Wednesday, February 21, 2007

Demolição do Hotel Estoril-Sol está sujeita a regras ambientais rigorosas

In Diário de Notícias (21/2/2007)
Carla Ventura

«Reduzir a libertação de poeiras, evitar o transtorno na circulação na Estrada da Marginal e reutilizar os resíduos da obra são as principais preocupações da Sociedade Estoril-Sol durante a demolição do hotel Estoril-Sol, em Cascais. Aliás, estas foram algumas das razões que levaram a empresa a optar pelo tradicional método de demolição, em detrimento da implosão.

Segundo fontes técnicas da sociedade, "ao iniciar as obras pelo esventramento foi reduzida a libertação de poeiras dos diversos materiais, como alcatifas ou azulejos". Durante toda esta fase é utilizada uma grua de forma a recolher os resíduos dos diversos pisos, sejam eles caixilharia, portas, soalhos ou qualquer outro material que não seja considerado estrutural. Esta máquina eleva um contentor aos diversos andares para que os trabalhadores depositem todos os detritos extraídos, que serão posteriormente separados e reutilizados. Para tal, a Somague/Edifer, consórcio a quem foram adjudicadas as obras de demolição, integra pessoal especializado para desmantelar os resíduos, efectuar a recolha dos detritos e proceder à sua separação. Estes são depois encaminhados para os vazadouros adequados, sendo de seguida reciclados.

Caso a Somague/Edifer venha a ganhar a adjudicação da edificação do empreendimento que ali vai nascer, "há a hipótese de alguns destes materiais virem a ser usados na construção do edifício, o que lhe atribuirá uma certa nostalgia", refere o porta-voz da Estoril-Sol.
(...)»

2 comments:

Pedro Partidário said...

"há a hipótese de alguns destes materiais virem a ser usados na construção do edifício, o que lhe atribuirá uma certa nostalgia", refere o porta-voz da Estoril-Sol. (...)»:
RETÓRICA ABSOLUTAMENTE PATÉTICA. Ponto final.

Pedro Partidário said...

Retórica patética ...ou "bom-bom" para povo gostar e "rezar" para que a Somague/Edifer fique com a empreitada?

É extraordinário como o "ataque" (dos interesses) joga a seu bel-prazer com uma imprensa que faz-de-conta que é cândida e virtuosa neste jogo.