resultados de análises à qualidade das águas realizados em 2009. O vereador do Ambiente na Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, explicou que o Ministério do Ambiente autorizou as concessões balneares naquelas duas praias, face aos bons resultados das últimas análises às águas, desde Março de 2010.
O autarca adianta que, desde essa altura, todas as praias apresentam qualidade "excelente", exceptuando os casos pontuais de uma análise em Carcavelos e outra na Parede que, em Abril, deram qualidade "aceitável". A reabilitação da ribeira das Vinhas permitiu acabar com a poluição das praias da vila, entre as quais a dos Pescadores, interdita a banhos há uma década. A autarquia recusou candidatar-se à bandeira azul e vai afixar os resultados das análises nas praias.»
Tuesday, June 01, 2010
Mais de uma centena recolheu em Cascais uma tonelada de lixo deixado no mar
«Mais de uma centena de mergulhadores e voluntários participaram no passado fim-de-semana, em Cascais, numa iniciativa para limpar o fundo do mar, tendo recolhido cerca de uma tonelada de resíduos.
Com metade do lixo recolhido em relação ao ano anterior, em que foram recolhidas 2100 toneladas, a iniciativa deste ano do Clean up the Atlantic conseguiu recolher cerca de uma tonelada de entulho. A iniciativa atraiu muitos turistas curiosos que paravam na baía de Cascais para ver o que se passava, tal era a quantidade de pessoas preocupadas em recolher, pesar e separar o lixo que era extraído do fundo do mar em frente à praia dos Pescadores.
Sapatos abandonados, óculos de sol, um grelhador eléctrico, uma bateria de carro, pneus, latas de alimentos e equipamentos de pesca foram alguns dos objectos encontrados no fundo do mar.
Promovida pela agência municipal Cascais Atlântico, Grupo Ecológico de Cascais e ProjectMar, a iniciativa visa, segundos os organizadores, "alertar e sensibilizar a opinião pública para a problemática da poluição marítima e todos os problemas daí resultantes, removendo a maior quantidade de lixo possível do meio marinho, e incentivar a prática de mergulho em Cascais".»
Tuesday, May 25, 2010
«As torres da vergonha»
Chegado por e-mail:«Foi cometido um crime contra a paisagem urbanística e natural da Costa do Estoril.
Este e outros testemunhos sobre ume república das bananas chamada Portugal
em Causa Nostra
http://www.everyoneweb.fr/causanostra
As torres da Vergonha erguem-se imponentes, arrogantes e esmagadoras, como esmagador e arrogante é o seu desprezo pela magnífica costa do Estoril, que sempre soube, ao longo da marginal que vem de Lisboa até Cascais, presentear os portugueses e os visitantes estrangeiros com uma equilibrada e requintada arquitectura e uma edificação urbanística exemplar, raramente observadas em outros litorais nacionais e europeus.
Dignas da extraordinária beleza natural desta região, as soberbas moradias e palacetes, rodeados por jardins e pinhais, verdadeiras jóias arquitectónicas, foram, durante décadas, representativas do esplendor e do charme desta costa contribuindo para o seu sucesso.
Hoje, a primeira região oficial de turismo do País, sendo conhecida internacionalmente como a Riviera Portuguesa está ferida de morte. Foi cometido um crime contra a sua silhueta urbanística e natural, autêntico património mundial, contra o ambiente, contra o desenvolvimento turístico nacional e contra os portugueses.
Este crime revoltante, destruidor da magnífica paisagem natural e urbanística da Costa do Estoril, tem como principais autores o Presidente da Câmara de Cascais, a empresa Estoril-Sol e o autor deste lamentável aborto arquitectónico, o sr. Gonçalo Byrne.
Sobre este último personagem podemos dizer que merece o prémio da mediocridade e da pirosisse arquitectural. Em substituição do anterior mamarracho, não soube imaginar um edifício capaz de se inserir harmoniosamente na vila de Cascais e na linha da costa. Desde a Azarujinha até Cascais, o nosso olhar é agredido pela desconfortante visão dos caixotes envidraçados. É uma obra grotesca, um insulto à inteligência de qualquer pessoa, e é, sobretudo, o símbolo das nossas elites parolas. As torres Byrneanas mesmo em zonas modernas de uma qualquer cidade europeia, seriam vistas como uma aberração do ponto de vista estético. Do alto da sua compactada imponência, elas brilham, no reflexo das suas ridículas carapaças esmaltadas, pela simplicidade parola de um estilo pomposo a cheirar ao minimalismo cá da terra.
O próprio tipo de construção que foi adoptado deveria ser tomado em consideração por qualquer autarca minimamente inteligente.
O ferro e o vidro são os materiais de maior desperdício de energia. São também os materiais que mais aquecem. È fácil imaginar os custos energéticos de uma tal construção. Devoradora de energia, poluidora em todos os sentidos, destruidora da harmonia paisagística de uma das mais belas regiões de Portugal, a Estoril Sol Residence, às portas de Cascai é uma das inúmeras consequências de projectos que esta autarquia se obstina a levar a cabo numa total ausência de bom senso e num claro desprezo pela opinião dos cidadãos. Já em 2006, um projecto completamente megalómano, uma torre-hotel de 100 metros de altura, trinta andares, na Marina de Cascais, revestida de vidro e que a municipalidade anunciava como um novo “farol” do turismo no concelho (!) foi, abandonado graças à mobilização cidadã dos munícipes.
É confrangedor que ninguém, nas altas esferas do Estado, tenha criticado, protestado, combatido esta ignomínia. É revoltante que os nossos políticos, os nossos intelectuais, os nossos artistas sempre prontos para defender as mais esdrúxulas causas, se tenham abstido de defender um património tão significativo.
As torres da Vergonha erguer-se-ão como a face visível da Vergonha que alastra por este país fora. Vergonha a ferir-nos a honra e a alma, pela corrupção, pela cumplicidade entre os senhores dos dinheiro e os lacaios que nós, infelizmente, elegemos para nosso mal e para a continuidade desta farsa a que eles chamam Democracia.»
Monday, May 24, 2010
Obras na estação de São João do Estoril começam para a semana
«As obras de requalificação da estação de São João do Estoril, que prevêem também a eliminação da passagem de nível naquela linha ferroviária de Cascais, começam na próxima semana e foram adjudicadas à construtora Obrecol num valor superior a três milhões de euros, anunciou ontem a Refer.
O projecto contempla a construção de uma passagem rodoviária inferior para desnivelamento da via férrea sob a avenida marginal e a Rua de Homem Cristo, nas imediações do centro de saúde e do Forte de Santo António e só deverá estar concluída em Fevereiro de 2011.
Os trabalhos, orçados em 3,4 milhões de euros, prevêem novas acessibilidades e atravessamento pedonal desnivelado do canal ferroviário, acessível a pessoas com mobilidade reduzida.»
Wednesday, May 19, 2010
Carcavelos: Abate de plátanos em risco de queda | Semana de 24 a 28 de Maio
No âmbito deste trabalho, foi diagnosticada em 14 plátanos da freguesia de Carcavelos a presença de um complexo de fungos patogénicos que causou a seca dos ramos e a consequente morte prematura dos exemplares, pelo que importa conter, desde já, esta praga, minimizando o seu alastramento a árvores saudáveis ([1]).
Assim, por motivos de segurança, vai a Câmara Municipal de Cascais proceder ao abate de 14 plátanos na Freguesia de Carcavelos, árvores que se encontram em más condições fitossanitárias e que apresentam risco de queda, potenciando a ocorrência de danos pessoais e materiais.
O abate vai implicar, ao longo da semana de 24 a 28 de Maio, algumas restrições à circulação rodoviária e pedonal, bem como ao estacionamento em diversas artérias do Centro Histórico de Carcavelos, designadamente nas ruas Heliodoro Salgado, Guilherme Gomes Fernandes, Júlio Moreira e Fonte da Aldeia, situação que será acompanhada pela Polícia Municipal.
A replantação será, entretanto, equacionada no âmbito de um projecto mais amplo com intervenção ao nível das infra-estruturas, reperfilamento das vias para melhorar o estacionamento e a circulação.
[1] O diagnóstico pode ser consultado na íntegra em Aqui.
Fonte: CMC
Saturday, May 15, 2010
Regatas em Cascais

Thursday, May 13, 2010
Friday, May 07, 2010
Chegado por e-mail:
Cascais e Sintra desistiram da bandeira azul como protesto
Por Luís Filipe Sebastião
«Região do Tejo terá menos 11 bandeiras do que em 2009. Autoridade hidrográfica diz que falta disponibilidade em Sintra para tratar da costa
As câmaras de Cascais e de Sintra não candidataram quaisquer das suas praias costeiras à bandeira azul, como forma de protesto contra a falta de investimentos da administração central no litoral.
"Não reconhecemos a nenhuma outra entidade maior capacidade ou idoneidade para garantir a qualidade das praias", explica Carlos Carreiras, vice-presidente em Cascais, explicando que o seu município "desistiu da bandeira azul, enquanto o Estado não assumir os seus compromissos e fizer os investimentos necessários para assegurar a qualidade balnear". Carlos Carreiras recusa que o município esteja sujeito à avaliação de uma entidade privada por um conjunto de critérios que não são da sua responsabilidade, como a educação ambiental, qualidade da água e segurança.
"Ao longo de todo o ano, Cascais zela pela limpeza e desinfecção dos seus areais sem qualquer apoio", sublinha ainda a autarquia, num comunicado em que garante que, mesmo sem a bandeira, as praias de Cascais "gozam de uma qualidade invejável e constante e que está longe de se cingir à época balnear" - este ano entre 15 de Maio e 15 de Setembro.
Também a Câmara de Sintra, em comunicado, revela não existirem condições para concorrer à bandeira azul, "enquanto a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo não resolver os graves problemas que se registam ao longo do litoral sintrense, por exemplo a instabilidade das arribas e a reorganização e requalificação dos apoios de praia". E salienta que "está totalmente garantida a qualidade das águas e das areias de todas as praias", que continuarão a ser alvo de análises.
A ARH do Tejo responde que Sintra não entregou os relatórios de actividades nas praias galardoadas em 2009, o que impedia que tivessem a bandeira este ano. Estão em curso estudos para os planos de praia e a ARH quer mais empenho da autarquia.
[...]
Thursday, May 06, 2010
Cascais lança programa de apoio a talentos
«"Geração de Empreendedores com Talento" (GET) é o nome do projecto apresentado ontem pela Câmara de Cascais, destinado a apoiar pessoas desempregadas e em situação de exclusão social, preferencialmente jovens entre os 18 e os 30 anos residentes em bairros municipais.
Inserido no âmbito do Ano Europeu Contra a Pobreza, o GET, através do incentivo à criação de emprego, visa "quebrar o ciclo de pobreza que afecta sobretudo jovens desempregados e em situação de exclusão social", explica a câmara em comunicado.
O projecto foi aprovado no início da semana, em parceria com a agência municipal DNA Cascais e com o apoio do Instituto de Empreendedorismo Social (IES). Os interessados deverão enviar a candidatura até 14 de Maio para o endereço eletrónico geral@dnacascais.pt.
Com uma duração total de um ano, o projecto divide-se em três fases: apresentação de ideias de negócio; formação de três meses no IES; e arranque de um negócio. No final, só oito projectos serão seleccionados.»
Wednesday, May 05, 2010
Cascais condiciona travessia pedonal
«A passagem para peões entre o Parque de Palmela e o Paredão, na Avenida Marginal, vai encerrar a partir da próxima segunda-feira para permitir a conclusão das obras da nova passagem inferior pedonal, informou a Câmara de Cascais.
"Por motivos de segurança, nesta fase de conclusão dos trabalhos da nova passagem inferior à Marginal entre a praça do Parque de Palmela e o Paredão, é fundamental limitar a passagem de peões."
Neste momento, decorrem no novo túnel trabalhos de finalização do revestimento em alvenaria, colocação dos painéis de azulejo assinados pelo artista plástico Nadir Afonso, bem como ao nível do revestimento do chão e iluminação. A nova galeria tem dez metros de largura e uma extensão de 48 metros, sob a linha férrea e as quatro vias da Marginal, para garantir a circulação dos peões e pessoas com mobilidade reduzida em segurança.
A nova praça do Parque Palmela deve ficar pronta em finais de Junho, prevendo-se a abertura da nova passagem inferior pedonal no mês seguinte. O presidente da autarquia, António Capucho, justificou o atraso da obra com a sua complexidade. PÚBLICO/Lusa»
Monday, May 03, 2010
Actualização do Catálogo do Inventário Municipal
Dr. António Capucho
No seguimento da actualização em curso do Catálogo do Inventário Municipal, em boa hora iniciada há 3-4 anos, e agradecendo a boa recepção pela CMC das sugestões oportunamente apresentadas a V.Exa., que se traduziram na inclusão no texto em elaboração (em anexo) do Chalet Ficalho (Cascais), da moradia na Rua de Olivença (sobre a Praia da Poça) e das ruínas do palacete e anexo Arte Nova sitos na Av. D. Nuno Álvares Pereira/Rua de Diu (Estoril), cumpre-nos, contudo, sugerir ainda alguns edifícios para inclusão no texto final, seja como protecção nível 1 ou 2, a saber:
* Centro Comercial Cruzeiro (Mte. Estoril) - Havendo, e bem, uma série de lotes modernistas no texto actual do Catálogo, parece-nos estranho o facto do CC Cruzeiro não constar do mesmo, não só porque é talvez, goste-se ou não, o maior exemplo desse período no concelho, como foi o 1º centro comercial a ser construído no país;
* Edifício da escola de Birre, por ter sido capela de S. Isidro e por todo o significado republicano que detém;
* Capela de S. José da Bicuda;
* Edifício da Loja das Meias (no centro de Cascais);
* Casa da Dra. Jeannette Nolen, no Sítio do Regato (Janes);
* Casa de Santa Maria, no Arneiro;
* Casa da Varanda, em Manique;
* Casal de Alcoitão, onde está a placa do ACP a indicar o começo da povoação, vindo de Manique;
* Casal de Caparide, junto à ponte da ribeira (idem);
* Os postes da Torre que serviram para a iluminação.
Na expectativa de que estas nossas sugestões sejam aceites pelos serviços responsáveis pela actualização do Catálogo do Inventário Municipal , subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.
Pelo Cidadania Csc
Paulo Ferrero
Thursday, April 22, 2010
Wednesday, April 14, 2010
Verões em Cascais poderão ser dez graus mais quentes em 2100
Por Ricardo Garcia
«Estudo sobre as alterações climáticas no concelho aponta para praias menores, danos na saúde e o fim do vinho de Carcavelos. Mas há incertezas
No futuros
As praias da Linha quase sem areia. Mais doenças transmissíveis por insectos. Menos água nas ribeiras. Mais fogos florestais. Menos biodiversidade. O fim do vinho de Carcavelos. O futuro definitivamente não parece risonho para Cascais, de acordo com os cenários de um plano estratégico para as alterações climáticas, que a câmara municipal apresenta hoje.
A antevisão do concelho em 2100 foi feita pela mesma equipa científica do projecto SIAM, um vasto estudo interdisciplinar sobre os impactos das alterações climáticas em Portugal. Não contém previsões do que irá acontecer, mas cenários do que pode acontecer, com base em histórias diferentes do mundo no futuro.
Resultados: Cascais será até 10 graus Celsius mais quente no Verão e o mar poderá subir um metro acima do nível actual. Caso não haja medidas de adaptação, a consequência mais visível será a perda de areia das praias voltadas a sul. A do Tamariz encolherá em 84 por cento até 2100. As praias da Conceição e da Duquesa, 78 por cento. São Pedro e Carcavelos, 64 e 67 por cento. Já o Guincho ficará quase na mesma.
Para o vice-presidente da câmara, Carlos Carreiras, este não é o dado mais inquietante. "O que nos preocupa são os efeitos nas condições de saúde e de bem-estar, e na perda de biodiversidade", diz. Na saúde, as ondas de calor, as doenças transmitidas por insectos e a poluição atmosférica são os efeitos mais graves.
No domínio do lazer, medidas como a alimentação artificial das praias podem reduzir o problema das areias. Mas há outras modificações possíveis. Cascais aquecerá menos do que o interior do país e por isso poderá atrair mais visitantes nacionais. A água do mar mais quente também tornará a praia mais apetecível.
Por outro lado, o Verão pode ser demasiado tórrido. "O futuro será desconfortavelmente quente em alguns dias de Abril a Outubro", lê-se no estudo. Jogar golfe, nesses dias, seria um inferno. Poderá haver, por isso, uma distribuição diferente dos turistas ao longo do ano.
Impactos mistos
Nem tudo é negativo num futuro mais quente. Há peixes de interesse comercial e determinadas culturas agrícolas que ganharão com o calor. O próprio vinho de Carcavelos, que tem cenários fatais para 2100, pode ser beneficiado numa primeira fase. Mas o estudo admite que há muitas incertezas neste caso, devido ao desconhecimento da tolerância daquelas castas a um clima mais quente.
Todo o Plano Estratégico de Cascais para as Alterações Climáticas está envolto nas debilidades próprias dos modelos de simulação do clima e dos cenários do que será o mundo até ao final do século. "Temos de olhar [para o estudo] com alguma cautela, tendo em conta que há algumas incertezas", afirma Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, coordenador do trabalho. O investigador sugere que a avaliação seja repetida em intervalos regulares, com base em novas metodologias.
Carlos Carreiras diz que o concelho já tem em curso algumas medidas de adaptação ou mitigação das alterações climáticas. Mas reconhece que não é num mandato que se resolve tudo. "Trata-se de uma matéria que não vive de espaços temporais curtos, nem de medidas isoladas", afirma. "Esta é uma peça estratégica de médio a longo prazo"».
...
Só duas coisas:
1. O vinho de Carcavelos já não existe, o que existe é algo com um rótulo a dizer "Vinho de Carcavelos".
2. Duas das "medidas de adaptação ou mitigação das alterações climáticas" foram o abate de árvores de grande porte na Vila Montrose e a construção do novo "amigo do ambiente" Estoril-Sol.
Haja pachorrar!
Tuesday, April 13, 2010
Ir a banhos à Linha já não é só meter o pé em águas frias e salgadas
Por Carlos Filipe
«Grande Lisboa volta a ter mais perto um complexo termal e de bem-estar com água doce que, já no século XIX, era referenciada pelas suas qualidades medicinais
Água chega a 34 graus
Turismo a recuperar
A partir de hoje já é possível à comunidade clínica voltar a prescrever tratamentos hídricos medicinais no Estoril. Há muita oferta em todo o país e para as mais variadas patologias, mas tamanha disponibilidade nunca se situou tão perto dos residentes na Grande Lisboa quanto agora. As Termas do Estoril, que reabriram ontem, após quase meio século fechadas, estão referenciadas há pelo menos três séculos, e são indicadas para a prevenção e tratamento de doenças respiratórias, músculo-esqueléticas e dermatológicas.
O Presidente da República, Cavaco Silva, apadrinhou a inauguração do complexo, um moderno edifício da autoria do arquitecto Manuel Gil Graça, na Avenida de Nice, no Estoril, entre o Hotel Palácio e o futuro Centro de Congressos. No seu conjunto, é um Wellness Center, mas divide-se em complexo termal com valências terapêuticas - as Termas Estoril -, e num centro de bem-estar, um spa da cadeia internacional Banyan Tree, com fortes influências tailandesas. Só não é um hotel, que já há muitos no Estoril (32 unidades, 11 das quais de cinco estrelas).
Por isso mesmo, funcionará em complementaridade com a oferta de camas turísticas. Mesmo em frente, ainda em obra, o Hotel Palácio constrói um complexo residencial de luxo. E como clientes exigentes desejam bem-estar, a oferta que as sociedades Estoril Plage e Opway agora apresentam deverá contar com uma ocupação ao longo de todo o ano, e não apenas sazonal, como é normal no termalismo clássico, com o grosso da afluência a centrar-se no terceiro trimestre do ano.
Promover cluster turístico
Com um período de construção de três anos e um investimento de 25 milhões de euros (parte dos quais financiados por verbas do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional e do Turismo de Portugal), o complexo de quatro pisos representa a criação de 50 postos de trabalho directos e mereceu elogios do chefe de Estado, que destacou o contributo que a nova infra-estrutura dará à região de Estoril/Cascais "como um cluster turístico regional", lembrando ainda que o sector do turismo de saúde e bem-estar tem tido crescimento importante, na ordem dos dez por cento anuais, o que pode ser uma potencialidade a aproveitar com grande rentabilidade. "Pode a região ganhar estadias mais prolongadas que as dos turistas de praia. Estão criadas condições de maior atractividade e diversificação do pólo turístico de Cascais e Estoril", destacou o Presidente.
António Capucho sublinhou o prestígio que o Estoril ganhou com o termalismo, antes da sua imposição como estância turística. "A fama das suas águas atraía a realeza", disse Ca- pucho - citando uma publicação da época - "onde D. José esteve vários anos a tomar banhos daquela água tão reconhecida". E insistindo neste ponto, o autarca enalteceu a ressurreição das termas: "Tardou, mas arrecadou. Foi um investimento corajoso."»
...
As vontades são boas e a exploração comercial e turística será proveitosa. O projecto de arquitectura, esse, é mais um mono numa zona de monos com fartura, cuja cereja em cima do bolo é o tal de centro de congressos. Enfim, podia ser melhor, podia ser pior. Triste sina a do Hotel Palácio, sofrendo as agruras da contemporaneidade.
Monday, April 12, 2010
No rescaldo do Limpar Portugal
Aqui fica a referência ao mais importante Movimento Cívico de que tenho conhecimento desde o 25 de Abril (!): o "Limpar Portugal" (limparportugal.ning.com) com mais de 100.000 voluntários em todo o país, a que o PR e até a C.M.Cascais anuíram, vindo em todos os jornais e televisões. Falha esta,no blog,que não entendo e que gostaria de corrigir. Tive o imenso prazer de coordenadar o Grupo "Cascais a N da A 5" (ver Álbuns de fotos, que junto envio),havendo outros, no Concelho de Cascais (Alcabideche, etc.).
Cumprimenta,
um abraço
António Muñoz.
Friday, March 26, 2010
Cascais alarga protecção do património edificado
Praias de Cascais perderão 80 por cento de areias este século
«Os areais de Cascais correm o risco de diminuir 23% até 2050 e 80% até ao final do século. Esta é uma das conclusões do Plano Estratégico de Cascais face às Alterações Climáticas, cujos resultados vão ser apresentados a 14 de Abril.
O estudo aponta outras conclusões, como o aumento da mortalidade associada a vagas de calor, o incremento do número de incêndios e a consequente redução da floresta nativa, alterações na sazonalidade dos produtos turísticos, redução de algumas espécies de peixes (pescada, linguado) e possível extinção local de algumas plantas e animais.
Para a elaboração dos cenários futuros, foram utilizados modelos de circulação geral da atmosfera usados pelo Centro Hadley, do Reino Unido, com base nos mais recentes cenários de emissões de gases com efeito de estufa propostos pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas.
O objectivo do estudo foi o de identificar os principais impactos das alterações climáticas em Cascais nos próximos cem anos ao nível dos recursos hídricos, zonas costeiras, biodiversidade, pescas, agricultura, saúde humana, turismo e energia.»
Wednesday, March 24, 2010
Ainda sobre as obras na Igreja Matriz:
Ex.mo Senhor
Como poderá recordar-se envie há tempos atrás para divulgação, um alerta sobre umas obras de melhoramentos na Igreja Matriz de Cascais.
A tentativa de protecção do património não foi bem sucedida. O Pároco esta a levar a dele avante contra tudo e contra todos, sem se quer dar os mínimos esclarecimentos ao povo daquilo que pretende fazer. A Câmara Municipal que parece também estar envolvida com a atribuição de subsídio, não quer dar a cara, tentando-se descartar com o Pároco, e tudo se está a fazer de uma forma pouco clara, tendo só em mente a delapidação e destruição do património.
A surpresa total vem da parte do próprio Patriarcado???
Se alguém se dignar deslocar à Igreja irá verificar, toda uma completa e total destruição em curso, pelo seguimento de um projecto que tem um único e infeliz fio condutor, o de construir uma igreja moderna dentro da antiga.
Mais uma vez nos devemos questionar, das directrizes condutoras de alguns responsáveis pelo nosso património. E o Senhor Padre que deve pensar que é dono de uma propriedade plena.
Respeitosos cumprimentos
Sunday, March 21, 2010
Exposição
Thursday, March 18, 2010
Cascais tem 38 empresas novas. E nenhuma teme a crise
«A DNA Cascais apresentou ontem 38 novas empresas, as primeiras de 2010, criadas por jovens empreendedores que não temem a crise que o país atravessa e acreditam no sucesso dos seus negócios. Os projectos foram apresentados no ninho de empresas da DNA Cascais, em Alcabideche.
Segundo o presidente da DNA Cascais e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, "o desenvolvimento do empreendedorismo é essencial para o crescimento de qualquer economia". "Em Portugal, existem talento e competências, capacidade criativa e vontade de risco. Existe um país que responde de forma positiva contra a adversidade e estamos muito satisfeitos por sermos a capital desse Portugal positivo", disse o responsável à Lusa.
Os novos projectos representam um investimento de 6,4 milhões de euros e ajudam à criação de 116 postos de trabalho. Com a missão de incentivar o desenvolvimento do empreendedorismo, a DNA Cascais fez nascer, nos seus três anos de existência, 100 empresas e ajudou à criação de 300 postos de trabalho.»
Tuesday, March 16, 2010
Museu da Música Portuguesa tem site
«No Monte Estoril, situado entre a zona das antigas residências de veraneio da alta sociedade da passagem do século XIX para o século XX e a zona de edifícios mais modernos, encontramos, enquadrada por um espaçoso parque, a Casa Verdades Faria.Por si só merecedor de uma visita dada a sua beleza em termos arquitectónicos e decorativos, o edifício alberga o Museu da Música Portuguesa, uma estrutura museológica tutelada pela Câmara Municipal de Cascais que visa preservar, estudar e dar a conhecer muito do património musical português. Único museu em Portugal dedicado exclusivamente à música portuguesa nas suas vertentes popular e erudita é o resultado do encontro em 1960 de dois grandes vultos do nosso panorama musical, uma vez que assenta nos legados do etnomusicólogo francês Michel Giacometti e do compositor Fernando Lopes-Graça. À época, o primeiro preparava a apresentação à Fundação Gulbenkian dos resultados dos primeiros trabalhos de recolha em Portugal e Lopes-Graça, que pertencia à Comissão de Etnomusicologia, havia já realizado na década de 40 algum trabalho de recolha musical, que utilizara como base para o seu próprio trabalho de composição. Os projectos complementavam-se. Décadas mais tarde, ambos legaram os resultados do seu trabalho à Câmara Municipal de Cascais, com o intuito de se criar o Museu que agora existe. Tanto Giacometti como Lopes-Graça estiveram ainda envolvidos na sua criação. Ao longo dos anos, o espólio do Museu foi sendo enriquecido. Recentemente a Câmara Municipal de Cascais adquiriu a biblioteca do maestro Álvaro Cassuto e existem projectos de outras incorporações. [...]»
Monday, March 15, 2010
Friday, March 12, 2010
O passado nunca passa? Ai não que não passa.
Acontece, também, que ele vai passando graças à acção, tantas vezes indelével, das autarquias e dos seus responsáveis, sendo que aqui, pese embora esta iniciativa louvável, a “ajuda” da CMC foi inestimável ao longo de décadas. Não só dela (o défice de cidadania também ajudou) mas sobretudo dela.
Assim, paulatinamente, onde havia pinhal e verde passou a haver asfalto, moradias “à la” Beverly Hills e torres. Malveira, Abano, Areia, Birre, Guia, etc., etc. até à “fronteiriça” Carcavelos. Não houve terreno expectante que resistisse, nem casa antiga ou árvore que impedisse o “progresso”. Onde havia pictórico e provinciano passou a haver “oportunidade de negócio” e modernidade. Nem o próprio horizonte escapou. Exemplos não faltam e não é preciso Cerebrum (passe a publicidade) para recapitular alguns deles:
A bela baía de Sta. Marta, ofuscada por uma marina horrenda e desproporcionada. O C.C. Villa que matou o já de si moribundo comércio no centro da vila. A via-rápida que desemboca nos semáforos junto ao Mercado. A A5 que puxa mais carros para o Guincho. A fabulosa piscina do Estoril-Sol mais a “minha” sandwich club engolidas pelo novel mono alienígena junto ao Pq. Palmela. O Paredão corrido a pré-fabricados e pavimento ainda mais quebradiço que o rústico que lá estava. O toldo em lona que virou plastificado, “amigo do ambiente” e com direito a logo camarário. As magníficas bolas de Berlim da D. Rosa, expropriadas do usucapião de que gozavam na praia do Guincho, em prol das medíocres do concessionário respectivo.
Onde havia “ cachet” passou a haver “charme”. Piscatório e veraneio passaram a significar subúrbio e “resort”. E, pelos vistos, assim continuará a ser. Daí que o local onde decorre esta exposição não possa ser mais adequado do que é: “exílio” tem sido o destino da memória de quem conhece Cascais há 40 anos (e imagino as memórias mais antigas). Curioso é que ali ao lado, uns metros passeio acima, a CMC podia inverter o rumo das coisas e demonstrar, preto no branco, que quer resgatar a Memória desse exílio forçado.
Falo da Casa de São Francisco, desenhada pelo Arqº António Varela e vizinha do Espaço Memória dos Exílios. Um dos últimos edifícios modernistas de pé no concelho e que tem sobre si o camartelo sob a forma de “projecto de alterações e ampliação”. Bom seria que esta oportunidade fosse não de negócio mas de mudança e de “aviso à navegação”. Será?
In Jornal de Notícias
Tuesday, March 09, 2010
Friday, March 05, 2010
Nova praia do Guincho



«Os ventos ciclónicos que atingiram os 140 quilómetros por hora no passado sábado, 27 de Fevereiro, e a agitação do mar transformaram a praia do Guincho, em Cascais. No lugar do areal raso até ao mar há agora uma autêntica falésia de areia»
Fonte (ABA)
Wednesday, March 03, 2010
Evacuada sala de espera das consultas externas do novo hospital de Cascais

In Diário Económico (3/3/2010)
Mafalda Aguilar
«O hospital foi inaugurado na semana passada.
A sala de espera da zona das consultas externas do novo hospital de Cascais foi hoje evacuada devido a uma inundação, apurou o Económico.
O acidente surge uma semana depois do novo hospital de Cascais ter sido inaugurado pelo primeiro-ministro.
Fonte do hospital contactada pelo Económico avançou que "houve uma ruptura da canalização da sala de espera da zona das consultas externas, que levou à evacuação da área, tendo sido desmarcadas as consultas".
Sobre a notícia avançada pela SIC de que o tecto teria caído, Matos Viegas, o engenheiro da TDOHOSP, empresa responsável pela concessão e manutenção do hospital, desmentiu ao Económico a informação, explicando que "o tubo de drenagem ficou entupido e fez uma pequena inundação, que já está resolvida".
O novo hospital de Cascais foi inaugurado no passado dia 23 de Fevereiro por José Sócrates.
Esta unidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) tem 272 camas, seis blocos operatórios, 10 quartos de partos, seis postos de hospital de dia, 26 gabinetes de consultas e uma unidade de cuidados especiais de neonatologia.»
Friday, February 26, 2010
Helena de Freitas é a nova directora da Casa das Histórias Paula Rego
«A curadora e especialista em História da Arte Helena de Freitas é a nova directora da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.
A Casa das Histórias Paula Rego abriu a 18 de Setembro de 2009 (Nuno Ferreira Santos)
Após vários meses de negociações, Helena de Freitas assinou hoje um contrato de dois anos com a Fundação Paula Rego, e passará a ser a directora da Casa das Histórias a partir de 1 de Março, disse hoje à agência Lusa fonte da Fundação Paula Rego.
Helena de Freitas, 51 anos, é licenciada em História, tem um mestrado em História da Arte, e trabalhava como curadora no Centro Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian desde o final dos anos 80.
A nova direcção vai substituir Dalila Rodrigues, ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga, que instalou o projecto museológico durante um ano com uma equipa própria, até à abertura da Casa das Histórias Paula Rego, a 18 de Setembro de 2009.
No final de Outubro desse ano, Dalila Rodrigues anunciou que a Fundação Paula Rego lhe tinha comunicado que sairia da direcção do museu porque o seu nome não reunia consenso e não havia afinidades com o projecto apresentado.
Na mesma altura, repudiou o recuo da fundação e da autarquia de Cascais no apoio que lhe tinha sido dado anteriormente para continuar na direcção.
Por seu turno, a Fundação Paula Rego enalteceu o bom trabalho da museóloga na instalação do novo museu, mas justificou a saída com “perspectivas divergentes” quando ao futuro do projecto.
Instalado num edifício de raiz desenhado pelo arquitecto Souto de Moura, o museu representou um investimento, por parte da Câmara Municipal de Cascais de cerca de cinco milhões de euros, ao abrigo de um programa de apoio financeiro do Turismo de Portugal.
A Casa das Histórias possui um acervo com cerca de quatro centenas de obras de pintura, desenho e outras peças da pintora portuguesa de 74 anos, radicada em Londres e uma das mais conceituadas artistas portuguesas a nível internacional.»
Tuesday, February 23, 2010
Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável
Recebi este email da Agência Cascais Energia, que transponho:
A Câmara Municipal de Cascais, a par de outras duas autarquias, acaba de ser nomeada por um “Conselho de Notáveis”, para o Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável, com a seguinte referência do júri:
“Depois de um período negativo em que a expansão urbanística ganhou força, o município conseguiu inverter a situação e apostar sobretudo na requalificação e em intervenções de qualidade. Existem projecto sócio-económicos de grande inovação, como o DNA Cascais, destinado a apoiar o empreendedorismo, munido de business angels, micro-crédito e outras estruturas de apoio geradoras de emprego e de negócios. A atitude e o projecto é extensivo à comunidade escolar. No âmbito energético, assinou o Pacto dos Autarcas e possui a Agência de Energia. É muito activa e tem projectos pioneiros como o Caça Watts, destinado a melhorar o comportamento energético do concelho e dos seus cidadãos. Vai a casa dos munícipes fazer auditorias energéticas a pedido dos munícipes. No âmbito da sustentabilidade, o município desenvolveu a Agenda 21 Local e tem implementado projectos inovadores envolvendo a população na criação de espaços verdes e em intervenções urbanas. Tem sido líder na organização de conferências internacionais e nacionais sobre sustentabilidade. A qualidade da intervenção no litoral e a requalificação de praias tem sido visível. Está empenhado na requalificação dos fortes militares ao longo do seu litoral. Possui a Agência Atlântico para intervir no mar e em territórios litorais.
A escolha do vencedor entre as três Câmaras nomeadas processa-se por votação aberta através do seguinte site http://rockinrio.sapo.pt/pt/outros/conteudo/62”.
Fica ao vosso critério!
Com os melhores cumprimentos,
Agência Cascais Energia
Para ir para o site da Cascais Energia, clique aqui.
Para alterar/cancelar a sua subscrição, clique aqui.
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Friday, February 19, 2010
Novo Hospital de Cascais começa hoje a receber doentes internados
por ELISABETE SILVA
«Edifício abre portas na terça-feira, mas só dia 28 terá as urgências a funcionar
O Hospital de Cascais prepara-se para abrir portas na próxima terça-feira, mas entre hoje e amanhã vão começar a ser transferidos os primeiros doentes internados. Porém, as urgências só estarão disponíveis no novo edifício a partir do dia 28.
Os doentes do Hospital Ortopédico José de Almeida, na Parede, serão os estreantes do edifício de oito andares, que demorou dois anos a construir, depois de muitos mais de promessa de uma nova unidade em Cascais. Na próxima semana, a partir de sexta e durante o fim-de-semana, as transferências ficarão concluídas, com a mudança dos doentes do Condes Castro Guimarães (antigo Hospital de Cascais). Este processo começará com os pacientes da medicina externa, passando pelos cirúrgicos, do bloco e, finalmente, das urgências.
O serviço de transferência de doentes será realizado pela empresa de ambulâncias que actualmente trabalha com o hospital, que será gerido pelo grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP). "Não foi preciso recorrer a outro serviço", explicou ao DN José Miguel Boquinhas, presidente do conselho de administração.
Durante a semana não se realizará nenhuma mudança para que se possa averiguar se tudo está a correr bem com o novo hospital. Quanto às urgências, no dia 28 funcionarão em simultâneo com o antigo edifício. Mas no dia 1 de Março o velho hospital fechará definitivamente as portas.
José Miguel Boquinhas realçou que para salvaguardar enganos de algumas pessoas que se dirijam ao antigo hospital "estará disponível um autocarro para os transportar para o novo local".
Localizado em Alcabideche, o Hospital de Cascais vai dispor de 160 médicos, ultrapassando em 20 o mínimo requerido no contrato assinado entre a HPP e o Estado. No entanto, José Miguel Boquinhas referiu que está a ser ponderado o reforço de algumas especialidades, o que poderá levar à contratação de mais uma dezena. Quanto a enfermeiros serão 300 e um dos objectivos será pôr fim à contratação através de empresas de prestação de serviços.
Duas das principais polémicas que envolveram o novo hospital estão resolvidas, garantiu o administrador. Um era o serviço de oncologia, outro o tratamento de pessoas com VIH/sida.
"Há um protocolo oncológico celebrado entre o HPP de Cascais, a Administração Regional de Saúde e o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), o que obriga os médicos do CHLO a garantir toda a parte de assistência médica, enquanto nós temos de prestar cuidados de enfermagem, servir de hospital de dia e disponibilizar as instalações", afirmou.
Já o tratamento de casos de infecção com o vírus da sida será feito em exclusivo pelo hospital.»
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IDEM.
Director clínico garante que Hospital de Cascais será o mais exigente do país

In Público (19/2/2010)
Por Carlos Filipe
«Obra feita em Alcabideche também vai servir utentes de oito freguesias do concelho de Sintra, mas exclusivamente nas áreas de maternidade e pediatria
Utentes querem melhores condições e mais atenção
Implantado em dez hectares
A partir de terça-feira está prometida vida nova para as necessidades de saúde no concelho de Cascais com a abertura do novo hospital, em Alcabideche. Trata-se do primeiro a adoptar um modelo de gestão a estrear, integrado no Sistema Nacional de Saúde, mas fruto das novas parcerias público-privadas. Um dia depois da sua abertura, encerram definitivamente as portas do velho hospital, disfuncional e desadequado às exigências de uma população crescente e emparedado no complicado tecido urbano da vila de Cascais. A urgência do novo hospital começa a receber doentes no dia 28.
O novo hospital cobre um universo aproximado de 300 mil utentes. "Qualidade, humanização, conforto [os quartos terão entre uma e duas camas] e segurança serão a pedra de toque", disse ontem o presidente do conselho de administração da empresa Hospitais Privados de Portugal (HPP), José Miguel Boquinhas, na apresentação da unidade, anunciando também o "momento mágico que vivemos". "Este hospital será o mais moderno e tecnologicamente apetrechado, queremos que funcione sem papel e que tenha uma excelente acreditação de qualidade."
O médico José Varandas Fernandes, director clínico da nova unidade, deu ênfase à responsabilização clínica dos 160 médicos e 300 enfermeiros que ali vão trabalhar: "Os parâmetros de qualidade serão muito exigentes, e estou mesmo seguro de que este será o hospital mais exigente do país."
O processo de construção desta unidade chega assim ao fim, depois de vários problemas no seu percurso. O primeiro tropeção foi a recusa do visto do Tribunal de Contas ao contrato de gestão entre o Estado e a HPP, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. Os juízes manifestaram reservas ao processo concorrencial e ao resultado financeiro do contrato e concluíram que houve "alteração do perfil assistencial (...) a doentes infectados com VIH/Sida, e à eliminação da produção em hospital de dia médico em oncologia (...)", e manifestaram reservas sobre "a decisão de alterar a arquitectura do sistema de monitorização do desempenho". Como consequência, a nova unidade, que terá o nome de Dr. José de Almeida, derrapou dois anos na sua finalização.
A retirada da especialidade de oncologia foi uma das questões mais polémicas, e chegou em 2008 à Assembleia da República, graças a uma petição com quase 19 mil assinaturas. Mas o certo é que o novo hospital de Cascais vai assegurar aquele serviço (tratamento, cirurgia e internamento), em parceira com o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental - que integra os hospitais de Santa Cruz, São Francisco Xavier e Egas Moniz - e recorrendo para tal aos médicos destas unidades, que prestarão serviço em Cascais.
Quanto aos doentes infectados com VIH/Sida, o presidente do conselho de administração da HPP garantiu que o protocolo com a Administração Regional de Saúde estabelece que a assistência ficará ao cuidado dos médicos de Cascais.
O Estado vai pagar 400 milhões de euros por um contrato de dez anos com a HPP e que será renovável até ao limite de 30 anos.»
...
F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!
Friday, February 12, 2010
Estação de São João do Estoril renovada até ao final do ano

In Público (12/2/2010)
Por Luís Filipe Sebastião
«Câmara de Cascais justifica demora na construção de desnivelamento rodoviário à linha férrea com dificuldade em saber a quem pertencia terreno
As obras de reformulação das acessibilidades à estação de São João do Estoril devem arrancar em Março e ficar prontas até ao fim do ano, anunciou ontem a Rede Ferroviária Nacional (Refer). A empreitada permitirá encerrar a última passagem de nível rodoviária na Linha de Cascais, o que apenas acontecerá uns meses mais tarde com a conclusão de um novo desnivelamento a partir da Avenida Marginal.
O projecto da Refer, ontem apresentado em Cascais, prevê uma passagem inferior pedonal, a reformulação dos cais e das coberturas, a recuperação do actual edifício da estação, e a requalificação do espaço público envolvente, com a criação de três pequenas áreas comerciais. O atravessamento inferior à linha férrea será feito em escadas ou elevadores para pessoas de mobilidade reduzida. O acesso ficará situado junto à estação existente, que também será mantida e contará com um novo edifício de apoio, do lado sul (mar), com bilheteiras e sala de espera.
Os actuais quiosques serão substituídos por duas zonas comerciais no lado norte e uma a sul da via ferroviária. Um responsável da Refer salientou ao PÚBLICO que a concessão de alguns destes espaços terão a obrigação de manter em funcionamento sanitários de uso público. Dos dois lados da linha estão previstos lugares de estacionamento para tomada e largada de passageiros. Os cais, prolongados e com novas coberturas, terão o acesso condicionado aos utentes dos comboios. A empreitada deverá ser adjudicada por um valor "entre três e quatro milhões de euros", tendo em conta as propostas apresentadas a concurso.
Para salvaguardar o arvoredo junto à estação, a autarquia vai transplantar, entre 17 e 24 de Fevereiro, sete árvores para os viveiros municipais de Vale de Cavalos, para futura utilização em espaços verdes urbanos. Um plátano do lado sul será deslocado alguns metros, por uma empresa especializada, com acompanhamento da Polícia Municipal para garantir a segurança na zona.
Nova rotunda na Marginal
A última passagem de nível rodoviária da Linha de Cascais encerrará quando ficar pronta a passagem rodoviária inferior projectada a partir de uma nova rotunda na Marginal, junto ao forte de Santo António, que ligará à Rua Homem Cristo, perto do centro de saúde de São João, e à futura Via de Cintura Nascente a São João.
"Não posso dar prazos para a execução dessa via", disse ontem o presidente da autarquia, António Capucho, explicando que esteve "oito meses à espera" que o ministério da Defesa e a Estradas de Portugal descobrissem de quem era o terreno para a estrada.
O atravessamento rodoviário junto à estação será fechado com a abertura da alternativa a construir. O autarca congratulou-se com a melhoria das condições da estação e da anunciada renovação da linha e dos comboios.»
...
Ai que bonito! Gosto "especialmente" do arranjo paisagístico à volta da novelíssima estação... Passaremos a ter uma estação "à la" Carcavelos. Não chego a perceber aonde é que a CP/Refer vai buscar estes autores, e como é possível aprovar-se isto, ainda por cima nesta linha que, supostamente, é turística! Enfim, tal como na linha de Sintra não nada a fazer. Só espero que esta modernice estapafúrdia não se propague às estações, ainda assim-assim, do Estoril e do Monte Estoril. Só espero!
Thursday, February 11, 2010
Tuesday, February 09, 2010
Circulação retomada na Avenida Marginal
Por Luís Filipe Sebastião
«O estrangulamento de trânsito na Avenida Marginal, em frente ao empreendimento imobiliário Estoril Sol, deverá ser levantado hoje à noite, segundo anunciou ontem uma fonte da Câmara de Cascais.
Os separadores que condicionam a circulação na principal entrada de Cascais, destinados a permitir a construção do condomínio residencial Estoril Sol e a passagem inferior pedonal entre o Parque Palmela e o Paredão, serão retirados hoje à noite. A mesma fonte adiantou que entre os próximos dias 17 e 19, será concluída a substituição do pavimento e a pintura da sinalização horizontal. Os trabalhos decorrerão no período nocturno, de menor trâfego na Avenida Marginal. A intervenção deverá obrigar ao corte de uma via em ambos os sentidos, pelo que a circulação se fará com estrangulamento a uma via em cada sentido na zona afectada, sendo restabelecida a normalidade logo que possível. A mesma fonte acrescentou que os trabalhos chegaram a estar previstos para se realizarem entre 8 e 12 de Fevereiro, mas o mau tempo dos últimos dias levou a uma reprogramação da intervenção.»
Monday, February 08, 2010
Reformulação estação S.João Estoril /Transplante de árvores

Os transplantes de árvores são sempre muito bem intencionados mas raramente são bem feitos e bem preparados. Em Portugal é uso e costume fazê-los durante o Inverno ...
Friday, February 05, 2010
Resposta da Sra. Vereadora da Cultura da CMC:
As obras de remodelação que estão a decorrer na Igreja da Assunção e Ressurreição são da responsabilidade da paróquia. Com toda a certeza o Sr. Padre Nuno Coelho lhes dará as respostas que julguem necessárias. A CMC (será engano a sigla CML) acompanha e apoia financeiramente as obras de restauro, ao abrigo do protocolo assinado em 2008, a fim de promover a recuperação dos elementos decorativos e artísticos do imóvel.
Disponível para qualquer esclarecimento
Ana Clara Justino
...
Corrigido engano na sigla.
Obras na Igreja Matriz, pedido de esclarecimentos à CMC
Exma. Sra. Dra. Clara JustinoAs notícias que nos vão chegando relativamente a obras que se vão desenrolando no interior da Igreja de Nossa Senhora da Assunção (ver aqui) suscitam-nos as maiores das preocupações pois prefiguram um grave atentado ao património da Vila de Cascais.
A DRC-LVT já nos informou da não existência de qualquer protecção em relação à Igreja Matriz de Cascais, pelo que a responsabilidade objectiva de danos irreversíveis naquela igreja será da CMC em última instância.
Custa-nos a acreditar que tais obras sejam de facto o que aparentam, pelo que solicitamos a V.Exa, enquanto responsável pelo pelouro da Cultura na CMC, o esclarecimento deste assunto.
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero
Pelo Cidadania Csc
C.C. Presidente CMC
Texto corrigido
Obras na Igreja Matriz, resposta da DRC-LVT
Exm.º Senhor Paulo Ferrero,Acusamos a recepção do seu email referente a eventuais obras na Igreja Matriz de Cascais, o qual agradecemos.
Encarrega-me a Exm.ª Senhora Directora de Serviços dos Bens Culturais, Dr.ª Maria Antónia Amaral, de informar V.Ex.ª de que, a referida Igreja não se encontra classificada ou vias de classificação, nem está abrangida por qualquer servidão administrativa do âmbito do património cultural. Não estando assim na esfera das competências legais atribuidas a esta DRC.
Com os melhores cumprimentos,
Paulo Martins
Técnico Superior
DSBC/DRCLVT
Wednesday, February 03, 2010
Misericórdia de Cascais assinala 25 anos de gestão do Pisão
In Público (3/2/2010)Por Luís Filipe Sebastião
«O Centro de Apoio Social do Pisão, em Alcabideche, assinalou ontem um quarto de século sob a gestão da Santa Casa da Misericórdia de Cascais. A instituição presta assistência a três centenas e meia de residentes, com diferentes níveis de doença mental.
O centro acolhe actualmente 340 residentes (275 homens e 65 mulheres) e, sempre que possível, procura promover a sua reinserção social, "reavaliando a situação das respectivas relações familiares". Anabela Gomes, directora da instituição, salienta que, desde Setembro de 2008, o centro de actividades ocupacionais, aberto a participantes exteriores, promove acções ligadas à carpintaria, pintura, culinária e dança como forma de integração social dos pacientes. Novas unidades residenciais vão permitir integrar 24 internos em quatro habitações, para que cuidem da casa, higiene e medicação.
Apesar do investimento da Misericórdia e do apoio da câmara na requalificação das actuais instalações, Anabela Gomes nota que a melhoria da assistência, no futuro, passa "por núcleos de intervenção mais pequenos". O presidente da autarquia, António Capucho, respondeu ao convite da provedora da Santa Casa, Isabel Miguéns, e visitou ontem o Pisão, agradecendo o "trabalho difícil" dos profissionais do centro.
Localizado numa quinta com 300 hectares dentro do Parque Natural de Sintra-Cascais, o centro remonta à década de 1940, quando funcionava como uma extensão da Mitra de Lisboa. Esta instituição, dependente do Ministério do Interior, recolhia mendigos, que ali eram detidos e internados provisoriamente até à decisão sobre o seu destino. Os antigos albergues de mendicidade passaram, a partir de 1976, para a esfera da acção social. A gestão do centro do Pisão foi confiada à Misericórdia de Cascais em 1985, altura em que começou a receber pacientes do sexo feminino.»
Monday, February 01, 2010
Cascais: empresa municipal de ambiente recolheu 143 mil toneladas de lixo em 2009
por Agência Lusa
«A EMAC - Empresa de Ambiente de Cascais anunciou hoje a recolha em 2009 de 143 mil toneladas de lixo, 12 mil das quais são material reciclável, um valor que o presidente daquela entidade, Rui Libório, considera refletir uma “maior consciência ambiental”.
“O resultado da recolha seletiva salienta dois aspetos essenciais: por um lado, a sensibilidade crescente da população face à separação dos resíduos e, por outro, a valorização que resultará da transformação e reciclagem destas 12 mil toneladas recolhidas”, afirmou Rui Libório.
Para 2010, o responsável adianta ainda que “a EMAC vai continuar a dinamizar os seus programas de sensibilização no âmbito do ‘Objetivo 66’, “um plano estratégico que visa dar cumprimento à defesa do ambiente e qualidade de vida, de forma a promover o desenvolvimento sustentável”.
“Será também intensificada a fiscalização sobre os locais em que se registe grande quantidade de recicláveis nos contentores destinados à deposição coletiva de RSU Indiferenciados”, acrescentou o presidente daquela entidade.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela EMAC, num total de 143 mil toneladas de lixo recolhido, foram totalizadas 12 mil toneladas na recolha seletiva, repartidas pelo Papel/Cartão (5.274 toneladas), Vidro (3.274 toneladas), Plástico/Metal (2.222 toneladas) e Resíduos Orgânicos (1.307 toneladas).
Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) Indiferenciados, vulgarmente conhecidos por lixo, perfizeram o maior volume de recolha, calculado em 93.470 toneladas.
O mesmo comunicado informa ainda que foram recolhidas 37.657 toneladas de Resíduos Equiparados a RSU, como os Objetos Fora de Uso (2.718 toneladas), Resíduos de Limpeza (24.211 toneladas) e Cortes de Jardim (10.728 toneladas).
Perante estes valores, o vice-presidente e vereador do pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, considerou que “o elevado volume de resíduos recolhidos demonstra a eficácia e o empenho da EMAC na realização da sua atividade e representa mais um contributo para a melhoria da qualidade de vida da população”.»






