Friday, June 08, 2007

Souto de Moura apresenta Museu Paula Rego dia 8, no Estoril

NC XXI / Conferências de Souto Moura, Paula Santos, Pedro Mendes e ARX Portugal, dias 8 e 9 no Estoril.


Nos próximos dias 8 e 9 de Junho, no auditório principal do Centro de Congressos do Estoril, prosseguem as Conferências do Núcleo Cascais XXI - Trienal de Arquitectura de Lisboa, com entrada livre, limitada aos lugares disponíveis.

Na sexta-feira, às 18h00, Eduardo Souto Moura vai apresentar (pela primeira vez) o projecto da Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego, entre outros projectos e obras de sua autoria.

No sábado, a partir das 17h00, as apresentações e o debate giram em torno do tema "casa/moradia unifamiliar", da sua reinvenção, recuperação e/ou transformação, através dos trabalhos de Pedro Mendes, ARX Portugal e Paula Santos.

O Arquitecto João Belo Rodeia, Comissário Científico da Trienal de Arquitectura de Lisboa, é o moderador convidado.

Trata-se de uma excelente oportunidade para conhecermos em detalhe alguns daqueles projectos e obras - que se arriscam a transformar-se em verdadeiros ícones da melhor arquitectura contemporânea produzida em Portugal.

A conferência de Francisco Mangado e Gonçalo Byrne, que apresentou os projectos "Estoril-Sol" e "Hotel Miramar", esgotou o Centro Cultural de Cascais. As actas das conferências NC XXI serão disponibilizadas no final do ano, em formato dvd e outro(s) a definir oportunamente.

Até 31 de Julho decorre a Exposição NCXXI na Praça 5 de Outubro (Baía de Cascais).


Núcleo Cascais XXI
Trienal de Arquitectura de Lisboa

4 comments:

Pedro Partidário said...

Quanto à "casa de desenhos e histórias de Paula Rego" ficou dado a conhecer, um projecto que se quer mostrar, baseado em referências formais e arquitectónicas "simpáticas", tais como (muito) Raul Lino em Sintra (mais) e Cascais (menos mas isso é indiferente) e/ou - talvez - o palácio da Vila de Sintra, e/ou -talvez - a chaminé da cozinha do mosteiro de Alcobaça... ficam apaziguadas as vozes feitas de (pré)-ideias de "tradições"...

O edifício vai (mesmo) diluir-se e dialogar com as àrvores (que permanecerão) e com a (pré)ideia-que-os-olhos-vêem de paredes antigas, "históricas" de tinturas de cal (rosa-velho) mas feitas na massa das paredes de betão.
E se a mostra do(s) projecto(s) do Souto Moura foi feita daquela maneira desarmante, transparente e "chã" de arquitecto que desenha e constrói, com gosto às vezes arqueológico, e com coisas que "já lá estavam", pessoas, terras e formas, o debate, esse não chegou a haver. Desarmado?. Não há ideias a debater (um deserto como sempre). A "plateia" (quase apenas só, jovens arquitectos e estudantes) quer só ver (cegamente) mais. E mais. E aplaudir. Não há perguntas, como sempre.
À parte a arquitectura (parece pacífica), fica-se de "queixo no chão" com a "candura" da história que dá origem e decide o processo: a "formação da vontade" da Paula Rego, a escolha do Arquitecto, a decisão sobre o terreno...
Mas (enfim!) venha de lá a "Casa de desenhos e histórias da Paula Rego" (vulgo "Museu Paula Rego"). Irá aumentar muito bem a oferta de fruição de Arte no Concelho, na continuidade do que tem feito o Centro Cultural de Cascais.

Anonymous said...

(...) mas será que a arquitectura precisará de... estórias (além das histórias do passado, onde se incluem valores cuturais e pré-existências) para se... justificar? talvez sim, porque o público é o primeiro a exigí-lo -uma coisa recorrente, até para uma simples ida ao cinema!

Recordando o arq. João Rodeia que, e muito bem, mediou e apresentou o(s) convidado(s) e que, dada a sua experiência e formação (teoria da aarquitectura), soube estimular e conduzir o discurso, o diálogo acerca da obra do autor, e dos 'apartes', esta por si só, e enquanto arquitectura, pelo seu rigor e materialidade (formal e construtiva?) quase que não carece de explicações, pois vive da sua evidência (até por ser coerente c/ os seus princípios... bem, talvez esteja a divagar, mas se não foi assim, terá andado por perto ;)

Agora uma ferroada: porquê essa crítica tão desdenhosa do público? se essas mesmas palavras se
podem aplicar a quem as faz?

Concordo que o debate, e nos tempos que correm, apesar dos esforços de alguns (a Trienal e estas conferências serão um ex.º) deixou de ser um hábito, ou a 'parte' mais interessante... mas, não será isso um sinal, mais transversal e generalizado, de uma atitude que começa no ensino, na chamada 'cultura' instalada?

E, é necessário ter em conta que existem vários públicos e que as suas 'exigências' são, como sabemos, muito distintas. Veja-se essa espécie de 'terror', 'pânico' com o que 'aí vem' que (todos) os autores aparentam quando são confrontados c/ razões ou argumentos 'externos' às suas preocupações ;) nessa alturas, verificamos o quão é importante que haja alguém para fazer a...mediação - e nessa sessão, até tivémos um momento de brilhantismo, de como se pode gerir esses casos, o qual não será necessário especificar - foi mesmo de se lhe tirar o chapéu! ... e viva a arquitectura!

AB

Pedro Partidário said...

A crítica ao público mantenho-a (assumindo que este não tem todas as culpas porque é - sobretudo no caso dos "jovens" arquitectos - ainda um produto de mal-formação... na qual, responsabilizando-me também, tento, como posso, combater).

...e não me "encaixa" a carapuça de não ter participado no debate porque, ele foi inviabilizado pelo público (que não tinha nada a debater e queria ver mais - outros projectos) e pelo meu muito estimado (muito sinceramente) João Rodeia: perguntou se as pessoas preferiam debater ou ver o projecto da torre no Porto... EU NÃO PUS O BRAÇO NO AR PARA VER AS TORRES PORQUE HAVERIA MUITAS COISAS INTERESSANTES A DEBATER SOBRE A OBRA DA CASA [...] PAULA REGO.
...no fim o "adiantado da hora" fez com que uma jovem ficasse de braço no ar a pedir para falar: não foi atendida.

Pedro Partidário said...

Estendo a "mal-formação" à minha própria formação:o meu tempo na Faculdade de Arquitectura, se não foi dos piores dessa escola, foi o tempo imediatamente anterior ao pior. Reconheço: apesar de tudo há hoje melhorias nalgumas escolas.
O problema da falta de "boas perguntas a pôr" é transversal.