Thursday, July 15, 2010

Abençoado microclima

O dicionário não deixa margem para dúvidas: «Conjunto das condições de temperatura, de humidade e de vento peculiares a um espaço homogéneo de pequena extensão à superfície do solo». Convenhamos, portanto, que o termo microclima não se deve aplicar nem à imensidão de praia que se chama Guincho nem àquele troço de «Cornualha» que vai, não da península celta que dizem ter tido tudo que ver com Camelot, mas desde o impoluto Cabo da Roca (inclusive) à cada vez mais urbanizada e inversamente autêntica Ericeira (exclusive), passa pelas celebérrimas praias Grande e Maçãs (cadê as macieiras?), estuários de um Banzão infelizmente «démodé», pelas casas de mestre Arq. Lino (imagino quantos fantasmas não viverão por detrás daquelas austeras fachadas brancas com portadas em madeira colorida) no caminho para as “amalfitanas” Azenhas, não se olvidando nunca das agrestes Ursa, Aguda e Adraga, a tal onde Raul Proença imaginou um gigante adormecido fazendo de promontório rochoso (irra, nunca mais chega o ponto final) e onde o peixe grelhado é ora maior que o mar bravo (finalmente). Contudo aplica-se-lhes e aplicamos-lhes.

Quer num quer noutro caso, mas mormente no da melhor praia do mundo, o Guincho – e peço perdão a todas as outras, às nacionais e às estrangeiras, meridionais e tropicais, do hemisfério Norte ao congénere dos antípodas –; tem sido o seu microclima a garantia, ano após ano, década após década, de que aquela praia jamais será manchete por guerras entre «gangs». Nem mesmo no dia em que a auto-estrada esventrar o que resta esventrar do mato de Birre à Charneca. Será mais certo «o mar dar batatas e o céu em chamas se tornar» do que ver o areal daquela praia ser tomado de assalto por explosões de violência que não as dos deuses e titãs dos ventos, no caso Bóreas, o do Norte, ali omnipresente ele costuma ser, para grande revolta dos seus frequentadores obsessivos, maioritariamente masoquistas, lote em que me incluo, aliás.

Não interessa se fazem 40º à sombra dos toldos piramidais reciclados das praias da Linha, ou se não se mexe um grão que seja dessas areias importadas: os poucos km que vão da Guia ou da Malveira da Serra ao Guincho traduzem-se, geralmente, numa variação radical de vento e temperatura, capaz de fazer passar a cor hasteada de verde a vermelho no espaço de segundos. Por vezes o vento é tal que nem Lawrence o aguentaria, quanto mais uma geração «pitbull». Igual seguradora a humidade que vem do mar sob a forma de neblina e sobe a encosta da serra sem apelo nem agravo, fazendo suar o mais granítico dos penedos de Sintra. Não há mesmo bolsa que aguente, por mais nova-rica que seja, tanta despesa em tintas e telhas novas para as casas licenciadas (ou não) sobre as arribas. Benditos microclimas!




In Jornal de Notícias (15.7.2010)

Tuesday, July 13, 2010

Nove mil pessoas do Estoril sem médico de família forçadas a mudar de centro de saúde


In Público (13/7/2010)
Por Cláudia Sobral

«Associação de Moradores da Quinta da Carreira, em São João do Estoril, não baixa os braços e queixa-se à ministra da Saúde

Passaram-se anos sem que Maria José Afonso fosse a uma consulta no antigo Centro de Saúde do Estoril. Entretanto construiu-se um novo, em São João. Transferiram-se médicos e utentes. E eliminaram-se das listas os nomes dos que não faziam uso do serviço. Quando tentou marcar uma consulta, já no novo centro, disseram-lhe que como não tinha médico de família só poderia ser atendida em Alcabideche. A Associação de Moradores da Quinta da Carreira (AMQC), em São João do Estoril, está revoltada e já se dirigiu à ministra da Saúde, Ana Jorge, a pedir que inverta esta situação que afecta 9000 utentes.

Mais de um terço dos cerca de 23.700 residentes do Estoril (dados do último Censos) estão sem médicos de família. E, por essa razão, terão de deslocar-se ao Centro de Saúde de Alcabideche, outra freguesia do concelho, mais longe das estações de comboios. As excepções são grávidas ou crianças, que podem ser atendidas no Estoril, garante a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais, Helena Baptista da Costa.

A petição enviada à ministra reuniu 850 assinaturas e o nome que a encabeça é o do próprio presidente da Junta de Freguesia do Estoril, Luciano Gonçalves Mourão, que não concorda com a "transferência" destes utentes. Helena Baptista Costa diz não ter havido nenhuma transferência. "O país tem sérias dificuldades na atribuição de médicos de família. Encontrámos uma solução através de uma empresa prestadora de serviços e, por questões de gestão, tivemos de a centralizar", diz.

A localização é um dos maiores problemas apontados pelos moradores da Quinta da Carreira. "Os moradores abdicaram de um espaço privilegiado, com vista para o mar, para a construção de um centro de Saúde a que agora não têm direito", reclama o presidente da direcção da AMQC.

Já a directora executiva do ACES de Cascais explica que o local é precisamente um dos principais motivos para a colocação desses serviços em Alcabideche, porque "o maior número de utentes sem médico pertence" a essa freguesia. Para além disso, refere, há uma maior proximidade do Hospital de Cascais. O problema, explica o presidente da direcção da AMQC, é que em Alcabideche "nem sequer há comboios".

Helena Baptista da Costa aponta ainda outros dois motivos que justificam a decisão: melhor gestão de recursos e maior disponibilidade de gabinetes em Alcabideche. Para Carlos Guimarães, isso não é justificação. "O último andar do Centro de Saúde do Estoril, aquele com melhores vistas para o mar, está inteiramente ocupado com serviços administrativos", afirma. E faz questão de subir até ao terceiro andar para o provar. "Claro que eles estão muito melhor aqui do que em Alcabideche." No Centro de Saúde de Alcabideche, a maioria dos utentes que ontem aguardavam pela sua consulta eram daquela freguesia.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Saúde não fez comentários até ao fecho desta edição.

A AMQC aguarda uma resposta das entidades a quem enviou a petição, como deputados, provedor de Justiça e até mesmo o Presidente da República. Para já, a posição do ACES de Cascais mantém-se irredutível. Os utentes de São João sem médico de família, salvo as devidas excepções, deverão dirigir-se a Alcabideche. Uns fazem-no, outros preferem recorrer ao atendimento em clínicas e hospitais privados.»

Monday, July 12, 2010

A melhor divulgação feita nos últimos tempos sobre o vinho de Carcavelos?


Aconteceu na TVI, passe a publicidade.

Sunday, July 11, 2010

Outra vez?


O largo Cidade de Victória esteve largos meses em obras que terminaram recentemente. Pois quem passe por lá hoje verá a imagem que se junta. Avaria, diz uma tabuleta no local! Sabendo que subsolo está cheio de tubagens das instalações eléctricas e outras, não auguro nada de bom àquele novo pavimento.

Deliberações da Reunião Ordinária Pública de Câmara de dia 28 de Junho de 2010

A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Ordinária Pública de dia 28 de Junho, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a aplicação de uma Taxa Municipal aos operadores de redes de gás natural ou propano pela utilização de redes municipais instaladas no subsolo urbano do domínio público. Objectivo importante para a gestão do território, com implicação nas receitas dos municípios, esta taxa visa criar condições para que os mesmos possam suportar os custos de gestão do espaço canal do subsolo urbano, do domínio público.

2. Adjudicar a construção do projecto "Circular Interna de Manique" à empresa Sanestradas, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo valor de €750.645,00. Com duração prevista de 150 dias, esta obra visa resolver em larga medida os problemas viários com que a povoação de Manique se depara actualmente, fruto do atravessamento do centro urbano por um eixo viário estruturante do concelho, principal ligação rodoviária entre Tires / S. Domingos de Rana e Estoril / Alcabideche, sendo ainda uma via distribuidora de trânsito local. O projecto compreende trabalhos de movimento de terras, infra-estruturas (saneamento, rede de águas, telecomunicações, electricidade e iluminação pública), bem como pavimentação, sinalização, segurança, construção de um pontão para atravessamento da Ribeira de Manique e execução de um projecto de enquadramento paisagístico.

3. Atribuir um subsídio no valor de €20.000,00 à Associação Empresarial do Concelho de Cascais para Requalificação do Gabinete Médico nas instalações propriedade do município sitas na freguesia do Estoril. A AAECC garantiu nos últimos anos consultas de medicina no trabalho aos seus associados e outros interessados. Obrigatórias por lei, estas consultas que em muito contribuíram para a prevenção dos riscos profissionais e para a promoção da saúde. O novo gabinete vem dar resposta às exigências legais mais recentes que obrigam a alterar as condições de oferta deste importante serviço de apoio à actividade económica.

4. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 20.000,00 à Associação de Profissionais de Pesca de Cascais para apoio à actividade desenvolvida, bem como para complementar necessidades de formação profissional.

5. Aprovar a atribuição de um subsídio global no valor de €328.582,08 às administrações conjuntas de moradores e proprietários de diversas Áreas Urbanas de Génese Ilegal do Concelho, a título de comparticipação financeira na realização de obras de infra-estruturas e por substituição dos proprietários não aderentes.

6. Aprovar o protocolo de colaboração entre o Município e a Agência Municipal DNA Cascais, bem como a atribuição de um subsídio anual de €130.000,00. Este protocolo visa estabelecer uma articulação continuada no desenvolvimento de projectos e actividades no âmbito dos quatro Eixos Geração C - Cidadania / Participação, Emprego e Formação, Habitação e Comunicação/lnformação.

7. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 190.578,00 à Agência Municipal Cascais Natura, no âmbito do Programa Natura Observa 2010, para apoio às despesas de funcionamento.

8. Atribuir um subsídio no valor de €18.500,00 à Fundação D. Luís I, para apoio ao funcionamento do Serviço Cultural e Educativo no âmbito do qual, ao longo do ano, são desenvolvidas diversas acções de formação/informação para pais e educadores.

9. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 25.000,00 à Cercica – Cooperativa de Ensino e Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados de Cascais, para apoio a despesas com transporte de alunos portadores de deficiência para os estabelecimentos de ensino regular com salas de apoio e para o Núcleo de Apoio Auditivo situado na Escola do Primeiro Ciclo do Ensino Básico das Areias, S. João do Estoril.

10. Atribuir um subsídio no valor global de €175.405,57 às seis instituições parceiras da Câmara Municipal no âmbito do Programa Alimentar, as quais, no ano lectivo em curso, fornecem refeições a 21 estabelecimentos de ensino, entre Jardins-de-lnfância e Escolas do 1° Ciclo.

11. Aprovar o contrato-programa entre o Município de Cascais e o Clube Nacional de Ginástica para substituição da cobertura do pavilhão do clube, obra que a Câmara de Cascais apoia com uma verba no valor de €28.851,00.

12. Aprovar o contrato-programa entre o Município de Cascais e o Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos para recuperação do pavimento de madeira, obra que a Câmara apoia com uma verba de €28.183,79.

13. Atribuir um subsídio global no valor de € 9.270,81 a diversas instituições concelhias no âmbito do Projecto “Guardiões da Acessibilidade”. A decorrer desde o ano lectivo 2003/2004, este projecto visa sensibilizar a população escolar para as questões da inclusão das pessoas portadoras de deficiência, despertando a comunidade para a necessidade de se garantir acessibilidade para todos. No ano lectivo 2009/2010 este projecto tornou possível a realização de iniciativas de formação e sensibilização em 12 estabelecimentos de ensino concelhios.

Saturday, July 10, 2010

Cascais corta na despesa e faz cerco à receita


In Público (10/7/2010)
Por Carlos Filipe

«Quebra nos impostos e pressão nos custos sociais leva autarquia a apresentar medidas para racionalizar os gastos e combater os excessos municipais

O segundo concelho português mais bem cotado no ranking da eficiência financeira (segundo os dados de 2008 do anuário dos municípios portugueses) anunciou ontem a adopção de um pacote de medidas para poupar dinheiro, evitar excessos e liquidar mais receita.

O conjunto de medidas, diz o comunicado camarário, visa "criar uma bolsa de poupança, que permita reconduzir os valores a níveis considerados prudentes face à conjuntura actual, reforçando a intervenção nas áreas sociais e garantido a manutenção de investimento".

A mesma nota refere que Portugal "foi apanhado no turbilhão de uma (des)ordem mundial, com uma economia desestruturada e com escassez de recursos", e que "a aplicação de medidas de estímulo de pouco serviram, ou foram mal canalizadas, acabando a nossa economia por alinhar com as menos bem preparadas".

Refere a nota concelhia que o Plano de Estabilidade e Crescimento nacional provocará um acréscimo das despesas municipais por força do aumento do IVA, e que a colecta de impostos municipais decresceu 21 por cento em 2009 na tributação directa. Daí que o executivo liderado por António Capucho (PSD) preveja "uma grande imprevisibilidade na projecção das receitas municipais", lê-se na nota municipal.

Cativar financiamento dos departamentos e de saldos das Grandes Opções do Plano para 2010 são tidos como medidas imediatas. Outras prevêem a alienação e colocação no mercado de arrendamento de imóveis municipais para rentabilização; redução em 20 por cento, para 2011, das dotações para protocolos e subsídios, com excepção daqueles que tenham cariz social (IPSS) e reforço do apoio às acções desenvolvidas pela Santa Casa da Misericórdia de Cascais.

Prevê ainda a autarquia alterar a tabela de taxas de modo a permitir o aluguer de espaços públicos a privados, da mesma forma que quer reduzir o endividamento empresarial municipal; afectação de cinco por cento da receita de IMI/IMT a um Fundo de Coesão Social Municipal e redução em 50 por cento das dotações financeiras com eventos previstos para 2011; levantamento da derrama paga no concelho de Cascais, visando fazer cumprir a legislação vigente; notificação dos superficiários e arrendatários de terrenos municipais das verbas em falta.

A autarquia conta rentabilizar os parques de estacionamento do Cascais Center, do hipódromo e do (futuro) parque Palmela. Nos recursos humanos, quer promover um controlo efectivo da massa salarial global no universo municipal, com reflexo directo na suspensão da contratação e na contenção de horas extraordinárias.»

Friday, July 09, 2010

Ainda o mono:

Chegado por e-mail:


Estimado Paulo Ferrero


Ainda em relação à fatídica monstruosidade colocada às portas da nossa "casa" talvez nesta outra perspectiva, com o aproveitamento e sem demolição pudésse fazer algum sentido ...

ESTORIL - LEGOLAND - Novo Parque Temático no Concelho de Cascais

A empresa internacional de produção de brinquedos de construção LEGO acabou de assinar um protocolo com a autarquia e os promotores do novo edifício do Estoril Sol para associar a sua imagem à Vila de Cascais e utilizar o edificio à entrada da Vila para promover um novo Parque Temático que irá ser construído no Concelho de Cascais com o nome "Estoril LegoLand" precisamente por detrás do polémico edificio, no Parque Palmela.

O investimento na criação do LegoLand do Estoril rondará os 150 milhões de Euros e prevê-se uma afluência de cerca de 188.000 pessoas mês ao local estando prevista a sua abertura para o principio de 2011.

Grande Abraço

PRS

Vandalismo e etc.

Cinco árvores jovens apareceram partidas propositadamente, na Av. Fausto de Figueiredo, no Estoril. Coincide no tempo com os distúrbios no Tamariz, mas também pode ser obra de vândalos locais. Lamentável.
Lamentável é também a imposição de parqueamento pago no Jardim dos Passarinhos, Monte Estoril, infernizando a vida aos frequentadores da zona. Também não está fácil o acesso ao paredão do lado de Cascais, já que as obras do novo túnel nunca mais acabam, impedindo inclusivamente que os hospedes do único grande hotel que resta no concelho tenham acesso à praia. E já agora, bem pode a C.M.C. começar a pensar na repavimentação do paredão, pois, como é óbvio, este novo pavimento está uma ruina ao fim de quatro anos.

Tuesday, July 06, 2010

PSP mais atenta após incidentes de domingo na praia do TamarizPSP mais atenta após incidentes de domingo na praia do Tamariz

In Público (6/7/2010)
Por Marisa Soares

«Empresários da restauração preocupados com clima de insegurança na praia e nos comboios. Nem todos os banhistas partilham dos receios

Menos denúncias
MAI garante reforço policial mas não avança com números

De olhos postos no areal, dois agentes da PSP vigiavam ontem, por volta das 14h, os banhistas que aproveitaram as temperaturas altas para um mergulho na praia do Tamariz, no Estoril. Pouco depois, mais três polícias passavam no paredão. Foi um início de tarde calmo, pelo menos até às 15h30, quando chegou uma das duas equipas de intervenção rápida destacadas para as praias da linha de Cascais, no âmbito da operação Verão Seguro, para prevenir um desacato que parecia tomar forma entre grupos de jovens banhistas.

O cenário contrasta com o que se passou anteontem. "No domingo, antes dos incidentes, não vi cá a polícia", critica António Lopes, proprietário do restaurante onde se refugiou um dos grupos envolvidos em confrontos, entre a praia do Tamariz e a de São João. Segundo a PSP, os desacatos ocorreram entre as 13h30 e as 14h, e envolveram dois grupos com "cerca de dez cidadãos". Terá havido um "desentendimento entre alguns membros de ambos os grupos", que acabaram em agressões físicas e com recurso a facas e a uma arma de fogo.

Os disparos e todo o aparato assustaram não só os clientes do restaurante, maioritariamente estrangeiros, mas também os banhistas que anteontem encheram o areal. "Passei o resto da tarde sem ninguém", diz o comerciante.

"As praias do Estoril estão a perder qualidade", lamenta, referindo-se ao "género" de pessoas que agora frequentam a zona. "Falta vigilância permanente. Só a presença dos agentes já é um elemento dissuasor", afirma António Lopes.

O desabafo é partilhado pelos responsáveis de dois restaurantes do Tamariz, que reclamam mais policiamento. "Ainda não vi cá este ano o corpo de intervenção, e isso é fundamental", refere um deles, que pediu para não ser identificado. Os empresários temem que a insegurança - na praia e nos comboios da Linha de Cascais -, aliada à crise, possa afastar os banhistas habituais e os turistas.

"Não quero dramatizar, mas estou preocupado", diz Carlos Vagos, que aproveitou o sol e as férias para um passeio na praia do Tamariz. "Não me sinto inseguro nem tive qualquer problema", diz, por seu lado, um jovem que ontem foi pela primeira vez àquela praia. De passagem no paredão, após um banho de mar, Amélia Baptista também está descontraída. "Não costumo frequentar esta praia, prefiro a Costa da Caparica. Mas os problemas acontecem em todo o lado", lembra.»

Monday, July 05, 2010

Praia do Tamariz palco de confrontos

In Público (5/7/2010)

«Confrontos entre dois grupos rivais de jovens na praia do Tamariz, Cascais, e no passeio marítimo causaram ontem o pânico entre os banhistas.

Classificando os incidentes como "muito graves", o presidente da Câmara, António Capucho, exige que o ministro da Administração Interna ali vá "imediatamente", acompanhado do ministro da Economia ou do secretário de Estado do Turismo, para analisar a situação e tomar as "medidas de emergência que se impõem". "Estão a estoirar com a imagem do Estoril", observa Capucho, explicando que muitos dos visitantes que se deslocaram este fim-de-semana a Cascais para participarem no festival de jazz, no festival de moda e nos congressos que ali decorreram assistiram aos desacatos - dos quais terá resultado um ferido com arma branca.

Tudo se passou perto das 14h, no paredão. Durante os confrontos um dos grupos refugiou-se num dos restaurantes entre o Tamariz e a Praia da Poça, tendo sido alvejado, sem sucesso, pelo grupo rival. Ter-se-ão registado pelo menos quatro disparos. Uma hora mais tarde repetiram-se os desacatos.

"O que se passou revela a negligência do Governo em matéria de segurança e vem afectar ainda mais e de forma brutal o turismo de qualidade que é a trave-mestra do desenvolvimento do concelho", refere um comunicado do presidente da câmara, que considera "inaceitável e irresponsável" a forma de patrulhamento policial da zona das praias planeada para este Verão. A.H.»

Friday, July 02, 2010

Thursday, July 01, 2010

Esplanadas: não há fome que não dê em fartura

Recuando 20 anos, era ver o lisboeta acotovelar-se por um lugar ao Sol nas poucas esplanadas existentes no então espaço público. Poucas havia dignas efectivamente desse nome mas a da Mexicana era destino cativo de peregrinação das mais variadas clientelas, noite adentro, por vezes até depois do fecho e das cadeiras estarem presas a cadeado, não fosse algum dos “motards” clientes decidir levar Av. Roma acima a reboque uma qualquer delas. O resto era um deserto, tal a sede de quem sabia o que perdia e Lisboa pedia: havia mais uma ou outra a registar, mais por graça ao local onde estava montada (ex. Rossio, Belém) do que propriamente pelo serviço prestado.

Hoje, e ainda bem, tudo mudou, ainda que, infelizmente, a qualidade não tenha acompanhado o “boom” na quantidade. A requalificação das Docas de Alcântara foi o pontapé de saída (terminologia oportunista), a partir daí surgiram um sem-número de esplanadas um pouco por toda a cidade, sobretudo nos locais onde o trânsito automóvel foi condicionado (Baixa, etc.). Ultimamente, a CML apostou, também bem, na abertura massiva de quiosques e esplanadas em quase todos os jardins que ainda não os tinham e nos miradouros que nunca sonharam tê-los. Nuns casos foi uma decisão acertadíssima, noutros terá pecado por excesso, como no jardim “play station” em que se tornou o Campo Pequeno, hoje um espaço descaradamente inenarrável.

O mesmo se pode dizer do que proliferou ao longo da chamada Linha, em que o Paredão desde Oeiras a Cascais substituiu as esplanadas das até então monopolistas Arcadas do Estoril, hoje claramente subaproveitadas. Agora, bordejando os areais daquela costa há dezenas e dezenas, senão centenas, de esplanadas e pré-fabricados, umas mais ou menos enquadráveis que outras mas todas como resultado do encontro inevitável entre o aumento exponencial da procura pelo lazer junto ao mar e a capacidade “notável” de licenciamento pelas respectivas câmaras municipais. O Largo Camões, em Cascais, é exemplo maior dessa saturação do espaço público em prol do guarda-sol e do excesso de cadeiras.

Chegados aqui há que parar para pensar e … regulamentar. É impossível continuarmos a ter situações como as das alfacinhas Portas de Santo Antão e Rua dos Douradores, em que o peão é obrigado a ziguezaguear para não embater nas cadeiras, e em São Nicolau em que temos nem 1m livre junto aos edifícios para passar, correndo o risco de levar com uma sopa ou um jarro de sangria em cima. E essa espécie de mobiliário, de plástico “fruticolor” e de gosto duvidoso, que nos impinge publicidade, mais a tendinha sem jeito e o improvisado pára-vento. Mais o televisor ou o rádio da praxe, emitindo a decibéis insuportáveis! Haja coragem em regulamentar as esplanadas. Nem oito nem oitenta!




In Jornal de Notícias (1.7.2010)

A CMC, em Reunião Pública de dia 28.06, entre outras matérias, deliberou:

[...] 2. Adjudicar a construção do projecto "Circular Interna de Manique" à empresa Sanestradas, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo valor de €750.645,00. Com duração prevista de 150 dias, esta obra visa resolver em larga medida os problemas viários com que a povoação de Manique se depara actualmente, fruto do atravessamento do centro urbano por um eixo viário estruturante do concelho, principal ligação rodoviária entre Tires / S. Domingos de Rana e Estoril / Alcabideche, sendo ainda uma via distribuidora de trânsito local. O projecto compreende trabalhos de movimento de terras, infra-estruturas (saneamento, rede de águas, telecomunicações, electricidade e iluminação pública), bem como pavimentação, sinalização, segurança, construção de um pontão para atravessamento da Ribeira de Manique e execução de um projecto de enquadramento paisagístico. [...]

Monday, June 28, 2010

Feira do Artesanato

Quatro praias de Cascais continuam com água imprópria

In TSF (26/6/2010)

«Ontem às 13:58Quatro praias do concelho de Cascais «continuam a não estar próprias para os banhistas», de acordo com o responsável da divisão de saúde ambiental da Direcção Geral de Saúde (DGS), uma situação que é contestada pela autarquia.

«A praia dos Pescadores, Duquesa, Rainha e Conceição continuam a não estar próprias para os banhistas, porque não reúnem as condições necessárias [em termos de qualidade da água] para que sejam consideradas zonas balneares», afirmou Paulo Diegues, também membro da Comissão Técnica de Acompanhamento para aplicação da directiva que designou as praias de boa qualidade existentes nesta época balnear.

Na lista de «praias e banhos marítimos para o ano de 2010», publicada no dia 18 de Junho em Diário da República, não constam as quatro praias referidas, apesar de, no início do mês, o vereador do ambiente e vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ter anunciado que todas as praias do concelho estão com «excelente» qualidade de água, estando próprias para os banhistas, após realizadas obras na ribeira das Vinhas.

«Se os dados analíticos actuais apresentam uma boa qualidade [de água] isso representa um aspecto positivo e não existirá aparentemente um risco iminente para a saúde pública. Contudo, a sua classificação tem de ter em conta um histórico de 4 anos. Não é pelo facto de as análises do início desta época balnear demonstrarem aptidão que muda automaticamente a sua classificação», sustentou o responsável da DGS.

Segundo Paulo Diegues, «as praias em causa apresentavam [em análises realizadas anteriormente] uma qualidade duvidosa e portanto enquadrava-se na qualificação de má».

Contudo, conclui o responsável, «os banhistas são livres de escolherem as praias onde pretendem passar os seus tempos de lazer, devendo escolher de preferência as praias que estão designadas e que são vigiadas, quer do ponto de vista da qualidade da água quer do ponto de vista da segurança».»

...

Mais vale prevenir do que remediar.

Grupo de jovens fez distúrbios e roubou passageiros num comboio de Cascais

In Público (28/6/2010)

«A polícia levou para a esquadra 15 jovens, dos quais três vão ficar detidos, de um grupo de cerca de 40 que, no sábado ao fim do dia, provocou o alarme, com assaltos e desacatos, num comboio da linha Lisboa-Cascais, disse ontem à agência Lusa uma fonte do comando da PSP.

O grupo, com cerca de 40 jovens, veio da zona de Sacavém e embarcou numa das estações próximas das praias da linha de Cascais, começando a provocar desacatos e a ameaçar passageiros, tendo concretizado pelos menos dois roubos.

"Furtaram uma bolsa com dinheiro e um telemóvel, segundo as testemunhas ouvidas, mas admitimos que possa ter havido mais roubos, porque as pessoas foram saindo nas estações", disse o oficial de serviço no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

Polícias à civil entraram no comboio em Algés e conseguiram pôr fim aos distúrbios, que acabaram com vários jovens a serem levados pela polícia, já em Alcântara. No total, 15 membros do grupo foram levados para a esquadra do Calvário e os restantes fugiram. Três são maiores de idade e vão ficar detidos para serem levados ao juiz, que decidirá as medidas de coacção a aplicar-lhes, depois de ouvidos os testemunhos de alguns lesados que apresentaram queixa.

Outros quatro foram identificados por pessoas lesadas como tendo participado nos desacatos, mas, sendo menores de 16 anos, foram entregues aos pais, depois de feita a participação por actos ilícitos. Os outros detidos foram identificados e depois libertados pela polícia. As ameaças aos passageiros, segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, terão sido feitas sem armas mas "com acção física".»

Wednesday, June 23, 2010

Praia da Ribeira


O placard Informativo que a CMC colocou na Praia da Ribeira (conhecida como praia do peixe ou dos pescadores) tem informação que baralha alguns, senão todos, que o consultam.

Vejamos: Se ligarmos para o número dos bombeiros indicado (214571004) respondem os Bombeiros da Parede. Não seria mais lógico ser o número dos Bombeiros de Cascais? (214838080)

O Cidadão Nacional ao ligar para as Intoxicações CIAV tem que ligar o nº 808250143 (a pagar), mas a correspondente tradução em inglês aponta para um nº. grátis (800250143)
Quem ligar para o nº. do Centro de Saúde indicado (214643722) pode-lhe acontecer que ninguém o atenda. Liguei hoje pelas 13:00 e pelas 15:00 e após vários sinais de chamada passa para impedido. Já agora, onde fica este Centro de Saúde?
O Placard deveria ter o verdadeiro nome da praia - Praia da Ribeira - e não como indica.

Para além do mencionado alguém poderá saber porque razão esta praia durante meses a fio diáriamente (salvo raras excepções) por volta das 08:00h a areia era limpa com o tractor da EMAC e desde a inauguração da respectiva Placa Informativa no dia 30MAI2010 na presença de vereadores, assessores, funcionários, fotografos, etc... (contados eram 14) nunca mais foi limpa. Alguem sabe?

Pobre CAMÕES


Ao passar pelo Largo de Camões, não resisti a tirar as fotos que vos apresento.

Para além de a estátua estar práticamente tapada pelos chapés de sol dos vários estabelecimentos que por ali coabitam, ainda por cima foram colocar um ecrân de televivão preso aos pés do Camões. Não haverá outro local para colocar a tal televisão? Onde anda a Policia Municipal?
HAJA RESPEITO!
(fotos tiradas dia 21JUN2010)

Remodelação da Rede de Abastecimento de Água e Construção de Estação Sobrepressora

Tuesday, June 22, 2010

"Aberração" no Estoril


Faço minhas as palavras da Lusa / Metro, obviamente.

Thursday, June 17, 2010

Nas deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de dia 14 de Junho de 2010:

«A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Ordinária de dia 14 de Junho, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar a celebração de um contrato-programa entre o Município de Cascais e a ESUC –Empresa de Serviços Urbanos de Cascais, EM, para limpeza e reparação do leito da galeria da Ribeira das Vinhas, instalação de uma comporta, reabilitação da estação de bombagem elevatória, bem como para a reformulação da rede de drenagem existente na Rua Costa Pinto e respectiva repavimentação
»

Friday, June 11, 2010

Colégio da Bafureira faz 100 anos

Jardim Visconde da Luz / abate de 2 choupos



Diagnóstico
...

Uma pergunta:

No diagnóstico acima é mencionado que os choupos apresentam uma "vitalidade razoável", pelo que não entendo a urgência no abate. O parecer dá a seguinte ideia, aliás generalizada sempre que há estes abates: "a árvore há-de apodrecer um dia e cair um dia, é melhor anteciparmo-nos deitando-a já abaixo, para colocar uma novinha em folha". É caso para dizer que também nós, e quem faz estes pareceres, havemos de aprodrecer um dia...". Compreendo a actual guerra aberta que existe contra o choupo em espaço urbano, mas não serão as suas mutilações fruto das podas do costume?

Espero três coisas:

1. Que o abate não seja por outra razão que não fitossanitária.
2. Que sejam rapidamente plantadas 2 árvores no mesmo local onde agora desaparecem os choupos.
3. Que haja uma intervenção de fundo no jardim, pois aquilo que ali está é mais parque de empedrado e esculturas várias do que propriamente um jardim. Ou seja, mais zona verde, é preciso.

Tuesday, June 08, 2010

Classificação de interesse público atrasa intervenção da Estradas de Portugal nos plátanos de Colares

In Público (8/6/2010)

«A Estradas de Portugal afirmou ontem que enquanto o processo de classificação de interesse público dos plátanos junto à Adega Regional de Colares, no concelho de Sintra, estiver a decorrer na Autoridade Florestal Nacional, não avança com qualquer intervenção nas árvores.

A Quercus e a Associação Árvores de Portugal afirmaram-se ontem preocupadas com uma "iminente" intervenção nos plátanos junto à adega de Colares, adiantando temerem que os trabalhos possam comprometer a classificação de interesse público do local. A Estradas de Portugal garante que enquanto o processo de classificação de interesse público dos plátanos situados junto à Adega Regional de Colares não estiver concluído, a empresa pública não avança com a intervenção prevista.

"Estes plátanos encontram-se já em processo de classificação de interesse público (...) pelo que a EP não vai intervir sem o consentimento e supervisão da Autoridade Florestal Nacional", garantiu a Estradas de Portugal, em resposta à agência Lusa.

A EP garante que a 19 de Abril, em resposta à Autoridade Florestal Nacional, informou "nada ter a opor quanto à classificação daquelas árvores", advertindo, no entanto, que "algumas delas necessitam de intervenções urgentes".

Em Novembro de 2009 vários moradores de Colares insurgiram-se contra a marcação de plátanos junto à adega regional, efectuada pela Estradas de Portugal, por temerem o abate destas árvores que marcam a paisagem desta vila.

Segundo a EP, a empresa promoveu em 2009, depois de reclamações de moradores, a realização de inspecções técnicas às árvores das estradas nacionais da zona de Colares, com vista a identificar as necessidades de intervenção, tendo realizado ainda diagnósticos mais aprofundados nas árvores situadas junto à adega.»

Saturday, June 05, 2010

Câmara de Cascais quer abrir mais quatro parques urbanos até 2013

In Público (5/6/2010)

«A Câmara Municipal de Cascais pretende construir quatro parques verdes urbanos até 2013, para chegar ao fim do mandato com um total de 10 espaços daquele género em todo o concelho. A construção de espaços verdes para promover a qualidade de vida da população é um dos principais objectivos da autarquia, disse à agência Lusa o seu vice-presidente, Carlos Carreiras.

Inserido na estratégia adoptada para a a estrutura ecológica municipal, o programa de criação de parques verdes urbanos é uma aposta da autarquia, empenhada em promover a qualidade de vida e a saúde dos munícipes, afirmou Carreiras, que detém o pelouro do Ambiente no executivo camarário.

Na véspera da inauguração de mais um parque urbano, na Ribeira dos Mochos, o autarca acrescentou que há um objectivo "firme" de construir mais quatro espaços verdes urbanos no concelho até 2013, ou seja, até ao final do actual mandato.

"Queremos juntar aos seis parques existentes outros seis espaços, sendo que quatro deles deverão estar concluídos até ao final do mandato", disse o autarca. Ribeira dos Mochos (que será inaugurado hoje), Outeiro de Vela, em Cascais, Talaíde e Parede serão as quatro zonas onde nascerão os futuros parques urbanos.

Quanto aos restantes dois, previstos para as zonas de Freiria e São Domingos de Rana, Carlos Carreiras reconhece que se trata de "dois casos mais complicados", sublinhando, contudo, que a autarquia "tudo fará" para que também esses projectos sejam lançados ainda neste mandato.

O Parque Urbano da Ribeira dos Mochos, o primeiro espaço verde urbano construído no mandato em curso será inaugurado hoje, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.

Com uma área aproximada de 41 mil metros quadrados, o novo parque urbano é um espaço integrado na Rede Ecológica Nacional.

Trata-se de uma zona de "grande valor natural e um importante corredor ecológico que promove a biodiversidade, que também incorpora importantes valores culturais que figuram num antigo aqueduto", diz a autarquia.

Além da requalificação da malha ecológica, o novo espaço de lazer, integrado em meio urbano, oferece um parque infantil, uma pista de aventura, um parque de merendas e um serviço de cafetaria. »

Friday, June 04, 2010

Bicicletas continuam a não poder circular no Paredão de Cascais

Inb Público (4/6/2010)
Por Luís Villalobos

«Câmara diz que o assunto ficará resolvido "nos próximos meses", mas com uma pista própria e horários específicos para se poder andar de bicicleta

A Câmara de Cascais esperava que o assunto estivesse resolvido no início deste ano, mas, a duas semanas do fim da Primavera, as bicicletas ainda não podem circular junto à praia de Carcavelos ou no paredão que vai de São João do Estoril a Cascais.

De acordo com o gabinete de imprensa da autarquia, prevê-se agora que a circulação de bicicletas "se torne possível nos próximos meses". Segundo a mesma fonte, "as autorizações das entidades competentes foram já concedidas e as regras definidas e aprovadas em sede própria."

"O projecto de implementação está, nesta altura, em fase final de elaboração, pelo que acreditamos que ainda durante este Verão será possível circular em velocípede em todo o paredão", adiantou o gabinete, em resposta a perguntas do PÚBLICO. O projecto prevê a criação de uma pista dedicada à circulação das bicicletas, um pouco à semelhança do que sucede entre Cascais e a praia do Guincho, provavelmente para reforçar a segurança, nomeadamente dos peões. Esta nova pista, no entanto, não irá surgir em "zonas de estrangulamento já existentes, junto a esplanadas", depreendendo-se assim que, nessas áreas, seja necessário desmontar das bicicletas e circular a pé.

No que diz respeito aos horários, os ciclistas terão duas épocas distintas. Entre 1 de Novembro e 31 de Março, a circulação será autorizada, aos fins-de-semana, entre as seis da tarde e as dez da manhã, enquanto que nos dias de semana não há restrições.

Já entre 1 de Abril e 31 de Outubro só se poderá andar de bicicleta nos dias úteis, entre as seis da tarde e as dez da manhã. Estas regras, diz a Câmara de Cascais, "não se aplicam a crianças menores de oito anos desde que acompanhadas por adultos".

O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, já tinha afirmado ao PÚBLICO que o regresso da circulação de bicicletas no paredão seria sempre condicionado. "A discussão é antiga e, após debate profícuo que mantive com a Associação dos Amigos do Paredão e os representantes dos cidadãos defensores da abertura do paredão à circulação de bicicletas, chegou-se a um consenso na generalidade visando tal objectivo", afirmou António Capucho em Dezembro.»

Praia dos Pescadores com água "excelente"

In Público (4/6/2010)

«A praia dos Pescadores, em Cascais, tem este ano a garantia de "excelente" qualidade da água, depois de ter estado interdita a banhos mais de dez anos. De acordo com a câmara local, a conclusão das obras realizadas na ribeira das Vinhas - por baixo do centro comercial CascaisVilla - garante finalmente a boa qualidade da água naquela praia do centro da vila. Até agora, as águas sujas da zona baixa de Cascais misturavam-se à água limpa da ribeira, coisa que deixou de acontecer, e afectavam as praias de Pescadores, Duquesa, Conceição e Rainha. O vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, disse à agência Lusa que, apesar de a má qualidade da água não ter sido impedimento para os banhistas durante muitos anos, agora há uma satisfação maior porque "há a certeza" de que a água é excelente. "Há uma responsabilidade pública e cívica do ponto de vista político e, independentemente de as pessoas não terem a percepção de a praia estar boa ou má, é importante para nós dar garantias dessa qualidade", sustentou o autarca.»

Wednesday, June 02, 2010

Plátanos de Colares sem classificação


Cascais garante qualidade de água do mar

In Público (2/6/2010)
Por Luís Filipe Sebastião


«A Câmara de Cascais assegura que todas as praias do concelho apresentam, pela primeira vez, uma qualidade excelente das águas do mar. A garantia surge na mesma altura em que a associação ambientalista Quercus refere que duas zonas balneares de Cascais foram desclassificadas, mas o município explica que esta despromoção está ultrapassada.

Segundo a Quercus, as praias da Conceição e da Rainha deixaram de figurar entre as zonas balneares de 2010, por causa dos maus resultados de análises à qualidade das águas realizados em 2009. O vereador do Ambiente na Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, explicou que o Ministério do Ambiente autorizou as concessões balneares naquelas duas praias, face aos bons resultados das últimas análises às águas, desde Março de 2010.

O autarca adianta que, desde essa altura, todas as praias apresentam qualidade "excelente", exceptuando os casos pontuais de uma análise em Carcavelos e outra na Parede que, em Abril, deram qualidade "aceitável". A reabilitação da ribeira das Vinhas permitiu acabar com a poluição das praias da vila, entre as quais a dos Pescadores, interdita a banhos há uma década. A autarquia recusou candidatar-se à bandeira azul e vai afixar os resultados das análises nas praias.»

Tuesday, June 01, 2010

Mais de uma centena recolheu em Cascais uma tonelada de lixo deixado no mar

In Público (1/6/2010)


«Mais de uma centena de mergulhadores e voluntários participaram no passado fim-de-semana, em Cascais, numa iniciativa para limpar o fundo do mar, tendo recolhido cerca de uma tonelada de resíduos.

Com metade do lixo recolhido em relação ao ano anterior, em que foram recolhidas 2100 toneladas, a iniciativa deste ano do Clean up the Atlantic conseguiu recolher cerca de uma tonelada de entulho. A iniciativa atraiu muitos turistas curiosos que paravam na baía de Cascais para ver o que se passava, tal era a quantidade de pessoas preocupadas em recolher, pesar e separar o lixo que era extraído do fundo do mar em frente à praia dos Pescadores.

Sapatos abandonados, óculos de sol, um grelhador eléctrico, uma bateria de carro, pneus, latas de alimentos e equipamentos de pesca foram alguns dos objectos encontrados no fundo do mar.

Promovida pela agência municipal Cascais Atlântico, Grupo Ecológico de Cascais e ProjectMar, a iniciativa visa, segundos os organizadores, "alertar e sensibilizar a opinião pública para a problemática da poluição marítima e todos os problemas daí resultantes, removendo a maior quantidade de lixo possível do meio marinho, e incentivar a prática de mergulho em Cascais".»

Tuesday, May 25, 2010

«As torres da vergonha»

Chegado por e-mail:


«Foi cometido um crime contra a paisagem urbanística e natural da Costa do Estoril.

Este e outros testemunhos sobre ume república das bananas chamada Portugal
em Causa Nostra

http://www.everyoneweb.fr/causanostra


As torres da Vergonha erguem-se imponentes, arrogantes e esmagadoras, como esmagador e arrogante é o seu desprezo pela magnífica costa do Estoril, que sempre soube, ao longo da marginal que vem de Lisboa até Cascais, presentear os portugueses e os visitantes estrangeiros com uma equilibrada e requintada arquitectura e uma edificação urbanística exemplar, raramente observadas em outros litorais nacionais e europeus.

Dignas da extraordinária beleza natural desta região, as soberbas moradias e palacetes, rodeados por jardins e pinhais, verdadeiras jóias arquitectónicas, foram, durante décadas, representativas do esplendor e do charme desta costa contribuindo para o seu sucesso.

Hoje, a primeira região oficial de turismo do País, sendo conhecida internacionalmente como a Riviera Portuguesa está ferida de morte. Foi cometido um crime contra a sua silhueta urbanística e natural, autêntico património mundial, contra o ambiente, contra o desenvolvimento turístico nacional e contra os portugueses.

Este crime revoltante, destruidor da magnífica paisagem natural e urbanística da Costa do Estoril, tem como principais autores o Presidente da Câmara de Cascais, a empresa Estoril-Sol e o autor deste lamentável aborto arquitectónico, o sr. Gonçalo Byrne.

Sobre este último personagem podemos dizer que merece o prémio da mediocridade e da pirosisse arquitectural. Em substituição do anterior mamarracho, não soube imaginar um edifício capaz de se inserir harmoniosamente na vila de Cascais e na linha da costa. Desde a Azarujinha até Cascais, o nosso olhar é agredido pela desconfortante visão dos caixotes envidraçados. É uma obra grotesca, um insulto à inteligência de qualquer pessoa, e é, sobretudo, o símbolo das nossas elites parolas. As torres Byrneanas mesmo em zonas modernas de uma qualquer cidade europeia, seriam vistas como uma aberração do ponto de vista estético. Do alto da sua compactada imponência, elas brilham, no reflexo das suas ridículas carapaças esmaltadas, pela simplicidade parola de um estilo pomposo a cheirar ao minimalismo cá da terra.

O próprio tipo de construção que foi adoptado deveria ser tomado em consideração por qualquer autarca minimamente inteligente.

O ferro e o vidro são os materiais de maior desperdício de energia. São também os materiais que mais aquecem. È fácil imaginar os custos energéticos de uma tal construção. Devoradora de energia, poluidora em todos os sentidos, destruidora da harmonia paisagística de uma das mais belas regiões de Portugal, a Estoril Sol Residence, às portas de Cascai é uma das inúmeras consequências de projectos que esta autarquia se obstina a levar a cabo numa total ausência de bom senso e num claro desprezo pela opinião dos cidadãos. Já em 2006, um projecto completamente megalómano, uma torre-hotel de 100 metros de altura, trinta andares, na Marina de Cascais, revestida de vidro e que a municipalidade anunciava como um novo “farol” do turismo no concelho (!) foi, abandonado graças à mobilização cidadã dos munícipes.

É confrangedor que ninguém, nas altas esferas do Estado, tenha criticado, protestado, combatido esta ignomínia. É revoltante que os nossos políticos, os nossos intelectuais, os nossos artistas sempre prontos para defender as mais esdrúxulas causas, se tenham abstido de defender um património tão significativo.

As torres da Vergonha erguer-se-ão como a face visível da Vergonha que alastra por este país fora. Vergonha a ferir-nos a honra e a alma, pela corrupção, pela cumplicidade entre os senhores dos dinheiro e os lacaios que nós, infelizmente, elegemos para nosso mal e para a continuidade desta farsa a que eles chamam Democracia

Monday, May 24, 2010

Obras na estação de São João do Estoril começam para a semana

In Público (22/5/2010)


«As obras de requalificação da estação de São João do Estoril, que prevêem também a eliminação da passagem de nível naquela linha ferroviária de Cascais, começam na próxima semana e foram adjudicadas à construtora Obrecol num valor superior a três milhões de euros, anunciou ontem a Refer.

O projecto contempla a construção de uma passagem rodoviária inferior para desnivelamento da via férrea sob a avenida marginal e a Rua de Homem Cristo, nas imediações do centro de saúde e do Forte de Santo António e só deverá estar concluída em Fevereiro de 2011.

Os trabalhos, orçados em 3,4 milhões de euros, prevêem novas acessibilidades e atravessamento pedonal desnivelado do canal ferroviário, acessível a pessoas com mobilidade reduzida.»

Wednesday, May 19, 2010

Carcavelos: Abate de plátanos em risco de queda | Semana de 24 a 28 de Maio

Nos últimos quatro anos, a Câmara Municipal de Cascais procedeu à plantação de 1.443 árvores, tendo abatido 1.270 e promovido a manutenção (poda) em 11.611 exemplares. Estas acções são complementadas por estudos rigorosos que visam determinar a saúde das árvores e antecipar quedas e alastramento de doenças.

No âmbito deste trabalho, foi diagnosticada em 14 plátanos da freguesia de Carcavelos a presença de um complexo de fungos patogénicos que causou a seca dos ramos e a consequente morte prematura dos exemplares, pelo que importa conter, desde já, esta praga, minimizando o seu alastramento a árvores saudáveis ([1]).

Assim, por motivos de segurança, vai a Câmara Municipal de Cascais proceder ao abate de 14 plátanos na Freguesia de Carcavelos, árvores que se encontram em más condições fitossanitárias e que apresentam risco de queda, potenciando a ocorrência de danos pessoais e materiais.

O abate vai implicar, ao longo da semana de 24 a 28 de Maio, algumas restrições à circulação rodoviária e pedonal, bem como ao estacionamento em diversas artérias do Centro Histórico de Carcavelos, designadamente nas ruas Heliodoro Salgado, Guilherme Gomes Fernandes, Júlio Moreira e Fonte da Aldeia, situação que será acompanhada pela Polícia Municipal.

A replantação será, entretanto, equacionada no âmbito de um projecto mais amplo com intervenção ao nível das infra-estruturas, reperfilamento das vias para melhorar o estacionamento e a circulação.



[1] O diagnóstico pode ser consultado na íntegra em Aqui.

Fonte: CMC

Saturday, May 15, 2010

Regatas em Cascais


Na Marina de Cascais, onde decorrem as regatas internacionais patrocinadas por uma marca de automóveis alemã, encontram-se numerosos cartazes informativos, de eficácia mais ou menos variável de onde se destaca o que aqui se apresenta, escrito como se vê.

Teremos um TGV que só vai até ao Poceirão, mas já temos o espanholês em Cascais.

Thursday, May 13, 2010

Friday, May 07, 2010

Chegado por e-mail:

«Em reunião ordinária do executico da CM de Cascais foi aprovada em 22 fevereiro de 2010 a celebração do contrato de prestação de serviços entre a CM de cascais e Gonçalo Pistacchini Moita, em que estava presente o Presidente da CM de Cascais, e os vereadores Carlos Carreiras, Miguel Pinto Luz , Leonor Coutinho etc....O contrato foi aprovado com votos a favor do PSD e com 3 abstenções do vereadores do PS (vide documento AQUI

Cascais e Sintra desistiram da bandeira azul como protesto

In Público (7/5/2010)
Por Luís Filipe Sebastião

«Região do Tejo terá menos 11 bandeiras do que em 2009. Autoridade hidrográfica diz que falta disponibilidade em Sintra para tratar da costa

As câmaras de Cascais e de Sintra não candidataram quaisquer das suas praias costeiras à bandeira azul, como forma de protesto contra a falta de investimentos da administração central no litoral.

"Não reconhecemos a nenhuma outra entidade maior capacidade ou idoneidade para garantir a qualidade das praias", explica Carlos Carreiras, vice-presidente em Cascais, explicando que o seu município "desistiu da bandeira azul, enquanto o Estado não assumir os seus compromissos e fizer os investimentos necessários para assegurar a qualidade balnear". Carlos Carreiras recusa que o município esteja sujeito à avaliação de uma entidade privada por um conjunto de critérios que não são da sua responsabilidade, como a educação ambiental, qualidade da água e segurança.

"Ao longo de todo o ano, Cascais zela pela limpeza e desinfecção dos seus areais sem qualquer apoio", sublinha ainda a autarquia, num comunicado em que garante que, mesmo sem a bandeira, as praias de Cascais "gozam de uma qualidade invejável e constante e que está longe de se cingir à época balnear" - este ano entre 15 de Maio e 15 de Setembro.

Também a Câmara de Sintra, em comunicado, revela não existirem condições para concorrer à bandeira azul, "enquanto a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo não resolver os graves problemas que se registam ao longo do litoral sintrense, por exemplo a instabilidade das arribas e a reorganização e requalificação dos apoios de praia". E salienta que "está totalmente garantida a qualidade das águas e das areias de todas as praias", que continuarão a ser alvo de análises.

A ARH do Tejo responde que Sintra não entregou os relatórios de actividades nas praias galardoadas em 2009, o que impedia que tivessem a bandeira este ano. Estão em curso estudos para os planos de praia e a ARH quer mais empenho da autarquia.

[...]

Thursday, May 06, 2010

Cascais lança programa de apoio a talentos

In Público (6/5/2010)

«"Geração de Empreendedores com Talento" (GET) é o nome do projecto apresentado ontem pela Câmara de Cascais, destinado a apoiar pessoas desempregadas e em situação de exclusão social, preferencialmente jovens entre os 18 e os 30 anos residentes em bairros municipais.

Inserido no âmbito do Ano Europeu Contra a Pobreza, o GET, através do incentivo à criação de emprego, visa "quebrar o ciclo de pobreza que afecta sobretudo jovens desempregados e em situação de exclusão social", explica a câmara em comunicado.

O projecto foi aprovado no início da semana, em parceria com a agência municipal DNA Cascais e com o apoio do Instituto de Empreendedorismo Social (IES). Os interessados deverão enviar a candidatura até 14 de Maio para o endereço eletrónico geral@dnacascais.pt.

Com uma duração total de um ano, o projecto divide-se em três fases: apresentação de ideias de negócio; formação de três meses no IES; e arranque de um negócio. No final, só oito projectos serão seleccionados.»

Wednesday, May 05, 2010

Cascais condiciona travessia pedonal

In Público (5/5/2010)

«A passagem para peões entre o Parque de Palmela e o Paredão, na Avenida Marginal, vai encerrar a partir da próxima segunda-feira para permitir a conclusão das obras da nova passagem inferior pedonal, informou a Câmara de Cascais.

"Por motivos de segurança, nesta fase de conclusão dos trabalhos da nova passagem inferior à Marginal entre a praça do Parque de Palmela e o Paredão, é fundamental limitar a passagem de peões."

Neste momento, decorrem no novo túnel trabalhos de finalização do revestimento em alvenaria, colocação dos painéis de azulejo assinados pelo artista plástico Nadir Afonso, bem como ao nível do revestimento do chão e iluminação. A nova galeria tem dez metros de largura e uma extensão de 48 metros, sob a linha férrea e as quatro vias da Marginal, para garantir a circulação dos peões e pessoas com mobilidade reduzida em segurança.

A nova praça do Parque Palmela deve ficar pronta em finais de Junho, prevendo-se a abertura da nova passagem inferior pedonal no mês seguinte. O presidente da autarquia, António Capucho, justificou o atraso da obra com a sua complexidade. PÚBLICO/Lusa»

Monday, May 03, 2010

Actualização do Catálogo do Inventário Municipal

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Dr. António Capucho


No seguimento da actualização em curso do Catálogo do Inventário Municipal, em boa hora iniciada há 3-4 anos, e agradecendo a boa recepção pela CMC das sugestões oportunamente apresentadas a V.Exa., que se traduziram na inclusão no texto em elaboração (em anexo) do Chalet Ficalho (Cascais), da moradia na Rua de Olivença (sobre a Praia da Poça) e das ruínas do palacete e anexo Arte Nova sitos na Av. D. Nuno Álvares Pereira/Rua de Diu (Estoril), cumpre-nos, contudo, sugerir ainda alguns edifícios para inclusão no texto final, seja como protecção nível 1 ou 2, a saber:


* Centro Comercial Cruzeiro (Mte. Estoril) - Havendo, e bem, uma série de lotes modernistas no texto actual do Catálogo, parece-nos estranho o facto do CC Cruzeiro não constar do mesmo, não só porque é talvez, goste-se ou não, o maior exemplo desse período no concelho, como foi o 1º centro comercial a ser construído no país;
* Edifício da escola de Birre, por ter sido capela de S. Isidro e por todo o significado republicano que detém;
* Capela de S. José da Bicuda;
* Edifício da Loja das Meias (no centro de Cascais);
* Casa da Dra. Jeannette Nolen, no Sítio do Regato (Janes);
* Casa de Santa Maria, no Arneiro;
* Casa da Varanda, em Manique;
* Casal de Alcoitão, onde está a placa do ACP a indicar o começo da povoação, vindo de Manique;
* Casal de Caparide, junto à ponte da ribeira (idem);
* Os postes da Torre que serviram para a iluminação.

Na expectativa de que estas nossas sugestões sejam aceites pelos serviços responsáveis pela actualização do Catálogo do Inventário Municipal , subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Pelo Cidadania Csc
Paulo Ferrero

Thursday, April 22, 2010

A CMC nas páginas amarelas...




N.B. A fotocópia é a que nos foi enviada pelos serviços da CMC.

Wednesday, April 14, 2010

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios assinalado em Cascais


Verões em Cascais poderão ser dez graus mais quentes em 2100

In Público (14/4/2010)
Por Ricardo Garcia

«Estudo sobre as alterações climáticas no concelho aponta para praias menores, danos na saúde e o fim do vinho de Carcavelos. Mas há incertezas

No futuros

As praias da Linha quase sem areia. Mais doenças transmissíveis por insectos. Menos água nas ribeiras. Mais fogos florestais. Menos biodiversidade. O fim do vinho de Carcavelos. O futuro definitivamente não parece risonho para Cascais, de acordo com os cenários de um plano estratégico para as alterações climáticas, que a câmara municipal apresenta hoje.

A antevisão do concelho em 2100 foi feita pela mesma equipa científica do projecto SIAM, um vasto estudo interdisciplinar sobre os impactos das alterações climáticas em Portugal. Não contém previsões do que irá acontecer, mas cenários do que pode acontecer, com base em histórias diferentes do mundo no futuro.

Resultados: Cascais será até 10 graus Celsius mais quente no Verão e o mar poderá subir um metro acima do nível actual. Caso não haja medidas de adaptação, a consequência mais visível será a perda de areia das praias voltadas a sul. A do Tamariz encolherá em 84 por cento até 2100. As praias da Conceição e da Duquesa, 78 por cento. São Pedro e Carcavelos, 64 e 67 por cento. Já o Guincho ficará quase na mesma.

Para o vice-presidente da câmara, Carlos Carreiras, este não é o dado mais inquietante. "O que nos preocupa são os efeitos nas condições de saúde e de bem-estar, e na perda de biodiversidade", diz. Na saúde, as ondas de calor, as doenças transmitidas por insectos e a poluição atmosférica são os efeitos mais graves.

No domínio do lazer, medidas como a alimentação artificial das praias podem reduzir o problema das areias. Mas há outras modificações possíveis. Cascais aquecerá menos do que o interior do país e por isso poderá atrair mais visitantes nacionais. A água do mar mais quente também tornará a praia mais apetecível.

Por outro lado, o Verão pode ser demasiado tórrido. "O futuro será desconfortavelmente quente em alguns dias de Abril a Outubro", lê-se no estudo. Jogar golfe, nesses dias, seria um inferno. Poderá haver, por isso, uma distribuição diferente dos turistas ao longo do ano.

Impactos mistos

Nem tudo é negativo num futuro mais quente. Há peixes de interesse comercial e determinadas culturas agrícolas que ganharão com o calor. O próprio vinho de Carcavelos, que tem cenários fatais para 2100, pode ser beneficiado numa primeira fase. Mas o estudo admite que há muitas incertezas neste caso, devido ao desconhecimento da tolerância daquelas castas a um clima mais quente.

Todo o Plano Estratégico de Cascais para as Alterações Climáticas está envolto nas debilidades próprias dos modelos de simulação do clima e dos cenários do que será o mundo até ao final do século. "Temos de olhar [para o estudo] com alguma cautela, tendo em conta que há algumas incertezas", afirma Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, coordenador do trabalho. O investigador sugere que a avaliação seja repetida em intervalos regulares, com base em novas metodologias.

Carlos Carreiras diz que o concelho já tem em curso algumas medidas de adaptação ou mitigação das alterações climáticas. Mas reconhece que não é num mandato que se resolve tudo. "Trata-se de uma matéria que não vive de espaços temporais curtos, nem de medidas isoladas", afirma. "Esta é uma peça estratégica de médio a longo prazo"».

...

Só duas coisas:

1. O vinho de Carcavelos já não existe, o que existe é algo com um rótulo a dizer "Vinho de Carcavelos".
2. Duas das "medidas de adaptação ou mitigação das alterações climáticas" foram o abate de árvores de grande porte na Vila Montrose e a construção do novo "amigo do ambiente" Estoril-Sol.
Haja pachorrar!

Tuesday, April 13, 2010

Ir a banhos à Linha já não é só meter o pé em águas frias e salgadas

In Público (13/4/2010)
Por Carlos Filipe

«Grande Lisboa volta a ter mais perto um complexo termal e de bem-estar com água doce que, já no século XIX, era referenciada pelas suas qualidades medicinais

Água chega a 34 graus
Turismo a recuperar

A partir de hoje já é possível à comunidade clínica voltar a prescrever tratamentos hídricos medicinais no Estoril. Há muita oferta em todo o país e para as mais variadas patologias, mas tamanha disponibilidade nunca se situou tão perto dos residentes na Grande Lisboa quanto agora. As Termas do Estoril, que reabriram ontem, após quase meio século fechadas, estão referenciadas há pelo menos três séculos, e são indicadas para a prevenção e tratamento de doenças respiratórias, músculo-esqueléticas e dermatológicas.

O Presidente da República, Cavaco Silva, apadrinhou a inauguração do complexo, um moderno edifício da autoria do arquitecto Manuel Gil Graça, na Avenida de Nice, no Estoril, entre o Hotel Palácio e o futuro Centro de Congressos. No seu conjunto, é um Wellness Center, mas divide-se em complexo termal com valências terapêuticas - as Termas Estoril -, e num centro de bem-estar, um spa da cadeia internacional Banyan Tree, com fortes influências tailandesas. Só não é um hotel, que já há muitos no Estoril (32 unidades, 11 das quais de cinco estrelas).

Por isso mesmo, funcionará em complementaridade com a oferta de camas turísticas. Mesmo em frente, ainda em obra, o Hotel Palácio constrói um complexo residencial de luxo. E como clientes exigentes desejam bem-estar, a oferta que as sociedades Estoril Plage e Opway agora apresentam deverá contar com uma ocupação ao longo de todo o ano, e não apenas sazonal, como é normal no termalismo clássico, com o grosso da afluência a centrar-se no terceiro trimestre do ano.

Promover cluster turístico

Com um período de construção de três anos e um investimento de 25 milhões de euros (parte dos quais financiados por verbas do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional e do Turismo de Portugal), o complexo de quatro pisos representa a criação de 50 postos de trabalho directos e mereceu elogios do chefe de Estado, que destacou o contributo que a nova infra-estrutura dará à região de Estoril/Cascais "como um cluster turístico regional", lembrando ainda que o sector do turismo de saúde e bem-estar tem tido crescimento importante, na ordem dos dez por cento anuais, o que pode ser uma potencialidade a aproveitar com grande rentabilidade. "Pode a região ganhar estadias mais prolongadas que as dos turistas de praia. Estão criadas condições de maior atractividade e diversificação do pólo turístico de Cascais e Estoril", destacou o Presidente.

António Capucho sublinhou o prestígio que o Estoril ganhou com o termalismo, antes da sua imposição como estância turística. "A fama das suas águas atraía a realeza", disse Ca- pucho - citando uma publicação da época - "onde D. José esteve vários anos a tomar banhos daquela água tão reconhecida". E insistindo neste ponto, o autarca enalteceu a ressurreição das termas: "Tardou, mas arrecadou. Foi um investimento corajoso."»

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As vontades são boas e a exploração comercial e turística será proveitosa. O projecto de arquitectura, esse, é mais um mono numa zona de monos com fartura, cuja cereja em cima do bolo é o tal de centro de congressos. Enfim, podia ser melhor, podia ser pior. Triste sina a do Hotel Palácio, sofrendo as agruras da contemporaneidade.

Monday, April 12, 2010

Projecto Ruin'Arte:

Há algum tempo que existe um blog importantíssimo sobre o PATRIMÓNIO- o RUIN'ARTE.com- da autoria de Gastão Freire de Andrade de Brito, para o qual nos foi chamada a atenção por António Muñoz, igualmente. Aqui fica a referência.

No rescaldo do Limpar Portugal






Aqui fica a referência ao mais importante Movimento Cívico de que tenho conhecimento desde o 25 de Abril (!): o "Limpar Portugal" (limparportugal.ning.com) com mais de 100.000 voluntários em todo o país, a que o PR e até a C.M.Cascais anuíram, vindo em todos os jornais e televisões. Falha esta,no blog,que não entendo e que gostaria de corrigir. Tive o imenso prazer de coordenadar o Grupo "Cascais a N da A 5" (ver Álbuns de fotos, que junto envio),havendo outros, no Concelho de Cascais (Alcabideche, etc.).
Cumprimenta,
um abraço
António Muñoz.

Friday, March 26, 2010

Cascais alarga protecção do património edificado




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Boas notícias. Espero que estejam incluídas a magnífica vivenda (e respectivo logradouro) por cima da Praia da Poça/Tamariz e o que resta da vivenda Arte Nova da Av. Nuno Álvares Pereira.

Praias de Cascais perderão 80 por cento de areias este século

In Público (26/3/2010)

«Os areais de Cascais correm o risco de diminuir 23% até 2050 e 80% até ao final do século. Esta é uma das conclusões do Plano Estratégico de Cascais face às Alterações Climáticas, cujos resultados vão ser apresentados a 14 de Abril.

O estudo aponta outras conclusões, como o aumento da mortalidade associada a vagas de calor, o incremento do número de incêndios e a consequente redução da floresta nativa, alterações na sazonalidade dos produtos turísticos, redução de algumas espécies de peixes (pescada, linguado) e possível extinção local de algumas plantas e animais.

Para a elaboração dos cenários futuros, foram utilizados modelos de circulação geral da atmosfera usados pelo Centro Hadley, do Reino Unido, com base nos mais recentes cenários de emissões de gases com efeito de estufa propostos pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas.

O objectivo do estudo foi o de identificar os principais impactos das alterações climáticas em Cascais nos próximos cem anos ao nível dos recursos hídricos, zonas costeiras, biodiversidade, pescas, agricultura, saúde humana, turismo e energia.»

Wednesday, March 24, 2010

Ainda sobre as obras na Igreja Matriz:

Chegado por e-mail:


Ex.mo Senhor

Como poderá recordar-se envie há tempos atrás para divulgação, um alerta sobre umas obras de melhoramentos na Igreja Matriz de Cascais.

A tentativa de protecção do património não foi bem sucedida. O Pároco esta a levar a dele avante contra tudo e contra todos, sem se quer dar os mínimos esclarecimentos ao povo daquilo que pretende fazer. A Câmara Municipal que parece também estar envolvida com a atribuição de subsídio, não quer dar a cara, tentando-se descartar com o Pároco, e tudo se está a fazer de uma forma pouco clara, tendo só em mente a delapidação e destruição do património.

A surpresa total vem da parte do próprio Patriarcado???

Se alguém se dignar deslocar à Igreja irá verificar, toda uma completa e total destruição em curso, pelo seguimento de um projecto que tem um único e infeliz fio condutor, o de construir uma igreja moderna dentro da antiga.

Mais uma vez nos devemos questionar, das directrizes condutoras de alguns responsáveis pelo nosso património. E o Senhor Padre que deve pensar que é dono de uma propriedade plena.

Respeitosos cumprimentos

Sunday, March 21, 2010

Exposição


Está patente no restaurante do Centro Cultural de Cascais uma exposição colectiva de pintura de nove pintores amadores que frequentam o ateliê de Luís Guimarães, reputado artista de Cascais. A exposição pode ser visitada até 28 de Março, das 10.00 às 18.00 horas, excepto segunda-feira.

Thursday, March 18, 2010

Cascais tem 38 empresas novas. E nenhuma teme a crise

In Público (18/3/2010)

«A DNA Cascais apresentou ontem 38 novas empresas, as primeiras de 2010, criadas por jovens empreendedores que não temem a crise que o país atravessa e acreditam no sucesso dos seus negócios. Os projectos foram apresentados no ninho de empresas da DNA Cascais, em Alcabideche.

Segundo o presidente da DNA Cascais e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, "o desenvolvimento do empreendedorismo é essencial para o crescimento de qualquer economia". "Em Portugal, existem talento e competências, capacidade criativa e vontade de risco. Existe um país que responde de forma positiva contra a adversidade e estamos muito satisfeitos por sermos a capital desse Portugal positivo", disse o responsável à Lusa.

Os novos projectos representam um investimento de 6,4 milhões de euros e ajudam à criação de 116 postos de trabalho. Com a missão de incentivar o desenvolvimento do empreendedorismo, a DNA Cascais fez nascer, nos seus três anos de existência, 100 empresas e ajudou à criação de 300 postos de trabalho.»

Tuesday, March 16, 2010

Museu da Música Portuguesa tem site

«No Monte Estoril, situado entre a zona das antigas residências de veraneio da alta sociedade da passagem do século XIX para o século XX e a zona de edifícios mais modernos, encontramos, enquadrada por um espaçoso parque, a Casa Verdades Faria.

Por si só merecedor de uma visita dada a sua beleza em termos arquitectónicos e decorativos, o edifício alberga o Museu da Música Portuguesa, uma estrutura museológica tutelada pela Câmara Municipal de Cascais que visa preservar, estudar e dar a conhecer muito do património musical português. Único museu em Portugal dedicado exclusivamente à música portuguesa nas suas vertentes popular e erudita é o resultado do encontro em 1960 de dois grandes vultos do nosso panorama musical, uma vez que assenta nos legados do etnomusicólogo francês Michel Giacometti e do compositor Fernando Lopes-Graça. À época, o primeiro preparava a apresentação à Fundação Gulbenkian dos resultados dos primeiros trabalhos de recolha em Portugal e Lopes-Graça, que pertencia à Comissão de Etnomusicologia, havia já realizado na década de 40 algum trabalho de recolha musical, que utilizara como base para o seu próprio trabalho de composição. Os projectos complementavam-se. Décadas mais tarde, ambos legaram os resultados do seu trabalho à Câmara Municipal de Cascais, com o intuito de se criar o Museu que agora existe. Tanto Giacometti como Lopes-Graça estiveram ainda envolvidos na sua criação. Ao longo dos anos, o espólio do Museu foi sendo enriquecido. Recentemente a Câmara Municipal de Cascais adquiriu a biblioteca do maestro Álvaro Cassuto e existem projectos de outras incorporações. [...]»

Friday, March 12, 2010

O passado nunca passa? Ai não que não passa.

Decorre até finais de Junho nos antigos Correios do Estoril, rebaptizados Espaço Memória dos Exílios, uma exposição de postais da colecção de José Santos Fernandes ilustrando a Cascais de antanho, intitulada «O Passado Nunca Passa» e organizada pela Câmara Municipal de Cascais. Acontece, porém, caros organizadores, que o passado passa e de que maneira.

Acontece, também, que ele vai passando graças à acção, tantas vezes indelével, das autarquias e dos seus responsáveis, sendo que aqui, pese embora esta iniciativa louvável, a “ajuda” da CMC foi inestimável ao longo de décadas. Não só dela (o défice de cidadania também ajudou) mas sobretudo dela.

Assim, paulatinamente, onde havia pinhal e verde passou a haver asfalto, moradias “à la” Beverly Hills e torres. Malveira, Abano, Areia, Birre, Guia, etc., etc. até à “fronteiriça” Carcavelos. Não houve terreno expectante que resistisse, nem casa antiga ou árvore que impedisse o “progresso”. Onde havia pictórico e provinciano passou a haver “oportunidade de negócio” e modernidade. Nem o próprio horizonte escapou. Exemplos não faltam e não é preciso Cerebrum (passe a publicidade) para recapitular alguns deles:

A bela baía de Sta. Marta, ofuscada por uma marina horrenda e desproporcionada. O C.C. Villa que matou o já de si moribundo comércio no centro da vila. A via-rápida que desemboca nos semáforos junto ao Mercado. A A5 que puxa mais carros para o Guincho. A fabulosa piscina do Estoril-Sol mais a “minha” sandwich club engolidas pelo novel mono alienígena junto ao Pq. Palmela. O Paredão corrido a pré-fabricados e pavimento ainda mais quebradiço que o rústico que lá estava. O toldo em lona que virou plastificado, “amigo do ambiente” e com direito a logo camarário. As magníficas bolas de Berlim da D. Rosa, expropriadas do usucapião de que gozavam na praia do Guincho, em prol das medíocres do concessionário respectivo.

Onde havia “ cachet” passou a haver “charme”. Piscatório e veraneio passaram a significar subúrbio e “resort”. E, pelos vistos, assim continuará a ser. Daí que o local onde decorre esta exposição não possa ser mais adequado do que é: “exílio” tem sido o destino da memória de quem conhece Cascais há 40 anos (e imagino as memórias mais antigas). Curioso é que ali ao lado, uns metros passeio acima, a CMC podia inverter o rumo das coisas e demonstrar, preto no branco, que quer resgatar a Memória desse exílio forçado.

Falo da Casa de São Francisco, desenhada pelo Arqº António Varela e vizinha do Espaço Memória dos Exílios. Um dos últimos edifícios modernistas de pé no concelho e que tem sobre si o camartelo sob a forma de “projecto de alterações e ampliação”. Bom seria que esta oportunidade fosse não de negócio mas de mudança e de “aviso à navegação”. Será?




In Jornal de Notícias

Tuesday, March 09, 2010

Friday, March 05, 2010

Nova praia do Guincho





«Os ventos ciclónicos que atingiram os 140 quilómetros por hora no passado sábado, 27 de Fevereiro, e a agitação do mar transformaram a praia do Guincho, em Cascais. No lugar do areal raso até ao mar há agora uma autêntica falésia de areia»


Fonte (ABA)

Wednesday, March 03, 2010

Evacuada sala de espera das consultas externas do novo hospital de Cascais


In Diário Económico (3/3/2010)
Mafalda Aguilar

«O hospital foi inaugurado na semana passada.

A sala de espera da zona das consultas externas do novo hospital de Cascais foi hoje evacuada devido a uma inundação, apurou o Económico.

O acidente surge uma semana depois do novo hospital de Cascais ter sido inaugurado pelo primeiro-ministro.

Fonte do hospital contactada pelo Económico avançou que "houve uma ruptura da canalização da sala de espera da zona das consultas externas, que levou à evacuação da área, tendo sido desmarcadas as consultas".

Sobre a notícia avançada pela SIC de que o tecto teria caído, Matos Viegas, o engenheiro da TDOHOSP, empresa responsável pela concessão e manutenção do hospital, desmentiu ao Económico a informação, explicando que "o tubo de drenagem ficou entupido e fez uma pequena inundação, que já está resolvida".

O novo hospital de Cascais foi inaugurado no passado dia 23 de Fevereiro por José Sócrates.

Esta unidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) tem 272 camas, seis blocos operatórios, 10 quartos de partos, seis postos de hospital de dia, 26 gabinetes de consultas e uma unidade de cuidados especiais de neonatologia.»