Thursday, March 01, 2007

Estradas de Portugal anuncia que Variante à EN9 em Cascais abre na primeira quinzena de Março

In Público (1/3/2007)
Luís Filipe Sebastião

«Os graffiti já tomaram conta dos rails e das barreiras sonoras, mas a faixa de rodagem de parte da variante à EN9, na Abuxarda, continua vedada ao tráfego. A nova via, segundo adiantou ontem uma porta-voz da Estradas de Portugal, deverá abrir durante a primeira quinzena de Março. A Câmara de Cascais anunciou, em Julho de 2004, o lançamento do concurso público para a empreitada da variante à Estrada Nacional 9, na Abuxarda, a “muito aguardada via alternativa à Avenida de Sintra”. O novo troço, de apenas um quilómetro, visa melhorar as acessibilidades junto ao nó de Alcabideche da Auto-estrada de Cascais (A5). A autarquia, apesar da obra caber à Estradas de Portugal, previa a abertura “ainda durante” 2005. Os trabalhos, adjudicados por 2,654 milhões de euros (dos quais 1,327 milhões de comparticipação comunitária), só arrancaram em Novembro de 2005 e ficaram prontos em Julho do ano passado. Mas a detecção de problemas de instabilidade no solo levou a que apenas fosse aberta uma parte do troço do lado da A5. (...) Uma fonte camarária adiantou que o LNEC foi chamado a encontrar soluções para a instabilidade dos terrenos. O presidente da Junta de Freguesia de Alcabideche, Fernando Teixeira Lopes, lamentou que, “em qualquer obra, não se estudem antes os solos” e explicou que “um dos pilares do viaduto construído sobre a via”, que assegura a ligação da zona antiga e as novas urbanizações da Abuxarda, assenta sobre uma “loca” — área sem
capacidade para aguentar com cargas elevadas. (...)

2 comments:

E. Fagundes said...

e se o tivessem que demolir e se cai ? Quem era o responsavel? Então se sabem responsabilizem-no porque errou...onde os erros custam caro

Pedro Partidário said...

Poucos erros na construção? Só se houver projectos. Um projecto é mesmo (e sobretudo) - ao contrário do que as pessoas "pensam" - uma preparação de uma obra (conceito muito odiado pelos improvisadores - uma proverbial característica portuguesa).
E... sim! Um projecto leva tempo (conceito muitas vezes odiado pelo Poder sujeito aos tempos dos mandatos).
Mas há umas "coisas" a que se chamam "projectos" (que, normalmente são uma parte da tal preparação de uma obra) e que não preparam REALMENTE A OBRA. A preparação da obra SÓ acontece realmente, com uma parte específica do projecto: O PROJECTO DE EXECUÇÃO (deveria incluir neste caso um estudo geotécnico que analisa as qualidades do solo...)
Essa obra foi feita com PROJECTO DE EXECUÇÃO? Esse Projecto de Execução foi feito com base num ESTUDO GEOTÉCNICO?
Se não: irresponsabilidade indesculpável.
Se sim: seria uma história muito longa (ou não!).

Mas no que respeita a atribuição de responsabilidades, umas ideias para reflexão:

1. (Quem encomenda a obra e o projecto) Será responsável se, quiser um PROJECTO SIMPLEX. Um projecto mais rápido, mais simples - sem o projecto de execução - e, portanto mais barato (é um pedido muito corrente por parte de quem encomenda projectos); É também responsável se, durante a obra pedir alterações ao que estava no projecto (situação muito corrente e muito alimentada pelos empreiteiros - produzem-se aí grandes mais-valias a seu favor!!!!)

2.(Quem faz o projecto) Se o projecto fôr Desenvolvido em formato Simplex e vendido como completo... Não se pode excluir a hipótese de o próprio projecto ter erros naturais ou outros (graves) por incompetência.

3.(Quem constrói) Dá imenso jeito (€€€€€) alterar os projectos (mas dizer que se cumpre). Por causa disto a construção civil é o melhor negócio nacional. É o sector da economia mais lucrativo o que, "adocicando" estatísticas e "sacos" o torna muito acarinhado... se calhar, actualmente, a seguir às lucrativas Telecomunicações e Electricidade-Energias!!