Wednesday, May 30, 2007

Cascais testa "ciclovia" na Marginal

In Público (30/5/2007)
Catarina Rebelo

«A Câmara de Cascais vai testar no próximo fim-de-semana, nos dias 2 e 3 de Junho, entre as 7h00 e as 11h00, a circulação de bicicletas na Avenida Marginal, entre Cascais e Carcavelos, reservando para estes velocípedes as vias da direita através do condicionamento de trânsito.
Durante a experiência vão estar disponíveis para utilização gratuita as Bicicletas de Cascais (as "Bicas"), nos dois extremos da "ciclovia" criada provisoriamente na Marginal, na sede do concelho e em Carcavelos. A viabilidade de alargar este modelo de circulação a todos os fins-de-semanas e feriados, com excepção da época alta do período balnear, será decidida tendo em conta os resultados deste teste.
A iniciativa visa "atenuar a perigosa convivência de ciclistas e automobilistas na Marginal, criando um percurso separado entre o centro de Cascais e a praia de Carcavelos", explicou, em comunicado, a autarquia. Nos dias 2 e 3 de Junho, durante quatro horas, no troço da Marginal entre a rotunda da Avenida de Sintra (junto ao Pão de Açúcar) e na rotunda com a Variante à Estrada Nacional 6-7 (junto ao Forte de São Julião da Barra), a circulação de automóveis estará limitada à via da esquerda em ambos os sentidos, já que as vias da direita estarão reservadas aos utilizadores de velocípedes.
"A circulação de bicicletas na Marginal é um exercício que acarreta riscos para a segurança que muitos não querem correr", afirma a Câmara de Cascais. Esta iniciativa tenta "dar resposta às solicitações crescentes dos ciclistas" e vem na "sequência da proposta da rede ciclável para Cascais", nota o comunicado. Durante o condicionamento de trânsito, o percurso será sinalizado e vigiado.
A autarquia vai testar as vias reservadas a bicicletas e admite repetir a iniciativa em determinados períodos do ano
»

Texto editado
Nota: notícia tb disponível aqui.

6 comments:

Pedro Partidário said...

Totalmente de acordo com a realização desse teste. Espero que dê "bom" resultado: aumento da rede de circulação em bicicleta.

Duas dúvidas:
1.um teste num único fim-de-semana chegará para dar resultados consistentes?

2.as horas de "abertura" da Marginal à circulação de biciletas ficará sempre restrita àquele horário (das 7.00 às 11.00 da manhã)?

Duas sugestões:
1. Essa(s) iniciativa(s) poderia(m) ser acompanhada(s) de acções de sensibilização/"educação" para a segurança rodoviária com ênfase para o cuidado e promoção do bom convívio entre diversos "níveis" de circulação (automóvel e ciclista, e diversos usos de circulação: "em serviço" e turista);

2.Não se podiram fazer testes de "convívio" do mesmo género, mas entre peões e ciclistas no paredão? A proibição está lá. A violação à proibição continua (lógica e justamente) lá!

Joe Bernard said...

E já agora, pregunto eu: Para quando a obrigatoriedade de os ciclistas circularem nas "suas" vias quando elas existem, e não nas estradas?
Isso acontece muito na estrada Guia-Guincho, onde se vêm muitos ciclistas, daqueles "fardados" de Volta a Qualquer país, circularem na estrada em vez de o fazerm na ciclovia.
Será que lhes caiem os parentes na lama por circularem com outros menos, digamos "show-off"???

António said...

Os veículos de duas rodas são uma excelente vantagem para quem anda de automóvel.

Senão vejamos:
- Quanto mais pessoas circularem com bicicletas ou motos mais automóveis deixam em casa;
- mais estacionamento sobra para os outros automobilistas.

Se fizermos uma visitinha a Berlim, Bruxelas ou a Amesterdão podemos verificar quão sossegadas são aquelas capitais. Milhares de pessoas circulam alegremente de bicicleta e moto.
Não existe problemas com os carros em cima dos passeios.

Os responsáveis por aquelas cidades concluíram, e bem, que ao criarem parques de estacionamento gratuito para motos e bicicletas promoviam a utilização destes veículos, o que viria a resultar numa extraordinária poupança de espaço citadino.

Quem por um motivo ou outro tenha que se fazer deslocar, naquelas cidades, com carro agradece a medida, pois encontra muito menos trânsito e mais estacionamento.

ah e menos poluição.

Sr. Presidente da Câmara de Cascais e que tal esta ideia?

António said...

Outra coisa...

Não se compreende que se façam novas vias ou novas urbanizações sem as ciclovias.

As cidades acima referidas possuem pistas para ciclistas em praticamente todas as ruas.

Pedro Partidário said...

...e mais outra coisa (intimamente ligada às ideias do António):
uma motorizada de média/baixa cilindrada a transportar até 2 pessoas, consome cerca de 1/10 do consumo médio de um automóvel de baixa cilindrada... Comparar a este nível com a bicicleta nem vale a pena!
Também por esta via, a redução dos consumos (e poluição) com os combustíveis fósseis seria muito, mas mesmo muito significativo (pelo menos nas economias das famílias)

...e como todas as manhãs e tardes só se vêem automóveis com UMA pessoa lá dentro, e como o clima em Portugal é melhor que na Alemanha, na Holanda e na Bélgica...

Mas para progredirmos por aí, será sempre preciso melhorar muito o nível de educação (também na circulação e condução)... mas no que toca a melhorias na educação, "Faz-nos falta um milagre de Nossa Senhora de Fátima" (cito António Nóvoa em "e_vid_ente_mente. Histórias da Educação").

Anonymous said...

para o Sr. António.
Têm toda a razão sobre se usar mais as bicicletas mas o que acontece é que pelo menos aqui em Cascais não têm condições para o fazer, eu gostava de ir para o trabalho de bicicleta mas devido a estrutura das nossas estradas ( Eu moro do Pai do Vento e trabalho na Baixa de Cascais ) tenho medo de usar a bicicleta e se conheçe esta estrada ( Avenida de Sintra ) vai ver que não existe condições para se usar a Bicicleta, agora por exemplo em Berlim onde eu já estive está tudo bem organizado e civilizado, 1º É uma cidade com menos de 50 anos, logo foi construida com estradas muito largas, 2º é uma cidade plana onde faz a sua diferença, 3º os automobilistas dão prioridade aos ciclista, existe outra mentalidade e respeito e não a balburdia como aqui.