Monday, June 22, 2009

Cascais quer reduzir "pegada ecológica", 18 por cento acima da média nacional

In Público (20/6/2009)


«Cascais possui uma "pegada ecológica" acima da média nacional, estimada em 5,2 hectares globais, a área necessária a cada pessoa para produzir o que consome e absorver os resíduos que produz. Esta avaliação, segundo o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, permitirá "antecipar medidas para proteger o ambiente e promover o desenvolvimento sustentável do concelho".
Um estudo realizado pela Agenda Cascais 21, em colaboração com o Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade, calculou a "pegada ecológica" de Cascais com base em determinadas variáveis como alimentação, mobilidade e transportes, habitação, bens de consumo e serviços. A área abstracta (hectare global) apurada permite relacionar, numa mesma unidade, hectares com produtividade biológica diversa. No caso de Cascais, a "pegada" de 5,2 ha é superior em 18 por cento à média nacional (4,4 ha) e fica acima da média da União Europeia (4,7 ha). Estes valores ficam abaixo de cidades como Marin (EUA), com 10,9 ha; Vistoria (Austrália), com 8,1 ha, e Londres, com 6,63 ha.

"Se todos consumissem como os habitantes de Cascais, seriam precisos dois planetas e meio", comentou Carlos Carreiras, salientando que o estudo, elaborado em parceria com a Global Footprint Network, vai contribuir para a autarquia "planear a médio e longo prazo para que venha a ter uma pegada ecológica menor". De acordo com as várias "subpegadas" de Cascais, cada habitante precisa de 52 por cento de área para absorção do C02 que produz; 24 por cento de área agrícola, para a produção de alimentos; dez por cento de terrenos de pastoreio, para a alimentação animal; nove por cento para a produção piscícola; quatro por cento de floresta (para diversas actividades); e um por cento relacionado com a construção (impermeabilização do solo).
Uma fonte do gabinete municipal Agenda Cascais 21 adiantou que, perante os resultados actuais, será preciso "o equivalente a 79 vezes a área do município para satisfazer as necessidades" dos 187 mil habitantes de Cascais. Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza, não estranhou que Cascais exiba "uma pegada ecológica elevada" e sublinhou que o cenário não é pior devido à extensa área concelhia no Parque Natural de Sintra-Cascais. O ambientalista, entre as várias medidas para atenuar os impactes, aconselhou a substituição da iluminação pública pela tecnologia de LED, o aumento de recolha de água da chuva, que deve ser usada para rega, o aproveitamento de espaços verdes para a produção hortícola, e a melhoria do sistema de transportes públicos, através da articulação dos diferentes modos e mais estacionamento junto ao caminho-de-ferro.
Almada também já calculou a sua "pegada ecológica", em 5,82 hectares por habitante, o que se traduziria na necessidade de "três planetas para sustentar" o modo de vida no município da margem sul do Tejo. Luís Filipe Sebastião»

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Talvez seja por isso que a CMC permite os empreendimentos que lavram pela Quinta da Marinha, mais o tal de PP do Hotel Miramar, mais o abate das árvores na Quinta Montrose, mais os empreendimentos a poente do clube de golfe junto à auto-estrada, etc., etc. É tudo em prol de um desenvolvimento sustentável... O ridículo mata.

6 comments:

Francisco Bessone said...

Mais publicidade politica neste blogue.
Parece que o sr Paulo Ferrero deverá começar a moderar os comentários para que este tipo de situação seja banida deste blogue.
è Apenas aproveitamento de espaço.
Haja vergonha!

Pedro Partidário said...

Eu sou suspeito a defender este Blogue mas, Sr. Francisco, você leu bem ATÉ AO FIM este post?

Francisco Bessone said...

Sr. Pedro Partidário. O meu comentário refere-se a um outro, já retirado, que aproveitou este espaço para fazer publicidade e angariar assinaturas para um movimento qualquer.
Cumprimentos,

Pedro Partidário said...

Caro Francisco, então peço-lhe que aceite este pedido de desculpas.
...é o risco dos debates em diferido :)

Vindix said...

Isto só para rir... A Câmara de Cascais a falar em pegada ecológica é como o Josef Fritzl falar em abrir um infantário... Mais uma boa oportunidade de negócio, como quando se pagam €40.000 por 320 contentores feitos em plástico reciclado para pôr nas praias comprados à EMAC, feitos com matéria prima gratuita. Alguém acha que cada um vale €125 dos nossos impostos?! Ponham os olhos no Mayor de San Francisco e venham falar a sério sobre ambiente. 75% de todo o lixo produzido já não vai para o aterro ("Mayor Newsom Signs Mandatory Recycling & Composting Ordinance" -> YouTube).

teresa said...

Boa comparação com o Josef Fritzl (infelizmente)
Recomendo vivamente ao António CApucho que veja o video da conferência de imprensa do Mayor de S. Francisco, em 1 ano e 1/2 o esforça da Câmara teve resultados espectaclares em recycling e composting envolvendo todos os sectores económicos e popula~ção da cidade.
Exemplo a copiar urgentemente