Saturday, September 17, 2016

A injusta repartição do espaço público em Cascais

Esta é a repartição do espaço que a Câmara de Cascais nos oferece no centro da Parede. Um passeio que não cumpre critérios de conforto, segurança e provavelmente legais do lado direito, estacionamento selvagem do lado esquerdo e uma vasta faixa de rodagem de sentido único, que incentiva a velocidade de circulação.

Esta é uma das ruas de acesso ao centro comercial e de serviços da Parede, e à estação de comboios. Importava criar aqui boas condições de circulação pedonal e reduzir a quantidade e velocidade do trânsito automóvel, para dar fôlego a um centro que perde vitalidade. A realidade é o contrário.


Tuesday, September 06, 2016

E pronto, fecho da A5 em marcha:


Rua Ruben Andersen Leitão | Conclusão do Final da A5


Caro(a) Munícipe,

Com o objetivo de melhorar o fluxo de trânsito na Estrada da Malveira, uma das principais vias de entrada e saída da A5 que serve toda a zona de Cascais Oeste, a Câmara Municipal de Cascais, através da empresa municipal Cascais Próxima, vai proceder ao prolongamento da A5 até à zona de Birre, onde será criada uma nova rotunda para distribuir o trânsito através da Rua Ruben Andersen Leitão.

Neste âmbito, será alargado o perfil transversal desta via de forma a comportar o trânsito nos dois sentidos sem qualquer tipo de constrangimentos. Será ainda criada uma entrada através da Rua das Violetas.

Estão ainda previstos alguns constrangimentos pontuais ao nível da circulação de trânsito na Rua das Violetas e na Rua das Glicínias quando forem realizas as obras de remodelação das infraestruturas de águas pluviais.

A intervenção implica, por motivos de segurança, o corte total do trânsito da Rua Ruben Andersen Leitão. Ficam assegurados os acessos aos moradores, com os desvios devidamente sinalizados no local.

A obra tem duração prevista até 30 de outubro.

Quaisquer esclarecimentos adicionais podem ser obtidos através do número 214 647 760.

Agradecemos a sua compreensão, pedindo desde já desculpa pelos eventuais transtornos causados.

Cascais, 9 de agosto de 2016

F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!


Fotos: Real Villa de Cascaes

Monday, September 05, 2016

O Património Azulejar em Cascais - Visita por Alexandre Pais


Escavadoras nas dunas protegidas de Cascais


Exm.º Sr Vereador Nuno Piteira Lopes,
Exmºs responsáveis pela "Cascais Ambiente"


É com muito desagrado e tristeza que comunico e dou conhecimento a outros interessados desta situação que coloca em causa uns dos maiores valores que o nosso concelho possui.

Desde que foram colocados os passadiços nas dunas na zona do Guincho e da Cresmina, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais, que é recorrente a realização de acções de manutenção dos mesmos de forma extremamente negativa para as dunas, afectando directamente os valores que a Cascais Ambiente diz preservar.

Os passadiços tornaram-se mais um cartão turístico do que uma medida de preservação dos ecossistemas, tendo potenciado uma enorme pressão de pessoas nestas áreas e a necessidade da sua manutenção por meios pesados. Para além disso, o passadiço que se encontra junto à Estrada do Guincho (N 247) afecta o normal funcionamento do sistema dunar que, como se sabe, depende das areais da praia do Guincho que neste momento encontram um obstáculo incontornável.

Perante esta situação exige-se que a "Cascais Ambiente" proceda à avaliação dos custos em termos ambientais da manutenção destes passadiços que estão sempre a ser alvo de desaterro através de meios profundamente desadequados como o que se observa na foto e que programe, com o máximo de urgência, o desmantelamento do passadiço junto da Estrada do Guincho.

Com os melhores cumprimentos aguardando esclarecimentos sobre este assunto

Maria Ramalho

Escavadora na duna protegida
Duna destruída depois da acção dita de manutenção

Sunday, August 07, 2016

Pistas cicláveis

Quem teve a ideia de pintar a via ciclável do paredão de verde e vermelho? Eram restos de tinta que existiam em armazém?
Está uma borrada miserável. Ainda por cima tinham mexido recentemente na sinalética. Tratem mas é de substituir o piso por outro mais resistente ao mar e não gastem dinheiro com serviços deste calibre.

Parque do Estoril


É este o estado dos lampiões nas avenidas Clotilde e Aida no Estoril. Tiro ao alvo praticado com impunidade, certamente por "jovens" que também aliviam o excesso de energia na praia do Tamariz.

Monday, July 18, 2016

Friday, July 15, 2016

Protesto à CMC e à DGTF: Forte de Santo António da Barra (São João do Estoril) está completamente a saque


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Carlos Carreiras
Exma. Senhora Directora-Geral
Dra. Elsa Roncon Santos


CC: PM, DGPC, AMC e media

Tivemos conhecimento do estado de abandono do Forte de Santo António da Barra, vulgo Forte de São João do Estoril, Imóvel de Interesse Público desde 1977 (Decretio nº 129/77, DR 1ª Série, nº 226) e obra emblemática da arquitectura militar de costa, da autoria do célebre engenheiro militar de Filipe I, Vicenzo Casale, com alterações durante o reinado de D. João IV; abandono e desprotecção de que dão conta as imagens que junto enviamos, retiradas da Net.

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto junto da Câmara Municipal de Cascais (CMC) e da Direcção-Feral do Tesouro e Finanças (DGFT), a quem recentemente o Ministério da Defesa Nacional passaram a responsabilidade de decidirem sobre a tutela deste Monumento.

Com efeito, é inaceitável que a CMC e a DGFT, independentemente de estarem ainda por definir sobre o futuro do Forte de Santo António da Barra, nomeadamente qual o seu destino/utilização, permitam que o mesmo esteja completamente "escancarado" ao vandalismo, ao roubo, ao estropiamento, o qual, segundo nos apercebemos, já começou.

Apelamos a V.Exas., para que sejam lestos nas tramitações dessa transferência e para que procedam a uma acção urgente de protecção do Monumento, selando todos as portas e janelas do mesmo, e instalando sistema de vigilância electrónica, bem como um serviço de ronda.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Fernando Boaventura, António Branco Almeida, Nuno Castelo-Branco, João Aníbal Henriques, Maria Ramalho, Diogo Pacheco de Amorim, António Santos Cristóvão, João Nuno Barbosa, Jorge Kreye, Manuel Valadas Preto, Fátima Castanheira

Saturday, June 11, 2016

Acesso de bicicleta à Nova School of Business and Economics de Carcavelos

Com o início da construção da Nova School of Business and Economics anunciado para breve, perguntei à CMC se será possível chegar à escola de bicicleta, como havia apelado há cerca de um ano.



"Ex.mos Sr. Presidente e Sr. Chefe de Gabinete do Presidente


Li que a construção da faculdade NSBE será iniciada em breve. Suponho que no âmbito da sua construção também estejam incluídas as chamadas acessibilidades.
Pergunto por isso que eco teve a minha exposição feita há um ano atrás.
Em concreto, gostaria de saber se vai ser possível a todos aqueles que quiserem, independentemente da sua idade, deslocarem-se à NBSE de bicicleta, a partir dos pontos principais da sua zona de implementação (incluindo obviamente a estação da CP), seja por vias próprias, seja por vias onde a coexistência com o trânsito automóvel é garantida por meio de medidas sobejamente conhecidas pelos desenhadores urbanos. Ou se pelo contrário será perdida a oportunidade, e a NBSE se vai constituir como mais um polo de atração e geração de trânsito automóvel, a juntar à atual realidade do concelho."

Tuesday, June 07, 2016

Praias

Este Verão que está a chegar vai encontrar as praias de Cascais e Monte Estoril com muito pouca areia. As fortes ondulações de sudoeste que se fizeram sentir até à semana passada foram comendo cada vez mais areia, que não será recuperada em tempo útil. Isto vem acentuar uma tendência já antiga de deriva das areias para Leste, enchendo as praias do Tamariz e Poça, que não pode ser compensada por uma alimentação das praias do lado de Cascais porque a construção da marina alterou as correntes. Assim só restará voltar a fazer um enchimento artificial das praias, como aconteceu há anos, para aguentar um nível mínimo de areia. Para isso é preciso planear e orçamentar já, para que para o ano possa ser feito.
Também teria ajudado a reter as areias se a areia que é arrastada para cima dos molhes da praia das Moitas e do Tamariz fosse removida periodicamente para o seu local de origem. Isto não acontece e, cada vez que há um temporal, uma porção grande de areia galga os molhes para o lado oposto, perdendo-se na praia seguinte.

Tuesday, May 24, 2016

Cascais vai substituir paralelipípedos durante a madrugada


In Público Online (23.5.2016)
Por LILIANA BORGES

Município irá avançar com as obras esta quarta-feira e as intervenções prolongam-se até à primeira semana de Junho. [...]»

Era uma vez no Castelinho. Quem tem medo dos fantasmas do Estoril?


In Observador (21.5.2016)
Por João Pedro Pincha

«Era uma vez no Castelinho. Quem tem medo dos fantasmas do Estoril?
Diz-se que há fantasmas em várias casas ao longo da linha de Cascais. Mas nenhuma será tão charmosa como o Castelinho. E estas paredes contam muito mais do que histórias de terror...

— Epá, pareceu-me que a janela ainda agora estava aberta.
— Não estava nada. Estás a ver coisas.

Não é preciso grandes teimas. Uma olhadela rápida à máquina fotográfica e esclarecemos já o assunto. Nada. Janelas bem fechadas. Nem sinal de movimento.
— Mas agora está aberta, não há dúvida!p Pois é, agora não há volta a dar: a janela está escancarada. Mas logo se fecha abruptamente. Temos fotografias para comprovar o fenómeno. Fazemos zoom e nada. Na janela aberta, não se vê vivalma, só negrume. Abre-se de novo a caixilharia de alumínio, fecha de repente e vem de lá a correr um gato cinzento a toda a velocidade. Nós não acreditamos em bruxas, pero que las hay… p Pensar em fantasmagorias junto ao mar azul de São Pedro do Estoril parece quase criminoso. A vista para o Atlântico, para a baía de Cascais e para a Outra Banda não trazem assombrações à memória, só o sonho de dias mais quentes e felizes. Ainda assim, nesta moradia semelhante a um castelo que se debruça sobre os penhascos, consta que há fantasmas. E aquela janela… Tocamos à campainha, ninguém responde. Deve ter sido só o vento…
[...]»

Tuesday, April 26, 2016

A mediocridade da segurança pedonal no interior da Parede

Na Escola 31 de Janeiro (2 na Fig. 1) há cerca de 500 alunos, além de funcionários e professores.
Mais acima, existe o Centro de Saúde da Parede (1 na Fig. 1). Um pouco ao lado, os Bombeiros da Parede, com muitas actividades para a população. Deverão existir outros pontos de afluxo de pessoas na área, além dos habitantes daquelas zonas que têm também necessidade de se deslocar a pé.
O percurso a pé entre esta zona e o centro da Parede deveria ser funcional e seguro, por muitos motivos, mas também porque é no centro que está a estação da CP.
Deveria ser confortável e seguro para todos: não só para adultos, mas também para crianças, porque deve ser objetivo e é obrigação da Câmara criar condições para que as crianças possam circular sozinhas e seguras no espaço público.
Deveria ser um dos primeiros objectivos, ao se desenhar o espaço urbano, que uma criança de 10 ou 11 anos, pelo menos, possa percorrer esses espaços de forma autónoma e com segurança total. Esse deveria ser o teste para vias bem desenhadas e construídas. A Câmara estaria desse modo a dar um contributo eficaz para a sustentabilidade da comunidades, a promover a saúde das crianças ao estimular o exercício físico, a reduzir a imensa poluição atmosférica que se regista nas nossas ruas, e a ajudar as famílias pela autonomização crianças.
Fig. 1 – Zona em análise


Entre estes polos e o centro da Parede a deslocação a pé não é nem segura nem confortável. Apesar de apresentar vários percursos possíveis, não há um único aceitável para um adulto, quanto mais para uma criança, como mostrarei abaixo.
O trânsito é permitido em todas as ruas, largas ou estreitas, com ou sem passeios, com ou sem condições para peões. O automóvel é rei, tem acesso ilimitado a todas as ruas ou becos.
Não há nenhuma exclusividade para o peão, antes pelo contrário. O estacionamento tem sempre lugar, independentemente de existirem ou não passeios para os peões, ou existindo, se têm o mínimo de condições.
Os passeios são utilizados para tudo o que é necessário, em detrimento dos peões: caixotes do lixo, postes, sinais de trânsito. Os passeios são muitas vezes ridículos, levando as pessoas a circular pela estrada.


Mais aqui.

Tuesday, April 19, 2016

A desgraça do que supostamente seriam as obras de "reabilitação" do mercado de Cascais dá que pensar. Entre tendas, plásticos e o mau gosto generalizado, impera a lei do mais forte que a ninguém presta contas e muito menos respeita a lei. A descaracterização iniciou-se com um voto de amor ao velhinho mercado e umas banalidades sobre a necessidade de dinamizar aquele espaço. Hoje todos sabemos que tanto enlevo mais não era do que desejo de deitar o dente ao património publico e dele fazer gato- sapato em nome de uma ideia pífia. A predação continuará até não restar pedra sobre pedra ou aparecer outra moda que obrigue a armar a barraca noutro local. As fotos que aqui se juntam mostram o despudor e a falta de respeito pela obra de arquitectura, pelo seu autor e pelos valores patrimoniais. As janelas tapadas de qualquer maneira, as aberturas de vãos sem qualquer critério e os vidros partidos não são um pormenor. São a representação tosca de um poder deslumbrado com as luzes mas que olha para o essencial com a ligeireza de quem toma banho mas se esquece de lavar as mãos.

Monday, April 11, 2016

Pedido à CMC para comprar Chalet Faial


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Carlos Carreiras


C.c AMC e media

No seguimento das conferências “Entre Arquitetos. Raul Lino e a Arquitetura Portuguesa na 1ª Metade do Século XX”, em boa hora organizadas pela Câmara Municipal de Cascais, onde, naturalmente, a “Arquitectura de Veraneio” assume particular relevância no concelho de Cascais, marcando ainda de forma indelével o presente o mesmo;

Considerando que o Chalet Faial, sito na Alameda Duquesa de Palmela, nº 175, em Cascais, é um dos mais emblemáticos e carismáticos exemplares dessa arquitectura e que por essa razão está classificado como Monumento de Interesse Público, desde 2012 (http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/9571472);

Considerando que o Chalet Faial se encontra neste momento à venda pela ESTAMO (ver http://www.estamo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=93&Itemid=183);

Somos a instar Vossa Excelência e a Câmara Municipal de Cascais a negociarem com a ESTAMO a aquisição do Chalet Faial, antes que este se degrade de forma irreversível e se perca a oportunidade de o resgatar do abandono e da degradação.

Estamos certos que o Chalet Faial dará, por exemplo, uma magnífica casa-museu da “Arquitectura de Veraneio em Cascais”, um projecto que seria pioneiro no país!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Maria João Pinto, António Branco Almeida, Júlio Amorim e Fátima Castanheira


Foto: blogue hoje conhecemos