Tuesday, November 06, 2007

Hotel Atlântico e Edifício Cruzeiro

(Hotel Atlântico, Projecto do Arq. João Paciência - in Jornal Público)


Tem aparecido ultimamente várias notícias na comunicação social sobre a iminente demolição e reconstrução do Hotel Atlântico e do Edifício Cruzeiro. No entanto, quem passa por estes locais não vê uma única placa a indicar o número ou estado do processo na Câmara. Das duas, uma: Ou as notícias são falsas ou então os promotores não estão a cumprir a lei.
Julgo que a legislação da urbanização e edificação deveria ser alterada e a colocação do aviso de "pedido de licenciamento" deveria passar a ser uma tarefa da Polícia Municipal. Só assim conseguiremos evitar a apreciação secreta de tanto processos urbanísticos (tal como aconteceu com a Villa Montrose) e serão respeitados os princípios da informação e transparência consagrados na lei. É fundamental acabar com a lógica de que mais vale pagar uma coima do que ter vizinhos e outros a inspeccionarem o processo na Câmara.
V.S.A

5 comments:

Anonymous said...

consta que o dono do Atlântico é o mesmo, que foi alvo de campanha por tudo quanto foi sítio, desde a ASAE a invadir as cozinhas (qdo ali ao lado há outras em igual estado e que não foram visitadas, ou, pelo menos, televisionadas), etc. Ele ainda não vendeu o hotel e o sr.Damásio ainda não o comprou pelo simples facto que só o compra qdo souber que o projecto de demolição e construção de novo edifício for seguro, 100%. Calcule-se que um dos argumentos pró-demolição é a conotação do hotel ter sido pró-nazi durante a 2ª Guerra Mundial, coisa de parvos, certamente, como se isso interessasse minimamente... por essa ordem de ideias, deitávamos o país abaixo... este é o ponto de situação. A CMC anda a promover um projecto ... mas não tem meio de provar que o Atlântico é de má construção ou que não tem história, porque tem. E pronto.

Nelson said...

Considero importante questionar de forma séria e honesta para com os interesses da Vila, os critérios urbanísticos que têm levado a que empreendimentos massivos sejam aprovados sem plano de pormenor ou mesmo um simples loteamento. Dou como exemplo recente o Scala, e mais recente ainda o episódio trágico da Vila Montrose. Está implementado um sistema em que tudo o que seja controverso ou polémico passa a ter o crivo do Sr. Vice-Presidente, como se isso bastasse para desrenponsabilizar o Sr Presidente Capucho. Não sejamos inocentes na avaliação do que se tem passado pois é tudo mais que um conjunto de coincidências. Como pôde o Scala ter sido aprovado em dois meses???

Alguém sabe o que vai nascer na antiga praça de toiros? Ou o dossier é secreto?
Como pode o Sr. Vice-presidente na sua campanha interna à distrital do PSD ter a ousadia de falar de falta de espaços verdes quando é responsável por mandar arrasar os jardins da Montrose? Ou falar em contenção urbanística ou políticas de longo prazo, e aprovar o empreendimento Scala como condomínio fechado, de forma a não ter de ser sujeito a escrutínio pela vereação ou assembleia municipal?

Pedro Partidário said...

...dando voltas e voltas ao edifício do Hotel Atlântico, não consigo engolir (e fico com curiosidade de conhecer a fundo) os argumentos que justificam a sua substituição por... outro Hotel.
...ainda para mais, o "novo" vai ser construído numa época - hoje - em que a qualidade dos resultados da construção civil, está ao nível dos conhecimentos, produtos e "técnicas" de bricolage, explicados nos folhetos das corporações multinacionais das grande superfície de consumo de entretém de fim-de-semana.

Para além da Arquitectura (clara marca de uma época significativa na história do desenvolvimento do eixo de veraneio de Cascais-Estoril), o "antigo" Hotel Atlântico revela, no que respeita à qualidade da construção, o contrário.

(Não?) percebo os critérios da "Junta médica" que determina a condenação do "antigo" Hotel Atlântico.

Passaro Azul said...

Que as noticias sejam falsas.
Substituir por outro hotel?
E as marcas do passado, não contam?
Dificil dizer muito mais, depois do que tão bem foi escrito pelos comentadores anteriores.
Em acordo absoluto com eles, aguardo o desenrolar da situação nem querendo pensar no mau exemplo da "Villa Montrose".
Veremos.

Miguel Brito said...

A motivação de "um hotel por outro hotel" parece-me simples: depois do Arq. João Paciência ter brilhado no Porto com a inauguração do novo Sheraton, segue-se a apetência por "modernizar" a costa do estoril, recorrendo a um projecto que garanta essa visibilidade. Quanto aos valores históricos, de memória e patrimoniais, esses são os eternos esquecidos...