Sunday, March 15, 2015

Atentados à mobilidade pedonal na Parede


Chegado por e-mail:

«Ex.mos Senhores Comandantes das Esquadras da Parede e Carvavelos


Habito na Parede. Os meus filhos estão a atingir a idade em que deveriam começar a circular sozinhos e a pé, nomeadamente para a escola.

Devido aos excessos de velocidade, aos maus percursos pedonais e ao permanente estacionamento nos passeios, porém, tenho muito receio de os deixar andar sozinhos.

Todos os dias encontro centenas (e são mesmo centenas) de carros estacionados nos passeios das freguesias de Carcavelos e Parede, muitos dos quais nos obrigam a caminhar pela estrada (e quando circulo com carro de bebé, ainda é pior). Porém, acho que nunca vi - ou se vi, terá sido tão raro que francamente não me lembro, - nenhum carro multado. Deste modo, uma grande parte dos automobilistas consideram que, se é possível estacionar nos passeios, então eles fazem-no.

Com frequência peço colocação de pilaretes à Câmara. Estes pilaretes só são necessários devido à falta de civismo dos cidadãos, numa primeira análise, e depois à falta de fiscalização da PSP, na falta do primeiro. Com frequência, porém,a Câmara responde-me que me queixe à entidade responsável pela fiscalização.

Gostaria de saber porque razão a PSP não multa (ou mesmo reboca) as centenas de carros que estão constantemente nos passeios destas localidades, tal como prevê a lei e julgo que fará parte da missão da Polícia.

Muito obrigado pela atenção

Melhores cumprimentos»

Leitor identificado

Saturday, March 14, 2015

"Tubarões" fazem hotel, casas e uma clínica à entrada de Cascais

Noticia vinculada pelo Jornal Diário de Noticias de hoje parece ser este o projecto para o antigo espaço do Hotel Nau.

 
"Miguel Ribeiro Ferreira e Tim Vieira, do programa da SIC Radical Lago dos Tubarões, vão recuperar espaço do antigo Hotel Nau
 
Os empresários Miguel Ribeiro Ferreira e Tim Vieira, agora conhecidos por serem dois dos investidores do programa da SIC Radical Lago dos Tubarões, vão recuperar os terrenos do antigo Hotel Nau, junto ao largo da estação de comboios de Cascais. Um espaço devoluto que estava para ser reabilitado, mas que se viu embrulhado em revogações de licenças, falências e processos judiciais já desde 2007.
O projeto, que foi apresentado à população de Cascais na quinta-feira à noite, chama-se Edifício Dom Pedro I e vai incluir um hotel, apartamentos, uma cervejaria e ainda uma clínica de saúde"

Thursday, February 26, 2015

Wednesday, February 04, 2015

Câmara de Cascais procura comprador para terreno do antigo Hotel Nau


In Público (3.2.3015) Por Marisa Soares

«Demolição da estrutura em betão abandonada desde 2007, no Largo da Estação, começou nesta terça-feira. Autarquia aceita propostas para o espaço até ao fim do mês.

O esqueleto em betão e ferro do edifício situado junto à estação da CP de Cascais era uma das pedras no sapato de Carlos Carreiras desde que assumiu a presidência da câmara, em 2011. Nesta terça-feira, terminou um dos processos que mais envergonhava o autarca e começou “um novo futuro” para o terreno do antigo Hotel Nau. Bastaram poucos minutos para a máquina giratória destruir, com um braço mecânico, um pilar do poço de elevador situado no último dos cinco pisos do imóvel, deixando escapar a água da chuva que se foi acumulando nos últimos meses sobre a cobertura. A operação, executada sob o olhar atento de Carreiras e de uma larga comitiva de vereadores e técnicos municipais, marcou o início da demolição do edifício inacabado que substituiu o Hotel Nau.

“Finalmente cumpri aquilo com que me tinha comprometido”, afirmou o autarca. “Anunciei duas vezes que este edifício ia abaixo, mas logo a seguir se colocaram obstáculos pelo caminho. Parece que à terceira é de vez”, acrescentou.

A destruição total da estrutura até ao nível do solo vai demorar cinco meses. “Poderia demorar dois meses mas vai ser mais lenta para ter o mínimo impacto nas pessoas que moram nos edifícios vizinhos e nos utentes da estação da CP”, explicou. Entretanto, a câmara quer decidir o destino do espaço e aceita propostas de aquisição até ao final deste mês.

As propostas têm que cumprir alguns requisitos. O edifício a construir deverá ter no máximo quatro pisos e a sua superfície total de pavimento não pode ultrapassar os 4700 metros quadrados. “Pretendemos ter um edifício com maior abertura ao espaço público, mais enquadrado com a rotunda da estação, e que respeite o meio envolvente trazendo mais vida para o centro de Cascais”, afirmou, assegurando que qualquer projecto para um centro comercial será excluído à partida. Deixar o espaço livre também não é uma opção: “O edifício fecha um quarteirão e se não for aqui construído nada, não há requalificação.”

Carlos Carreiras adiantou que recebeu já duas manifestações de interesse mas aguarda outras propostas. Se no final de Fevereiro houver mais do que um projecto em cima da mesa, a decisão será da população. “Durante o mês de Março haverá um processo de democracia participativa e serão os munícipes a decidir.” [...]

Em 2007 o Ministério Público (MP) embargou a obra, na sequência de uma acção administrativa que pedia a nulidade da licença de construção, alegando que o novo edifício era um “elemento dissonante da envolvente local” e violava de forma “grosseira” o Plano Director Municipal.

Seguiram-se várias acções em tribunal, com a câmara a contestar a acção do MP e o promotor a pedir que fosse autorizado o prosseguimento dos trabalhos, o que só aconteceu em 2010. Pelo meio, a empresa titular do alvará abriu falência e os créditos ficaram com o BPN. A falência do banco afectou ainda mais o processo, segundo o actual presidente da autarquia.

[...]»

...

E a história aqui nem está contada a metade. Vamos ver o que sai daqui. Seja como for, é uma tremenda boa notícia o facto do mono desaparecer da face da terra.

Monday, February 02, 2015

Aceitam-se apostas:


«COMUNICADO | INÍCIO DA DEMOLIÇÃO DO EDIFÍCIO ARRANCA TERÇA-FEIRA

MENOS ALTURA e MENOS VOLUMETRIA. MAIS VIDA ao CENTRO de CASCAIS

“Na próxima terça-feira (03.02.2015) anunciaremos em Conferência de Imprensa o futuro do Edifício ex-Hotel Nau e toda a cronologia dos obstáculos criados desde 1997 e que desde que tomei posse como Presidente de Câmara tenho tentado resolver. A situação do "Esqueleto" em frente à Estação de Cascais era a que mais me envergonhava e não foi por falta de determinação que não foi resolvida há mais tempo. Foi por termos uma forte determinação que temos vindo a resolver muitos casos que se arrastaram dezenas de anos.

Em 1997 foi permitido que se construíssem 7.000 metros, em 2002 foi reduzido para 5.700, agora aceitaremos propostas que reduzam pelo menos 20% a área de construção e que reduzam na mesma proporção a cércea (altura) do edifício. A solução passa por disponibilizarmos mais 300 lugares de estacionamento ao centro de Cascais e uma requalificação do Largo da Estação com mais e melhor espaço público.

Se houver mais do que uma proposta será feita um processo de Democracia Participativa para que os Cascalenses se possam pronunciar e votar.”

Carlos Carreiras»

...

Obrigado pela demolição e pelo cumprimento de uma promessa eleitoral. «Menos altura e menos volumetria», esperamos que em sintonia com a média do quarteirão. «20% da cércea»... em 6 ou mais pisos que este teria, será o quê, 1 andar? E o revestimento, é de quê?

...

Memória do local:

Thursday, January 29, 2015

Inutilidade politicamente correcta


Este é o panorama do largo da estação do Monte Estoril aos dias de semana. Pergunta-se para que serve o parque pago. Não serviu ninguém e incomoda toda a gente, enchendo de carros as ruas de cima.

Wednesday, January 28, 2015

Continua a falta de manutenção das estações de comboios da linha de Cascais


Estações grafitadas e com lixo, relógios (na foto o da estação do Estoril) avariados, zonas de espera com vidros e cadeiras partidas, etc. Uma vergonha, à atenção da CP e da CMC. Mas haja turismo!

Foto: Fernando Jorge

Ah, assim sim:


In LUSA/Público (27.1.2015)
Por Marisa Soares

«PDM de Cascais vai ser enviado para discussão pública

» A versão final poderá ser consultada durante 30 dias após a publicação em Diário da República.

A Câmara de Cascais (PSD/CDS-PP) decidiu, na reunião do executivo nesta segunda-feira, enviar para discussão pública nos próximos dias a proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho. A decisão, porém, não foi consensual e mereceu críticas da oposição.

A proposta de revisão do PDM já esteve em discussão pública de forma informal, entre Maio de 2013 e Junho de 2014. Durante esse período, a autarquia recebeu várias contribuições e introduziu algumas alterações, já patentes na versão que agora segue para a consulta pública "oficial". Esta deverá decorrer durante 30 dias, como previsto na lei.

Na reunião de segunda-feira, o tema não reuniu consenso. A concelhia da CDU considerou que o período de discussão pública "é muito curto", e por isso votou contra a proposta da maioria, tal como o PS. A vereadora Isabel Magalhães, do movimento de cidadãos Ser Cascais, absteve-se.

"Há alguns documentos online que não se consegue abrir, é um processo que se deve ver com muita atenção e por isso achamos que o período de discussão pública deve ser alargado o mais possível para participação de todos os munícipes", disse o deputado comunista Luís Castro, citado pela Lusa...»

Monday, January 26, 2015

Será que é desta?

 
 

 
Há cerca de semana e meia que foram feitas limpezas no espaço e montagem de andaimes.Será que é desta?
E o que irá daqui sair?
Lembro que esta intervenção foi prometida pelo Sr. Presidente da CMC para SET de 2012.
Vamos ver!

Sunday, January 18, 2015

Linha de Cascais com menos 51 comboios a partir de hoje


"CP argumenta que o volume total de passageiros não justificava a frequência de comboios rápidos entre as 10:00 e as 17:00.

A Linha de Cascais vai, a partir de hoje, ter menos 51 comboios, os que faziam o trajeto rápido entre as 10:00 e as 17:00, e ter novos horários de circulação, informou a CP-Comboios de Portugal.
Na Linha de Cascais, que liga esta cidade ao Cais do Sodré, em Lisboa, circulavam 251 comboios por dia e agora passam a circular 200.
A decisão, segundo a empresa, surge após uma análise feita à procura daquela linha férrea, da qual se constatou que o volume total de passageiros naquele período não justificava a frequência de comboios rápidos.
Dados da CP revelam que dos 80.250 passageiros por dia útil, apenas cerca de 19.000 viajam em período fora das horas de ponta (10:00 às 17:00 e após as 20:00). Cerca de 80% dos clientes portadores de passe ou assinatura mensal viajam nos períodos de hora de ponta, nos quais a oferta não é alterada e, por fim, a capacidade de lugares oferecidos cobre o volume da procura.
"É de salientar que nos comboios da 'família de Oeiras' (ligações Oeiras-Cais do Sodré-Oeiras), no horário 10:00 - 17:00, as taxas médias de ocupação rondam os 11%, e nos comboios que asseguram a ligação total (Cais do Sodré-Cascais-Cais do Sodré) situam-se nos 22%", acrescenta a CP.
Nas chamadas horas de ponta, entre as 07:00 e as 10:00 e entre as 17:00 e as 20:00, os horários não são alterados, mas no restante período do dia todos os comboios passam a fazer o percurso total da linha, de Cascais a Lisboa, com paragem em todas as estações, com ligações cadenciadas de 20 em 20 minutos.
"A implementação deste horário permitirá uma gestão mais eficaz do material circulante, incrementando os níveis de fiabilidade e pontualidade do serviço CP nesta linha, sem qualquer aumento de custos", revela a empresa.
A CP assegura, ainda, que irá monitorizar "atentamente a evolução e comportamento da procura na Linha de Cascais", para verificar a necessidade de eventuais ajustamentos."

In DN 2015-01-18

Tuesday, January 13, 2015

CÂMARA ESCURA III



A propósito de "degradação da paisagem", quero aqui deixar registo do que está a acontecer com as palmeiras, "árvores protegidas"pelas "leis" camarárias.
Morrem por todos os lados, públicos e privados.E quando os cidadãos solicitam à câmara alguma ajuda com informações técnicas, a resposta é que "isso é assunto seu e não temos informação disponível".
Este é um caso que depende da coordenação dos esforços de todos.
Para que o panorama não piore e nos vejamos perante o desaparecimento dessa espécie.
Os nossos IMIs não servirão ao menos em parte, para este bem comum?
É que se eu abatesse em minha casa uma palmeira, a câmara lá vinha cobrar a sua protodízima sob a forma de coimas. Tipo Cascais Próxima...

Sunday, December 21, 2014

Um estendal com classe



Na zona nobre do Estoril, mais propriamente no edifício das arcadas no lado nascente, por cima do Novo Banco, um habitante muito civilizado não achou melhor maneira de resolver o seu problema de secagem de roupa do que pespegar com um estendal no lado de fora da janela, para que todos nós pudéssemos desfrutar da beleza da sua roupa interior. O inteligente não pensou que desvaloriza o edifício, degrada a paisagem, abandalha o local.
Não sei se a Câmara tem meios legais para acabar com a situação, mas pelo menos podia recomendar que ele se mudasse para uma barraca em lugar isolado, onde não incomodasse a vizinhança.

Monday, December 15, 2014

Chegados ao final do ano, o balanço possível de 2014: tudo como dantes e más surpresas


Péssima surpresa, esta, desfigurando um dos últimos bons exemplos da arquitectura hoteleira do Estoril de outros tempos - o Hotel Inglaterra -, feita num abrir e fechar de olhos, sem aviso, facto consumado.

Um clássico, ano após ano, promessa incumprida após promessa incumprida. Até quando? E, sobretudo, o que se prepara em sua substituição, o quê, com quem e para quem?

Tudo como dantes. A CMC aprovou algo que não será feito, graças não à CMC mas aos lençóis freáticos e em vez desta última pugnar, ou pelo menos fazer que pugna, por uma solução a bem de todos, Cruzeiro, património modernista, proprietário, possíveis exploradores, moradores e Estoril, só se fala é em demolição. Outro clássico.

Outro clássico, infelizmente. Da possibilidade falhada (tentou-se, mesmo?) de reconstrução para o seu fim inicial, segundo a traça demolida, e eleições passadas, estará para breve um novo projecto, dissonante, bem entendido.

Mais um clássico, e mais outra promessa incumprida após promessa incumprida de demolição. Este "aborto" merece o galardão de construção pós-moderna de Cascais. De pé até quando?

Este outro mono, ao melhor "Reboleira Style" era para ter sido já construído no Hotel Paris, rematando assim a principal entrada do Estoril em parelha com o Titanix de "boa memória" do outro extremo, Cascais. Estão bem um para o outro, aliás. Mas como a crise toca a todos, ainda não foi em 2014 que o novo substituiu o velho, por sinal já de si um mono, mas de "estilo" mais clássico anos 60.

Eis o clássico dos clássicos: o lote da praça de touros. Depois de muito projecto para todos os gostos, agora é a vez de se tocar pelos "idosos" e pela assistência aos mesmos. Em torres, claro, que não dá para ter aquele lote com moradias de 1-2 pisos, logradouros generosos e ar puro, que isso dá poucas taxas e quem lucraria com isso, afinal de contas? Tal com o exemplo anterior, a crise tem ajudado a que tudo se mantenha como desde que deitaram abaixo a praça. A ver em 2015.

Outra má surpresa: afinal, o modernaço novel Atlântico é maior do que o velhote decrépito que mandaram abaixo. o "boneco" 3D parece que alargou! Dá mais sombra e tapa mais vistas! Este novel tem a vantagem de ser mais Expo do que Reboleira, valha-nos isso, e tem um arranjo paisagístico à maneira na Marginal.

O "grande projecto", baptizado de cariz social, mas que trazia a reboque construção e mais construção onde não se devia construir apenas usufruir. Terá sido travado in-extremis. Ganhou o bom senso, perderam as taxas urbanísticas e as mais-valias.

Mais outro clássico, a Casa de São Francisco, de traço do Arq. António Varela, sempre com camartelo em "stand by" há pelo menos 3 mandatos da CMC e outros tantos projectos de alterações/demolição/construção nova. Que interessa que a mesma CMC a fotografe e publique em catálogo da própria CMC publicitando, e bem, o valioso património modernista do concelho? Nada.

Em Carcavelos, the horror, the horror, em duplicado: o pólo universitário da UN e o PP Carcavelos Sul: prédios, equipamentos, carros, impermeabilização do solo, abate de árvores, vias e mais vias, taxas e mais taxas. O progresso tem encontro marcado em Carcavelos, RIP.

Finalizando o triste relambório, e porque já vai grande o post, apeio-me no Monte (e onde mais podia ser?), o exemplo característico do que não deve ser mas é a política urbanística da CMC. Sem mais comentários

Surfistas apelam à Câmara de Cascais para rever plano de pormenor junto à praia de Carcavelos


in Público/LUSA (14.12.2014)

«A associação SOS - Salvem o Surf apelou este domingo à Câmara de Cascais para que reveja o plano de pormenor previsto para junto à praia de Carcavelos e suspenda a construção de uma urbanização no local.

A comunidade de surfistas, que realizou uma conferência de imprensa, acusa a autarquia de não ter elaborado todos os estudos de impacto ambiental necessários e de querer avançar com um projecto que, dizem, "vai destruir a praia de Carcavelos".

[...] "Sabemos que o plano já foi aprovado e que está nas mãos de câmara alterar alguma coisa e impedir que o projecto avance. Os estudos que foram feitos têm várias falhas científicas, não têm nenhum valor, por isso, esperemos que a autarquia reconsidere e veja que isto vai destruir a praia que é de todos", acrescentou Pedro Bicudo.»

Friday, December 12, 2014

Wednesday, December 10, 2014

Construção em curso na Av. Faial, 7, Monte Estoril - Queixa à Provedoria de Justiça


Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Professor Doutor José de Faria Costa


Serve o presente para apresentarmos queixa a V.Exa. sobre a operação de emparcelamento em execução na Avenida do Faial, nº 7 (Vivenda Montemar), e Rua do Calhariz, nº 27-A, no Monte Estoril, e solicitar os melhores serviços da Provedoria de Justiça no sentido de se averiguar a legalidade processual da aprovação feita oportunamente em sede de executivo da Câmara Municipal de Cascais, que resultou, designadamente, na demolição dos respectivos edificados e logradouros, tão característicos do Monte Estoril, e na construção, em curso, de um complexo habitacional plurifamiliar e serviços, numa zona ocupada esmagadoramente por moradias com logradouros.

Estando o Monte Estoril catalogado no Plano Director Municipal de Cascais como “espaço residencial histórico”, decorre da análise ao processo que, mais uma vez, a legislação urbanística em vigor para o concelho de Cascais, não foi cumprida em termos do licenciamento para projectos de alterações/construção nova, designadamente a alínea a) do ponto 2 do artigo 50º, os pontos 1, 2 e 3 do artigo 51º, o ponto 1 do artigo 58º e o artigo 60º, pelo que haverá lugar, eventualmente, à declaração de nulidade da decisão de aprovação do Alvará de Obras de alterações nº 223, aprovado por despacho de 22 de Julho de 2014, imaginamos que pela Presidência/Vereação da CMC, pois essa informação também é omissa no aviso colocado no local.

Resumindo:

1. O índice de construção da operação em curso viola claramente a “média do quarteirão” defendida em sede de Plano Director Municipal, como se constata no local, uma vez que se trata de um quarteirão formado por moradias, com logradouros generosos, e não por condomínios com estacionamento subterrâneo.
2. A aprovação de semelhante empreendimento só seria possível se tivesse sido produzido oportunamente um Plano de Pormenor para o local, o que não se verificou.
3. Os edificados demolidos não se encontravam em mau estado de conservação, muito menos em risco de derrocada, não ameaçavam a segurança de pessoas ou bens, nem se conhece relatório em contrário da Câmara Municipal de Cascais, que justifique a aprovação das suas demolições.
4. Este procedimento resulta num precedente gravíssimo em termos da preservação do Monte Estoril enquanto núcleo histórico consolidado, que julgamos ser do interesse comum, a começar pelos moradores e visitantes do Monte Estoril, enquanto santuário de um urbanismo de transição, século XIX-XX, já raro no país, e que o PDM de Cascais tão bem apelida de “espaço residencial histórico”.

Com os melhores cumprimentos,


Paulo Ferrero, Manuel Valadas Preto, José d'Encarnação


Fotos: MTM

...

Resposta do Vereador Piteira Lopes:

«Boa tarde,

Penso que o melhor esclarecimento possível seria o de consultar, ou solicitar cópia do projeto licenciado e/ou a própria memória descritiva da operação urbanística aprovada para o local (caso se pretenda uma indicação resumida do que foi licenciado leia-se tão somente a página 6 da memória descritiva do autor do projeto ou os desenhos do projeto).

Relativamente à demolição das construções existentes (SPO 57/2013) e sem prejuízo de eventuais considerações subjetivas que sempre poderão alvitrar, foi previamente verificado pelos serviços técnicos, a eventual existência de algum impedimento.

Constatou-se no entanto que não só o terreno onde a moradia demolida estava erigida, não se encontra inserido em núcleo histórico ou em Categoria de Espaço Urbano Histórico, como a própria construção não se encontrava classificada, em vias de classificação, inserida em Catálogo Inventário em vigor, ou sequer identificada pelo Departamento de Cultura como possuindo interesse arquitetónico, contrariamente ao que por exemplo, sucede com a moradia existente a norte, ou com a moradia de gaveto que remata o quarteirão a sul (ambas identificadas nesta ultima categoria), pelo que e entre outros aspetos constantes do processo, não existindo fundamento legal expresso que impedisse a demolição da mesma, o pedido foi deferido, e bem deferido!

Quanto aos alegados – mas desprovidos de qualquer sentido - desrespeitos por artigos do PDM em vigor, esclarece-se:

· O alegado desrespeito pelo n.º 2 do art.º 50, não tem aplicação ao presente caso, uma vez que não estamos perante um terreno ou edificação inserida na Espaço de Proteção e Enquadramento, mas sim em Classe de Espaço Urbano de baixa Densidade;
· O alegado desrespeito pelos pontos n.º 1, 2 e 3 do art.º 51, não tem aplicação ao presente caso, uma vez que não estamos perante um terreno ou edificação inserida na Espaço de Equipamento, mas sim em Classe de Espaço Urbano de baixa Densidade;
· O alegado desrespeito pelo ponto 1 do art.º 58, não tem aplicação ao presente caso, uma vez que o artigo em causa diz respeito a figuras de Planeamento, sendo para alem disso vazio de conteúdo para o caso especifico do licenciamento efetuado;
· O alegado desrespeito pelo art.º 60, não tem aplicação ao presente caso, uma vez que o artigo em causa diz respeito à elaboração de inventário ou catálogo inventário para os processos de Planeamento e no estrito âmbito da Secção II – Protecção de Elementos Naturais e de Paisagem, onde o artigo se inclui. Acresce que no artigo anterior (59º) se explica de forma clara o âmbito de aplicação das normas desta secção de Elementos Naturais e de Paisagem da seguinte forma: “As normas aplicam-se ao conjunto de paisagem, jazigos paleontológicos, elementos geológicos, geomorfológicos e hidrológicos que progressivamente venham a identificar-se no Catálogo dos Elementos Naturais e de Paisagem e em actos e figuras de planeamento de competência municipal ou supramunicipal”, situação que como facilmente se depreenderá, também ela não aplicável ao presente caso.

No que concerne à operação urbanística para a alegada construção de um edifício, desconhece-se a existência para o terreno em causa, de qualquer “empreendimento” destinado à construção de “um complexo habitacional plurifamiliar e serviços”, que tenha sido licenciado pela CMC, sendo os alegados desrespeitos por tipologias habitacional a edificar, índices de construção, ou a própria referencia à necessidade de prévia execução de uma Plano de Pormenor, totalmente descabidos mais uma vez.

Assim, reitero que o que foi licenciado para o terreno, foi a criação de um enorme jardim de apoio e aumento do logradouro da habitação a norte (essa sim identificada como de interesse arquitetónico), aproveitando-se a topografia do terreno e do jardim agora proposto para criar uns lugares em garagem e arrecadações semi-enterradas.

Com os melhores cumprimentos,


Nuno Piteira Lopes
Vereador»

...

Exmo. Senhor Provedor de Justiça
Professor Doutor José de Faria Costa

Serve o presente para solicitar a V. Exa. que considere sem efeito a queixa anteriormente apresentada, uma vez que praticamente todos pressupostos por nós explanados na mesma, tiveram por base a nova versão do PDM de Cascais, ainda por aprovar e, portanto, sem qualquer valor legal, pelo que a queixa deixa de fazer sentido uma vez que o PDM que continua em vigor considera, "sabiamente", aquela zona do Monte Estoril como "espaço urbano de baixa densidade".

Erro nosso, de que nos penitenciamos, ainda que induzidos a isso por ser a única documentação sobre o PDM disponível no "site" da CMC, pedindo desculpas a V. Exas. pelo facto.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero

Tuesday, December 09, 2014

Thursday, December 04, 2014

As dúvidas de Carlos Carreiras

O Diário de Notícias de hoje, no seguimento do seu alinhamento com a oposição socialista e outras, comove-nos com afirmações de Carlos Carreiras a propósito do cuidado controle sobre as obras de dois dos actuais ministros.
CC dá-nos a paz ao afirmar que, por exemplo as obras da Ministra das finanças levaram mais de 1.400 dias até merecerem aprovação.
Comentei a notícia da forma abaixo, que transcrevi do referido jornal;

"É  muito estranha a relativisação que Carlos Carreiras faz, ao limitar as dúvidas na Câmara Municipal de Cascais às casas de actuais Minitros.Seria um bom desafio que a Câmara se abrisse a um inquérito geral aos seus procedimentos.Quando diz que se gastaram mais de 1.400 dias para licenciar um projecto, fala-se de algum caso de engenharia e arquitectura de alta complexidade?Se não, a coisa foi certamente debatida entre gente que não sabia o que estava a fazer. 1400 dias!!!!!!!As outras alternativas nem sequer são para aqui chamadas.Investigue-se as Câmaras.E pode eventualmente começar-se pela de Cascais"

AMDG!.

Wednesday, December 03, 2014

Wednesday, November 26, 2014

Thursday, November 20, 2014

designada "arquitetura de veraneio"....


..e lá em cima é designada arquitetura de quê ??

Monday, November 17, 2014

E o Hotel Paris, afinal em que estamos?


Isto parece que foi aprovado pela CMC em ... 2011

Isto é o que é e foi desde finais dos anos 30

...

Entre o futuro e o presente, seja o presente, recuperado, evidentemente, sem elementos espúrios (leia-se, ampliações e outros acrescentos inenarráveis), de modo a que aquela entrada no Estoril não fique com o "brandoa style" das coisas que se fizeram nas traseiras do Hotel Paris...