Friday, August 31, 2007

Salpicados pelo Estoril-Sol


Soube-se recentemente que as quantidades de amianto puro e de fibrocimento existentes no Estoril-Sol foram superiores às que se previa encontrar: 110 toneladas removidas no primeiro caso, 400 metros quadrados no segundo, de acordo com o Expresso. A presença de amianto no edifício, de utilização corrente à data da sua construção, pesara já, de resto, na escolha da sua demolição controlada, em detrimento da implosão.

Na quarta-feira, quem passou pelo Paredão ao final da tarde foi brindado com uma chuva miudinha. Não vinha do céu, nem vinha do mar. À aproximação do que resta do Estoril-Sol, percebeu-se de onde vinham afinal estes salpicos, que deixaram meio mundo a olhar para cima. Vinham directamente do estaleiro, onde uma grua desmantelava mais um piso, com a ajuda de um jacto de água mal protegido por uma tela esvoaçante. Por muitos cuidados que tenha havido na remoção do amianto - e certamente que os houve -, restam sempre partículas em suspensão. Não haverá outra maneira de proteger a obra em curso que uma mera tela que esvoaça ao vento?

2 comments:

Pedro Partidário said...

"[...]Não haverá outra maneira de proteger a obra em curso que uma mera tela que esvoaça ao vento?"
Difícil (fazer de outra forma) nos tempos que correm... a "cultura" da construção, do trabalho, da economia e da segurança na construção civil...

Anonymous said...

Uma discussão interessante sobre o novo estoril sol no " A Barriga de um Arquitecto "

Ver também o filme de promoção da "coisa"