Wednesday, March 19, 2014

Projecto urbanístico que inclui academia Aga Khan em Cascais gera polémica

Petição contra mega-urbanização perto do Guincho surge após a assinatura de um memorando, no qual a Câmara de Cascais promete aprovar a construção da academia e um projecto imobiliário a cargo do Lusofundo.

Por Marisa Soares, Público de 15 Março 2014

A urbanização terá uma área total de construção de 160.000 m2 em Birre, perto do Guincho

Um grupo de cidadãos lançou uma petição pública contra um projecto de urbanização com uma área total de construção de 160 mil metros quadrados em Birre, perto do Guincho, Cascais, por considerar que este viola o Plano Director Municipal (PDM), actualmente em fase final de revisão. A Câmara de Cascais critica os peticionários, que nesta sexta-feira eram mais de 500, por conduzirem uma “campanha de desinformação”.
A petição surge na sequência da aprovação em reunião de câmara, a 13 de Janeiro, de um Memorando de Entendimento assinado no início de Fevereiro entre a autarquia, a Fundação Aga Khan Portugal – que integra uma rede internacional de cooperação e desenvolvimento ligada à comunidade muçulmana ismaili –  e a Norfin, proprietária dos terrenos com mais de 500 mil metros quadrados e gestora do fundo imobiliário Lusofundo, participado por um fundo luxemburguês e pela Caixa Geral de Depósitos.
Neste memorando – que mereceu os votos contra da oposição PS e CDU e a abstenção da vereadora do movimento independente Ser Cascais – o executivo compromete-se a tomar “todos os procedimentos que sejam legalmente necessários para a aprovação da operação urbanística, na medida do possível, mesmo antes da entrada em vigor do novo PDM”. Esta “operação urbanística” divide-se em dois planos: a construção de uma academia da Fundação Aga Khan, com 40 mil metros quadrados; e um projecto imobiliário a cargo do Lusofundo, que inclui equipamentos, habitação, serviços e hotelaria, distribuído por 120 mil metros quadrados, “com respeito dos parâmetros que vierem a ser definidos para a zona”, através do novo PDM.
No PDM ainda em vigor, os terrenos, situados no final da A5, a norte da estrada de Birre-Areia, estão classificados quase na totalidade como sendo de baixa densidade de construção ou como espaço de protecção. Algumas parcelas estão inseridas na Rede Ecológica Nacional (REN) e na Rede Agrícola Nacional (RAN). Os signatários da petição consideram que o projecto implica a “urbanização significativa” da zona e antevêem que o novo plano, que deverá entrar em discussão pública após o Verão, possa permitir um aumento da densidade de construção.
O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), não esteve disponível nesta sexta-feira para falar com o PÚBLICO. O gabinete de comunicação da autarquia responde que a petição assenta em pressupostos “tendencialmente falsos” e está inserida numa “campanha de desinformação”. A autarquia acusa os autores da petição de “irresponsabilidade ao tentarem pôr em causa o projecto de uma academia de excelência Aga Khan”, que “irá criar centenas de postos de trabalho num campus ao estilo universitário e que contribuirá para que Cascais se assuma como um novo eixo de crescimento”. A autarquia realça ainda que o projecto da Aga Khan "fica abaixo" dos valores de construção que constam do PDM actual.
O gabinete de comunicação acrescenta que, nas áreas que o actual PDM já antecipa como habitação, com um índice de 0,5, o projecto prevê índices entre 0,35 e 0,4 "sempre de acordo com as características da envolvente. "Nas áreas de interesse municipal, reconhecido em sede de Assembleia Municipal, foi mantido o índice de 0,35, que é o previsto pelo PDM em vigor", afirma. Nas áreas de REN e RAN, não haverá qualquer intervenção, segundo a câmara.
Para o vereador da CDU no executivo municipal, Clemente Alves, o problema não está no projecto da Fundação Aga Khan. “Não temos nada contra esse projecto, pelo contrário, achamos que tem interesse para o município”, garante. Clemente Alves questiona, por outro lado, os termos em que a Norfin participa no Memorando de Entendimento. “Pensamos que a Fundação está a ser indevidamente utilizada para esconder um mega-projecto de urbanização desnecessário para Cascais, onde há um superavit de habitação”, afirma.

Tuesday, March 11, 2014

Quercus propõe criação de Parque Marinho de Sintra-Cascais


In I Online (11.3.2014)

«O novo parque marinho deve levar em conta a recuperação de técnicas artesanais de pesca, o incremento de atividades económicas ligadas ao turismo e ao lazer, como o mergulho e a observação de aves marinhas

A Quercus defende a criação de um parque marinho e o controle de espécies vegetais invasoras como prioridades dos próximos anos no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC).

A associação ambientalista propõe que, a par do combate às espécies exóticas, se aposte na recuperação da floresta autóctone, quando se assinalam 20 anos sobre a reclassificação da Área de Paisagem Protegida de Sintra-Cascais – criada em outubro de 1981 e reclassificada como Parque Natural a 11 de março de 1994.

“À semelhança dos estuários, que servem como zonas de maternidade, estas áreas marinhas são fundamentais para proteção e refúgio de espécies importantes para a pesca artesanal”, explica à agência Lusa Paulo Lucas, do grupo de trabalho de biodiversidade da Quercus.

Em comunicado hoje divulgado, a associação ambientalista preconiza a expansão da área do PNSC para a zona marítima adjacente, “criando um Parque Marinho de Sintra-Cascais com diferentes zonamentos de proteção, para garantir a sustentabilidade da pesca nas áreas contíguas”. ...»

Sunday, February 23, 2014

Ao abandono

Há cerca de dez anos que o terreno que faz gaveto entre a Av. D. Nuno Álvares Pereira e a Rua da Beira Baixa, no Estoril, está ao abandono. É onde se situava uma moradia conhecida por casa dos painéis solares. A casa foi demolida ilegalmente, ao que consta, depois todos resíduos foram saqueados. Seguiu-se uma ocupação clandestina e agora serve de vazadouro. Frequentemente se vêem camionetes despejando lixo ou entulho.
Não passou já tempo suficiente para ter este cancro extirpado?

Friday, February 14, 2014

Mega-urbanização reacende polémica sob ameaça judicial de 264 milhões de euros


In Público (14.2.2014), por José Manuel Cerejo

«Plano para uma vasta área situada junto à Marginal mantém índices de construção rejeitados em 2001. Autarquia fala no risco de uma indemnização de 264 milhões de euros. “Chantagem”, respondem os críticos

Treze anos depois de ter sido chumbado por todos os partidos com assento na Assembleia Municipal de Cascais, o projecto de construir uma mega-urbanização na Quinta dos Ingleses, junto à praia de Carcavelos, volta a estar envolto em polémica.

A câmara acena com a redução do número de habitações, relativamente à proposta de 2001, e com o risco de ter de indemnizar os donos dos terrenos. Os adversários do projecto continuam a condenar a destruição da “única mancha verde digna desse nome” ainda existente na orla costeira entre Lisboa e Cascais. Os números mostram que, globalmente, os ganhos da nova proposta em termos de áreas de construção são mínimos.

A discussão pública do novo plano de pormenor de Carcavelos Sul, que abrange uma área de 54 hectares no interior da qual se situa o colégio inglês (St. Julian’s), termina na segunda-feira. Ao longo de quase dois meses os argumentos dos defensores e dos críticos do projecto voltaram a ser esgrimidos sem grandes novidades em relação a 2001.

De um dos lados joga-se com a inevitabilidade de levar por diante uma urbanização prevista desde os anos 60 e relativamente à qual os proprietários do terreno (a imobiliária Alves Ribeiro e a St. Julian’s School Association) terão adquirido direitos de construção inalienáveis. Do outro insiste-se na primazia do interesse público sobre o privado e na necessidade de encontrar alternativas que não descaracterizem o local. Em defesa da sua proposta, a autarquia aponta “a criação de 4500 postos de trabalho e 20 hectares de espaços verdes”, afirmando que se trata do “mais ambicioso e sustentável projecto urbanístico que aquela zona do concelho já conheceu”. Por outro lado, argumenta com a redução do número de fogos previstos — 1450 no plano de 2001 e 939 no actual — e, sobretudo, agita a indemnização de 264 milhões de euros que a empresa Alves Ribeiro pede em tribunal, caso o actual projecto não avance.

O que não explica é como é que chega aos anunciados 4500 empregos, quando o plano de 2001, que foi fortemente contestado pela actual maioria PSD/CDS, previa apenas 1244. E também não diz que, apesar de a área de habitação descer de 191.441m2 para 140.821 m2 (-26,4%) o total da área de pavimento a construir desce apenas de 226.268 m2 para 223.172 m2 (-0,14%). Isto porque se a ocupação habitacional diminui, a área de comércio e serviços mais do que duplica.

A acreditar nos documentos em discussão, que nem sempre são coincidentes, o índice de utilização do solo passa de 0,49 para 0,46, mas os “espaços verdes de utilização colectiva” caem de 134.246 m2 para 107.565 m2. De igual modo, as áreas cedidas ao município são reduzidas de 380.595 m2 para 256.558 m2 e os “equipamento de utilização colectiva” passam de 94.004 para menos de metade (42.452 m2).

Em todo o caso, na floresta de informação disponível no site da câmara sobre este plano, o que falta são sínteses comparativas das propostas que os deputados municipais chumbaram em 2001 com as actuais.

Para o Fórum por Carcavelos, um movimento de cidadãos que se destacou no combate ao plano de 2001, a solução negociada entre a câmara e os donos do terreno mantém, quando não agrava, os problemas da sua antecessora. Num do documento ontem divulgado, o fórum afirma que o direito de propriedade “não se pode confundir com o direito de construir” e que o plano prevê “uma forte expansão urbana não fundamentada, que se configura como mais uma operação de especulação imobiliária com ausência de qualquer estudo que garanta a viabilidade económica e financeira da operação urbanística.”

O texto chama a atenção para a existência de centenas de habitações por vender na zona e defende que a construção prevista, em edifícios de seis a oito pisos, é “manifestamente desproporcionada”. O grande parque urbano anunciado pela câmara “tem afinal uma dimensão que nem sequer atinge os quatro hectares”, diz a associação. Quanto ao risco de indemnização de que fala a câmara, acusa: “É chantagem exercida sobre a população” .

Também o Cidadania Cascais, um outro movimento cívico com actividade na zona, “lamenta” o facto de a câmara “não ter sabido contornar os ‘direitos adquiridos’ pelo promotor, negociando com este índices de construção compensatórios noutro local do interior do concelho e/ou diferentes usos e volumetrias”.


"Uma intervenção de referência"

Para além dos 939 fogos previstos, o plano contempla a construção de grandes áreas de comércio e serviços, um hotel, duas escolas, um centro de dia, complexos desportivos e um equipamento cultural. O investimento privado previsto, a realizar ao longo de muitos anos, atinge os 270 milhões de euros, considerando a Câmara de Cascais que se trata de “uma intervenção de referência, em qualidade urbana, à escala do concelho e da Área Metropolitana”.

Na perspectiva camarária “a salvaguarda ambiental da orla costeira e a valorização da envolvente à praia de Carcavelos” é outra das mais-valias do plano.

Para os críticos da proposta, nomeadamente para o movimento Cidadania Cascais, um dos seus pontos fracos está porém no facto de ela se traduzir na construção de uma “muralha de betão” a Norte da Marginal, desconhecendo-se quaisquer estudos sobre o seu impacte na praia, face à previsível subida do nível médio das águas do mar. Fortemente criticada é também a falta de articulação entre este plano e outros elaborados para a mesma zona, como é o caso do que abrange a futura escola de gestão da Universidade Nova de Lisboa.»

Tuesday, February 11, 2014

Urbanização polémica em Carcavelos aprovada

In Sol Online (10.2.2014)
Por Sónia Balasteiro

«Cascais vai perder a sua única mancha verde. Em causa está uma nova urbanização de mais de 930 fogos junto à praia de Carcavelos, que terá também comércio, serviços e um novo hotel, num investimento privado que atinge os 270 milhões de euros. O projecto está ser contestada pelos movimentos de cidadãos do concelho de Cascais, que admitem mesmo avançar para tribunal para parar o projecto. A nova construção está prevista no novo Plano de Pormenor Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS), em discussão pública na Câmara de Cascais.

A Plataforma de Cidadania Cascais, um movimento de cidadãos, coloca em causa o projecto, sobretudo pela volumetria dos novos prédios a ser construídos, perto do colégio St. Julian’ s, em Carcavelos. “Cremos ser de lamentar que os termos deste Plano de Pormenor se pautem por replicar, naquela que é a única mancha verde digna desse nome em toda a extensão da Marginal no concelho de Cascais, um modelo de intervenção urbanístico digno dos anos 60-70”, alertam os cidadãos, reconhecendo, contudo, a necessidade de recuperar a Ribeira dos Sassoeiros, “sobretudo no que toca a saneamento”.

A questão, argumenta Jorge Morais, da Plataforma, não é a necessidade ou não de requalificar a zona, mas o facto de o modelo escolhido destruir a mata, “quando há ali imensas zonas vazias onde o empreendimento poderia ser construído”.

O megaempreendimento, a ser erguido na antiga Quinta dos Ingleses, e que prevê construções com cerca de seis a sete pisos cada, coloca dúvidas, sobretudo “num momento de gravíssima crise económica e financeira como o presente, em que a banca se encontra retraída e existe uma elevadíssimo excedente de oferta imobiliária”.


Moradores alertam para perigos do projecto

Se tudo correr como o esperado, serão construídos junto à Marginal 939 fogos correspondentes a 140.821m2 para habitação, acrescido de 30 mil m2 para comércio, 40 mil para serviços e 10 mil para um hotel. “Quase tudo “, alertam os cidadãos no parecer enviado à Câmara de Cascais, “em cima da Marginal e a maior parte implicando o esventramento da densa massa arbórea localizada a leste e sudeste do lote em apreço, mudando radicalmente a imagem e a silhueta daquele troço de Carcavelos”.

Outra das questões levantadas pelos habitantes refere-se aos lugares de estacionamento previstos. “Parecem-nos excessivos os 7.000 lugares do PPERUCS (quantos serão em subsolo?), mais os 1.000 lugares para a ‘School of Business and Economics’ da Universidade Nova (350 lugares em subsolo)”, alertam no mesmo parecer.

É também colocada em causa a necessidade de mais oferta hoteleira : “Não têm vindo a ser demolidos hotéis e construídos no seu lugar edifícios para habitação?”, questionam os habitantes de Cascais.

Os cidadãos alertam ainda para o perigo que erguer uma ‘muralha de betão’ a Norte da Marginal pode representar para a praia de Carcavelos, decorrente da previsível subida do nível médio das águas do mar. E explicam: “Muito menos podemos aceitar que o PPERUCS seja apresentado como um Plano que tem preocupações ambientais e de sustentabilidade”.

A organização local Fórum Carcavelos tem a mesma opinião e coloca em causa a necessidade de nova habitação no concelho.


Agência de ambiente deu parecer favorável

Em esclarecimento ao SOL, fonte do gabinete de imprensa da Câmara de Cascais esclarece que, além da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pronunciaram-se outras 22 entidades sobre o projecto, incluindo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e o Instituto Conservação da Natureza e das Florestas.

A mesma fonte lembra ainda que este é “um investimento privado a concretizar nos próximos 20 anos” e que “a Câmara não investe um cêntimo”. Por outro lado, sublinha, este processo, “um dos mais complexos dossiers na gestão municipal” que vem desde 1961, teve já várias propostas “e conheceu novas versões em 1985, ano em que foi celebrada a escritura pública do contrato de urbanização entre a Câmara Municipal de Cascais e a proprietária dos terrenos à data, em 2001 e agora, finalmente, em 2013”. Este último, lembra a mesma fonte, “com uma redução significativa na área habitacional”.

Por outro lado, pela construção neste terreno de 54 hectares, “há, desde 1999, duas acções litigiosas interpostas contra a Câmara Municipal de Cascais, ascendendo já a 264,31 milhões de euros”.

É possível que, desta vez, o projecto avance, uma vez que já teve parecer favorável da APA. Questionada pelo SOL, fonte oficial daquela Agência, explica que a “elaboração do PPERUCS foi acompanhada desde o seu início”.

O parecer da APA, acrescenta a mesma fonte, levantou algumas questões, sobre a requalificação da “Ribeira de Sassoeiros, a delimitação da zona ameaçada por cheias, o estacionamento na área definida como espaço de apoio às praias e a delimitação da faixa correspondente à margem das águas do mar”. Com estas situações acauteladas, o projecto teve parecer favorável.

A Câmara Municipal de Cascais, lembra, por seu lado, que “exigiu que o Plano fosse acompanhado de um Relatório Ambiental”.

Mas os cidadãos de Cascais não se conformam. E segundo avançou ao SOL Jorge Morais, consideram todas as hipóteses para tentar parar o arranque do novo empreendimento a ser construído em terrenos privados, incluindo recorrer aos tribunais.»

Texto corrigido. Obrigado pelo alerta!

Sunday, February 09, 2014

Carcavelos, ó que lindo:


Estudo das massas de construção, à escala real e a partir dos dados altimétricos extraídos do projecto, que é público, em 3D. Por Pedro Morais Cardoso in Facebook. Lindo, não é?

Thursday, February 06, 2014

Tuesday, January 28, 2014

Isto é verdade???!!!


Contributo p/discussão pública Plano Pormenor Espaço Reestruturação Urbanística Carcavelos Sul (PPERUCS)


Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Dr. Carlos Carreiras


Somos a enviar contributo do Cidadania Cascais para a discussão pública que decorre sobre o Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS), pedindo a melhor atenção de V. Exa. para o documento em anexo.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Jorge Morais, António S. Cristóvão e Júlio Amorim

Saturday, January 25, 2014

Amigos do Parque das Gerações, em Cascais, dizem que o espaço está "ao abandono"


In público Online (25.1.2013)
Por Inês Boaventura

«A Câmara de Cascais refuta as críticas e diz que os utilizadores do espaço "sempre se mostraram disponíveis para o manter, mas nunca o fizeram".

Os utilizadores do Parque das Gerações, em São João do Estoril, acusam a Câmara de Cascais de ter votado o espaço, inaugurado há apenas quatro meses e fruto de um investimento de 300 mil euros, “ao abandono”. Este domingo, a Associação de Amigos do Parque das Gerações vai promover uma acção, com o objectivo duplo de limpar o espaço e de sensibilizar o município para o problema.

“Desde que abriu portas, no passado dia 7 de Setembro, já foi visitado por milhares de pessoas de todas as idades e nacionalidades, já foi notícia em jornais e televisões, e fim-de-semana após fim-de-semana continua a receber enchentes de visitantes. Só há uma coisa que não recebe: manutenção”, dizem os promotores do evento, lançado através do Facebook e no qual já confirmaram a sua presença cerca de 150 pessoas.

[...]

Segundo um assessor de imprensa da Câmara de Cascais, na segunda-feira vai ser discutida, em reunião do executivo, uma proposta que visa concessionar a exploração de uma cafetaria com esplanada no Parque das Gerações e a manutenção do espaço.»

Thursday, January 23, 2014

Demolição de edifício - Monte Estoril, alguém averigua???


Chegado por e-mail, por Paulo Francisco:

«Demolição de edifício - Monte Estoril «O edifício localizado na Av. do Faial, 7 - Monte Estoril (fotos abaixo) foi completamente demolido no decurso do ano de 2013. Uma vez que se tratava de um edifício em condições de conservação bastante razoáveis e de inegável interesse arquitectónico, a autorização para a sua demolição afigura-se bastante estranha.

Poderiam apurar as causas que estiveram na base desta autorização, bem como de eventuais projectos para o terreno, e caso se justifique, denunciar a situação no vosso blogue?

Obrigado pela atenção.»

Salvem as palmeiras dos Jardins do Casino Estoril!


Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Dr. Carlos Carreiras


Vimos por este meio alertar V. Exa. e os serviços que tutela para a ameaça que paira sobre a totalidade das palmeiras existentes nos Jardins do Casino Estoril e nas imediações destes, como se comprova pelas fotos em anexo, que diz respeito a duas delas eventualmente já mortas, e de muitas outras que aparentam sofrer já da doença do escaravelho, aliás bem documentada em publicação disponibilizada pela CMC, oportunamente (http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/escaravelho_palmeira_2-2673.pdf) .

A nossa preocupação prende-se com o facto de, aparentemente, nada estar a ser feito para salvar as palmeiras existentes nos Jardins do Casino Estoril, sabendo-se já que com o tratamento adequado (em Lisboa, por exemplo, cobram-se preços à volta de 500-600 euros por árvore neste momento...), é possível salvar a maioria das palmeiras-fêmea, tudo dependendo da oportunidade do tratamento.

A nossa pergunta é: estão a CMC e o Casino Estoril a intervir no sentido de evitar que os Jardins do Casino Estoril fiquem, a muito curto-prazo, com um ar desolador, no pós-palmeiras?

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Teresa Sampaio e Júlio Amorim

Cc. AMC, Media

23.1.2013

...

Resposta do Gab.PCMC, a 23.1.2014:

«Exmos. (as) Senhores (as)

Acusamos a receção da Vossa comunicação, a qual agradecemos e que nos mereceu a melhor atenção.

Neste sentido, serve o presente email e em nome do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr. Carlos Carreiras, para informar que o assunto apresentado foi encaminhado ao Sr. Vereador Nuno Piteira Lopes para as diligências necessárias.

Ficamos ao Vosso dispor para qualquer esclarecimento que entenda solicitar, através dos seguintes contactos:

Mail: ver.nuno.piteira.lopes@cm-cascais.pt

Com os melhores cumprimentos.

Att.,
Cátia Vaquinhas
Gabinete Apoio Presidente
»

...

Resposta do Sr. Vereador Nuno Piteira Lopes:


«Exmos Srs. Paulo Ferrero, Teresa Sampaio e Júlio Amorim,

Em resposta á vossa comunicação remetida ao Gabinete do Sr. Presidente, deixe-me em primeiro lugar referir que as palmeiras que se encontram na fotografia anexa não estão mortas, estando as mesmas a ser alvo de um tratamento profundo com vista a sua recuperação.

Desde terça feira, 21.1.2014, que a Brigada de Podas da Divisão de Gestão da Estrutura Verde (DGEV) da Câmara Municipal de Cascais executa nos arruamentos adjacentes aos Jardins do Casino Estoril (Av. Clotilde e Aida)onde se encontram palmeiras com manutenção da responsabilidade da DGEV, podas cirúrgicas/curativas.

Ou seja, com esta intervenção, está a Camara Municipal de Cascais, através da DGEV a fazer tudo o que é possível executar (E do conhecimento técnico) para tentar salvar este lote de palmeiras

É do conhecimento público, que a Câmara Municipal de Cascais desde 2010 que intervém mensalmente nestas palmeiras aplicando inseticidas, e por isso é que nestes exemplares foram colocadas estruturas (as tubagens) de forma a que fosse viável esta aplicação e que são visíveis na foto anexa.

Em alguns exemplares, estes inseticidas não foram completamente eficazes e as mesmas acabaram por ficar infestadas. Daí termos passado para intervenções mais drásticas, como estas das podas curativas. Estas intervenções consistem em limpar toda a parte da coroa infestada, retirando todas os escaravelhos larvas e casulos, e aplicar novamente inseticida.

Depois e se o meristema ainda estiver pouco afetado, esperar para ver qual a reação da palmeira.

Quanto aos Jardins do Casino, com manutenção da responsabilidade daquela entidade, ou seja é propriedade particular, já em 2011 a Câmara Municipal de Cascais através da DGEV lhes enviou uma carta com documentação sobre esta praga anexa, a alertar para a existência desta praga.

Por isso, podemos garantir que a CMC através da DGEV continua a promover o tratamento de todas as palmeiras existentes em espaço publico municipal na Av Aida e Clotilde junto ao Casino do Estoril, e as palmeiras que estão identificadas na foto são aquelas que estão a sofrer de tratamento especifico, mais drástico denominado poda curativa, esperando salvar os referidos exemplares.

Na certeza de ter prestado os esclarecimentos necessários, encontro-me ao dispor para qualquer esclarecimento adicional

Com os melhores cumprimentos,
Nuno Piteira Lopes
Vereador»

Friday, January 17, 2014

Finalmente, a Lei venceu! (arruamento privatizado pelo Albatroz...)


Mais aqui e ali

Já alguém reparou e protestou?


Se o Plano de Pormenor de Carcavelos Sul (em discussão pública) for avante tal qual está, o boneco de cima ficará os de baixo, i.e., adeus árvores, bem-vindos blocos de 6 pisos. Já alguém reparou e protestou?

Tuesday, December 17, 2013

Av. Biarritz-Estoril (Espaço "privado"sem cedência ao comércio local)


Chegado por e-mail:

«Isto só visto "in loco":

-Após passados longos anos:
-Está em execução um parque privado a céu aberto.
-Dizem que é pertença do limite predial.
-Reconheço tambêm razão aos moradores.
-Não sei se a CMCascais,nos tempos idos aprovou as construções com ou sem projeto de cedências ao limite público,neste caso com parqueamento longitudinal.
-Será que no registo predial,as áreas ainda estão válidas até ao limite do arruamento ????
-E o direito de "uso capião",de utilidade pública,não conta ???
-O comércio local não irá sobreviver,apesar da existência de parqueamento pré pago no lado opôsto.
-O meu amigo da Papelaria/Tabacaria,está desesperado.

Até uma próxima

Júlio Dinis»