Monday, October 29, 2007




In Público (29/10/2007)

Este caso ainda vai dar que falar...

8 comments:

Anonymous said...

Depois de ler o artigo e entrevista no publico, fui rapidamente espreitar ao dicionario de lingua portuguesa o significado de algumas palavras.
É que fiquei com sérias dúvidas após as revelações do Senhor Gonçalo Byrne* no público.
As palavras que me despertaram curiosidade eram o significado de prostituto, prostituir, e prostituição, uma outra seria talvez mercenario.
Eis o que encontrei, esquecendo a redundância. Prostituição: acto ou efeito de prostituir; vida desregrada, libertinagem.
Em seguida fui ver, prostituir: desmoralizar; degradar-se.
Comecei a ficar preocupado e verifiquei, e fui espreitar mercenário: aquele que trabalha por interesse;...
Desolado reli a entrevista e depois percebi tudo "a substituição dos edifícios", GB admite que os seus prédios um dia "poderão passar por um processo igual", respirei fundo afinal é passivel de ser demolido no futuro...e como me falat na melhor das hipoteses 50 anos de vida, e portanto vou aguardar.
(Não mencionar que é arquitecto é voluntário)

Anonymous said...

mais bom senso nas palavras ficaria bem a todos, a estudiosos de dicionarios e a senhoras professoras. nunca se esqueçam que um terreno tem caracteristicas urbanisticas fechasdas num plano urbanistico antecedente ao projecto de arquitectura. cuidado com os dedos apontados...
sou arquitecto e é para vocês que trabalho! talvez seja esse é o problema!
gostava de ver a bela casinha em que a senhora professora vive.
PS. desculpem os erros mas por agora não merecem mais cuidados...
veremos

Pedro Partidário said...

O problema, meu caro arquitecto anónimo, é que as "características urbanísticas fechadas num plano urbanístico antecedente" foram alteradas para este conjunto, de uma forma muito duvidosa e para sancionar a solução que para lá foi!
Ou seja: fez-se um plano urbanístico para uma arquitectura que um promotor encomendou, e não o contrário(!!!). O contrário seria - evidentemente - um Plano urbanístico da zona (que se houvesse um mínimo de profissionalismo teria de ir mais longe do que as fronteiras do "novo" lote) que reequacionasse uma zona urbana e as regras dos seus edifícios.

Problema nº 2. O actual projecto NÃO RESOLVE outra característica urbanística fechada e definida "no terreno": a adjacência ao edifício (disparatado) vizinho. Parece-me algo incompetente (ou arrogante) uma solução que ignora uma "empena cega" que espera uma adjacência.

Problema nº3. A demolição e o decreto da morte do antigo Estoril-Sol foi feito por uma "Junta Médica"... a sua competência e motivações deveriam ser alvo de inquérito!!!

Anonymous said...

Absolutamente de acordo! nem podia ser mais esplicito.
Fiquei agora a conhecer uma evidencia ao seus olhos, de planos de pormenor e outras ferramentas urbanisticas, manipuladas ilegalmente, nos meandros da industria imobiliária.
Onde uma boa fatia dos arquitectos deste pais, vão lamber as pinguinhas a que chamam honorários.
Não será muito honroso dizer mas eles existem.
Estou certo é que não é o caso do arquitecto Gonsalo Byrne, que reconhecidamente, assume as dificuldade de gerir um cliente privado.

na certeza de que não precisa de defesa!

Salvem-se que eles a falar mal uns dos outros são piores que sei lá!!!

Anonymous said...

O arquitecto anonimo nao estara concerteza a defender a classe? Pois infelizmente é indefensavel os arquitectos são responsaveis pelas suas obras e se não concordam recusem o projecto.
E a segunda vez que um arquitecto argumenta que não gosta, não fui eu que escolhi (primeiro Tainha sobre o projecto no Cais do sodré e agora Byrne)...Assumam.se!
O projecto é mau, muito mau!

Relembro o Codigo Deontógico da Ordem dos Médicos que responsabiliza os profissionais será necessário adapata-lo à vossa ordem profissonal!

Tenho muita pena que Antonio Capuho por quem tenho admiração embarque nesta aventura.
O balanço dos corpos em consola vão aterrorizar as populações e qualquer transeunte, (estou a recordar quando da construção do Atomium em Bruxelas houve uma petição popular para colocar umas estacas quando nao era necessario). Obviamente a area ao solo é menor, mas isso não se justifica.
Como disse e muito bem a doutora no mesmo artigo quem esta em casa não tem problema mas todos os outros têm que conviver com os mamarrachos porque são vários.
Estes arquitectos a seguir ao 25 de Abril viraram-se todos para a esquerda para terem trabalho. Uma vergonha é realmente necessario rever o dicionário, e acrescentava a palavra "democracia".

Pedro Partidário said...

Caro Anónimo-aparentemente-não-arquitecto-que-escreve-aqui-acima:
Eu também sou arquitecto. E acho que faz muito bem aos arquitectos, serem avaliados publicamente, porque a Arquitectura é uma manifestação cultural pública. Das Artes, a Arquitectura, é a mais pública de todas.
...mas daí a aceitar "meter tudo no mesmo saco" e aceitar "de ânimo leve" as generalizações que achou por bem fazer...
É que há duas coisas a considerar quando se fazem críticas à actuação dos Arquitectos e à Arquitectura:

1º NEM TODOS OS ARQUITECTOS TÊM ACESSO AO TRABALHO E ÀS RELAÇÕES COM PROMOTORES DO GÉNERO DESTE, QUE PROMOVE O ESTORIL-SOL E (por exemplo) O EMPREENDIMENTO MONTROSE. Aliás MUITO POUCOS arquitectos têm acesso a este tipo de relações.

2º A GRANDE MAIORIA daquilo que vemos à nossa volta, já feito ou a ser construÍdo, NÃO É produto do trabalho e Saber dos arquitectos. Em Portugal, ninguém faz projectos, ninguém acha importante programar, poucos percebem a importância de preparar solidamente uma operação financeira (e neste caso da Arquitectura e construção, também, operações culturais)... prefere-se não investir nessa parte da preparação, do projecto. Prefere-se deixar tudo - como sempre - nas mãos do "Deus dará" e do improviso.

O país deu-se ao luxo de investir em cursos de Arquitectura (demasiados) para, dispensar sobranceiramente ( e irresponsavelmente) o trabalho desses especialistas, e preferir tê-los a ensinar no Secundário, a atender em lojas de shopping ou em caixa de hipermercado, e a fazer esporádicamente - em regime de biscate - Arquitectura ou loteamentos.
(sei bem do que falo porque recebo por ano centenas de curriculae de licenciados a pedir trabalho).

Como é evidente que a Arquitectura se relaciona com um sector da produção que envolve grandes interesses económicos, é óbvio que estando uns Arquitectos a [ter de(?)] prestar vassalagem aos interesses económicos maiores, e uma maioria a trabalhar com grandes dificuldades, em regime de biscate, sobra muito pouco espaço para o "bom-senso" e a qualificação mínima do que se faz. Só se faz bem Arquitectura quando se trabalha continuadamente, a desenvolver EXPERIÊNCIA.

O Público (TODOS-NÓS-Estado) deixou de fazer concursos Públicos. As obras públicas (desde as grandes às mais pequenas) são "entregues" directamente aos mesmos de sempre, que - por acaso (ou não!!!!!) - são os nomes que coincidem com aqueles que surgem com relações próximas aos mais importantes Promotores Imobiliários. E aí o círculo fecha-se.
... Uns desenvolvem e impõem a sua crescente "experiência", e outros - a grande maioria dos arquitectos - vão tolhendo (porventura) o seu "crescimento" em maturidade profissional por falta de oportunidades sustendadas de trabalho.
Nessa GRANDE maioria, uns abdicam de quase tudo por necessidade de sobrevivência, outros vão fazendo o que podem, tentando manter a dignidade.
A estes últimos, façamos-lhes a DEVIDA homenagem. Que não sejam metidos no saco do insulto. NÃO MERECEM.

Com estima,
Pedro Partidário. Arquitecto.

Pedro Partidário said...

Post-Scriptum:
A "análise" "semiótica" (misturada com uns quantos preconceitos sociológicos) a este conjunto edificado, que se pode ler na "notícia" publicada neste post, é no mínimo, mais um atrevimento de vontade de exposição mediática, e, no limite roça tanto o patético, como o filme de promoção do empreendimento (só que esse cumprirá inapelavelmente - e profissionalmente - o seu objectivo).
A "análise especialista" não mereceria grandes comentários numa sociedade mais desenvolvida culturalmente. É um fait-divers num rodapé.

Eduardo Santini said...

bem isto assim é complicado o autor considera que não se devia construir no espaço que lhe deram para o efeito...Agora como é que a câmara pondera defender este projecto se o Arquitecto não consegue...Honra lhe seja feita porque meteu-se numa alhada e deu armas aos «contras»...
agora é que vão ser elas...