Saturday, February 06, 2016

Mobilidade pedonal em Cascais

Há pouco mais de um ano, talvez, este troço da Avenida da República, na Parede, sofreu uma intervenção que lhe retirou uma faixa de estacionamento para criar uma nova faixa de rodagem. A zona ficou assim com duas faixas. Os automobilistas beneficiaram, circulam agora de modo mais fluído. Mais uma zona de velocidade facilitada.

Agora vejamos o tratamento dado aos peões.
Ao mesmo tempo que noutras zonas do concelho, nomeadamente na Parede, se fazem intervenções para transformar lancis em rampas nos passeios (e bem), aqui o peão é presenteado com 3 degraus num curtíssimo espaço (alem de um contentor de lixo, logo para começar) . Isto depois de intervenção na zona, repito.


Quem tem a experiência de empurrar carros de bebé, ou cadeiras de rodas com adultos, sabe o esforço adicional que representam estes degraus com que os desenhadores das nossas ruas nos presenteiam a cada passo. É preciso encostar a roda da frente ao lancil e parar. Fazer um esforço de alavanca e subir a roda da frente. Depois, encostar a roda de trás ao lancil e parar de novo. Voltar a fazer o esforço de elevação e finalmente avançar. Repita-se isto dezenas de vezes num percurso só. Há avós que já não o consegiuem fazer. Parace pouco, mas apenas para quem só anda de carro, como parece ser o caso de quem nos desenha as ruas.

Estes lancis deveriam representar um degrau zero. Mesmo quando são feitas as ditas rampas, muitas vezes fica 1 ou 2 centímetros. Mesmo este pequenoi degrau significa um esforço, pois quem empurra não quer que quem é empurrado sinta solavancos. Não se percebe a necessidade deste degrau.

Claramente na Câmara Municipal não há um manual de normas a cumprir ao desenhar passeios e ruas. Quem quer faz bem, quem quer faz mal. De um lado gasta-se dinheiro a corrigir, enquanto ao mesmo tempo, noutro lado, se faz novo e mal.

Tuesday, February 02, 2016

Mais um para a moda das obras clandestinas em Cascais?


No que foi o Instituto de Cegos Branco Rodrigues (ver história da casa aqui), após doação do terreno juntinho à Choupana, em São João do Estoril, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pelos donos da Quinta da Carreira (foto do edifício antes do incêndio que o assolou há um punhado de anos), parece que a moda das obras clandestinas continua, pois da placa que anuncia o futuro condomínio (e não é suposto a doação ter sido só para fins de beneficência, e reverter o terreno para os antigos donos em caso de alteração de uso, como é o caso?), vê-se zero sobre o licenciamento respectivo. A Oeste nada de novo...

Monday, February 01, 2016


Saturday, December 19, 2015

Inacreditável como a vergonha continua no Chalet Faial!

O qual continua à venda pela Estamo por 2,95 milhões de euros, conforme informação publicada AQUI. Que 2016 seja o ano da recuperação deste chalet, Monumento de Interesse Público!

Thursday, December 03, 2015

Câmara de Cascais cria sistema de créditos para incentivar a participação


In Público Online (2.12.2015)
Por INÊS BOAVENTURA

«Quem participar em consultas promovidas pelo município ganha créditos que serão convertíveis, por exemplo, em horas de estacionamento e bilhetes para eventos.

A Câmara de Cascais decidiu lançar uma nova “ferramenta de democracia participativa”, que passa pela atribuição de créditos aos munícipes que participarem em processos de consulta promovidos pela autarquia. Esses créditos poderão depois ser convertidos em horas de estacionamento ou em bilhetes para eventos culturais.

A novidade foi avançada ao PÚBLICO pelo presidente da câmara, que sublinhou que esta pretende ser “uma forma de incentivar a participação” dos residentes em Cascais na vida do concelho. Segundo Carlos Carreiras, ainda durante este mês de Dezembro deverá estar online a plataforma através da qual vai ser operacionalizada esta iniciativa.

Como explica o autarca, os munícipes que fizerem o registo nessa plataforma ganharão de imediato os seus primeiros créditos. Com o passar do tempo poderão amealhar outros, bastando para isso que dêem a sua opinião relativamente a questões, sobre “diversas temáticas”, colocadas em consulta pela autarquia.

Os créditos conquistados poderão dar lugar, numa fase inicial, a horas de estacionamento em parques tarifados ou a bilhetes para iniciativas culturais promovidas pelo município. Com o passar do tempo, adianta Carlos Carreiras, o leque de contrapartidas poderá ser alargado.

“Quanto mais a comunidade estiver próxima da câmara e quanto mais participar, maior é o poder de escrutínio da sua actividade”, justifica o autarca social-democrata, acrescentando que esta pretende ser uma iniciativa “geradora de confiança”. “É um défice que a sociedade tem, e sem confiança não há desenvolvimento”, remata.

Uma outra “ferramenta de democracia participativa” que a Câmara de Cascais vem promovendo, e que já vai na quinta edição, é o orçamento participativo, que este ano obteve um número recorde de 55.919 votos. A esta iniciativa vai ser consagrada uma verba de pouco mais de quatro milhões de euros, que permitirá a concretização de 21 projectos.

“Estamos cada vez a chegar a um maior número de pessoas”, congratula-se Carlos Carreiras, para quem isto demonstra que os munícipes de Cascais perceberam que “não basta colocar um papel na urna de quatro em quatro anos”. Além do crescimento do número de participantes em cada edição do orçamento participativo, o autarca nota que tem também aumentado a “qualidade das propostas”, que chegam à câmara cada vez mais “estruturadas” e nalguns casos já “com desenhos”.

No site da autarquia destaca-se que “cerca de um terço” dos quase 56 mil votos registados na edição deste ano foi para “projectos promovidos por corporações de bombeiros”. Foram eles a aquisição de duas ambulâncias de suporte básico de vida para a corporação de Bombeiros Voluntários de Alcabideche, de um veículo urbano de combate aos incêndios para a corporação de Bombeiros Voluntários de Carcavelos e S. Domingos de Rana, de equipamentos de protecção para bombeiros e uma ambulância para a corporação de Bombeiros Voluntários de Cascais e a instalação de painéis solares e a retirada de amianto do edifício dos Bombeiros Voluntários da Parede.

Os 21 vencedores incluem ainda a “qualificação do Pólo Comunitário da Galiza”, a “construção do Pólo Comunitário de Cascais” e a “construção de abrigos para gatos de rua com cercados de protecção, comedouros e vedação”. Também em Lisboa a mais recente leva de vencedores do orçamento participativo promovido pela câmara (e que já vai na sua oitava edição) incluiu a criação de abrigos refúgio para gatos de rua.»

Monday, November 23, 2015

Um hotel é um teatro


in Público Online
ALEXANDRA PRADO COELHO (texto) e ENRIC VIVES-RUBIO (Fotografia)

«O Palácio Estoril comemora os 85 anos de uma vida que já é histórica. E durante grande parte deles houve um homem que criou cada espaço, cada candeeiro, decidiu a cor de cada toalha e o lugar de cada cadeira: Lucien Donnat

Entravam reis, saíam príncipes, chegavam presidentes, desfilavam cabeças coroadas e estrelas de cinema, políticos e empresários, aristocratas e artistas. O Hotel Palácio Estoril, inaugurado em 1930, foi sempre uma passadeira. E por detrás deste desfile de famosos esteve durante várias décadas um homem de teatro, cenógrafo e com um notável sentido do espectáculo: o decorador Lucien Donnat (1920-2013).

Os 85 anos que o hotel acaba de comemorar são um pretexto tão bom como qualquer outro para recordar aquele que ofereceu um palco a todos os que um dia atravessaram a porta do Palácio. Quem sabe todas essas histórias — mesmo as que não viveu pessoalmente — é Francisco Corrêa de Barros, o director, que nos recebe no hotel no fim-de-semana em que se está a preparar o segundo Baile da Riviera. Na sala do buffet estão já, incógnitos e descontraídos, vários príncipes que vieram para o baile no Casino, uma iniciativa do príncipe Charles-Philippe D’Orléans, de origem francesa, mas residente em Cascais.

O ambiente que nos rodeia oferece o clima ideal para ouvir as histórias de Francisco Corrêa de Barros. Afinal, foi a Riviera, neste caso a francesa, que inspirou o fundador do Palácio, Fausto de Figueiredo. “Quando o Fausto de Figueiredo comprou este terreno, chamava-se Quinta do Viana e era uma mata de cedros e pinheiro-manso, que ia até à água”, conta. [...]»

Thursday, November 05, 2015

Mobilidade pedonal em Cascais - um exemplo

Na Rebelva, Carcavelos, a Rua de Santarém foi alvo de intervenção há poucas dias.
O pavimento da rua foi renovado e o acesso do passeio a 2 passadeiras foi refeito em rampa e dotado de bom piso. Melhorias positivas.

Em boa parte do troço intervencionado, porém, o passeio é muito mau: é estreito, inclinado, com muitos obstáculos que o estreitam ainda mais. Nas horas de atividade dos restaurantes próximos, o passeio está sempre ocupado por automóveis. A velocidade desta rua é muito excessiva (apesar do sinal de 30km/h).

Apesar de tudo isto, esta intervenção deixou o passeio tal como estava, como documentam as fotografias abaixo e com exceção dos pontos exatos das passadeiras.

Assiste-se assim ao incrível de alguém com um carro de bebé ou cadeira de rodas poder agora atravessar melhor a rua, mas logo a seguir ter que circular pela estrada - e pelo meio da estrada, porque normalmente não pode sequer ir junto do medíocre passeio, pois está ocupado por carros. Será que os técnicos que desenham as nossas cidades alguma vez andaram a pé, empurrando carros de bebé ou cadeiras de rodas?

O passeio ficou portanto tal como estava, desconfortável, perigoso e grande parte do tempo indisponível, ao mesmo tempo que a velocidade na rua aumentou, pois o piso ficou melhor e o desenho da rua nada fez que induzisse menor velocidade.

É inacreditável como se faz um investimento na remodelação de uma rua, aparentando existir alguma preocupação com os peões (caso das passadeiras), mas o básico, e que salta à vista, fica no mesmo baixíssimo grau em que estava.

E não é por falta de espaço que tal aconteceu: como se pode ver nas fotografias, a rua é de sentido único e tem largura para pelo menos 2 carros lado a lado, e um passeio mais largo (poderia ser muito mais largo) não rouba espaço de estacionamento, pois ali é proibido estacionar (embora tal seja letra morta). Estreitar a faixa de rodagem, aliás, teria como consequência a redução de velocidade.

Também não foi certamente por falta de orçamento nem oportunidade: se se faz aquela intervenção nas passadeiras, como não fazer também, e com maior prioridade, o alargamento de um passeio em talvez 20 metros?

Julgo que infelizmente este caso ilustra o menosprezo que há em Cascais por quem precisa ou quer andar a pé.


PS: 
No segundo dia da obra chamei a atenção da CM para a evidente necessidade de intervir no passeio.
No quinto dia de obra e dada a urgência, dirigi o mesmo pedido ao Presidente da CM.
Alguns dias após a obra terminar, compareci a uma reunião com técnicos da Cascais Próxima, ie os executantes do projeto e não os seus autores e donos da obra, a CM.




Wednesday, October 07, 2015

Proteção dos peões pela CMC

A obra de construção deste prédio, na Avenida da República, Parede, vai em estado avançado.
O passeio poderia e deveria estar há muito reposto. Deveria haver o maior cuidado para minimizar o tempo de indisponibilidade do passeio, mas isso não acontece. Para o empreiteiro, e sem qualquer pressão da Câmara, o passeio é sua última preocupação. Enquanto a obra decorre, é um seu domínio tal como o estaleiro.

A Câmara deveria velar pelas boas condições de circulação na via pública, nomeadamente em situações de obras, fiscalizando o tempo de ocupação e sua reposição. E fá-lo quando se trata de circulação automóvel. Nesse casos, os cortes são os mínimos possíveis.  Não o faz, porém, quando se trata dos utilizadores mais vulneráveis do espaço público. E isto apesar de a CMC já ter sido alertada por 2 vezes sobre esta situação, em agosto e em setembro, sem nenhum resultado.

Tratasse-se este de um caso isolado, e não seria notícia. Infelizmente, é um exemplo da quase nula importância que é dada pela CMC aos munícipes que querem ou têm que andar a pé nas ruas do concelho.



Hablas serio, ABC?


«Las autoridades de Cascais han ofrecido a Don Juan Carlos una residencia de verano en la costa lusa. Una de las opciones es un palacio donde se solía reunir la realeza exiliada. El Rey emérito aún no ha aceptado

Casa Santa María fue concebida como morada de reyes y reinas. A comienzos del siglo XX, Jorge Torlades O’Neill, un aristócrata de origen irlandés afincado en Portugal, mandó levantar esta regia residencia sobre los acantilados de la costa de Cascais a su imagen y semejanza: pretenciosa e inaccesible. Gracias a su fortuna, fruto del boyante negocio tabacalero, O’Neill, que se hacía llamar conde de Tyrone y decía descender de los Reyes de Ailech, se dio el lujo de contratar al arquitecto Raul Lino da Silva para que erigiera este capricho de reminiscencias árabes. El adinerado noble jamás llegó a ver la pompa que hizo de su hogar una auténtica leyenda. [...]»

Tuesday, September 22, 2015


In Site CMC:

«Sob o lema “Património Industrial e Técnico”, a Câmara Municipal de Cascais assinala, de 26 a 27 de setembro, as Jornadas Europeias do Património cujo ponto alto será a apresentação do vídeo “Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes”, património cultural imaterial classificado este ano como de interesse municipal.

Sabia que em Cascais existem Cetárias datadas da época romana? Ou que o Marégrafo de Cascais é o único sistema mecânico/analógico no mundo inteiro a registar diariamente, desde 1882, a evolução das marés?

Estas são duas curiosidades a revelar durante o programa de acesso gratuito com que Cascais assinala as Jornadas Europeias do Património. Das atividades previstas fazem parte uma visita guiada às dunas da Cresmina (inscrições a partir de dia 21.09), uma rota pedestre pelas quatro tipologias de moinhos existentes em Alcabideche e ainda a Conferência “Guitarras Portuguesas construídas em Santa Cruz - Ilhas, Goa, entre as décadas de 1885 e 1950” por Dr. Manuel Morais.

Iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, as Jornadas Europeias do Património visam sensibilizar os cidadãos para a importância da salvaguarda do Património como testemunho do passado. O tema deste ano coincide com a comemoração do Ano Europeu do Património Industrial e Técnico, aludindo ao vasto conjunto do património presente no nosso quotidiano, como fábricas, pontes, moinhos, linhas de caminho-de-ferro, entre outras realizações da indústria e da técnica, alguns ainda em uso e outros abandonados ou já reutilizados, mas todos testemunho do engenho e criatividade de gerações passadas.

Programa

26 de setembro de 2015

Apresentação do vídeo “Mini documentário sobre a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes”
16h00 | Igreja dos Navegantes
Pela sua história, a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes assume papel destacado no Plano Estratégico para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial de Cascais, atualmente em curso. A proposta de Classificação da Procissão de N.ª S.ª dos Navegantes como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal, aprovada em sessão de Câmara, em abril de 2015, refere que “a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes constitui uma manifestação de cultura popular tradicional que dignifica a memória coletiva e enaltece a especificidade da identidade local, merecendo, assim, ser devidamente estimada, preservada e apreciada”. É essa memória que se quer agora preservada em registo audiovisual.
Organização: Câmara Municipal Cascais. Divisão de Arquivos Municipais
Informações: Núcleo do Património Histórico-Cultural | 21 481 53 45
(Participação condicionada à lotação da sala)

Das 15h00 às 18h00 | Visita guiada “Património Industrial e Técnico. Das técnicas tradicionais à tecnologia de ponta (séc. XIX e séc. XX)”
A Câmara Municipal de Cascais e o Bairro dos Museus promovem uma visita guiada a alguns elementos patrimoniais que se encontram presentes no quotidiano e que testemunham o engenho e criatividade de gerações passadas. A visita passa pelas Cetárias (Rua Marques Leal Pancada), datadas da época romana, Marégrafo de Cascais - onde será possível observar o único sistema mecânico a nível mundial que regista diariamente, e desde 1882, a evolução das marés - e pelo Farol-Museu de Santa Marta, que conjuga espaços de cultura e lazer com as funções de sinalização costeira.
Local de encontro: Edifício dos Paços do Concelho
Organização: Câmara Municipal Cascais e Bairro dos Museus
Informações e inscrições: Núcleo do Património Histórico-Cultural Inscrições a partir de 21 de setembro (10h00-13h00 | 14h00-17h00) para o nº 21 481 53 02

27 de setembro de 2015

Das 10h00 às 13h00 | Roteiros do Património Concelhio: “Património Histórico e Natural - Orla Costeira/Cresmina”, Visita guiada por Mário Lisboa (CMC), Margarida Ferreira e Sara Saraiva (Cascais Ambiente)
As dunas da Cresmina - Guincho são uma pequena parcela do complexo dunar Guincho-Oitavos, localizado no Parque Natural de Sintra-Cascais. Será neste ambiente que decorrerá o próximo roteiro sobre património histórico e natural de Cascais. Par além de dar a conhecer a vegetação costeira e fauna destas dunas e arribas, este percurso abordará também os fenómenos geológicos e os acontecimentos históricos que marcam até hoje o local.
Local de encontro: Centro Cultural de Cascais, Av. Humberto II de Itália
Organização e colaboração: CMC. Divisão de Arquivos Municipais | Cascais Ambientev Inscrições: a partir de 21 de setembro (10h00-13h00 | 14h00-17h00) para os nº 21 481 53 41/45

Das 09h30 às 13h00 | Rota dos Moinhos - Passeio Pedestre
Moinho de Armação - tipo Americano. Alcabideche
O Moinho de Armação promoverá uma rota pedestre pelas quatro tipologias de moinhos existentes em Alcabideche, pelo que estará aberto a todos os que queiram participar no circuito pedonal que terá a duração aproximada de quatro horas num percurso de cerca de 8 km. Organização: CMC. Divisão de Animação e Patrimónios Culturais / Moinho de Armação
Informações e inscrições: Sujeito a marcação prévia até à semana anterior da atividade das 9h às 13h e das 14h às 17h para o n.º 21 481 59 42 | Moinho.armacao@cm-cascais.pt

16h00 | Conferência “Guitarras Portuguesas construídas em Santa Cruz - Ilhas, Goa, entre as décadas de 1885 e 1950” por Dr. Manuel Morais | Museu da Música Portuguesa-Casa Verdades de Faria. Av. de Sabóia, n.º 1146. Monte Estoril
Apresentação do trabalho de investigação sobre Guitarras portuguesas construídas em Santa Cruz – Ilhas, Goa. O investigador encontrou neste Estado Indiano um grande número de Guitarras, construídas por violeiros de origem portuguesa, bens patrimoniais que são testemunho da presença portuguesa no mundo. Atualmente, apesar do desaparecimento desta indústria artesanal, há um grupo muito significativo de guitarristas goeses que fazem uso de instrumentos históricos, tocando quase diariamente em hotéis e bares divulgando a guitarra portuguesa, bem como o nosso Fado.
Organização: CMC | Bairro dos Museus / Museu da Música Portuguesa
Informações e inscrições: Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria | 21 481 59 04 / 05 | mmp@cm-cascais.pt»

Chop chop


Foto: Manuel Valadas Preto (in Facebook)

Friday, August 21, 2015

A CMC não se interessa que reponham o friso de azulejos Arte Nova?



Esta moradia em São João do Estoril, sobre a Azarujinha, era assim antes das obras que estão prestes a terminar. Foi rebocada a cimento, perfis de pvc e pintada de branco. Como se isso não bastasse, os azulejos desapareceram? Não voltam, é? E a CMC, não quer saber, é?

Thursday, August 20, 2015

Desafectações são mais que muitas, vem aí construção


Alteração da delimitação da Reserva Ecológica Nacional para o município de Cascais, ontem publicada: https://dre.pt/application/file/70050415.

Monday, August 03, 2015

Temia-se o pior, saiu-nos o melhor:


Temia-se o pior, saiu-nos o melhor. Obrigado à CMC e a quem fez e implementou o projecto de requalificação da escada de acesso ao largo da estação do Monte Estoril. Está MUITO BOM! E um dia, se se quiser desenterrar a escada original, ela está lá por trás. Mas está um belo de um arranjo, da escada e de todo o largo, assim como do remate do novo Atlântico, ao detalhe. Agora só falta mesmo cuidar da bela estação da CP, designadamente aquele estaminé inqualificável que se auto-intitula de café. Parabéns, CMC, e FORÇA!


(fotos: TMS)

Thursday, July 30, 2015

Assembleia Municipal de Cascais aprova compra do Autódromo do Estoril


In Observador (30.7.2015)
Por Manuel Moura/LUSA

«Foi aprovada na quarta-feira à noite a compra do Autódromo do Estoril pelo município por quase cinco milhões de euros.

A assembleia municipal de Cascais aprovou, na quarta-feira à noite, a compra do Autódromo do Estoril pelo município por quase cinco milhões de euros, para potenciar a atividade económica local, atrair mais turistas e criar emprego. A proposta foi aprovada pela maioria PSD/CDS-PP, mas mereceu os votos contra da oposição (PS, CDU, BE e movimento independente Ser Cascais).

Para o PS, o modelo de investimento previsto para o Autódromo assusta e considera que a autarquia está a servir de muleta à administração central. A CDU questionou os motivos da compra do equipamento, considerando o negócio “pouco transparente” e que “não há argumento válido para que a câmara se substitua ao Estado para gerir um enorme elefante branco”.

Já o Ser Cascais alertou para os custos acrescidos aos valores anunciados no investimento, considerando a compra como “um grande esforço financeiro”. O Bloco de Esquerda considerou a compra do Autódromo como um “mau negócio” e que “vai hipotecar o município por mais de uma década”.

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, sublinhou que o valor da compra “é baixo” e que o equipamento é importante para o concelho, uma vez que “tem valências que não têm sido exploradas”. De acordo com a proposta, para o espaço (comprado por 4,921 milhões de euros), a autarquia admite a possibilidade de instalar um kartódromo e um autódromo virtual e incluí-lo num museu dedicado ao motor que integre oficinas especializadas em veículos clássicos e contemporâneos.

Além disso, acrescenta, é ainda possível instalar uma pista dedicada ao ensino, formação e capacitação em segurança rodoviária e testes de segurança, bem como criar um centro de investigação de desenvolvimento da indústria automóvel e das suas formas de interação com as cidades e o ambiente.

A autarquia informa ainda que tem já um entendimento com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, bem como com a Federação Motociclismo Portugal, para obter os seus contributos na futura programação e dimensão desportiva do autódromo.

A Câmara de Cascais considera ainda que o Autódromo do Estoril será “um potencial centro de excelência para a dinamização de testes para as principais equipas de motociclismo e automobilismo”, adiantando que há já várias personalidades dispostas a “fazer a ponte” com instituições internacionais para a captação de provas internacionais.»

Saturday, July 11, 2015

PDM de Cascais suspenso


In Expresso Online (11.7.2015)
Por Raquel Moleiro

«O Plano Diretor Municipal de Cascais, aprovado em junho, foi suspenso pelo Tribunal Administrativo de Sintra na sequência de uma providência cautelar apresentada por duas empresas de gestão imobiliária

O Plano Diretor Municipal (PDM) de Cascais foi suspenso pelo Tribunal Administrativo de Sintra, que aceitou os fundamentos da providência cautelar apresentada por duas empresas de gestão imobiliária detentoras de terrenos em Caparide, Carcavelos e Alcabideche.

A Câmara Municipal de Cascais tem dez dias após a decisão para contra-argumentar. Ao Expresso, o gabinete de imprensa da autarquia esclarece que "a aprovação do PDM cumpriu todos os preceitos e procedimentos legais e está em vigor desde o dia 30 de Junho". Explica ainda que "a estratégia municipal, que está consignada no PDM, passa por conter os perímetros urbanos e não permitir a expansão habitacional, privilegiando a salvaguarda dos recursos naturais, a requalificação e regeneração do perímetros urbanos consolidados".

A proposta final do PDM foi aprovada em Assembleia Municipal por maioria simples (19 votos a favor e 18 contra) a 25 de Junho de 2015. De acordo com os requerentes da providência cautelar, na sequência das alterações aprovadas, a nova carta de qualificação dos solos proíbe a construção - até agora permitida - em todos os terrenos detidos pelas duas empresas - Brasfer e Quinta do Junqueiro - o que, alegam "provoca um desajustado prejuízo patrimonial”.

Um dos terrenos em causa, localizado em Carcavelos, junto ao mar, é atualmente alvo de litígio judicial na sequência do processo de expropriação desencadeado pela Câmara de Cascais para efeitos da instalação do Campus da Nova School of Business ans Economics, no concelho.

Durante a fase de discussão do PDM, as empresas de gestão imobiliária apresentaram uma reclamação à câmara “que foi desconsiderada em absoluto”, dizem. Avançaram então para a impugnação directa do PDM, alegando que está “viciado de várias ilegalidades”.»

Wednesday, July 08, 2015

MONO da Estação

Alguém sabe o que se passa com as obras?
Estão paradas há cerca de mês e meio. e tiraram os andaimes esta semana.
Consta, em conversa de caserna, que a demolição ultrapassou um andar em relação ao previsto e que teria que ser reposto. Será?
Aqui fica o aspecto actual.


Tuesday, July 07, 2015

Thursday, July 02, 2015

Obra em curso junto à estação do Monte:


Porque as escadas antigas estavam em muito mau estado, etc. Tenho pena que tenha desaparecido o ar rústico de princípio do século passado... até porque bastaria reparar as escadas antigas, ou não?

Wednesday, July 01, 2015

Mobilidade saudável para Carcavelos - uma oportunidade



Carta Aberta aos Ex.mos Senhores


  Presidente da Câmara Municipal de Cascais​
​  Director da Nova School of Business and Economics


​Ex.mos Senhores​


Vejo com muito agrado a instalação de uma Escola desta natureza e prestígio na freguesia e no concelho.
Será um motor de desenvolvimento a vários níveis: estimulando a economia local, trazendo gente nova, de elevada formação e origens diversas, elevando a exigência cultural e cívica, e contrariando o movimento diário laboral em direcção a Lisboa, que essencialmente faz desta região um dormitório de bom nível.
Fico portanto muito satisfeito com esta perspectiva para esta região.​
Há porém um ponto que me preocupa.
 ​
Se nada for feito em contrário, e de acordo com os hábitos portugueses, a NSB​E será mais um forte polo gerador de trânsito automóvel, a somar num concelho que é já hoje uma cidade dos carros. A NS​BE pode no entanto ser um catalisador de mudança. Se a Escola e a Câmara em colaboração pretenderem que assim seja, a primeira poderá não só ter pouco peso em termos de trânsito automóvel, como alé​m disso ser um foco promotor da adopção de hábitos mais saudáveis de deslocação na restante população, em particular de bicicleta e a pé, em combinação com o comboio, graças a um efeito de contágio da comunidade escolar para a sociedade em geral.

Esta Escola terá uma situação óptima para que os seus utilizadores se desloquem de bicicleta: perto de duas estações, em zona plana, com um clima ameno. A redução do sufocante trânsito automóvel ac​tual será mais um factor de promoção da NSBE nacional e internacionalmente.

A Escola pode alcançar este objectivo de várias formas, na senda do que se faz nas escolas da Europa.

Não deverá facilitar o estacionamento nas suas instalações, privilegiando eventualmente e apenas os professores.

Deverá promover activamente a utilização da bicicleta: criando espaços cobertos e seguros de estacionamento no seu interior, criando facilidades ou acordos para a sua manutenção e, até, como parte da contrapartida das propinas pagas, fornecendo uma bicicleta aos seus alunos. Afinal, uma boa bicicleta começa em 150 ou 200€, o que representa uma pequena percentagem da propina anual. Ao que me dizem, esta já era uma​ prática nalgumas escolas europeias há 30 anos que pode ser adoptada e usada como factor de promoção.


A Câmara pode contribuir para este objectivo de forma óbvia, criando boas condições de circulação a pé e de bicicleta entre os principais polos de interesse: as estações da CP de Carcavelos e de Oeiras, os respectivos centros urbanos, a praia​ e a Escola​.

Construindo ciclovias onde estas forem necessárias, adoptando medidas de coexistência e indutoras de redução de velocidade nas restantes vias, sem passagens aéreas dissuasoras da utilização da bicicleta ou da deslocação a pé, antes com atravessamentos de nível. A estrada variante vizinha à Escola não é nem deve ser uma auto estrada dentro dos aglomerados urbanos. Tem passadeiras e pode ter cruzamentos para ciclistas com semáforos.

​É preciso que as vias destinadas à bicicleta sejam práticas e funcionais, e não apenas uma forma de dizer que existem, mas na realidade, pelos obstáculos, distância, desníveis, etc, não serem apelativas aos seus utilizadores. O mesmo se aplica os percursos pedonais, que por vezes existem, mas são totalmente desincentivadores de serem utilizados.​

​A Câmara pode ainda promover a criação de parques seguros para bicicletas junto da estação. Por essa Europa muito são os trabalhadores e estudantes que deixam as suas bicicletas junto da estação, seguindo depois para casa de comboio.

Julgo que numa época em que muitas cidades e vilas do país trabalham no sentido de reduzir a dependência do automóvel (veja-se Lisboa aqui ao lado, com tantas iniciativas no sentido da mobilidade racional), ninguém entenderia que não se aproveitasse esta oportunidade que pode ser tão marcante e fundadora em termos de mudança de paradigma, não só para a comunidade escolar, mas ainda mais para as comunidades que vão receber esta Escola.

​Pode ainda funcionar como montra para aquilo que no futuro próximo em termos de mobilidade é inevitável em todo o concelho.​

Entendo a NSBE como uma grande oportunidade para esta freguesia e concelho.
Tenho esperança de ter demonstrado e convencido, com o texto acima, que pode também ser uma oportunidade do ponto de vista da mobilidade saudável e racional.


​Gostaria muito que os meus filhos, daqui a poucos anos, pudessem andar de forma normal, segura e frequente de bicicleta ou a pé na zona de influência desta Escola.

Tuesday, June 30, 2015

E pronto, aí está o novo PDM de Cascais:


O texto completo do PDM: AQUI.

Tuesday, June 09, 2015

Novo Plano Director Municipal de Cascais – uma proposta sem futuro


In Público (9.6.2015)
Por MARIA RAMALHO e SORAYA GENIN

«Esta proposta de PDM promove um tipo de política de gestão territorial que julgávamos estar já posta de lado.

Esteve recentemente em discussão pública uma proposta de revisão do Plano Diretor Municipal de Cascais que, caso seja aprovado, será responsável pelo reforçar de uma estratégia sem futuro, num território já demasiado castigado por políticas passadas que quase sempre assentaram no fomento da construção, na depauperação das suas magníficas condições naturais e na “turistificação” do concelho, levando a que hoje grande parte da região se apresente descaraterizada e até com má qualidade de vida, tendo em conta o enorme potencial com que contava à partida.

Segundo alguns documentos incluídos nos inúmeros volumes que foram colocados à disposição dos cidadãos, é possível concluir que a redação final da proposta não é idêntica à versão que foi apreciada pela Comissão Técnica de Acompanhamento na sua última reunião de maio de 2013. Depois dessa data não foi agendada mais nenhuma reunião de concertação suplementar com todos os representantes da Comissão, mas apenas uma conferência de serviços convocada pelo presidente da câmara em dezembro de 2014, onde é apresentada, apenas por sua iniciativa, uma versão com um conjunto substancial de alterações ao documento aprovado, algo que não é possível enquadrar nas suas atribuições. Assim sendo, interrogamo-nos desde logo sobre a validade da proposta de revisão que foi agora colocada à discussão pública.

Analisada a versão apresentada procuraremos destacar apenas alguns dos muitos aspetos que consideramos preocupantes. Apesar das dificuldades na leitura das cartas, algo que, inexplicavelmente, se repete demasiadas vezes, foi possível observar um considerável número de exclusões à REN e a sua extensão no território, nomeadamente ao longo da orla costeira, área de particular relevância no que respeita ao património natural e construído do concelho. Examinadas as referidas exclusões, verifica-se que a justificação mais comum é estes espaços serem avaliados como espaços urbanos consolidados. Ora se a situação atual se deve à construção excessiva e não controlada pela CMC no passado, desrespeitando o princípio original da REN, não faz sentido que agora se excluam essas áreas, ainda com importantes valores ecológicos a preservar, incluindo-as em áreas urbanas (ou outras), incentivando assim novas construções. Esta medida não só não tem em conta os enormes perigos que comprovadamente tem a aposta na edificação em zonas costeiras e os custos que essas ações têm tido quer em vidas humanas, como em despesas adicionais para o município, como conduzem à descaracterização dos maiores valores que Cascais ainda possuiu como a paisagem, o património natural – com espécies de grande importância ecológica situadas na zona costeira – e o património arquitetónico, nomeadamente arquitetura de veraneio conjunto único no país.

Outro dos aspetos inseridos nesta proposta que consideramos especialmente negativo prende-se com a questão patrimonial, verificando-se que a lista sobre o Património Arquitetónico incluída no Anexo II do Regulamento, exclui tanto a existência de diferentes níveis de proteção para os imóveis que não se encontram protegidos por qualquer classificação ou pré-classificação, como não se faz referência aos 1166 imóveis que integravam um Catálogo-Inventário proposto pela Câmara Municipal de Cascais em 2010, catálogo este elaborado na sequência de uma aturada investigação promovida pelo Município, com a colaboração de diferentes associações e investigadores, e que tinha também por objetivo informar a presente proposta de PDM. Refira-se que do total de imóveis organizados em função do seu nível de proteção, 238 estavam com o nível de proteção 1 (o mais elevado) e 928 com o nível de proteção 2. O que agora se verifica é que da atual lista apenas constam 155 imóveis de valor cultural, sendo excluídos 1011 imóveis. Desses 155 bens, 32 correspondem a imóveis que, na proposta de 2010, tinham o nível de proteção 1 e 119 correspondem a bens que tinham o nível de proteção 2. O facto de se terem excluído mais de 200 bens antes considerados merecedores da proteção máxima que o PDM podia conferir é uma questão particularmente grave, ficando também por explicar qual o critério aplicado aos que agora constam do anexo.

Ainda dentro dos valores patrimoniais e da forma como são tratados nesta proposta de revisão, seria de saudar a autonomização dos parques, jardins e quintas históricas. No entanto, logo a seguir constata-se que para as quintas históricas a regulamentação também é feita remetendo para o regime do uso do solo, ou da categoria de espaço, aplicável ao local em que as mesmas se situam, esvaziando assim os efeitos da sua autonomização ...»

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Sunday, May 03, 2015

O saque

Já não bastava passar a pagar o estacionamento em todas as praias, agora também se passou a pagar ao domingo na Av. de Biarritz (rua da Garret), no Estoril. A sanguessuga é insaciável, qualquer beco tem que render dinheiro.