Wednesday, February 01, 2012

"Cenário desolador" do centro de Cascais

In Diário de Notícias, 31-01-2012. Via Lusa.

Lojas a trespasse, paredes pintadas com "graffiti", ruas desertas, é o atual estado do centro de Cascais a que assistem os comerciantes que resistem à crise e que recordam a zona outrora movimentada e hoje transformada num "cenário desolador".

Fotografia © Steven Governo/Global Imagens


Entre bocejos e o folhear da página de uma revista, Cidalina Santos, que há mais de 30 anos monta todos os dias a sua banca de venda de bijutaria na Rua Frederico Arouca (antiga Rua Direita), recorda com nostalgia a azáfama de outros tempos em que "nem sequer tinha tempo de respirar".
"Isto está péssimo, não se vende nada, não há aqui ninguém. Chegámos a ser 15 pessoas a vender aqui na rua e havia trabalho para todas, agora estou só eu e mais duas com a banca montada", afirma Cidalina à agência Lusa.
Também Luís Santos, funcionário há 16 anos da emblemática "Sapataria Carneiro" (aberta há 50 anos), lamenta a falta de clientes, a atual conjuntura económica e a "decadência" em que vive o comércio na baixa de Cascais.
"É um cenário desolador, isto está deserto. Tenho clientes antigos que já chegaram a chorar dentro da loja, porque ficaram dois anos sem cá vir e agora ficam chocados com o que veem [lojas fechadas]", disse o comerciante, sublinhando que tem registado uma quebra de 60 por cento nas vendas.
O mesmo sentimento tem Mírilio Carlos, proprietário da "Ourivesaria Carlos". "Estou aqui há 54 anos e não me lembro de ver uma crise como esta. É uma grande tristeza o que eu sinto. Isto já não é rua, já não é nada, nem sequer é Cascais", disse o proprietário, que ainda se lembra do tempo em que a Rua Direita era invadida por um "mar de gente, em que mal se via a calçada".

A juntar à crise, a mudança de hábitos dos clientes, a falta de segurança e de estacionamento e a desertificação da vila são outras das razões apontadas pelos lojistas para esta situação.
No entanto, estes comerciantes vão resistindo, o mesmo não acontece com outros que, ou já fecharam ou preparam-se para fechar. É o caso de uma loja de venda artesanal na Rua Direita que, aberta há mais de 30 anos, prepara-se para encerrar. "Já não conseguimos suportar mais. A cada ano que passa as coisas estão piores e agora já não há volta a dar. Já fui informado pelos meus patrões que a loja vai fechar em breve", lamenta o funcionário Sérgio Silva.
O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC), Armando Correia, confirma à Lusa que "centenas de lojas encerraram nos últimos anos", uma situação que tende a agravar-se devido à atual conjuntura económica e aos elevados preços das rendas.
"Agora refletiu-se mais por causa crise, mas há outro fator que tem contribuído para esta desertificação de comércio que está relacionado com os preços exorbitantes das rendas pedidas pelos proprietários, impedindo que a loja volte a ser ocupada", acrescenta o responsável, sublinhando que, neste momento, a renda de uma loja na baixa de Cascais custa cerca de três mil euros.
Para combater a situação, Armando Correia apela a mais ações de dinamização do comércio tradicional e sugere aos comerciantes que apostem numa "personalização ao cliente", de forma a distinguirem-se dos centros comerciais.

Tuesday, January 31, 2012

Ainda o Hospital José de Almeida

Grutas de Alapraia

Cascais investe quase 8 milhões na construção de escolas

In Diário de Notícias (30/12/2012)
por Lusa

«O concelho de Cascais prevê inaugurar até maio três novas escolas e avançar com a construção de outra escola e a requalificação de um recreio, num investimento municipal total de quase oito milhões de euros.

Segundo informação disponibilizada pela Câmara de Cascais à Agência Lusa, a Escola Básica do Monte Estoril deverá ser inaugurada já em março. Com capacidade para 275 alunos, este estabelecimento terá oito salas de 1.º ciclo, duas de jardim de infância e uma 'sala de multi-eficiência', além de cozinha, refeitório, sala de atividade física, biblioteca, salas para atividades polivalentes, logradouro com equipamento e campo de jogos.

Ainda a ser construída, a Escola Básica de São Pedro do Estoril deverá estar concluída em maio e terá quatro salas de 1.º ciclo e duas de jardim de infância, com capacidade para 150 alunos. Também a Escola Básica Mato Cheirinhos (freguesia de São Domingos de Rana) deverá estar pronta em maio. Com oito salas de 1.º ciclo e três de jardim de infância, o novo equipamento vai acolher 275 alunos. Quanto à Escola Básica Monte real, em Tires, as obras previstas visam a requalificação do recreio.

Ao todo, o investimento municipal para estas cinco obras é de 7,7 milhões de euros e servirá 850 alunos do concelho.

"Todas estas obras, quer sejam novas ou requalificadas, visam tornar o ensino/escola pública mais atrativo no que concerne à competência dos municípios. O nosso parque escolar fica assim com condições impares para o ensino de qualidade, com melhores refeitórios, melhores bibliotecas e melhores espaços exteriores", refere a vereadora da Educação, Ana Clara Justino.»

Monday, January 30, 2012

Cascais baixa velocidade automóvel para combater ruído

In Público (230/1/2012)
Por Carlos Filipe

«Públicos e privados serão chamados a tomar medidas

O Autódromo do Estoril é um dos locais identificados onde há excesso de ruído

A repavimentação de vias rodoviárias com materiais que provoquem menos ruído e a redução da velocidade máxima automóvel em zonas habitacionais são as principais medidas de correcção dos excessos identificados no Plano Municipal de Redução de Ruído do concelho de Cascais. [...]

No total, estão identificadas 32 zonas de conflito - áreas residenciais, escolares ou hospitalares, onde o ambiente sonoro exterior excede em mais de cinco decibéis os valores-limite aplicáveis. Destas, 18 são de competência e responsabilidade camarárias, sendo que, depois de ordenados os critérios de actuação definidos pelo plano, as acções consideradas prioritárias para a minimização do ruído incidirão em zonas onde as fontes sejam mais ruidosas e, em complementaridade, quando afectem mais pessoas.

A execução não está ainda calendarizada, mas caberá à Câmara uma intervenção em mais de 10,6 km de vias municipais, ao longo de zonas sensíveis e/ou mistas, com recurso a três medidas: velocidade limitada a 40 km/h num troço da EM579 em Abóboda; e velocidade limitada a 50 km/h na Av. Eng.º Adelino Amaro da Costa - EN9-1, na 3ª Circular - Bairro do Cobre, e noutro lanço da EM579 em Abóboda. Em troços da EM589, em Alcoitão e Manique, e na Av. Rei Humberto de Itália deverá proceder-se a repavimentação, medida comum a todos os locais identificados. [...]»

Friday, January 27, 2012

Casa das Pedras

Anúncio n.º 1629/2012. D.R. n.º 19, Série II de 2012-01-26

Presidência do Conselho de Ministros - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, I. P.

Abertura do procedimento de classificação da Casa das Pedras, freguesia da Parede, concelho de Cascais, distrito de Lisboa

Tuesday, January 24, 2012

Assembleia Municipal de Cascais aprova compra do Hospital Ortopédico e do Quartel da Parede

In Público Online (24/1/2012)

«Investimento de 6,15 milhões de euros

Hospital Ortopédico custa à autarquia 3,55 milhões de euros (Dário Cruz)

A Câmara de Cascais vai comprar ao Estado, por 6,15 milhões de euros, o Hospital Ortopédico Dr. José de Almeida, em Carcavelos, e o Quartel da Parede, infra-estruturas desactivadas onde pretende criar um centro de saúde e uma esquadra da PSP.
»

Capucho renuncia a mandato na Câmara de Cascais

In SOL, 24-01-2012




O ex-presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, que havia anunciado a suspensão do seu mandato em Fevereiro do ano passado, comunicou ontem que vai renunciar definitivamente ao cargo.
A poucas semanas de cumprir um ano de mandato suspenso, António Capucho anunciou na reunião de hoje da Assembleia Municipal de Cascais a renúncia ao cargo de presidente da autarquia.

«Aproximando-se o fim do período improrrogável e porque persistem os condicionalismos que me obrigaram a suspender as funções, decidi renunciar definitivamente ao cargo», afirmou António Capucho.

No final de Janeiro de 2010, António Capucho anunciou a suspensão do seu mandato por «razões de saúde», tendo sido as suas funções assumidas pelo vice-presidente, Carlos Carreiras.

No seu discurso de despedida, António Capucho lembrou o «longo e espinhoso caminho a percorrer», numa altura em que o País atravessa uma «difícil crise económica».

Capucho congratulou o Executivo agora assumido por Carlos Carreiras pelo desempenho no último ano e pela prioridade dada à área da Acção Social.

«Espero que a Educação e Cultura continuem a merecer tratamento prioritário municipal», acrescentou António Capucho.

Perante a decisão, o actual líder do Executivo, Carlos Carreiras, elogiou o seu antecessor com o trabalho realizado, por ter sido «igual a si mesmo» e «defensor da liberdade e dos valores cívicos».

As obras que deixa no terreno, disse, «valem certamente muito mais do que as palavras aqui ditas».

Também o presidente da Assembleia Municipal de Cascais, António Pires de Lima, lembrou a «determinada acção» de Capucho, quem considera ter sido «determinante» para a distinção do concelho.

António Pires de Lima comunicou ainda que está a ser preparada uma homenagem ao ex-autarca.

Lusa/SOL

Thursday, January 19, 2012

Câmara de Cascais compra hospital de Carcavelos e quartel da Parede

Por Carlos Filipe, in Público de 18-01-2012

O hospital ortopédico Dr. José de Almeida, em Carcavelos, e a antiga 2.ª Bateria da Parede, unidade militar que faz parte do Regimento de Artilharia de Costa, bem assim como o quartel que a servia, todas estas infra-estruturas já desactivadas, vão ser comprados ao Estado pelo município de Cascais, por um valor que ronda os 6,15 milhões de euros.

Autarquia quer aproveitar instalações para uma extensão de saúde (Foto de Dário Cruz)

Com a aquisição dos imóveis, classificados de interesse municipal, já negociados com a Estamo (imobiliária do Estado), tal como a forma de pagamento, em prestações mensais ao longo de seis anos, a autarquia pretende requalificar os espaços, mas mantendo-lhes utilidade ou fruição públicas. No caso da unidade de saúde, especializada nas áreas de Ortopedia e Traumatologia, mas desactivada desde que entrou em funcionamento o novo hospital de Cascais, existe o desejo de ali instalar a extensão de saúde de Carcavelos, que actualmente funciona em situação precária. Mas parte do espaço pode receber também funções de conhecimento e investigação na área da saúde pública.

O valor de venda do imóvel foi fixado em 3,55 milhões de euros, e compreende uma vasta área, dividida entre as freguesias de Carcavelos e da Parede, com prédios urbanos e rústicos, o maior dos quais com 25 mil m2 e o mais pequeno com 18.500 m2, mas também uma parcela de terreno, dita do ex-Forte da Junqueira.

"Fruição pública"

"É um bom preço, com uma boa taxa de juro, e comprámos três em um. Isto é, para além dos edifícios do antigo hospital, adquirimos também o pinhal do Junqueiro, que já tinha e continuará a ter fruição pública", disse ao PÚBLICO Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais. A manutenção das valências de saúde das instalações estará ainda condicionada à negociação com a Administração Regional de Saúde, ainda que seja essa a intenção do município.

Quanto ao quartel da bateria da Parede, desafectado do domínio público militar no ano passado - outra das propostas aprovadas por unanimidade, na semana passada, pelo executivo municipal -, Carlos Carreiras sustenta que se trata de um espaço com uma vista privilegiada, mas que se encontra muito degradado. A área total, superior a 9300 m2, insere-se em ambiente urbano residencial, mas está repartida pela zona da bateria, composta por três peças de artilharia, e pelo aquartelamento que as servia. "Estamos a desenvolver com a Defesa um projecto para um jardim público que aproveite as vistas, sendo que os canhões ficarão onde estão. Já na parte do quartel deverá ser reinstalada a esquadra da PSP da Parede, e onde também pensamos criar postos de trabalho com desenvolvimento de um pólo de indústrias criativas da região", explicou o autarca de Cascais.

Esta aquisição, no valor de 2,6 milhões de euros, tal como a do antigo hospital ortopédico, requer ainda o escrutínio da assembleia municipal, que as apreciará dia 23. A minuta do contrato-promessa de compra e venda será depois enviada ao Tribunal de Contas, para fiscalização prévia.


Wednesday, January 18, 2012

O fim


O episódio de morte noticiado aqui, vai-se encerrando por estes dias... como sempre, há memórias que se apagarão com o tempo.

Tuesday, January 17, 2012

Divulgação de iniciativa de participaç​ão pública

Chegado por e-mail:



«Boa tarde

Venho dar-vos a conhecer uma iniciativa lançada pela Rede Social de Cascais, caso julguem pertinente a sua divulgação no blogue. Trata-se de uma acção de participação pública, sob a forma de questionário, a partir da qual se pretende conhecer a percepção dos munícipes sobre a pertinência para o concelho de um conjunto alargado de problemas.

A Rede Social é uma plataforma dos agentes sociais concelhios, que promove a articulação e congregação de esforços entre os agentes sociais concelhios, com vista a dois grandes objectivos: promover o desenvolvimento social local e combater à pobreza e à exclusão social.

Para mais informações sobre a Rede Social e para aceder ao questionário: www.redesocialcascais.net

Cumprimentos


Rosário Daugbjerg»

Monday, January 16, 2012

Estacionamento de duração limitada

Felizmente ocupam a rua

 Arte. Ela anda por aí. Inesperada e em boas mãos. Sem pedir licença e sem pedir nada a ninguém. Atravessa-se nos caminhos como um convite para vivermos (a cidade) com um pouco mais de atenção... felizmente.

Thursday, January 12, 2012

Agradecimento

Chegado por e-mail:

«Obrigado, são Fantásticos!
No meio da grave crise que o país se meteu, em que se sente o futuro embargado numa esperança que se esfuma a cada dia, aparecem-nos pérolas que nos mostram que devoção é algo superior a qualquer conjuntura. É de uma dessas pérolas que quero falar, e principalmente homenagear.
Venho pois agradecer a cada das pessoas que dá vida à Escola e Jardim de Infância do Outeiro de Polima, pelo envolvimento pessoal e enriquecimento desta comunidade, impressos nos mais simples e indiferenciados gestos, e nas doze horas que os acompanham diariamente.
O agradecimento aqui patente baseia-se muito na minha leitura de transcendência de fórmulas educativas. Se pretendemos seres humanos formados como tal, estes têm acima de tudo que se relacionar com um meio desta qualidade. Contudo este principio é tão lato e imensurável que poucos conseguem aplicar formalmente neste contexto, apesar de ser intemporalmente o primário e exclusivo objectivo da formação individual.
Obviamente nunca haverá fórmulas para o ensino, apenas o bom senso de cada interlocutor, e este sempre superior por genuíno. Tentar formatar um processo sem perceber que antes de tudo este é humano é muito grave, mas pretender aplica-lo a toda uma cadeia torna-se insano, mesmo não pensando nos recursos que isso acarreta.
Qual tem sido a razão de conhecimento aplicada no dia-a-dia meia dúzia de anos após a respectiva aprendizagem? Extraordinariamente menor que o expectável, e se nos questionarmos acerca das experiências marcantes, efectivamente assimiladas, vimos que não se fundam nos forçados processos tradicionais, mas antes em mensagens subliminares do meio e nas referidas relações genuínas.
Um dos âmbitos que me tocou muito desde que visitei a escola pela primeira vez foi a reutilização e recolha generalizada de desperdícios, de uma forma inesperadamente natural. Tanto que eu próprio havia deixado de triar os restos orgânicos, motivado pelo abandono do projecto urbano de recolha pela instituição municipal, e agora faço-o para valorização na escola... caricato, não?
Não me importaria que esta distinção não fosse efectiva ao nível urbano, se dela não resultasse um desperdício de recursos desmesurado. Dos dados da Agência Internacional de Energia pode-se calcular que comparativamente com alguns países, apenas recuperamos em média um sétimo da energia, per capita, representando anualmente os seis sétimos desperdiçados o equivalente a uma habitação de 3300Wh em carga total por mais de
1 000 000 000 de horas, isto não contando com os aspectos positivos dos empregos e dinâmica envolvidos em todo o processo.
Por muito que se tente fechar os olhos o nosso futuro passa indubitavelmente pela valorização de todos os recursos, e quanto mais céleres formos a atingi-lo melhor, sendo de louvar que as nossas crianças se relacionem tão naturalmente com este desígnio.
Enalteço também a variedade de experiências e actividades que regularmente são proporcionadas às crianças, apesar dos minguantes recursos, abrindo-lhes consecutivamente o horizonte e as perspectivas, factor essencial e sinérgico ao seu crescimento. Claro que espevitar mentes já naturalmente curiosas é um belo tiro no pé...
E termino focando o aspecto simbiótico à comunidade e às famílias, que por vezes se traduz apenas em minúcias, mas até estas de importância fundamental, não podendo deixar de as relevar de semelhante forma.
Assim sendo, e em nome da comunidade que me faço representante, principalmente das crianças, sob coadunante liturgia e necessariamente inflado da minha condição, passo a investi-los Guardiães-das-Chaves, o mais elevado e responsável cargo na nossa civilização.
13/12/2011
Ricardo Palma
ricardopalma@portugalmail.com»

Saturday, December 31, 2011

Jardins da Parede

Chegado por e-mail:

«Fw: Manutenção espaços verdes, Urb. Jardins da Parede - Parede (N/Refª Portal CRM 2011/776) PHC - 247779


Sou seguidor do blogue Cidadania em Cascais, o qual muito prezo pela ligação que me traz à realidade do concelho.
Nesse sentido, gostaria que, se possível, publicitasse de algum modo no blogue os tipos de vandalismo descritos no email em baixo, endereçado a mim pela EMAC após reclamação, por forma a chamar a atenção da comunidade para o tratamento dos espaços verdes do concelho (o caso é sobre os Jardins da Parede).
Agradeço a atenção e desejo, desde já, um excelente ano novo.
Com os melhores cumprimentos,

João Leal

...

From: Linha Verde
Sent: Monday, December 26, 2011 11:35 AM
To: João Leal
Cc: Dep. Ambiente
Subject: FW: Manutenção espaços verdes, Urb. Jardins da Parede - Parede (N/Refª Portal CRM 2011/776) PHC - 247779

Exmo. senhor,
Na sequência da solicitação que V. Exa. dirigiu à Câmara Municipal de Cascais e que posteriormente nos foi remetida no passado dia 17/10/2011 e que desde já agradecemos, vimos pelo presente informá-lo que os espaços verdes nos Jardins da Parede são alvo de muito vandalismo. Passamos então, a descrever as situações de vandalismo com que nos deparamos diariamente:

1- Nos sistemas de rega:
- Aspersores partidos;
- Aspersores desregulados na abertura;
- Aspersores roubados;
- Gota a gota cortado;
- O fecho das torneiras da alimentação da rega no verão.
2- Nos relvados e canteiros:
- Incalculáveis buracos, efectuados pelos cães;
- Os inúmeros dejectos caninos que são deixados para trás, após os passeios diários;
- As pedras deixadas nos relvados depois das brincadeiras, patrocinadas pelos donos desses animais;
- Canteiros totalmente danificados;
- Furto ininterrupto de plantas, entre outros estragos.
3- Nas árvores:
- Os ramos partidos, propositadamente;
- Os cortes que lhes são infligidos no tronco, por, supostamente, lhes estarem a obstruir a visibilidade;
- As que são mortas, recorrendo à utilização de produtos químicos.
4- Na casa das máquinas e bebedouros:
- Durante o verão passado, a casa das máquinas foi arrombada e a água desligada, provocando o estrago das três bombas ali existentes,
originando a acumulação de detritos no lago.
- Os bebedouros são, constantemente, danificados;
5- A iluminação:
- Nos candeeiros as campânulas e as caixas que protegem os fios de electricidades são, frequentemente, partidas.
6- Os bancos de Jardim:
- Este verão foram grafitados;
- Roubados e partidos;
7- Parque infantil:
- Os aparelhos são, sistematicamente, grafitados;
- Os aparelhos partidos;
- As redes de protecção partidas;
- São feitas fogueiras e deixadas garrafas de vidro partidas nestes espaços.

Todos estes actos de vandalismos são denunciados às autoridades competentes e têm resultado em diversas patrulhas e notificações, no entanto, mostram-se inglórias perante a persistência dos prevaricadores. Por este motivo, este tipo de procedimento torna difícil a manutenção e conservação dos parques infantis e de todos os espaços ajardinados nos Jardins da Parede.
Aproveitamos para informar que as situações anteriormente relatadas, têm vindo a ser reparadas gradualmente e como é do conhecimento geral, todas estas acções implicam investimentos humanos e sobretudo financeiros avultados, sendo estes suportados pelo Município ou seja, por todos os municipes de Cascais.
Sem outro assunto de momento e na expectativa de poder continuar a contar com a colaboração de V. Exa., no sentido de nos informar de eventuais situações que comprometam o grau de excelência que pretendemos para os nossos serviços, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Cordialmente,
Ana Ladeira
Departamento Espaços Públicos Verdes Urbanos
EMAC - Empresa de Ambiente de Cascais, E.M., S.A.

[...]

Data de Início 03-10-2011
Tipo Reclamação
Assunto Jardins da Parede - degradação
Mensagem Exmos Senhores,

Venho informar do número crescente de sistemas de rega danificados e espaços verdes em degradação nos Jardins da Parede. De facto, desde os bancos partidos, a sistemas de rega que bombeiam água para a calçada até aos espaços verdes mal tratados, a situação tem vindo a piorar desde à algum tempo. Agradecia assim a vossa atenção e seguimento do caso para que no futuro não tenha custos e reclamações acrescidos. Cumprimentos
João Leal»

Casa das Histórias apresenta nova temporada

In Diário de Notícias (29/12/2011)
por Alexandre Elias

«Inéditos de Paula Rego e espaços dedicados a nomes como Bruno Pacheco e Adriana Molder são algumas das apostas deste museu para 2012.

A Casa das Histórias Paula Rego (Cascais) vai estender as exposições "Oratório" e "O corpo tem mais cotovelos", ambas com encerramento previsto esta sexta-feira, até aos dias 5 e 19 de Fevereiro, respectivamente. Com 52 mil visitantes registados desde a inauguração destas duas exposições, em Julho, a afluência de público ao museu é o motivo para extensão da vida em sala destas peças.

No entanto, caberá ao artista plástico Bruno Pacheco o arranque oficial da programação para 2012, com o primeiro espaço de autor na Casa das Histórias (até agora, dedicada exclusivamente à obra de Paula Rego). O projecto de Bruno Pacheco inaugura no dia 1 de Março e será composto por pinturas de grandes dimensões que "desenvolve poderosas narrativas visuais que questionam os modelos de representação na arte contemporânea", descreve um representante da Casa das Histórias.

A 24 de Junho, data em que encerra o espaço dedicado a Bruno Pacheco, inauguram em simultâneo duas outras exposições, "Damas e Pé de Cabra", um diálogo entre obras de Paula Rego e Adriana Molder, que estará patente até ao fim de 2012, e "Mood/humor", uma remontagem da série "Possession", de Paula Rego, pertencente ao Museu de Serralves e inédita em Cascais e Lisboa.

No mesmo dia, a instituição inaugura uma remontagem a partir de algumas pinturas importantes da colecção expostas em Paris, com curadoria de Catarina Alfaro, e apresenta também um diálogo entre uma obra de Paula Rego - "O Anjo" (1998) - e parte de uma série inédita de trabalhos em desenho de Pedro Calapez. Esta mostra tem curadoria de Helena Freitas.»

Wednesday, December 21, 2011

E quando é que o mono vai abaixo?


Foi prometido que iria em Setembro passado... será que irá em 2012? Já chega, por favor.

Tuesday, December 13, 2011

Projecto 20 (Orçamento Participativo)






Chegadas por e-mail, eis algumas imagens do projecto 20 do OP, projecto destinado à praça da Quinta da Carreira, cujo resumo é:

«A área de intervenção corresponde a uma praça pavimentada, com árvores em caldeira, contornada por uma rua de sentido único que serve simultaneamente, lojas, edifícios de habitação e estacionamento. A proposta prevê o reordenamento do trânsito e estacionamento, assim como a requalificação das zonas de estada/zona lúdica com criação de zonas de esplanada e renovação da iluminação, pavimentação e mobiliário urbano. Promove-se igualmente a ligação da Praça com zona de acesso à estação, lado Norte, através de um lanço de escadas que rompe o muro existente e cria um pequeno anfiteatro.»


Mais fotos em aqui.

Monday, December 12, 2011

A distribuição de energia e o Conto do Vigário

"O conto do Vigário" de Fernando Pessoa, foi-nos oferecido com outra pérola de Antero de Quental: "Causas da decadência dos povos peninsulares". Junto vem também "A terra que um homem precisa" de Tolstoi, e no mesmo livrinho do conto de Pessoa "O sem-amor ou o major sem a serotonina" de António Bento.

O banho de cultura em forma de livrinhos de bolso é a prenda de Natal que a Digal (que distribui gás aqui no burgo) oferece este ano aos seus consumidores, continuando o que já vai sendo uma amável tradição e cujos gastos, seguramente, serão justificados como investimentos em cultura na parte politicamente correcta do relambório que é usado como penacho nas Finanças, e que nós lhes oferecemos dentro do nosso deve e haver do IRC... Mas até aqui tudo bem. Aplaudo e agradeço com toda a sinceridade à Digal, e desejo que esta, da parte das Finanças receba o bom e devido retorno.

É pena que a Digal ainda precise de ultrapassar a fronteira do tempo onde já não se discutem as relações entre forma e substância. É que com uma visão (talvez) arcaica e inocente, a pobre "forma" da colecção dos livros da "biblioteca Digal", condena rapidamente demais este embrulho, ao lixo ou à reciclagem do papel.
E isso é pena também, porque, para além da visão interventiva dos (bons) autores e sua recomendável escrita, o presente traz uma outra mensagem a que o consumidor deveria dar um pouco mais de atenção, e que se percebe na cartinha que acompanha o presente e que é assinada pelo Sr. Presidente do Conselho de Administração: Artur Caracol.

Depois de contrapôr a algumas realidades do mercado de fornecimento de energia, a forma como a Digal actua, assume-se então que os livros estão identificados "com os tempos que correm" e segue justificando as escolhas: "Se Antero de Quental nos traça um diagnóstico multissecular do problema, Tolstoi aponta-nos, além das causas, as consequências. Já Fernando Pessoa, em "O Conto do Vigário"(o lettering a carregado é da Digal), descreve numas fulminantes sete páginas de que forma a avidez e o ardil criam crimes ou crises sem culpados, como a que vivemos, afinal o expediente dos que dela vivem [...]". A seguir apresenta-se o texto de António Bento como contendo a prescrição para a cura...

É evidente que a Digal se debate para se manter no mercado do fornecimento da energia, e este seu presente quer por-nos a pensar em como a livre concorrência "em benefício do consumidor" é em Portugal, um conto do vigário, um jogo de cartas marcadas, onde habilmente o crime da batota e os preços ao consumidor, se desculpam com "interpretações criativas de leis". Por isso, o tal "benefício dos consumidores" é uma quimera fantasiosa, mas que na verdade tem consequências muito significativas nos custos de produção das empresas, e na factura das economias familiares, tal como, aliás, tem sido referenciado por muitos economistas e pela salvífica "troika"... mas, para os campeões da forma da retórica, este "detalhe" é sempre embrulhado em má-forma e, para quem pode e manda, tem o destino do lixo e da trituradora de documentos. O que fica, faz notícia e domina o mercado, é quem não é inocente com a "forma" e dela usa e abusa para escamotear a verdadeira substância.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: a simpática e útil Digal não deveria menosprezar os valores da "forma"para que a sua "substância" não seja desvalorizada.

Aproveito para retribuir à Digal os seus desejos de Santo Natal e Redentor Ano Novo, agradecendo o seu serviço e a prenda, que lerei com prazer.