Saturday, December 31, 2011

Jardins da Parede

Chegado por e-mail:

«Fw: Manutenção espaços verdes, Urb. Jardins da Parede - Parede (N/Refª Portal CRM 2011/776) PHC - 247779


Sou seguidor do blogue Cidadania em Cascais, o qual muito prezo pela ligação que me traz à realidade do concelho.
Nesse sentido, gostaria que, se possível, publicitasse de algum modo no blogue os tipos de vandalismo descritos no email em baixo, endereçado a mim pela EMAC após reclamação, por forma a chamar a atenção da comunidade para o tratamento dos espaços verdes do concelho (o caso é sobre os Jardins da Parede).
Agradeço a atenção e desejo, desde já, um excelente ano novo.
Com os melhores cumprimentos,

João Leal

...

From: Linha Verde
Sent: Monday, December 26, 2011 11:35 AM
To: João Leal
Cc: Dep. Ambiente
Subject: FW: Manutenção espaços verdes, Urb. Jardins da Parede - Parede (N/Refª Portal CRM 2011/776) PHC - 247779

Exmo. senhor,
Na sequência da solicitação que V. Exa. dirigiu à Câmara Municipal de Cascais e que posteriormente nos foi remetida no passado dia 17/10/2011 e que desde já agradecemos, vimos pelo presente informá-lo que os espaços verdes nos Jardins da Parede são alvo de muito vandalismo. Passamos então, a descrever as situações de vandalismo com que nos deparamos diariamente:

1- Nos sistemas de rega:
- Aspersores partidos;
- Aspersores desregulados na abertura;
- Aspersores roubados;
- Gota a gota cortado;
- O fecho das torneiras da alimentação da rega no verão.
2- Nos relvados e canteiros:
- Incalculáveis buracos, efectuados pelos cães;
- Os inúmeros dejectos caninos que são deixados para trás, após os passeios diários;
- As pedras deixadas nos relvados depois das brincadeiras, patrocinadas pelos donos desses animais;
- Canteiros totalmente danificados;
- Furto ininterrupto de plantas, entre outros estragos.
3- Nas árvores:
- Os ramos partidos, propositadamente;
- Os cortes que lhes são infligidos no tronco, por, supostamente, lhes estarem a obstruir a visibilidade;
- As que são mortas, recorrendo à utilização de produtos químicos.
4- Na casa das máquinas e bebedouros:
- Durante o verão passado, a casa das máquinas foi arrombada e a água desligada, provocando o estrago das três bombas ali existentes,
originando a acumulação de detritos no lago.
- Os bebedouros são, constantemente, danificados;
5- A iluminação:
- Nos candeeiros as campânulas e as caixas que protegem os fios de electricidades são, frequentemente, partidas.
6- Os bancos de Jardim:
- Este verão foram grafitados;
- Roubados e partidos;
7- Parque infantil:
- Os aparelhos são, sistematicamente, grafitados;
- Os aparelhos partidos;
- As redes de protecção partidas;
- São feitas fogueiras e deixadas garrafas de vidro partidas nestes espaços.

Todos estes actos de vandalismos são denunciados às autoridades competentes e têm resultado em diversas patrulhas e notificações, no entanto, mostram-se inglórias perante a persistência dos prevaricadores. Por este motivo, este tipo de procedimento torna difícil a manutenção e conservação dos parques infantis e de todos os espaços ajardinados nos Jardins da Parede.
Aproveitamos para informar que as situações anteriormente relatadas, têm vindo a ser reparadas gradualmente e como é do conhecimento geral, todas estas acções implicam investimentos humanos e sobretudo financeiros avultados, sendo estes suportados pelo Município ou seja, por todos os municipes de Cascais.
Sem outro assunto de momento e na expectativa de poder continuar a contar com a colaboração de V. Exa., no sentido de nos informar de eventuais situações que comprometam o grau de excelência que pretendemos para os nossos serviços, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Cordialmente,
Ana Ladeira
Departamento Espaços Públicos Verdes Urbanos
EMAC - Empresa de Ambiente de Cascais, E.M., S.A.

[...]

Data de Início 03-10-2011
Tipo Reclamação
Assunto Jardins da Parede - degradação
Mensagem Exmos Senhores,

Venho informar do número crescente de sistemas de rega danificados e espaços verdes em degradação nos Jardins da Parede. De facto, desde os bancos partidos, a sistemas de rega que bombeiam água para a calçada até aos espaços verdes mal tratados, a situação tem vindo a piorar desde à algum tempo. Agradecia assim a vossa atenção e seguimento do caso para que no futuro não tenha custos e reclamações acrescidos. Cumprimentos
João Leal»

Casa das Histórias apresenta nova temporada

In Diário de Notícias (29/12/2011)
por Alexandre Elias

«Inéditos de Paula Rego e espaços dedicados a nomes como Bruno Pacheco e Adriana Molder são algumas das apostas deste museu para 2012.

A Casa das Histórias Paula Rego (Cascais) vai estender as exposições "Oratório" e "O corpo tem mais cotovelos", ambas com encerramento previsto esta sexta-feira, até aos dias 5 e 19 de Fevereiro, respectivamente. Com 52 mil visitantes registados desde a inauguração destas duas exposições, em Julho, a afluência de público ao museu é o motivo para extensão da vida em sala destas peças.

No entanto, caberá ao artista plástico Bruno Pacheco o arranque oficial da programação para 2012, com o primeiro espaço de autor na Casa das Histórias (até agora, dedicada exclusivamente à obra de Paula Rego). O projecto de Bruno Pacheco inaugura no dia 1 de Março e será composto por pinturas de grandes dimensões que "desenvolve poderosas narrativas visuais que questionam os modelos de representação na arte contemporânea", descreve um representante da Casa das Histórias.

A 24 de Junho, data em que encerra o espaço dedicado a Bruno Pacheco, inauguram em simultâneo duas outras exposições, "Damas e Pé de Cabra", um diálogo entre obras de Paula Rego e Adriana Molder, que estará patente até ao fim de 2012, e "Mood/humor", uma remontagem da série "Possession", de Paula Rego, pertencente ao Museu de Serralves e inédita em Cascais e Lisboa.

No mesmo dia, a instituição inaugura uma remontagem a partir de algumas pinturas importantes da colecção expostas em Paris, com curadoria de Catarina Alfaro, e apresenta também um diálogo entre uma obra de Paula Rego - "O Anjo" (1998) - e parte de uma série inédita de trabalhos em desenho de Pedro Calapez. Esta mostra tem curadoria de Helena Freitas.»

Wednesday, December 21, 2011

E quando é que o mono vai abaixo?


Foi prometido que iria em Setembro passado... será que irá em 2012? Já chega, por favor.

Tuesday, December 13, 2011

Projecto 20 (Orçamento Participativo)






Chegadas por e-mail, eis algumas imagens do projecto 20 do OP, projecto destinado à praça da Quinta da Carreira, cujo resumo é:

«A área de intervenção corresponde a uma praça pavimentada, com árvores em caldeira, contornada por uma rua de sentido único que serve simultaneamente, lojas, edifícios de habitação e estacionamento. A proposta prevê o reordenamento do trânsito e estacionamento, assim como a requalificação das zonas de estada/zona lúdica com criação de zonas de esplanada e renovação da iluminação, pavimentação e mobiliário urbano. Promove-se igualmente a ligação da Praça com zona de acesso à estação, lado Norte, através de um lanço de escadas que rompe o muro existente e cria um pequeno anfiteatro.»


Mais fotos em aqui.

Monday, December 12, 2011

A distribuição de energia e o Conto do Vigário

"O conto do Vigário" de Fernando Pessoa, foi-nos oferecido com outra pérola de Antero de Quental: "Causas da decadência dos povos peninsulares". Junto vem também "A terra que um homem precisa" de Tolstoi, e no mesmo livrinho do conto de Pessoa "O sem-amor ou o major sem a serotonina" de António Bento.

O banho de cultura em forma de livrinhos de bolso é a prenda de Natal que a Digal (que distribui gás aqui no burgo) oferece este ano aos seus consumidores, continuando o que já vai sendo uma amável tradição e cujos gastos, seguramente, serão justificados como investimentos em cultura na parte politicamente correcta do relambório que é usado como penacho nas Finanças, e que nós lhes oferecemos dentro do nosso deve e haver do IRC... Mas até aqui tudo bem. Aplaudo e agradeço com toda a sinceridade à Digal, e desejo que esta, da parte das Finanças receba o bom e devido retorno.

É pena que a Digal ainda precise de ultrapassar a fronteira do tempo onde já não se discutem as relações entre forma e substância. É que com uma visão (talvez) arcaica e inocente, a pobre "forma" da colecção dos livros da "biblioteca Digal", condena rapidamente demais este embrulho, ao lixo ou à reciclagem do papel.
E isso é pena também, porque, para além da visão interventiva dos (bons) autores e sua recomendável escrita, o presente traz uma outra mensagem a que o consumidor deveria dar um pouco mais de atenção, e que se percebe na cartinha que acompanha o presente e que é assinada pelo Sr. Presidente do Conselho de Administração: Artur Caracol.

Depois de contrapôr a algumas realidades do mercado de fornecimento de energia, a forma como a Digal actua, assume-se então que os livros estão identificados "com os tempos que correm" e segue justificando as escolhas: "Se Antero de Quental nos traça um diagnóstico multissecular do problema, Tolstoi aponta-nos, além das causas, as consequências. Já Fernando Pessoa, em "O Conto do Vigário"(o lettering a carregado é da Digal), descreve numas fulminantes sete páginas de que forma a avidez e o ardil criam crimes ou crises sem culpados, como a que vivemos, afinal o expediente dos que dela vivem [...]". A seguir apresenta-se o texto de António Bento como contendo a prescrição para a cura...

É evidente que a Digal se debate para se manter no mercado do fornecimento da energia, e este seu presente quer por-nos a pensar em como a livre concorrência "em benefício do consumidor" é em Portugal, um conto do vigário, um jogo de cartas marcadas, onde habilmente o crime da batota e os preços ao consumidor, se desculpam com "interpretações criativas de leis". Por isso, o tal "benefício dos consumidores" é uma quimera fantasiosa, mas que na verdade tem consequências muito significativas nos custos de produção das empresas, e na factura das economias familiares, tal como, aliás, tem sido referenciado por muitos economistas e pela salvífica "troika"... mas, para os campeões da forma da retórica, este "detalhe" é sempre embrulhado em má-forma e, para quem pode e manda, tem o destino do lixo e da trituradora de documentos. O que fica, faz notícia e domina o mercado, é quem não é inocente com a "forma" e dela usa e abusa para escamotear a verdadeira substância.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: a simpática e útil Digal não deveria menosprezar os valores da "forma"para que a sua "substância" não seja desvalorizada.

Aproveito para retribuir à Digal os seus desejos de Santo Natal e Redentor Ano Novo, agradecendo o seu serviço e a prenda, que lerei com prazer.

Prémio Secil atribuído à Casa das Histórias, de Souto de Moura


In Sol Online (12/12/2011)

«O arquitecto Eduardo Souto de Moura recebe hoje, em Lisboa, o Prémio Secil Arquitectura 2010, atribuído pela Secil e a Ordem dos Arquitectos, pelo projecto da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.

Criado em 1992, o galardão distingue, de dois em dois anos, a mais significativa solução de arquitectura portuguesa, tendo o júri desta edição sido composto pelos arquitectos Nuno Brandão Costa, Siza Vieira, Diogo Seixas Lopes, Paula Silva, Luísa Marques e presidido por Duarte Cabral de Mello.

Esta é assim a terceira vez que Eduardo Souto de Moura é distinguido com o Prémio Secil, depois de em 2004 ter sido escolhido com o Estádio Municipal de Braga e, em 1992, ano da criação do prémio, com a construção da Casa das Artes no Porto.

O júri do Prémio Secil Arquitectura 2010 destacou a Casa das Histórias Paula Rego entre 16 obras finalistas de arquitectura que considerou de «qualidade exemplar», sublinhando que o edifício criado por Eduardo Souto de Moura «foi pensado tendo em conta os elementos fundamentais já existentes: o terreno e as árvores».

A atribuição do prémio foi anunciada no passado dia 15 de Setembro.

Eduardo Souto de Moura foi este ano o segundo português a conquistar o Pritzker - o maior galardão mundial da área da arquitectura - e já recebeu, entre outros galardões, o Prémio Internacional 'Pedra na Arquitectura' para a casa, em Braga, concedido pela Feira de Verona, e o prémio da secção portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA).

Nascido no Porto, a 25 de Julho de 1952, Souto de Moura faz parte do núcleo de profissionais da 'Escola do Porto', ao lado de Fernando Távora e Siza Vieira, tendo-se licenciado em 1980 pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.

Entre 1974 e 1979 colaborou com Álvaro Siza Vieira, o primeiro arquitecto português a ser distinguido com o Pritzker, em 1992.

Souto de Moura tem vindo a leccionar nalgumas das mais conceituadas escolas de arquitectura desde o início dos anos 1980: inicialmente na Faculdade de Arquitectura do Porto e, depois, em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurique e Lausanne.

A cerimónia do Prémio Secil de Arquitectura realiza-se a partir das 18:00 no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, estando previstas as presenças da ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

Na sessão será igualmente entregue o Prémio Secil Universidades Arquitectura 2010, este ano atribuído a oito projectos.

Lusa/SOL»

Friday, December 09, 2011

Escola D. Luís I classificada!


Anúncio n.º 18227/2011. D.R. n.º 235, Série II de 2011-12-09
Presidência do Conselho de Ministros - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P.
Projecto de decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) da Escola Monumento D. Luís I, freguesia de Cascais, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, e à fixação da respectiva zona especial de protecção (ZEP)


Foto. Google Earth

Boas notícias para a Quinta da Carreira!

Ainda sobre o palácio da Cidadela:



Wednesday, December 07, 2011

Classificada e morta.




Estrada da Alapraia, S. João do Estoril





...para lá da visão pungente que é ir-se vendo cair pinhas, galhos, e agulhas, e já se pressentindo a falta que fará a este sítio, ergue-se ainda como metáfora monumental e patética da visão do que se diz que é património, mas sobretudo, do destino daquilo que se classifica como "património" entre nós.
Cá por mim este "monumento" era mesmo património que quero crer ser de reconhecimento colectivo, mas o título e a placa eram-me indiferentes e desnecessários, como contributo para se perceber o seu real valor.

Morreu... acho eu. Enquanto ali estiver assim - cadáver - expõe as dúvidas quanto aos "porquês" da sua morte aparentemente súbita... num jardim tratado. Aguarda-se agora, o "espectáculo" do corte, desmonte e remoção do cadáver... que se espera venha a acontecer antes que os ramos mortos cedam e esta árvore se torne notícia, não pela beleza própria e monumental que emprestava a esta esquina, mas pelo fait-divers de atingir alguém ou algo provocando "danos materiais"

Wednesday, November 30, 2011

Proposta de revisão do PDM de Cascais abre porta à expansão para o interior do concelho

In Público Online (30/11/2011)
Por Carlos Filipe

«Mais espaço para indústria e a criação de emprego em zonas do interior norte do concelho, contenção urbanística nos perímetros urbanos, o desenvolvimento turístico entre o Estoril e Carcavelos e o respeito pela cultura e ambiente são linhas mestras para o desenvolvimento de Cascais, que terá um Plano Director Municipal revisto no final de 2012

As freguesias de Alcabideche e São Domingos de Rana, nos territórios a norte e que confinam com o vizinho concelho de Sintra, constituem oportunidades para o desenvolvimento sócio-económico de Cascais, admitiu, ontem à noite, o presidente da Câmara, Carlos Carreiras, em debate público realizado no Centro Cultural da vila e que serviu para apresentar a proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho.

As zonas de Manique a Tires, também a norte do Aeródromo Municipal, ou entre São Domingos de Rana e Trajouce foram apontadas como exemplo pelo autarca, como sendo capazes de captar investimento, fixar residentes e criar novas centralidades no concelho, mas também como forma de atenuar os movimentos pendulares para Lisboa.

A reestruturação urbana do território, com respeito pelos valores ambientais, é outra das linhas mestras da proposta em elaboração, cuja primeira versão deverá estar pronta em Fevereiro do próximo ano. A segunda será conhecida três meses depois, seguindo-se a discussão pública nos meses de Verão, e só em Dezembro seguirá para aprovação na Assembleia Municipal.

Terra para cultivar

Na apresentação das linhas gerais da proposta, Carlos Carreiras insistiu que os terrenos são bens escassos, pelo que a expansão urbanística será combatida por aquele novo instrumento de gestão do território. O município poderá potenciar ainda alguns perímetros urbanos, mas para os consolidar, ou “compacitar”, disse o autarca, acentuando que “o poder económico deve subordinar-se ao poder político, e não o contrário.”

Segundo os censos desde ano, Cascais aumentou em 20% a população residente relativamente aos dados de 2001, estimando-se em mais de 200 mil o número de residentes, mas mantém mais de 230 áreas de génese ilegal. Já o número de licenciamentos para habitação tem reduzido drasticamente nos últimos anos, factor que deverá ser levado em conta na revisão do PDM, quer no que se refere a novas urbanizações, que promovem mais impermeabilização dos solos, potenciando o risco de inundações no concelho. O que a nova ferramenta de gestão será incapaz de travar, devido a compromissos de licenciamento há muito assumidos, é o futuro empreendimento de Carcavelos-Sul, cujo plano de pormenor deverá arrancar brevemente. Mas a pressão imobiliária e sobre o ambiente, um dos riscos anotados pelo projecto de revisão, não deverá abrir caminho a novas excepções de ordem urbanística, sublinhou o presidente da câmara.

“Por mais legítimos que sejam os objectivos empresariais, muitas vezes eles conflituam com o bem estar das comunidades”, frisou Carlos Carreiras, explicando que “os recursos são tão escassos que não vai demorar muito tempo para que tenhamos que recuperar terrenos e voltar a agricultar.”

“Podemos mesmo desenvolver uma área agrícola no Pisão, junto ao autódromo [em pleno Parque Natural Sintra-Cascais], um dos terrenos mais férteis do concelho”, avançou Carreiras, admitindo que a actividade tem suscitado crescente interesse das populações pelas hortas, razão pela qual a câmara tem criado novos talhões comunitários.

Linha turística

Se as oportunidades de expansão encontram-se nas freguesias do interior, já a zona ribeirinha entre o Estoril e Carcavelos deverá potenciar a actividade turística. Disse Carlos Carreiras que há propostas para a implantação de novas unidades hoteleiras para aquela zona, da mesma forma que deverá aumentar o interesse pelas unidades de saúde e bem-estar. E ainda no campo do desenvolvimento turístico, o presidente da câmara referiu as negociações em curso com o Estado para a cedência da gestão do Autódromo do Estoril pelo município, que lhe pretende dar vitalidade, tornando-o um novo pólo de atracção.

“É preciso, porém, aproveitar o que ainda é verde, não só para o turismo, mas em prol da qualidade de vida das populações”, alertou Rómulo Machado, do Grupo Ecológico de Cascais, que diz concordar, na generalidade, com as premissas da proposta. “Desde que haja protecção intransigente das áreas verdes, não daquelas que ficam na área do Parque Natural, mas aquelas que se situam em zonas urbanas”, avalia o ecologista.A Câmara de Cascais promete diálogo contínuo com as populações durante o processo de revisão, admite que haverá conflitos quando forem abordados os temas relacionados com uma nova entrada para Cascais, mediante um possível prolongamento do final da auto-estrada A5, e na zona do Mato Romão, na estrada entre Birre e o Guncho. Segundo Rómulo Machado, aquela zona é a maior mancha verde do concelho fora da zona de influência do Parque Natural.»

...

E por que não pode ser travada a barbaridade em Carcavelos Sul?

Monday, November 28, 2011

Temos Palácio da Cidadela










Finalmente, temos de volta o Palácio da Presidência restaurado! É a prova, provada, de que quando há vontade há dinheiro e há trabalho. Em boa hora a CMC e a Presidência da República conseguiram juntar esforços ao Turismo e recuperar e reabrir ao público o edifício. Mesmo sendo um espaço quase sem mobiliário, os 5 euros da entrada são totalmente justificáveis. Parabéns a todos!

Câmara de Cascais admite assumir a gestão dos comboios da linha com Oeiras e Lisboa


In Público (26/12/2011)
Por Carlos Filipe
(Foto: Nuno Ferreira Santos)

«Os investimentos adiados na modernização da linha ferroviária de Cascais devido às dificuldades financeiras da CP e da Refer, e a degradação do material circulante, com impactes negativos crescentes no quotidiano dos munícipes e no turismo, levam o município de Cascais a ponderar a possibilidade de assumir a gestão daquela linha suburbana, o único sistema de transporte colectivo que assegura a ligação do concelho a Lisboa.

Mas para isso seria preciso que os concelhos vizinhos e o Governo alinhassem na ideia. Oeiras, para já, desconhece-a.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, já foi informado desta disponibilidade da Câmara de Cascais pelo seu presidente, Carlos Carreiras (PSD), segundo comunicou o autarca ao executivo municipal, no início desta semana. A questão foi levantada, ainda que por outro prisma, pela vereadora socialista Leonor Coutinho, que incentivou o presidente da autarquia a manifestar ao grupo de trabalho nomeado pelo Governo para elaborar o Plano Estratégico de Transportes (PET) - que deverá estar concluído no final do mês - a urgência da modernização da linha, o que poderia passar por uma diferente gestão da mesma.

A preocupação da socialista é comungada por Carlos Carreiras, para quem a linha de Cascais "é de grande importância estratégica, do ponto de vista social, mas também para o desenvolvimento económico do concelho". Adiantando que o assunto está em análise no grupo de trabalho do PET, Carlos Carreiras disse que já falou com o secretário de Estado sobre a possibilidade de controlo intermunicipal da gestão da linha e salientou a necessidade de acordo com as câmaras de Lisboa e Oeiras.

Contactado pelo PÚBLICO, Carlos Carreiras disse que só falaria sobre o assunto depois de o Governo se pronunciar sobre o PET.

A posição da Câmara de Lisboa não é ainda conhecida. Já a vereadora dos transportes de Oeiras, Madalena Castro, disse ontem que tal ideia nunca foi abordada consigo, ou transmitida ao grupo de vereadores da Mobilidade no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa. "A ser posta essa hipótese, teria que ser muito avaliada e ponderada, sustentada em estudos de viabilidade, já para não falar das condições dessa eventual transferência (tudo, ou só a exploração?). O (in)sucesso de uma futura gestão dependeria em grande parte do modelo que viesse a ser adoptado e das condições da transferência para os municípios", justificou Madalena Castro.»

Wednesday, November 23, 2011

Tuesday, November 22, 2011

Mobilidade em bicicleta

Chegado por e-mail:

«Para vossa informação:

http://diaummais.blogspot.com/2011/11/bicicletas-em-cascais.html.

João Fernandes»

Monday, November 21, 2011

Deixem lá as luzes! Ilumine-se o Comércio.

O tema das iluminações de Natal das nossas Cidades e da sua Baixa/Centro Histórico volta a estar na ordem do dia. Desde que me lembro, por ter acompanhado mais de perto o "problema", até por motivos de ordem profissional, os argumentos que as partes (leia-se, as Autarquias e as Associações de Comerciantes) sempre apresentaram não evoluiram tanto assim nas últimas duas décadas.Sem Comércio, não há Baixa; sem Baixa, não há Cidade; sem Comércio, não há Natal; sem Natal, não há Comércio; sem Iluminações, não há Comércio , nem Natal; etc..., etc... .Este ano, mercê também das várias crises que nos assolam ... sem dinheiro, não há iluminações.Tenho para mim, que é apenas o princípio do "fim da coisa", ou seja, tanto se falou (e bem), ao longo dos anos, da necessidade de as Associações de Comerciantes mobilizarem os seus associados para a "coisa" e, em simultâneo, do crescente mau estar e dificuldades das Autarquias em financiar a "coisa" que a "coisa" apagou-se! Claro, que à última da hora, lá aparecerão, como que por milagre da época, uns focos de luz nuns monumentos e edifícios mais emblemáticos, no entanto, o Comércio necessita de muito mais do que Iluminações, necessita de ser ... Iluminado.

Friday, November 18, 2011

O COMÉRCIO ... DA VOCAÇÃO COMERCIAL DA BAIXA DAS CIDADES

por João Barreta



Num conjunto de parâmetros a considerar no sentido de salvaguardar e dinamizar a vocação comercial que está inerente às cidades, o tema da animação surge quase de imediato. Para que os consumidores frequentem os espaços comerciais é necessário criar um motivo que os atraia - primeiro para a envolvente dos espaços comerciais e depois para o interior das lojas. Para tal efeito a animação do comércio é essencial, se bem que a mesma não deva ser entendida como um projecto da exclusiva responsabilidade dos comerciantes, mas sim do conjunto dos actores com papel relevante na dinâmica desses espaços urbanos.

Se cada um, por hipótese, pensar na localidade onde nasceu, vive ou trabalha, e focalizar o pensamento no chamado centro histórico, o comércio vêm-nos à ideia, quase de imediato, já que é quase impensável pensar os centros urbanos sem os relacionar de alguma forma com a actividade comercial.
Grande parte das nossas cidades terão nascido precisamente da realização periódica de muitas feiras e mercados, expoentes máximos do comércio de então, e que pela sua importância e popularidade viriam a exercer a sua influência no sentido de que o comércio se viesse a fixar.

É por isso que ainda hoje a actividade comercial, mais concretamente o comércio instalado nos centros urbanos, constitui uma das mais fiéis referências do dinamismo socioeconómico revelado pelas respectivas localidades, não sendo por acaso que vulgarmente distinguimos também, um centro urbano de outro, pela qualidade, quantidade, diversidade, concentração, densidade e/ou especialização da sua oferta comercial.

A crescente importância da actividade comercial tem vindo de certo modo a conquistar cada vez mais defensores, fruto não só da sua notória dimensão espacial, mas também pelo mérito que lhe é reconhecido por diversos quadrantes ligados ao tema da revitalização dos centros urbanos. É hoje “impensável” falar-se dessa revitalização sem abordar o papel do comércio e o seu imprescindível contributo no sentido de se conseguir resultados visíveis.

Obviamente que um comércio, devidamente dinamizado e gerido de forma conjunta, não será a solução para todos os males de que os centros urbanos enfermam, no entanto, creio que é pouco provável que algo se possa fazer em prol dos centros urbanos sem que a vertente do comércio seja um dos seus pilares estratégicos.

Daqui resulta também a constatação de que para saber ao certo quais as vocações dos centros urbanos, consolidá-las e dinamizá-las é basilar que todos os actores e entidades sejam envolvidos nestes processos, já que de há muito se terá percebido que não se trata de um problema exclusivo de arquitectos, urbanistas, economistas, engenheiros, gestores, sociólogos, autarcas, empresários (...), sendo sim uma questão que, interessando a todos, deve mobilizá-los, promovendo a participação activa e empenhada de todos.

A competição, cada vez mais notória, entre cidades, de um mesmo país e de uma mesma região, no sentido de fazer prevalecer características que atestam a sua vitalidade, seja ela económica ou outra, faz despoletar a necessidade de os centros urbanos se revelarem cada vez mais dinâmicos, atractivos e competitivos, distinguindo-se por via disso face aos seus “concorrentes próximos”.

Naturalmente que a atracção de tais zonas comerciais não estará dependente exclusivamente da animação que lhes é incutida pontualmente, ou de forma mais sistematizada com recurso a um plano de marketing, estando também dependente de um conjunto de factores, como a localização, os acessos, o estacionamento, o mix comercial, a segurança, etc... . Porém, as acções de animação, sob o pretexto de conciliar lazer e consumo têm o mérito de conseguir fazer com que o cidadão que até reside fora dos limites da dita sede de concelho desfrute também dessas iniciativas independentemente de se poder vir a “transformar”, ou não, em consumidor, pelo que a animação encetada é potenciadora da capacidade de atracção desses centros urbanos.

Mais do que uma necessidade de revitalizar os centros urbanos, a modernização e a dinamização do seu tecido comercial acaba por ser a optimização de uma vocação que lhes estará inerente desde sempre, sendo certo também que a animação poderá assegurar uma indispensável e decisiva dinâmica de continuidade.

Wednesday, November 16, 2011

Governo extingue Centro Hospitalar de Cascais

In Sol Online (16/11/2011)

«O Centro Hospitalar de Cascais vai ser extinto e fundido com a Administração Regional de Lisboa, por não cumprir os requisitos que justificaram a sua criação e porque todas as suas actuais atribuições podem ser entregues àquele organismo.

A decisão, com efeitos a partir de quinta-feira, dia 17 de Novembro, consta de uma portaria conjunta dos ministérios das Finanças e da Saúde, publicada hoje em Diário da República.

De acordo com o diploma, o Centro Hospitalar de Cascais é extinto por fusão com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que lhe sucede “na totalidade das suas atribuições e competências e em todos os direitos e obrigações que subsistam na sua titularidade, independentemente de quaisquer formalidades”.

Neste âmbito, caberá ao presidente do Conselho Directivo da ARSLVT praticar todos os actos e adoptar todas as providências necessárias para cessar a actividade do centro hospitalar e reafectar os recursos.

No entanto, os membros do conselho de administração do Centro Hospitalar de Cascais, no cargo à data da entrada em vigor do diploma, mantêm-se no exercício das suas funções de gestão até à conclusão de todas as operações de fusão.

Durante esse período «devem prestar toda a colaboração ao conselho directivo da ARSLVT, em tudo o que seja necessário ao processo de fusão, sendo ainda responsáveis pela execução orçamental até ao seu termo», especifica o diploma.

Na base da decisão constante desta portaria está o facto de se terem deixado de «verificar os requisitos que justificaram a criação» do centro hospitalar.

Além disso, não subsistem atribuições que não possam ser prosseguidas por outra entidade já existente no Ministério da Saúde, «sendo imperioso racionalizar e tornar mais eficiente a gestão dos bens públicos em causa, diminuindo de forma significativa os custos de estrutura actuais».

O Centro Hospitalar de Cascais foi criado em 2000, enquanto medida de reorganização assistencial capaz de potenciar a rentabilização das unidades hospitalares e recursos públicos então disponíveis para a prestação directa de cuidados clínicos naquela zona.

Oito anos depois, o Estado português, representado pela ARSLVT, celebrou com a HPP Saúde — Parcerias Cascais um contrato de gestão relativo à concepção, ao projecto, à construção, ao financiamento, à manutenção e à exploração do novo Hospital de Cascais, em regime de parceria público-privada.

No âmbito desse contrato, o Estado Português obrigou-se a transmitir o antigo Hospital de Cascais integrado no Centro Hospitalar à HPP Saúde, que assumiu a obrigação de o gerir até à conclusão da construção do edifício a ser afecto ao novo Hospital de Cascais.

Com a transmissão desse estabelecimento hospitalar, foram também transmitidos à HPP Saúde um conjunto de bens e relações jurídicas de que era titular o Centro Hospitalar de Cascais, nomeadamente bens móveis, equipamentos e relações contratuais existentes com terceiros.

No início de 2010, com a inauguração do novo edifício hospitalar foi transferido o hospital e libertados os antigos edifícios, tendo o Centro Hospitalar de Cascais reassumido a sua posição de arrendatário.

Lusa/SOL»

Tuesday, November 15, 2011

Paisagem Classificada de Sintra - QUERCUS condena novo arboricídio em curso

Não é em Cascais mas é como se fosse...


Recebido por e-mail:

«A Câmara Municipal de Sintra está a levar a cabo novo abate de árvores centenárias em plena Vila histórica: depois de dois plátanos localizados junto ao Palácio da Vila, foram já abatidas várias tílias de grande porte na Rua D. João de Castro, as quais haviam sido objecto de severas podas em Abril do ano passado, como já então denunciado pela QUERCUS. [1, 2]

O efeito regulador destas árvores no ambiente urbano, a sua contribuição para absorver os impactes da circulação rodoviária, e ainda o seu valor cénico e estético em local (ainda) classificado pela UNESCO, foram implacavelmente aniquilados, sem que aparentemente tenham sido consideradas alternativas para a conservação deste património arbóreo.

Acresce que, não obstante o direito à informação legalmente consignado, uma vez mais não se dignaram os Serviços camarários fornecer qualquer informação prévia à população sobre a intervenção prevista e o suporte técnico respectivo: estudos técnicos de diagnóstico fitossanitário e análise da estabilidade biomecânica das árvores que justifiquem ou recomendem as intervenções/abates de que foram alvo.

A decisão de abate de uma árvore, enquanto bem público e elemento fundamental do ambiente urbano que é, deverá ser sempre um último recurso, a ponderar de forma fundamentada e criteriosa.

Neste contexto, o Núcleo de Lisboa da QUERCUS, não pode deixar de condenar quaisquer intervenções camarárias que impliquem a destruição de mais exemplares arbóreos na Vila de Sintra, salvo se imperiosas e justificadas razões fitossanitárias o recomendassem.

Não sendo conhecidas, nem tendo sido atempadamente divulgadas tais razões, foram pela QUERCUS solicitados, com carácter de urgência, diversos esclarecimentos ao Presidente da Câmara Municipal respectiva, no que concerne à intervenção em curso, bem como as razões, de índole fitossanitária ou outra, subjacentes aos abates verificados.

Entendemos que qualquer intervenção camarária no arvoredo público de Sintra deve ser tecnicamente justificada e ambientalmente sustentada.

O Núcleo Regional de Lisboa da QUERCUS - A.N.C.N. deplora a atitude da Câmara Municipal de Sintra e apela à imediata suspensão dos trabalhos de abate em curso, bem como à divulgação pública das razões que o determinaram

Porque o património arbóreo de Sintra é, também, Património da Humanidade!


Lisboa 14 de Novembro de 2011

Notas:
1 Novo Arboricídio em Sintra - Centenas de árvores podadas incorrectamente e fora de época
http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=3200
2 Rua D. João de Castro em Sintra, fotos de 21-04-2010 - Blog Rio das Maças
http://riodasmacas.blogspot.com/2010/04/sem-mais-comentarios.html»

Thursday, November 10, 2011

Associativismo no sector do Comércio e Serviços - a União faz a Força!

Todos sabemos que as Associações (do Comércio e não só!) não se conseguem manter, bem longe disso, apenas com as quotizações dos seus associados, no entanto, há que pôr a questão também noutros termos, isto é, de que forma é que será possível fazer com que os associados passem a pagar quotas de um valor mais significativo de modo a que o conjunto das quotizações represente uma parcela representativa no total das receitas ? Naturalmente que, e porque estamos a tratar de um universo constituído por empresários e comerciantes (convém apesar de tudo distinguir as duas tipologias!), os associados estarão dispostos a pagar mais se constatarem que esse pagamento corresponde a uma satisfação de necessidades que, por exemplo, o corpo técnico da Associação lhe garanta de uma forma eficaz e eficiente, quando comparado com “outros prestadores de serviços da mesma índole”. Refiro-me, por exemplo, a serviços de consultoria fiscal, consultoria jurídica, contabilidade, consultoria de gestão, serviços de vitrinismo, serviços de merchandising, serviços de marketing e/ou publicidade, entre outros. Quem acompanhou a evolução do tecido associativo em Portugal, nos últimos 10-15 anos, constata que as estruturas associativas de hoje pouco ou nada terão a ver com aquilo que se então se passava. O dinamismo e a profissionalização vieram substituir a carolice e o amadorismo, apesar de curiosamente tal transição nem sempre ter implicado a substituição de pessoas em determinado tipo de cargos. Neste âmbito é extremamente importante não esquecer de referir aquilo que o PROCOM (Programa de Apoio à Modernização do Comércio), mais concretamente a Medida referente ao Associativismo, conseguiu incutir nas Associações Comerciais. Que pena não termos ainda ouvido uma palavra sobre Comércio (sua revitalização, dinamização e ... possível salvação!) da parte do nosso actual Governo!!!