Friday, July 09, 2010

Vandalismo e etc.

Cinco árvores jovens apareceram partidas propositadamente, na Av. Fausto de Figueiredo, no Estoril. Coincide no tempo com os distúrbios no Tamariz, mas também pode ser obra de vândalos locais. Lamentável.
Lamentável é também a imposição de parqueamento pago no Jardim dos Passarinhos, Monte Estoril, infernizando a vida aos frequentadores da zona. Também não está fácil o acesso ao paredão do lado de Cascais, já que as obras do novo túnel nunca mais acabam, impedindo inclusivamente que os hospedes do único grande hotel que resta no concelho tenham acesso à praia. E já agora, bem pode a C.M.C. começar a pensar na repavimentação do paredão, pois, como é óbvio, este novo pavimento está uma ruina ao fim de quatro anos.

9 comments:

Paulo Ferrero said...

Tem TODA a razão, caro João Nuno Barbosa. No caso do Paredão estava-se mesmo a ver ... Abraço.

Paulo Ferrero said...

Tem TODA a razão, caro João Nuno Barbosa. No caso do Paredão estava-se mesmo a ver ... Abraço.

Diogo Pacheco de Amorim said...

Peço desculpa por discordar, mas o estacionamento pago no Monte Estoril é essencial exactamente para que a vida dos frequentadores da zona não seja infernizada. Os carros que lá se encontram estacionados todos os dias estão lá desde as 8 horas da manhã até às 8 da noite, uma vez que são de moradores de fora do Monte Estoril que os deixam lá quando vão para Lisboa trabalhar. E os reais frequentadores, quando querem estacionar ou apenas parar para comprar qualquer coisa ou tomar um café, não têm onde.

Carlos Portugal said...

Caro Diogo Pacheco de Amorim:
Antes do 25/4, numa Lisboa (e resto do País) que ainda não queria extorquir o couro e o cabelo aos munícipes, vulgo «contribuintes», havia na chamada «zona azul» uns dísticos com janelinhas, contendo um círculo, em que se afixava a hora de chegada e a hora-limite a que deveriam partir. Assim, os que não tivessem os ditos dísticos (do tamanho de uma antiga disquete de 5"1/4), tivessem ultrapassado a hora de saída ou um selo de residente eram multados «rijamente»...

Era uma forma bem mais económica, elegante e civilizada de resolver o problema de estacionamento em zonas críticas, sem extorquir dinheiro para os bolsos de empresas privadas que nem sequer têm legitimidade legal para fazer o que estão a fazer (e uma disposição camarária não se pode sobrepor a uma lei geral).

Pois é, mas estava-se então em plena «noite fascista»...

É que, sabe, com «democracias» cleptomaníacas destas, quem é que precisa de ditaduras?

E, é claro, um pouco mais de civismo, quer dos cidadãos quer das instituições e - principalmente - das empresas ligadas a estes aspectos, seria muito bem-vindo.

(Não estou a tecer qualquer crítica directa à Câmara de Cascais, a qual estimo, mas sim ao «modus operandi» das instituições neste pobre País).

Cumprimentos.

Anonymous said...

Pois é para o Sr. Pacheco de Amorim cujo lema de vida é
"Art de vivre" Ne rien faire" que se dane quem tiver de ir trabalhar para Lisboa e não tiver onde estacionar.

Anonymous said...

LOBO VILLA

Entretanto as "cinco árvores" partidas(propositadamente?),não mereceram qq comentário ...
Os carros e o estacionamento sim !
Que país tão cinzento (tão da côr do betão) e tão pouco verde !
Quanto á CMC posso adivinhar que não terá sido ela a "partir as árvores jovens" visto que está demasiado ocupada em "abater árvores centenárias" como as do Jardim Costa Pinto,entre outras ...
Os ditos "vândalos locais" ,mais não fazem do seguir o exemplo que vem de "cima".

francisco said...

Enquanto morador do Monte Estoril, concordo plenamente com o Sr. Pacheco de Amorim.
O estacionamento pago na Av. Saboia é essencial para evitar os actos de selvajaria que sempre existiram naquele local, por parte de quem lá estaciona os carros durante horas sem fim.
Nos últimos anos, tinha-se tornado impossível estacionar o carro para ir à Duque ou ao antigo Zenith, para além da dificil tarefa de andar a pé nos passeios, com os constantes carros lá 'depositados'.
Os parquímetros foram uma boa medida, assim como o novo desenho das calçadas e os pinos (faltam pinos nas passadeiras).
Quanto ao comentário acerca dos "cleptomaníacos", ainda não tive oportunidade de ver qual é o preço de uma hora de estacionamento ali, mas espero que não seja muito caro, pois o que realmente importa ali é evitar o estacionamento de longa duração.
Um bom exemplo de intervenção neste sentido é a do Lagoas Park, em Porto Salvo, onde o sistema de parquimetro funciona exactamente com estas máquinas, no entanto, a 1ª meia hora é grátis.
Mais uma vez, parabéns por este bolg.
Cumprimentos,
Francisco

Francisco said...

Respondendo à frase "que se dane quem tiver de ir trabalhar para Lisboa e não tiver onde estacionar", tenho a dizer que compreendo a questão desse Sr. Anónimo, mas nesse caso, o problema não é o estacionamento. Existem vários parques de estacionamento ao longo da linha de comboio. Ainda há menos de um ano foi inaugurado outro na estação de cascais com descontos para quem tem o Passe da CP. O grande problema no concelho de Cascais é a falta de um sistema de transportes eficientes. Eu vou todos os dias para Lisboa e não preciso de estacionamento pois vou a pé para a estação, mas quem não mora junto à linha de comboio, quase não tem alternativa ao carro no que toca ao transporte estação-casa.
O que penso é que o problema da falta de autocarros eficientes e frequentes e de um sistema (por ex.) de eléctricos rápidos, não pode ser descarregada sobre quem vive, trabalha ou frequenta o Monte Estoril. São dois problemas diferentes.
Os casos "árvores" e "pedras do paredão" são ambos lamentáveis, e mereciam maior atenção por parte da câmara.

Anonymous said...

LOBO VILLA

Entretanto,o post inicial, das "cinco árvores partidas" não mereceu qq comentário...