Friday, January 09, 2009

Alguns comentários a estas alterações:

1. Envolvente do Hotel Cidadela e do Tribunal

Se é um facto que os semáforos provocavam um inevitável congestionamento de trânsito, também será inevitável o estrangulamento do troço da Av. Adelino Amaro da Costa / Rua Dr. Fernando Baptista Viegas, pois os carros que subindo a avenida virarem à esquerda para retomarem a Av. 25 de Abril, entrarão em conflito com os que vierem desta e quiserem subir a Amaro da Costa. Sabendo como são os nossos 'condutores' é certo e garantido.


2. Eixo 'Combatentes-D.Carlos I'

Esta alteração parece-me boa, porque não fazia sentido os carros poderem subir do Baía à Gandarinha e não poderem descer. Além de que realmente descongestiona a zona central da parte velha da vila.

Mas há que ter em conta duas coisas:

a) Há que manter o actual piso defronte ao Baía até à rotunda da Valbom de modo a moderar a velocidade e atenuar a poluição.
b) Há que condicionar de facto o trânsito e o estacionamento na zona agora descongestionada (em volta do Largo Passos Vela-Teatro Gil Vicente).


Já a proibição dos carros que descem Alexandre Herculano virarem à esquerda no lago Valbom saindo da vila, sendo forçados a virar à esquerda para a Visconde da Luz me parece contraprodutiva, se se não intervier a montante, no Largo Passos Vela.

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Resumindo e concluindo, o problema da circulação em Cascais é de base e não se muda com o fecho de um semáforo (Cidadela), o qual, diga-se em abono da verdade, nunca devia ter sido ali posto, ou com desfazer cortes de trânsito mal concebidos (porque sem alternativas). E o problema é só um: mau planeamento urbanístico. Cascais sofrerá sempre com isso.

E aberrações (crimes urbanísticos) recentes como a 'aldeia do matadouro' ou a do antigo campo de râguebi, ou o que se prepara para a Praça de Touros, só irão agravar a pressão automobilística sobre os eixos agora intervencionados. Ou aberrações (de tráfego) como a palermice da via junto ao mercado que só fizeram ainda pior a Cascais. Ou construir-se centros comerciais em cima do centro da vila. Agora, o mal está feito.

E, a meu ver, só se resolve com duas coisas:

1. Criação de vias alternativas a montante do problema.
2. Implementação de um sistema de transporte público eficiente e atractivo.


Ora se a primeira hipótese é pouco viável pela clara inexistência de espaço disponível para que isso seja feito, ou porque os prédios edificados em locais desaconselháveis (por má política urbanística) não o permitem, ou porque isso colidiria com espaços verdes (raros) significativos; só restará INVESTIR numa rede de transportes públicos revolucionária, ou seja: feita em duas malhas, uma (existente) entre a periferia e a estação de comboios e o mercado, e outra (inexistente) entre bairros (cruzando com as carreiras principais conducentes à estação), porque em Cascais não há mobilidade entre bairros; completamente não poluente; constituída por veículos de pequeno porte; em horários apertados.

Para quando isso? Talvez só no momento em que o centro de Cascais seja 100% fantasma.

8 comments:

Anonymous said...

para grandes males grandes remédios.o que vos parece de obrigar o transito a seguir sempre em frente na amaro da costa até á rotunda dos bombeiros,e daí a dispersão do transito ser feita a norte?parece-me uma boa ideia.

Paulo Ferrero said...

Caro anónimo
É uma boa ideia, sim. Além do mais, há que dar uso àquelas rotundas tontas e terceiro-mundistas (quando é cá por casa se constrói rotundas pequenas, sem esculturas mas com flores, em piso lento?).
Sugiro a proibição de virar à esquerda a quem sobe a Av. Amaro da Costa, para o tribunal, salvo para quem for para o ... tribunal. Caso contrário, será confusão atrás de confusão.

Anonymous said...

e ainda é possível (se alguma vez foi)dar esta opiniao a quem de direito.e onde?

Paulo Ferrero said...

Caro anónimo: estamos a falar de Cascais, PORTUGAL!

Fernando Boaventura said...

Realmente para quem, por exemplo, morar no largo junto á Segurânça social e desejar ir para a estação, pelos visto terá que andar ás voltas pela vila. Realmente para quem desce a Alexandre Herculano e tiver que virar para a Visconde da Luz como é que chega á estação? Não seria muito mais fácil continuar a usar a rotunda da Valbom como até agora, até porque o trânsito que por lá existe agora vai desaprecer com a abertura da Av. D. Carlos, e porque não acabar com a aberração de proibir a subida da Av. Valbom. Até porque são raros os que cumprem com a sinalização.

Nuno Alexandre Pinto said...

Desculpe a pergunta Sr. Fernando Boaventura mas, porquê que alguém que mora junto à Segurança Social quererá ir de carro para a Estação de Cascais? Eu compreendo o que quer dizer, mas quem mora no centro histórico faz a sua vida toda a pé, não precisa do carro para nada...

Permita-me acrescentar, com todo o respeito, que o grande problema de fundo que observo e sempre observei em Cascais é o mesmo que em qualquer sítio do país: as pessoas insistem em utilizar o carro para tudo.

Eu moro no centro histórico e deixo o meu carro no parque gratuito onde era o antigo Pavilhão Dramático - faço isso sempre - nunca trago o carro para o centro histórico porque não vale a pena. Na maior parte das capitais europeias e mundiais de 1º mundo as pessoas já nem têm carro porque simplesmente não vale a pena.

Anonymous said...

LOBO VILLA 22-1-09
No "post" de P.Ferrero está tudo dito:
E aberrações(crimes urbanísticos),como as recentes...do Matadouro,do campo de rugby,da Praça de Touros e etc.
Está tudo dito ! Há construção a mais e, quanto mais houver ,pior!
Brincar ao trânsito não adianta,as ruas e os espaços não esticam e os carros aumentam sempre que a construção aumenta ! É óbvio!
A eliminação do semáforo junto á 25de Abril engarrafou ainda mais o trânsito...
Capucho (tão ígnaro como Santana), já pensa em túneis e viadutos para reproduzir em Cascais o falido modelo de Lisboa...
Estamos a assistir á falência do centro de Cascais até quando cascalenses ?

Fernando Boaventura said...

Caro Nuno Alexandre Pinto, Tem toda a razão. Apenas dei um exemplo (por vezes temos mesmo de ir de carro). Também moro na zona histórica e, salvo aquelas compras grandes, ando sempre a pé. Não custa, faz bem, e sempre se vê o que por ai acontece. A dependencia do carro é um mal crescente.
Obrigado pelo seu comentário
Cordialmente,
Fernando Boaventura