Sunday, June 24, 2012
Pelourinho da Vila de Cascais
Com as festas da juventude a decorrer de 22JUN a 01JUL na baía de Cascais, vários pilaretes, arvores e outros espaços foram cobertos com decoração tipo "crochê da avózinha".
Mas não era necessário "forrarem" um monumento da Vila datado de 1834 como a foto demonstra.
Só falta colocarem um boné no busto do D. Luis ou uma manta na estátua do D. Pedro.
Quem terá sido o "Iluminado" da ideia?
Sou antiquado? Mas os monumentos devem de ser respeitados!
Thursday, June 21, 2012
El Corte Inglés em Cascais ou as obras de Santa Engrácia
In Jornal I (21/6/2012)
Por Isabel Tavares
«O investimento de 200 milhões, com a criação de 1500 postos de trabalho directos, foi anunciado em 2005
Há um ano a notícia era que o projecto ia finalmente avançar, depois de um compasso de espera que durava desde 2005, altura em que o grupo espanhol anunciou o terceiro El Corte Inglés para Portugal. Um ano depois, ainda nada. A responsável pelas relações externas do El Corte Inglés, Susana Santos, disse ao i que há “um conjunto e trâmites” a seguir, mas não explicou quais, nem precisou datas para o início das obras que darão corpo ao projecto. A Câmara Municipal de Cascais, que disputou o investimento com o concelho de Oeiras, também não deu qualquer esclarecimento nem fez o ponto da situação, limitando-se a informar que a decisão sobre o arranque está agora do lado do El Corte Inglés. [...]»
Centenário do Turismo em Portugal

As comemorações terminaram o seu ciclo regular de iniciativas, e uma das mais significativas exposições promovidas pela Comissão Nacional (CN), presidida por Jorge Mangorrinha, foi "O Estoril e as Origens do Turismo em Portugal", inaugurada a 14 de Maio de 2011 e que perdurou até ao início do corrente ano. A Câmara Municipal de Cascais foi o parceiro da CN. Para além da exposição, realizada no edifício dos CTT do Estoril e comissariada por Helena Gonçalves Pinto e João Miguel Henriques, houve visitas guiadas e um dia de conferências acerca do papel histórico do Estoril e de Cascais desde o final do século XIX aos tempos mais recentes. Para a posteridade, também fica um excelente catálogo. Seria bom que o Estoril se regenerasse e tivesse como referência a ambição com que os seus promotores o projectaram há cem anos e o construíram durante a Primeira República e início do Estado Novo.
Monday, June 04, 2012
Thursday, May 31, 2012
Obra terminada
«Exmos. Srs.
No seguimento de uma parceria entre a AMQC – Associação de Moradores da Quinta da Carreira e a CMC – Câmara Municipal de Cascais, realizaram-se durante o Mês de Maio, as obras de Recuperação do Antigo Tanque de Rega da Qtª. da Carreira, S. João do Estoril.
Esta obra vem na sequência das Comemorações do 20º Aniversário da AMQC, que terão o seu ponto alto na Festa que decorrerá nos dias 1 e 2 de Junho, dentro do referido Tanque.
Esta Festa terá como convidados de Honra, o Sr. Presidente da CMC (sujeito a confirmação) e o Sr. Presidente da JFE, no dia 1, e o Sr. Vereador das Associações de Moradores no dia 2.
Junto envio fotos do Tanque Video em: http://www.youtube.com/watch?v=6PqC4pRJ1MU&feature=youtu.be
Melhores cumprimentos,
Carlos Guimarães(Presidente da Direcção da AMQC)»
Monday, May 28, 2012
Orçamento participativo
«Boa tarde
Se concordarem, por favor façam lobby para que as propostas relacionadas com circulação em bicicleta tenham aceitação em Oeiras (e depois talvez Cascais vá atrás...)
http://diaummais.blogspot.pt/2012/05/orcamento-participativo-em-oeiras.html.
Cumprimentos
JP»
Friday, May 25, 2012
Wednesday, May 23, 2012
Recolhidos mais de 600 quilos de lixo no mar ao largo de Cascais
«Rodas de bicicletas, mesas e cadeiras de plástico, pneus e carrinhos de supermercado, foram alguns dos objectos encontrados no fundo do mar numa acção de limpeza subaquática na praia dos Pescadores, Cascais, no sábado. No total, 40 mergulhadores e voluntários recolheram 620 quilos de lixo.
A iniciativa atraiu muitos turistas curiosos que paravam na Baía de Cascais para ver o que se passava, tal era a quantidade de pessoas, preocupadas em recolher, pesar e separar o lixo que era extraído do fundo do mar em frente à praia dos Pescadores.
“Foi com enorme satisfação que estive com estes homens e mulheres que, ano após ano, com esta atitude e nesta iniciativa, ajudam a preservar um dos nossos maiores patrimónios, o mar”, referiu nesta terça-feira o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, em comunicado.
No “Clean Up” participaram 34 mergulhadores, apoiados por 10 voluntários em terra, a quem coube a missão de trazer o lixo retirado para a beira-mar.
No final, os resíduos foram pesados e ficaram expostos durante algumas horas na Baía de Cascais, de modo a “chamar a atenção para o tipo de lixo depositado no mar”.
Promovida pela agência municipal Cascais Atlântico, a iniciativa visa “sensibilizar a opinião pública para os efeitos negativos da poluição marítima e, paralelamente, incentivar a prática de mergulho no concelho”. »
Monday, May 21, 2012
Sunday, May 20, 2012
Corrupção na PSP de Cascais
Ministério Público acusou 13 agentes de esquema de controlo do negócio da noite no concelho.
18 de maio de 2012Treze agentes da PSP de Cascais, incluindo oficiais, foram acusados pelo Ministério Público de associação criminosa, extorsão, tráfico de droga e corrupção.
Os polícias montaram um esquema de controlo do negócio da noite em Cascais e vendiam segurança privada a figuras públicas como Patrick Monteiro de Barros, que será acusado noutro processo por corrupção ativa.
http://expresso.sapo.pt/corrupcao-na-psp-de-cascais=f727076
PS: Eu próprio fui vitima deste esquema quando os donos de uma loja frente a minha casa utilizavam os seus amigos polícia para multar-me a mim e só a mim quando estacionava frente à sua montra. Desapertaram-me a roda do meu carro e a polícia não investigou.
A história só parou quando fui falar pessoalmente com o comandante de Cascais.
Friday, May 18, 2012
Exposição no Paredão
Chegado por e-mail:
«para atendimento.mu., policia.munici.
Bom Dia,
Verifico com agrado a exposição em curso no paredão.
Alerto, no entanto, para o perigo iminente provocado pelas vedações - cabos de aço - que protegem as obras de arte.
Agradecia uma explicação de como é possível projetar, instalar, fiscalizar e aprovar este tipo de obras. Esticar cabos de aço, invisíveis na maior parte do tempo (preciso explicar porquê?), à altura do pescoço de uma criança, num local por elas frequentado para correr, andar de patins, trotineta ou bicicleta é, em qualquer parte do mundo civilizado, criminoso.
Em Cascais, já não sei.
Agradecia a resolução URGENTE desta anomalia.
Cumprimentos,
João Magalhães
para psp.cascais, divcascais.lis., policiamaritim., dirp, geral
Bom Dia,
No paredão de Cascais, local público normalmente frequentado por crianças para correr, andar de patins, trotinete ou bicicleta, está agora patente uma exposição.
Algumas das obras expostas estão cercadas por vedações formadas por pilaretes metálicos e dois cabos de aço esticados na horizontal, praticamente invisíveis. Situados à altura do pescoço de uma criança, constituem uma ameaça à sua integridade física totalmente inaceitável. Junto fotos de alguns exemplos em attach (recolhidas ontem ao final do dia).
No início da semana, alertei as autoridades que julguei terem competência nesta matéria (ver email abaixo), as quais acusaram a receção e processamento do meu alerta, mas decorridos 4 dias nada de minimamente efetivo foi feito.
Venho assim solicitar a vossa intervenção, se possível, na resolução desta situação.
Obrigado.
Cumprimentos,
João Magalhães»
Tuesday, May 15, 2012
Monday, May 14, 2012
Parece que era a P/B mas não era...
Thursday, May 10, 2012
Monday, May 07, 2012
O Cruzeiro vai dar lugar ao "progresso"!
Monday, April 30, 2012
Faustosa marca do Estoril balnear
O desafogo de tempos idos perdeu-se, mas algumas marcas da faustosa estância balnear do Estoril no séc. XIX permanecem. O edifício das antigas Cocheiras de Santos Jorge sobreviveu por estar classificado como imóvel de interesse público. Sem protecção já teria, como muitos outros, sido desmantelado.
O imóvel, nota o Igespar, foi projectado por Norte Júnior em 1914 e destinava-se às cavalariças da casa de António Santos Jorge, de fachada mais tradicional e implantada junto à linha ferroviária entre Lisboa e
Cascais desde 1896. O arquitecto adoptou uma exuberante linguagem decorativa, reflectindo a sua aprendizagem na Escola de Belas-Artes de Paris, ao estilo de Charles Garnier na ópera parisiense e no casino de Monte Carlo. Entalada entre condomínios e um posto de combustíveis, a antiga garagem pisca o olho a uma época áurea que importa preservar.
Luís Filipe Sebastião, Público de 29 Abril 2012
Sunday, April 29, 2012
Cascais é o terceiro concelho mais violento
no jornal Sol, 29 de Abril, 2012
Amílcar Matos aprendeu a nunca virar as costas aos clientes. Com uma ourivesaria aberta há 42 anos na Baixa de Cascais, o empresário garante que os tempos nunca foram tão maus para o negócio.
«Todos os dias temos uma tentativa de furto ao balcão. O cliente, que na verdade é ladrão, pede para ver fios e anéis, depois pede mais um anel só para nos distrair e desviar alguma peça. Já me levaram algumas», conta ao SOL, mirando quem passa na rua. «Não há pobreza em Cascais? Olhe à sua volta... Os mendigos não são poucos, até estrangeiros».
Ele e os outros comerciantes do centro histórico de Cascais têm a vantagem de ter por perto um agente da PSP que foi contratado para vigiar uma outra ourivesaria ali ao lado, que foi assaltada há alguns anos. «Aqui vamos estando protegidos», desabafa.
Essa sorte faltou ao gerente do Hotel Eden, no Estoril, onde já este ano, em Janeiro, um encapuzado entrou de caçadeira em punho, ameaçou e trancou a funcionária da tabacaria numa arrecadação, fugindo com todos os maços de tabaco que estavam no expositor, no valor de 250 euros. Pouco passava das sete da tarde. Todos os clientes ficaram sem reacção.
O quinto maior concelho
Naquele que é o quinto maior concelho do país, com 206 mil habitantes, as autoridades registaram no ano passado um total de 8.733 ocorrências – uma média de 24 assaltos por dia. No total, foram mais 66 do que em 2010, contrariando uma tendência de quebra que se vinha consolidando desde 2008 (entre 2009 e 2010, a descida foi de 15,5%).
Olhando para o distrito de Lisboa, onde a criminalidade geral também está em descida desde 2008, as estatísticas não deixam margem para dúvidas: ultrapassado apenas por Lisboa e Sintra, Cascais é já o terceiro concelho do distrito com maior número de crimes, à frente de Amadora, Loures e Oeiras.
«A conjuntura económica trouxe ao país outra realidade e Cascais não é excepção» – diz Armando Correia, presidente da Associação Empresarial do concelho, admitindo preocupação com a vaga de assaltos a estabelecimentos – no ano passado, as autoridades registaram 310 casos, mais 100 do que em 2010.
«Os cafés e restaurantes são um elo frágil, por causa do horário de funcionamento. Ainda há pouco tempo foi assaltado o novo McDonald’s que abriu em São Domingos de Rana. Fechava às 4 da manhã e agora encerra à meia-noite», diz Armando Correia.
Furtos em supermercados triplicaram
Só os furtos em supermercados mais do que triplicaram entre 2009 e 2011, passando de 29 para 91 casos. «Os relatórios que as grandes superfícies comerciais enviam mostram que as pessoas furtam cada vez mais alimentos: pacotes de arroz, massa, azeite... enquanto no passado recente levavam sobretudo pilhas e perfumes», nota o representante dos empresários.
Mas os supermercados são por si só um chamariz para os criminosos que procuram simplesmente dinheiro fácil. Em Março, uma empregada de um mini-mercado na Parede não teve outra alternativa senão entregar os 120 euros que tinha na caixa, quando um homem, de máscara e luvas, entrou pelo estabelecimento e lhe apontou uma arma à cabeça.
Num território que concentra algumas das zonas residenciais mais luxuosas do país, os crimes contra a propriedade também se agravaram, incluindo alguns dos que causam maior sentimento de insegurança – caso dos furtos por carteiristas (mais 10 ilícitos), roubos por esticão (mais 18) e roubos na via pública (mais 42). Há também mais assaltos a residências: no ano passado, a polícia contabilizou 578 queixas contra 462 em 2010. A esmagadora maioria dos crimes, porém, são furtos no interior de veículos (ver infografia).
«Andar em Cascais à noite pode ser arriscado. Ainda há ruas muito mal iluminadas», diz Rui Carvalho, comerciante de 56 anos na Baixa de Cascais, que já não tem conta às tentativas de furto no interior da sua tabacaria: «Temos de ter quatro olhos sempre abertos».
Cego assaltado e sequestrado
Mas o pior pode acontecer em plena luz do dia. Em Janeiro deste ano, pela hora de almoço, um idoso de 80 anos, invisual, teve um inesperado dissabor. Caminhava na avenida do Ultramar, em Cascais, quando três homens o abordaram, encostaram-lhe uma arma de fogo ao corpo e obrigaram-no a entrar num carro.
Um deles tinha sotaque brasileiro. Circularam alguns minutos até que pararam num local ermo. Depois de o revistarem, tiraram-lhe a carteira, onde tinha os documentos e 160 euros em notas, e abandonaram-no na rua.
«A grande diferença que se nota é que muitos crimes passaram a ser cometidos durante o dia», sublinha Jorge Marques, guarda-nocturno há 16 anos na freguesia da Parede. «São sobretudo assaltos a residências, mas também a bancos, ourivesarias e lojas de compra e venda de ouro», conta o vigilante, recordando um assalto inédito que causou o pânico na freguesia, em Novembro passado.
Três encapuzados, com uma arma e martelos, invadiram uma ourivesaria na artéria mais movimentada da Parede, mas o dono da loja reagiu com oito tiros, o que afugentou os delinquentes. Durante o tiroteio, uma bala atingiu o talho da rua em frente e outra ficou cravada no vidro de um carro que estava estacionado.
Presidente da Câmara culpa violência doméstica
Não menos prodigioso foi o assalto, também na Parede, a um banco no ano passado. O roubo aconteceu durante o dia e foi praticado por uma jovem mulher que já tinha assaltado outro estabelecimento de crédito em Cascais. Em 2011, foram roubados 10 bancos neste concelho, mais sete do que em 2010. Nas estações dos CTT houve seis assaltos no último ano – o valor mais alto de sempre no concelho. E, no mesmo período, cinco farmácias foram saqueadas.
«Não podemos isolar os dados de um ano apenas. A criminalidade deve ser olhada em contínuo», disse ao SOL Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais.
Lembrando que o concelho é o quinto mais populoso do país, «com visitas de mais de um milhão de cidadãos, nacionais e estrangeiros, todos os anos», o autarca defende que «Cascais é um território seguro». Carlos Carreiras admite que, após dois anos de queda sucessiva, a criminalidade subiu em 2011 mas atribui o facto «essencialmente ao grande aumento do número de participações de crimes de violência doméstica (mais 160%, contra menores)».
«Sendo, naturalmente, uma causa de preocupação, este número prova que temos sido bem-sucedidos no trabalho de combate à violência doméstica», sublinha o social-democrata, atribuindo o aumento de queixas ao trabalho desenvolvido pelas associações, que encorajam as vítimas a denunciar os agressores.
Junta e Câmara oferecem carros à PSP
O autarca garante que a segurança é, neste momento, um «imperativo estratégico». Em Março deste ano, no âmbito da primeira parceria público-pública em todo o país intitulada ‘Parcerias para a Segurança – uma visão de futuro’, a autarquia ofereceu material informático e também viaturas aos agentes da Divisão de Cascais.
Ao SOL, Carreiras adiantou ainda que a autarquia está a realizar um estudo para encontrar «métodos inovadores de combate à insegurança e à criminalidade nas cidades, como aqueles que Rudolph Giuliani (político americano que defendia ‘tolerância zero’ contra os criminosos) aplicou de forma bem-sucedida nos anos 90».
Embora considere que o sentimento de segurança não foi abalado, o presidente da Junta de Freguesia tomou a mesma medida, atribuindo um carro à esquadra da PSP de Cascais. «Entendemos isto como um investimento, a bem de toda a comunidade», disse ao SOL Pedro Morais Soares, presidente da Junta, esclarecendo que a nova viatura servirá exclusivamente para «reforçar o policiamento a residências e comerciantes».
Friday, April 27, 2012
Praia da Bafureira interdita se reparar o muro de proteção
«O Ministério do Ambiente suspendeu hoje o uso da praia da Bafureira, em Cascais, por razões de segurança, até à reparação do muro que serve de proteção à agitação marítima e que suporta as escadas de acesso à praia. Numa portaria publicada hoje no Diário da República, a tutela explica que, apesar de estar classificada como praia urbana com uso intensivo, no passado inverno verificou-se a rotura do muro de proteção da agitação marítima e de suporte às escadas de acesso à praia da Bafureira, "deixando vulnerável e exposta quer a área da plataforma existente no seu tardoz, quer o troço terminal do acesso à praia". O ministério prevê a execução da obra de reparação do muro "no curto prazo", mas como atualmente o local "não oferece as mínimas condições de segurança", potenciando "a probabilidade de ocorrência de acidentes com consequências graves", decidiu interditar o uso da praia até à conclusão das obras. A interdição, ainda segundo o ministério, surge como medida adicional de restrição do uso da praia, porque, "apesar da sinalização de zona interdita no início do acesso e da vedação colocada na área afetada, persiste a utilização destes locais pelos utentes.»
Tuesday, April 24, 2012
Câmara de Cascais aponta praia de Carcavelos para a Faculdade de Economia da Nova
Por Carlos Filipe
«Um terreno junto à praia de Carcavelos e que confina com as instalações da NATO, em Oeiras, diante do Forte de São Julião da Barra, foi o local encontrado pela Câmara de Cascais para corresponder ao desejo expresso pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de se implantar naquele concelho, o que a faria deixar as actuais instalações, em Campolide. [...]
De acordo como documento a que o PÚBLICO teve acesso, o espaço encontrado pelo município de Cascais situa-se mesmo no limite sudeste do concelho, na linha de fronteira com Oeiras. Com uma área total de nove hectares, fica separado das instalações da NATO pela estrada da Medrosa (chamada estrada militar), e do outro lado, a poente, confina com a EN6-7, que liga a estrada marginal à auto-estrada A5. A Norte, confina com a urbanização da Quinta de São Gonçalo e a sul, com a estrada marginal (EN6).
Segundo o acordo de intenções entre o município e o estabelecimento universitário, o terreno a encontrar teria que ser icónico, junto ao mar, capaz de poder acolher instalações modernas e suficientemente atraente para captar as atenções da comunidade estudante estrangeira. Boas acessibilidades viária e pedonal foram outras das condições impostas como fundamentais. Obrigava-se o município a encontrar um espaço com aquelas características no prazo máximo de um ano.
Na memória descritiva do plano geral, avalia-se a possibilidade de se virem a desenvolver ligações à praia de Carcavelos através de túnel, e ao parque urbano, a poente, por passadiços pedonais. Estacionamento para até mil viaturas (350 em lugares subterrâneos) está também previsto. É descrita a cércea média de 15 metros de altura dos edifícios (máximo de três pisos), que compreende um núcleo residencial para docentes e alunos, auditório (500 lugares), pavilhão desportivo, refeitório, biblioteca, zonas verdes. Para aproveitar a proximidade da praia, é também referida a criação de um núcleo com escola de surf. [...]»
Monday, April 23, 2012
Projecto por concluir no Estoril
Opinião
Por Gastão Brito e Silva in Público
O Centro Comercial Cruzeiro entrou na história por ter sido o primeiro shopping de Portugal. O seu nome foi criteriosamente escolhido e não poderia ter sido outro, por estar rigorosamente localizado na intercepção das freguesias do Estoril, Cascais e Alcabideche, por ser também ali o ponto em que os aviões se encaminham para as suas rotas internacionais e por os seus promotores se chamarem Cruz, além da sua traça lembrar um navio de cruzeiro.
Durante a Segunda Grande Guerra, a costa do Estoril teve um grande impulso social. Portugal assumiu uma política neutral nessa ocasião e o país foi "invadido" por refugiados de toda a Europa. Sendo o Estoril uma zona rica por excelência, atraiu não só algumas personalidades de vulto, como foi também palco de acontecimentos de espionagem que marcaram o destino da guerra. Esta zona foi, também por esta altura, eleita por três casas reais que aqui se exilaram. Karol da Bulgária, Victor Emanuel de Itália e Juan de Borbón, conde de Barcelona, consagraram uma vez mais esta aprazível localidade, já antes frequentada pela realeza portuguesa.
Os centros comerciais já grassavam pela Europa e era uma grave lacuna no ponto de vista social e económico, a inexistência de uma estrutura destas no país. Foi edificado estrategicamente no Monte do Estoril, para fazer face às necessidades de um ávido jet set que frequentava esta bem afamada zona. A ideia deve-se a Manuel António da Cruz e João da Cruz, seu promotor, arquitecto e investidor. A primeira pedra foi lançada em 1947. O projecto desde o início que foi alvo de invejas que comprometeram o seu desenvolvimento, chegando a ser embargado por influência de Fausto de Figueiredo, que o via como uma ameaça ao casino que então geria.
Ultrapassadas as dificuldades, o projecto ficou concluído em 1951. A Revista de Turismo inclui uma extensa reportagem sobre este "grande melhoramento". A sua traça modernista, tal como a volumetria, foram pensadas em grande. Além das 40 lojas previstas, onde não faltaria uma casa de fados, restaurante panorâmico, salões de festas, dancing, salas de jogo e mirante, tinha ainda um ringue de patinagem onde se realizou um combate de boxe. Mas o seu mentor, João da Cruz, faleceu devido ao desgaste que todo o processo lhe provocou, ditando assim o destino deste fantasmagórico e lindo edifício, que nunca chegou a ser acabado.
O imóvel é hoje propriedade do BPI, que o pretende demolir, tendo suscitado um movimento de indignação dos cidadãos da zona sem que o seu destino tenha sido resolvido. Ruinólogo e fotógrafo
Wednesday, April 18, 2012
Tuesday, April 10, 2012
Wednesday, March 28, 2012
Chalet Faial
Presidência do Conselho de Ministros - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, I. P.
Projeto de Decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do Chalet Faial (incluindo toda a área de terraço e muros), sito na Rua Frederico Arouca, freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa, e à fixação de três zonas especiais de proteção (ZEP) coincidentes, relativas ao Chalet Faial, ao Palácio Palmela e aos restos do Forte de Nossa Senhora da Conceição, freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa
Monday, March 26, 2012
Antigo Hotel Paris vai ser ampliado e terá uma nova fachada
Por Luís Filipe Sebastião.
O Hotel Sana Estoril vai dar lugar a uma nova unidade de quatro estrelas da mesma cadeia hoteleira. A Câmara de Cascais deu luz verde ao projecto de ampliação, apesar de a operação urbanística não reunir consenso no executivo municipal devido ao aumento da área de construção e à alteração da traça arquitectónica do antigo Hotel Paris.

A Hotel Paris - Sociedade Hoteleira e Turística apresentou à autarquia de Cascais uma proposta de "reformulação integral" e de ampliação do Hotel Sana Estoril. O actual edifício, segundo a memória descritiva, "resulta de uma série de alterações e acrescentos pontuais", que tem "ao longo dos anos perdido a coerência e as funcionalidades inicialmente pensadas" para um estabelecimento hoteleiro. Além da adequação à imagem da cadeia Sana, através de requisitos de conforto e de segurança, a iniciativa visa elevar a categoria do hotel de três para quatro estrelas, "fazendo jus à sua localização privilegiada, proximidade do mar, do casino, do centro de congressos e inserção na mítica costa do Estoril".
A actual unidade sucedeu ao Hotel Paris, que remontava a meados do século XX. Este edifício possui mais dois pisos do que o anterior estabelecimento, que ali existiu desde a década de 1930, com traça arquitectónica distinta. O novo projecto propõe oito pisos (um recuado) acima do solo e duas caves. A altura das fachadas mantém-se para a Marginal e reduzem-se sobre as avenidas dos Bombeiros Voluntários (passa de 28 metros para 16,2) e Biarritz (de 25,5 para 18). Os actuais 96 quartos aumentam para 118, num total de 260 camas. O parque de estacionamento subterrâneo terá 90 lugares, alguns para uso público condicionado, contra os actuais 11 à superfície em frente do hotel.
Do lado da Avenida dos Bombeiros será demolido o pavilhão da piscina e o novo corpo ficará recuado em relação ao eixo da via. No logradouro, telheiros e anexos construídos ao longo dos anos serão substituídos por uma área ajardinada, solução que também será adoptada na plataforma sobreelevada na frente do imóvel, que será dotada de uma pala monumental.
O aumento da área de construção em cerca de 16,55% estará dentro do incentivo previsto no Plano Director Municipal (PDM), que admite "um acréscimo até 20% aos parâmetros urbanísticos" em obras singulares. Numa proposta do vice-presidente da câmara, Miguel Pinto Luz, será também necessária a alienação pela autarquia de duas parcelas, totalizando 88 metros quadrados, afectas ao domínio municipal, para beneficiação de acessos e de utilização exterior em frente da unidade. Nesse sentido propôs ao executivo camarário a aprovação destas duas condicionantes, o que aconteceu em Janeiro apenas com a oposição do vereador da CDU.
A vereadora Ana Clara Justino (PSD) concordou, segundo a acta da reunião do executivo, com os aspectos positivos do investimento para o concelho, mas notou a omissão de uma avaliação dos impactos estéticos e arquitectónicos na zona: é "pena que num processo desta natureza, com este impacto e este relevo, não venha [na memória descritiva] a menor relação deste hotel com a envolvente". O vereador socialista Alípio Magalhães realçou ser de apoiar a "renovação de uma unidade hoteleira nesta altura crítica".
Já o vereador Pedro Mendonça lembrou que "o Hotel Paris teve e tem a sua relevância em termos da identidade histórica do Estoril e do próprio património edificado da zona". O autarca da CDU não é contra a requalificação do hotel, mas defendeu que se devia "procurar conservar a sua fachada, porque paulatinamente se está a apagar a memória histórica do edificado não só do Estoril como de Cascais". Pedro Mendonça justificou ao PÚBLICO o seu voto contra por se tratar de mais uma ameaça à imagem da principal estância balnear do concelho, apontando como outros exemplos negativos os projectos para o Hotel Atlântico e para a ruína do Miramar. "Se se vir bem, do antigo Estoril pouco mais resta do que as arcadas do parque e o Hotel Palácio. O Hotel do Parque e as Termas já desapareceram, o [centro comercial] Cruzeiro está ao abandono, enfim, por este andar qualquer dia já não resta nada", argumentou no executivo.
Edifício não classificado
O vice-presidente da câmara salientou, por seu lado, que se trata de um edifício que não está classificado e "que está degradado, onde há um operador privado que, a continuar nas mesma condições, não consegue operar e portanto dizer-se que basta fazer uns arranjos interiores não vai tornar a exploração daquele hotel rentável". Miguel Pinto Luz (PSD) considerou que não lhe parece haver ali "património arquitectónico a proteger" e salientou que o projecto permitirá resolver parte dos problemas de estacionamento e circulação na zona e requalificar a envolvente do hotel.
O presidente da câmara, Carlos Carreiras, explicou que "não foi fácil chegar a este ponto, porque as intenções dos investidores eram muito superiores" ao que foi apresentado ao executivo, mas a operação "vai permitir uma requalificação da entrada do Estoril que hoje é uma vergonha e vai aumentar os postos de trabalho". Em declarações ao PÚBLICO, o autarca do PSD reforçou que a autarquia "tem todo o interesse na requalificação e valorização das unidades hoteleiras" do concelho. No caso do antigo Hotel Paris, frisou, o imóvel não está classificado no catálogo de inventário do património e a solução proposta será associada "a um plano de requalificação do espaço público naquela que é uma zona de acesso nobre ao Estoril".
O promotor, adiantou Carlos Carreiras, ainda terá de apresentar os projectos de especialidades e outros pareceres, mas o autarca não prevê dificuldades na aprovação final e no licenciamento do projecto. Do actual imóvel, esclareceu, será "demolida uma parte para se construir as caves", e o eleito social-democrata espera que os trabalhos possam avançar o mais breve possível.
O PÚBLICO contactou a cadeia Sana para saber mais pormenores acerca do investimento, mas não obteve resposta por "não ser oportuno", nesta fase, proferir quaisquer comentários.
Thursday, March 22, 2012
Enquanto isso, no Dia da Árvore:
Em São João do Estoril, foi assim. Em cima, fotos do lote junto aos semáforos, defronte ao Forte do Instituto de Odivelas (aquele monumento ali, filipino, assim entregue... quando é que saem de lá?), provavelmente para mais 1-2-3 moradias, o que der e a CMC permitir, claro. Entretanto, adeus pinheiros. Em baixo, várias podas à portuguesa.
Chegado por e-mail:
«Hoje ao passar na marginal em S. João deparei-me com estas fotos do pinhal que existia ali na quase totalidade derrubado. Parei o carro e fotografei. Os "madeireiros" ainda lá estavam e disseram-me que o terreno era privado por isso o dono tinha o direito de fazer o que bem entendesse. As outras 2 são exemplos de como ainda se podam as árvores em Cascais transformando-as não em árvores mas em caricaturas. Tudo isto porque hoje se comemora o dia da Árvore. Em Portugal seria melhor chamar-se o "dia da motoserra"!!!
TS»
Tuesday, March 20, 2012
Enquanto isso, mais cortes de árvores na Malveira?
Fonte: Vimeo/PCanelas
Mata dos Dragoeiros de Cascais passa a ter Bilhete de Identidade
«Quarta-feira, 21 de março, às 15h30, será entregue o Bilhete de Identidade da Mata dos Dragoeiros de Cascais. Localizado no Parque Palmela, em Cascais, este maciço, que acaba de ser classificado como de interesse nacional pela Autoridade Nacional Florestal (Aviso n.º 5/2012), passa a dispor de um Bilhete de Identidade onde constam dados como as características da espécie, motivos de classificação, entre outros.
A entrega do documento realiza-se às 15h30, na zona de entrada do Parque Palmela (Chão do Parque) e contra com a presença de Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e de Campos Andrada em representação da Autoridade Florestal Nacional.
Melhores cumprimentos, Fátima Henriques Gabinete de Imprensa
Departamento de ComunicaçãoCâmara Municipal de Cascais»
...
Bem que a CMC podia mencionar os "terroristas urbanos" que solicitaram a classificação ...
Já estão classificados os dragoeiros à entrada de Cascais

«Associação Cidadania Cascais
Exmºs Senhores
Local: terreno anexo ao Parque de Palmela
Freg.: Cascais
Conc.: Cascais
Comunica-se que o maciço de dragoeiros proposto para classificação por V.Exªs em 13/09/2010, dirigido à Autoridade Florestal Nacional, passou a constar no registo de árvores de interesse público como conjunto notável de características únicas em Portugal continental. Em anexo segue o respectivo Aviso de classificação.
Agradecemos o empenhamento dessa Associação na procura e defesa destes exemplares únicos.
Os nossos melhores cumprimentos
O téc
C.Andrada»
...
Mto. obrigado à AFN!!
Tuesday, March 13, 2012
Um hotel do Estoril que deu um livro
Por Luis Filipe Sebastião, Público de 11 Março 2012
Wednesday, March 07, 2012
ERP Remember Cascais
Por Cláudia Carvalho
«Toda a nostalgia dos anos 80 num festival em Cascais
Cascais vai ter pela primeira vez um festival de música dedicado aos anos 1980, o ERP Remember Cascais. Durante dois dias, 7 e 8 de Setembro, vão passar pelo Hipódromo Manuel Possolo, em plena vila, nomes como Ali Campbell dos UB 40, Alphaville, Bonnie Tyler ou os portugueses Sétima Legião...»
Wednesday, February 29, 2012
Proprietário quer demolir centro comercial Cruzeiro para construir prédio de habitação
Tuesday, February 28, 2012
Monday, February 27, 2012
Edifício construído e nunca acabado para a PSP de Cascais vai provavelmente ser demolido
in Público.
O edifício de grandes dimensões que começou a ser construído há 13 anos para acolher a Divisão da PSP de Cascais e nunca foi acabado vai provavelmente ser demolido, afirmou ontem o presidente da câmara local, Carlos Carreiras. Em alternativa, a polícia, que se encontra há décadas num espaço sem quaisquer condições, irá ocupar, em data ainda desconhecida, o antigo Quartel Militar da Bateria da Parede, recentemente comprado pela câmara ao Estado.
Carlos Carreiras já tinha manifestado, no início do mês, a intenção de contribuir para que a PSP deixasse as instalações "degradantes" e provisórias em que está há mais de 60 anos, confirmou agora à Lusa que a divisão vai ser transferida para o antigo Quartel da Parede. "Já fechámos o acordo com o Ministério da Administração Interna (MAI), que apoiou também a decisão camarária de fornecer à PSP um conjunto de materiais de segurança dos agentes", disse o autarca. Segundo noticiou na semana passada o Jornal da Região, citando o autarca, o edifício da antiga Brigada Fiscal, junto à lota de Cascais, acolherá também uma esquadra territorial e um serviço policial de apoio aos turistas. A decisão de realojar a PSP, disse Carlos Carreiras à Lusa, deverá obrigar à demolição do controverso "edifício amarelo", um complexo de seis pisos que começou a ser construído em 1999 na Av. Engenheiro Adelino Amaro da Costa, perto do tribunal da vila, para acolher todos os serviços da divisão de Cascais.
O edifício, cujas obras nunca foram acabadas devido a problemas com os sucessivos empreiteiros e foi inicialmente muito contestado por causa da sua volumetria, já custou dois milhões de euros, disse o autarca. E para se terminar a obra seria necessário gastar, pelo menos, mais cinco milhões de euros, acrescentou.
"A indicação que temos é de que o edifício já não tem condições e investir um valor desses seria uma má decisão para recuperar uma coisa que à partida não é recuperável, portanto o mais provável é que seja demolido", explicou, frisando, no entanto, que ainda será feita uma avaliação técnica para apurar a segurança e a funcionalidade do imóvel.
A saída da PSP das actuais instalações e a eventual demolição do "edifício amarelo" estão contempladas num protocolo que será assinado a 13 de Março pela autarquia e pelo MAI e que se prende com a reorganização das forças de segurança em Cascais. Além da divisão de Cascais, no Quartel da Parede vai passar a funcionar a Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial e ainda a Esquadra de Investigação Criminal. O plano prevê ainda uma nova esquadra na Abóbada e novas instalações para a PSP da Parede e de Carcavelos.
Amigos de SócratesA construção do quartel da PSP de Cascais foi uma das 17 grandes obras que o MAI adjudicou entre 1996 e 1999 à Conegil, do Grupo HLC (cujo fundador aguarda julgamento por corrupção no processo dos resíduos da Cova da Beira), e do empresário Carlos Santo Silva, um amigo chegado de José Sócrates. As adjudicações em causa foram feitas pelo GEPI, um serviço do MAI então dirigido por António Morais - engenheiro que foi nomeado por Armando Vara para essas funções quando era professor de Sócrates na Independente e está também acusado de corrupção no caso da Cova da Beira. Além de entregar a obra de Cascais à Conegil, por 2,8 milhões de euros, Morais adjudicou a sua fiscalização a Joaquim Valente, actual presidente da Câmara da Guarda e igualmente amigo de Sócrates. A obra foi abandonada em 2002, falindo a empresa com dívidas de 20 milhões de euros, dos quais 1,6 ao MAI. Os trabalhos foram mais tarde retomados por um outro empreiteiro que também a abandonou sem a acabar. J.A.C.
Via ASRC
Friday, February 24, 2012
Cruzeiro: demolição iminente?

Tapumes em volta= camartelo em breve? Mas por que não se indigna ninguém? Bom, talvez porque realmente sejam muito poucos os que prefiram um CCCruzeiro dos anos 40 reabilitado a um novo quarteirão pós-modernaço, cheio de moradores, carros e um novo cruzamento/rotunda. Ah, parece que há um riacho lá por baixo e por isso a coisa que está pode cair, mas a nova não, mais os estacionamentos em cave. Nada que a engenharia e o bom gosto não resolvam, certamente...
«Construção do Arquivo Histórico avança no Verão»
«As obras de construção do Arquivo Histórico de Cascais na Casa Sommer, inicialmente previstas para 2006, vão arrancar no início do Verão, devendo-se o atraso ao processo burocrático de expropriação do imóvel. Numa nota escrita enviada à agência Lusa, a vereadora da Cultura da Câmara de Cascais, Ana Clara Justino, refere que o processo tem sido mais lento devido a burocracias para aquisição do imóvel.
"Trata-se de um caso complexo em que a Câmara de Cascais adquiriu parte do imóvel e desenvolveu um moroso processo de expropriação para a restante propriedade. Só desde Dezembro de 2011 foi possível chegar a acordo com os restantes herdeiros da Casa Sommer, pelo que só nessa data a autarquia se tornou proprietária de pleno direito da mesma", esclareceu Ana Clara Justino.
Segundo a vereadora, os adiamentos sucessivos para o início da obra, que deveria ter arrancado há seis anos, foram fruto de "vicissitudes de natureza burocrática e legal" impossíveis de ser evitadas. "O processo tem decorrido de tal forma lenta que a Câmara Municipal de Cascais, procurando ganhar tempo, lançou antecipadamente o concurso público para a obra de reabilitação da Casa Sommer – Centro de História Local/Arquivo Histórico Municipal de Cascais e que está na sua fase final", acrescentou.
Ana Clara Justino apontou ainda o terceiro trimestre de 2012 para o arranque da obra que terá o prazo de execução de 18 meses, devendo estar concluída no início de 2014 e aberta ao público no mesmo ano. O novo Arquivo Histórico de Cascais implica um investimento de 2,3 milhões de euros, 1,88 milhões pela obra e 500 mil euros em equipamento.»
Thursday, February 16, 2012
Vestígios de dois barcos do século XVIII descobertos ao largo de S. Julião da Barra
Arqueólogos apresentam hoje, em Cascais, os resultados da campanha levada a cabo para desvendar os segredos depositados no fundo do mar naquele que foi o principal acesso a Lisboa
Wednesday, February 15, 2012
Edifício "amarelo" da PSP (por concluir) irá ser demolido
Tuesday, February 14, 2012
Tuesday, February 07, 2012
Cruzeiro

Que diabo, deitá-lo abaixo para construir uma construção ainda maior? E não poderia o BPI em vez de gastar milhões com a demolição e a gigantesca construção nova e estar à espera de recuperar o dinheiro investido, não poderiam ele e a CMC, e puxarem pela cabeça e recuperarem o espaço, dando-lhe novas funções e ocupantes. Habitação, porque não? Indústrias criativas e culturais (allô DNA!) em alguns dos espaços, comércio a sério, etc. Já sei que há quem odeie o Cruzeiro, mas esse mesmo alguém deixou construir monos milhões de vezes piores... E não haveria contestação, acho, antes pelo contrário. Que diabo, afinalo Cruzeiro até é tem história e teve vida boa há algumas décadas...
Foto
Miramar, o ovo de Colombo?

E se a CMC, simplesmente, comprasse o lote do Miramar, que continua à venda sem que ninguém o compre? Poderia reconstruir o Miramar, dotá-lo de uma escola de hotelaria (a ideia não é minha), por exemplo, anexa ao hotel revivalista, plantar árvores, fazer um espaço de usufruto público. Simples.
Monday, February 06, 2012
Mas, afinal que se passa com isto?

Em Setembro passado parecia que seria desta. Passados 6 meses, nada. Que se passa com este caso? É por causa do despejo das cocheiras? É por alguma razão técnica-estrutural da casa? Processual ou concursal? Que se passa?
Foto
Wednesday, February 01, 2012
"Cenário desolador" do centro de Cascais
Lojas a trespasse, paredes pintadas com "graffiti", ruas desertas, é o atual estado do centro de Cascais a que assistem os comerciantes que resistem à crise e que recordam a zona outrora movimentada e hoje transformada num "cenário desolador".

Entre bocejos e o folhear da página de uma revista, Cidalina Santos, que há mais de 30 anos monta todos os dias a sua banca de venda de bijutaria na Rua Frederico Arouca (antiga Rua Direita), recorda com nostalgia a azáfama de outros tempos em que "nem sequer tinha tempo de respirar".
"Isto está péssimo, não se vende nada, não há aqui ninguém. Chegámos a ser 15 pessoas a vender aqui na rua e havia trabalho para todas, agora estou só eu e mais duas com a banca montada", afirma Cidalina à agência Lusa.
Também Luís Santos, funcionário há 16 anos da emblemática "Sapataria Carneiro" (aberta há 50 anos), lamenta a falta de clientes, a atual conjuntura económica e a "decadência" em que vive o comércio na baixa de Cascais.
"É um cenário desolador, isto está deserto. Tenho clientes antigos que já chegaram a chorar dentro da loja, porque ficaram dois anos sem cá vir e agora ficam chocados com o que veem [lojas fechadas]", disse o comerciante, sublinhando que tem registado uma quebra de 60 por cento nas vendas.
O mesmo sentimento tem Mírilio Carlos, proprietário da "Ourivesaria Carlos". "Estou aqui há 54 anos e não me lembro de ver uma crise como esta. É uma grande tristeza o que eu sinto. Isto já não é rua, já não é nada, nem sequer é Cascais", disse o proprietário, que ainda se lembra do tempo em que a Rua Direita era invadida por um "mar de gente, em que mal se via a calçada".
A juntar à crise, a mudança de hábitos dos clientes, a falta de segurança e de estacionamento e a desertificação da vila são outras das razões apontadas pelos lojistas para esta situação.
No entanto, estes comerciantes vão resistindo, o mesmo não acontece com outros que, ou já fecharam ou preparam-se para fechar. É o caso de uma loja de venda artesanal na Rua Direita que, aberta há mais de 30 anos, prepara-se para encerrar. "Já não conseguimos suportar mais. A cada ano que passa as coisas estão piores e agora já não há volta a dar. Já fui informado pelos meus patrões que a loja vai fechar em breve", lamenta o funcionário Sérgio Silva.
O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Cascais (AECC), Armando Correia, confirma à Lusa que "centenas de lojas encerraram nos últimos anos", uma situação que tende a agravar-se devido à atual conjuntura económica e aos elevados preços das rendas.
"Agora refletiu-se mais por causa crise, mas há outro fator que tem contribuído para esta desertificação de comércio que está relacionado com os preços exorbitantes das rendas pedidas pelos proprietários, impedindo que a loja volte a ser ocupada", acrescenta o responsável, sublinhando que, neste momento, a renda de uma loja na baixa de Cascais custa cerca de três mil euros.
Para combater a situação, Armando Correia apela a mais ações de dinamização do comércio tradicional e sugere aos comerciantes que apostem numa "personalização ao cliente", de forma a distinguirem-se dos centros comerciais.



























