Monday, July 18, 2016

Friday, July 15, 2016

Protesto à CMC e à DGTF: Forte de Santo António da Barra (São João do Estoril) está completamente a saque


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Carlos Carreiras
Exma. Senhora Directora-Geral
Dra. Elsa Roncon Santos


CC: PM, DGPC, AMC e media

Tivemos conhecimento do estado de abandono do Forte de Santo António da Barra, vulgo Forte de São João do Estoril, Imóvel de Interesse Público desde 1977 (Decretio nº 129/77, DR 1ª Série, nº 226) e obra emblemática da arquitectura militar de costa, da autoria do célebre engenheiro militar de Filipe I, Vicenzo Casale, com alterações durante o reinado de D. João IV; abandono e desprotecção de que dão conta as imagens que junto enviamos, retiradas da Net.

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto junto da Câmara Municipal de Cascais (CMC) e da Direcção-Feral do Tesouro e Finanças (DGFT), a quem recentemente o Ministério da Defesa Nacional passaram a responsabilidade de decidirem sobre a tutela deste Monumento.

Com efeito, é inaceitável que a CMC e a DGFT, independentemente de estarem ainda por definir sobre o futuro do Forte de Santo António da Barra, nomeadamente qual o seu destino/utilização, permitam que o mesmo esteja completamente "escancarado" ao vandalismo, ao roubo, ao estropiamento, o qual, segundo nos apercebemos, já começou.

Apelamos a V.Exas., para que sejam lestos nas tramitações dessa transferência e para que procedam a uma acção urgente de protecção do Monumento, selando todos as portas e janelas do mesmo, e instalando sistema de vigilância electrónica, bem como um serviço de ronda.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Fernando Boaventura, António Branco Almeida, Nuno Castelo-Branco, João Aníbal Henriques, Maria Ramalho, Diogo Pacheco de Amorim, António Santos Cristóvão, João Nuno Barbosa, Jorge Kreye, Manuel Valadas Preto, Fátima Castanheira

Saturday, June 11, 2016

Acesso de bicicleta à Nova School of Business and Economics de Carcavelos

Com o início da construção da Nova School of Business and Economics anunciado para breve, perguntei à CMC se será possível chegar à escola de bicicleta, como havia apelado há cerca de um ano.



"Ex.mos Sr. Presidente e Sr. Chefe de Gabinete do Presidente


Li que a construção da faculdade NSBE será iniciada em breve. Suponho que no âmbito da sua construção também estejam incluídas as chamadas acessibilidades.
Pergunto por isso que eco teve a minha exposição feita há um ano atrás.
Em concreto, gostaria de saber se vai ser possível a todos aqueles que quiserem, independentemente da sua idade, deslocarem-se à NBSE de bicicleta, a partir dos pontos principais da sua zona de implementação (incluindo obviamente a estação da CP), seja por vias próprias, seja por vias onde a coexistência com o trânsito automóvel é garantida por meio de medidas sobejamente conhecidas pelos desenhadores urbanos. Ou se pelo contrário será perdida a oportunidade, e a NBSE se vai constituir como mais um polo de atração e geração de trânsito automóvel, a juntar à atual realidade do concelho."

Tuesday, June 07, 2016

Praias

Este Verão que está a chegar vai encontrar as praias de Cascais e Monte Estoril com muito pouca areia. As fortes ondulações de sudoeste que se fizeram sentir até à semana passada foram comendo cada vez mais areia, que não será recuperada em tempo útil. Isto vem acentuar uma tendência já antiga de deriva das areias para Leste, enchendo as praias do Tamariz e Poça, que não pode ser compensada por uma alimentação das praias do lado de Cascais porque a construção da marina alterou as correntes. Assim só restará voltar a fazer um enchimento artificial das praias, como aconteceu há anos, para aguentar um nível mínimo de areia. Para isso é preciso planear e orçamentar já, para que para o ano possa ser feito.
Também teria ajudado a reter as areias se a areia que é arrastada para cima dos molhes da praia das Moitas e do Tamariz fosse removida periodicamente para o seu local de origem. Isto não acontece e, cada vez que há um temporal, uma porção grande de areia galga os molhes para o lado oposto, perdendo-se na praia seguinte.

Tuesday, May 24, 2016

Cascais vai substituir paralelipípedos durante a madrugada


In Público Online (23.5.2016)
Por LILIANA BORGES

Município irá avançar com as obras esta quarta-feira e as intervenções prolongam-se até à primeira semana de Junho. [...]»

Era uma vez no Castelinho. Quem tem medo dos fantasmas do Estoril?


In Observador (21.5.2016)
Por João Pedro Pincha

«Era uma vez no Castelinho. Quem tem medo dos fantasmas do Estoril?
Diz-se que há fantasmas em várias casas ao longo da linha de Cascais. Mas nenhuma será tão charmosa como o Castelinho. E estas paredes contam muito mais do que histórias de terror...

— Epá, pareceu-me que a janela ainda agora estava aberta.
— Não estava nada. Estás a ver coisas.

Não é preciso grandes teimas. Uma olhadela rápida à máquina fotográfica e esclarecemos já o assunto. Nada. Janelas bem fechadas. Nem sinal de movimento.
— Mas agora está aberta, não há dúvida!p Pois é, agora não há volta a dar: a janela está escancarada. Mas logo se fecha abruptamente. Temos fotografias para comprovar o fenómeno. Fazemos zoom e nada. Na janela aberta, não se vê vivalma, só negrume. Abre-se de novo a caixilharia de alumínio, fecha de repente e vem de lá a correr um gato cinzento a toda a velocidade. Nós não acreditamos em bruxas, pero que las hay… p Pensar em fantasmagorias junto ao mar azul de São Pedro do Estoril parece quase criminoso. A vista para o Atlântico, para a baía de Cascais e para a Outra Banda não trazem assombrações à memória, só o sonho de dias mais quentes e felizes. Ainda assim, nesta moradia semelhante a um castelo que se debruça sobre os penhascos, consta que há fantasmas. E aquela janela… Tocamos à campainha, ninguém responde. Deve ter sido só o vento…
[...]»

Tuesday, April 26, 2016

A mediocridade da segurança pedonal no interior da Parede

Na Escola 31 de Janeiro (2 na Fig. 1) há cerca de 500 alunos, além de funcionários e professores.
Mais acima, existe o Centro de Saúde da Parede (1 na Fig. 1). Um pouco ao lado, os Bombeiros da Parede, com muitas actividades para a população. Deverão existir outros pontos de afluxo de pessoas na área, além dos habitantes daquelas zonas que têm também necessidade de se deslocar a pé.
O percurso a pé entre esta zona e o centro da Parede deveria ser funcional e seguro, por muitos motivos, mas também porque é no centro que está a estação da CP.
Deveria ser confortável e seguro para todos: não só para adultos, mas também para crianças, porque deve ser objetivo e é obrigação da Câmara criar condições para que as crianças possam circular sozinhas e seguras no espaço público.
Deveria ser um dos primeiros objectivos, ao se desenhar o espaço urbano, que uma criança de 10 ou 11 anos, pelo menos, possa percorrer esses espaços de forma autónoma e com segurança total. Esse deveria ser o teste para vias bem desenhadas e construídas. A Câmara estaria desse modo a dar um contributo eficaz para a sustentabilidade da comunidades, a promover a saúde das crianças ao estimular o exercício físico, a reduzir a imensa poluição atmosférica que se regista nas nossas ruas, e a ajudar as famílias pela autonomização crianças.
Fig. 1 – Zona em análise


Entre estes polos e o centro da Parede a deslocação a pé não é nem segura nem confortável. Apesar de apresentar vários percursos possíveis, não há um único aceitável para um adulto, quanto mais para uma criança, como mostrarei abaixo.
O trânsito é permitido em todas as ruas, largas ou estreitas, com ou sem passeios, com ou sem condições para peões. O automóvel é rei, tem acesso ilimitado a todas as ruas ou becos.
Não há nenhuma exclusividade para o peão, antes pelo contrário. O estacionamento tem sempre lugar, independentemente de existirem ou não passeios para os peões, ou existindo, se têm o mínimo de condições.
Os passeios são utilizados para tudo o que é necessário, em detrimento dos peões: caixotes do lixo, postes, sinais de trânsito. Os passeios são muitas vezes ridículos, levando as pessoas a circular pela estrada.


Mais aqui.

Tuesday, April 19, 2016

A desgraça do que supostamente seriam as obras de "reabilitação" do mercado de Cascais dá que pensar. Entre tendas, plásticos e o mau gosto generalizado, impera a lei do mais forte que a ninguém presta contas e muito menos respeita a lei. A descaracterização iniciou-se com um voto de amor ao velhinho mercado e umas banalidades sobre a necessidade de dinamizar aquele espaço. Hoje todos sabemos que tanto enlevo mais não era do que desejo de deitar o dente ao património publico e dele fazer gato- sapato em nome de uma ideia pífia. A predação continuará até não restar pedra sobre pedra ou aparecer outra moda que obrigue a armar a barraca noutro local. As fotos que aqui se juntam mostram o despudor e a falta de respeito pela obra de arquitectura, pelo seu autor e pelos valores patrimoniais. As janelas tapadas de qualquer maneira, as aberturas de vãos sem qualquer critério e os vidros partidos não são um pormenor. São a representação tosca de um poder deslumbrado com as luzes mas que olha para o essencial com a ligeireza de quem toma banho mas se esquece de lavar as mãos.

Monday, April 11, 2016

Pedido à CMC para comprar Chalet Faial


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Carlos Carreiras


C.c AMC e media

No seguimento das conferências “Entre Arquitetos. Raul Lino e a Arquitetura Portuguesa na 1ª Metade do Século XX”, em boa hora organizadas pela Câmara Municipal de Cascais, onde, naturalmente, a “Arquitectura de Veraneio” assume particular relevância no concelho de Cascais, marcando ainda de forma indelével o presente o mesmo;

Considerando que o Chalet Faial, sito na Alameda Duquesa de Palmela, nº 175, em Cascais, é um dos mais emblemáticos e carismáticos exemplares dessa arquitectura e que por essa razão está classificado como Monumento de Interesse Público, desde 2012 (http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/9571472);

Considerando que o Chalet Faial se encontra neste momento à venda pela ESTAMO (ver http://www.estamo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=93&Itemid=183);

Somos a instar Vossa Excelência e a Câmara Municipal de Cascais a negociarem com a ESTAMO a aquisição do Chalet Faial, antes que este se degrade de forma irreversível e se perca a oportunidade de o resgatar do abandono e da degradação.

Estamos certos que o Chalet Faial dará, por exemplo, uma magnífica casa-museu da “Arquitectura de Veraneio em Cascais”, um projecto que seria pioneiro no país!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Maria João Pinto, António Branco Almeida, Júlio Amorim e Fátima Castanheira


Foto: blogue hoje conhecemos

Saturday, February 06, 2016

Mobilidade pedonal em Cascais

Há pouco mais de um ano, talvez, este troço da Avenida da República, na Parede, sofreu uma intervenção que lhe retirou uma faixa de estacionamento para criar uma nova faixa de rodagem. A zona ficou assim com duas faixas. Os automobilistas beneficiaram, circulam agora de modo mais fluído. Mais uma zona de velocidade facilitada.

Agora vejamos o tratamento dado aos peões.
Ao mesmo tempo que noutras zonas do concelho, nomeadamente na Parede, se fazem intervenções para transformar lancis em rampas nos passeios (e bem), aqui o peão é presenteado com 3 degraus num curtíssimo espaço (alem de um contentor de lixo, logo para começar) . Isto depois de intervenção na zona, repito.


Quem tem a experiência de empurrar carros de bebé, ou cadeiras de rodas com adultos, sabe o esforço adicional que representam estes degraus com que os desenhadores das nossas ruas nos presenteiam a cada passo. É preciso encostar a roda da frente ao lancil e parar. Fazer um esforço de alavanca e subir a roda da frente. Depois, encostar a roda de trás ao lancil e parar de novo. Voltar a fazer o esforço de elevação e finalmente avançar. Repita-se isto dezenas de vezes num percurso só. Há avós que já não o consegiuem fazer. Parace pouco, mas apenas para quem só anda de carro, como parece ser o caso de quem nos desenha as ruas.

Estes lancis deveriam representar um degrau zero. Mesmo quando são feitas as ditas rampas, muitas vezes fica 1 ou 2 centímetros. Mesmo este pequenoi degrau significa um esforço, pois quem empurra não quer que quem é empurrado sinta solavancos. Não se percebe a necessidade deste degrau.

Claramente na Câmara Municipal não há um manual de normas a cumprir ao desenhar passeios e ruas. Quem quer faz bem, quem quer faz mal. De um lado gasta-se dinheiro a corrigir, enquanto ao mesmo tempo, noutro lado, se faz novo e mal.

Tuesday, February 02, 2016

Mais um para a moda das obras clandestinas em Cascais?


No que foi o Instituto de Cegos Branco Rodrigues (ver história da casa aqui), após doação do terreno juntinho à Choupana, em São João do Estoril, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pelos donos da Quinta da Carreira (foto do edifício antes do incêndio que o assolou há um punhado de anos), parece que a moda das obras clandestinas continua, pois da placa que anuncia o futuro condomínio (e não é suposto a doação ter sido só para fins de beneficência, e reverter o terreno para os antigos donos em caso de alteração de uso, como é o caso?), vê-se zero sobre o licenciamento respectivo. A Oeste nada de novo...

Monday, February 01, 2016


Saturday, December 19, 2015

Inacreditável como a vergonha continua no Chalet Faial!

O qual continua à venda pela Estamo por 2,95 milhões de euros, conforme informação publicada AQUI. Que 2016 seja o ano da recuperação deste chalet, Monumento de Interesse Público!

Thursday, December 03, 2015

Câmara de Cascais cria sistema de créditos para incentivar a participação


In Público Online (2.12.2015)
Por INÊS BOAVENTURA

«Quem participar em consultas promovidas pelo município ganha créditos que serão convertíveis, por exemplo, em horas de estacionamento e bilhetes para eventos.

A Câmara de Cascais decidiu lançar uma nova “ferramenta de democracia participativa”, que passa pela atribuição de créditos aos munícipes que participarem em processos de consulta promovidos pela autarquia. Esses créditos poderão depois ser convertidos em horas de estacionamento ou em bilhetes para eventos culturais.

A novidade foi avançada ao PÚBLICO pelo presidente da câmara, que sublinhou que esta pretende ser “uma forma de incentivar a participação” dos residentes em Cascais na vida do concelho. Segundo Carlos Carreiras, ainda durante este mês de Dezembro deverá estar online a plataforma através da qual vai ser operacionalizada esta iniciativa.

Como explica o autarca, os munícipes que fizerem o registo nessa plataforma ganharão de imediato os seus primeiros créditos. Com o passar do tempo poderão amealhar outros, bastando para isso que dêem a sua opinião relativamente a questões, sobre “diversas temáticas”, colocadas em consulta pela autarquia.

Os créditos conquistados poderão dar lugar, numa fase inicial, a horas de estacionamento em parques tarifados ou a bilhetes para iniciativas culturais promovidas pelo município. Com o passar do tempo, adianta Carlos Carreiras, o leque de contrapartidas poderá ser alargado.

“Quanto mais a comunidade estiver próxima da câmara e quanto mais participar, maior é o poder de escrutínio da sua actividade”, justifica o autarca social-democrata, acrescentando que esta pretende ser uma iniciativa “geradora de confiança”. “É um défice que a sociedade tem, e sem confiança não há desenvolvimento”, remata.

Uma outra “ferramenta de democracia participativa” que a Câmara de Cascais vem promovendo, e que já vai na quinta edição, é o orçamento participativo, que este ano obteve um número recorde de 55.919 votos. A esta iniciativa vai ser consagrada uma verba de pouco mais de quatro milhões de euros, que permitirá a concretização de 21 projectos.

“Estamos cada vez a chegar a um maior número de pessoas”, congratula-se Carlos Carreiras, para quem isto demonstra que os munícipes de Cascais perceberam que “não basta colocar um papel na urna de quatro em quatro anos”. Além do crescimento do número de participantes em cada edição do orçamento participativo, o autarca nota que tem também aumentado a “qualidade das propostas”, que chegam à câmara cada vez mais “estruturadas” e nalguns casos já “com desenhos”.

No site da autarquia destaca-se que “cerca de um terço” dos quase 56 mil votos registados na edição deste ano foi para “projectos promovidos por corporações de bombeiros”. Foram eles a aquisição de duas ambulâncias de suporte básico de vida para a corporação de Bombeiros Voluntários de Alcabideche, de um veículo urbano de combate aos incêndios para a corporação de Bombeiros Voluntários de Carcavelos e S. Domingos de Rana, de equipamentos de protecção para bombeiros e uma ambulância para a corporação de Bombeiros Voluntários de Cascais e a instalação de painéis solares e a retirada de amianto do edifício dos Bombeiros Voluntários da Parede.

Os 21 vencedores incluem ainda a “qualificação do Pólo Comunitário da Galiza”, a “construção do Pólo Comunitário de Cascais” e a “construção de abrigos para gatos de rua com cercados de protecção, comedouros e vedação”. Também em Lisboa a mais recente leva de vencedores do orçamento participativo promovido pela câmara (e que já vai na sua oitava edição) incluiu a criação de abrigos refúgio para gatos de rua.»

Monday, November 23, 2015

Um hotel é um teatro


in Público Online
ALEXANDRA PRADO COELHO (texto) e ENRIC VIVES-RUBIO (Fotografia)

«O Palácio Estoril comemora os 85 anos de uma vida que já é histórica. E durante grande parte deles houve um homem que criou cada espaço, cada candeeiro, decidiu a cor de cada toalha e o lugar de cada cadeira: Lucien Donnat

Entravam reis, saíam príncipes, chegavam presidentes, desfilavam cabeças coroadas e estrelas de cinema, políticos e empresários, aristocratas e artistas. O Hotel Palácio Estoril, inaugurado em 1930, foi sempre uma passadeira. E por detrás deste desfile de famosos esteve durante várias décadas um homem de teatro, cenógrafo e com um notável sentido do espectáculo: o decorador Lucien Donnat (1920-2013).

Os 85 anos que o hotel acaba de comemorar são um pretexto tão bom como qualquer outro para recordar aquele que ofereceu um palco a todos os que um dia atravessaram a porta do Palácio. Quem sabe todas essas histórias — mesmo as que não viveu pessoalmente — é Francisco Corrêa de Barros, o director, que nos recebe no hotel no fim-de-semana em que se está a preparar o segundo Baile da Riviera. Na sala do buffet estão já, incógnitos e descontraídos, vários príncipes que vieram para o baile no Casino, uma iniciativa do príncipe Charles-Philippe D’Orléans, de origem francesa, mas residente em Cascais.

O ambiente que nos rodeia oferece o clima ideal para ouvir as histórias de Francisco Corrêa de Barros. Afinal, foi a Riviera, neste caso a francesa, que inspirou o fundador do Palácio, Fausto de Figueiredo. “Quando o Fausto de Figueiredo comprou este terreno, chamava-se Quinta do Viana e era uma mata de cedros e pinheiro-manso, que ia até à água”, conta. [...]»

Thursday, November 05, 2015

Mobilidade pedonal em Cascais - um exemplo

Na Rebelva, Carcavelos, a Rua de Santarém foi alvo de intervenção há poucas dias.
O pavimento da rua foi renovado e o acesso do passeio a 2 passadeiras foi refeito em rampa e dotado de bom piso. Melhorias positivas.

Em boa parte do troço intervencionado, porém, o passeio é muito mau: é estreito, inclinado, com muitos obstáculos que o estreitam ainda mais. Nas horas de atividade dos restaurantes próximos, o passeio está sempre ocupado por automóveis. A velocidade desta rua é muito excessiva (apesar do sinal de 30km/h).

Apesar de tudo isto, esta intervenção deixou o passeio tal como estava, como documentam as fotografias abaixo e com exceção dos pontos exatos das passadeiras.

Assiste-se assim ao incrível de alguém com um carro de bebé ou cadeira de rodas poder agora atravessar melhor a rua, mas logo a seguir ter que circular pela estrada - e pelo meio da estrada, porque normalmente não pode sequer ir junto do medíocre passeio, pois está ocupado por carros. Será que os técnicos que desenham as nossas cidades alguma vez andaram a pé, empurrando carros de bebé ou cadeiras de rodas?

O passeio ficou portanto tal como estava, desconfortável, perigoso e grande parte do tempo indisponível, ao mesmo tempo que a velocidade na rua aumentou, pois o piso ficou melhor e o desenho da rua nada fez que induzisse menor velocidade.

É inacreditável como se faz um investimento na remodelação de uma rua, aparentando existir alguma preocupação com os peões (caso das passadeiras), mas o básico, e que salta à vista, fica no mesmo baixíssimo grau em que estava.

E não é por falta de espaço que tal aconteceu: como se pode ver nas fotografias, a rua é de sentido único e tem largura para pelo menos 2 carros lado a lado, e um passeio mais largo (poderia ser muito mais largo) não rouba espaço de estacionamento, pois ali é proibido estacionar (embora tal seja letra morta). Estreitar a faixa de rodagem, aliás, teria como consequência a redução de velocidade.

Também não foi certamente por falta de orçamento nem oportunidade: se se faz aquela intervenção nas passadeiras, como não fazer também, e com maior prioridade, o alargamento de um passeio em talvez 20 metros?

Julgo que infelizmente este caso ilustra o menosprezo que há em Cascais por quem precisa ou quer andar a pé.


PS: 
No segundo dia da obra chamei a atenção da CM para a evidente necessidade de intervir no passeio.
No quinto dia de obra e dada a urgência, dirigi o mesmo pedido ao Presidente da CM.
Alguns dias após a obra terminar, compareci a uma reunião com técnicos da Cascais Próxima, ie os executantes do projeto e não os seus autores e donos da obra, a CM.




Wednesday, October 07, 2015

Proteção dos peões pela CMC

A obra de construção deste prédio, na Avenida da República, Parede, vai em estado avançado.
O passeio poderia e deveria estar há muito reposto. Deveria haver o maior cuidado para minimizar o tempo de indisponibilidade do passeio, mas isso não acontece. Para o empreiteiro, e sem qualquer pressão da Câmara, o passeio é sua última preocupação. Enquanto a obra decorre, é um seu domínio tal como o estaleiro.

A Câmara deveria velar pelas boas condições de circulação na via pública, nomeadamente em situações de obras, fiscalizando o tempo de ocupação e sua reposição. E fá-lo quando se trata de circulação automóvel. Nesse casos, os cortes são os mínimos possíveis.  Não o faz, porém, quando se trata dos utilizadores mais vulneráveis do espaço público. E isto apesar de a CMC já ter sido alertada por 2 vezes sobre esta situação, em agosto e em setembro, sem nenhum resultado.

Tratasse-se este de um caso isolado, e não seria notícia. Infelizmente, é um exemplo da quase nula importância que é dada pela CMC aos munícipes que querem ou têm que andar a pé nas ruas do concelho.



Hablas serio, ABC?


«Las autoridades de Cascais han ofrecido a Don Juan Carlos una residencia de verano en la costa lusa. Una de las opciones es un palacio donde se solía reunir la realeza exiliada. El Rey emérito aún no ha aceptado

Casa Santa María fue concebida como morada de reyes y reinas. A comienzos del siglo XX, Jorge Torlades O’Neill, un aristócrata de origen irlandés afincado en Portugal, mandó levantar esta regia residencia sobre los acantilados de la costa de Cascais a su imagen y semejanza: pretenciosa e inaccesible. Gracias a su fortuna, fruto del boyante negocio tabacalero, O’Neill, que se hacía llamar conde de Tyrone y decía descender de los Reyes de Ailech, se dio el lujo de contratar al arquitecto Raul Lino da Silva para que erigiera este capricho de reminiscencias árabes. El adinerado noble jamás llegó a ver la pompa que hizo de su hogar una auténtica leyenda. [...]»

Tuesday, September 22, 2015


In Site CMC:

«Sob o lema “Património Industrial e Técnico”, a Câmara Municipal de Cascais assinala, de 26 a 27 de setembro, as Jornadas Europeias do Património cujo ponto alto será a apresentação do vídeo “Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes”, património cultural imaterial classificado este ano como de interesse municipal.

Sabia que em Cascais existem Cetárias datadas da época romana? Ou que o Marégrafo de Cascais é o único sistema mecânico/analógico no mundo inteiro a registar diariamente, desde 1882, a evolução das marés?

Estas são duas curiosidades a revelar durante o programa de acesso gratuito com que Cascais assinala as Jornadas Europeias do Património. Das atividades previstas fazem parte uma visita guiada às dunas da Cresmina (inscrições a partir de dia 21.09), uma rota pedestre pelas quatro tipologias de moinhos existentes em Alcabideche e ainda a Conferência “Guitarras Portuguesas construídas em Santa Cruz - Ilhas, Goa, entre as décadas de 1885 e 1950” por Dr. Manuel Morais.

Iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, as Jornadas Europeias do Património visam sensibilizar os cidadãos para a importância da salvaguarda do Património como testemunho do passado. O tema deste ano coincide com a comemoração do Ano Europeu do Património Industrial e Técnico, aludindo ao vasto conjunto do património presente no nosso quotidiano, como fábricas, pontes, moinhos, linhas de caminho-de-ferro, entre outras realizações da indústria e da técnica, alguns ainda em uso e outros abandonados ou já reutilizados, mas todos testemunho do engenho e criatividade de gerações passadas.

Programa

26 de setembro de 2015

Apresentação do vídeo “Mini documentário sobre a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes”
16h00 | Igreja dos Navegantes
Pela sua história, a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes assume papel destacado no Plano Estratégico para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial de Cascais, atualmente em curso. A proposta de Classificação da Procissão de N.ª S.ª dos Navegantes como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal, aprovada em sessão de Câmara, em abril de 2015, refere que “a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes constitui uma manifestação de cultura popular tradicional que dignifica a memória coletiva e enaltece a especificidade da identidade local, merecendo, assim, ser devidamente estimada, preservada e apreciada”. É essa memória que se quer agora preservada em registo audiovisual.
Organização: Câmara Municipal Cascais. Divisão de Arquivos Municipais
Informações: Núcleo do Património Histórico-Cultural | 21 481 53 45
(Participação condicionada à lotação da sala)

Das 15h00 às 18h00 | Visita guiada “Património Industrial e Técnico. Das técnicas tradicionais à tecnologia de ponta (séc. XIX e séc. XX)”
A Câmara Municipal de Cascais e o Bairro dos Museus promovem uma visita guiada a alguns elementos patrimoniais que se encontram presentes no quotidiano e que testemunham o engenho e criatividade de gerações passadas. A visita passa pelas Cetárias (Rua Marques Leal Pancada), datadas da época romana, Marégrafo de Cascais - onde será possível observar o único sistema mecânico a nível mundial que regista diariamente, e desde 1882, a evolução das marés - e pelo Farol-Museu de Santa Marta, que conjuga espaços de cultura e lazer com as funções de sinalização costeira.
Local de encontro: Edifício dos Paços do Concelho
Organização: Câmara Municipal Cascais e Bairro dos Museus
Informações e inscrições: Núcleo do Património Histórico-Cultural Inscrições a partir de 21 de setembro (10h00-13h00 | 14h00-17h00) para o nº 21 481 53 02

27 de setembro de 2015

Das 10h00 às 13h00 | Roteiros do Património Concelhio: “Património Histórico e Natural - Orla Costeira/Cresmina”, Visita guiada por Mário Lisboa (CMC), Margarida Ferreira e Sara Saraiva (Cascais Ambiente)
As dunas da Cresmina - Guincho são uma pequena parcela do complexo dunar Guincho-Oitavos, localizado no Parque Natural de Sintra-Cascais. Será neste ambiente que decorrerá o próximo roteiro sobre património histórico e natural de Cascais. Par além de dar a conhecer a vegetação costeira e fauna destas dunas e arribas, este percurso abordará também os fenómenos geológicos e os acontecimentos históricos que marcam até hoje o local.
Local de encontro: Centro Cultural de Cascais, Av. Humberto II de Itália
Organização e colaboração: CMC. Divisão de Arquivos Municipais | Cascais Ambientev Inscrições: a partir de 21 de setembro (10h00-13h00 | 14h00-17h00) para os nº 21 481 53 41/45

Das 09h30 às 13h00 | Rota dos Moinhos - Passeio Pedestre
Moinho de Armação - tipo Americano. Alcabideche
O Moinho de Armação promoverá uma rota pedestre pelas quatro tipologias de moinhos existentes em Alcabideche, pelo que estará aberto a todos os que queiram participar no circuito pedonal que terá a duração aproximada de quatro horas num percurso de cerca de 8 km. Organização: CMC. Divisão de Animação e Patrimónios Culturais / Moinho de Armação
Informações e inscrições: Sujeito a marcação prévia até à semana anterior da atividade das 9h às 13h e das 14h às 17h para o n.º 21 481 59 42 | Moinho.armacao@cm-cascais.pt

16h00 | Conferência “Guitarras Portuguesas construídas em Santa Cruz - Ilhas, Goa, entre as décadas de 1885 e 1950” por Dr. Manuel Morais | Museu da Música Portuguesa-Casa Verdades de Faria. Av. de Sabóia, n.º 1146. Monte Estoril
Apresentação do trabalho de investigação sobre Guitarras portuguesas construídas em Santa Cruz – Ilhas, Goa. O investigador encontrou neste Estado Indiano um grande número de Guitarras, construídas por violeiros de origem portuguesa, bens patrimoniais que são testemunho da presença portuguesa no mundo. Atualmente, apesar do desaparecimento desta indústria artesanal, há um grupo muito significativo de guitarristas goeses que fazem uso de instrumentos históricos, tocando quase diariamente em hotéis e bares divulgando a guitarra portuguesa, bem como o nosso Fado.
Organização: CMC | Bairro dos Museus / Museu da Música Portuguesa
Informações e inscrições: Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria | 21 481 59 04 / 05 | mmp@cm-cascais.pt»

Chop chop


Foto: Manuel Valadas Preto (in Facebook)