Wednesday, September 12, 2012

Desconfiança na possibilidade dos poíticos tomarem decisões a pensarem no bem comúm

”Siza Vieira aponta a arquitectura como exemplo para demonstrar a sua desconfiança na possibilidade de os dirigentes partidários tomarem decisões pensando no bem comum.
Quando uma cidade muda a composição política dominante, os projectos anteriores são recusados, a maior parte das vezes. Há um apetite de ruptura total que tem a ver com interesses e com processos de afirmação política."

in Público hoje

Siza Vieira: em Portugal, há a sensação de se viver “de novo em ditadura”ensacao-de-se-viver-de-novo-em-ditadura-1562598


O que tem feito a Câmara de Cascais para recuperar a desconfiança dos Cascalenses ? Quem mais tem feito é a crise, que tirou aos grupos de lobby o poder financeiro que antes tinham.

Monday, September 10, 2012

Ainda há esperança para a rara biodiversidade da praia das Avencas

In Público (9/9/2012)

Por Carlos Filipe (Foto: José Fernandes)

«A segunda reserva natural local do país está em processo de criação no concelho de Cascais, para proteger as características geológicas e biológicas da pequena praia da freguesia da Parede.

Porque (ainda) há vida entre marés na pequena praia de características muito especiais da freguesia da Parede, em Cascais, a Zona de Interesse Biofísico das Avencas (ZIBA) poderá, em breve, ter estatuto de reserva natural local, a segunda do país, depois de ter sido dada semelhante atribuição ao até então Refúgio Ornitológico do Cabedelo (Gaia), no estuário do Douro. Esta, na linha do Estoril, será a primeira com características integralmente marinhas.

Dizem os técnicos que ainda há tempo para travar a regressão da sua biodiversidade, mas os interesses humanos, actores principais na sua degradação, podem não correr no mesmo sentido, ainda que a permência ambiental seja perfilhada por ambos. De um lado estão os pescadores lúdicos e praticantes de caça submarina, considerando que os prejuízos foram e ainda são causados por factores que lhes são alheios, mas também por más políticas camarárias e de legislação, pelas constantes recargas de areia nas praias que dizem prejudicar a vida na plataforma rochosa e pelas más práticas das actividades económicas adjacentes. Do outro, a comunidade local queixa-se do excesso de veraneantes que acede à praia, que responsabiliza pelos danos nos ecossistemas, sugerindo a limitação do estacionamento automóvel nas proximidades.»

Thursday, September 06, 2012

Regime Jurídico da Classificação de Arvoredo de Interesse Público

Lei n.º 53/2012. D.R. n.º 172, Série I de 2012-09-05

Assembleia da República

Aprova o regime jurídico da classificação de arvoredo de interesse público (revoga o Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de fevereiro de 1938)

Wednesday, August 22, 2012

Fundação Paula Rego a salvo

In Solo Online (22/8/2012)

Por Margarida Davim

«Fundação Paula Rego vai continuar a funcionar, com o apoio da Câmara de Cascais, garante o autarca. Fichas de avaliação com erros baralham as fundações.

Para Carlos Carreiras, a continuidade da Fundação Paula Rego não está em causa e «é um caso encerrado». O presidente da Câmara de Cascais dá por resolvido o assunto depois de ter enviado uma carta ao secretário de Estado da Administração Pública, comunicando a intenção da autarquia em manter o apoio à fundação – mesmo sem o dinheiro do Estado, que anunciou na semana passada a intenção de extinguir as fundações com resultados negativos na avaliação feita pelas Finanças.

«As fundações, não só a Paula Rego, mas a D. Luís I e a São Francisco de Assis, estão a salvo em Cascais», garante o autarca, explicando que o «financiamento público é financiamento municipal» e que a Câmara está disposta a mantê-lo.

Carreiras espera apenas «uma resposta formal» do Governo, até 15 de Setembro, altura em que o Executivo deverá ditar o futuro das 130 fundações que podem ser alvo de um de quatro cenários: o corte de 30% do financiamento do Estado; o corte total dos apoios públicos; a perda do estatuto de utilidade pública; a extinção.

No caso da Fundação Paula Rego, os apoios públicos correspondem a 73,5% das suas receitas e ascenderam a quase 1,2 milhões de euros entre 2008 e 2010. Com notas fracas na avaliação feita pelas Finanças à sua eficácia, sustentabilidade e relevância (os três critérios principais aplicados a todas as fundações), a fundação com o nome da pintora não foi além dos 40,8 pontos (em 100) na nota final [...]»

Sunday, August 12, 2012

Casa das histórias - museu Paula Rego [vamos fechar isto?]

imagem retirada de: http://www.all-art.org/art_20th_century/rego2.html


Com o timing dos manhosos, lá fica a pairar (e a ser levada) no ar do Verão, a notícia (ameaça?) do encerramento da Fundação Paula Rego e da D. Luis I. Com reacções que mais não parecem do que um esbracejar solitário de António Capucho, e o rol de argumentos possíveis de Carreiras, a coisa quase parece uma tentativa do pai assassinar pela calada o filho. É assim como uma repetição rasca do episódio onde Deus manda Abraão sacrificar o filho, mas desta vez usando um revólver com silenciador, para ver se a coisa não vai parar às páginas da inconveniente História.

Que para o governante comum, a cultura já não passasse de penacho em chapéu que raras vezes lhe assenta bem, já toda a gente o sabia. Como é a cultura considerada pela nova clique que manda, "formada" à pressa em bolonhas de conveniência? Isso ainda não o sabemos totalmente, mas os sinais tresandam por aí.
Esperemos que o caso "casa das histórias da Paula Rego em Cascais" não acabe como um exemplo para ficarmos esclarecidos quanto à ignorância dos que "mandam". Esperemos que se assuma que cada cidade digna dessa condição, TEM de ter no mínimo, uma ou duas instituições dedicadas à cultura como a Casa das Histórias ou a Fundação D.Luís I, ou ainda a Casa-Museu Verdades Faria independentemente da forma da sua gestão... sendo perfeitamente lógico - para as sociedades civilizadas -  que é POR PRINCÍPIO, do dinheiro PÚBLICO que deve vir a base de financiamento.
A pergunta que deve ser discutida é: a gestão destas instituições deve ter o modelo da Fundação? É o único modelo de gestão? É eficaz em todos os casos? 

Wednesday, July 25, 2012

Uma boa acção pela Cresmina:

In Jornal da Região (1-27 Agosto 2012)

Demolição do "Mono do Nau", cenas dos próximos capítulos?

In Jornal da Região (27 Junho 2012)

Tamariz, uma sombra do que foi ...

In Jornal da Região (13 Junho 2012) ... 100% de acordo. O Tamariz está a anos-luz do que já foi, aliás, como as Arcadas. E?

Tuesday, July 24, 2012

Polícias e "polícias"

Fui multado por estacionamento ilegal por um desses fiscais de estacionamento que agora enxameiam o concelho. Não foi um caso de falta de pagamento; foi infracção vulgar ao código. Questionada, a agente foi rápida a mostrar uma credencial que lhe dava competência para fazer de polícia. Esta putativa Polícia chama-se Cascais Próxima e pertence à CMC. Lá fui pagar a multa fora de portas, lá para Manique, onde fui atendido numa sala chamada de Apoio ao Cliente (?). Aí pedem-nos a carta de condução, o que provoca protestos de todos os que lá vão pagar multas. Esclarecem-nos logo que somos arguidos. Entramos clientes e saimos arguidos! Julgava eu que só um juiz pode declarar arguido um cidadão. Puro engano, os funcionários de uma empresa municipal também podem.
Fiquem assim a saber que Cascais Próxima é para manter afastada.

Monday, July 23, 2012

Chegado por e-mail:

«Olá, boa tarde!

Venho dar os parabéns (e agradecer ) pelo blogue que visito regularmente.

Venho também solicitar a divulgação de um abaixo assinado pelo direto à mobilidade no concelho de Cascais e contra o serviço prestado pela Scotturb há anos, proposto por um grupo de utentes .

O link para assinar a petição:

http://www.peticaopublica.com/?pi=Scotturb»

Saturday, July 21, 2012

Escola D. Luis I

Mais um edificio classificado que está ao abandono. Pelo menos é o que parece como a foto demonstra.
Alguém sabe qual o destino desta escola?
Desde que saiu de lá o ATL ouvem-se várias versões mas ninguem sabe em concreto.
A árvore da borracha que estava lá à muitos anos "desapareceu" assim como o Plátano.
Nos seus lugares é só ervas daninhas.

Thursday, July 19, 2012

Reclamação sobre obras efectuadas nos antigos Paços do Concelho

Exmos. Senhores

Presidente da Câmara Municipal de Cascais,

Director do IGESPAR,

Director-Regional de Cultura,

C.c. AMC

No seguimento das obras levadas a cabo nas fachadas do edifício dos antigos Paços do Concelho da Vila de Cascais, Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 67/97, DR, 1.ª série-B, n.º 301 de 31 dezembro 1997), somos a constatar que as mesmas, não cumpriram, a nosso ver, as mais elementares noções e técnicas de restauro e limpeza de edifícios classificados, já que é visível a olho nú que as cantarias foram descaracterizadas, apresentando os cunhais e os emolduramentoes dos vãos áreas preenchidas a argamassas indevidas, a nosso ver, conferindo assim ao edifício um aspecto em nada consentâneo com o seu estatuto (imagens em anexo).

Somos, por isso, a solicitar à Câmara Municipal de Cascais e aos Serviços que tutelam a salvaguarda dos bens culturais classificados, um esclarecimento sobre este assunto, i.e.,:

- Foi esta autorizada e acompanhada pela tutela? (CMC, IGESPAR/DRC-LVT)

- Se foi, como é que foi possível que uma obra, à partida sem problemas, tenha tido este resultado?

- Que medidas serão tomadas para repor a legalidade da obra e/ou a dignidade deste edifício classificado?

Com os melhores cumprimentos

Diogo Pacheco de Amorim, Manuel Valadas Preto, António Branco Almeida, Maria João Pinto, Fernando Boaventura e António Santos Cristóvão

Fotos: PC e FB

Homenagem a Francisco Lázaro

Fonte: Júlio Amorim

Tuesday, July 03, 2012

A ver se é desta que da imensa papelada produzida e das mais que muitas palavras ditas sai alguma coisa que os autarcas consigam assimilar.

Monday, July 02, 2012

Vem aí mais uma lindeza para o Monte Estoril!

O "giro" da brochura que anda a circular por aí é a evocação constante de outros tempos, feitos de chalets e de bom gosto. Eis que, depois de várias folhas evocativas de figuras e memórias, aparece o novel projecto, de autoria do Arq. João Paciência, de quem conheço pessoalmente um simpático Atrium Saldanha, feito a meias com Boffil, mas também, e infelizmente, aquela aberração por cima da linha de comboio ao Areeiro, em Lisboa, no cruzamento com a Av. Roma, que acho execrável. Pobre Monte.