Friday, April 01, 2011

ÁRVORES DE SINTRA

Chegado por e-mail:

«Boa noite,
Ponto da situação em Sintra:
Em Colares terminou recentemente a intervenção da EP, através da empresa "Rapamato" está irreconhecivel!
Na Estrada que liga Colares a Galamares, foram abatidos vários plátanos.
A semana passada começou a intervenção na Vila Velha de Sintra:
http://riodasmacas.blogspot.com/2011/03/intervencao-da-estradas-de-portugal-nas.html
Só amanhã é que tenho a avaliação dessa intervenção.
Por Sintra continuam as podas camarárias:
http://riodasmacas.blogspot.com/2011/04/arvores-sem-primavera.html
Informações que recebi indicam que ue teriam sido abatidos na última sexta-feira dezenas de pinheiros de grande porte, ao longo da estrada que liga a Lagoa Azul ao cruzamento para a barragem do Rio da Mula. .
Abraços
Pedro Macieira»

...

País F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O!

Monday, March 28, 2011

O Cruzeiro no «Ruin'Arte»


«O Centro Comercial Cruzeiro entrou na história por ter sido o primeiro shopping de Portugal. O seu nome foi não poderia ter sido outro, e foi assim baptizado por estar rigorosamente localizado na intercepção das freguesias do Estoril, Cascais e Alcabideche, por ser também ali o ponto em que os aviões se encaminham para as suas rotas internacionais e por os seus promotores se chamarem Cruz. [...]»


Assim começa o post de Gastão Brito e Silva dedicado ao Cruzeiro. Obrigado, «Ruin'Arte»

Friday, March 25, 2011

Petição/Parede: atravessamento da linha em passagem com rampas

Chegado por e-mail:


«Olá

Criei a petição que abaixo reproduzo, para apresentar à CM Cascais.
Tem o objectivo de pedir a transformação de uma passagem superior existente, que hoje apenas tem escadas, de modo a dotá-la de rampas e assim facilitar o atravessamento.

Se concordar, assine e divulgue.

Obrigado

JP


http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8156

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Atravessamento pedonal da linha férrea em rampa
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Ao Ex.mo Senhor Presidente da Câmara de Cascais


Na Rua Dr. Câmara Pestana, na Parede, existe sobre a linha férrea uma passagem superior com escadas (ver localização: http://tinyurl.com/CamaraPestana). Esta passagem impossibilita ou dificulta o atravessamento por pessoas idosas ou com dificuldades, carros de bebés ou de rodas, e bicicletas.

Na zona sul da linha existem diversos pontos de interesse, tais como o Parque do Junqueiro, a Praia de Carcavelos ou o centro comercial. Do lado norte existem escolas, o centro da Parede ou o Clube Nacional de Ginástica.
Este atravessamento da linha reveste-se assim de grande interesse, sendo utilizada por muitas pessoas nos dois sentidos.

Note-se ainda a inexistência próxima de outras passagens sem escadas: para o lado de Carcavelos, apenas se pode atravessar na Estação. Para o lado da Parede, é quase outra tanta distância, até ao viaduto rodoviário sob a linha (Rua Amadeu Duarte). Há assim um grande troço da linha férrea em que só é possível atravessar a linha por meio de escadas.

As zonas limítrofes são densamente povoadas, prevendo-se ainda que a população aumente bastante com a construção na zona do antigo Bairro das Marianas. A linha é uma divisão artificial do território, que importa mitigar com a existência de atravessamentos com elevado grau de acessibilidade para todos.

Em função do exposto acima, vimos solicitar a V.ª Exª que, em nome da Câmara Municipal de Cascais e juntamente com a REFER, desenvolva esforços no sentido de dotar esta zona de um atravessamento da linha em rampa, se possível inferior, porque teria menos inclinação, mas, se o espaço disponível não o permitir, adaptando a actual passagem superior.

Atentamente

Parede, 24 de Março de 2011


Os signatários
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Wednesday, March 16, 2011

Deliberações da reunião de CMC (9.3.01)

De entre as que nos chegaram por via dos serviços da CMC, realça:


«1. Determinar a elaboração de um estudo e projecto para readaptação do antigo Pavilhão da Fruta do Mercado de Cascais, bem como a realização de um trabalho de reposicionamento e rebranding do Mercado Municipal de Cascais, num investimento global de € 34.790,00.

Beneficiado por diversas interveções nos últimos anos, o Mercado Municipal de Cascais será agora alvo da readaptação do Pavilhão da Fruta, espaço que será melhorado ao nível das infraestruturas de água, saneamento, electricidade, telecomunicações, climatização e ventilação. Mais abrangente, o projecto de reposicionamento e rebranding do Mercado Municipal de Cascais visa tomar este espaço mais funcional, competitivo e permeável a outras valências e actividades, posicionando-o no centro da vida urbana, embora mantendo o seu carácter tradicional.»

Corte de pinheiros no centro de Cascais/resposta da CMC


Chegada há dias, do Gabinete da Presidência, a cópia ao pedido de esclarecimentos da Quercus a partir do alerta dado há 2 posts:


«Exma. Sra.


Reportando-nos ao V. pedido de esclarecimento relativo à reclamação em assunto, encarrega-me o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais de informar o seguinte:

Os pinheiros encontravam-se em propriedade privada, alvo de um processo de notificação do proprietário em 2010, para a remoção/limpeza dos exemplares mortos e com ramos secos, pendentes para a via, em risco de queda iminente para a via pública, com ângulo de queda evidente para a faixa de rodagem, podendo provocar danos em pessoas e bens.
A intervenção efectuada, foi solicitada pela Protecção Civil Municipal de Cascais;
Configurou o abate de 2 exemplares que se encontravam mortos, com ramagens partidas pelo vento e também eles em risco iminente de queda para a via pública

Dado que se trata de uma propriedade particular, deverá a QUERCUS questionar os proprietários da mesma sobre a data e forma de substituição dos exemplares que por questões de segurança foram removidos, nos moldes acima referidos.

Nota: seguem em anexo o pedido de intervenção do SMPC de Cascais e fotos da mesma.

Sem outro assunto, subscrevo-me com os melhores cumprimentos

Att.,

João Salgado
Chefe de Gabinete do Presidente
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Friday, March 11, 2011

Centro de Saude de Cascais

Fui hoje, dia 11 de Março de 2011 pelas 11:10, ao Centro de Saúde de Cascais, renovado após as obras de beneficiação, para marcar uma consulta e pedir uma receita. Quando lá cheguei fui informado pelo segurança que tinha de tirar uma senha de chamada. É normal! O que não é normal é a senha estar apenas com o papel enrolado num fio que está preso no corrimão de uma escada que dá acesso aos pisos superiores. Tirei a senha nº. B55. Após algum tempo verifiquei que não existia nenhum painel indicativo do numero de espera. Verifiquei também que era o segurança ou outro funcionário que vinha á sala de espera chamar pelo numero “x”. Como a diferença entre o numero que tirei e o que estava a ser chamado era grande, cerca de 22, dirigi-me ao segurança e solicitei o nº. de telefone para poder marcar a consulta. Fui informado por ele que o CSC não tinha ainda os telefones ligados. Só lá para 4ª.f da semana seguinte. Era um problema com a PT.
Afinal que serviço é este?
Um Centro de Saúde abre sem ter as condições necessárias, tanto para utentes como para funcionários? Era notório a insatisfação de alguns funcionários com a situação. É claro que pedi o Livro de Reclamações. Mas pergunto? Não seria normal “aguentar” mais um pouco nas instalações do antigo H. Cascais, já que funcionavam em regime temporário, do que abrir com “Pompa” umas instalações sem condições mínimas de atendimento ao público?

Wednesday, March 09, 2011

Corte de pinheiros no centro de Cascais




Chegado por e-mail:

«No centro de Cascais na Av. Bartolomeu Dias, estes 4 pinheiros adultos dos poucos que ainda restam, do antigo pinhal da Guia, foram cortados num acção de limpeza. Os jardineiros cortaram assim o mal pela raiz. As árvores sujam ... cortam-se as árvores. Até quando vamos assistir nas nossas vilas e cidades a este massacre das árvores ? Será que estes senhores ainda não perceberam que as árvores são bens públicos que não lhes pertencem e que a única coisa que lhes pertence é tratar delas e preservá-las para que todos nós, presentes e futuros possamos usufruir delas.
Teresa
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Monday, February 28, 2011

Hotel Miramar, recordar é viver (*)


Foto recebida por e-mail.


(*) Depois de várias chamadas de atenção, fica a correcção devida:

Esta foto que nos foi enviada não tem que ver com o defunto HOTEL MIRAMAR mas com o primeiro Casino do Estoril no lote actualmente ocupado pelo horroso edifício Eden. Fica feita a correcção. Obrigado aos leitores atentos;-)

Prémio para Museu Paula Rego

Sunday, February 20, 2011

Mar provoca estragos ao longo do paredão na Linha de Cascais

In Público (20/2/2011)
Por Lusa

«O estado do mar agravou hoje de madrugada os estragos provocados nos últimos dias pela forte agitação marítima, na Linha de Cascais, com danos no paredão e num restaurante, disse à Lusa fonte da Polícia Marítima.
Ao longo do paredão, há danos no pavimento e nas estruturas metálicas junto às rochas (Bruno Rascão (arquivo))

“Esta noite tivemos uma maré muito grande e destruiu ainda mais”, afirmou a fonte da Polícia Marítima de Cascais, referindo-se aos danos causados pelas ondas na zona do Estoril, nomeadamente no Tamariz.

“Toda a zona do paredão foi muito fustigada”, acrescentou, relatando também danos frente ao hotel “Mirage”, em Cascais.

Carcavelos também não escapou à forte ondulação, que partiu vidros do restaurante “Pastorinha”, indicou a mesma fonte.

Ao longo do paredão, há danos no pavimento e nas estruturas metálicas junto às rochas, onde o mar chega a arrastar pedras de grande peso e vedação em dias de mau tempo.»

Wednesday, February 09, 2011

ICNB limita intervenção com fogo em Sintra-Cascais

In Público (9/2/2011)
Por Luís Filipe Sebastião


«A Protecção Civil de Cascais realizou anteontem uma acção de fogo controlado na serra de Sintra, integrada na estratégia de defesa da floresta contra incêndios florestais. Mas a intervenção foi limitada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) apenas a uma parcela de terreno, na sequência de críticas de moradores que alertaram para os riscos ambientais e paisagísticos da iniciativa.

Segundo conta o vereador da Protecção Civil, Pedro Mendonça (CDU), o uso de fogo controlado na encosta da Peninha, no perímetro do Parque Natural de Sintra-Cascais, abrangia seis parcelas de terreno florestal, num total de 19 hectares. A acção, analisada na Comissão Municipal de Defesa da Floresta, acabou por ser reduzida a quatro parcelas. Os 11 hectares de terreno foram preparados, incluindo a abertura de caminhos para facilitar o acesso de bombeiros, mas na sexta-feira o ICNB informou a autarquia que apenas autorizava o uso de fogo controlado numa das parcelas.

"Aceitámos a decisão porque se trata de uma área do parque natural. Mas lamentamos porque só prova que os representantes do ICNB na comissão não estão mandatados para assumir as suas decisões", comenta Pedro Mendonça, acrescentando que "fica comprometida a estratégia de defesa do património e da segurança das populações da serra de Sintra contra os fogos florestais". O autarca nota que a acção é realizada por especialistas e visa reduzir os riscos de incêndio, apontando a intervenção realizada, sem qualquer polémica, no ano passado em 4,8 ha.

Entre moradores da Malveira da Serra, a intervenção suscitou receios, uma vez que aquela zona perto do mar está exposta a mudanças bruscas de vento. Quem será responsável, perguntava-se numa mensagem na Internet, "pelos danos ambientais e estéticos", como ainda por outros, caso as chamas fiquem fora de controlo?

A associação ambientalista Quercus questionou, em Janeiro, se foi requerido parecer prévio para a operação. O ICNB confirmou a aprovação na comissão e que acompanhou os trabalhos de preparação das faixas para o "fogo técnico", não tendo sido detectado espécies botânicas de elevado risco como a Armeria pseudarmeria, uma flor endémica ameaçada. Medidas de salvaguarda foram adoptadas para carvalhos e pinheiros, cabendo à agência municipal Cascais Natura um estudo sobre os efeitos desta técnica na área protegida.»

Monday, February 07, 2011

Incêndios na Peninha

Chegado por e-mail:


«Exmos. Senhores

MUITO URGENTE

Fomos informados que está previsto para hoje iniciar os incêndios na encosta da Peninha.

Apesar de toda a oposição da população da Malveira da Serra , as entidades insistem nesta politica de confronto e destruiçao, apoiadas em decisões tomadas à revelia dos verdadeiros interessados.

Onde se esperava dialogo há apenas arrogância e altivez.

COMO É POSSÍVEL ESTE ATAQUE AO LEGADO CULTURAL PORTUGUÊS?

Como se pode incendiar o Parque Natural Sintra-Cascais em nome de decisões politicas obscuras, duvidosas e mal explicadas?


Será que ainda vamos assistir á demoliçao preventiva dos Jerónimos para evitar que o proximo terramoto os destrua?

Como podem os politicos (cada vez mais descredibilizados aos olhos da população) prosseguir nesta caminhada cada vez mais afastada do que deveria ser o seu verdadeiro objectivo, o serviço publico?


J. Contreiras
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Friday, February 04, 2011

Manifestação a favor das Rampas na Estação de S. João do Estoril

«Caro Sr.(a) Jornalista


A AMQC, vai, no dia 8 de Fevereiro, entre as 16.30h e as 19.00h, realizar uma Recolha Pública de Assinaturas e Proceder ao Encerramento do Abaixo-Assinado “Pela Criação de Rampas de Acesso à Passagem Inferior Pedonal da Nova Estação de S. João do Estoril.", junto à Estação de S. João do Estoril.

Este Acto terá a participação dos Moradores da Quinta da Carreira, e será a forma de demonstrar o total repúdio pela inflexibilidade da REFER, em cumprir o estipulado por Lei.

Contamos com a sua presença.

Contactos:
Carlos Guimarães: 93 414 21 81
e-mail: amqc@amqc.org

Sem mais,

Carlos Guimarães
(Presidente da Direcção da AMQC)
Avenida Mariano Cirilo de Carvalho, CUBO AMQC
S. João do Estoril
2765-494 Estoril
Tel: 214 688 075
direccao@amqc.org
www.amqc.org
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Moradores contra plano para Monte Estoril


In Público (5/2/2011)
Por Luís Filipe Sebastião

«Instituto que gere património arquitectónico considera que teria sido uma "mais-valia" fazer uma avaliação de impactes ambientais, que a autarquia de Cascais preferiu dispensar

Estoril-Sol assume projecto marcante
O que cabe no? plano de pormenor

O plano de pormenor para a reestruturação urbanística do terreno do Hotel Miramar, no Monte Estoril, recebeu apenas três participações na discussão pública. A associação de moradores e o movimento cívico Cidadania Cascais consideram que a construção de um novo hotel, com uma centena de quartos, rompe com o enquadramento urbanístico e arquitectónico da zona e reclamam uma avaliação dos impactes ambientais.

A proposta de plano que admite uma nova unidade hoteleira no Monte Estoril esteve em discussão pública entre Novembro e Dezembro. No terreno ocupado com a ruína do Hotel Miramar é proposto um novo edifício, com dois pisos em cave e dois acima do solo. A câmara decidiu, em 2009, isentar o plano de avaliação am- biental estratégica, por se tratar de um pequeno quarteirão e não se vislumbrarem efeitos significativos na envolvente.

Opinião diferente é defendida pelo Cidadania Cascais. Na discussão pública, este movimento cívico defendeu que o plano "impunha que houvesse uma avaliação ambiental", uma vez que o mesmo "acarretará uma série de fortes e irreversíveis externalidades negativas". Isto quanto ao "forte impacto negativo a nível local no que se refere ao equilíbrio ur- banístico da zona", à circulação de pessoas e automóveis, e "ao sombreamento das moradias vizinhas e ao ruído".

Os subscritores do documento - entre os quais Paulo Ferrero, Pedro Canelas e José d"Encarnação - lamentam que a câmara nada tenha feito em 35 anos pela reconstrução do antigo hotel Miramar e opte por "um plano de pormenor para o local em vez de promover um projecto de reabilitação do Miramar, que conservasse as ruínas e respeitasse a envolvente" - um Monte Estoril "revivalista e romântico, feito de moradias, arvoredo, ruas pacatas e silêncio", procurado pelos turistas nos finais do século XIX. O plano de pormenor, acusam, é "um meio de contornar o Plano Director Municipal [PDM]", que nunca permitiria um projecto com tal "impacte visual e volume de construção".


Ameaças com tribunal


Para o Cidadania Cascais, a média da cércea envolvente admitida no plano não pode levar em conta o prédio de oito pisos vizinho à antiga pensão Boaventura, "pois trata-se de um edifício de génese ilegal" alvo de um processo em tribunal. Por outro lado, uma unidade de 105 quartos, com estacionamento subterrâneo para 72 viaturas, numa zona de vivendas, "não é, de maneira nenhuma, um "hotel de charme"". Nesse sentido, avisam que, se nada mudar, tudo farão para o travar, incluindo "os meios judiciais".

"É bom de ver que a estética "byrneniana" no concelho de Cascais não tem primado, a nosso ver, pelo "charme" e este é mais um exemplo disso, quando tudo recomendava que os maus exemplos não seriam para repetir", salienta, por seu turno, a Associação de Moradores do Monte Estoril, aludindo ao arrojo de Gonçalo Byrne no polémico empreendimento Estoril-Sol Residence, que substituiu o antigo hotel junto à Marginal. O parecer lamenta que nada tenha sido feito para salvar da ruína, desde 1975, aquele que antes foi o antigo Casino Internacional, "um dos expoentes máximos do turismo de finais do século XIX e princípios do século XX na "Riviera portuguesa"".

Os moradores sublinham que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico - sem contestar a decisão camarária - entendeu que, pelas características do plano, "teria sido uma mais-valia proceder a uma avaliação ambiental de impactes". E que alertou para "a eventual perda de privacidade dos edifícios vizinhos", com "o sistema de vistas e com o ensombramento a acautelar na fase de projecto". A associação também ameaça recorrer "às instâncias judiciais" para travar o projecto.

Antes de suspender o mandato de presidente da autarquia de Cascais, António Capucho, confirmou que foram recebidas três participações na discussão pública (uma de um cidadão, outra da associação de moradores e uma do movimento cívico), o que, na sua opinião, "revela que o projecto está longe de configurar uma situação polémica". As considerações do Cidadania Cascais são classificadas pelo autarca social-democrata - que suspendeu funções por razões de saúde - como "despropositadas e desprovidas de fundamento, embora se reconheça o direito de discordarem do projecto por razões estéticas".

António Capucho justificou que a isenção de avaliação de impactes foi precedida de consulta à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que não detectou "factores ambientais relevantes susceptíveis de serem críticos" para a elaboração do plano.

O autarca argumentou ainda que se o terreno estivesse classificado no PDM como de uso turístico, em vez de urbanizável de baixa e alta densidade - como é o caso -, não seria pre- ciso qualquer plano e "a câmara li- mitar-se-ia a um simples processo de licenciamento do projecto de arquitectura". E remata: "O novo hotel será de qualidade (quatro estrelas ou superior) e adequado às mais rigorosas exigências de sustentabilidade ambiental, eficiência energética e de serviço, existentes à data, incorporando os elementos construídos que foi possível salvaguardar da ruína do antigo Hotel Miramar".»

Saturday, January 29, 2011

António Capucho sai de cena "orgulhoso" mas lamenta discriminação do Governo

In Público (29/1/2011)
Por Marisa Soares

«Carlos Carreiras, vice-presidente da câmara, assume a presidência e promete trabalhar até 2013. Autarca deixa o cargo de conselheiro de Estado à disposição de Pedro Passos Coelho

O senhor que se segue
Balanço do Cidadania Cascais

A decisão foi tomada no final de 2010, mas António Capucho preferiu deixar passar as eleições presidenciais para a anunciar: o presidente da Câmara de Cascais confirmou ontem que vai suspender o mandato a partir de terça-feira, por razões "de natureza estritamente pessoal". Ao mesmo tempo, vai colocar o cargo de conselheiro de Estado à disposição de Pedro Passos Coelho. "Esse é o lugar do líder da oposição", explicou.

Na comemoração dos nove anos à frente do executivo de Cascais, António Capucho explicou que suspende o mandato por um ano, a partir de 1 de Fevereiro. O autarca, de 66 anos, alega que deixou de reunir "as condições físicas e anímicas para o exercício eficaz de funções a tempo inteiro tão absorventes e desgastantes".

Apesar de poder regressar, em qualquer altura, o social-democrata diz que a sua recuperação em tempo útil é "improvável" e que, por isso, não tenciona voltar, "salvo em condições excepcionais". A decisão só agora foi tornada pública, esclareceu, por considerar "perturbador" fazê-lo durante a campanha de Cavaco Silva à Presidência da República.


As "afrontas" do Governo

O líder da coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP) fez um balanço positivo de nove anos de governação, mas sublinhou a "discriminação e desconsideração" de que Cascais tem sido alvo por parte do Governo, principalmente nos últimos três anos. A extinção da Junta de Turismo da Costa do Estoril, a suspensão dos investimentos na linha ferroviária de Cascais e a cativação das contrapartidas do Casino do Estoril foram algumas das "afrontas" apontadas. Só nas receitas do jogo, a câmara perdeu 12 milhões de euros em 2010.

Apesar de tudo,Capucho sai "orgulhoso" do trabalho feito. A aposta na cultura foi uma das suas marcas, com a inauguração da Casa das Histórias Paula Rego, em 2009. Na área social, concluiu a demolição das barracas no concelho, no antigo bairro do Fim do Mundo. No actual mandato, tutelava o Planeamento, Urbanismo, Turismo, Trânsito, Assuntos Jurídicos e Polícia Municipal, competências que devem ser assumidas pelo vice-presidente, Carlos Carreiras. Este tenciona agora "homenagear" o seu antecessor, "trabalhando ao longo dos próximos três anos" em prol dos objectivos traçados pela coligação.

António Capucho afasta-se mas não sairá completamente de cena. Está disponível para integrar as listas da Viva Cascais para a assembleia municipal e para a Assembleia de Freguesia do Estoril nas próximas autárquicas. "A nível nacional, vou acompanhar [a política] um bocadinho à distância, a não ser que me convidem para dar apoio a Passos Coelho. Aí estarei disponível".

Nos últimos 30 anos, António Capucho foi secretário-geral do PSD, deputado, ministro da Qualidade de Vida e dos Assuntos Parlamentares, secretário de Estado, líder do grupo parlamentar e deputado europeu. Suspende, para já, a vida de autarca, indisponível para se candidatar em qualquer outro concelho, apesar dos convites.»

...

É suspensão ou renúncia? Se for a última, então que se seja frontal e convoque-se eleições antecipadas ou intercalares para a Presidência. Caso contrário é tratar quem votou na coligação como incapaz. Pensei que esse tipo de fazer política já tivesse sido banido do país, mas parece que não.

Friday, January 28, 2011

Das deliberações da Reunião da CMC (24.1)

Realce para:


«1. Aprovar o Relatório de Caracterização e Diagnóstico do Plano de Pormenor para a Área de Intervenção Específica da Atrozela e correspondente envio ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Fruto de diversas reuniões entre a Câmara Municipal, a equipa do plano e as diferentes entidades públicas com interesses na área de intervenção do plano, o presente relatório pretende efectuar uma síntese da caracterização da zona do Plano de Pormenor em causa, salientando os principais aspectos a ter em conta na definição futura das estratégias de intervenção. Entre os factores identificados como tendo contribuído para a descaracterização do local como aglomerado populacional estão o progressivo abandono a que a área do PP se encontra dotada, em resultado da barreira física constituída pela Auto-Estrada (A16), bem como a desactivação das unidades industriais e a ausência de população fora das horas de ponta.»

Thursday, January 27, 2011

Capucho suspende mandato por um ano por razões de saúde

In 27.01.2011 - 19:09 Por Lusa, PÚBLICO

«António Capucho decidiu suspender por um ano o seu mandato de presidente da Câmara Municipal de Cascais por razões de saúde, avançou o presidente do PSD. Pedro Passos Coelho disse não querer tirar do ponto de vista político consequências da decisão do autarca.


António Capucho fala amanhã à tarde da sua situação na câmara (Foto: Nuno Ferreira Santos/arquivo)

“O doutor António Capucho anunciou que ia suspender por um ano a sua actividade como presidente da câmara de Cascais. Creio que há razões de saúde que estão muito envolvidas com essa sua decisão e que eu não posso senão respeitar”, declarou Passos Coelho, que falava no final de uma visita à empresa Cisco Systems, em Oeiras.

O presidente do PSD disse julgar que António Capucho se manterá nas suas funções de conselheiro de Estado. Quanto à suspensão do seu mandato autárquico, manifestou o desejo de que António Capucho se restabeleça rapidamente em termos de saúde. “E não quero do ponto de vista político estar a tirar outras consequências de uma decisão que ele anunciou sem nenhuma outra intenção política que não seja a de se restabelecer”, acrescentou.

Os partidos da oposição do executivo municipal de Cascais (PSD/CDS) já reagiram à notícia dizendo não estarem “nada surpreendidos” com a suspensão do mandato de António Capucho, sublinhando que “a informação já corria há muito tempo”.

O líder do PS Cascais, Alípio Magalhães, afirmou que a notícia “não é nada surpreendente”. Também o eleito municipal pelo Bloco de Esquerda, Luís Castro, afirmou que a notícia “não é grande novidade”. A reacção foi semelhante por parte da deputada do PCP, Hélia Wanzeller. “Não fico nada surpreendida. O doutor Capucho quer dar espaço para que o doutor Carreiras comece a ganhar terreno”, disse.

A confirmar-se a suspensão de funções de Capucho, deverá passar a integrar o executivo Nuno Piteira Lopes, actualmente o director municipal de Finanças. Contactada pelo PÚBLICO, o gabinete da presidência da autarquia limitou-se a informar que António Capucho “não confirma nem desmente a informação veiculada para já”, e que o assunto será amanhã abordado, às 18h, no auditório da Boa Nova, na Galiza, Estoril.

António Capucho, eleito nas últimas eleições pelo terceiro mandato consecutivo, garantindo sempre ao PSD maioria absoluta, é responsável pelos pelouros de Planeamento, Urbanismo, Turismo, Trânsito, Assuntos Jurídicos e Polícia Municipal.

O executivo municipal é composto por cinco vereadores eleitos pelo PSD (uma vereadora como independente) e dois pelo CDS-PP, três vereadores do PS e um pela CDU.»

...

Mau, Brites...