Friday, April 13, 2007

Um "novo" Hotel Atlântico















"O velho Hotel Atlântico, no Estoril, vai ser demolido e dar lugar a uma nova unidade hoteleira e de apartamentos turísticos. O projecto do arquitecto João Paciência, deverá ser aprovado pela Câmara Municipal de Cascais dentro de 'dois a três meses'.
O antigo Hotel Atlântico, entalado entre a Avenida Marginal e a linha ferroviária de Cascais, encerrou portas em Dezembro passado".

fonte: Público. sexta-feira, 13 de Abril de 2007. Extracto do Artigo de Luis Filipe Sebastião. pág26.

5 comments:

Paulo Ferrero said...

O ponto aqui é, mais uma vez, problemático:

Se por um lado é dado adquirido que o actual H.Atlântico está obsoleto, de que o recente episódio do fecho das cozinhas pela ASAE é episódio revelador; por outro, o actual Atlântico não choca quem para lá olha, seja desde a Marginal, seja do Paredão, ou do mar.

Duvido que, mais uma vez, a solução encontrada seja a ideal. Duvido que os espelhos e as transparências se adaptem à zona romântica em que se enquadram.

Salvas as devidas comparações, era como se o Carlton, em Cannes, ou o Negresco, em Nice, ficassem, de um momento para o outro com espelhos, vidros, elevadores panorâmicos, e eu sei lá mais o quê.

Mas isso é só a minha opinião, claro está.

Finalizando, TEMO que o projecto do H.Miramar, dadas as amostras dos seus "colegas de zona", seja HORROSO!

Pedro Partidário said...

E há um outro ponto problemático que decorre do exemplo que o Paulo Ferrero aponta (Cannes e Nice): é o "apagar" edifícios que podem ir estabelecendo continuidade entre uns momentos históricos e outros. Sem construções dos anos 30-40 (por exemplo) as "ligações" entre arquitectura anterior e posterior vai-se eliminando e, consequentemente a compreensão cultural tanto do "fazer-cidade" como dos próprios edifícios que a vão fazendo, fica hipotecada... assim como fica hipotecada também uma maior facilidade de fazer hoje, a arquitectura que TEM de ser feita hoje!... já para não falar no crescimento saudável das ideias que o público não-arquitecto deve ir promovendo sobre esta forma nobre de concretizar a cidade que é a Arquitectura.

Eu não "compro" fácilmente os dois argumentos dados sobre o Atlântico: (1) "Mau" estado da construção e (2) o "entalamento" entre o caminho-de-ferro e a Marginal. (ponto final).

Quanto a má construção, creio que nos dias de hoje...

Paulo Ferrero said...

A fachada das traseiras ainda deve ser mais mirabolante.

Uma rotunda? Presumo que com decorações como a de Carcavelos ... já agora uma bombinha de gasolinha como a da Bafureira, linda, com as 5 ***** do anúncio do Casino. Mais candeeiros ao jeito do IC19. Ena, que vamos no bom caminho.

Já chega! Parem de inventar e de deixar "marcas". O povo agradece!

Anonymous said...

Mandar abaixo o Atlântico, um edifício com história, com traço cuidado, por uma novo-riquice destas, igual a tantas outras, que tanto podia estar aqui como noutro sítio qualquer?
Razão tinha o Eça, quando punha à mostra a nossa parolice.
Faz-me espécie que todo o carácter da linha marginal de Cascais esteja a ser radicalmente alterado, no espaço de um mandato autárquico, por um autarca desonesto, que diz que "ouve" o povo mas só se for a meio do Verão (ver PP Estoril Sol!!!), e que é coadjuvado por uma corja de arquitectos que de arquitectura só sabem copiar das revistas internacionais e armar-se em cultos e vanguardistas.
É o que dá aceitar que um autarca meta o filho a director municipal de urbanismo... Fónix, estamos no Zimbabwe...??!!!

Anonymous said...

(...) «Fónix»? não seria antes 'Fénix', renascendo das cinzas?

isso parece-me mais uma corruptela, bem ao estilo de um natural do'Zimbabué'!?

tal como essa coisa de misturar o 'mandar' com o 'deitar', i.e 'manda-se' (quem pode ;) 'deitar abaixo' ou, então, 'botar-abaixo' mais de acordo com outras popularuchas parolices, idiotices, enfim...

AB