Monday, December 03, 2007

Palácio da Cidadela vai ser recuperado

In Público (1/12/2007)
Luís Filipe Sebastião

«As obras de restauro do Palácio da Cidadela de Cascais devem arrancar no segundo semestre de 2008, depois da autarquia ter assegurado uma verba de três milhões de euros para o projecto através das contrapartidas da zona de jogo do Estoril.
A Presidência da República candidatou-se, junto do Turismo de Portugal, ao financiamento para a reabilitação do Palácio da Cidadela como residência oficial de Verão do Presidente, e para ali ser instalado um Museu das Ordens Honoríficas. A Câmara de Cascais autorizou esta semana, nos termos das contrapartidas da concessão do jogo, a atribuição de "um incentivo financeiro" a fundo perdido de três milhões de euros para a recuperação do palácio, de forma a que os antigos aposentos reais também possam vir a ser abertos a visitas públicas. Segundo uma fonte do gabinete do presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, o projecto de execução para o restauro do monumento e a instalação do museu deve ficar concluído dentro de seis meses. Após a aprovação será lançado o concurso para as obras. Se o montante se revelar insuficiente para a conclusão dos trabalhos, a autarquia admite apoiar "um reforço de verbas" através das contrapartidas do jogo.»

Idem idem, aspas aspas.

1 comment:

Pedro Partidário said...

(descontando uma ou outra "surpresa" que surge sempre nas obras de reabilitação e restauro de edifícios) um projecto de execução não serve exactamente para - à partida - saber com pormenor quanto vai custar a obra?
Se assim fôr, é estranho (uma resignação ao negócio das empreitadas públicas?) dizer-se já que "Se o montante se revelar insuficiente para a conclusão dos trabalhos, a autarquia admite apoiar 'um reforço de verbas' através das contrapartidas do jogo"... é que, como se sabe, qualquer alteração no curso da obra, é paga a valores muito superiores aos adjudicados no concurso!!! Os desvios de custos das obras públicas são bem conhecidos. E a maioria das alterações nas obras são truques que beneficiam financeiramente os empreiteiros e prejudicam o Dono da Obra (os dinheiros públicos, neste caso)... toda a gente o sabe... ou ainda não?

Não quero pensar isto mas... será que "parte" do público ainda recebe uma uma "ajuda de custo" por aceitar ser conivente e compreensivo para com os desvios nas obras?