Thursday, July 19, 2012

Reclamação sobre obras efectuadas nos antigos Paços do Concelho

Exmos. Senhores

Presidente da Câmara Municipal de Cascais,

Director do IGESPAR,

Director-Regional de Cultura,

C.c. AMC

No seguimento das obras levadas a cabo nas fachadas do edifício dos antigos Paços do Concelho da Vila de Cascais, Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 67/97, DR, 1.ª série-B, n.º 301 de 31 dezembro 1997), somos a constatar que as mesmas, não cumpriram, a nosso ver, as mais elementares noções e técnicas de restauro e limpeza de edifícios classificados, já que é visível a olho nú que as cantarias foram descaracterizadas, apresentando os cunhais e os emolduramentoes dos vãos áreas preenchidas a argamassas indevidas, a nosso ver, conferindo assim ao edifício um aspecto em nada consentâneo com o seu estatuto (imagens em anexo).

Somos, por isso, a solicitar à Câmara Municipal de Cascais e aos Serviços que tutelam a salvaguarda dos bens culturais classificados, um esclarecimento sobre este assunto, i.e.,:

- Foi esta autorizada e acompanhada pela tutela? (CMC, IGESPAR/DRC-LVT)

- Se foi, como é que foi possível que uma obra, à partida sem problemas, tenha tido este resultado?

- Que medidas serão tomadas para repor a legalidade da obra e/ou a dignidade deste edifício classificado?

Com os melhores cumprimentos

Diogo Pacheco de Amorim, Manuel Valadas Preto, António Branco Almeida, Maria João Pinto, Fernando Boaventura e António Santos Cristóvão

Fotos: PC e FB

Homenagem a Francisco Lázaro

Fonte: Júlio Amorim

Tuesday, July 03, 2012

A ver se é desta que da imensa papelada produzida e das mais que muitas palavras ditas sai alguma coisa que os autarcas consigam assimilar.

Monday, July 02, 2012

Vem aí mais uma lindeza para o Monte Estoril!

O "giro" da brochura que anda a circular por aí é a evocação constante de outros tempos, feitos de chalets e de bom gosto. Eis que, depois de várias folhas evocativas de figuras e memórias, aparece o novel projecto, de autoria do Arq. João Paciência, de quem conheço pessoalmente um simpático Atrium Saldanha, feito a meias com Boffil, mas também, e infelizmente, aquela aberração por cima da linha de comboio ao Areeiro, em Lisboa, no cruzamento com a Av. Roma, que acho execrável. Pobre Monte.

Friday, June 29, 2012

Thursday, June 28, 2012

Ainda há fossas

Na Avenida Sanfré (Monte Estoril),corre pela rua abaixo o esgoto de um prédio situado a meia encosta, que, obviamente tem uma fossa acéptica cheia e a escorrer para fora. As águas nauseabundas descem até ao Jardim dos Passarinhos, onde entram pelo colector de águas pluviais, acabando na praia. A situação dura há uma semana. Já participei duas vezes à CMC.

Sunday, June 24, 2012

Pelourinho da Vila de Cascais

Haja vergonha!
Com as festas da juventude a decorrer de 22JUN a 01JUL na baía de Cascais, vários pilaretes, arvores e outros espaços foram cobertos com decoração tipo "crochê da avózinha".
Mas não era necessário "forrarem" um monumento da Vila datado de 1834 como a foto demonstra.
Só falta colocarem um boné no busto do D. Luis ou uma manta na estátua do D. Pedro.
Quem terá sido o "Iluminado" da ideia?

Sou antiquado? Mas os monumentos devem de ser respeitados!

Thursday, June 21, 2012

El Corte Inglés em Cascais ou as obras de Santa Engrácia



In Jornal I (21/6/2012)
Por Isabel Tavares

«O investimento de 200 milhões, com a criação de 1500 postos de trabalho directos, foi anunciado em 2005

Há um ano a notícia era que o projecto ia finalmente avançar, depois de um compasso de espera que durava desde 2005, altura em que o grupo espanhol anunciou o terceiro El Corte Inglés para Portugal. Um ano depois, ainda nada. A responsável pelas relações externas do El Corte Inglés, Susana Santos, disse ao i que há “um conjunto e trâmites” a seguir, mas não explicou quais, nem precisou datas para o início das obras que darão corpo ao projecto. A Câmara Municipal de Cascais, que disputou o investimento com o concelho de Oeiras, também não deu qualquer esclarecimento nem fez o ponto da situação, limitando-se a informar que a decisão sobre o arranque está agora do lado do El Corte Inglés. [...]»



Centenário do Turismo em Portugal

As comemorações terminaram o seu ciclo regular de iniciativas, e uma das mais significativas exposições promovidas pela Comissão Nacional (CN), presidida por Jorge Mangorrinha, foi "O Estoril e as Origens do Turismo em Portugal", inaugurada a 14 de Maio de 2011 e que perdurou até ao início do corrente ano. A Câmara Municipal de Cascais foi o parceiro da CN. Para além da exposição, realizada no edifício dos CTT do Estoril e comissariada por Helena Gonçalves Pinto e João Miguel Henriques, houve visitas guiadas e um dia de conferências acerca do papel histórico do Estoril e de Cascais desde o final do século XIX aos tempos mais recentes. Para a posteridade, também fica um excelente catálogo. Seria bom que o Estoril se regenerasse e tivesse como referência a ambição com que os seus promotores o projectaram há cem anos e o construíram durante a Primeira República e início do Estado Novo.

Thursday, May 31, 2012

Obra terminada

Chegado por e-mail:

«Exmos. Srs.

No seguimento de uma parceria entre a AMQC – Associação de Moradores da Quinta da Carreira e a CMC – Câmara Municipal de Cascais, realizaram-se durante o Mês de Maio, as obras de Recuperação do Antigo Tanque de Rega da Qtª. da Carreira, S. João do Estoril.

Esta obra vem na sequência das Comemorações do 20º Aniversário da AMQC, que terão o seu ponto alto na Festa que decorrerá nos dias 1 e 2 de Junho, dentro do referido Tanque.

Esta Festa terá como convidados de Honra, o Sr. Presidente da CMC (sujeito a confirmação) e o Sr. Presidente da JFE, no dia 1, e o Sr. Vereador das Associações de Moradores no dia 2.

Junto envio fotos do Tanque Video em: http://www.youtube.com/watch?v=6PqC4pRJ1MU&feature=youtu.be

Melhores cumprimentos,

Carlos Guimarães(Presidente da Direcção da AMQC)»

Monday, May 28, 2012

Orçamento participativo

Chegado por e-mail:

«Boa tarde

Se concordarem, por favor façam lobby para que as propostas relacionadas com circulação em bicicleta tenham aceitação em Oeiras (e depois talvez Cascais vá atrás...)

http://diaummais.blogspot.pt/2012/05/orcamento-participativo-em-oeiras.html.

Cumprimentos

JP»

Parabéns à Associação da Qtª da Carreira!

Wednesday, May 23, 2012

Recolhidos mais de 600 quilos de lixo no mar ao largo de Cascais

In Público Online/Lusa (23/5/2012)

«Rodas de bicicletas, mesas e cadeiras de plástico, pneus e carrinhos de supermercado, foram alguns dos objectos encontrados no fundo do mar numa acção de limpeza subaquática na praia dos Pescadores, Cascais, no sábado. No total, 40 mergulhadores e voluntários recolheram 620 quilos de lixo.

A iniciativa atraiu muitos turistas curiosos que paravam na Baía de Cascais para ver o que se passava, tal era a quantidade de pessoas, preocupadas em recolher, pesar e separar o lixo que era extraído do fundo do mar em frente à praia dos Pescadores.

“Foi com enorme satisfação que estive com estes homens e mulheres que, ano após ano, com esta atitude e nesta iniciativa, ajudam a preservar um dos nossos maiores patrimónios, o mar”, referiu nesta terça-feira o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, em comunicado.

No “Clean Up” participaram 34 mergulhadores, apoiados por 10 voluntários em terra, a quem coube a missão de trazer o lixo retirado para a beira-mar.

No final, os resíduos foram pesados e ficaram expostos durante algumas horas na Baía de Cascais, de modo a “chamar a atenção para o tipo de lixo depositado no mar”.

Promovida pela agência municipal Cascais Atlântico, a iniciativa visa “sensibilizar a opinião pública para os efeitos negativos da poluição marítima e, paralelamente, incentivar a prática de mergulho no concelho”. »

Sunday, May 20, 2012

Mais notícias sobre a corrupção da polícia no Estoril e cascais.

Corrupção na PSP de Cascais




Ministério Público acusou 13 agentes de esquema de controlo do negócio da noite no concelho.

18 de maio de 2012



Treze agentes da PSP de Cascais, incluindo oficiais, foram acusados pelo Ministério Público de associação criminosa, extorsão, tráfico de droga e corrupção.

Os polícias montaram um esquema de controlo do negócio da noite em Cascais e vendiam segurança privada a figuras públicas como Patrick Monteiro de Barros, que será acusado noutro processo por corrupção ativa. 
http://expresso.sapo.pt/corrupcao-na-psp-de-cascais=f727076


PS: Eu próprio fui vitima deste esquema quando os donos de uma loja frente a minha casa utilizavam os seus amigos polícia para multar-me a mim e só a mim quando estacionava frente à sua montra. Desapertaram-me a roda do meu carro e a polícia não investigou.
A história só parou quando fui falar pessoalmente com o comandante de Cascais.

Friday, May 18, 2012

Exposição no Paredão

Chegado por e-mail:

«para atendimento.mu., policia.munici.

Bom Dia,

Verifico com agrado a exposição em curso no paredão.

Alerto, no entanto, para o perigo iminente provocado pelas vedações - cabos de aço - que protegem as obras de arte.

Agradecia uma explicação de como é possível projetar, instalar, fiscalizar e aprovar este tipo de obras. Esticar cabos de aço, invisíveis na maior parte do tempo (preciso explicar porquê?), à altura do pescoço de uma criança, num local por elas frequentado para correr, andar de patins, trotineta ou bicicleta é, em qualquer parte do mundo civilizado, criminoso.

Em Cascais, já não sei.

Agradecia a resolução URGENTE desta anomalia.

Cumprimentos,

João Magalhães

para psp.cascais, divcascais.lis., policiamaritim., dirp, geral

Bom Dia,

No paredão de Cascais, local público normalmente frequentado por crianças para correr, andar de patins, trotinete ou bicicleta, está agora patente uma exposição.

Algumas das obras expostas estão cercadas por vedações formadas por pilaretes metálicos e dois cabos de aço esticados na horizontal, praticamente invisíveis. Situados à altura do pescoço de uma criança, constituem uma ameaça à sua integridade física totalmente inaceitável. Junto fotos de alguns exemplos em attach (recolhidas ontem ao final do dia).

No início da semana, alertei as autoridades que julguei terem competência nesta matéria (ver email abaixo), as quais acusaram a receção e processamento do meu alerta, mas decorridos 4 dias nada de minimamente efetivo foi feito.

Venho assim solicitar a vossa intervenção, se possível, na resolução desta situação.

Obrigado.

Cumprimentos,

João Magalhães»

Tuesday, May 15, 2012

Monday, May 14, 2012

Parece que era a P/B mas não era...

Saudades das cores que passavam no écran do São José. E da pastelaria Boca do Inferno. Já agora, também da gelataria Piropo e da charcutaria Príncipe.

Ainda sobre o mercado de Cascais

In Público (13/5/2012)

Monday, May 07, 2012

O Cruzeiro vai dar lugar ao "progresso"!

Se ninguém fizer nada em contrário, brevemente, no lugar do Centro Comercial do Cruzeiro, o Alto/Monte do Estoril irá ver nascer um edifício digno da Expo' 98, na senda, aliás, da imagem de inovação e progresso por todos reconhecida;-) LINDO!

Monday, April 30, 2012

Faustosa marca do Estoril balnear




O desafogo de tempos idos perdeu-se, mas algumas marcas da faustosa estância balnear do Estoril no séc. XIX permanecem. O edifício das antigas Cocheiras de Santos Jorge sobreviveu por estar classificado como imóvel de interesse público. Sem protecção já teria, como muitos outros, sido desmantelado.

O imóvel, nota o Igespar, foi projectado por Norte Júnior em 1914 e destinava-se às cavalariças da casa de António Santos Jorge, de fachada mais tradicional e implantada junto à linha ferroviária entre Lisboa e
Cascais desde 1896. O arquitecto adoptou uma exuberante linguagem decorativa, reflectindo a sua aprendizagem na Escola de Belas-Artes de Paris, ao estilo de Charles Garnier na ópera parisiense e no casino de Monte Carlo. Entalada entre condomínios e um posto de combustíveis, a antiga garagem pisca o olho a uma época áurea que importa preservar.
Luís Filipe Sebastião, Público de 29 Abril 2012



Sunday, April 29, 2012

Cascais é o terceiro concelho mais violento


no jornal Sol, 29 de Abril, 2012

Amílcar Matos aprendeu a nunca virar as costas aos clientes. Com uma ourivesaria aberta há 42 anos na Baixa de Cascais, o empresário garante que os tempos nunca foram tão maus para o negócio.

«Todos os dias temos uma tentativa de furto ao balcão. O cliente, que na verdade é ladrão, pede para ver fios e anéis, depois pede mais um anel só para nos distrair e desviar alguma peça. Já me levaram algumas», conta ao SOL, mirando quem passa na rua. «Não há pobreza em Cascais? Olhe à sua volta... Os mendigos não são poucos, até estrangeiros».

Ele e os outros comerciantes do centro histórico de Cascais têm a vantagem de ter por perto um agente da PSP que foi contratado para vigiar uma outra ourivesaria ali ao lado, que foi assaltada há alguns anos. «Aqui vamos estando protegidos», desabafa.

Essa sorte faltou ao gerente do Hotel Eden, no Estoril, onde já este ano, em Janeiro, um encapuzado entrou de caçadeira em punho, ameaçou e trancou a funcionária da tabacaria numa arrecadação, fugindo com todos os maços de tabaco que estavam no expositor, no valor de 250 euros. Pouco passava das sete da tarde. Todos os clientes ficaram sem reacção.


O quinto maior concelho


Naquele que é o quinto maior concelho do país, com 206 mil habitantes, as autoridades registaram no ano passado um total de 8.733 ocorrências – uma média de 24 assaltos por dia. No total, foram mais 66 do que em 2010, contrariando uma tendência de quebra que se vinha consolidando desde 2008 (entre 2009 e 2010, a descida foi de 15,5%).

Olhando para o distrito de Lisboa, onde a criminalidade geral também está em descida desde 2008, as estatísticas não deixam margem para dúvidas: ultrapassado apenas por Lisboa e Sintra, Cascais é já o terceiro concelho do distrito com maior número de crimes, à frente de Amadora, Loures e Oeiras.

«A conjuntura económica trouxe ao país outra realidade e Cascais não é excepção» – diz Armando Correia, presidente da Associação Empresarial do concelho, admitindo preocupação com a vaga de assaltos a estabelecimentos – no ano passado, as autoridades registaram 310 casos, mais 100 do que em 2010.

«Os cafés e restaurantes são um elo frágil, por causa do horário de funcionamento. Ainda há pouco tempo foi assaltado o novo McDonald’s que abriu em São Domingos de Rana. Fechava às 4 da manhã e agora encerra à meia-noite», diz Armando Correia.


Furtos em supermercados triplicaram


Só os furtos em supermercados mais do que triplicaram entre 2009 e 2011, passando de 29 para 91 casos. «Os relatórios que as grandes superfícies comerciais enviam mostram que as pessoas furtam cada vez mais alimentos: pacotes de arroz, massa, azeite... enquanto no passado recente levavam sobretudo pilhas e perfumes», nota o representante dos empresários.

Mas os supermercados são por si só um chamariz para os criminosos que procuram simplesmente dinheiro fácil. Em Março, uma empregada de um mini-mercado na Parede não teve outra alternativa senão entregar os 120 euros que tinha na caixa, quando um homem, de máscara e luvas, entrou pelo estabelecimento e lhe apontou uma arma à cabeça.

Num território que concentra algumas das zonas residenciais mais luxuosas do país, os crimes contra a propriedade também se agravaram, incluindo alguns dos que causam maior sentimento de insegurança – caso dos furtos por carteiristas (mais 10 ilícitos), roubos por esticão (mais 18) e roubos na via pública (mais 42). Há também mais assaltos a residências: no ano passado, a polícia contabilizou 578 queixas contra 462 em 2010. A esmagadora maioria dos crimes, porém, são furtos no interior de veículos (ver infografia).

«Andar em Cascais à noite pode ser arriscado. Ainda há ruas muito mal iluminadas», diz Rui Carvalho, comerciante de 56 anos na Baixa de Cascais, que já não tem conta às tentativas de furto no interior da sua tabacaria: «Temos de ter quatro olhos sempre abertos».


Cego assaltado e sequestrado


Mas o pior pode acontecer em plena luz do dia. Em Janeiro deste ano, pela hora de almoço, um idoso de 80 anos, invisual, teve um inesperado dissabor. Caminhava na avenida do Ultramar, em Cascais, quando três homens o abordaram, encostaram-lhe uma arma de fogo ao corpo e obrigaram-no a entrar num carro.

Um deles tinha sotaque brasileiro. Circularam alguns minutos até que pararam num local ermo. Depois de o revistarem, tiraram-lhe a carteira, onde tinha os documentos e 160 euros em notas, e abandonaram-no na rua.

«A grande diferença que se nota é que muitos crimes passaram a ser cometidos durante o dia», sublinha Jorge Marques, guarda-nocturno há 16 anos na freguesia da Parede. «São sobretudo assaltos a residências, mas também a bancos, ourivesarias e lojas de compra e venda de ouro», conta o vigilante, recordando um assalto inédito que causou o pânico na freguesia, em Novembro passado.

Três encapuzados, com uma arma e martelos, invadiram uma ourivesaria na artéria mais movimentada da Parede, mas o dono da loja reagiu com oito tiros, o que afugentou os delinquentes. Durante o tiroteio, uma bala atingiu o talho da rua em frente e outra ficou cravada no vidro de um carro que estava estacionado.


Presidente da Câmara culpa violência doméstica


Não menos prodigioso foi o assalto, também na Parede, a um banco no ano passado. O roubo aconteceu durante o dia e foi praticado por uma jovem mulher que já tinha assaltado outro estabelecimento de crédito em Cascais. Em 2011, foram roubados 10 bancos neste concelho, mais sete do que em 2010. Nas estações dos CTT houve seis assaltos no último ano – o valor mais alto de sempre no concelho. E, no mesmo período, cinco farmácias foram saqueadas.

«Não podemos isolar os dados de um ano apenas. A criminalidade deve ser olhada em contínuo», disse ao SOL Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais.

Lembrando que o concelho é o quinto mais populoso do país, «com visitas de mais de um milhão de cidadãos, nacionais e estrangeiros, todos os anos», o autarca defende que «Cascais é um território seguro». Carlos Carreiras admite que, após dois anos de queda sucessiva, a criminalidade subiu em 2011 mas atribui o facto «essencialmente ao grande aumento do número de participações de crimes de violência doméstica (mais 160%, contra menores)».

«Sendo, naturalmente, uma causa de preocupação, este número prova que temos sido bem-sucedidos no trabalho de combate à violência doméstica», sublinha o social-democrata, atribuindo o aumento de queixas ao trabalho desenvolvido pelas associações, que encorajam as vítimas a denunciar os agressores.


Junta e Câmara oferecem carros à PSP


O autarca garante que a segurança é, neste momento, um «imperativo estratégico». Em Março deste ano, no âmbito da primeira parceria público-pública em todo o país intitulada ‘Parcerias para a Segurança – uma visão de futuro’, a autarquia ofereceu material informático e também viaturas aos agentes da Divisão de Cascais.

Ao SOL, Carreiras adiantou ainda que a autarquia está a realizar um estudo para encontrar «métodos inovadores de combate à insegurança e à criminalidade nas cidades, como aqueles que Rudolph Giuliani (político americano que defendia ‘tolerância zero’ contra os criminosos) aplicou de forma bem-sucedida nos anos 90».

Embora considere que o sentimento de segurança não foi abalado, o presidente da Junta de Freguesia tomou a mesma medida, atribuindo um carro à esquadra da PSP de Cascais. «Entendemos isto como um investimento, a bem de toda a comunidade», disse ao SOL Pedro Morais Soares, presidente da Junta, esclarecendo que a nova viatura servirá exclusivamente para «reforçar o policiamento a residências e comerciantes».

Friday, April 27, 2012

Praia da Bafureira interdita se reparar o muro de proteção

In DN Online/ Lusa (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2444792&seccao=Sul)

«O Ministério do Ambiente suspendeu hoje o uso da praia da Bafureira, em Cascais, por razões de segurança, até à reparação do muro que serve de proteção à agitação marítima e que suporta as escadas de acesso à praia. Numa portaria publicada hoje no Diário da República, a tutela explica que, apesar de estar classificada como praia urbana com uso intensivo, no passado inverno verificou-se a rotura do muro de proteção da agitação marítima e de suporte às escadas de acesso à praia da Bafureira, "deixando vulnerável e exposta quer a área da plataforma existente no seu tardoz, quer o troço terminal do acesso à praia". O ministério prevê a execução da obra de reparação do muro "no curto prazo", mas como atualmente o local "não oferece as mínimas condições de segurança", potenciando "a probabilidade de ocorrência de acidentes com consequências graves", decidiu interditar o uso da praia até à conclusão das obras. A interdição, ainda segundo o ministério, surge como medida adicional de restrição do uso da praia, porque, "apesar da sinalização de zona interdita no início do acesso e da vedação colocada na área afetada, persiste a utilização destes locais pelos utentes.»

Tuesday, April 24, 2012

Câmara de Cascais aponta praia de Carcavelos para a Faculdade de Economia da Nova

In Público Online (24/4/2012)
Por Carlos Filipe

«Um terreno junto à praia de Carcavelos e que confina com as instalações da NATO, em Oeiras, diante do Forte de São Julião da Barra, foi o local encontrado pela Câmara de Cascais para corresponder ao desejo expresso pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de se implantar naquele concelho, o que a faria deixar as actuais instalações, em Campolide. [...]

De acordo como documento a que o PÚBLICO teve acesso, o espaço encontrado pelo município de Cascais situa-se mesmo no limite sudeste do concelho, na linha de fronteira com Oeiras. Com uma área total de nove hectares, fica separado das instalações da NATO pela estrada da Medrosa (chamada estrada militar), e do outro lado, a poente, confina com a EN6-7, que liga a estrada marginal à auto-estrada A5. A Norte, confina com a urbanização da Quinta de São Gonçalo e a sul, com a estrada marginal (EN6).

Segundo o acordo de intenções entre o município e o estabelecimento universitário, o terreno a encontrar teria que ser icónico, junto ao mar, capaz de poder acolher instalações modernas e suficientemente atraente para captar as atenções da comunidade estudante estrangeira. Boas acessibilidades viária e pedonal foram outras das condições impostas como fundamentais. Obrigava-se o município a encontrar um espaço com aquelas características no prazo máximo de um ano.

Na memória descritiva do plano geral, avalia-se a possibilidade de se virem a desenvolver ligações à praia de Carcavelos através de túnel, e ao parque urbano, a poente, por passadiços pedonais. Estacionamento para até mil viaturas (350 em lugares subterrâneos) está também previsto. É descrita a cércea média de 15 metros de altura dos edifícios (máximo de três pisos), que compreende um núcleo residencial para docentes e alunos, auditório (500 lugares), pavilhão desportivo, refeitório, biblioteca, zonas verdes. Para aproveitar a proximidade da praia, é também referida a criação de um núcleo com escola de surf. [...]»

Monday, April 23, 2012

Projecto por concluir no Estoril


Opinião
Por Gastão Brito e Silva in Público


O Centro Comercial Cruzeiro entrou na história por ter sido o primeiro shopping de Portugal. O seu nome foi criteriosamente escolhido e não poderia ter sido outro, por estar rigorosamente localizado na intercepção das freguesias do Estoril, Cascais e Alcabideche, por ser também ali o ponto em que os aviões se encaminham para as suas rotas internacionais e por os seus promotores se chamarem Cruz, além da sua traça lembrar um navio de cruzeiro.
Durante a Segunda Grande Guerra, a costa do Estoril teve um grande impulso social. Portugal assumiu uma política neutral nessa ocasião e o país foi "invadido" por refugiados de toda a Europa. Sendo o Estoril uma zona rica por excelência, atraiu não só algumas personalidades de vulto, como foi também palco de acontecimentos de espionagem que marcaram o destino da guerra. Esta zona foi, também por esta altura, eleita por três casas reais que aqui se exilaram. Karol da Bulgária, Victor Emanuel de Itália e Juan de Borbón, conde de Barcelona, consagraram uma vez mais esta aprazível localidade, já antes frequentada pela realeza portuguesa.
Os centros comerciais já grassavam pela Europa e era uma grave lacuna no ponto de vista social e económico, a inexistência de uma estrutura destas no país. Foi edificado estrategicamente no Monte do Estoril, para fazer face às necessidades de um ávido jet set que frequentava esta bem afamada zona. A ideia deve-se a Manuel António da Cruz e João da Cruz, seu promotor, arquitecto e investidor. A primeira pedra foi lançada em 1947. O projecto desde o início que foi alvo de invejas que comprometeram o seu desenvolvimento, chegando a ser embargado por influência de Fausto de Figueiredo, que o via como uma ameaça ao casino que então geria.
Ultrapassadas as dificuldades, o projecto ficou concluído em 1951. A Revista de Turismo inclui uma extensa reportagem sobre este "grande melhoramento". A sua traça modernista, tal como a volumetria, foram pensadas em grande. Além das 40 lojas previstas, onde não faltaria uma casa de fados, restaurante panorâmico, salões de festas, dancing, salas de jogo e mirante, tinha ainda um ringue de patinagem onde se realizou um combate de boxe. Mas o seu mentor, João da Cruz, faleceu devido ao desgaste que todo o processo lhe provocou, ditando assim o destino deste fantasmagórico e lindo edifício, que nunca chegou a ser acabado.
O imóvel é hoje propriedade do BPI, que o pretende demolir, tendo suscitado um movimento de indignação dos cidadãos da zona sem que o seu destino tenha sido resolvido. Ruinólogo e fotógrafo

Wednesday, April 18, 2012

Wednesday, March 28, 2012

Chalet Faial


Presidência do Conselho de Ministros - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, I. P.

Projeto de Decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do Chalet Faial (incluindo toda a área de terraço e muros), sito na Rua Frederico Arouca, freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa, e à fixação de três zonas especiais de proteção (ZEP) coincidentes, relativas ao Chalet Faial, ao Palácio Palmela e aos restos do Forte de Nossa Senhora da Conceição, freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa

Monday, March 26, 2012

Antigo Hotel Paris vai ser ampliado e terá uma nova fachada

in http://fugas.publico.pt/ , 26 Março 2012.
Por Luís Filipe Sebastião.

O Hotel Sana Estoril vai dar lugar a uma nova unidade de quatro estrelas da mesma cadeia hoteleira. A Câmara de Cascais deu luz verde ao projecto de ampliação, apesar de a operação urbanística não reunir consenso no executivo municipal devido ao aumento da área de construção e à alteração da traça arquitectónica do antigo Hotel Paris.



A Hotel Paris - Sociedade Hoteleira e Turística apresentou à autarquia de Cascais uma proposta de "reformulação integral" e de ampliação do Hotel Sana Estoril. O actual edifício, segundo a memória descritiva, "resulta de uma série de alterações e acrescentos pontuais", que tem "ao longo dos anos perdido a coerência e as funcionalidades inicialmente pensadas" para um estabelecimento hoteleiro. Além da adequação à imagem da cadeia Sana, através de requisitos de conforto e de segurança, a iniciativa visa elevar a categoria do hotel de três para quatro estrelas, "fazendo jus à sua localização privilegiada, proximidade do mar, do casino, do centro de congressos e inserção na mítica costa do Estoril".

A actual unidade sucedeu ao Hotel Paris, que remontava a meados do século XX. Este edifício possui mais dois pisos do que o anterior estabelecimento, que ali existiu desde a década de 1930, com traça arquitectónica distinta. O novo projecto propõe oito pisos (um recuado) acima do solo e duas caves. A altura das fachadas mantém-se para a Marginal e reduzem-se sobre as avenidas dos Bombeiros Voluntários (passa de 28 metros para 16,2) e Biarritz (de 25,5 para 18). Os actuais 96 quartos aumentam para 118, num total de 260 camas. O parque de estacionamento subterrâneo terá 90 lugares, alguns para uso público condicionado, contra os actuais 11 à superfície em frente do hotel.

Do lado da Avenida dos Bombeiros será demolido o pavilhão da piscina e o novo corpo ficará recuado em relação ao eixo da via. No logradouro, telheiros e anexos construídos ao longo dos anos serão substituídos por uma área ajardinada, solução que também será adoptada na plataforma sobreelevada na frente do imóvel, que será dotada de uma pala monumental.

O aumento da área de construção em cerca de 16,55% estará dentro do incentivo previsto no Plano Director Municipal (PDM), que admite "um acréscimo até 20% aos parâmetros urbanísticos" em obras singulares. Numa proposta do vice-presidente da câmara, Miguel Pinto Luz, será também necessária a alienação pela autarquia de duas parcelas, totalizando 88 metros quadrados, afectas ao domínio municipal, para beneficiação de acessos e de utilização exterior em frente da unidade. Nesse sentido propôs ao executivo camarário a aprovação destas duas condicionantes, o que aconteceu em Janeiro apenas com a oposição do vereador da CDU.

A vereadora Ana Clara Justino (PSD) concordou, segundo a acta da reunião do executivo, com os aspectos positivos do investimento para o concelho, mas notou a omissão de uma avaliação dos impactos estéticos e arquitectónicos na zona: é "pena que num processo desta natureza, com este impacto e este relevo, não venha [na memória descritiva] a menor relação deste hotel com a envolvente". O vereador socialista Alípio Magalhães realçou ser de apoiar a "renovação de uma unidade hoteleira nesta altura crítica".

Já o vereador Pedro Mendonça lembrou que "o Hotel Paris teve e tem a sua relevância em termos da identidade histórica do Estoril e do próprio património edificado da zona". O autarca da CDU não é contra a requalificação do hotel, mas defendeu que se devia "procurar conservar a sua fachada, porque paulatinamente se está a apagar a memória histórica do edificado não só do Estoril como de Cascais". Pedro Mendonça justificou ao PÚBLICO o seu voto contra por se tratar de mais uma ameaça à imagem da principal estância balnear do concelho, apontando como outros exemplos negativos os projectos para o Hotel Atlântico e para a ruína do Miramar. "Se se vir bem, do antigo Estoril pouco mais resta do que as arcadas do parque e o Hotel Palácio. O Hotel do Parque e as Termas já desapareceram, o [centro comercial] Cruzeiro está ao abandono, enfim, por este andar qualquer dia já não resta nada", argumentou no executivo.

Edifício não classificado
O vice-presidente da câmara salientou, por seu lado, que se trata de um edifício que não está classificado e "que está degradado, onde há um operador privado que, a continuar nas mesma condições, não consegue operar e portanto dizer-se que basta fazer uns arranjos interiores não vai tornar a exploração daquele hotel rentável". Miguel Pinto Luz (PSD) considerou que não lhe parece haver ali "património arquitectónico a proteger" e salientou que o projecto permitirá resolver parte dos problemas de estacionamento e circulação na zona e requalificar a envolvente do hotel.

O presidente da câmara, Carlos Carreiras, explicou que "não foi fácil chegar a este ponto, porque as intenções dos investidores eram muito superiores" ao que foi apresentado ao executivo, mas a operação "vai permitir uma requalificação da entrada do Estoril que hoje é uma vergonha e vai aumentar os postos de trabalho". Em declarações ao PÚBLICO, o autarca do PSD reforçou que a autarquia "tem todo o interesse na requalificação e valorização das unidades hoteleiras" do concelho. No caso do antigo Hotel Paris, frisou, o imóvel não está classificado no catálogo de inventário do património e a solução proposta será associada "a um plano de requalificação do espaço público naquela que é uma zona de acesso nobre ao Estoril".

O promotor, adiantou Carlos Carreiras, ainda terá de apresentar os projectos de especialidades e outros pareceres, mas o autarca não prevê dificuldades na aprovação final e no licenciamento do projecto. Do actual imóvel, esclareceu, será "demolida uma parte para se construir as caves", e o eleito social-democrata espera que os trabalhos possam avançar o mais breve possível.

O PÚBLICO contactou a cadeia Sana para saber mais pormenores acerca do investimento, mas não obteve resposta por "não ser oportuno", nesta fase, proferir quaisquer comentários.

Thursday, March 22, 2012

Enquanto isso, no Dia da Árvore:



Em São João do Estoril, foi assim. Em cima, fotos do lote junto aos semáforos, defronte ao Forte do Instituto de Odivelas (aquele monumento ali, filipino, assim entregue... quando é que saem de lá?), provavelmente para mais 1-2-3 moradias, o que der e a CMC permitir, claro. Entretanto, adeus pinheiros. Em baixo, várias podas à portuguesa.



Chegado por e-mail:

«Hoje ao passar na marginal em S. João deparei-me com estas fotos do pinhal que existia ali na quase totalidade derrubado. Parei o carro e fotografei. Os "madeireiros" ainda lá estavam e disseram-me que o terreno era privado por isso o dono tinha o direito de fazer o que bem entendesse. As outras 2 são exemplos de como ainda se podam as árvores em Cascais transformando-as não em árvores mas em caricaturas. Tudo isto porque hoje se comemora o dia da Árvore. Em Portugal seria melhor chamar-se o "dia da motoserra"!!!
TS»

Tuesday, March 20, 2012

Enquanto isso, mais cortes de árvores na Malveira?


Fonte: Vimeo/PCanelas

Mata dos Dragoeiros de Cascais passa a ter Bilhete de Identidade

Chegado por e-mail:

«Quarta-feira, 21 de março, às 15h30, será entregue o Bilhete de Identidade da Mata dos Dragoeiros de Cascais. Localizado no Parque Palmela, em Cascais, este maciço, que acaba de ser classificado como de interesse nacional pela Autoridade Nacional Florestal (Aviso n.º 5/2012), passa a dispor de um Bilhete de Identidade onde constam dados como as características da espécie, motivos de classificação, entre outros.

A entrega do documento realiza-se às 15h30, na zona de entrada do Parque Palmela (Chão do Parque) e contra com a presença de Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e de Campos Andrada em representação da Autoridade Florestal Nacional.

Melhores cumprimentos, Fátima Henriques Gabinete de Imprensa
Departamento de ComunicaçãoCâmara Municipal de Cascais»
...

Bem que a CMC podia mencionar os "terroristas urbanos" que solicitaram a classificação ...

Já estão classificados os dragoeiros à entrada de Cascais


«Associação Cidadania Cascais

Exmºs Senhores

Local: terreno anexo ao Parque de Palmela
Freg.: Cascais
Conc.: Cascais

Comunica-se que o maciço de dragoeiros proposto para classificação por V.Exªs em 13/09/2010, dirigido à Autoridade Florestal Nacional, passou a constar no registo de árvores de interesse público como conjunto notável de características únicas em Portugal continental. Em anexo segue o respectivo Aviso de classificação.
Agradecemos o empenhamento dessa Associação na procura e defesa destes exemplares únicos.

Os nossos melhores cumprimentos

O téc
C.Andrada
»

...

Mto. obrigado à AFN!!