Tuesday, April 26, 2011

E como seria bom que o Cruzeiro fosse o seu ninho



Assim se pusesse de lado a gula construtiva e BPI e CMC se entendessem quanto à necessidade de preservação do Centro Comercial Cruzeiro, o qual não pode ir abaixo só porque um presidente de câmara não gosta dele.

Wednesday, April 20, 2011

S.O.S. Monte Estoril


Caro(a) Amigo(a)


O Movimento S.O.S. Monte Estoril, pela voz dos responsáveis pela Associação de Moradores do Monte Estoril (AMME), acaba de ser oficialmente apresentado à comunicação social e de tornar público um abaixo-assinado dirigido à Câmara Municipal de Cascais, a Assembleia Municipal de Cascais e à Sociedade Estoril-Sol, solicitando à autarquia o arquivamento do “Plano de Pormenor para a Reestruturação Urbanística do Terreno do Hotel Miramar”, mandado elaborar por aquela sociedade, e entretanto já com o parecer positivo da Câmara Municipal de Cascais; o qual, a ser executado irá destruir definitivamente o Monte Estoril.

Este Movimento de contestação, do qual faz parte igualmente o Cidadania Csc, entre outros movimentos e associações, conta já com a adesão de muitos cidadãos preocupados com o que poderá efectivamente acontecer no coração do Monte Estoril, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa (1º subscritor do abaixo-assinado), Raquel Henriques da Silva (2º), André Gonçalves Pereira (3º), Carlos Pimenta (4º), Eugénio Sequeira (5º), Daniel Proença de Carvalho (6º), Rita Ferro (7º), João Carlos Espada (8º), Isabel Magalhães (9º), Pedro Feist (10º), Filipe Soares Franco (11º), Alípio Dias (12º), Manuel Pinto Barbosa (13º) entre muitos outros.

Para que este Movimento cumpra integralmente o seu objectivo é vital que o abaixo-assinado agora divulgado publicamente alcance um número significativo de assinaturas.

É nesse sentido que lhe solicitamos o seu Não à destruição definitiva do Monte Estoril, assinando e divulgando o abaixo assinado disponível em http://www.gopetition.com/petition/43663.html
Obrigado.


Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Diogo Pacheco de Amorim e Zeca Ravara




Fotomontagem c/sobreposição de plantas, do antes e do que será depois

Friday, April 08, 2011



...

Pode ser que esteja enganado mas a maioria são empresas de consultadoria. Bah!

Friday, April 01, 2011

ÁRVORES DE SINTRA

Chegado por e-mail:

«Boa noite,
Ponto da situação em Sintra:
Em Colares terminou recentemente a intervenção da EP, através da empresa "Rapamato" está irreconhecivel!
Na Estrada que liga Colares a Galamares, foram abatidos vários plátanos.
A semana passada começou a intervenção na Vila Velha de Sintra:
http://riodasmacas.blogspot.com/2011/03/intervencao-da-estradas-de-portugal-nas.html
Só amanhã é que tenho a avaliação dessa intervenção.
Por Sintra continuam as podas camarárias:
http://riodasmacas.blogspot.com/2011/04/arvores-sem-primavera.html
Informações que recebi indicam que ue teriam sido abatidos na última sexta-feira dezenas de pinheiros de grande porte, ao longo da estrada que liga a Lagoa Azul ao cruzamento para a barragem do Rio da Mula. .
Abraços
Pedro Macieira»

...

País F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O!

Monday, March 28, 2011

O Cruzeiro no «Ruin'Arte»


«O Centro Comercial Cruzeiro entrou na história por ter sido o primeiro shopping de Portugal. O seu nome foi não poderia ter sido outro, e foi assim baptizado por estar rigorosamente localizado na intercepção das freguesias do Estoril, Cascais e Alcabideche, por ser também ali o ponto em que os aviões se encaminham para as suas rotas internacionais e por os seus promotores se chamarem Cruz. [...]»


Assim começa o post de Gastão Brito e Silva dedicado ao Cruzeiro. Obrigado, «Ruin'Arte»

Friday, March 25, 2011

Petição/Parede: atravessamento da linha em passagem com rampas

Chegado por e-mail:


«Olá

Criei a petição que abaixo reproduzo, para apresentar à CM Cascais.
Tem o objectivo de pedir a transformação de uma passagem superior existente, que hoje apenas tem escadas, de modo a dotá-la de rampas e assim facilitar o atravessamento.

Se concordar, assine e divulgue.

Obrigado

JP


http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8156

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Atravessamento pedonal da linha férrea em rampa
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Ao Ex.mo Senhor Presidente da Câmara de Cascais


Na Rua Dr. Câmara Pestana, na Parede, existe sobre a linha férrea uma passagem superior com escadas (ver localização: http://tinyurl.com/CamaraPestana). Esta passagem impossibilita ou dificulta o atravessamento por pessoas idosas ou com dificuldades, carros de bebés ou de rodas, e bicicletas.

Na zona sul da linha existem diversos pontos de interesse, tais como o Parque do Junqueiro, a Praia de Carcavelos ou o centro comercial. Do lado norte existem escolas, o centro da Parede ou o Clube Nacional de Ginástica.
Este atravessamento da linha reveste-se assim de grande interesse, sendo utilizada por muitas pessoas nos dois sentidos.

Note-se ainda a inexistência próxima de outras passagens sem escadas: para o lado de Carcavelos, apenas se pode atravessar na Estação. Para o lado da Parede, é quase outra tanta distância, até ao viaduto rodoviário sob a linha (Rua Amadeu Duarte). Há assim um grande troço da linha férrea em que só é possível atravessar a linha por meio de escadas.

As zonas limítrofes são densamente povoadas, prevendo-se ainda que a população aumente bastante com a construção na zona do antigo Bairro das Marianas. A linha é uma divisão artificial do território, que importa mitigar com a existência de atravessamentos com elevado grau de acessibilidade para todos.

Em função do exposto acima, vimos solicitar a V.ª Exª que, em nome da Câmara Municipal de Cascais e juntamente com a REFER, desenvolva esforços no sentido de dotar esta zona de um atravessamento da linha em rampa, se possível inferior, porque teria menos inclinação, mas, se o espaço disponível não o permitir, adaptando a actual passagem superior.

Atentamente

Parede, 24 de Março de 2011


Os signatários
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Wednesday, March 16, 2011

Deliberações da reunião de CMC (9.3.01)

De entre as que nos chegaram por via dos serviços da CMC, realça:


«1. Determinar a elaboração de um estudo e projecto para readaptação do antigo Pavilhão da Fruta do Mercado de Cascais, bem como a realização de um trabalho de reposicionamento e rebranding do Mercado Municipal de Cascais, num investimento global de € 34.790,00.

Beneficiado por diversas interveções nos últimos anos, o Mercado Municipal de Cascais será agora alvo da readaptação do Pavilhão da Fruta, espaço que será melhorado ao nível das infraestruturas de água, saneamento, electricidade, telecomunicações, climatização e ventilação. Mais abrangente, o projecto de reposicionamento e rebranding do Mercado Municipal de Cascais visa tomar este espaço mais funcional, competitivo e permeável a outras valências e actividades, posicionando-o no centro da vida urbana, embora mantendo o seu carácter tradicional.»

Corte de pinheiros no centro de Cascais/resposta da CMC


Chegada há dias, do Gabinete da Presidência, a cópia ao pedido de esclarecimentos da Quercus a partir do alerta dado há 2 posts:


«Exma. Sra.


Reportando-nos ao V. pedido de esclarecimento relativo à reclamação em assunto, encarrega-me o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais de informar o seguinte:

Os pinheiros encontravam-se em propriedade privada, alvo de um processo de notificação do proprietário em 2010, para a remoção/limpeza dos exemplares mortos e com ramos secos, pendentes para a via, em risco de queda iminente para a via pública, com ângulo de queda evidente para a faixa de rodagem, podendo provocar danos em pessoas e bens.
A intervenção efectuada, foi solicitada pela Protecção Civil Municipal de Cascais;
Configurou o abate de 2 exemplares que se encontravam mortos, com ramagens partidas pelo vento e também eles em risco iminente de queda para a via pública

Dado que se trata de uma propriedade particular, deverá a QUERCUS questionar os proprietários da mesma sobre a data e forma de substituição dos exemplares que por questões de segurança foram removidos, nos moldes acima referidos.

Nota: seguem em anexo o pedido de intervenção do SMPC de Cascais e fotos da mesma.

Sem outro assunto, subscrevo-me com os melhores cumprimentos

Att.,

João Salgado
Chefe de Gabinete do Presidente
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Friday, March 11, 2011

Centro de Saude de Cascais

Fui hoje, dia 11 de Março de 2011 pelas 11:10, ao Centro de Saúde de Cascais, renovado após as obras de beneficiação, para marcar uma consulta e pedir uma receita. Quando lá cheguei fui informado pelo segurança que tinha de tirar uma senha de chamada. É normal! O que não é normal é a senha estar apenas com o papel enrolado num fio que está preso no corrimão de uma escada que dá acesso aos pisos superiores. Tirei a senha nº. B55. Após algum tempo verifiquei que não existia nenhum painel indicativo do numero de espera. Verifiquei também que era o segurança ou outro funcionário que vinha á sala de espera chamar pelo numero “x”. Como a diferença entre o numero que tirei e o que estava a ser chamado era grande, cerca de 22, dirigi-me ao segurança e solicitei o nº. de telefone para poder marcar a consulta. Fui informado por ele que o CSC não tinha ainda os telefones ligados. Só lá para 4ª.f da semana seguinte. Era um problema com a PT.
Afinal que serviço é este?
Um Centro de Saúde abre sem ter as condições necessárias, tanto para utentes como para funcionários? Era notório a insatisfação de alguns funcionários com a situação. É claro que pedi o Livro de Reclamações. Mas pergunto? Não seria normal “aguentar” mais um pouco nas instalações do antigo H. Cascais, já que funcionavam em regime temporário, do que abrir com “Pompa” umas instalações sem condições mínimas de atendimento ao público?

Wednesday, March 09, 2011

Corte de pinheiros no centro de Cascais




Chegado por e-mail:

«No centro de Cascais na Av. Bartolomeu Dias, estes 4 pinheiros adultos dos poucos que ainda restam, do antigo pinhal da Guia, foram cortados num acção de limpeza. Os jardineiros cortaram assim o mal pela raiz. As árvores sujam ... cortam-se as árvores. Até quando vamos assistir nas nossas vilas e cidades a este massacre das árvores ? Será que estes senhores ainda não perceberam que as árvores são bens públicos que não lhes pertencem e que a única coisa que lhes pertence é tratar delas e preservá-las para que todos nós, presentes e futuros possamos usufruir delas.
Teresa
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Monday, February 28, 2011

Hotel Miramar, recordar é viver (*)


Foto recebida por e-mail.


(*) Depois de várias chamadas de atenção, fica a correcção devida:

Esta foto que nos foi enviada não tem que ver com o defunto HOTEL MIRAMAR mas com o primeiro Casino do Estoril no lote actualmente ocupado pelo horroso edifício Eden. Fica feita a correcção. Obrigado aos leitores atentos;-)

Prémio para Museu Paula Rego

Sunday, February 20, 2011

Mar provoca estragos ao longo do paredão na Linha de Cascais

In Público (20/2/2011)
Por Lusa

«O estado do mar agravou hoje de madrugada os estragos provocados nos últimos dias pela forte agitação marítima, na Linha de Cascais, com danos no paredão e num restaurante, disse à Lusa fonte da Polícia Marítima.
Ao longo do paredão, há danos no pavimento e nas estruturas metálicas junto às rochas (Bruno Rascão (arquivo))

“Esta noite tivemos uma maré muito grande e destruiu ainda mais”, afirmou a fonte da Polícia Marítima de Cascais, referindo-se aos danos causados pelas ondas na zona do Estoril, nomeadamente no Tamariz.

“Toda a zona do paredão foi muito fustigada”, acrescentou, relatando também danos frente ao hotel “Mirage”, em Cascais.

Carcavelos também não escapou à forte ondulação, que partiu vidros do restaurante “Pastorinha”, indicou a mesma fonte.

Ao longo do paredão, há danos no pavimento e nas estruturas metálicas junto às rochas, onde o mar chega a arrastar pedras de grande peso e vedação em dias de mau tempo.»

Wednesday, February 09, 2011

ICNB limita intervenção com fogo em Sintra-Cascais

In Público (9/2/2011)
Por Luís Filipe Sebastião


«A Protecção Civil de Cascais realizou anteontem uma acção de fogo controlado na serra de Sintra, integrada na estratégia de defesa da floresta contra incêndios florestais. Mas a intervenção foi limitada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) apenas a uma parcela de terreno, na sequência de críticas de moradores que alertaram para os riscos ambientais e paisagísticos da iniciativa.

Segundo conta o vereador da Protecção Civil, Pedro Mendonça (CDU), o uso de fogo controlado na encosta da Peninha, no perímetro do Parque Natural de Sintra-Cascais, abrangia seis parcelas de terreno florestal, num total de 19 hectares. A acção, analisada na Comissão Municipal de Defesa da Floresta, acabou por ser reduzida a quatro parcelas. Os 11 hectares de terreno foram preparados, incluindo a abertura de caminhos para facilitar o acesso de bombeiros, mas na sexta-feira o ICNB informou a autarquia que apenas autorizava o uso de fogo controlado numa das parcelas.

"Aceitámos a decisão porque se trata de uma área do parque natural. Mas lamentamos porque só prova que os representantes do ICNB na comissão não estão mandatados para assumir as suas decisões", comenta Pedro Mendonça, acrescentando que "fica comprometida a estratégia de defesa do património e da segurança das populações da serra de Sintra contra os fogos florestais". O autarca nota que a acção é realizada por especialistas e visa reduzir os riscos de incêndio, apontando a intervenção realizada, sem qualquer polémica, no ano passado em 4,8 ha.

Entre moradores da Malveira da Serra, a intervenção suscitou receios, uma vez que aquela zona perto do mar está exposta a mudanças bruscas de vento. Quem será responsável, perguntava-se numa mensagem na Internet, "pelos danos ambientais e estéticos", como ainda por outros, caso as chamas fiquem fora de controlo?

A associação ambientalista Quercus questionou, em Janeiro, se foi requerido parecer prévio para a operação. O ICNB confirmou a aprovação na comissão e que acompanhou os trabalhos de preparação das faixas para o "fogo técnico", não tendo sido detectado espécies botânicas de elevado risco como a Armeria pseudarmeria, uma flor endémica ameaçada. Medidas de salvaguarda foram adoptadas para carvalhos e pinheiros, cabendo à agência municipal Cascais Natura um estudo sobre os efeitos desta técnica na área protegida.»

Monday, February 07, 2011

Incêndios na Peninha

Chegado por e-mail:


«Exmos. Senhores

MUITO URGENTE

Fomos informados que está previsto para hoje iniciar os incêndios na encosta da Peninha.

Apesar de toda a oposição da população da Malveira da Serra , as entidades insistem nesta politica de confronto e destruiçao, apoiadas em decisões tomadas à revelia dos verdadeiros interessados.

Onde se esperava dialogo há apenas arrogância e altivez.

COMO É POSSÍVEL ESTE ATAQUE AO LEGADO CULTURAL PORTUGUÊS?

Como se pode incendiar o Parque Natural Sintra-Cascais em nome de decisões politicas obscuras, duvidosas e mal explicadas?


Será que ainda vamos assistir á demoliçao preventiva dos Jerónimos para evitar que o proximo terramoto os destrua?

Como podem os politicos (cada vez mais descredibilizados aos olhos da população) prosseguir nesta caminhada cada vez mais afastada do que deveria ser o seu verdadeiro objectivo, o serviço publico?


J. Contreiras
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Friday, February 04, 2011

Manifestação a favor das Rampas na Estação de S. João do Estoril

«Caro Sr.(a) Jornalista


A AMQC, vai, no dia 8 de Fevereiro, entre as 16.30h e as 19.00h, realizar uma Recolha Pública de Assinaturas e Proceder ao Encerramento do Abaixo-Assinado “Pela Criação de Rampas de Acesso à Passagem Inferior Pedonal da Nova Estação de S. João do Estoril.", junto à Estação de S. João do Estoril.

Este Acto terá a participação dos Moradores da Quinta da Carreira, e será a forma de demonstrar o total repúdio pela inflexibilidade da REFER, em cumprir o estipulado por Lei.

Contamos com a sua presença.

Contactos:
Carlos Guimarães: 93 414 21 81
e-mail: amqc@amqc.org

Sem mais,

Carlos Guimarães
(Presidente da Direcção da AMQC)
Avenida Mariano Cirilo de Carvalho, CUBO AMQC
S. João do Estoril
2765-494 Estoril
Tel: 214 688 075
direccao@amqc.org
www.amqc.org
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Moradores contra plano para Monte Estoril


In Público (5/2/2011)
Por Luís Filipe Sebastião

«Instituto que gere património arquitectónico considera que teria sido uma "mais-valia" fazer uma avaliação de impactes ambientais, que a autarquia de Cascais preferiu dispensar

Estoril-Sol assume projecto marcante
O que cabe no? plano de pormenor

O plano de pormenor para a reestruturação urbanística do terreno do Hotel Miramar, no Monte Estoril, recebeu apenas três participações na discussão pública. A associação de moradores e o movimento cívico Cidadania Cascais consideram que a construção de um novo hotel, com uma centena de quartos, rompe com o enquadramento urbanístico e arquitectónico da zona e reclamam uma avaliação dos impactes ambientais.

A proposta de plano que admite uma nova unidade hoteleira no Monte Estoril esteve em discussão pública entre Novembro e Dezembro. No terreno ocupado com a ruína do Hotel Miramar é proposto um novo edifício, com dois pisos em cave e dois acima do solo. A câmara decidiu, em 2009, isentar o plano de avaliação am- biental estratégica, por se tratar de um pequeno quarteirão e não se vislumbrarem efeitos significativos na envolvente.

Opinião diferente é defendida pelo Cidadania Cascais. Na discussão pública, este movimento cívico defendeu que o plano "impunha que houvesse uma avaliação ambiental", uma vez que o mesmo "acarretará uma série de fortes e irreversíveis externalidades negativas". Isto quanto ao "forte impacto negativo a nível local no que se refere ao equilíbrio ur- banístico da zona", à circulação de pessoas e automóveis, e "ao sombreamento das moradias vizinhas e ao ruído".

Os subscritores do documento - entre os quais Paulo Ferrero, Pedro Canelas e José d"Encarnação - lamentam que a câmara nada tenha feito em 35 anos pela reconstrução do antigo hotel Miramar e opte por "um plano de pormenor para o local em vez de promover um projecto de reabilitação do Miramar, que conservasse as ruínas e respeitasse a envolvente" - um Monte Estoril "revivalista e romântico, feito de moradias, arvoredo, ruas pacatas e silêncio", procurado pelos turistas nos finais do século XIX. O plano de pormenor, acusam, é "um meio de contornar o Plano Director Municipal [PDM]", que nunca permitiria um projecto com tal "impacte visual e volume de construção".


Ameaças com tribunal


Para o Cidadania Cascais, a média da cércea envolvente admitida no plano não pode levar em conta o prédio de oito pisos vizinho à antiga pensão Boaventura, "pois trata-se de um edifício de génese ilegal" alvo de um processo em tribunal. Por outro lado, uma unidade de 105 quartos, com estacionamento subterrâneo para 72 viaturas, numa zona de vivendas, "não é, de maneira nenhuma, um "hotel de charme"". Nesse sentido, avisam que, se nada mudar, tudo farão para o travar, incluindo "os meios judiciais".

"É bom de ver que a estética "byrneniana" no concelho de Cascais não tem primado, a nosso ver, pelo "charme" e este é mais um exemplo disso, quando tudo recomendava que os maus exemplos não seriam para repetir", salienta, por seu turno, a Associação de Moradores do Monte Estoril, aludindo ao arrojo de Gonçalo Byrne no polémico empreendimento Estoril-Sol Residence, que substituiu o antigo hotel junto à Marginal. O parecer lamenta que nada tenha sido feito para salvar da ruína, desde 1975, aquele que antes foi o antigo Casino Internacional, "um dos expoentes máximos do turismo de finais do século XIX e princípios do século XX na "Riviera portuguesa"".

Os moradores sublinham que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico - sem contestar a decisão camarária - entendeu que, pelas características do plano, "teria sido uma mais-valia proceder a uma avaliação ambiental de impactes". E que alertou para "a eventual perda de privacidade dos edifícios vizinhos", com "o sistema de vistas e com o ensombramento a acautelar na fase de projecto". A associação também ameaça recorrer "às instâncias judiciais" para travar o projecto.

Antes de suspender o mandato de presidente da autarquia de Cascais, António Capucho, confirmou que foram recebidas três participações na discussão pública (uma de um cidadão, outra da associação de moradores e uma do movimento cívico), o que, na sua opinião, "revela que o projecto está longe de configurar uma situação polémica". As considerações do Cidadania Cascais são classificadas pelo autarca social-democrata - que suspendeu funções por razões de saúde - como "despropositadas e desprovidas de fundamento, embora se reconheça o direito de discordarem do projecto por razões estéticas".

António Capucho justificou que a isenção de avaliação de impactes foi precedida de consulta à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que não detectou "factores ambientais relevantes susceptíveis de serem críticos" para a elaboração do plano.

O autarca argumentou ainda que se o terreno estivesse classificado no PDM como de uso turístico, em vez de urbanizável de baixa e alta densidade - como é o caso -, não seria pre- ciso qualquer plano e "a câmara li- mitar-se-ia a um simples processo de licenciamento do projecto de arquitectura". E remata: "O novo hotel será de qualidade (quatro estrelas ou superior) e adequado às mais rigorosas exigências de sustentabilidade ambiental, eficiência energética e de serviço, existentes à data, incorporando os elementos construídos que foi possível salvaguardar da ruína do antigo Hotel Miramar".»

Saturday, January 29, 2011

António Capucho sai de cena "orgulhoso" mas lamenta discriminação do Governo

In Público (29/1/2011)
Por Marisa Soares

«Carlos Carreiras, vice-presidente da câmara, assume a presidência e promete trabalhar até 2013. Autarca deixa o cargo de conselheiro de Estado à disposição de Pedro Passos Coelho

O senhor que se segue
Balanço do Cidadania Cascais

A decisão foi tomada no final de 2010, mas António Capucho preferiu deixar passar as eleições presidenciais para a anunciar: o presidente da Câmara de Cascais confirmou ontem que vai suspender o mandato a partir de terça-feira, por razões "de natureza estritamente pessoal". Ao mesmo tempo, vai colocar o cargo de conselheiro de Estado à disposição de Pedro Passos Coelho. "Esse é o lugar do líder da oposição", explicou.

Na comemoração dos nove anos à frente do executivo de Cascais, António Capucho explicou que suspende o mandato por um ano, a partir de 1 de Fevereiro. O autarca, de 66 anos, alega que deixou de reunir "as condições físicas e anímicas para o exercício eficaz de funções a tempo inteiro tão absorventes e desgastantes".

Apesar de poder regressar, em qualquer altura, o social-democrata diz que a sua recuperação em tempo útil é "improvável" e que, por isso, não tenciona voltar, "salvo em condições excepcionais". A decisão só agora foi tornada pública, esclareceu, por considerar "perturbador" fazê-lo durante a campanha de Cavaco Silva à Presidência da República.


As "afrontas" do Governo

O líder da coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP) fez um balanço positivo de nove anos de governação, mas sublinhou a "discriminação e desconsideração" de que Cascais tem sido alvo por parte do Governo, principalmente nos últimos três anos. A extinção da Junta de Turismo da Costa do Estoril, a suspensão dos investimentos na linha ferroviária de Cascais e a cativação das contrapartidas do Casino do Estoril foram algumas das "afrontas" apontadas. Só nas receitas do jogo, a câmara perdeu 12 milhões de euros em 2010.

Apesar de tudo,Capucho sai "orgulhoso" do trabalho feito. A aposta na cultura foi uma das suas marcas, com a inauguração da Casa das Histórias Paula Rego, em 2009. Na área social, concluiu a demolição das barracas no concelho, no antigo bairro do Fim do Mundo. No actual mandato, tutelava o Planeamento, Urbanismo, Turismo, Trânsito, Assuntos Jurídicos e Polícia Municipal, competências que devem ser assumidas pelo vice-presidente, Carlos Carreiras. Este tenciona agora "homenagear" o seu antecessor, "trabalhando ao longo dos próximos três anos" em prol dos objectivos traçados pela coligação.

António Capucho afasta-se mas não sairá completamente de cena. Está disponível para integrar as listas da Viva Cascais para a assembleia municipal e para a Assembleia de Freguesia do Estoril nas próximas autárquicas. "A nível nacional, vou acompanhar [a política] um bocadinho à distância, a não ser que me convidem para dar apoio a Passos Coelho. Aí estarei disponível".

Nos últimos 30 anos, António Capucho foi secretário-geral do PSD, deputado, ministro da Qualidade de Vida e dos Assuntos Parlamentares, secretário de Estado, líder do grupo parlamentar e deputado europeu. Suspende, para já, a vida de autarca, indisponível para se candidatar em qualquer outro concelho, apesar dos convites.»

...

É suspensão ou renúncia? Se for a última, então que se seja frontal e convoque-se eleições antecipadas ou intercalares para a Presidência. Caso contrário é tratar quem votou na coligação como incapaz. Pensei que esse tipo de fazer política já tivesse sido banido do país, mas parece que não.

Friday, January 28, 2011

Das deliberações da Reunião da CMC (24.1)

Realce para:


«1. Aprovar o Relatório de Caracterização e Diagnóstico do Plano de Pormenor para a Área de Intervenção Específica da Atrozela e correspondente envio ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Fruto de diversas reuniões entre a Câmara Municipal, a equipa do plano e as diferentes entidades públicas com interesses na área de intervenção do plano, o presente relatório pretende efectuar uma síntese da caracterização da zona do Plano de Pormenor em causa, salientando os principais aspectos a ter em conta na definição futura das estratégias de intervenção. Entre os factores identificados como tendo contribuído para a descaracterização do local como aglomerado populacional estão o progressivo abandono a que a área do PP se encontra dotada, em resultado da barreira física constituída pela Auto-Estrada (A16), bem como a desactivação das unidades industriais e a ausência de população fora das horas de ponta.»

Thursday, January 27, 2011

Capucho suspende mandato por um ano por razões de saúde

In 27.01.2011 - 19:09 Por Lusa, PÚBLICO

«António Capucho decidiu suspender por um ano o seu mandato de presidente da Câmara Municipal de Cascais por razões de saúde, avançou o presidente do PSD. Pedro Passos Coelho disse não querer tirar do ponto de vista político consequências da decisão do autarca.


António Capucho fala amanhã à tarde da sua situação na câmara (Foto: Nuno Ferreira Santos/arquivo)

“O doutor António Capucho anunciou que ia suspender por um ano a sua actividade como presidente da câmara de Cascais. Creio que há razões de saúde que estão muito envolvidas com essa sua decisão e que eu não posso senão respeitar”, declarou Passos Coelho, que falava no final de uma visita à empresa Cisco Systems, em Oeiras.

O presidente do PSD disse julgar que António Capucho se manterá nas suas funções de conselheiro de Estado. Quanto à suspensão do seu mandato autárquico, manifestou o desejo de que António Capucho se restabeleça rapidamente em termos de saúde. “E não quero do ponto de vista político estar a tirar outras consequências de uma decisão que ele anunciou sem nenhuma outra intenção política que não seja a de se restabelecer”, acrescentou.

Os partidos da oposição do executivo municipal de Cascais (PSD/CDS) já reagiram à notícia dizendo não estarem “nada surpreendidos” com a suspensão do mandato de António Capucho, sublinhando que “a informação já corria há muito tempo”.

O líder do PS Cascais, Alípio Magalhães, afirmou que a notícia “não é nada surpreendente”. Também o eleito municipal pelo Bloco de Esquerda, Luís Castro, afirmou que a notícia “não é grande novidade”. A reacção foi semelhante por parte da deputada do PCP, Hélia Wanzeller. “Não fico nada surpreendida. O doutor Capucho quer dar espaço para que o doutor Carreiras comece a ganhar terreno”, disse.

A confirmar-se a suspensão de funções de Capucho, deverá passar a integrar o executivo Nuno Piteira Lopes, actualmente o director municipal de Finanças. Contactada pelo PÚBLICO, o gabinete da presidência da autarquia limitou-se a informar que António Capucho “não confirma nem desmente a informação veiculada para já”, e que o assunto será amanhã abordado, às 18h, no auditório da Boa Nova, na Galiza, Estoril.

António Capucho, eleito nas últimas eleições pelo terceiro mandato consecutivo, garantindo sempre ao PSD maioria absoluta, é responsável pelos pelouros de Planeamento, Urbanismo, Turismo, Trânsito, Assuntos Jurídicos e Polícia Municipal.

O executivo municipal é composto por cinco vereadores eleitos pelo PSD (uma vereadora como independente) e dois pelo CDS-PP, três vereadores do PS e um pela CDU.»

...

Mau, Brites...

In Jornal da Região (25.1.2011)


Wednesday, January 26, 2011

Incêndios na Peninha

Chegado por e-mail:

«De: J Contreiras


Caros Amigos da Natureza

Já anteriormente manifestamos a nossa enorme preocupação pela intenção do Serviço de Protecção Civil de Cascais de efectuar incêndios na encosta sul da Peninha, no Parque Natural Sintra Cascais.

Preocupados com o assunto estão também os moradores desta belíssima região e querem desta forma protestar junto das entidades responsáveis e se oporem aquilo que consideram um verdadeiro atentado ambiental.

As bruscas mudanças das condições climáticas, caracteristicas desta região, nomeadamente com ventos súbitos fortíssimos, não permitem que se proceda a incêndios que podem ficar fora de controlo e provocar danos materiais, porventura ainda maiores do que aqueles que o projectado incêndio "preventivo" virá a infligir à fauna e flora do Parque.

Como se verifica pelas condições climáticas dos últimos dias, os ventos já praticamente anularam o efeito das chuvas anteriores e a mata já se encontra seca e com condições de espalhar rapidamente o incêndio muito para alem dos limites que supostamente seriam controláveis.

O incêndio servirá apenas para provocar danos ambientais e humanos, como o aumento das emissões de carbono para a atmosfera, a dispersão de cinzas potencialmente alérgicas com comprovados efeitos no aumento dos casos de asma e doenças cardio-vasculares, o efeito de estufa e acima de tudo a destruição de uma paisagem que existe intacta há milhares de anos mas que agora se vê ameaçada pela intervenção iluminada dos burocratas, que provavelmente nunca estiveram na Serra e decidem na secretária.

A questão que se põe é saber quem será responsável não só pelos danos ambientais e estéticos como ainda por aqueles danos que vierem a ocorrer caso o incêndio fique fora de controlo !!!

Os moradores desta região, bem como todos aqueles que defendem a natureza, esperam bom senso por parte de quem tutela este assunto, pois tanto erro dos decisores políticos e administrativos, tem infelizmente conduzido o nosso pais para a difícil situação em que se encontra.

Esperemos que não seja apenas mais um exemplo.....

Por favor divulguem, protestem e defendam os nossos direitos de viver a natureza tal qual ela existe !


Aqui vão os contactos dos responsáveis por esta acção: proteccao.civil@cm-cascais.pt pedro.mendonca@cm-cascais.pt
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Ainda as rampas da estação de São João:

In Diário de Notícias (26/1/2011)

«O Bloco de Esquerda (BE) de Cascais contestou a falta de rampas no acesso à estação de comboios de São João do Estoril, uma situação imposta pela Refer. O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, reconheceu "algum exagero" por parte da Refer, que diz não ser possível instalar as rampas.»

Tuesday, January 25, 2011

Tratolixo quer alterar plano de reabilitação ambiental. BE questiona Governo sobre Trajouce

In Público (14/1/2011)


«O Bloco de Esquerda questionou o Ministério do Ambiente sobre «os contínuos adiamentos para encontrar uma solução para os resíduos ilegais que se encontram em Trajouce».

«Desde logo, a deposição ilegal de 150 mil toneladas de resíduos, a deficiente selagem do aterro e lixeira, o mau acondicionamento do composto, foram causa de grave de poluição com prejuízo para o ambiente e as populações».
Em Maio de 2009 foi aprovado pelo Ministério do Ambiente o Plano de Reabilitação das Instalações da Tratolixo em Trajouce, tendo sido constituída uma equipa de acompanhamento da sua implementação. Segundo o Bloco, o Ministérioo do Ambiente tinha afirmado que a previsão para o início das obras seria no ano de 2010, mas para já, dizem, está tudo na mesma.

«O Bloco de Esquerda quer esclarecer porque motivo só agora, mais de um ano e meio após a aprovação do Plano de Requalificação Ambiental, se ponderam alterações ao mesmo. Isto irá atrasar e adiar para tempo incerto a resolução deste grave problema. Também é importante esclarecer o tipo de acompanhamento que tem sido prestado pela APA e CCDR-LVT, tendo em conta estes atrasos e as alterações agora propostas», adianta o partido em comunicado.

«Os resíduos depositados ilegalmente na estação de tratamento da Tratolixo, em Trajouce, Cascais, contaminando os solos, ainda não foram retirados porque a empresa alterou o plano de reabilitação ambiental, em vez de executar o anteriormente aprovado pelo Ministério do Ambiente.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, aprovou em Maio de 2009 a reabilitação ambiental de Trajouce. O governante concordou com um parecer da Agência Portuguesa de Ambiente (APA), o qual concluiu que, "sem prejuízo da clarificação da aplicação do regime de responsabilização ambiental", a opção que "melhor acautela a protecção do ambiente e da saúde pública ao menor custo" passa pela construção de um "alvéolo" para as 150 mil toneladas de resíduos depositadas sem condições junto à central de compostagem, durante mais de dez anos.

As análises aos solos apuraram valores de contaminação superiores aos admissíveis, assim como nas águas subterrâneas, com teores elevados de "sulfatos, arsénio, crómio total, fenóis e hidrocarbonetos dissolvidos". Uma das amostras, salienta um documento da APA, "apresentava uma composição muito semelhante à de um lixiviado".

O plano de reabilitação ambiental previa, no prazo máximo de 18 meses, o início da "construção de uma célula para recolher esses resíduos que estavam mal depositados", num investimento de cerca de 3,5 milhões de euros, recordou o presidente da Tratolixo, Domingos Saraiva, citado pela Lusa.

Porém, a obra não arrancou porque a empresa que gere os lixos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra avançou com estudos que propõem alterações. "Este novo estudo determina correctamente as quantidades e as tipologias dos resíduos e por isso entendemos que é uma solução economicamente mais interessante [500 mil euros mais barata], porque permitirá fazer uma pré-selecção de tudo o que lá está, retirar para aterros de especialidade e evitar construir uma célula que fica ali 30 anos só a ser gerida", avançou Domingos Saraiva.

Perante o atraso, o presidente da empresa garante que "não há agravamento" da contaminação dos solos e a Tratolixo aguarda autorização do Ministério do Ambiente para avançar.

Fonte do ministério confirmou que a APA "entende que são necessários elementos adicionais", a fornecer pela empresa, para "se pronunciar sobre a situação". Quanto às queixas de maus cheiros em São Domingos de Rana e Porto Salvo, a Tratolixo alega que se deve à degradação dos edifícios da central, que impede a retenção dos odores da maturação dos compostos agrícolas ali produzidos, e não ao lixo que permanece por retirar do aterro. PÚBLICO/Lusa»

Monday, January 24, 2011

Que presente para a Casa de São Francisco?


«Que futuro para a Casa de São Francisco» (no Estoril, entre os Correios e o Hotel Paris), perguntava eu aqui em 11 de Novembro de ... 2008. Na altura foi-nos comunicado que nada havia na CMC no que toca a autorizações para obras, fossem de que teor fossem.

Bom, quem por lá passar neste preciso momento, verá que alguma coisa (o quê?) se passa na casa que António Varela projectou, e alterada nitidamente a sua envolvente no logradouro, pelo que se sentirá, como eu me sinto, completamente ludibriado pela CMC, a qual chega a dedicar 3-4 páginas (e fotos) à Casa de São Francisco, num dos fascículos da colectânea editada há pouco tempo pela própria CMC e dedicada ao inventário arquitectónico do concelho, no caso o património modernista...

Em que ficamos?

Wednesday, January 19, 2011

Por cima da Praia da Poça, mais outra "lindeza" em perspectiva:


Parece que uma empresa chamada Neptuno Investimentos Turísticos e Imobiliários tem há muito tempo um projecto para demolir o palacete e, segundo afirmam, construir um "quase exactamente igual" (onde é que já vi isto? Ah, já sei, no Chalet da Condessa, na Bafureira...), e adicionalmente construir "2 novas casas" (ou serão três?).

Parece que querem fazer uma estalagem de 5*, a tal "Estalagem da Palmeiras". Por ser um projecto turístico (será que ainda o vão baptizar de PIN?) tem direito a ter mais 20% de ocupação do terreno (dos 7.340m2 totais ocuparia 3.131m2, enquanto que a casa actual ocupa cerca de 647m2).

A "Casa Central" (existente) teria 1.534m2, a "Casa Cascais" (nova) 2.208m2 e a Casa Lisboa (nova) 2.592m2 num total de 6.340m2, enquanto que a construção existente ocupa 647m2. As novas construções teriam 2 pisos+ 1 recuado e 3 pisos nas casas junto à falésia. A estalagem teria 13 unidades de alojamento e 23 + 12 lugares de estacionamento (que serve melhor para ver o impacto em termos humanos)

Claro que hão-de dizer que antes assim do que o terreno e casarão abandonados, como estão. Pois é. Mas a este abandono chama-se especulação imobiliária e uma boa utilização do dinheiro das contrapartidas do casino seria, a meu ver, tomar posse administrativa destes edifícios, fazer obras de reabilitação e apresentar a factura aos proprietários. Caso contrário, teremos neste caso uma "Casa da Guia II", e venha daí o corropio!


Foto: Fotomontagem (MVP) com base nos dados consultados na CMC

Ainda os plátanos de Colares


Eis a gravação do directo da Antena 1:

http://riodasmacas.blogspot.com/2011/01/antena-1-em-colares-por-causa-dos.html

Tuesday, January 18, 2011

Plano de Pormenor Hotel Miramar

Resposta da CCDR-LVT às nossas preocupações:

«Na sequência da v/ comunicação electrónica de 28 de Dezembro de 2010, vimos informar que tomámos conhecimento e registámos as observações apresentadas por V. Exas. junto da Câmara Municipal de Cascais em sede de participação pública do processo de planeamento em apreço.

Compete agora à edilidade ponderar devidamente as preocupações demonstradas e as sugestões apontadas na v/ comunicação, cf. previsto no o art.º 77º do RJIGT, decidindo fundamentadamente sobre as opções a tomar face às observações recolhidas.

A chefe da Divisão de Gestão Territorial (em substituição do Director de Serviços – Dr. Carlos Pina)
Paula Pinto
»

Cascais dá 40 mil euros para roteiro turístico submarino

In Público (18/1/2011)

«O mergulhador Miguel Lacerda, conhecedor do mar de Cascais, decidiu criar um projecto de investigação subaquática para encontrar, nas profundezas da costa do Estoril, os melhores roteiros marítimos para a prática de mergulho.

Praticante de mergulho desde os nove anos, Miguel Lacerda referiu que além das condições meteorológicas, é necessária também ajuda financeira. A Câmara de Cascais já decidiu atribuir um subsídio de 40 mil euros, para a elaboração do seu estudo científico e para edição do livro.

Depois de em 2008 ter publicado um livro sobre mais de 800 espécies de animais marinhos de Cascais, Miguel Lacerda decidiu agora lançar-se num novo desafio. "Achei interessante elaborar um projecto sobre os roteiros marinhos de Cascais, numa vertente mais ligada ao turismo", para "mostrar as melhores zonas para se fazer mergulho", explicou. Será um trabalho "bastante útil para os amantes" desta actividade, refere, e uma nova proposta turística do concelho de Cascais.

O projecto ainda não arrancou. "A recolha de material levará cerca de três anos a estar concluído, analisado e organizado para que depois esteja em condições de ser publicado um livro", disse. Ao todo terão de ser realizados entre 150 a 300 mergulhos, por toda a extensão marítima da costa do Estoril, entre o Forte de São Julião da Barra, ainda em Oeiras, e o cabo da Roca, já no concelho de Sintra.

No roteiro marinho será também incluída a Montanha do Camões, uma montanha submarina situada 11 milhas a oeste do cabo da Roca, "ideal para quem gosta de mergulho profundo e oceânico", descreve Lacerda, que deverá investigar cerca de 30 zonas subaquáticas. "Ao fim de conseguir todo o material e de o apresentar à Cascais Atlântico [agência municipal dedicada ao mar], espero conseguir escrever um livro que descreva zona a zona para que as pessoas saibam o que podem encontrar, o tipo de fauna, e irem directamente aos locais do seu interesse", sustentou. Lusa»

...

E tem toda a razão o promotor, uma vez que qualquer dia não haverá nada de interesse turístico à superfície...

Saturday, January 15, 2011

Moradores contra falta de rampas na estação de S. João

In Público (15/1/2011)
Por Cláudia Sobral

«Associação de moradores marcou uma sessão de esclarecimento para hoje. Refer e Câmara de Cascais garantem que rampas não são legalmente possíveis

Ao fim de mais de um ano de esforços junto das entidades responsáveis pelas obras de substituição da passagem de nível da estação de São João do Estoril por um túnel de atravessamento da linha, a Associação de Moradores da Quinta da Carreira continua a queixar-se da falta de condições de acesso para as pessoas com mobilidade reduzida da passagem que está a ser construída.

Por isso realiza-se hoje, às 15h30, uma sessão de esclarecimento sobre a "não construção de rampas de acesso" à passagem inferior da estação no auditório da Escola Secundária de São João do Estoril. Os moradores vão discutir dois projectos encomendados pela associação que apresentam soluções para a construção das rampas pretendidas.

As críticas da associação surgiram pouco depois de o projecto ter sido apresentado pela Rede Ferroviária Nacional (Refer), responsável pela obra. Segundo o presidente da associação da Quinta da Carreira, Carlos Guimarães, "basta uma avaria no elevador para a travessia [da linha] não poder ser feita". "O absurdo disto tudo é que o Centro de Saúde de São João era para ser construído mais longe e uma das justificações da câmara [para ser construído em São João, contra a vontade da associação de moradores] era que ali estaria com melhores acessos", argumenta o representante dos moradores.

"A implantação de rampas com as especificações regulamentares teria como consequência um impacto extremamente negativo na ocupação do espaço público, na funcionalidade da circulação, na segurança e no programa preconizado para esta estação, sendo geradora de maiores problemas do que soluções", contrapõe a Refer em resposta ao PÚBLICO.

A empresa responsável pela rede ferroviária explica ainda que a proposta apresentada pela associação de moradores não se colocou "nem podia ser considerada pela Refer, por infringir a regulamentação em vigor". Em causa terá estado a falta de espaço para a construção de rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida com uma inclinação que não ultrapassasse os seis por cento.

O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, a quem a associação de moradores também recorreu para tentar impedir a construção do túnel com apenas escadas e elevadores, disse que, "se coubessem", as rampas seriam "bem-vindas". O autarca social-democrata garantiu ainda que foi estabelecida uma parceria com a Refer no sentido de "garantir a manutenção dos elevadores, de modo a garantir uma gestão mais célere e a minimizar eventuais situações de avaria".

...

Tão mau quanto a ausência de rampas, ou pior, é a obra lindinha que ali foi feita, e se a estação já era feia, e era, agora está "linda". Mais uma a juntar à quase totalidade desta Linha, onde só escapam Caxias, Santo Amaro, Estoril e Monte. O "palhaço de ouro", esse continua a ser da de Carcavelos, claro.

Friday, January 14, 2011

Abate de árvores em Colares - ANTENA 1 DIA 18/1


Com representantes da Quercus, das Estradas de Portugal e da autarquia (Junta de Freguesia de Colares?)

A emissão será dia 18, entre as 13h30 e 14h. Difunda!

Wednesday, January 12, 2011

Deliberações da Reunião de Câmara de dia 10.1.2011:

«1. Aprovar a celebração do contrato-programa entre o Município de Cascais e a ESUC- Empresa de Serviços Urbanos de Cascais, para a gestão e exploração de parques de estacionamento Municipais, e o resgate do Contrato de Concessão entre o Município de Cascais e a Gisparques, S.A relativo à exploração de lugares públicos de estacionamento pagos àsuperfície. Mediante o contrato-programa a celebrar com a ESUC, o município atribuiformalmente à ESUC a gestão do Parque de Estacionamento da Loja do Cidadão de Cascais, na cave do edifício Cascais Center, do Parque de Estacionamento do Empreendimento EstorilResidence e do Parque de Estacionamento da Avenida da República, ainda em construção. Por via do resgate do contrato de concessão com a Gisparques, o município chama a si a gestão da exploração de lugares de estacionamento pago à superfície a partir do segundosemestre de 2011.»

...

Mais Gisparques.

Tuesday, December 28, 2010

PP Hotel Miramar, as plantas:






Sem fogo-de-artifício

Ainda, e sempre, o Miramar:

Plano de Pormenor de Reestruturação e Urbanização do Terreno do Hotel Miramar/ Contributo para a discussão pública

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais,
Dr. António Capucho
C.C. Presidente da Assembleia Municipal de Cascais,
Presidente da CCDR-LVT,
Director do IGESPAR


No âmbito do período de discussão pública sobre o "Plano de Pormenor de Reestruturação e Urbanização do Terreno do Hotel Miramar", e no seguimento das nossas observações feitas em 2009 aquando da apresentação do Plano em apreço, vimos apresentar o nosso veemente protesto em relação ao mesmo, designadamente porque:

1. Continuamos a considerar que este Plano impunha que houvesse uma Avaliação Ambiental, uma vez que a implementação do mesmo acarretará uma série de fortes e irreversíveis externalidades negativas: terá forte impacto negativo a nível local no que se refere ao equilíbrio urbanístico da zona, à estética da envolvente, à circulação de peões e automóveis, ao sombreamento das moradias vizinhas e ao ruído, que um hotel de 105 quartos provocará naquele local.

Não podemos, portanto, aceitar que a Câmara Municipal de Cascais e a CCDR-LVT argumentem precisamente o contrário, i.e., que o Plano não tem externalidades negativas. Nesse particular, assume particular relevância o parecer do IGESPAR reclamando por uma Avaliação Ambiental; parecer esse que é ignorado pela Câmara.


2. Continuamos a considerar lamentável que a Câmara Municipal de Cascais, que durante 35 anos nada fez pela reconstrução do Miramar, nem tampouco encetou qualquer negociação com os sucessivos proprietários quanto a esse propósito, tenha avançado com um Plano de Pormenor para o local em vez de promover um projecto de reabilitação do Miramar, que conservasse as ruínas e respeitasse a envolvente, que é como quem diz o Monte Estoril, um Monte revivalista e romântico, feito de moradias, arvoredo, ruas pacatas e silêncio; numa palavra, o Monte que os turistas procuravam nos finais do século XIX, primeiras décadas do XX, e que voltarão a procurar se o Monte não sofrer depredações como a que este Plano promove.

Mais, durante todos esses anos, o que assistimos foi à vandalização do que restava do Miramar, pelo que apenas vemos como razão para a CMC ter optado pela figura de Plano de Pormenor, um meio de contornar o Plano Director Municipal, cujas directrizes para o local nunca permitiriam a implementação de um projecto como o presente, com aquele impacto visual e volume de construção.

3. E que dizer da manutenção das ruínas do Miramar no Inventário Municipal do Património, durante todos estes anos? Trata-se, a nosso ver de uma profunda hipocrisia, a todos os títulos lamentável.

Como lamentável foi o processo de demolição dessas ruínas, feitas sem escutar a população, contrariando o parecer em que a própria Câmara se baseou para a referida demolição; por sinal um parecer feito por conhecido arquitecto. Não deveria esse parecer ter sido feito por eminente especialista em estruturas? Historiador especialista no Monte Estoril?

4. Mais, consideramos que este Plano traz subjacente duas premissas erradas, ou seja:

- A média da cércea na envolvente não pode levar em conta o edifício de 8 pisos vizinho à antiga Pensão Boaventura, pois trata-se de um edifício de génese ilegal, sobre o qual, aliás, ainda decorre um processo em tribunal;

- Um hotel com 105 quartos, desenhado em forma de Sigma gigantesco, com 4 mil m2 de construção, revestida a materiais contemporâneos e com estacionamento subterrâneo para 72 viaturas, a construir em zona de vivendas, maioritariamente do século XIX-XX, não é, de maneira nenhuma, um “hotel de charme”.

Apelamos, pois, à Câmara Municipal de Cascais, na pessoa do seu Presidente, para instar o promotor a corrigir o Plano em apreço (projecto e regulamento), em prol não só de um Monte Estoril genuíno e capaz de voltar a ser charneira no desenvolvimento cultural e turístico do Concelho, mas, mais importante, em prol do bem estar e da auto-estima dos moradores do Monte.

Mais, informamos que no caso do Plano se manter tal como está, tudo faremos para impedir a sua concretização, não abdicando, de forma alguma, da possibilidade que a Lei garante aos cidadãos de accionarem os meios judiciais.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Pelo Cidadania Csc

Paulo Ferrero, Manuel Valadas Preto, João Nuno Barbosa, Pedro Canelas e José d’ Encarnação

Thursday, December 23, 2010

O Hotel de Cherne, ou Cascais vs 3o mundo - se as leis não servem os propósitos, mudam-se as leis

Fui a semana passada consultar o Plano de Pormenor do Hotel Miramar (é fácil, fica no 1o andar da Junta do Estoril, no Vale de Sta Rita). Aconselho esta consulta a todos que tenham tido problemas com leis e regulamentos, pois podem aprender algo sobre o valor das mesmas, pelo menos no Concelho de Cascais: valem o papel ou os bytes onde estão armazenadas, ou seja, perto de zero.

- O edifício está classificado no Inventario Municipal do Património? Não faz mal, fala-se com uns amigos do IGESPAR, arranja-se uma declaração de instabilidade (1), e vai abaixo na mesma. Mas deixem uma torrezinha para depois podermos falar em "histórico"

- O terreno no PDM consta como "Espaço Urbano/Urbanizável de Baixa Densidade" ? Não há problema, muda-se para "Espaço de Desenvolvimento Singular/Turístico".

- Haaaa, mesmo assim a densidade de construção é maior que a permitida no PDM? Bom, estas leis já começam a irritar. Constrói-se na mesma.

- Justificação? "Cascais necessita de hotéis!!! E o Estoril Sol necessita de uma contrapartida pela perda do hotel".
- Estou confuso, se necessita tanto de hotéis, porque não foi o novo Estoril Sol um hotel como era o antigo?

- Não entendem, Cascais necessita é de Hotéis de Charme!
- Mas Sr Presidente, por definição, um hotel de charme é algo com "poucos quartos" (150?!?) e "localizado em prédios históricos ou de valor cultural", "localizado" no presente, não no passado estilo "localizado onde em tempos existiu...".

- Sr Arquitecto Byrne... Não poderia construir esses edifícios em forma de somatório (sic da pessoa que me atendeu na Junta :-) !!!) em S.Martinho do Porto, onde tem casa de verão? Acho que ficava melhor lá, ao lado da sua casa que cá ao lado da minha. É que Cascais necessita é de manter os lugares históricos que tem e que são o seu símbolo de marca, porque se esses forem destruídos, não haverá turistas para encher esses "hotéis de cherne"

Fico muito triste por ver que a Câmara eleita prefere vergar-se ao poder económico e não ao bem estar das pessoas que a elegeram. Em vez do longo prazo económico, que só poderá ser sustentado pela manutenção da sua herança histórica e patrimonial, e que confere a Cascais o seu título de Charme, prefere o curto prazo económico e a delapidação dessa herança, e que lhe está a dar o título de Cherne.


(1) Contaram-me como um engenheiro recusou um pedido similar feito pela CMC, há alguns anos, para conseguirem tirar as pessoas de lá e demolirem a Praça de Touros, quando esta não estava nem de perto em risco de ruína.

Boas Festas


Para todos um Bom Natal e Um Ano Novo com mais coisas boas.
Que o nosso blogue continue a alertar e tentar remediar coisas más que acontecem pelo nosso Conselho.
São os meus votos para todos os colaboradores e suas famílias.
Bem Hajam.

Wednesday, December 22, 2010

«Isento de Avaliação Ambiental», como disse? (1)

Adeus, plátanos!








Obrigado, Eng. Fabião!
Obrigado, Estradas de Portugal!
Obrigado, Junta de Freguesia de Colares!
Obrigado, Assembleia Municipal de Sintra!
Obrigado, Câmara Municipal de Sintra!
Obrigado, população de Colares!
Graças a vós, Colares ficou IRRECONHECÍVEL!

Sunday, December 19, 2010

Regulamento sobre Ambiente e Espaço Público

De entre as deliberações da última reunião de executivo da CMC, há um ponto que deve ser colocado em discussão pública e, obviamente, ser colocado online no site da CMC:

«7. Aprovar seis projectos de Regulamento Municipal na área do Ambiente, os quais serão agora remetidos para discussão e aprovação em sede de Assembleia Municipal. Abrangendo diversas áreas de intervenção como os Parques e Espaços Verdes Municipais, incluindo espaços verdes em áreas reduzidas Eficiência Energética em Edifícios, Ruído Ambiental, Saúde e Bem-Estar Animal e Gestão da Higiene Urbana, estes regulamentos visam estabelecer um conjunto normativo que contribua para uma melhor gestão e usufruto do espaço público

Saturday, December 11, 2010

Três casas de Raul Lino classificadas de interesse público no Monte Estoril


In Público (11/12/2010)
Por Luís Filipe Sebastião

«Um dos mais marcantes arquitectos portugueses do século XX vê reconhecida a importância do seu trabalho num dos núcleos históricos da vila que já viveram melhores dias

Casa Monsalvat
Casa Vítor Schalk e Vila Tânger

Três casas projectadas pelo arquitecto Raul Lino (1879-1974), no Monte Estoril, foram classificadas como "monumento de interesse público" pelo Ministério da Cultura. Na Câmara de Cascais a iniciativa é vista como o reconhecimento do valor patrimonial das casas Monsalvat e Vítor Schalk e da Vila Tânger, mas também como o reforço dos mecanismos legais para preservar uma parte daquele importante núcleo urbano do concelho.

Uma portaria do gabinete do secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, publicada a 6 de Dezembro no Diário da República, classifica as casa Monsalvat e Vítor Schalk e a Vila Tânger como "monumento de interesse público" e fixa uma zona especial de protecção conjunta aos três imóveis. Assim, além das casas, passa também a estar protegida uma área envolvente mais ampla do Monte Estoril, delimitada entre parte das avenidas da Venezuela, do Faial e de Sanfré.

A portaria reconhece o valor de importantes peças "do património artístico e arquitectónico da primeira metade do século XX português". Diz que as casas são "um testemunho de interesse cultural relevante, que reflecte valores patrimoniais, de memória, autenticidade, originalidade e exemplaridade". A distinção serve ainda para "a valorização do contributo do arquitecto Raul Lino" na arquitectura portuguesa do século XX.

As três casas distam poucos metros entre si, na Rua do Calhariz, por trás do Hotel Miragem, unidade hoteleira à beira da Marginal.

A Casa Monsalvat, construída a partir de 1901, foi uma oferta da duquesa de Palmela ao pianista Alexandre Rey Colaço, para residência de veraneio. Este imóvel faz parte da exposição Falemos de [7] casas em Cascais, patente até 16 de Janeiro no Centro Cultural de Cascais. A arquitecta Ana Tostões, curadora da mostra, aplaude estas classificações porque "acabam por ser pedagógicas para o cidadão comum". "A Monsalvat é uma casa de referência", nota a arquitecta, acrescentando que se trata de "uma casa singular onde Raul Lino, de algum modo, faz uma primeira síntese das preocupações que o vão rodear ao longo da vida". A obra constitui "uma prova de uma arquitectura que tem a ver com o lugar" e que "não é formada de só um volume, mas orgânica, que vai juntando vários corpos". Raul Lino, nota Ana Tostões, praticou "uma arquitectura que está na vanguarda e na contemporaneidade de outros países", como a Inglaterra e a Alemanha.

Paulo Ferrero, do movimento Cidadania Cascais, mostra-se satisfeito, mas lamenta que outras propostas não avancem por desinteresse do Igespar e que o Monte Estoril continue a ver desaparecer uma grande parte das moradias de veraneio para dar lugar a modernos condomínios. Para a vereadora da Cultura da Câmara de Cascais, Ana Clara Justino, a classificação serve para "a salvaguarda das casas", mas também de uma área mais alargada. A autarquia, acrescenta, passa a dispor de mais instrumentos para sensibilizar as populações para "o interesse de preservar estas áreas".»

Thursday, December 09, 2010

Era uma vez o Miramar

No tempo em que ainda havia «charme» mas não se falava tanto nele, e quando se falava nunca era sem as devidas aspas, havia no Monte Estoril um tal de Hotel Miramar, erigido naquela traça típica da arquitectura de veraneio revivalista, muito à imagem do edifício que o precedeu, aliás, e que no virar do século XIX passou a ser o Grande Casino Internacional do Monte Estoril; um dos vários motivos pelos quais a zona virou destino turístico de eleição. Fechado o casino, passou a hotel em 1930, primeiro Royal e depois Miramar, este com capacidade a rondar pelos 40 quartos. Até que, já em visível declínio e numa bela noite de 1975, ardeu. Ainda me lembro do espectáculo das labaredas e do aparato na Marginal.

Mas também me lembro das belas ruínas que durante 30 anos se mantiveram de pé (imagens em http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=24429122), contra ventos e tempestades, talvez na secreta esperança de um dia serem a base para uma reconstrução cuidada, até porque, afinal de contas, mesmo ruínas encontravam-se inventariadas no catálogo municipal anexo ao PDM. Contudo, durante todo esse tempo ninguém de direito mexeu um dedo que fosse para que o Miramar fosse reconstruído. Até ao ano passado, em que mexeram mas apenas para demolir o que restava. Sem apelo nem agravo. E apenas com o intuito de darem seguimento apressado a um tal de Plano de Pormenor de Reestruturação e Urbanização do Terreno do Hotel Miramar, feito à medida de apenas um lote e que, traduzido em miúdos, consubstanciará a construção de raiz de um “hotel de charme” com 100-150 quartos (contra-senso ridículo?), segundo a última versão do dito cujo e a partir de um projecto de conhecido arquitecto.

Abdico de esmiuçar algumas das várias curiosidades que se foram verificando ao longo de todo este processo, sobretudo nos últimos anos [ex. o “balizamento” do Miramar enquanto peça do complicado xadrez que respeitou ao novel Estoril-Sol; a opção “plano de pormenor”, quando do que se trata é de apenas um lote - e a haver Plano, ele devia ser para todo o Monte -, a “garantia” de que se tentaria a reconstrução, primeiro, e se manteriam as fachadas …já demolidas por não terem valor (arquitecto dixit) e não (?) serem passíveis de recuperação, a não consulta aos cascalenses sobre o que entendiam por bem para o Miramar, antes de se avançar com qualquer “plano”; a ausência de Avaliação Ambiental da construção de um hotel com 3x a capacidade do que lá estava, num total de construção de 4.000m2, quando há evidente impacto paisagístico, estético, volumétrico e de tráfego na rede viária local, constituída até agora por ruas sinuosas, estreitas e pacatas], mas não posso abdicar da minha revolta por estarem constantemente a mangar connosco. Basta de hipocrisia!




In Jornal de Notícias (9.12.2010)

Wednesday, December 08, 2010

Ainda o abate dos plátanos de Colares

No rescaldo da sessão da Estradas de Portugal, e agradecendo a quem me fez chegar o que lá se passou, julgo que está claro o seguinte:

1. Os imensos plátanos de Colares e estrada até Sintra vão mudar radicalmente de imagem, quando não ser abatidos.

2. A base de sustentação para a poda/abate é, por um lado, a perigosidade que representam para peões e carros e, por outro, um parecer que diz que 13 delas (as defronte à Adega) estão doentes.

Nada de novo.

Resta-nos, portanto, encontrar maneira de encontrar um outro eminente especialista que nos prove exactamente o contrário do que é agora provado. O que me escapa nesta guerra desigual, de meios e disponibilidades, é ver que a população de Colares e Sintra, autarquias incluídas, assiste de braços cruzados a semelhante coisa. É muito triste.

Trata-se, também, de um teste de facto aos movimentos de cidadania, nos quais incluo o Cidadania Csc, à sua garra, à sua capacidade mobilizadora e financeira para pagar pareceres e custas derivadas de providências cautelares ou similares; sob pena de nos termos que calar para todo o sempre em novos atentados como o presente.

Trágico-cómica é também a posição da Autoridade Florestal Nacional, que se assume como mero figurante numa gigantesca ópera-bufa, basta lembrar o quão caricato é vê-la aconselhada pelas Estradas de Portugal a classificar os plátanos depois de os mesmos serem podados e/ou transplantados!

Abate de árvores Av.Brasil/Av.Argentina

Chegado por e-mail:


«Ex.mos Senhores,


Tem sido com enorme tristeza que tenho assistido ao abate das árvores que se encontravam no jardim da vivenda que se encontra na bifurcação da Av. do Brasil com a Av. da Argentina, em Cascais. A única razão que vejo para esta razia é o aproveitamento do terreno para uma construção volumosa. Por acaso sabem o que se passa e o que está previsto? Creio que a avidez de terrenos à volta dos edifícios que substituiram o Estoril-Sol é muito grande e é uma pena que a zona de vivendas vá desaparecendo lentamente, mas inexoravelmente.

Com os melhores cumprimentos

Cecília Soromenho Ramos»

...

Não sabemos nem o que se passa nem o que está previsto para esse lote. Talvez a digníssima CMC se digne afixar algum aviso no local...

Tuesday, December 07, 2010

Ou seja, património feito por Raul Lino:


Conjunto formado pelas Casas Monsalvat e Victor Schalk



Vila Tânger



Fotos: IGESPAR

Há 3 novos Imóveis de Interesse Público no Estoril!

Portaria n.º 997/2010. D.R. n.º 235, Série II de 2010-12-06
Ministério da Cultura - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura

Classifica a Casa Monsalvat, a Casa Vitor Schalk e a Vila Tânger, sitas na freguesia do Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, como monumentos de interesse público e fixa as respectivas zonas especiais de protecção.

Monday, December 06, 2010

Ampliação de pedreira em pleno PNSC

Demos conta aqui há dias de descargas de entulho em pleno Parque Natural, e chegou-nos por mão amiga uma possível explicação, que passaria por estar em apreciação um projecto de ampliação de uma certa pedreira:


Wednesday, December 01, 2010

Câmara corta dez milhões à despesa corrente para 2011

In Público (1/12/2010)

«A Assembleia Municipal de Cascais aprovou, segunda-feira, sem votos contra, e com a abstenção dos grupos do PS, BE e CDU o orçamento para 2011, no valor de 170 milhões de euros, e com um corte de dez milhões de euros em relação a 2010. Carlos Carreiras, vice-presidente da autarquia, realçou o facto de este ser o orçamento mais baixo dos últimos dez anos, representando menos 35 milhões do que em 2010, lê-se na nota camarária. O executivo camarário salienta que aqueles cortes não abrangem as despesas de incidência social e destaca a criação de um fundo de emergência no valor de 1,5 milhões de euros para salvaguardar o eventual agravamento da situação social no concelho.»

Thursday, November 25, 2010

Wednesday, November 24, 2010

Tuesday, November 23, 2010

Praga ameaça 3000 palmeiras em Cascais

In Público (23/11/2010)

«As mais de 3000 palmeiras existentes nos espaços verdes públicos e privados de Cascais estão ameaçadas por uma praga de escaravelhos.

Segundo anunciou a Empresa Municipal de Ambiente de Cascais, está confirmada no concelho, depois de ter sido detectada na região do Algarve e em Setúbal, a praga do escaravelho- da-palmeira, originária do Norte de África e que também se tem disseminado por Itália, França e Espanha. Os serviços camarários espalharam armadilhas que atraem os insectos, de forma a que possam ser identificadas e tratadas as árvores com insecticidas autorizados pela Direcção-Geral de Agricultura.

As palmeiras demasiado infestadas (uma colónia pode chegar ao milhar de bichos) podem ter de ser abatidas. A detecção visual dos sintomas da praga é difícil, mas podem distinguir-se indícios como folhas desprendidas e pendentes da coroa, topo careca, folhas novas com pontas truncadas e amálgamas de fibras cortadas e com mau cheiro, de odor avinagrado.»

Monday, November 22, 2010

Arquivo Histórico Digital


Esta é uma boa notícia.

Saturday, November 20, 2010

PP Hotel Miramar / debate público publicado em DR

Aviso n.º 24087/2010. D.R. n.º 225, Série II de 2010-11-19

A partir do 5º dia pós-publicação, os interessados podem consultar este plano de pormenor e enviar críticas e sugestões para a CML, durante 22 dias úteis, directamente para dpt@cm-cascais.pt. Não sejam inertes, cascalenses, PARTICIPEM!

Friday, November 19, 2010

Autarca do CDS-PP acusado de desviar 243 mil euros

In Público (19/11/2010)
Por José António Cerejo

«Tesoureiro da Junta da Parede foi substituído anteontem. Autarquia diz que já apresentou queixa-crime e que o Ministério Público já está a investigar

O presidente da Junta de Freguesia da Parede, concelho de Cascais, anunciou anteontem à noite a descoberta de uma fraude de cerca de 243.000 euros, atribuída ao tesoureiro da autarquia. A revelação foi feita no decurso de uma reunião da assembleia de freguesia, tendo o presidente da junta, Carlos de Oliveira, eleito pelo PSD numa lista de coligação com o CDS-PP, adiantado que já foi interposta uma queixa-crime contra o anterior tesoureiro da junta, eleito pelo CDS-PP na mesma coligação, em Outubro do ano passado.

De acordo com o autarca social-democrata, a assembleia foi também informada de que já estava a decorrer uma auditoria encomendada pelo executivo, tendo sido eleito nessa mesma sessão o substituto do presumível autor do desvio do dinheiro, João Carrilho Magno.

Carlos de Oliveira disse ao PÚBLICO, ontem à noite, que João Magno, de 40 anos, apresentou a sua demissão "há dias", depois de ser confrontado com o resultado das primeiras análises às contas, efectuadas depois do aparecimento das suspeitas iniciais. O autarca entrou em funções em Junho, após o falecimento do seu antecessor, e disse ter-se apercebido da "gravíssima" situação financeira da autarquia já em Setembro. Segundo afirmou, foram encontradas facturas falsas, outras viciadas e ainda outras que foram pagas várias vezes, havendo também transferências bancárias suspeitas, somando as verbas em falta cerca de 243.000 euros.

O PÚBLICO tentou ouvir João Carrilho Magno, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.

Em declarações à agência Lusa, o líder concelhio do PSD, Gabriel Goucha, qualificou o caso como "lamentável" e afirmou que "a honestidade está nas pessoas e não é da responsabilidade dos partidos políticos." E acrescentou que é preciso esperar pela investigação "para apurar se há mais culpados ou não".

Já o líder do CDS-PP de Cascais, Pedro Morais Soares, disse apoiar "inteiramente" o presidente da junta e exprimiu o desejo de ver "rapidamente" apuradas todas as irregularidades e responsabilizados todos os envolvidos.

O PS de Cascais, por seu lado, qualificou a situação como "extraordinariamente grave" e referiu-se a ela com "profunda indignação". Num comunicado citado pela Lusa, o presidente da concelhia do PS, Alípio Magalhães, disse "estranhar" que só agora tenha sido detectada a falta de "um valor correspondente a mais de um terço do orçamento anual da Junta". O PS, acrescentou, acompanhará o caso, "não permitindo que a culpa morra solteira".»

Cascais reduz 11 empresas municipais para cinco

In Público (19/11/2010)

«O orçamento municipal de Cascais para o próximo ano prevê a redução do número de empresas municipais. Das actuais 11 devem ficar apenas cinco, segundo a vontade do executivo liderado por António Capucho (PSD), que prevê um corte na despesa corrente de dez milhões de euros em 2011.

Na apresentação do orçamento, aprovado ontem sem votos contra, Carlos Carreiras, vice-presidente e vereador do pelouro financeiro, adiantou que haverá uma reestruturação das empresas municipais para reduzir a despesa e optimizar os recursos. A Empresa Municipal de Ambiente vai unir-se às agências Cascais Natura e Cascais Atlântico, a Empresa de Serviços Urbanos de Cascais irá fundir-se à Cascais Energia, a Fortaleza de Cascais, a ArCascais e o Turismo do Estoril passarão a uma só unidade, bem como a ComCascais e a DNA Cascais. A única empresa que mantém o título individual é a Empresa Municipal de Gestão do Parque Habitacional do Município de Cascais.

Carlos Carreiras assegurou que não será dispensado pessoal da câmara, admitindo, porém, a dispensa de colaboradores "a recibos verdes". O orçamento de 170 milhões de euros (menos 35 milhões do que em 2010) prevê uma redução de 38 por cento em despesas de representação, 65 por cento em iluminações de Natal e menos 50 por cento em eventos. PÚBLICO/Lusa»

Thursday, November 18, 2010

De "cabo-de-esquadra"!


Internem-me, por favor, que não consigo deixar de gargalhar com esta notícia! O mundo está louco!!!