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«Exmo(a). Sr(a).
Solicitamos a divulgação do seguinte,
Decisão absurda de Director de Agrupamento de Escolas de leva ao encerramento de Escola de Danças de Salão da AMQC com 40 alunos, em S. João do Estoril.
A EDSAMQC, foi criada em Março de 2010 e desde então tem funcionado na Escola EB1 de S. João do Estoril, tendo para tal sido assinado um Protocolo de Cedência de Instalações entre o Agrupamento de Escolas da Galiza e a AMQC, que tem sido criteriosamente cumprido por ambas as partes.
A enorme receptividade da Comunidade Local a esta iniciativa da AMQC tem promovido a aproximação de todos os associados e amigos da Quinta da Carreira, reunindo todas as Terças e Quintas Feiras cerca de 40 alunos de todas as idades que saudavelmente se divertem na aprendizagem desta actividade.
Ao longo deste ano e meio de existência foram várias as actuações públicas, com especial destaque para as Festas de Aniversário da AMQC (Ver Vídeo) e da Noite Cultural AMQC que tiveram um enorme participação do Público como atestam as fotos anexas.
Atendendo ao sucesso da EDSAMQC, e por forma a melhorar as suas condições e promover o seu crescimento, a AMQC conjuntamente com a CMC e a Junta de Freguesia do Estoril fizeram um investimento de aproximadamente 7.500,00€ tendo sido adquiridos; uma aparelhagem de som, duas tendas para espectáculos e instalado uma parede de espelhos na Escola EB1 de S. João do Estoril, sendo esta uma mais valia também para as actividades curriculares da Escola.
No final de Agosto do corrente ano, com o intuito de dinamizar ainda mais a EDSAMQC, foi preparada uma campanha de divulgação (que está a decorrer) do “regresso às aulas de danças de salão” com um forte investimento financeiro por parte da AMQC.
De referir que de acordo com o Relatório e Contas de 2010 prevê-se atingir o “break–even Point” em Abril de 2011 (já atingido), sendo que a partir daí passou a Escola a gerar um sistemático, mas pequeno lucro para a AMQC, que minimizará a sua dependência de subsídios municipais, caminhando-se para a auto-sustentação da AMQC.
É portanto, para nós um enorme orgulho garantir a satisfação dos praticantes, garantir um posto de trabalho e promover a cultura e o espectáculo no Concelho de Cascais sem necessitar de subsídios que poderão ser redireccionados para fins Sociais/Solidários tão necessários nesta época de constrangimentos orçamentais.
Contudo, fomos confrontados no passado dia 16 de Setembro, com a impossibilidade de continuarmos a realizar as aulas da EDSAMQC na Escola EB1 de S. João do Estoril, “por razões logísticas, mais concretamente por falta de pessoal” em resultado de ter sido aprovado (em Julho 2011) o regulamento interno do Agrupamento de Escolas que “não permite a utilização das instalações escolares por terceiros sem a abertura das mesmas estar salvaguardada por um funcionário da escola, pelo que esse procedimento fica vedado a entidades externas às escolas.”.
A falta de alternativa de instalações levará à óbvia extinção de uma actividade auto-sustentada de promoção da qualidade de vida da comunidade e de promoção da cultura, podendo eventualmente levar à perda de independência financeira da AMQC.
Refira-se ainda, que a partir do momento em que a EDSAMQC passou a gerar receitas, a AMQC assumiu compromissos com outros, que como é hábito e dever desta instituição tudo fará para cumprir, sendo que esta decisão porá em causa esses mesmos comprometimentos.
É assim, com enorme estranheza que vemos esta tomada de decisão por parte da Direcção do Agrupamento de Escolas de S. João do Estoril, que para além de pecar por tardia, peca também por falta de justificação, uma vez que em ano e meio de existência, nunca foi necessária a presença de um funcionário da Escola, nunca houve qualquer tipo de problema com a utilização das instalações escolares e nunca houve acréscimo de custos para a escola pelo facto de existir a EDSAMQC.
De referir que segundo o Novo Modelo de Edifício Escolar da Parque Escolar, no seu ponto 4, prevê: “Abertura à Comunidade – Criação de condições de abertura de sectores específicos da escola para utilização pela comunidade exterior, com particular ênfase nos espaços de Biblioteca, Conhecimento e da Memória (núcleos museológicos), salas polivalentes (exposições, teatro, cinema, dança), Centros de Novas Oportunidades, bar e cantina e nas áreas de desporto”
Estranhamos ainda, que em época de constrangimentos orçamentais, se faça um regulamento que por ter acréscimos de despesa, se torne impraticável. Aparentemente está-se a legislar à dinamarquesa num País tolhido financeiramente e que se quer gerido com um rigor consentâneo com a sua realidade.
Assim, está em causa um património cultural e associativo municipal, promovido por uma instituição com de 20 anos de existência, representativa da Comunidade.
Certos da Vossa atenção,
Com os melhores cumprimentos,
Carlos Guimarães
(Presidente da Direcção da AMQC)»