Monday, September 13, 2010

Pedido de classificação de Dragoeiros (Cascais)




Exmo. Senhor
Presidente da Autoridade Florestal Nacional,
Eng. Amândio Torres



No seguimento de outros pedidos de classificação de exemplares arbóreos, que nos parecem merecedores da melhor das atenções por parte de todos quantos apreciam o seu imenso valor estético, histórico e ambiental, vimos pelo presente solicitar os bons ofícios da Autoridade Florestal Nacional no sentido de estudar a possibilidade de classificação de um conjunto de dragoeiros de rara beleza, existentes em moradia privada sobre a Rua do Parque Palmela, em Cascais, junto à Marginal e ao recém-construído Estoril-Sol Residence.

Juntamos para o efeito fotografias, e vista aérea (Google Earth).

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos



Paulo Ferrero


C.c. Presidente da CMC






Fotos: FN

Saturday, September 11, 2010

Cascais Comunica - Requalificação da Rua das Flores


...

Esta parece-me uma boa demolição, para que aquela zona respire! Agora não ponham é lá mais carros nem esplanadas, s.f.f

Novamente a Vila Arriaga

Resposta da Sra. Provedora Municipal:


«Em sequência a mensagem electrónica recebida de V.Exas. referente ao imóvel Vila Arriaga, no Monte Estoril, cumpre informar o seguinte:
O Provedor aprecia a reclamação sem poder decisório, apenas podendo dirigir ao órgão em causa as recomendações necessárias para prevenir e reparar eventuais falhas detectadas, não tendo competência para anular, revogar ou modificar os actos das entidades reclamadas, e a sua intervenção não suspende o decurso de prazos, designadamente os de reclamações, recursos hierárquicos e contenciosos.
De harmonia com o disposto no artigo 13º, nº 3 do Regulamento do Provedor Municipal de Cascais, a queixa endereçada foi registada com o nº 172/10, tendo motivado diligências deste gabinete junto do Senhor Presidente da CMC, o qual encaminhou esclarecimento detalhado, também enviado a V.Exas., que, em súmula, aponta o seguinte:
- O imóvel em questão não se encontra classificado, nem consta da proposta de Catálogo Inventário, por razões de desvalorização arquitectónica anterior, motivada pela construção do prédio vizinho, de volumetria significativa com 8 pisos acima do solo e uma empena cega de grande superfície que confina com o terreno da Vila Arriaga;
- A aprovação do pedido de informação prévia não viola as normas do PDM, que classifica o solo em causa como espaço urbano de alta densidade, correspondendo, por outro lado, a uma alteração apresentada pelo requerente, relativamente a projecto apresentado em 2009, consubstanciada numa redução de 3 pisos e 7 fogos, em nova implantação do imóvel, e na manutenção do muro envolvente do terreno.
Face ao exposto, não detecto fundamento para Parecer ou Recomendação, razão pela qual comunico que o processo seguirá para arquivamento, sem prejuízo da permanente disponibilidade desta Provedoria caso nova intervenção venha a ser suscitada, permitindo-me também sugerir a V.Exas. a marcação de uma audiência com o Presidente da CMC, responsável máximo da área, a qual, tanto quanto é do meu conhecimento, não chegou a ser solicitada, tendo em conta a utilidade de um esclarecimento mais detalhado do processo e a apresentação directa das razões do movimento cidadania Cascais.

Com os melhores cumprimentos


Maria Paula Andrade
Provedora Municipal
»

...

Pela parte que me toca, Sra. Provedora, acho a resposta de V.Exa. deveras abstrusa e elucidativa da vacuidade da Provedoria Municipal.

Thursday, September 09, 2010

Biodiversidade: Comissão Europeia recolhe opiniões sobre futuras opções para política de biodiversidade da UE

Chegado por e-mail:


Contentores subterrâneos no final do mês

In Diário de Notícias (9/9/2010)
por Lusa

«As obras previstas pela Empresa Municipal de Ambiente de Cascais (EMAC) para a instalação de 465 contentores subterrâneos que visam reforçar a capacidade de recolha de resíduos arrancam no final deste mês, disse ontem o presidente da empresa.

Esta medida vai permitir aumentar em 274 por cento a capacidade de recolha de resíduos recicláveis e 40 por cento a capacidade de recolha de resíduos indi- ferenciados, disse Rui Libório. "Os novos contentores subterrâneos permitirão retirar da via pública cerca de 350 contentores do lixo e cerca de 240 ecopontos, promovendo uma melhor circulação de peões", frisou. O primeiro espaço a ser contemplado com o novo equipamento é o bairro das "Casas do Parque", na freguesia de São Domingos de Rana.

Rui Libório adiantou ainda que o projecto "está a decorrer dentro do perspectivado e planeado, prevendo-se o início da obra para 27 de Setembro". "Neste momento temos finalizado o Concurso Público Internacional para a aquisição do equipamento e durante a próxima semana será concluído o procedimento para a empreitada de obra civil", acrescentou.»

Monday, September 06, 2010

Ciclovias em Cascais




Chegado por e-mail:


Boas.

Como seguidor do seu blog (Cidadania Cascais), e como morador em Cascais (centro) e utilizador frequente da ciclovia, gostaria de lhe propor um post com a situação actual da mesma e passeios adjacentes - no seu início, junto à casa de S. Marta.

Para tal envio em anexo algumas fotos que poderá usar como entender, que demonstram claramente e sem margem para dúvidas o que por lá se passa. Mais acrescento que os pilaretes que pode ver nas fotos foram colocados em Dezembro de 2009, parando a sua colocação abruptamente, sem se saber bem porquê. Ainda estão as marcas a azul, no chão, nos locais designados para os restantes, que nunca foram colocados.

A Câmara de Cascais tem um Fale Connosco, no qual eu poderia fazer um pedido de intervenção, mas ao tentar fazê-lo apercebi-me que a colocação do NIF é obrigatória, em vez do número de eleitor, como seria de esperar. Esta é também outra situação que não entendo e que acho estranha: para que diabo precisam do meu NIF?

Obrigado pela atenção e parabéns pelo seu blog.

Cumps,
Nuno Pinto

PS: Obviamente que me pode identificar se assim o entender.

Saturday, September 04, 2010

No rápido do Cais do Sodré (2)

Deixada a Fundição de Oeiras, e o pesadelo de poder vir a ser transformada em várias torres para habitação, o viajante que saiu às 8h do Sodré dá por si a contemplar as belas árvores da mata que ainda subsiste (sabe-se lá até quando) na antiga Quinta dos Inglesinhos, paredes-meias com a NATO, Forte de São Julião da Barra, Marginal e a estapafúrdia (vanguardista?) estação de uma Carcavelos, seca para sempre do seu vinho, por mais marketing em contrário que por aí haja, e que nunca teve que ver com o clube Carcavelinhos, infelizmente. Paragem seguinte: Parede.

Não é muro nem muralha mas uma zona de bonitas moradias que se estende até à Marginal, e em que o ar cheira a iodo e é impossível não o querer inalar. Do comboio não se consegue avistar, por mais que se queira, a Casa da Pedra, muito menos as rochas espalmadas ou os ouriços traiçoeiros da pacata Praia das Avencas. Dá apenas para ver algumas casas “à antiga portuguesa”, inventadas, ou não, por Arq. Lino, pouco importa. Muitas (surpresa!) em bom estado. Outras noutros estilos e em estilo nenhum. Quase todas com jardim incólume, sem anexos por cima ou por baixo. É de facto uma zona habitacional consolidada. Que assim se mantenha, que vem aí a barbárie do lado direito, o betão e o asfalto da “aldeia A. Santo”, na Bafureira, e a escandalosa “reconstrução” do Chalé da Condessa, por quem não deve saber quem foi Fernando de Saxe-Coburgo, quanto mais Elise Ensler. Zás! Vire-se a cara para o mar. Azar, atenção, em vez do mar uma rotunda, uma gasolineira, o entulho nas traseiras da Colónia Balnear d’ O Século. «É favor fechar os olhos até S. Pedro», parece dizer o maquinista, via intercomunicador. Tarde demais.

O mar volta rumo a São João, à amalfitana Azarujinha e aos magníficos chalés e palacetes, os que restam, claro: vai da casa assombrada junto à Marginal, segue pelos fortes de Santo António (o da “mãe de todas as quedas”, e que devia abrir ao público), da Cadaveira e o Velho, agora discoteca. A Poça. De olhos para o mar, sempre, até que finalmente a recompensa pelas mazelas nos músculos do pescoço, quiçá numa cervical: o Estoril!

Da janela do lado direito o minimalista jardim do casino, as elegantes Arcadas, ansiando por outra oferta. Os Salesianos. Os espiões do Palácio e do Atlântico. O bucólico apeadeiro do Monte, esse refúgio revivalista cuja beleza resiste estoicamente à firma “Demolições, Construções e Loteamentos, Lda.”. Fileiras de vivendas nobres, do lado de cá e de lá do carril. Mas daqui até ao fim da linha só dá mar. Parece uma tela de Edward Hopper, até porque entrando em Cascais, a depressão está do lado direito: Miragem, novel Estoril-Sol, Jumbo, C.C. e, à saída da estação, um imenso “esqueleto” que é preciso demolir. «Rume ao Paredão, S.F.F!».



In Jornal de Notícias (3.9.2010)

Grupo de cidadãos contra demolição no Monte Estoril


In Público (4/9/2010)
Por Luís Filipe Sebastião


«Cidadania Cascais lamenta mais um prédio no lugar de moradia, mas autarquia defende que projecto respeita o PDM e que imóvel não justifica classificação

Inventário em curso

O grupo Cidadania Cascais apelou para que seja reavaliada a construção de um prédio no terreno da Vila Arriaga, uma moradia em bom estado de conservação e representativa da arquitectura de veraneio do Monte Estoril. O presidente da autarquia, António Capucho, responde que o projecto respeita o Plano Director Municipal (PDM) e que o valor arquitectónico da vivenda ficou prejudicado pela construção de um prédio ao lado.

Em carta enviada a António Capucho, um grupo de cidadãos estranha que a Vila Arriaga, uma moradia na Rua do Pinheiro, "não conste no inventário municipal [do património] recentemente actualizado" e a autarquia tenha aprovado, em Junho, um pedido de informação prévia para a construção de um prédio com "um índice de construção que, aparentemente, contraria o disposto legalmente para o local". No documento salienta-se que tal índice (1,5) só seria possível se o Monte Estoril estivesse abrangido por um plano de pormenor, o que não acontece e pode levar a "uma eventual declaração de nulidade da decisão" que aprovou o pedido de informação.

Pegando no exemplo "do desaparecimento claramente ilegal" da moradia Monte Branco, deitada abaixo antes da aprovação do alvará, e "antes que a Vila Arriaga padeça de demolição súbita", os signatários remetem as suas preocupações para a Inspecção-Geral da Administração Local, entre outras entidades.

Num parecer de Dezembro de 2009, um responsável do Departamento de Urbanismo emitiu parecer desfavorável ao projecto de um prédio com sete pisos acima do solo no lugar da actual moradia com dois pisos e cave, por manifesto excesso de volumetria e violação de normas regulamentares em termos de estacionamento, áreas de cedências e alinhamentos de fachadas. Em Junho deste ano, foi emitido parecer favorável para um edifício com quatro andares e duas caves. António Capucho esclarece que o imóvel terá oito fogos e 28 lugares de estacionamento, dos quais oito serão públicos.

"Obviamente que é respeitado o índice previsto no PDM (que não é da responsabilidade da actual maioria). Este plano classificou o solo em causa como "espaço urbano de alta densidade", ao que parece sem contestação dos agora reclamantes", nota o presidente da autarquia, que garante: "Nenhuma condicionante existe face a supostos planos de pormenor, que nunca estiveram previstos para o local."

O autarca social-democrata sustenta que o projecto aprovado "resolve correctamente o diálogo arquitectónico" com o prédio vizinho, com oito pisos mais duas caves. O condomínio aprovado pela anterior maioria PS possui uma empena cega na extrema da Vila Arriaga, que ficou "muito desvalorizada no seu alegado valor arquitectónico" e por isso não se justificará a sua classificação.»

Friday, September 03, 2010

Pode ser que melhore alguma coisa:

Chegado por e-mail:


«Pode ser que melhore alguma coisa e a partir de agora não há desculpa
Lei n.º 41/2010 - de 3 de Setembro -, relativa a crimes da responsabilidade de titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos cometam no exercício das suas funções, bemcomo as sanções que lhes são aplicáveis e os respectivosefeitos Recebimento indevido de vantagem, Corrupção passiva, Violação de regras urbanísticas

Lei n.º 41/2010 - de 3 de Setembro - Procede à terceira alteração à Lei n.º 34/87, de 16 de Julho, relativa a crimes da responsabilidade de titulares de cargos políticos

A presente lei determina os crimes da responsabilidade que titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos cometam no exercício das suas funções, bem como as sanções que lhes são aplicáveis e os respectivos efeitos

Corrupção passiva, Violação de regras urbanísticas.

Ainda a Vila Arriaga

Pela parte que me toca, e agradecendo, mais uma vez, a resposta do Sr. Presidente da CMC, não posso deixar de replicar o seguinte:

1. Em nenhuma parte da resposta o Sr. Presidente justifica o índice de construção aprovado.

2. É certo que o "prédio do lado", aliás ilegal na altura em que foi feito, é herança do passado, como aliás, e verdade seja aqui dita, a esmagadora maioria das barbaridades que existem no concelho. Simplesmente, a CMC quando quer suspender o PDM, fá-lo, veja-se o caso do Estoril Sol Residence; i.e., a meu ver fá-lo apenas quando não devia fazer.

3. Ainda sobre o "prédio do lado", então, se o objectivo em permitir-se o prédio de 4 andares no espaço actualmente da Vila Arriaga, é atenuar aquela empena cega, por essa ordem de razão a antiga Pensão Boaventura teria sofrido semelhante ampliação, e as vivendas imediatamente a seguir à Vila Arriaga, também terão o destino traçado (cruzes canhoto).´

4. Sobre os planos de pormenor, por mais contra-senso que possa parecer, há que dizer que a existência de um Plano de Pormenor e salvaguarda do Monte é uma velha aspiração de todos quantos pugnam pela preservação do Monte.

5. Finalmente, sobre o Inventário Municipal, só para dizer que de facto o Cidadania Csc não sugeriu a inclusão da Vila Arriaga aquando do período de aceitação de sugestões promovido pela CMC. Não podemos ir a todas. Tal, no entanto, foi sugerido pela Associação de Moradores do Monte Estoril. Estou curioso quanto à resposta a dar pela CMC à AMME quanto a este ponto, uma vez que não conheço caso algum em que uma câmara municipal tenha incluído na sua carta de património um edifício depois de ter autorizado uma informação prévia para a sua demolição. Estou curioso.

Vila Arriaga / Resposta do Sr.Presidente da CMC:

Sobre a aprovação de um “Pedido de informação prévia” (PIP) para a “Vila Arriaga”, no Monte Estoril, cumpre-me informar o seguinte:

- O PIP em causa foi aprovado por despacho de 4 de Junho passado e compreende um edifício com 8 fogos em 4 pisos, com duas caves e 28 lugares de estacionamento, dos quais 8 são públicos.

- Obviamente que é respeitado o índice previsto no Plano Director Municipal (que não é da responsabilidade da actual maioria). Este plano classificou o solo em causa como “Espaço urbano de alta densidade”, ao que parece sem contestação dos agora reclamantes. Nenhuma condicionante existe face a supostos Planos de Pormenor, que nunca estiveram previstos para o local.

- É certo que em 30 de Dezembro de 2009 foi recusado um PIP para o mesmo terreno, precisamente pelo facto de se considerar a parametrização solicitada excessiva (mais 3 pisos e 7 fogos do que aqueles que agora mereceram parecer favorável). Também se considerou então a própria implantação no terreno inconveniente, já que o edifício não confrontava com a empena do edifício vizinho e ainda porque não estava prevista a manutenção do muro envolvente do terreno, que cumpre conservar.

- Ora, o PIP aprovado não só mantém tal muro como resolve correctamente o diálogo arquitectónico do futuro edifício com o prédio vizinho. De facto, este prédio (que não é da responsabilidade da actual maioria), apresenta uma volumetria muito significativa com 8 pisos acima do solo e com uma empena cega de grande superfície, que confina à sua extrema com o terreno da “Vila Arriaga”.

- Consequentemente, como se pode constatar por simples observação no local, esta vivenda ficou “esmagada” e muito desvalorizada no seu alegado valor arquitectónico face à proximidade do edifício vizinho e à respectiva empena cega. Nesta conformidade, não se considerou apropriado propor a classificação da “Vila Arriaga”. Aliás, entende-se que o edifício proposto vai atenuar significativamente o impacto muito negativo que a citada empena provoca.

- Para ilustrar a preocupação da actual Câmara Municipal na conservação do património histórico-arquitectónico, salienta-se que a proposta de “Catálogo-Inventário” propõe a classificação de 1.166 imóveis em todo o concelho, dos quais 130 referem-se a moradias no Monte Estoril, sendo 71 destas representativas da arquitectura de veraneio.

- Não se compreende a insinuação de falta de transparência neste processo, já que a Câmara Municipal de Cascais submeteu a debate público aquela proposta de classificação dos imóveis que entendia merecerem classificação, ao qual corresponderam diversos munícipes e entidades, entre as quais os agora reclamantes.

- Tal proposta encontra-se neste momento em período de avaliação de todos os contributos recebidos a fim de ser proximamente submetida à deliberação dos órgãos municipais competentes, em reuniões públicas. Todos os intervenientes vão merecer uma resposta escrita justificando a posição da Câmara Municipal, independentemente da receptividade ou não das posições que nos transmitiram.

- Curiosamente, no contributo apresentado pelos agora reclamantes, não consta qualquer referência à “Vila Arriaga”, sendo certo que algumas das diversas sugestões que apresentaram mereceram parecer positivo dos serviços e serão provavelmente acolhidas na versão final do “Catálogo-Inventário”.

- Regista-se que os agora reclamantes preferiram transmitir a sua posição - que respeitamos apesar da manifesta falta de rigor dos argumentos aduzidos e da terminologia que consideramos inapropriada - à comunicação social e a nada menos do que quatro entidades inspectivas de âmbito nacional, para além do Provedor Municipal, mesmo antes de procurarem obter esclarecimentos da Câmara Municipal ou mesmo do signatário. Sinceramente não nos parece uma atitude correcta.

- Até à data não deu ainda entrada na Câmara Municipal qualquer projecto referente ao PIP em causa, designadamente visando a demolição da vivenda.

Com os melhores cumprimentos,

António d’ Orey Capucho
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)

Thursday, September 02, 2010

a crise planetária da educação



Atravessamos actualmente uma crise de grande amplitude e de grande envergadura internacional. Não falo da crise económica mundial iniciada em 2008; falo da que, apesar de passar despercebida, se arrisca a ser muito mais pre­judicial para o futuro da democracia: a crise planetária da educação.


Estão a produzir -se profundas alterações naquilo que as sociedades democráticas ensinam aos jovens e ainda não lhe afe­rimos o alcance. Ávidos de sucesso económico, os países e os seus sistemas educati­vos renunciam imprudentemente a competências que são indispensáveis à sobrevivência das democracias. Se esta tendência persistir, em breve vão produzir-se pelo mundo inteiro gerações de máquinas úteis, dóceis e tecnicamente qualificadas, em vez de cidadãos realizados, capazes de pensar por si próprios, de pôr em causa a tradição e de compreender o sentido do sofrimento e das realizações dos outros.

(…)

Numa época em que as pessoas começaram a reclamar democracia, a educação foi repensada no mundo inteiro, para produzir o tipo de estudante que corresponde a essa forma de governação exigente: não se pretendia um gentleman culto, impregnado da sabedoria dos tempos, mas um membro activo, critico, ponderado e empático numa comunidade de iguais, ca­paz de trocar ideias, respeitando e compreendendo as pessoas procedentes dos mais diversos azimutes. Hoje continuamos a afirmar que queremos a democracia e também a liberdade de expressão, o respeito pela diferença e a compreensão dos outros. Pronunciamo-nos a favor destes valores, mas não nos detemos a reflectir no que temos de fazer para os transmitir à geração seguinte e assegurar a sua sobrevivência.

Monday, August 30, 2010

Associação sugere criação de museu e visitas para recuperar farol do Bugio

In Público (30/8/2010)


«A Associação Espaço e Memória, de Oeiras, sugere a criação de um museu e a organização de visitas guiadas no Verão ao "degradado" farol do Bugio, para recuperar e aproveitar aquele espaço com mais de 400 anos de história.

Numa visita guiada organizada pela associação, mediante autorização da Direcção-Geral de Faróis, é possível ver brechas na estrutura, antigos instrumentos ferrugentos e esquecidos, e entulho acumulado naquilo que eram, antigamente, as casas dos faroleiros e na capela do farol. "O que justifica a existência do Bugio não está lá como demonstrativo a quem o visite, porque enquanto espaço de fortificação é preciso puxar muito pela imaginação para compreender o que se lá passava, e enquanto farol já não tem faroleiros, nem está lá o que fazia parte do seu quotidiano: as casas, os geradores, as comunicações", descreve Joaquim Boiça, presidente da associação, citado pela Lusa.

Filho, neto e bisneto de faroleiros, Joaquim Boiça acredita que o Bugio "poderia ser, com a boa vontade de algumas instituições, um dos espaços mais emblemáticos para visitar na cidade de Lisboa".

A associação acredita que "nos meses de Primavera e Verão seria possível organizar visitas", de modo "a dinamizar aquele espaço, dar a conhecer e preservar parte das memórias que ainda lá estão, sobretudo na zona da capela". Joaquim Boiça defende "uma museografia diferente para aquele espaço, pensada para acolher exposições sazonais". No entanto, lembra que, há dez anos, quando aquele farol foi alvo de obras de recuperação pela última vez, "o processo foi complicado": "Foi necessário sentar à mesa cerca de 20 instituições para recuperar o farol, que ameaçava ruir." Construído para defender a entrada de Lisboa, o forte do Bugio ficou concluído em 1657. Desde cedo começa a servir também de farol, albergando faroleiros até ao final da década de 80 do século passado.»

...

F-O-R-Ç-A!

Vila Arriaga (Mte. Estoril)/recusamos novo atentado ao património!






Exmo. Sr. Presidente,
Dr. António d' Orey Capucho,


Como é do conhecimento de V.Exa., a defesa do património edificado do concelho e a protecção dos logradouros são causas que nos mobilizam enquanto movimento de cidadania.

Nesse sentido, e face a terríveis experiências recentes, mormente o súbito desaparecimento, claramente ilegal (porque já estava demolido antes de estar aprovado o Alvará de Construção Nova e Demolição), da moradia denominada «Monte Branco», episódio lamentável e por explicar quanto ao apuramento de responsabilidades e às informações falsas prestadas pelos serviços; e porque não gostaríamos de voltar a passar por semelhante experiência, serve o presente para alertar V.Exa. para a situação da «Vila Arriaga», sita ao que resta do Hotel Miramar, uma vez estranharmos que:

- Esta moradia, apesar de estar em muito bom estado de conservação (facto comprovado pelas fotografias apensas ao respectivo processo) e ser claramente um exemplar a preservar pelo que apresenta de característico do Monte Estoril, enquanto arquitectura de veraneio do príncipío do séc. XX, estranhamente, não conste no Inventário Municipal recentemente actualizado, embora a moradia imediatamente o seguir, conste;

- A CMC tenha aprovado uma Informação Prévia (Proc. Nº 1105/2008) em 4.6.2010 com base num parecer favorável do responsável pelo Dep. Urbanismo, quando em 30.12. 2009, o mesmo responsável elaborara parecer diametralmente oposto a este;

- Tenha sido aprovado pela CMC um índice de construção que, aparentemente, contraria o disposto legalmente para o local (que só seria possível, aliás, se o Mte. Estoril fosse já contemplado pela parametrização decorrente de um Plano de Pormenor (1,5), o que não se verifica), o que pré-figura uma eventual declaração de nulidade da decisão de aprovação da Informação Prévia.

Antes que a «Vila Arriaga» padeça de demolição súbita, e por ser nossa convicção de que muito está mal neste processo, enviamos este alerta para que a CMC corrija este processo em prol de uma política de Urbanismo credível e transparente, compatível com o entendimento que a CMC diz possuir no que respeita à preservação do Monte de Estoril enquanto zona urbana consolidada mas intrinsecamente ligada ao ambiente bucólico e revivalista.

Somos também a informar V.Exa. que iremos dar conta destas nossas preocupações à IGAL, Provedoria de Justiça, PGR, Assembleia Municipal de Cascais e Sra. Provedora Municipal, bem como aos Media.


Na expectativa, e sem outro assunto de momento, subscrevemo-nos com elevada estima e consideração.


Pelo Cidadania Csc

Paulo Ferrero, Fátima Castanheira, Diogo Pacheco de Amorim, António Cristóvão, Pedro Canelas, Fernando Montenegro, Manuel Valadas Preto, Jorge Morais e José d' Encarnação








Friday, August 27, 2010

Praia do Monte

Mais outro atentado em marcha no Monte Estoril?


«Plátanos de Colares» / Esclarecimento das Estradas de Portugal:


Thursday, August 19, 2010

Entrevista preocupante no Jornal Quercus Ambiente:

Entrevista a Pedro Bingre sobre ordenamento do território, AQUI. Dá vontade a fugir.

Monday, August 16, 2010

Plátanos de Colares

Hesitei em dar voz ao apelo pungente que me chegou há dias, não tanto pela vera importância da questão em apreço, que o é deveras, mas pelo remetente ser um exemplar vulgar de Lineu a que os bons dos romanos decidiram chamar «platanus». Omitindo o intróito desnecessariamente cerimonioso, passo a citar o essencial da missiva recebida em jeito de abdicação:

«Falo-lhe na qualidade de marcado para a morte ou, pelo menos, de rolado, que é como quem diz decepado de uma copa com mais de 60 anos. Fui marcado a tinta encarnada porque as minhas belas e vetustas hastes estorvam a passagem de veículos, pondo em risco pessoas e bens. Parece que um Sr. que conduzia um TIR a alta velocidade em pleno centro de Colares, raspou o cocuruto do camião pela ramagem de um dos meus parentes defronte à Adega Cooperativa desta vila, que faz parte de Sintra, Património da Humanidade. O contentor ameaçou cair e o queixume chegou aos senhores da entidade que tutela as estradas nacionais deste país. As Estradas de Portugal resolveram cortar o mal pela raiz e abater dezenas de plátanos como eu, sustentando-se em douto parecer que aponta, calcule, para um débil estado fitossanitário de nós todos, plátanos da estrada que liga Sintra a Colares, que aguentamos com todas as agressões há décadas e décadas.

Valeram, ou têm valido, muitos humanos desta região, e não só, que têm feito chegar a sua revolta a Junta de Colares, Câmara Municipal de Sintra e Autoridade Florestal Nacional, pedindo-lhes encarecidamente para convencerem as E.P. a repensar o assunto. Até querem classificar-me. Está em causa, dizem (acredito), um património arbóreo invulgarmente belo, património que é de todos (portanto, da Humanidade), «ex-libris» da zona, mais importante que estradas esburacadas e mal desenhadas. Mas fui informado que a minha esplendorosa sobrevivência, e a dos meus irmãos, primos e demais familiares, está longe de estar garantida, uma vez que apenas está suspensa a empreitada até prova em contrário: até que alguma sumidade emita parecer em que, preto no branco, esteja “estas árvores estão a perder seiva, estão ocas, com ramadas que foram crescendo anarquicamente, hoje ameaçando efectivamente pessoas e bens, e, portanto, estas árvores precisam de ser desbastadas, roladas, ou até abatidas”.

Sinto-me profundamente triste com esta Humanidade. Gostava de ser um «Ent», um daqueles fabulosos seres, meio homens, meio árvores, que J.R.R. Tolkien imortalizou na sua saga literária; para poder fugir rumo a França, onde apesar de rolarem muitos dos meus, nunca me tratariam como as E.P; ou para Berlim, onde chegam a vingar, viçosas e impressionantes, quatro fileiras paralelas de plátanos nas suas avenidas. Mas não sou. Como tal, estou pronto para morrer de pé.». Pungente, na realidade.




In Jornal de Notícias (12/8/2010)

Saturday, August 14, 2010

Há mais recolha selectiva em Lisboa mas um terço continua a falhar o alvo


In Público (14/8/2010)
Por Carlos Filipe

Aumenta a consciência de que a reciclagem contribuirá para melhorar o ambiente. O pior é que ainda é atirado para o sítio errado muito do lixo que se separa

A percentagem de resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal e que seguem para valorização e reciclagem continua a aumentar, estimando o Instituto Nacional de Estatística que, em 2008, representava 12 por cento do total do lixo produzido, cinco pontos abaixo da média da União Europeia. Em Lisboa, de acordo com dados fornecidos pela autarquia, aquele valor aumenta para 20 por cento.

Todavia, há um dado que prejudica o esforço colocado nessa boa prática ambiental: há demasiados resíduos que chegam contaminados às linhas de triagem. Então no caso do ecoponto amarelo (embalagens de plástico e metal) eles representam um terço do total. Em última instância, a incineração ou aterro são os destinos finais.

A situação torna-se menos sustentável, quando se sabe que é o ecoponto amarelo que representa o maior fluxo de trabalho e de complexidade no processo de separação, pois é naquele contentor que são colocadas as embalagens de plástico, metal e pacotes de leite e outras bebidas, produtos estes que em Lisboa, segundo os dados fornecidos pelos serviços camarários, representaram em 2009 um aumento de 18 por cento relativamente a 2008, passando de 6262 toneladas para 7384 toneladas.

Porém, e segundo os dados da Valorsul, uma das operadoras na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que serve os municípios de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, cerca de um terço das quantidades provenientes daqueles receptáculos são constituídas por materiais indesejados (contaminantes), casos de papel, cartão, vidro, electrodomésticos, sapatos, chapéus de chuva, ou restos alimentares.

Diz Ana Loureiro, directora de comunicação da empresa, que aquelas embalagens mal colocadas, ou que não podem ser recicladas, mas que foram depositadas nos ecopontos, ainda assim "podem ser objecto de valorização através da produção de energia eléctrica" na central. "Mas os resíduos que são contaminantes, por não se enquadrarem em nenhuma categoria de reciclagem, seguem para incineração, o que acontece na Valorsul, ou para aterro sanitário, nos casos de operadores que não disponham deste sistema", esclareceu Ana Loureiro.

A situação não será igual em todo o território nacional, mas no caso destes cinco municípios da AML (desconhecem-se os valores em Cascais, Oeiras, Mafra e Sintra, operados pela Tratolixo, que não respondeu às questões do PÚBLICO), também cinco por cento dos materiais depositados nos receptáculos azuis (papel/cartão, que a nível nacional representam o maior valor, 36 por cento, do total de resíduos) são indesejados, encontrando-se entre os principais contaminantes sacos de plástico, esferovite, papel de prata, vegetal, plastificado e autocolantes.

Ainda de acordo com os dados da Valorsul, no ecoponto verde (embalagens de vidro) entre um a dois por cento do que ali é depositado é rejeitado na triagem - casos de loiças, plásticos, cerâmicas, vidro plano, cristais, espelhos, lâmpadas.


Mais erros, mais custos


Sejam "erros de pontaria" na cor dos contentores, desleixo/negligência, ou simples enganos por desconhecimento, a verdade é que a má separação dos resíduos pelos utilizadores acarreta maiores custos ambientais, sejam eles na operação de triagem, pela menor quantidade de produtos reciclados, pela utilização de combustíveis fósseis no processo produtivo de novos produtos (por exemplo, nos plásticos), ou pela necessidade de construção/aumento de aterros sanitários.

Ana Loureiro admite que a má separação "leva à existência de maiores custos, porque obriga a uma maior eficiência dos sistemas". "Como exemplo, refiro a existência ainda em elevada quantidade de papel/cartão no ecoponto amarelo. Este erro por parte de população obriga a um esforço adicional para tentar recuperar um material que é reciclável, mas que não deveria estar a aparecer naquele fluxo."

Foi também esta uma das razões apontadas pelo município de Oeiras - ainda que muito criticada por associações ambientalistas - como justificação para a decisão de interromper a recolha selectiva porta a porta no concelho. "Recuo ambiental", disse a Quercus, "lixo contaminado", alegou a câmara, salientando que cerca de 70 por cento daqueles detritos estavam mal separados, razão pela qual optou por substituir aquele sistema de recolha pela contentorização enterrada, garantindo também que assim haverá uma "melhoria substancial da quantidade e da qualidade dos resíduos recicláveis.

A Empresa Municipal de Ambiente de Cascais anunciou há dias que vai reforçar a capacidade de recolha de resíduos sólidos urbanos, com um investimento superior a 2,5 milhões de euros, com comparticipação de fundos do Programa Operacional Regional de Lisboa.

A empresa diz que avançará em Setembro uma nova fase de colocação de "ilhas ecológicas" no concelho, com a instalação de 465 novos contentores subterrâneos que aumentarão, respectivamente em 274% e 40% a capacidade de recolha de resíduos recicláveis e indiferenciados.


Já a Câmara de Lisboa conta abranger toda a cidade, até 2013, com o sistema porta a porta.

Segundo dados fornecidos pelo gabinete do vereador responsável pela higiene urbana, actualmente cerca de 25 por cento das habitações da cidade têm já à sua disposição este tipo de recolha de resíduos sólidos. E especifica que, na sua totalidade, já estão abrangidas as freguesias das Mercês, Santa Catarina, Santa Maria dos Olivais e São Miguel.

Existem ainda quatro freguesias que têm recolha selectiva porta a porta quase na totalidade - Nossa Sra. de Fátima, Socorro, São Cristóvão e São Lourenço -, mas que ainda têm áreas servidas por outros sistemas. Já a Quinta do Lambert, Alameda das Linhas de Torres (sul) e área envolvente ao Estádio de Alvalade experimentam este sistema desde o início do corrente ano.

Ainda segundo a Câmara Municipal de Lisboa, existe também uma evolução significativa em termos económicos. As contrapartidas financeiras obtidas pela autarquia com a entrega de materiais para reciclagem continuam a aumentar, cifrando-se em 3,6 milhões de euros para 2009, a que acresce uma economia de mais de dois milhões no tratamento e destino final dos resíduos. Tal reflectiu-se num acréscimo da poupança para os cofres municipais em mais de 160 mil euros relativamente a 2008.»

Monday, August 09, 2010

Obras na Igreja Matriz de Cascais

Chegado por e-mail:

«Exmo. Senhor Paulo Ferrero


Depois de alguma ponderação, envio umas linhas (texto abaixo) sobre as obras na igreja matriz. Agradecia se assim entender a publicação no Cidadania, são um desabafo sobre o grande atentado ao património que se fez na nossa igreja; visto terem caído em saco roto, todos os anteriores alertas.

Com os melhores cumprimentos.

- A comunicação social tem dado imensa importância à pedofilia no seio da Igreja Católica, tem revelado os esquemas e as fortunas que mudam de mãos ao abrigo de uns “Job´s for the boys”.

Talvez por isso passe despercebido a indignação de quem sabe, em contraste com a ignorância e o total desconhecimento de alguns cidadãos de Cascais quanto às atrocidades que se vêm a acumular na nossa Igreja Paroquial – A Igreja de Nossa Senhora da Assunção.

É impressionante o modo como se esbanja dinheiro, muito dinheiro, substituído bancos em óptimo estado de conservação, substituindo iluminação montada recentemente e mais grave ainda, foi a substituição de uma mesa de altar perfeitamente enquadrada no espaço por uma outra, que mais se assemelha a uma barra de sabão azul e branco.

Serei eu nos meus 52 anos de existência que não estarei preparado para estas mudanças absurdas, em que numa Igreja do Séc. XVII com um espólio de arte deveras impressionante, deverá ver agora o seu interior devassado por mobiliário moderno, ou será moda os novos padres renovarem o espaço de culto ancestral, como se fosse a sua própria casa ao invés da casa do Senhor e por conseguinte de todos nós cristãos.

Onde fica o respeito por aqueles que dedicaram uma vida inteira a esta comunidade, nomeadamente ao anterior Prior e a todos aqueles que se sacrificaram para que a Igreja de Cascais fosse uma referência entre as demais. Isto para não falar na preocupação dos mais necessitados e desempregados deste Concelho, quando se esbanja dinheiro em obras fúteis de vaidade pessoal.

Fiquei a saber pelos jornais que o Patriarcado procurou Mecenas para o Altar a instalar no Terreiro do Paço, orçado em 200.000€ e na Igreja de Cascais um padre gasta muito mais em obras de remodelação ao estilo de um “Querido mudei a casa”.

Agora pergunto;

- A quem é que estes senhores prestam contas? Sabendo nós que gozam de autênticas benesses fiscais.
- Poderá um padre desfazer a obra espiritual e social do seu antecessor?
- Estará a hierarquia da Igreja a par das denúncias que inundam a internet, o Ministério da Cultura e a Câmara de Cascais?
- Haverá espaço na nossa televisão para o apuramento da verdade no meio de tanta intriga?
- Onde está a renuncia quaresmal de quem nos entrega envelopes a solicitar a mesma?

Talvez estas linhas sejam o último fôlego sobre o atentado ao património que está a ser levado em curso, e com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.

A acção deste Pároco tem vindo a ser reveladora de um total alheamento e ignorância acerca de tudo o que o rodeia; veja-se a exemplo a Tradicional Procissão de Santo António... mas isso é outra história. Contudo 200 anos depois das Invasões Francesas, "eles" voltaram e desta ganharam!!!


P.S.: Agradeço o anonimato»

Thursday, August 05, 2010

Deliberações da Reunião Ordinária Pública de Câmara

De entre os assuntos discutidos e aprovados, sobressai:

«4. Aprovar o período de discussão pública do Plano de Pormenor do Espaço de Estabelecimento Terciário do Arneiro e do Plano de Pormenor do Espaço Terciário de Sassoeiros Norte, os quais irão decorrer por um prazo de 45 dias úteis após a publicação pela Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, esperada para os próximos dias. Na prática, o período de consulta pública dos referidos planos de pormenor irá decorrer até ao final do mês de Outubro

...

É preciso que os cascalenses participem nas fases de discussão pública!!!

Saturday, July 17, 2010

Estrada está a ser construída no Abano


Chegado por e-mail:

Boa tarde
Acabo de verificar que estão a construir uma estrada nova no vale entre o
abano e as Almoinhas Velhas, num dos vales com um ecossistema mais rico e
conservado.
Envio a foto com a estrada a ser construída tirada hoje, em anexo
Com os melhores cumprimentos
Francisco Silva


...

Mau, mau, que estará para vir?

Thursday, July 15, 2010

Abençoado microclima

O dicionário não deixa margem para dúvidas: «Conjunto das condições de temperatura, de humidade e de vento peculiares a um espaço homogéneo de pequena extensão à superfície do solo». Convenhamos, portanto, que o termo microclima não se deve aplicar nem à imensidão de praia que se chama Guincho nem àquele troço de «Cornualha» que vai, não da península celta que dizem ter tido tudo que ver com Camelot, mas desde o impoluto Cabo da Roca (inclusive) à cada vez mais urbanizada e inversamente autêntica Ericeira (exclusive), passa pelas celebérrimas praias Grande e Maçãs (cadê as macieiras?), estuários de um Banzão infelizmente «démodé», pelas casas de mestre Arq. Lino (imagino quantos fantasmas não viverão por detrás daquelas austeras fachadas brancas com portadas em madeira colorida) no caminho para as “amalfitanas” Azenhas, não se olvidando nunca das agrestes Ursa, Aguda e Adraga, a tal onde Raul Proença imaginou um gigante adormecido fazendo de promontório rochoso (irra, nunca mais chega o ponto final) e onde o peixe grelhado é ora maior que o mar bravo (finalmente). Contudo aplica-se-lhes e aplicamos-lhes.

Quer num quer noutro caso, mas mormente no da melhor praia do mundo, o Guincho – e peço perdão a todas as outras, às nacionais e às estrangeiras, meridionais e tropicais, do hemisfério Norte ao congénere dos antípodas –; tem sido o seu microclima a garantia, ano após ano, década após década, de que aquela praia jamais será manchete por guerras entre «gangs». Nem mesmo no dia em que a auto-estrada esventrar o que resta esventrar do mato de Birre à Charneca. Será mais certo «o mar dar batatas e o céu em chamas se tornar» do que ver o areal daquela praia ser tomado de assalto por explosões de violência que não as dos deuses e titãs dos ventos, no caso Bóreas, o do Norte, ali omnipresente ele costuma ser, para grande revolta dos seus frequentadores obsessivos, maioritariamente masoquistas, lote em que me incluo, aliás.

Não interessa se fazem 40º à sombra dos toldos piramidais reciclados das praias da Linha, ou se não se mexe um grão que seja dessas areias importadas: os poucos km que vão da Guia ou da Malveira da Serra ao Guincho traduzem-se, geralmente, numa variação radical de vento e temperatura, capaz de fazer passar a cor hasteada de verde a vermelho no espaço de segundos. Por vezes o vento é tal que nem Lawrence o aguentaria, quanto mais uma geração «pitbull». Igual seguradora a humidade que vem do mar sob a forma de neblina e sobe a encosta da serra sem apelo nem agravo, fazendo suar o mais granítico dos penedos de Sintra. Não há mesmo bolsa que aguente, por mais nova-rica que seja, tanta despesa em tintas e telhas novas para as casas licenciadas (ou não) sobre as arribas. Benditos microclimas!




In Jornal de Notícias (15.7.2010)

Tuesday, July 13, 2010

Nove mil pessoas do Estoril sem médico de família forçadas a mudar de centro de saúde


In Público (13/7/2010)
Por Cláudia Sobral

«Associação de Moradores da Quinta da Carreira, em São João do Estoril, não baixa os braços e queixa-se à ministra da Saúde

Passaram-se anos sem que Maria José Afonso fosse a uma consulta no antigo Centro de Saúde do Estoril. Entretanto construiu-se um novo, em São João. Transferiram-se médicos e utentes. E eliminaram-se das listas os nomes dos que não faziam uso do serviço. Quando tentou marcar uma consulta, já no novo centro, disseram-lhe que como não tinha médico de família só poderia ser atendida em Alcabideche. A Associação de Moradores da Quinta da Carreira (AMQC), em São João do Estoril, está revoltada e já se dirigiu à ministra da Saúde, Ana Jorge, a pedir que inverta esta situação que afecta 9000 utentes.

Mais de um terço dos cerca de 23.700 residentes do Estoril (dados do último Censos) estão sem médicos de família. E, por essa razão, terão de deslocar-se ao Centro de Saúde de Alcabideche, outra freguesia do concelho, mais longe das estações de comboios. As excepções são grávidas ou crianças, que podem ser atendidas no Estoril, garante a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais, Helena Baptista da Costa.

A petição enviada à ministra reuniu 850 assinaturas e o nome que a encabeça é o do próprio presidente da Junta de Freguesia do Estoril, Luciano Gonçalves Mourão, que não concorda com a "transferência" destes utentes. Helena Baptista Costa diz não ter havido nenhuma transferência. "O país tem sérias dificuldades na atribuição de médicos de família. Encontrámos uma solução através de uma empresa prestadora de serviços e, por questões de gestão, tivemos de a centralizar", diz.

A localização é um dos maiores problemas apontados pelos moradores da Quinta da Carreira. "Os moradores abdicaram de um espaço privilegiado, com vista para o mar, para a construção de um centro de Saúde a que agora não têm direito", reclama o presidente da direcção da AMQC.

Já a directora executiva do ACES de Cascais explica que o local é precisamente um dos principais motivos para a colocação desses serviços em Alcabideche, porque "o maior número de utentes sem médico pertence" a essa freguesia. Para além disso, refere, há uma maior proximidade do Hospital de Cascais. O problema, explica o presidente da direcção da AMQC, é que em Alcabideche "nem sequer há comboios".

Helena Baptista da Costa aponta ainda outros dois motivos que justificam a decisão: melhor gestão de recursos e maior disponibilidade de gabinetes em Alcabideche. Para Carlos Guimarães, isso não é justificação. "O último andar do Centro de Saúde do Estoril, aquele com melhores vistas para o mar, está inteiramente ocupado com serviços administrativos", afirma. E faz questão de subir até ao terceiro andar para o provar. "Claro que eles estão muito melhor aqui do que em Alcabideche." No Centro de Saúde de Alcabideche, a maioria dos utentes que ontem aguardavam pela sua consulta eram daquela freguesia.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Saúde não fez comentários até ao fecho desta edição.

A AMQC aguarda uma resposta das entidades a quem enviou a petição, como deputados, provedor de Justiça e até mesmo o Presidente da República. Para já, a posição do ACES de Cascais mantém-se irredutível. Os utentes de São João sem médico de família, salvo as devidas excepções, deverão dirigir-se a Alcabideche. Uns fazem-no, outros preferem recorrer ao atendimento em clínicas e hospitais privados.»

Monday, July 12, 2010

A melhor divulgação feita nos últimos tempos sobre o vinho de Carcavelos?


Aconteceu na TVI, passe a publicidade.

Sunday, July 11, 2010

Outra vez?


O largo Cidade de Victória esteve largos meses em obras que terminaram recentemente. Pois quem passe por lá hoje verá a imagem que se junta. Avaria, diz uma tabuleta no local! Sabendo que subsolo está cheio de tubagens das instalações eléctricas e outras, não auguro nada de bom àquele novo pavimento.

Deliberações da Reunião Ordinária Pública de Câmara de dia 28 de Junho de 2010

A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Ordinária Pública de dia 28 de Junho, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a aplicação de uma Taxa Municipal aos operadores de redes de gás natural ou propano pela utilização de redes municipais instaladas no subsolo urbano do domínio público. Objectivo importante para a gestão do território, com implicação nas receitas dos municípios, esta taxa visa criar condições para que os mesmos possam suportar os custos de gestão do espaço canal do subsolo urbano, do domínio público.

2. Adjudicar a construção do projecto "Circular Interna de Manique" à empresa Sanestradas, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo valor de €750.645,00. Com duração prevista de 150 dias, esta obra visa resolver em larga medida os problemas viários com que a povoação de Manique se depara actualmente, fruto do atravessamento do centro urbano por um eixo viário estruturante do concelho, principal ligação rodoviária entre Tires / S. Domingos de Rana e Estoril / Alcabideche, sendo ainda uma via distribuidora de trânsito local. O projecto compreende trabalhos de movimento de terras, infra-estruturas (saneamento, rede de águas, telecomunicações, electricidade e iluminação pública), bem como pavimentação, sinalização, segurança, construção de um pontão para atravessamento da Ribeira de Manique e execução de um projecto de enquadramento paisagístico.

3. Atribuir um subsídio no valor de €20.000,00 à Associação Empresarial do Concelho de Cascais para Requalificação do Gabinete Médico nas instalações propriedade do município sitas na freguesia do Estoril. A AAECC garantiu nos últimos anos consultas de medicina no trabalho aos seus associados e outros interessados. Obrigatórias por lei, estas consultas que em muito contribuíram para a prevenção dos riscos profissionais e para a promoção da saúde. O novo gabinete vem dar resposta às exigências legais mais recentes que obrigam a alterar as condições de oferta deste importante serviço de apoio à actividade económica.

4. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 20.000,00 à Associação de Profissionais de Pesca de Cascais para apoio à actividade desenvolvida, bem como para complementar necessidades de formação profissional.

5. Aprovar a atribuição de um subsídio global no valor de €328.582,08 às administrações conjuntas de moradores e proprietários de diversas Áreas Urbanas de Génese Ilegal do Concelho, a título de comparticipação financeira na realização de obras de infra-estruturas e por substituição dos proprietários não aderentes.

6. Aprovar o protocolo de colaboração entre o Município e a Agência Municipal DNA Cascais, bem como a atribuição de um subsídio anual de €130.000,00. Este protocolo visa estabelecer uma articulação continuada no desenvolvimento de projectos e actividades no âmbito dos quatro Eixos Geração C - Cidadania / Participação, Emprego e Formação, Habitação e Comunicação/lnformação.

7. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 190.578,00 à Agência Municipal Cascais Natura, no âmbito do Programa Natura Observa 2010, para apoio às despesas de funcionamento.

8. Atribuir um subsídio no valor de €18.500,00 à Fundação D. Luís I, para apoio ao funcionamento do Serviço Cultural e Educativo no âmbito do qual, ao longo do ano, são desenvolvidas diversas acções de formação/informação para pais e educadores.

9. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 25.000,00 à Cercica – Cooperativa de Ensino e Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados de Cascais, para apoio a despesas com transporte de alunos portadores de deficiência para os estabelecimentos de ensino regular com salas de apoio e para o Núcleo de Apoio Auditivo situado na Escola do Primeiro Ciclo do Ensino Básico das Areias, S. João do Estoril.

10. Atribuir um subsídio no valor global de €175.405,57 às seis instituições parceiras da Câmara Municipal no âmbito do Programa Alimentar, as quais, no ano lectivo em curso, fornecem refeições a 21 estabelecimentos de ensino, entre Jardins-de-lnfância e Escolas do 1° Ciclo.

11. Aprovar o contrato-programa entre o Município de Cascais e o Clube Nacional de Ginástica para substituição da cobertura do pavilhão do clube, obra que a Câmara de Cascais apoia com uma verba no valor de €28.851,00.

12. Aprovar o contrato-programa entre o Município de Cascais e o Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos para recuperação do pavimento de madeira, obra que a Câmara apoia com uma verba de €28.183,79.

13. Atribuir um subsídio global no valor de € 9.270,81 a diversas instituições concelhias no âmbito do Projecto “Guardiões da Acessibilidade”. A decorrer desde o ano lectivo 2003/2004, este projecto visa sensibilizar a população escolar para as questões da inclusão das pessoas portadoras de deficiência, despertando a comunidade para a necessidade de se garantir acessibilidade para todos. No ano lectivo 2009/2010 este projecto tornou possível a realização de iniciativas de formação e sensibilização em 12 estabelecimentos de ensino concelhios.

Saturday, July 10, 2010

Cascais corta na despesa e faz cerco à receita


In Público (10/7/2010)
Por Carlos Filipe

«Quebra nos impostos e pressão nos custos sociais leva autarquia a apresentar medidas para racionalizar os gastos e combater os excessos municipais

O segundo concelho português mais bem cotado no ranking da eficiência financeira (segundo os dados de 2008 do anuário dos municípios portugueses) anunciou ontem a adopção de um pacote de medidas para poupar dinheiro, evitar excessos e liquidar mais receita.

O conjunto de medidas, diz o comunicado camarário, visa "criar uma bolsa de poupança, que permita reconduzir os valores a níveis considerados prudentes face à conjuntura actual, reforçando a intervenção nas áreas sociais e garantido a manutenção de investimento".

A mesma nota refere que Portugal "foi apanhado no turbilhão de uma (des)ordem mundial, com uma economia desestruturada e com escassez de recursos", e que "a aplicação de medidas de estímulo de pouco serviram, ou foram mal canalizadas, acabando a nossa economia por alinhar com as menos bem preparadas".

Refere a nota concelhia que o Plano de Estabilidade e Crescimento nacional provocará um acréscimo das despesas municipais por força do aumento do IVA, e que a colecta de impostos municipais decresceu 21 por cento em 2009 na tributação directa. Daí que o executivo liderado por António Capucho (PSD) preveja "uma grande imprevisibilidade na projecção das receitas municipais", lê-se na nota municipal.

Cativar financiamento dos departamentos e de saldos das Grandes Opções do Plano para 2010 são tidos como medidas imediatas. Outras prevêem a alienação e colocação no mercado de arrendamento de imóveis municipais para rentabilização; redução em 20 por cento, para 2011, das dotações para protocolos e subsídios, com excepção daqueles que tenham cariz social (IPSS) e reforço do apoio às acções desenvolvidas pela Santa Casa da Misericórdia de Cascais.

Prevê ainda a autarquia alterar a tabela de taxas de modo a permitir o aluguer de espaços públicos a privados, da mesma forma que quer reduzir o endividamento empresarial municipal; afectação de cinco por cento da receita de IMI/IMT a um Fundo de Coesão Social Municipal e redução em 50 por cento das dotações financeiras com eventos previstos para 2011; levantamento da derrama paga no concelho de Cascais, visando fazer cumprir a legislação vigente; notificação dos superficiários e arrendatários de terrenos municipais das verbas em falta.

A autarquia conta rentabilizar os parques de estacionamento do Cascais Center, do hipódromo e do (futuro) parque Palmela. Nos recursos humanos, quer promover um controlo efectivo da massa salarial global no universo municipal, com reflexo directo na suspensão da contratação e na contenção de horas extraordinárias.»

Friday, July 09, 2010

Ainda o mono:

Chegado por e-mail:


Estimado Paulo Ferrero


Ainda em relação à fatídica monstruosidade colocada às portas da nossa "casa" talvez nesta outra perspectiva, com o aproveitamento e sem demolição pudésse fazer algum sentido ...

ESTORIL - LEGOLAND - Novo Parque Temático no Concelho de Cascais

A empresa internacional de produção de brinquedos de construção LEGO acabou de assinar um protocolo com a autarquia e os promotores do novo edifício do Estoril Sol para associar a sua imagem à Vila de Cascais e utilizar o edificio à entrada da Vila para promover um novo Parque Temático que irá ser construído no Concelho de Cascais com o nome "Estoril LegoLand" precisamente por detrás do polémico edificio, no Parque Palmela.

O investimento na criação do LegoLand do Estoril rondará os 150 milhões de Euros e prevê-se uma afluência de cerca de 188.000 pessoas mês ao local estando prevista a sua abertura para o principio de 2011.

Grande Abraço

PRS

Vandalismo e etc.

Cinco árvores jovens apareceram partidas propositadamente, na Av. Fausto de Figueiredo, no Estoril. Coincide no tempo com os distúrbios no Tamariz, mas também pode ser obra de vândalos locais. Lamentável.
Lamentável é também a imposição de parqueamento pago no Jardim dos Passarinhos, Monte Estoril, infernizando a vida aos frequentadores da zona. Também não está fácil o acesso ao paredão do lado de Cascais, já que as obras do novo túnel nunca mais acabam, impedindo inclusivamente que os hospedes do único grande hotel que resta no concelho tenham acesso à praia. E já agora, bem pode a C.M.C. começar a pensar na repavimentação do paredão, pois, como é óbvio, este novo pavimento está uma ruina ao fim de quatro anos.

Tuesday, July 06, 2010

PSP mais atenta após incidentes de domingo na praia do TamarizPSP mais atenta após incidentes de domingo na praia do Tamariz

In Público (6/7/2010)
Por Marisa Soares

«Empresários da restauração preocupados com clima de insegurança na praia e nos comboios. Nem todos os banhistas partilham dos receios

Menos denúncias
MAI garante reforço policial mas não avança com números

De olhos postos no areal, dois agentes da PSP vigiavam ontem, por volta das 14h, os banhistas que aproveitaram as temperaturas altas para um mergulho na praia do Tamariz, no Estoril. Pouco depois, mais três polícias passavam no paredão. Foi um início de tarde calmo, pelo menos até às 15h30, quando chegou uma das duas equipas de intervenção rápida destacadas para as praias da linha de Cascais, no âmbito da operação Verão Seguro, para prevenir um desacato que parecia tomar forma entre grupos de jovens banhistas.

O cenário contrasta com o que se passou anteontem. "No domingo, antes dos incidentes, não vi cá a polícia", critica António Lopes, proprietário do restaurante onde se refugiou um dos grupos envolvidos em confrontos, entre a praia do Tamariz e a de São João. Segundo a PSP, os desacatos ocorreram entre as 13h30 e as 14h, e envolveram dois grupos com "cerca de dez cidadãos". Terá havido um "desentendimento entre alguns membros de ambos os grupos", que acabaram em agressões físicas e com recurso a facas e a uma arma de fogo.

Os disparos e todo o aparato assustaram não só os clientes do restaurante, maioritariamente estrangeiros, mas também os banhistas que anteontem encheram o areal. "Passei o resto da tarde sem ninguém", diz o comerciante.

"As praias do Estoril estão a perder qualidade", lamenta, referindo-se ao "género" de pessoas que agora frequentam a zona. "Falta vigilância permanente. Só a presença dos agentes já é um elemento dissuasor", afirma António Lopes.

O desabafo é partilhado pelos responsáveis de dois restaurantes do Tamariz, que reclamam mais policiamento. "Ainda não vi cá este ano o corpo de intervenção, e isso é fundamental", refere um deles, que pediu para não ser identificado. Os empresários temem que a insegurança - na praia e nos comboios da Linha de Cascais -, aliada à crise, possa afastar os banhistas habituais e os turistas.

"Não quero dramatizar, mas estou preocupado", diz Carlos Vagos, que aproveitou o sol e as férias para um passeio na praia do Tamariz. "Não me sinto inseguro nem tive qualquer problema", diz, por seu lado, um jovem que ontem foi pela primeira vez àquela praia. De passagem no paredão, após um banho de mar, Amélia Baptista também está descontraída. "Não costumo frequentar esta praia, prefiro a Costa da Caparica. Mas os problemas acontecem em todo o lado", lembra.»

Monday, July 05, 2010

Praia do Tamariz palco de confrontos

In Público (5/7/2010)

«Confrontos entre dois grupos rivais de jovens na praia do Tamariz, Cascais, e no passeio marítimo causaram ontem o pânico entre os banhistas.

Classificando os incidentes como "muito graves", o presidente da Câmara, António Capucho, exige que o ministro da Administração Interna ali vá "imediatamente", acompanhado do ministro da Economia ou do secretário de Estado do Turismo, para analisar a situação e tomar as "medidas de emergência que se impõem". "Estão a estoirar com a imagem do Estoril", observa Capucho, explicando que muitos dos visitantes que se deslocaram este fim-de-semana a Cascais para participarem no festival de jazz, no festival de moda e nos congressos que ali decorreram assistiram aos desacatos - dos quais terá resultado um ferido com arma branca.

Tudo se passou perto das 14h, no paredão. Durante os confrontos um dos grupos refugiou-se num dos restaurantes entre o Tamariz e a Praia da Poça, tendo sido alvejado, sem sucesso, pelo grupo rival. Ter-se-ão registado pelo menos quatro disparos. Uma hora mais tarde repetiram-se os desacatos.

"O que se passou revela a negligência do Governo em matéria de segurança e vem afectar ainda mais e de forma brutal o turismo de qualidade que é a trave-mestra do desenvolvimento do concelho", refere um comunicado do presidente da câmara, que considera "inaceitável e irresponsável" a forma de patrulhamento policial da zona das praias planeada para este Verão. A.H.»

Friday, July 02, 2010

Thursday, July 01, 2010

Esplanadas: não há fome que não dê em fartura

Recuando 20 anos, era ver o lisboeta acotovelar-se por um lugar ao Sol nas poucas esplanadas existentes no então espaço público. Poucas havia dignas efectivamente desse nome mas a da Mexicana era destino cativo de peregrinação das mais variadas clientelas, noite adentro, por vezes até depois do fecho e das cadeiras estarem presas a cadeado, não fosse algum dos “motards” clientes decidir levar Av. Roma acima a reboque uma qualquer delas. O resto era um deserto, tal a sede de quem sabia o que perdia e Lisboa pedia: havia mais uma ou outra a registar, mais por graça ao local onde estava montada (ex. Rossio, Belém) do que propriamente pelo serviço prestado.

Hoje, e ainda bem, tudo mudou, ainda que, infelizmente, a qualidade não tenha acompanhado o “boom” na quantidade. A requalificação das Docas de Alcântara foi o pontapé de saída (terminologia oportunista), a partir daí surgiram um sem-número de esplanadas um pouco por toda a cidade, sobretudo nos locais onde o trânsito automóvel foi condicionado (Baixa, etc.). Ultimamente, a CML apostou, também bem, na abertura massiva de quiosques e esplanadas em quase todos os jardins que ainda não os tinham e nos miradouros que nunca sonharam tê-los. Nuns casos foi uma decisão acertadíssima, noutros terá pecado por excesso, como no jardim “play station” em que se tornou o Campo Pequeno, hoje um espaço descaradamente inenarrável.

O mesmo se pode dizer do que proliferou ao longo da chamada Linha, em que o Paredão desde Oeiras a Cascais substituiu as esplanadas das até então monopolistas Arcadas do Estoril, hoje claramente subaproveitadas. Agora, bordejando os areais daquela costa há dezenas e dezenas, senão centenas, de esplanadas e pré-fabricados, umas mais ou menos enquadráveis que outras mas todas como resultado do encontro inevitável entre o aumento exponencial da procura pelo lazer junto ao mar e a capacidade “notável” de licenciamento pelas respectivas câmaras municipais. O Largo Camões, em Cascais, é exemplo maior dessa saturação do espaço público em prol do guarda-sol e do excesso de cadeiras.

Chegados aqui há que parar para pensar e … regulamentar. É impossível continuarmos a ter situações como as das alfacinhas Portas de Santo Antão e Rua dos Douradores, em que o peão é obrigado a ziguezaguear para não embater nas cadeiras, e em São Nicolau em que temos nem 1m livre junto aos edifícios para passar, correndo o risco de levar com uma sopa ou um jarro de sangria em cima. E essa espécie de mobiliário, de plástico “fruticolor” e de gosto duvidoso, que nos impinge publicidade, mais a tendinha sem jeito e o improvisado pára-vento. Mais o televisor ou o rádio da praxe, emitindo a decibéis insuportáveis! Haja coragem em regulamentar as esplanadas. Nem oito nem oitenta!




In Jornal de Notícias (1.7.2010)

A CMC, em Reunião Pública de dia 28.06, entre outras matérias, deliberou:

[...] 2. Adjudicar a construção do projecto "Circular Interna de Manique" à empresa Sanestradas, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo valor de €750.645,00. Com duração prevista de 150 dias, esta obra visa resolver em larga medida os problemas viários com que a povoação de Manique se depara actualmente, fruto do atravessamento do centro urbano por um eixo viário estruturante do concelho, principal ligação rodoviária entre Tires / S. Domingos de Rana e Estoril / Alcabideche, sendo ainda uma via distribuidora de trânsito local. O projecto compreende trabalhos de movimento de terras, infra-estruturas (saneamento, rede de águas, telecomunicações, electricidade e iluminação pública), bem como pavimentação, sinalização, segurança, construção de um pontão para atravessamento da Ribeira de Manique e execução de um projecto de enquadramento paisagístico. [...]

Monday, June 28, 2010

Feira do Artesanato

Quatro praias de Cascais continuam com água imprópria

In TSF (26/6/2010)

«Ontem às 13:58Quatro praias do concelho de Cascais «continuam a não estar próprias para os banhistas», de acordo com o responsável da divisão de saúde ambiental da Direcção Geral de Saúde (DGS), uma situação que é contestada pela autarquia.

«A praia dos Pescadores, Duquesa, Rainha e Conceição continuam a não estar próprias para os banhistas, porque não reúnem as condições necessárias [em termos de qualidade da água] para que sejam consideradas zonas balneares», afirmou Paulo Diegues, também membro da Comissão Técnica de Acompanhamento para aplicação da directiva que designou as praias de boa qualidade existentes nesta época balnear.

Na lista de «praias e banhos marítimos para o ano de 2010», publicada no dia 18 de Junho em Diário da República, não constam as quatro praias referidas, apesar de, no início do mês, o vereador do ambiente e vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ter anunciado que todas as praias do concelho estão com «excelente» qualidade de água, estando próprias para os banhistas, após realizadas obras na ribeira das Vinhas.

«Se os dados analíticos actuais apresentam uma boa qualidade [de água] isso representa um aspecto positivo e não existirá aparentemente um risco iminente para a saúde pública. Contudo, a sua classificação tem de ter em conta um histórico de 4 anos. Não é pelo facto de as análises do início desta época balnear demonstrarem aptidão que muda automaticamente a sua classificação», sustentou o responsável da DGS.

Segundo Paulo Diegues, «as praias em causa apresentavam [em análises realizadas anteriormente] uma qualidade duvidosa e portanto enquadrava-se na qualificação de má».

Contudo, conclui o responsável, «os banhistas são livres de escolherem as praias onde pretendem passar os seus tempos de lazer, devendo escolher de preferência as praias que estão designadas e que são vigiadas, quer do ponto de vista da qualidade da água quer do ponto de vista da segurança».»

...

Mais vale prevenir do que remediar.

Grupo de jovens fez distúrbios e roubou passageiros num comboio de Cascais

In Público (28/6/2010)

«A polícia levou para a esquadra 15 jovens, dos quais três vão ficar detidos, de um grupo de cerca de 40 que, no sábado ao fim do dia, provocou o alarme, com assaltos e desacatos, num comboio da linha Lisboa-Cascais, disse ontem à agência Lusa uma fonte do comando da PSP.

O grupo, com cerca de 40 jovens, veio da zona de Sacavém e embarcou numa das estações próximas das praias da linha de Cascais, começando a provocar desacatos e a ameaçar passageiros, tendo concretizado pelos menos dois roubos.

"Furtaram uma bolsa com dinheiro e um telemóvel, segundo as testemunhas ouvidas, mas admitimos que possa ter havido mais roubos, porque as pessoas foram saindo nas estações", disse o oficial de serviço no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

Polícias à civil entraram no comboio em Algés e conseguiram pôr fim aos distúrbios, que acabaram com vários jovens a serem levados pela polícia, já em Alcântara. No total, 15 membros do grupo foram levados para a esquadra do Calvário e os restantes fugiram. Três são maiores de idade e vão ficar detidos para serem levados ao juiz, que decidirá as medidas de coacção a aplicar-lhes, depois de ouvidos os testemunhos de alguns lesados que apresentaram queixa.

Outros quatro foram identificados por pessoas lesadas como tendo participado nos desacatos, mas, sendo menores de 16 anos, foram entregues aos pais, depois de feita a participação por actos ilícitos. Os outros detidos foram identificados e depois libertados pela polícia. As ameaças aos passageiros, segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, terão sido feitas sem armas mas "com acção física".»

Wednesday, June 23, 2010

Praia da Ribeira


O placard Informativo que a CMC colocou na Praia da Ribeira (conhecida como praia do peixe ou dos pescadores) tem informação que baralha alguns, senão todos, que o consultam.

Vejamos: Se ligarmos para o número dos bombeiros indicado (214571004) respondem os Bombeiros da Parede. Não seria mais lógico ser o número dos Bombeiros de Cascais? (214838080)

O Cidadão Nacional ao ligar para as Intoxicações CIAV tem que ligar o nº 808250143 (a pagar), mas a correspondente tradução em inglês aponta para um nº. grátis (800250143)
Quem ligar para o nº. do Centro de Saúde indicado (214643722) pode-lhe acontecer que ninguém o atenda. Liguei hoje pelas 13:00 e pelas 15:00 e após vários sinais de chamada passa para impedido. Já agora, onde fica este Centro de Saúde?
O Placard deveria ter o verdadeiro nome da praia - Praia da Ribeira - e não como indica.

Para além do mencionado alguém poderá saber porque razão esta praia durante meses a fio diáriamente (salvo raras excepções) por volta das 08:00h a areia era limpa com o tractor da EMAC e desde a inauguração da respectiva Placa Informativa no dia 30MAI2010 na presença de vereadores, assessores, funcionários, fotografos, etc... (contados eram 14) nunca mais foi limpa. Alguem sabe?

Pobre CAMÕES


Ao passar pelo Largo de Camões, não resisti a tirar as fotos que vos apresento.

Para além de a estátua estar práticamente tapada pelos chapés de sol dos vários estabelecimentos que por ali coabitam, ainda por cima foram colocar um ecrân de televivão preso aos pés do Camões. Não haverá outro local para colocar a tal televisão? Onde anda a Policia Municipal?
HAJA RESPEITO!
(fotos tiradas dia 21JUN2010)

Remodelação da Rede de Abastecimento de Água e Construção de Estação Sobrepressora

Tuesday, June 22, 2010

"Aberração" no Estoril


Faço minhas as palavras da Lusa / Metro, obviamente.

Thursday, June 17, 2010

Nas deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de dia 14 de Junho de 2010:

«A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Ordinária de dia 14 de Junho, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a celebração de um contrato-programa entre o Município de Cascais e a ESUC –Empresa de Serviços Urbanos de Cascais, EM, para limpeza e reparação do leito da galeria da Ribeira das Vinhas, instalação de uma comporta, reabilitação da estação de bombagem elevatória, bem como para a reformulação da rede de drenagem existente na Rua Costa Pinto e respectiva repavimentação
»

Friday, June 11, 2010

Colégio da Bafureira faz 100 anos

Jardim Visconde da Luz / abate de 2 choupos



Diagnóstico
...

Uma pergunta:

No diagnóstico acima é mencionado que os choupos apresentam uma "vitalidade razoável", pelo que não entendo a urgência no abate. O parecer dá a seguinte ideia, aliás generalizada sempre que há estes abates: "a árvore há-de apodrecer um dia e cair um dia, é melhor anteciparmo-nos deitando-a já abaixo, para colocar uma novinha em folha". É caso para dizer que também nós, e quem faz estes pareceres, havemos de aprodrecer um dia...". Compreendo a actual guerra aberta que existe contra o choupo em espaço urbano, mas não serão as suas mutilações fruto das podas do costume?

Espero três coisas:

1. Que o abate não seja por outra razão que não fitossanitária.
2. Que sejam rapidamente plantadas 2 árvores no mesmo local onde agora desaparecem os choupos.
3. Que haja uma intervenção de fundo no jardim, pois aquilo que ali está é mais parque de empedrado e esculturas várias do que propriamente um jardim. Ou seja, mais zona verde, é preciso.

Tuesday, June 08, 2010

Classificação de interesse público atrasa intervenção da Estradas de Portugal nos plátanos de Colares

In Público (8/6/2010)

«A Estradas de Portugal afirmou ontem que enquanto o processo de classificação de interesse público dos plátanos junto à Adega Regional de Colares, no concelho de Sintra, estiver a decorrer na Autoridade Florestal Nacional, não avança com qualquer intervenção nas árvores.

A Quercus e a Associação Árvores de Portugal afirmaram-se ontem preocupadas com uma "iminente" intervenção nos plátanos junto à adega de Colares, adiantando temerem que os trabalhos possam comprometer a classificação de interesse público do local. A Estradas de Portugal garante que enquanto o processo de classificação de interesse público dos plátanos situados junto à Adega Regional de Colares não estiver concluído, a empresa pública não avança com a intervenção prevista.

"Estes plátanos encontram-se já em processo de classificação de interesse público (...) pelo que a EP não vai intervir sem o consentimento e supervisão da Autoridade Florestal Nacional", garantiu a Estradas de Portugal, em resposta à agência Lusa.

A EP garante que a 19 de Abril, em resposta à Autoridade Florestal Nacional, informou "nada ter a opor quanto à classificação daquelas árvores", advertindo, no entanto, que "algumas delas necessitam de intervenções urgentes".

Em Novembro de 2009 vários moradores de Colares insurgiram-se contra a marcação de plátanos junto à adega regional, efectuada pela Estradas de Portugal, por temerem o abate destas árvores que marcam a paisagem desta vila.

Segundo a EP, a empresa promoveu em 2009, depois de reclamações de moradores, a realização de inspecções técnicas às árvores das estradas nacionais da zona de Colares, com vista a identificar as necessidades de intervenção, tendo realizado ainda diagnósticos mais aprofundados nas árvores situadas junto à adega.»

Saturday, June 05, 2010

Câmara de Cascais quer abrir mais quatro parques urbanos até 2013

In Público (5/6/2010)

«A Câmara Municipal de Cascais pretende construir quatro parques verdes urbanos até 2013, para chegar ao fim do mandato com um total de 10 espaços daquele género em todo o concelho. A construção de espaços verdes para promover a qualidade de vida da população é um dos principais objectivos da autarquia, disse à agência Lusa o seu vice-presidente, Carlos Carreiras.

Inserido na estratégia adoptada para a a estrutura ecológica municipal, o programa de criação de parques verdes urbanos é uma aposta da autarquia, empenhada em promover a qualidade de vida e a saúde dos munícipes, afirmou Carreiras, que detém o pelouro do Ambiente no executivo camarário.

Na véspera da inauguração de mais um parque urbano, na Ribeira dos Mochos, o autarca acrescentou que há um objectivo "firme" de construir mais quatro espaços verdes urbanos no concelho até 2013, ou seja, até ao final do actual mandato.

"Queremos juntar aos seis parques existentes outros seis espaços, sendo que quatro deles deverão estar concluídos até ao final do mandato", disse o autarca. Ribeira dos Mochos (que será inaugurado hoje), Outeiro de Vela, em Cascais, Talaíde e Parede serão as quatro zonas onde nascerão os futuros parques urbanos.

Quanto aos restantes dois, previstos para as zonas de Freiria e São Domingos de Rana, Carlos Carreiras reconhece que se trata de "dois casos mais complicados", sublinhando, contudo, que a autarquia "tudo fará" para que também esses projectos sejam lançados ainda neste mandato.

O Parque Urbano da Ribeira dos Mochos, o primeiro espaço verde urbano construído no mandato em curso será inaugurado hoje, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.

Com uma área aproximada de 41 mil metros quadrados, o novo parque urbano é um espaço integrado na Rede Ecológica Nacional.

Trata-se de uma zona de "grande valor natural e um importante corredor ecológico que promove a biodiversidade, que também incorpora importantes valores culturais que figuram num antigo aqueduto", diz a autarquia.

Além da requalificação da malha ecológica, o novo espaço de lazer, integrado em meio urbano, oferece um parque infantil, uma pista de aventura, um parque de merendas e um serviço de cafetaria. »

Friday, June 04, 2010

Bicicletas continuam a não poder circular no Paredão de Cascais

Inb Público (4/6/2010)
Por Luís Villalobos

«Câmara diz que o assunto ficará resolvido "nos próximos meses", mas com uma pista própria e horários específicos para se poder andar de bicicleta

A Câmara de Cascais esperava que o assunto estivesse resolvido no início deste ano, mas, a duas semanas do fim da Primavera, as bicicletas ainda não podem circular junto à praia de Carcavelos ou no paredão que vai de São João do Estoril a Cascais.

De acordo com o gabinete de imprensa da autarquia, prevê-se agora que a circulação de bicicletas "se torne possível nos próximos meses". Segundo a mesma fonte, "as autorizações das entidades competentes foram já concedidas e as regras definidas e aprovadas em sede própria."

"O projecto de implementação está, nesta altura, em fase final de elaboração, pelo que acreditamos que ainda durante este Verão será possível circular em velocípede em todo o paredão", adiantou o gabinete, em resposta a perguntas do PÚBLICO. O projecto prevê a criação de uma pista dedicada à circulação das bicicletas, um pouco à semelhança do que sucede entre Cascais e a praia do Guincho, provavelmente para reforçar a segurança, nomeadamente dos peões. Esta nova pista, no entanto, não irá surgir em "zonas de estrangulamento já existentes, junto a esplanadas", depreendendo-se assim que, nessas áreas, seja necessário desmontar das bicicletas e circular a pé.

No que diz respeito aos horários, os ciclistas terão duas épocas distintas. Entre 1 de Novembro e 31 de Março, a circulação será autorizada, aos fins-de-semana, entre as seis da tarde e as dez da manhã, enquanto que nos dias de semana não há restrições.

Já entre 1 de Abril e 31 de Outubro só se poderá andar de bicicleta nos dias úteis, entre as seis da tarde e as dez da manhã. Estas regras, diz a Câmara de Cascais, "não se aplicam a crianças menores de oito anos desde que acompanhadas por adultos".

O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, já tinha afirmado ao PÚBLICO que o regresso da circulação de bicicletas no paredão seria sempre condicionado. "A discussão é antiga e, após debate profícuo que mantive com a Associação dos Amigos do Paredão e os representantes dos cidadãos defensores da abertura do paredão à circulação de bicicletas, chegou-se a um consenso na generalidade visando tal objectivo", afirmou António Capucho em Dezembro.»

Praia dos Pescadores com água "excelente"

In Público (4/6/2010)

«A praia dos Pescadores, em Cascais, tem este ano a garantia de "excelente" qualidade da água, depois de ter estado interdita a banhos mais de dez anos. De acordo com a câmara local, a conclusão das obras realizadas na ribeira das Vinhas - por baixo do centro comercial CascaisVilla - garante finalmente a boa qualidade da água naquela praia do centro da vila. Até agora, as águas sujas da zona baixa de Cascais misturavam-se à água limpa da ribeira, coisa que deixou de acontecer, e afectavam as praias de Pescadores, Duquesa, Conceição e Rainha. O vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, disse à agência Lusa que, apesar de a má qualidade da água não ter sido impedimento para os banhistas durante muitos anos, agora há uma satisfação maior porque "há a certeza" de que a água é excelente. "Há uma responsabilidade pública e cívica do ponto de vista político e, independentemente de as pessoas não terem a percepção de a praia estar boa ou má, é importante para nós dar garantias dessa qualidade", sustentou o autarca.»

Wednesday, June 02, 2010

Plátanos de Colares sem classificação


Cascais garante qualidade de água do mar

In Público (2/6/2010)
Por Luís Filipe Sebastião


«A Câmara de Cascais assegura que todas as praias do concelho apresentam, pela primeira vez, uma qualidade excelente das águas do mar. A garantia surge na mesma altura em que a associação ambientalista Quercus refere que duas zonas balneares de Cascais foram desclassificadas, mas o município explica que esta despromoção está ultrapassada.

Segundo a Quercus, as praias da Conceição e da Rainha deixaram de figurar entre as zonas balneares de 2010, por causa dos maus resultados de análises à qualidade das águas realizados em 2009. O vereador do Ambiente na Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, explicou que o Ministério do Ambiente autorizou as concessões balneares naquelas duas praias, face aos bons resultados das últimas análises às águas, desde Março de 2010.

O autarca adianta que, desde essa altura, todas as praias apresentam qualidade "excelente", exceptuando os casos pontuais de uma análise em Carcavelos e outra na Parede que, em Abril, deram qualidade "aceitável". A reabilitação da ribeira das Vinhas permitiu acabar com a poluição das praias da vila, entre as quais a dos Pescadores, interdita a banhos há uma década. A autarquia recusou candidatar-se à bandeira azul e vai afixar os resultados das análises nas praias.»

Tuesday, June 01, 2010

Mais de uma centena recolheu em Cascais uma tonelada de lixo deixado no mar

In Público (1/6/2010)


«Mais de uma centena de mergulhadores e voluntários participaram no passado fim-de-semana, em Cascais, numa iniciativa para limpar o fundo do mar, tendo recolhido cerca de uma tonelada de resíduos.

Com metade do lixo recolhido em relação ao ano anterior, em que foram recolhidas 2100 toneladas, a iniciativa deste ano do Clean up the Atlantic conseguiu recolher cerca de uma tonelada de entulho. A iniciativa atraiu muitos turistas curiosos que paravam na baía de Cascais para ver o que se passava, tal era a quantidade de pessoas preocupadas em recolher, pesar e separar o lixo que era extraído do fundo do mar em frente à praia dos Pescadores.

Sapatos abandonados, óculos de sol, um grelhador eléctrico, uma bateria de carro, pneus, latas de alimentos e equipamentos de pesca foram alguns dos objectos encontrados no fundo do mar.

Promovida pela agência municipal Cascais Atlântico, Grupo Ecológico de Cascais e ProjectMar, a iniciativa visa, segundos os organizadores, "alertar e sensibilizar a opinião pública para a problemática da poluição marítima e todos os problemas daí resultantes, removendo a maior quantidade de lixo possível do meio marinho, e incentivar a prática de mergulho em Cascais".»