Tuesday, August 25, 2009

Cortes de abastecimento de água amanhã

In Diário de Notícias (25/8/2009)
por MARINA ALMEIDA


«Várias localidades do concelho de Cascais vão sofrer cortes no abastecimento de água da rede pública amanhã, terça-feira, a partir das 18.00.

Segundo informou a Águas de Cascais em comunicado, “a EPAL irá dar início a uma intervenção na sua conduta principal que abastece o Concelho de Cascais, cuja duração está estimada em cerca de 12 horas e terá como consequência a interrupção parcial do fornecimento de água ao Concelho.”

Segundo a mesma nota, a EPAL prevê que a intervenção esteja concluída até cerca das 00.00, altura em que se iniciará a reposição do normal

abastecimento de água nas áreas afectadas. A empresa garante que será garantido o abastecimento aos Hospitais de Cascais e de Alcoitão, bem como para outras situações de emergência.

A Águas de Cascais disponibiliza informação através do número 800 501 502 e no site www.aguasdecascais.pt (secção Falhas de Abastecimento).

As localidades afectadas pela obra a partir das 18.00 serão Adroana, Alcoitão, Alto da Castelhana, Alvide, Amoreira, Bairro da Cruz Vermelha, Bairro Calouste Gulbenkian, Bairro de Santo António, Bairro de S. José, Bicesse (zona norte), Cascais (Av.Marginal do forte de Salazar até ao Pão de Açúcar, Av. Marechal Carmona, R. Henrique Seixas, Cascais (ed. “Tintas CIN”), Estoril, Fim do Mundo, Fontaínhas, Monte Estoril, Monte Leite, Pai do Vento, Penha Longa, Vale de Santa. Rita e S. João do Estoril (a sul da linha de comboio até ao forte Salazar).

A partir das 20.00 o corte de abastecimento de água estende-se a Aldeia do Juso, Bairro da Assunção, Bairro das Caixas, Bairro de Santana, Birre (a norte do Centro Comercial), Charneca, Cobre, Murches e Pampilheira»

Monday, August 24, 2009

Desporto dá 27 milhões à região do Estoril

In Público (24/8/2009)

«Os eventos desportivos que anualmente decorrem no Estoril, como o Cascais Vela que ontem se iniciou, o golfe ou o hipismo, representam uma receita de 27 milhões de euros para a região, revelou o Turismo do Estoril.
A Costa do Estoril acolhe, até 4 de Setembro, mais de 200 velejadores e 60 barcos de oito países, que participam na 10.ª edição do Cascais Vela 2009. Segundo o presidente do Turismo do Estoril, Duarte Nobre Guedes, citado pela Lusa, eventos deste tipo trazem, anualmente, cerca de 80 mil dormidas, provenientes de 25 mil hóspedes, o que resulta numa receita de 27 milhões de euros para a região costeira.
Salientando que "a vela é um produto importante associado à Costa do Estoril", Duarte Nobre Guedes disse que se "deveria investir mais no turismo náutico da costa nacional". O responsável explicou que a zona "é o local de eleição para a realização de eventos deste tipo, não só devido às condições naturais e atmosféricas, mas porque o Estoril pode oferecer tudo num espaço físico muito reduzido".
Referindo-se não só à prática da vela, mas também do golfe e do hipismo, o representante do Turismo do Estoril afirmou que "têm sido feitos investimentos, principalmente em termos de palcos, em todas as modalidades, procurando construir estruturas de primeira qualidade". No Cascais Vela 2009, organizado pelo Clube Naval de Cascais, realizam-se quatro regatas internacionais nas classes GP42, ORC, Laser SB3 e Dragão. »

Saturday, August 22, 2009

Vila de Cascais volta a receber as Festas do Mar

In Público (22/8/2009)

«Os pescadores de Cascais organizam mais uma edição das Festas do Mar, que se iniciaram ontem e terminam a 30 de Agosto, esperando-se mais de 40 mil pessoas por dia para assistir às diversas actividades na baía de Cascais.
Segundo o presidente da Associação de Amadores e Pescadores, António Ramos, "este ano irá cumprir-se o mesmo dos outros anos", prometendo "muita animação" às milhares de pessoas esperadas para os dez dias dedicados a esta festa. Dividida em duas vertentes, a religiosa e a lúdica, as Festas do Mar têm o seu ponto alto com a tradicional procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, amanhã, com partida junto à igreja matriz e passagem pelas ruas de D. Carlos I, do Regimento 19, rotunda junto ao Jardim do Visconde da Luz e Alameda dos Combatentes da Grande Guerra.
Cumprindo a tradição, os barcos seguem o percurso por mar, desde a baía até à Guia e regresso, transportando os andores com imagens dos santos que integram a procissão. Quanto à vertente lúdica, distribuída por uma parte gastronómica, encontra-se uma zona de restauração e stands de artesanato, rifas e quermesse, além do programa de animação.
Todos os dias serão promovidas actividades destinadas ao público infantil, como iniciação à vela, biblioteca de praia, ateliês de construção naval e estampagem de T-shirts.
À semelhança do ano anterior, vai ainda decorrer a segunda edição do concurso de fotografia, este ano dedicado ao tema Gentes de Cascais, uma forma de promover a descoberta do concelho. Este ano, a baía de Cascais será palco de um programa que inclui actuações de Michael Carreira, David Fonseca, Pólo Norte, João Pedro Pais, Rita Guerra, The Gift e, no encerramento, Rui Veloso.
As Festas do Mar realizam-se há mais de 50 anos, organizadas em parceria pela Associação de Amadores e Pescadores e pela Câmara de Cascais, tendo sido interrompidas durante cerca de dez anos, depois do 25 de Abril de 1974, e são a maior fonte de receitas da associação. Lusa »

Thursday, August 20, 2009

Depois de Lisboa, Cascais.



Como em Lisboa, acho perfeitamente tonta esta história, que nada enobrece a Causa, e só demonstra o estado a que este país chegou, sem rei nem roque.

Thursday, August 13, 2009

Mais fotos da "beleza" a ser erguida à entrada de Cascais:







Fotos (10/8/2009): TS

Deliberações da Reunião Pública de Câmara de dia 27 de Julho:

«A Câmara Municipal de Cascais, em Reunião Pública de Câmara de dia 27 de Julho, entre outras matérias, deliberou:

[...]

2. Aprovar o acordo de colaboração no âmbito do PROHABITA entre o Município de Cascais e o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana para a construção de 55 novos fogos destinados a proporcionar habitação a famílias não abrangidas pelo Programa Especial de Realojamento.

3. Atribuir 41 fogos de habitação social nos Empreendimentos de Polima e Campos Velhos.

4. Aprovar o projecto do acesso viário e pedonal ao empreendimento PER de Cabeço de
Bicesse. Este empreendimento social veio aumentar a carga demográfica e viária neste local,pelo que se torna necessário intervir de modo a melhorar os arruamentos existentes, uniformizando os respectivos perfis, dotando-os de todas as infraestruturas necessárias e promovendo condições para uma circulação automóvel e pedonal em segurança.

5. Aprovar a abertura do concurso público para a reformulação da Estrada das Neves no valor de € 2.376.075,20. Esta obra virá dar resposta às crescentes solicitações do concelho a nível de acessibilidades, neste caso no eixo viário entre Bicesse e Manique, promovendo a respectiva reabilitação, criando melhores condições de segurança para a circulação pedonal e apresentando uma solução para os vários pontos de conflito do traçado, em especial junto à entrada de Manique.

6. Aprovar a cedência em regime de direito de superfície de dois terrenos, num total de 3.940m2, para a construção de novas sedes de dois agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas, designadamente: uma parcela com 1020 m2, situada junto à Ribeira dos Mochos, na freguesia de Cascais, ao Agrupamento 729; e uma parcela com 2.920 m2, em Sassoeiros, freguesia de Carcavelos, ao Agrupamento 113.

[...]

19. Aprovar a celebração de um protocolo entre a Câmara Municipal de Cascais, o Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo para avaliação da qualidade do ar no Concelho de Cascais.

[...]

22. Aprovar a remissão à Comissão de Coordenação do Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo do Plano de Pormenor do Espaço Terciário de Sassoeiros Norte para realização da conferência de serviços. Esta será a última etapa exigida para a aprovação deste Plano de Pormenor, antes da discussão e votação em sede de Assembleia Municipal de Cascais, cuja área será destinada à implantação em Cascais da sede nacional da cadeia espanhola El Corte Inglès.»

Saturday, July 25, 2009

Reportar, ver, partilhar ou debater problemas do seu Município

Recebi este email que partilho:

Caro cidadão,

A partir de hoje, tem ao seu dispor a plataforma
autarquias.org.
Com o autarquias.org os cidadãos podem alertar os
municípios para as mais variadas situações, desde de Lixos na via pública,
postes de iluminação que não o funcionam, buracos na via pública,
equipamento danificado, problemas nos abastecimentos, ou outros tipos de
problemas, que muitas das vezes as Câmaras Municipais não tem
conhecimento.

Os cidadãos podem acompanhar as respostas das autarquias aos alertas
apresentados por outros cidadãos, como também participarem nesses mesmos
alertas adicionando comentários.

O autarquias.org permite também a criação de
debates por cidadãos que pretendem discutir assuntos que lhes pareçam
pertinentes com outros cidadãos e com o próprio município ou questionar a
autarquia sobre um assunto do interesse de todo o município, como também
a abertura de petições.
Participe neste projecto.
<http://autarquias.org>

Monday, July 20, 2009

Nova Cidadela de Cascais custa nove milhões

In Público (20/7/2009)

«A renovação do Palácio da Presidência, a requalificação da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a construção de uma pousada são os projectos previstos para a Nova Cidadela de Cascais, que estarão concluídos em 2011.
Para o Palácio da Presidência da República está previsto um projecto de recuperação e musealização, que vai recuperar a residência oficial do Presidente da República e permitir a instalação do Museu das Ordens Honoríficas. Segundo Pedro Vaz, arquitecto do projecto, a obra de reabilitação do edifício consiste num "núcleo de museu da Presidência, aposentos de comitivas e um espaço que poderá ser visitado pelo público, além dos salões que servirão para receber eventos". A obra está a decorrer e deverá estar concluída em Julho de 2010. Lusa»

Friday, July 17, 2009

Bicicletas no paredão

Informo que por reunião ontem entre os "Amigos das Bicicletas no Paredão Estoril - Cascais", a "Associação dos Amigos do Paredão" e o Presidente da Câmara de Cascais foi decidido autorizar, a partir de Outubro, a circulação de bicicletas em horários especiais e diferenciados no Verão e Inverno.

Assim sendo, foi decidido que a partir de Outubro (15) será aberto o trânsito de bicicletas no Paredão da seguinte forma:


HORÁRIOS

Verão:
Proibido das 10h00 às 18h00 durante todos os dias
Permitido das 18h00 às 10h00 todos os dias (incluindo fins-de-semana)

Inverno:
Livre durante todos os dias da semana (todas as horas)
Proibido das 10h00 às 18h00 aos fins-de-semana
Permitido entre as 18h00 e as 10h00 aos fins-de-semana

SEGURANÇA
Criação de um corredor para o trânsito das bicicletas, ao longo do Paredão que irá dividir as zonas dos peões e bicicletas.

FISCALIZAÇÃO e SENSIBILIZAÇÃO
Forte fiscalização de infractores e sensibilização pelas autoridades para o uso regrado das bicicletas.

-----------------------
Sou a favor do incentivo da utilização de bicicletas, meio que preferencialmente tento utilizar em detrimento do carro. Circular na Av Marginal é um perigo maior que utilizar um feery-boat nas Filipinas. Portanto, enquanto não se criarem ciclovias na Marginal, só resta a alternativa do paredão.
O horário tentou incentivar a utilização da bicicleta pelas pessoas que a utilizam para ir trabalhar, o que acho uma excelente idéia ! Quem a utiliza para ir às compras, terá de adaptar o seu horário.

Será uma decisão que não agradará a toda a gente, mas foi uma decisão salomónica.

A meu ver, neste momento, o maior entrave à circulação no paredão são as esplanadas que tomam conta do espaço e por vezes apenas deixam livre, para quem quer fazer exercício e deslocar-se, menos de 10% da largura disponível (Mte Estoril, Bolina e praias Palm Beach por exemplo). Existem zonas onde 2 transeuntes têm dificuldade em se cruzarem !
O mais ridiculo é que muitas estão a maior parte do tempo vazias ou quase vazias.

Thursday, July 02, 2009

Será que os moradores de São João sabem?


Que estas árvores vão todas abaixo se for por diante a "prenda" que a CMC aprovou para ali?

Onde pára o aviso?
Onde pára o cartaz com a foto do que vai morrer e do que vai nascer?

Abençoada democracia!

Wednesday, July 01, 2009

300 voluntários inscritos para preservação do Parque

In Diário de Notícias (1/7/2009)
por Lusa Hoje

«O programa "Natura Observa", promovido pela agência municipal Cascais Natura, arranca hoje e já conta com 300 voluntários inscritos, dispostos a participar em acções de protecção da Natureza no Parque Natural de Sintra-Cascais.

De acordo com o presidente da Cascais Natura e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, "a grande adesão ao programa demonstra o sucesso dos esforços no sentido de envolver as camadas mais jovens, consciencializando-as para a preservação dos recursos naturais do concelho, e para a importância do voluntariado."

O programa decorre no Parque Natural de Sintra-Cascais e funciona, também, como ocupação dos tempos livres, "orientado para a formação dos jovens em matérias de desenvolvimento sustentável e para a sua participação pública em acções de preservação, gestão e manutenção do meio ambiente".

Os participantes vão estar envolvidos em seis projectos, "todos eles com características distintas, mas complementares".

Um deles é o projecto Raposa, que visa a instalação de sinalética e monitorização de pequenas e grandes rotas no Parque, com o objectivo de manter os percursos pedestres e cicláveis registados para visitação.

Outro dos projectos é o Coruja, que pretende recuperar e manter o património arquitectónico, em área protegida, com o objectivo de preservar as infra-estruturas de interesse histórico e arquitectónico.

A terceira fase (Gaio) consiste num esquema de patrulhamento e monitorização de zonas florestais e matas nas encostas da Serra de Sintra voltadas a Sul, durante os meses de Verão, com o objectivo imediato de reforçar os meios de vigilância dos fogos.

A fase do Guarda-Rios trata-se de uma campanha de monitorização das linhas de água, em paralelo ao projecto Gaio, que abrange as treze principais ribeiras do concelho de Cascais, de forma a proteger as manchas de vegetação ripícula existentes ao longo das suas margens.

O projecto Javali, que consiste na execução de um conjunto de trabalhos florestais, como limpeza de matos e controlo de acácia, pretende reduzir o risco de incêndio e apoiar a regeneração da vegetação natural.

A última etapa passa pelo projecto Germina, que visa a identificação e beneficiação de núcleos de espécies vegetais autóctones do Parque Natural e consequente campanha de recolha de sementes que constituirão o material de propagação do Banco Genético Vegetal de Sintra-Cascais, criado para fornecer plantas destinadas a acções de plantação e recuperação da paisagem natural e promover uma floresta sustentável.

A iniciativa, que comemora este ano a sua terceira edição, é destinada a jovens voluntários, entre os 16 e 30 anos, que tenham a preocupação de preservar o ambiente.

As acções de voluntariado vão ser divididas por quinzenas, sendo que os interessados ainda se podem inscrever, num prazo máximo de cinco dias antes do início de cada fase, em www.cascaisnatura.org.

Além disso, será atribuída uma bolsa diária de 12 euros para suportar os custos de alimentação e ainda vão ser disponibilizados bilhetes para transportes públicos.»

Monday, June 29, 2009

Ordem de Trabalhos da Reunião Pública de Câmara, HOJE (15h), nos Paços do Concelho:

Aqui ficam os pontos que me parecem mais importantes:



3.2. Património:

3.2.1. Permuta de lotes de terreno entre o Município de Cascais e Fernando Gabriel Mendes Sampaio Ferreira de Sousa, com as áreas de 324 m2 e 375 m2, situados no Estoril e Bicesse, Freguesia do Estoril e Alcabideche, respectivamente, destinados a construção.
3.2.2. Cedência em direito de superfície à Fundação Victor Reis Morais – Pedido de Moratória do pagamento de renda.
3.2.3. Cedência gratuita ao Município de Cascais de duas parcelas de terreno com a área total de 4,38m2, situadas em Outeiro de Polima, Freguesia de S. Domingos de Rana, por Agostinho Antunes Ferreira e outros, destinadas a arruamentos.
3.2.4. Cedência gratuita ao Município de Cascais de duas parcelas de terreno com a área total de 28.925,20 m2, situadas nos limites do lugar da Torre, Freguesia de Cascais, por Santa Casa da Misericórdia de Cascais, destinadas a arruamentos, passeios, estacionamentos, espaços livres e construção.

4.Ordenamento e Planeamento Estratégico:
4.1. Alteração do Plano Director Municipal de Cascais – “Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística da Quinta do Barão".
4.2. Compromissos Urbanísticos do Plano de Pormenor do Espaço de Estabelecimento Terciário do Arneiro.
5.Urbanismo:
5.1. Processo Nº:Spo-992/2009 - Nome: Município de Cascais - Local: Pampilheira-Cascais - Assunto: Alteração à operação de Loteamento nº 8 – junção dos Lotes 2 e 3, para equipamento.
5.2. Processo Nº:Spo-438/2009 - Nome: Girumar-Comercialização de Imóveis, S.A - Local: Mato dos Gaios - Livramento-Estoril - Assunto: Alteração ao Alvará de Loteamento nº 1420 – redistribuição das áreas entre os Lotes 1 ao 7.
5.3. Processo Nº: Spo – 56/2008 (Reqt.º Nº 2371/08, 5746/08, 148/09 E 949/09) - Nome: Ricardo Antunes Lourenço e Outros - Local: Tires – S. D. Rana - Assunto: Operação de Loteamento.
5.4. Processo Nº: E-Geral – 10579/2009 - Nome: Fundbox Sgfii, SA - Local: Aldeia de Juso – Cascais - Assunto: Lote 4 do Alvará de Loteamento Nº 943 (Alcatel).

7.Obras Municipais:
7.1. Construção da Via Circular Nascente a São João do Estoril – Troço entre o Bairro Social da Galiza e o Nó do Estoril ” - Obra N.º 4.11.4.02 - Revisão de preços definitiva - Valor: € 377,27 C/Iva a favor da CMC.

O PARECER QUE É

Eu já aqui tinha feito uma reflexão sobre o cimento, e a forma como o cimento se enquistou no nosso conceito de país moderno. Hoje venho aqui dar continuidade a essa reflexão. É que não sei se já repararam mas as obras estão aí em grande pujança desde o início do ano. Um pouco por toda a parte despeja-se alcatrão, remendam-se passeios, reorganizam-se rotundas. Tudo isto seria normal, e até apreciável, se fosse resultado de uma preocupação séria, por parte do executivo camarário, em melhorar o quotidiano dos seus munícipes. Mas a verdade é que este impulso de obras à pressa e em quantidade, é apenas mais um daqueles truques próprios do marketing político. Os parvos, que somos nós, são o alvo destas campanhas. Os parvos vão "comer com os olhos" e esquecer os últimos quatro anos. E quando forem às urnas escolherem o próximo presidente de câmara, vão levar no seu subconsciente o cheiro a alcatrão e o barulho da pedra de calçada a ser martelada. Na verdade, foi sempre assim. Na verdade, os parvos nunca deixaram de ser parvos. Precisamente porque essa ideia de "obra feita" revela-se como uma representação desse tal conceito de modernidade (e como nós gostamos de ser visceralmente modernos), resultando daí uma associação quase espontânea entre competência política e esta forma de fazer obras. Veja-se, a título de exemplo, o caso de Oeiras em que perante as suspeitas que recaem sobre Isaltino de Morais, os munícipes fazem uma espécie de absolvição política pelo pretexto da tal "obra feita". Aliás, esta encenação traduz-se num «parecer que é» precisamente para não mostrar o que realmente é, ou seja, uma autêntica treta. Enquanto não percebermos que isto está tudo armadilhado, e que este «parecer que é» não passa de uma mentira, então este espectáculo de marionetas vai continuar, e blogues como este vão continuar a lamentar os blooms de insensatez nos negócios entre o município e as empresas do cimento e do alcatrão.

Thursday, June 25, 2009

Praias "geração pitbull"


Ao fim de 4 idas à Praia da Conceição (uma vez que na da Duquesa e areia já foi...), e de assistir a múltiplas pegas entre o débil banheiro de serviço à concessionária da mesma e os variados espécimes chegadinhos não se sabe muito bem de onde, por causa ora de boladas por todo o lado, guarda-sóis colocados indevidamente (onde páram os cabos-mar?), os palavrões e as rixas por causa disto e daquilo; e por muito que goste de nadar no pacato "lago" em que a marina transformou aquelas águas, dei por encerrada a minha época balnear na praia do Prof. Marcelo.

No paga a pena.


P.S-Esta coisa só se resolveria se Cascais tomasse como bom o exemplo de mais de 30 anos de praias em Itália (da Ligúria à Sicília) onde as cadeiras-espreguiçadeiras pagas se estendem até à borda de água. Quem quer paga quem não quer vai para outro sítio, geralmente um recanto da praia. Se houver outra solução, força!




Foto

Wednesday, June 24, 2009

Casa Henrique Sommer.... finalmente?


Será que finalmente as obras vão ter inicio?
Sim! Pois o problema, segundo as "linguas", está resolvido.
Esperemos que as palmeiras não sejam destruidas e que tudo fique conforme a traça original.
Mas... Porque será que estas coisas coincidem com a proximidade das eleições?

Tuesday, June 23, 2009

«Eclipse total no Estoril» ... a construção de um monstro:










In Público (2/2007)





Fotos: MVP, PC, FB e JNB

Monday, June 22, 2009

Cascais quer reduzir "pegada ecológica", 18 por cento acima da média nacional

In Público (20/6/2009)


«Cascais possui uma "pegada ecológica" acima da média nacional, estimada em 5,2 hectares globais, a área necessária a cada pessoa para produzir o que consome e absorver os resíduos que produz. Esta avaliação, segundo o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, permitirá "antecipar medidas para proteger o ambiente e promover o desenvolvimento sustentável do concelho".
Um estudo realizado pela Agenda Cascais 21, em colaboração com o Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade, calculou a "pegada ecológica" de Cascais com base em determinadas variáveis como alimentação, mobilidade e transportes, habitação, bens de consumo e serviços. A área abstracta (hectare global) apurada permite relacionar, numa mesma unidade, hectares com produtividade biológica diversa. No caso de Cascais, a "pegada" de 5,2 ha é superior em 18 por cento à média nacional (4,4 ha) e fica acima da média da União Europeia (4,7 ha). Estes valores ficam abaixo de cidades como Marin (EUA), com 10,9 ha; Vistoria (Austrália), com 8,1 ha, e Londres, com 6,63 ha.

"Se todos consumissem como os habitantes de Cascais, seriam precisos dois planetas e meio", comentou Carlos Carreiras, salientando que o estudo, elaborado em parceria com a Global Footprint Network, vai contribuir para a autarquia "planear a médio e longo prazo para que venha a ter uma pegada ecológica menor". De acordo com as várias "subpegadas" de Cascais, cada habitante precisa de 52 por cento de área para absorção do C02 que produz; 24 por cento de área agrícola, para a produção de alimentos; dez por cento de terrenos de pastoreio, para a alimentação animal; nove por cento para a produção piscícola; quatro por cento de floresta (para diversas actividades); e um por cento relacionado com a construção (impermeabilização do solo).
Uma fonte do gabinete municipal Agenda Cascais 21 adiantou que, perante os resultados actuais, será preciso "o equivalente a 79 vezes a área do município para satisfazer as necessidades" dos 187 mil habitantes de Cascais. Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza, não estranhou que Cascais exiba "uma pegada ecológica elevada" e sublinhou que o cenário não é pior devido à extensa área concelhia no Parque Natural de Sintra-Cascais. O ambientalista, entre as várias medidas para atenuar os impactes, aconselhou a substituição da iluminação pública pela tecnologia de LED, o aumento de recolha de água da chuva, que deve ser usada para rega, o aproveitamento de espaços verdes para a produção hortícola, e a melhoria do sistema de transportes públicos, através da articulação dos diferentes modos e mais estacionamento junto ao caminho-de-ferro.
Almada também já calculou a sua "pegada ecológica", em 5,82 hectares por habitante, o que se traduziria na necessidade de "três planetas para sustentar" o modo de vida no município da margem sul do Tejo. Luís Filipe Sebastião»

...

Talvez seja por isso que a CMC permite os empreendimentos que lavram pela Quinta da Marinha, mais o tal de PP do Hotel Miramar, mais o abate das árvores na Quinta Montrose, mais os empreendimentos a poente do clube de golfe junto à auto-estrada, etc., etc. É tudo em prol de um desenvolvimento sustentável... O ridículo mata.

Monday, June 15, 2009

Festival do Gelado em Cascais não seria o mesmo sem a presença do Santini

In Público (14/6/2009)

«Manter a qualidade e seguir a primeira receita é o segredo de 60 anos dos gelados da antiga geladaria, apesar da anunciada expansão do negócio


A completar 60 anos, os gelados Santini continuam a ser uma referência em Cascais e, porque "o segredo é a alma do negócio", os responsáveis revelam apenas que a qualidade e a tradição são as razões do sucesso.
Quem passa em frente a um Santini não resiste a comprar um gelado, ainda que tenha de enfrentar vários minutos de espera na fila que, no fim, são compensados por breves minutos de prazer. Em copo ou em cone, morango, meloa, framboesa, limão, chocolate, café, noz, são alguns dos sabores mais procurados pelos admiradores do Santini, que não conseguem nomear um só sabor para dizer qual é o melhor.
"São todos maravilhosos. Se pudesse pedia um cone com dez bolas para escolher dez sabores", disse uma das clientes, citada pela agência Lusa. Para Eduardo Santini, responsável pela produção, "manter a qualidade e seguir a receita dos gelados como se faziam em 1949" são as razões do sucesso, além dos "produtos frescos e as matérias-primas da maior qualidade".
Considerando que são produtos para todas as classes, Eduardo Santini descarta a ideia de que os seus gelados são direccionados para as elites, sublinhando que o número de vendas não é a preocupação, mas sim manter o nome da família. Actualmente o Santini só existe em duas lojas no concelho de Cascais - São João do Estoril e Cascais -, mas Martim de Botton, responsável pela expansão, promete fazer crescer a marca com a mesma qualidade: "Para o ano vamos abrir uma nova loja em Lisboa e depois queremos entrar em outros sítios, mas sempre de uma forma controlada, para conseguirmos manter a qualidade".
Apesar de ter novos sócios, Eduardo Santini garante que continua a ser um negócio de família, "porque é aí que está o segredo", acrescentando que os novos sócios dedicam-se apenas à parte de expansão da marca e de crescimento. "A qualidade é exactamente igual e os produtos são exactamente os mesmos", acrescentou Martim de Botton, o novo sócio.
No seguimento da primeira edição do Festival do Gelado, este fim-de-semana na Cidadela de Cascais, os gelados Santini são uma presença obrigatória. "Era inconcebível fazer um Festival do Gelado sem a presença do Santini", evidenciou Susana, organizadora do evento. Além do Santini, estão presentes mais seis geladarias e vários ateliers que visam dar a conhecer às crianças a origem do gelado. O último dia do Festival do Gelado decorre hoje entre as 10h e as 22h, na Cidadela de Cascais, com acesso livre»

...


Só é pena que os preços dos gelados dos participantes não tenham sido abaixo dos preços correntes, uma vez que festa pressupõe isso mesmo, mas em relação ao Santini houve a possibilidade de saborear um magnífico novo sabor, de cereja, a custo zero por força da parceria com o Millennium, que tinha, aliás, um belo espaço (tal como o Santini, com muito bom gosto) e umas belas anfitriãs.

Em relação ao espaço da Cidadela, sempre que entrou ali fico com uma sensação esquisita já que não concebo aquele espaço como sendo privado. Será que não havia outra maneira de recuperar aquilo e de lhe dar um uso sem ser por via da privatização?

Linha de Cascais terá controlo de sinalização mais avançado do país

In Público (15/6/2009)
Carlos Cipriano

«Refer avança com investimentos na área da segurança que vão custar cerca de 45 milhões de euros. Obras deverão estar concluídas em 2014


A Rede Ferroviária Nacional (Refer) lançou um concurso público internacional para dotar a Linha de Cascais do sistema de controlo e comando de sinalização mais avançado de toda a rede ferroviária nacional. Trata-se do ERTMS (European Rail Traffic Management System), que garante a interoperacionalidade técnica dos comboios portugueses no espaço europeu.

O investimento, no valor de 45 milhões de euros, vai substituir todas as infra-estruturas de sinalização, controlo de velocidade e telecomunicações existentes naquela linha e deverá estar concluído em 2012, altura em que se prevê a entrada ao serviço dos novos comboios suburbanos entretanto adquiridos pela CP.
Este é o primeiro passo de um projecto de modernização que inclui a substituição integral da linha férrea. Como a última renovação de via foi realizada em 1975, torna-
-se agora necessário sanear a plataforma, isto é, levantar os carris e o balastro, retirar a terra que está por baixo e substituir tudo por um novo leito e uma nova superestrutura.
Esta obra, porém, ainda não foi adjudicada e só estará concluída em 2014, de acordo com o plano de actividades da Refer, que prevê gastar até 2016 mais de 160 milhões de euros na Linha de Cascais.
Privatização à vista?
O projecto está praticamente concluído desde 2006 e a empresa chegou a anunciar que as obras teriam início nesse mesmo ano, apontando-se então que a requalificação da linha estaria concluída em 2012. De acordo com esse calendário, a nova sinalização electrónica agora anunciada, teria sido implementada até 2008 e teria custado 33 milhões de euros (menos 12 milhões do que agora). Os trabalhos na via e a substituição das catenárias teriam lugar entre 2008 e 2012, mas agora a Refer prevê que os mesmos só venham a decorrer entre 2011 e 2014.
O que aconteceu então? O Governo decidiu travar o projecto, mantendo-
-o congelado nos últimos três anos e só agora decidiu avançar. Por óbvias razões financeiras, embora tal decisão nunca tenha sido publicamente assumida, ao contrário da modernização da Linha do Norte, que também foi parada, mas neste caso com a justificação de que o projecto deveria ser repensado tendo em conta o TGV (alta velocidade) entre Lisboa e Porto.
A situação de envelhecimento da Linha de Cascais tornou insustentável mais adiamentos, pelo que os primeiros concursos foram agora lançados. A par de sinalização, a Refer lançou um outro concurso para a remodelação das estações desta linha, por forma a dotá-las de maior conforto e segurança para os utilizadores da ferrovia.
A empresa diz ainda que pretende "conferir aos espaços de acolhimento dos passageiros da Linha de Cascais uma imagem singular, que permita a sua diferenciação relativamente às restantes estações e apeadeiros que integram a rede ferroviária nacional, nomeadamente com um design para a simbologia, sinalética e utilização de elementos cromáticos". Uma opção que pode significar a preparação desta linha para uma eventual privatização após as obras.
Em Junho de 2006, a Refer assegurava que a quadruplicação na Linha de Sintra, entre Queluz e Cacém, e da Linha da Cintura, entre Chelas e Braço de Prata, tinham as candidaturas ao Quatro Comunitário de Apoio concluídas e que as obras estariam concluídas em 2011. A estação do Cacém, construída de raiz, estaria concluída em 2008. Três anos depois, só recentemente foram iniciadas as obras para quadruplicar a via entre Barcarena e Cacém, cuja estação está longe de estar terminada. Na Linha da Cintura não começaram quaisquer obras e nem o plano de actividades da Refer tem previsto até 2011 qualquer investimento de vulto para quadruplicar o troço entre Chelas e Braço de Prata.»

Thursday, June 11, 2009

Demolidas últimas barracas do Bairro do Fim do Mundo

In Público (10/6/2009)
Inês Boaventura

«A Câmara Municipal de Cascais demoliu ontem as últimas barracas do Bairro do Fim do Mundo, na freguesia do Estoril, onde chegaram a morar mais de 600 pessoas. A demolição, que gerou o protesto de alguns moradores, vai permitir a renaturalização deste espaço da Reserva Ecológica Nacional.
Em comunicado, a autarquia sublinhou ter criado "as condições necessárias para erradicar este foco de pobreza e degradação", que surgiu no fim da década de 1970 e teve "uma franca expansão" na década seguinte. Segundo um recenseamento realizado em 1993, o Bairro do Fim do Mundo tinha na altura 141 barracas, nas quais moravam 619 pessoas de 278 agregados familiares.
Ontem foram demolidas as últimas habitações depois de, segundo a Câmara de Cascais, terem sido realojadas "as últimas 14 famílias recenseadas no âmbito do Programa Especial de Realojamento", instrumento ao abrigo do qual foram realojados 280 agregados familiares ao longo de 16 anos. No comunicado acrescenta-se que, "após a limpeza do entulho resultante destas demolições, o espaço irá ser beneficiado pela implementação de um projecto de renaturalização, a levar a cabo pela Agência Municipal Cascais Natura", que permitirá "a devolução do Pinhal de Santa Rita à população".
Durante a manhã de ontem, alguns habitantes protestaram contra a acção do município e a não apresentação de soluções para o seu realojamento. Armandinho Sá, da comissão de moradores, disse à Lusa que se vivia um "ambiente calmo", empunhando os contestatários cartazes onde se lia "as pessoas não têm alternativas". Armandinho Sá disse que a população se tem manifestado a favor da destruição das barracas, embora reclame alternativas de habitação. As demolições foram acompanhadas pela PSP e Polícia Municipal. »

Friday, June 05, 2009

Requalificação da Avenida Sabóia no Monte Estoril

Imprensa Cascais:

«Requalificação da Avenida Sabóia no Monte Estoril


Cortes de trânsito antecipados.

Estão a decorrer em ritmo acelerado os trabalhos de requalificação da Avenida Sabóia no Monte Estoril, de tal modo que foi possível antecipar a conclusão na frente de trabalho designada por Zona 2A, no troço da Avenida Sabóia frente ao Hotel Éden.

A obra avança já para a fase seguinte, no troço da Avenida de Sabóia | Jardim dos Passarinhos, entre a Rua D. Manuel de Mello e a Rua de Belmonte, pelo que os cortes de trânsito previstos foram igualmente antecipados.

Assim, a partir das 8h00 de dia 05/06/2009 encontrar-se-á implementado o novo Plano de Corte de Trânsito e Sinalização Temporária – Zona 3, em função do corte e desvios de trânsito impostos pelas obras no troço referido.

De referir que foi implementado dia 03 de Junho com a ScottUrb o novo circuito para os autocarros e está já em funcionamento a sinalização provisória relativa a esta fase dos trabalhos.

Até dia 28 de Junho, vai funcionar o Parque de Estacionamento de Táxis Zona 3, uma estrutura provisória com capacidade para 10 viaturas»

Thursday, June 04, 2009

Estoril premiado na Alemanha. IMEX 2009 elogia Destino Verde

In LCM

«O Estoril foi distinguido, com dois galardões, numa das mais importantes feiras mundiais dedicada ao Turismo de Negócios, a IMEX 2009, realizada em Frankfurt, confirmando o reconhecimento generalizado do trabalho levado a cabo em prol do desenvolvimento sustentável.
O Centro de Congressos do Estoril (CCE) recebeu o prémio “Equipamento Ambientalmente Sustentado”, o de maior prestígio atribuído neste certame – visitado por mais de 8.700 profissionais -, ao qual concorria a par de congéneres do Mónaco e da Suíça.
O estudante português Miguel Neves foi agraciado, no Fórum dos Futuros Líderes, com o prémio “Meetings Planners International” (MPI), uma distinção que visa reconhecer o elevado valor estratégico e organizacional que caracterizam o projecto para a realização de um evento sustentável no CCE.
A participação do Estoril na edição deste ano da IMEX - efectuada de 26 a 28 de Maio, em Messe, Frankfurt, na qual participaram 3.500 expositores de 150 países - teve por objectivo captar um maior número de eventos para o destino.
No âmbito da sua política interna de desenvolvimento sustentável, o Estoril definiu, no início de 2007, o “Plano Estratégico Green Destination 2010”, que visa a reestruturação do CCE.
Neste contexto, o CCE foi reconhecido, já este ano, pela Green Globe International como um “Green Venue”, tornando-se no primeiro centro europeu com certificação ambiental.
O CCE é um equipamento de referência a nível mundial que complementa e confirma a já longa tradição da Costa do Estoril como destino de eleição para acolhimento e organização de seminários, conferências e outras reuniões, reflectindo uma nova visão transversal e sustentavelmente responsável de todos os sectores do mundo empresarial.
De referir, ainda, que o Turismo de Negócios é um dos dez produtos estratégicos do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT).»

Monday, June 01, 2009

Chegado por e-mail:


«Boa tarde,e parabens pelo seu blogue!

Sendo um utente diário da linha de Cascais,tenho notado algumas defeciencias nos acessos á estação de Cascais pelo que,e mesmo não tendo qualquer conhecimento de urbanismo ou mobilidade,tentei criar um esquiço de uma ideia que já tinha á algum tempo em relação aos acessos a esta estação e gostaria portanto de partilhar com os Cascalenses esta ideia.

Envio em anexo o esquiço e a explicação do projecto para vossa apreciação.
Agradecia desde já o Anonimato.
Com os meus melhores cumprimentos»

Sugestão para melhoramentos de acessos inferiores á estação de Cascais

o Acessos á estação a partir da Avenida de Sintra-Quem vier a pé ou de autocarro poderá utilizar um novo túnel de acesso directo aos apeadeiros da estação,ao parque de estacionamento,e á alameda Duquesa de Palmela evitando o atravessamento de duas avenidas.Para isso teria que ser criado um pequeno terminal rodoviário para alargamento do passeio com acessos a partir de escada ou elevador ao novo túnel.Quem vier da avenida e pretender seguir até ao actual terminal rodoviário poderá faze-lo através de uma nova ligação ao actual túnel vermelho expandindo-o até a avenida D.Pedro I.
o Acessos á estação a partir da avenida 25 de Abril-Quem se encontrar do lado oposto á estação poderá utilizar um túnel alternativo que atravessa a parte inferior da avenida através de rampa evitando o tempo de espera actual para a atravessar retirando opcionalmente os sinais luminosos para um melhor escoamento do transito, criando assim um acesso directo á estação a partir desse novo túnel até á já existente entrada para a gare,evitando ter que utilizar o já actual acesso ao túnel vermelho do terminal rodoviário em que o mesmo tem de ser feito através de escadas não só prejudicando os utentes de mobilidade condicionada como também os que pretendem chegar rapidamente á estação a partir da avenida.O túnel vermelho continua a exercer a mesma função (acessos de quem chega do terminal rodoviário até á estação)criando também uma rampa de acesso ao exterior próximo á entrada do centro comercial Cascaisvilla.»

Thursday, May 28, 2009

Petição "Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!"


Assine em http://www.gopetition.com/online/28118.html
E divulgue!



Caro(a) Amigo(a)


Considerando a aprovação em reunião pública da CML, de 27.05.2009, do “Estudo Prévio do Terreiro do Paço”, sem que até ao momento quem de direito (CML e Governo) tenha promovido o indispensável período de debate que um projecto de espaço público desta envergadura exige (por se tratar de um projecto comprovadamente intrusivo, ex. introdução de novos materiais, desenhos e soluções arquitectónicas), facto que é agravado por se tratar do Terreiro do Paço;

E considerando que decorrem a bom ritmo as obras de preparação para a execução do Estudo Prévio agora aprovado, tornando o mesmo irreversível;

Os abaixo-assinados solicitam a quem de direito que proceda, quanto antes, à abertura de um período de discussão pública antes de se iniciar o projecto de execução ou (pelo menos) antes do concurso ser lançado.

OBRIGADO!

PETIÇÃO
Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!
Assine em http://www.gopetition.com/online/28118.html

E divulgue!

Tuesday, May 26, 2009

A. Santo vai interpor acção judicial contra a Câmara de Cascais

In Público (26/5/2009)


«A empresa de Américo Santo, envolvido no "caso Judas", vai mover uma acção contra a Câmara de Cascais por incumprimento dos protocolos firmados com a construtora.
O filho de Américo Santo confirmou que, "dentro de duas ou três semanas", avançará com uma "acção cível que consiste num pedido de indemnização, avaliada em centenas de milhões de euros", faltando só "fazer o apanhado de todos os prejuízos que a A. Santo teve em relação ao incumprimento dos protocolos". O construtor alega que não tem qualquer objectivo de "prejudicar politicamente" o presidente da câmara, esclarecendo que a acção não avançou há mais tempo porque ainda estava a decorrer o processo-crime em que eram arguidos Américo Santo e o ex-presidente da câmara José Luís Judas. "Esta acção não tem nada de vingança. Apenas queremos defender os nossos interesses".

O actual presidente afirmou que, "perante qualquer nova acção judicial, a câmara fará o que é normal: apresentará a sua contestação". António Capucho (PSD) salientou que a principal divergência com a empresa A. Santo prende-se com as declarações de nulidade de um plano de pormenor aprovado em 2001 para Tires e de um loteamento, com cerca de 2500 fogos, aprovados pela maioria anterior [do socialista José Luís Judas] na véspera da sua "tomada de posse em 2002".»


É preciso ter descaramento. Só mesmo neste país. E assim vai continuar a ser enquanto não se legislar sobre "crime urbanístico".

Monday, May 25, 2009

Inspecção do Ambiente aprecia hotel de luxo na Quinta da Marinha

In Público (25/5/2009)
Luís Filipe Sebastião


«Câmara de Cascais aprovou projecto, mas Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade pede investigação ao Ministério Público


A Câmara de Cascais deferiu a construção de um novo hotel de luxo na Quinta da Marinha e as máquinas começaram nos últimos dias a demolir as estruturas de apoio à antiga piscina, mas o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) quer que o Ministério Público verifique da legalidade do projecto, por não ter sido de novo apresentado a parecer do Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC).
O Onyria Marinha Hotel terá uma área de construção de 6278 metros quadrados, com 68 quartos e quatro suites. A nova unidade hoteleira de cinco estrelas, junto ao campo de golfe, terá dois pisos acima do solo e até dois em cave. O projecto contempla ainda estruturas de apoio como zona de pitch&putt e novo club house.
As obras arrancaram em Outubro passado sem licença camarária, quando o projecto estava desde Maio de 2008 em apreciação nos serviços municipais. O vice-presidente da câmara, Carlos Carreiras, responsável pelo Urbanismo, acabou por embargar os trabalhos, após reiteradas denúncias do Grupo Ecológico de Cascais (GEC). Na sequência da apresentação de novos elementos pelo promotor, que alegadamente corrigiam discrepâncias entre o projecto e as normas da área protegida, a autarquia deu seguimento ao processo.
Segundo informou agora a câmara, o hotel mereceu um despacho do vice-presidente a 11 de Maio, após os diversos pareceres técnicos "de teor favorável". E acrescentou: "Não há qualquer comunicação do ICNB porquanto o procedimento [Regime da Comunicação Prévia] não se encontra sujeito a parecer daquela entidade, visto estar enquadrado em alvará de loteamento aprovado [pelo organismo que tutela o PNSC]."

GEC pondera queixa

"A nossa leitura do plano de ordenamento [da área protegida] é a de que o projecto tem que ter novo parecer do PNSC", esclareceu, por seu turno, Sandra Moutinho, assessora de imprensa do ICNB. A mesma fonte oficial revelou que foi "levantado um auto" na obra e pedido um inquérito à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território. As máquinas, no entanto, prosseguiam com as demolições nos últimos dias.
O instituto, adiantou a porta-voz, também "enviou o processo para o Ministério Público", para verificar a legalidade do entendimento diferente da câmara. A posição do instituto já havia sido avançada, em Novembro de 2008, por Sofia Silveira, responsável pelas áreas classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste, quando garantiu ao PÚBLICO que "o Parque Natural Sintra-Cascais tem que ser consultado no âmbito deste processo". Além disso, parte do terreno está abrangido pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira.
Pedro Silva Lopes, advogado e membro do GEC, também defendeu que o projecto de construção devia ser de novo objecto de parecer vinculativo do organismo do Ministério do Ambiente. Por isso, salientou que "o GEC está a ponderar a apresentação de uma queixa ao Ministério Público, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra", para verificar da legalidade do licenciamento.
O vereador do Urbanismo reafirmou que a câmara entendeu não ser preciso novo parecer do PNSC, "uma vez que o projecto respeita os parâmetros estipulados pelo alvará aprovado" e, embora em área abrangida pelo PNSC, encontra-se "em perímetro urbano". Carlos Carreiras explicou que os trabalhos foram retomados após o pagamento, pelo promotor, do valor das contra-ordenações, por ter avançado com as máquinas, em Outubro, sem ter licença para o fazer.
Posteriormente, confrontado com a decisão do instituto, comentou apenas "esperar que um organismo dependente do Governo central assuma sempre e em cada momento as suas obrigações e responsabilidades".»

Sunday, May 24, 2009

Alerta à população: Aridez é o novo conceito de ambiente urbano



A imagem triste desta rua (desafio a que nos enviem mais) é eloquente: a cidade fica muito pior. Mais árida e ainda mais feia, até porque, sem o "filtro" das árvores que até há pouco tempo aqui estavam, se dará mais visibilidade a "coisas" que podiam (outras deviam) estar mais recatadas do olhar.
Aposto que um bom número de argumentos "políticamente correctos", serão despejados sobre quem ponha em causa a cirurgia plástica que determinou mais este abate das árvores.
Acima desses argumentos estará o mais bondoso e paternalista de todos: o de "fazer cumprir a lei [esquizofrénica, digo eu] das acessibilidades". É necessário tirar dos passeios os obstáculos à circulação pedonal. Com esse argumento muitos de nós se calarão. Aos resistentes espera-os um bom número de outros e, com relutância, lá se afirmará o da necessidade de redução de custos com a manutenção das árvores e dos espaços verdes.

Reproduzo o alerta que nos chegou:
"ALERTA:
CM Cascais cortou rente TODAS as árvores do troço norte da Av. Costa Pinto, em Cascais. Alguém sabe o porquê e para quê?
Eram árvores de grande porte, frondosas, que davam grande sombreamento àquela rua, fazendo dela uma excelent
e alternativa pedonal à, também despida de árvores, Av de Sintra. Agora é um deserto. Mete dó.
Se isto não é crime o que será?
É assim que se faz Ambiente em Cascais? Vai lá vai..
.
"

Pormenor do corte rente de uma das árvores (todas ficaram assim e ontem estavam uns operários, inclusivé, a desfazer os "tocos" para colocarem empedrado de passeio por cima!)

Saturday, May 23, 2009

Autarquia descarta viveiros de bivalves ao largo de Cascais

In Publico
22.05.2009 - 20h37 Luís Filipe Sebastião

O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, considerou que a localização prevista para a instalação de um viveiro de bivalves na zona da Guia, a uma milha da costa, “não deve ser aceite pelas autoridades competentes”.
“Sou favorável ao projecto, que me parece muito interessante, mas a localização inicialmente prevista, designadamente pelas razões apontadas pelo Clube Naval de Cascais, tem impactes negativos”, afirmou o autarca social-democrata ao PÚBLICO. António Capucho respondeu desta forma à possibilidade de se ocupar parte dos melhores campos de regatas náuticas com uma aquacultura numa área de 500 hectares. O que levou o presidente do clube naval, José Matoso, a alertar que, se o projecto for licenciado, “acaba-se com a vela de alta competição em Cascais”.
O tema foi abordado na última reunião do executivo municipal. O vice-presidente da câmara, Carlos Carreiras, admitiu a necessidade de articular o projecto com as actividades náuticas (pesca e vela) e de se conciliarem todos os interesses sob pena de se perder o investimento. O social-democrata argumentou que a localização das bóias foi feita com base em cartas que terão sido mal referenciadas pelo Clube Naval de Cascais, conforme já afirmara o promotor do projecto.
A Zona Salgada apresentou na semana passada o projecto ao clube naval, mostrando disponibilidade para reconfigurar o campo de cultivo de ostras, mexilhões e vieiras. Segundo a empresa, existem no local dois campos de regatas totalizando cerca de 5400 hectares. A área dos viveiros, a cinco metros de profundidade, sobrepõe-se em 18% da zona Norte do campo de regatas a Oeste. A Administração da Região Hidrográfica vai analisar as reclamações.
...

Friday, May 22, 2009

Deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de 18 de Maio

A Câmara Municipal de Cascais, em reunião ordinária pública de 18 de Maio de 2009, entre outras matérias, deliberou:

1. Aprovar as propostas de protocolos de parceria no âmbito dos “Programas Integrados de Requalificação e Inserção de Bairros Críticos”, estabelecidos entre a Câmara Municipal de Cascais e diversas entidades. Estes acordos enquadram-se na candidatura para a requalificação do território compreendido entre os bairros da Cruz Vermelha e da Adroana que o Município irá submeter ao Programa Operacional de Lisboa do Quadro de Referência Estratégico Nacional.

2. Aprovar a remissão do projecto de execução da Via Oriental de Cascais (troço 1) à Agência Portuguesa do Ambiente para a respectiva apreciação. Esta via virá permitir a articulação rodoviária entre a Rotunda junto à Quinta do Barão, em Carcavelos (EN 6-7), e a Abóboda (nova variante à EN 249-4), descongestionando o trânsito junto ao Cemitério de S. Domingos de Rana e restabelecendo a malha urbana.

3. Atribuir um subsídio no valor de € 44.575,00 à Associação Grupo Desportivo e Recreativo do Bairro da Tojeira para apoio à realização de obras de beneficiação nas suas instalações desportivas, nomeadamente arranjos exteriores, implementação de sanitários e acessos para pessoas com mobilidade reduzida. Este subsídio destina-se ainda a apoiar os projectos de construção do edifício-sede da Associação, o qual irá desenvolver-se num único piso e de forma integrada na área desportiva.

4. Aprovar um parecer positivo com vista à obtenção do Estatuto de Utilidade Pública por parte da Sociedade de Instrução e Recreio de Janes e Malveira. Fundada em 1938, esta entidade tem desenvolvido, ao longo da sua existência, um serviço importante para a comunidade nas vertentes social, cultural e desportiva, de que são exemplo o funcionamento da Banda, Escola de Música, Grupo Cénico, Grupo de Dança com actividade regular e as diferentes iniciativas como o Corso de Carnaval, Encontro de Teatro, Encontro de Dança, evento Bandajanes, além de festas no Dia Mundial da Criança e no Natal.

5. Aprovar os termos do acordo tripartido a celebrar com a Direcção Geral das Artes e a Associação Internacional de Música da Costa do Estoril para promover a consolidação da actividade cultural desenvolvida pela Associação, bem como da articulação estratégica na área entre a Câmara Municipal de Cascais e a Direcção Geral das Artes. De acordo com o documento agora aprovado, a Câmara de Cascais compromete-se a apoiar financeiramente com €100.000,00 por ano a Associação Internacional de Música da Costa do Estoril, de modo a permitir a realização anual das Semanas de Música do Estoril que integram actividades como o Festival do Estoril, os Encontros Nova Geração de Compositores do Mediterrâneo, os Cursos Internacionais de Música do Estoril e a promoção, no plano nacional e internacional, de jovens valores.

6. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 60.000,00 à Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, no âmbito da atribuição de bolsas de estudo para frequência do Conservatório de Música de Cascais.

7. Atribuir um subsídio no valor global de €103.304,31 às Juntas de Freguesia e instituições parceiras da Componente de Animação Sócio-Educativa da Educação Pré-Escolar 2008/2009.

8. Atribuir uma verba no valor de €70.000,00 à Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Cascais, com vista a ampliar as respostas terapêuticas do Centro de Recursos para a Inclusão através terapias complementares, designadamente hidroterapia e terapia com animais.

9. Aprovar um subsídio no valor de €40.000,00 à Escola Profissional de Teatro para apoio ao funcionamento e actividades extracurriculares.



...

Mais do mesmo, à excepção dos pontos 1. e 2. que, por sinal, envolvem construção civil, o que em tempo de eleições é, obviamente, mais do mesmo.

Thursday, May 21, 2009

Zona de implementação do Viveiro de Bivaldes

Após alguma pesquisa dei com o mapa de localização do pretendido local para criação de bivaldes em Cascais.

Existe um site da empresa promotora onde se pode carregar um ficheiro do Google Earth e verificar as distâncias entre terra e as boias que delimitam a área assim como algumas legendas.

Para quem não tem o Google Earth aqui fica uma imagem explicativa.


Aqui está o endereço do sitio da empresa promotora http://www.clubic.aqua.pt/quintas

As distância entre o Farol da Guia e as boias, mais ou menos, são: C1-3,56 Km; C2-3,11Km; C3-1,88Km; C4-1,18Km; C5-2,89Km; C6-1,7Km.

Espero ter ajudado na localização

Tuesday, May 19, 2009

Aviso geral (LARANJA) à população

Mantenhamo-nos atentos então. Até porque este anúncio é mesmo Laranja (na propaganda nunca há inocência... há burrice mas é quando o publicitário é baratucho).
O alerta LARANJA da eficaz e civilizada Câmara Municipal de Cascais, avisa-nos (claro!!) para aquilo que será um verão quente e efusivo, com uma lista infindável de entretenimentos que nos hão-de anestesiar com foguetório, folguedos e actividades até à naúsea... mas isso é "bom" para, muito entretidos, não termos, nem tempo nem "saúde mental" para ligar muita importância a tudo o "resto" (que talvez seja o mais importante).
Com uma anestesia inoculada pelo farto menu de actividades, até ficaremos a pensar que sim senhora (!!), estes senhores (do laranja, pois claro!) fartam-se de trabalhar para nos animar (que é o que precisamos mesmo!). Cascais está muito animada! Colorida! Ganha na corrida das vizinhas. A corrida da cidade-mais-animada-do-Verão-onde-podemos-e-devemos-esquecer-que-há-eleições-e-só-nos-lembrar-mos-do-laranja (!!). São giras estas corridas: há uma corrida onde todos correm com t-shirt laranja, outra com t-shirt rosa, outra com azul bebé, outra... mas é bonito de se ver, toda a gente de igual... ficam as ruas cheias de cor forte e movimento!

Mas a propaganda é um pau de dois bicos. Só se esquece o seu efeito perverso se o que se anuncia se vai cumprindo:
... e é sempre patético tentar disfarçar as coisas com umas camadinhas de tinta por fora para, ao menos...

Monday, May 18, 2009

Estações ferroviárias de S. Pedro e S. João do Estoril requalificadas até final de 2010

In Público (16/5/2009)

«Após inúmeras mortes na via-férrea em São Pedro do Estoril, a passagem de nível vai ser substituída por passagens inferiores pedonais


A Rede Ferroviária Nacional (Refer) comprometeu-se ontem, num protocolo assinado com a Câmara Municipal de Cascais, a requalificar as estações ferroviárias de S. Pedro e S. João do Estoril e a suprimir a última passagem de nível naquela linha até Dezembro de 2010.
O presidente da Refer, Luís Filipe Pardal, lembrou que a sinistralidade é um problema que se deve continuar a combater, pelo que extinguir "as passagens de nível é uma obrigação legal", sublinhando que, nos últimos nove anos, a empresa "investiu cerca de 270 milhões de euros na supressão de 1300 passagens de nível".
"É gratificante haver sintonia e convergência de preocupações com a Câmara Municipal de Cascais", para concretizar um protocolo que é "seguramente positivo e que vai contribuir para a segurança" do concelho, acrescentou o responsável.
Segundo o líder camarário, António Capucho, esta intervenção é "importante para o acréscimo de conforto e bem-estar e para evitar a perigosidade das duas estações".
Na presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, o presidente da Câmara de Cascais lembrou que a economia do concelho assenta no turismo e a ligação de Cascais ao aeroporto é "fulcral".
Por seu turno, Ana Paula Vitorino referiu que "este protocolo, agora celebrado, representa a boa coordenação entre a administração central e a administração local, para bem dos cidadãos", algo que a deixa "bastante satisfeita". Ainda durante o seu discurso, a secretária de Estado recordou que "até 2013 estará concluída a terceira travessia do Tejo e a ligação de alta velocidade", projectos considerados "fundamentais para o desenvolvimento do país".
"O acordo hoje [ontem] firmado é a prova de que a cooperação entre o Governo, a Refer e a administração local não só existe como dá os frutos que todos nós desejamos", concluiu Ana Paula Vitorino.
Este protocolo surge no âmbito do Projecto de Modernização da Linha de Cascais e que prevê, para São Pedro do Estoril, a construção de duas passagens inferiores pedonais, o que permitirá o encerramento definitivo do atravessamento da linha, além de estar também prevista a criação de espaços de apoio ao cliente ferroviário (bilheteiras, lojas, instalações sanitárias) e a colocação de novo pavimento e coberturas parciais de apoio a passageiros.
A Refer irá intervir naquelas estações para reforço da segurança, da informação e conforto. Lusa
Para São Pedro do Estoril está prevista a construção de duas passagens inferiores pedonais, o que permitirá o encerramento definitivo do atravessamento da linha. Para São João do Estoril está prevista a construção de uma passagem rodoviária inferior para desnivelamento da via-férrea sob a Av. Marginal. O projecto para o local contempla ainda a contrução de uma passagem inferior pedonal na estação para atravessamento do público e de escadas de acesso ao cais, bem como plataforma mecânica elevatória.»

Thursday, May 14, 2009

Chegado por e-mail:

Bom dia

Alguém me poderá informar porque é que em Cascais, mesmo quando chove a cântaros continua ligada o sistema de rega dos espaços públicos???????

Numa época em que basta ir à Internet para saber o tempo que vai fazer nos próximos 2/3 dias, com uma incrível certeza, continuamos a ver este gasto injustificado de água, que TODOS pagamos, além de ser um desperdício, numa época em que tanto se fala de ambiente!

Já uma vez falei para a Câmara Municipal, por causa deste problema e responderam-me que "é rega automática".......palavras para quê???? Quando eu disse que em casa também tenho um sistema de rega automático mas que quando chove o desligo, como qualquer pessoa normal, responderam-me que era a única explicação que tinham para me dar.....

Não há ninguém para a desligar quando se sabe que vai chover?? Claro que se fossem os funcionários responsáveis por este tal sistema automático a pagar a conta ao fim do mês, veriamos se continuava desligado!!!!

Outro assunto: os cócós dos cães! (O que vou dizer não invalida que a maior parte das pessoas é COMPLETAMENTE INCIVILIZADA e não apanha os ditos dos seus animais de estimação - Seria precisa uma campanha à séria, para tentarmos modificar as mentalidades).

Há uma motoreta que passeia de vez em quando a apanhá-los, mas sempre nas mesmas ruas. Quando perguntei ao funcionário porque não nas outras ruas, respondeu-me que não tinha tempo para todas e que além disso eram só as ruas principais.....Mais uma vez, palavras para quê????

Se o dito funcionário não passasse tanto tempo com a motoreta parada, a falar ao telemóvel (presenciado por várias pessoas!!!) e se variasse as ruas, talvez estivesse tudo mais limpo... E porquê só as principais? não pagamos todos imposto municipal???

Além disso, as (pouquìssimas) caixas onde estão sacos de plástico (muito pequenos) para apanhar os mesmos, estão normalmente vazias! Portanto ou os donos (entre os quais me incluo) ou levam de casa, ou então nada feito.

Obrigada pelo vosso trabalho em geral e antecipadamente pela vossa atenção para estes assuntos.
Cumprimentos
Beatriz Empis

Wednesday, May 13, 2009

Victória


Ao fim de muitos anos de esquecimento e dois anos depois de reclamarmos neste blog, o muro que se encontrava no passeio da Av. Aida, no Estoril, foi finalmente demolido. Uff!

Turismo do Estoril contesta viveiros de bivalves

In Público (13/5/2009)

«O presidente do Turismo do Estoril, Duarte Nobre Guedes, criticou ontem a instalação de viveiros de bivalves na costa da Guia, manifestando uma posição "claramente negativa e contra" o projecto pela possibilidade de prejudicar as competições de vela no litoral de Cascais.
"Estes viveiros, a serem instalados, vão comprometer a utilização do maior campo de regatas do mundo", afirmou o responsável pelo Turismo, citado pela agência Lusa, considerando que o projecto vem "condenar um campo de regatas, os eventos de vela e condenar a promoção de um produto turístico que é muito importante na costa do Estoril e que faz parte do Plano Estratégico Nacional de Turismo". Pedro Sarmento-Coelho, promotor da aqualcultura para a criação de mexilhão, vieira e ostra em 500 hectares, comentou que o Clube Naval de Cascais foi contactado em Outubro de 2008, "mas só depois de concluídos os estudos" é que reclama. "Estou disposto a alterar o projecto se, efectivamente, provarem que há obstáculos para a competição da vela", admitiu o empresário, apesar de sustentar que os viveiros "apenas ocupam parte de um dos cinco campos de regatas, assim como não interferem com a vela turística".»

Empresa comprou sítio "denominado Quinta da Carreira"

In Público (13/5/2009)


«Na contestação entregue no tribunal, a empresa Pimenta & Rendeiro, que é contra-interessada na acção do MP, argumenta que "nada sabia, nem tinha obrigação de saber acerca dos termos da escritura de doação" que, em 1967, atribuiu à câmara a propriedade dos logradouros da Quinta da Carreira e alega que, a existirem direitos de propriedade por parte da autarquia, estes já "prescreveram".
A empresa sustenta ainda que agiu de "boa-fé, na convicção de que comprava aquilo que estava livre e sem ónus". A transacção efectuou-se em 1999, tendo a escritura de compra e venda sido celebrada no 15.º Cartório Notarial de Lisboa. Esta escritura, que é um outro caso dentro deste caso, está assim lavrada: por dois milhões e 500 mil contos, a família Cardoso vendeu à Pimenta & Rendeiro "um prédio rústico denominado Quinta da Carreira, sito em São João do Estoril". Não são referidas áreas, nem lotes, nem confrontações. À época da venda, a Quinta da Carreira incluía já uma escola secundária e alguns milhares de fogos que, na maior parte dos casos, pertencem às pessoas que neles residem.
A venda foi feita pelos herdeiros da viúva de Marques Leal, o comerciante que no século XIX comprou o sítio: era uma pedreira, ele transformou-o numa quinta agrícola. Mais tarde, já depois de meados do século passado, os seus herdeiros procederam à urbanização do espaço.
Na ocasião, para lá dos logradouros entre os prédios, também cederam à autarquia várias outras parcelas para a construção de uma escola, de uma igreja, de um centro paroquial, de um mercado, de passeios e estacionamentos. No local destinado ao mercado foi agora erguido o novo centro de saúde do Estoril. C.V.
A empresa Pimenta & Rendeiro diz que agiu de "boa-fé na convicção de que comprava" terrenos livres e "sem ónus "»

Esse Sr. Rendeiro é o mesmo do BPP, right?

Câmara de Cascais garantiu direitos a um construtor num terreno municipal

In Público (13/5/2009)
Clara Viana


«Terreno doado ao município foi vendido a uma construtora pelos particulares que fizeram a doação. Ministério Público diz que a autarquia beneficiou a empresa ao licenciar obra no local



O facto de o Estado e as autarquias não conhecerem com rigor o seu património, ou alegarem desconhecê-lo, já fez várias vezes com que a propriedade de bens públicos acabasse nas mãos de privados. Em Cascais terá acontecido algo ainda mais grave. Devido a uma situação desse género, o Ministério Público interpôs em 2005 uma acção contra o município local. A autarquia não contestou. O processo, que está a correr no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, deverá conhecer um desfecho em breve.

Perto da estação da CP de São João do Estoril, na urbanização da Quinta da Carreira, há um logradouro entre prédios que tem um antigo tanque de rega e um dragoeiro, classificado como de interesse público. Em 1967, através de uma escritura pública, essa parcela foi doada à câmara para ser integrado no domínio público municipal, o que deveria ter acontecido logo após a conclusão dos prédios que a rodeiam. Mas, algumas décadas depois, foi a construtora Pimenta & Rendeiro que se apresentou como proprietária, na sequência de uma transacção que efectuou com os antigos donos, os mesmos que efectuaram a doação (ver caixa).
Em 2001, a empresa conseguiu que a câmara licenciasse para ali um conjunto de edifícios, e depois, que lhe garantisse, num local próximo, direitos de construção para a compensar das áreas que não podia construir - embora por razões que não tiveram em conta o facto de, afinal, o espaço ser municipal. No processo, que o PÚBLICO consultou em tribunal, o procurador Fernando Gomes, autor da acção contra a autarquia, sustenta que tudo isto aconteceu tendo a Câmara de Cascais na sua posse os documentos que comprovam que tanto aquele terreno como os dos outros logradouros da urbanização pertenciam ao domínio público municipal.
Para a zona está a ser elaborado, há anos, um plano de pormenor, cujos termos de referência foram negociados com a Associação de Moradores da Quinta da Carreira. No centro destas negociações figurava a área de nova construção que seria autorizada naquele logradouro e num local próximo. Dos 50 mil metros quadrados pretendidos pela P&R passou-se, no plano de pormenor, para 19.500. Mas para este cálculo foram contabilizados os direitos de construir 10 mil metros quadrados alegadamente adquiridos pela empresa com o licenciamento aprovado para a zona do tanque pelo então presidente José Luís Judas, no dia seguinte a ter perdido as autárquicas de 2001.
Este licenciamento foi depois declarado nulo pelo social-democrata António Capucho. O conjunto de qua-
tro prédios, com sete pisos cada e um total de 50 fogos aprovados para o logradouro (10 mil m2) não respeitava nem o Plano Director Municipal, nem o alvará de loteamento original, já que autorizava construção para locais que este consagrou como non edificandi. Caso o tribunal decida a favor da posição do Ministério Público e anule o acto administrativo que deu origem ao licenciamento de 2001, a possibilidade de construir os 19.500 m2 no outro terreno da empresa poderá também ser posta em causa, uma vez que às "ilegalidades" já apontadas, e que são evocadas de novo pelo MP, se junta agora a questão da propriedade do terreno à conta do qual foi contabilizado o direito de construir 10 mil m2. José Casquilho, que era presidente da associação de moradores aquando das negociações do plano de pormenor, lembra que os limites para a construção autorizados pelo plano foram negociados de modo a "obstar à indemnização" do promotor pela câmara. Agora que se sabe que o terreno afinal é público, Casquilho defende que ou se retira ao máximo negociado a área que primeiro foi autorizada para a zona do tanque (os tais 10 mil m2) ou a câmara expropria os terrenos que ali ainda pertencem à empresa, integrando tudo no domínio público municipal em benefício de mais espaços verdes e equipamentos. "Era a melhor solução para salvar a face de câmara", argumenta.
O vice-presidente da câmara, Carlos Carreiras, diz que a autarquia espera uma decisão do tribunal e acrescenta: "Só muito recentemente se soube da existência desta acção cujo conteúdo era desconhecido por completo à data da negociação do plano de pormenor com a associação de moradores". A empresa não respondeu às perguntas do PÚBLICO.»

Wednesday, May 06, 2009

Deliberações da Reunião Ordinária de Câmara de 4 de Maio

«A Câmara Municipal de Cascais, em reunião ordinária de 4 de Maio de 2009, entre outras matérias, deliberou:

1. Atribuir um subsídio no valor de € 95.000,00 ao Instituto de Cultura e Estudos Sociais para a realização dos XVI Cursos Internacionais de Verão de Cascais. Sob a coordenação do Professor José Tengarrinha, os Cursos Internacionais de Verão de Cascais têm registado um elevado impacto cultural, quer pelas conferências sobre temas da actualidade por oradores de reconhecida craveira intelectual, quer pelo programa cultural complementar, que este ano incidirá sobre as comemorações dos 350 anos do nascimento de Purcell, dos 200 anos da morte de Haydn e dos 250 anos da morte de Händel e que serão assinalados por concertos da Escola de Música do Conservatório Nacional.

2. Atribuir um subsídio no valor de € 27.500,00 à Associação dos Antigos Alunos do Extinto Colégio João de Deus, no Monte Estoril, para a edição de uma monografia sobre a História da Freguesia da Parede.

3. Aprovar o desenvolvimento de um projecto de loteamento camarário industrial, a implementar em terreno municipal situado em Trajouce. Este loteamento virá proporcionar condições de relocalização de pequenas indústrias instaladas em construções precárias em Áreas Urbanas de Génese Ilegal que, por via da requalificação e legalização das zonas em causa irão ser demolidas. Possibilita-se, assim, uma solução urbanística compaginável com a reconversão das AUGI, sem provocar constrangimentos de ordem laboral e social.

4. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor global de €79.500,00 às sete instituições da rede solidária parceiras da Câmara Municipal, no âmbito do protocolo “Melhor Saúde no Concelho”. Em 2008, foram apoiados 378 beneficiários, garantindo-se uma cobertura concelhia.

5. Aprovar um subsídio no valor global de €72.500,00 para atribuir aos 50 participantes na terceira edição do Programa Jovens Activos. Tendo por objectivo proporcionar uma primeira experiência em contexto profissional a jovens entre os 18 e os 30 anos, residentes em Cascais, o Programa Jovens Activos resulta de uma parceria estabelecida entre a Câmara e empresas locais, sendo cada vez maior o número de jovens que permanece nas empresas após finalizar o estágio. A presente edição arrancou a 21 de Abril.

6. Aprovar um subsídio global no valor de €113.555,63 para apoiar a Associação Escoteiros de Portugal, Corpo Nacional de Escutas e Associação de Guias de Portugal no desenvolvimento dos respectivos planos de actividades.

7. Aprovar a atribuição de um subsídio no valor de € 13.749,00 a diversas entidades de apoio social no âmbito do Protocolo de Ajudas Técnicas, para apoio à renovação e alargamento de stocks. Celebrado entre a Câmara Municipal de Cascais e 12 Instituições Particulares de Solidariedade Social da rede solidária concelhia, este protocolo abrangeu 200 beneficiários em 2008, sobretudo mulheres com idade superior a 80 anos, por motivo de doenças cardiovasculares, seguidas de doenças degenerativas.

8. Aprovar a atribuição de uma comparticipação financeira de € 221.244,00 à administração conjunta da Área Urbana de Génese Ilegal “Lombas”, sita nos limites de Trajouce para apoio na realização de obras de infra-estruturas.

9. Aprovar a elaboração do projecto de requalificação urbana de Talaíde no âmbito do contrato-programa celebrado com a ESUC – Empresa de Serviços Urbanos de Cascais. Situada no limite nordeste do concelho, Talaíde apresenta-se hoje como um aglomerado urbano descaracterizado em clara assimetria relativamente aos níveis de qualidade exigíveis no concelho. O projecto de requalificação vai incidir em três zonas distintas: núcleo histórico, o perímetro da AUGI e toda a zona de expansão da povoação a Norte do núcleo histórico.

10. Aprovar o aditamento ao contrato de urbanização e a atribuição de uma comparticipação financeira de € 46.788,00 à administração conjunta do Bairro Terra do Modelo Grande, em S. Domingos de Rana, para apoio na realização de obras de infra-estruturas.

11. Atribuir um subsídio no valor de € 100.000,00 à Associação Juvenil Criativa, para apoio na realização do “Festival MUSA – Música Urbana e Sons Alternativos”, que terá lugar no âmbito da Semana da Juventude.

12. Aprovar a atribuição de subsídio extraordinário à Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana no valor de €30.000,00, para requalificação do Bairro dos Sete Castelos, designadamente para uma intervenção que envolve o talude e margens da ribeira que atravessa o bairro.»

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A escuro, aqueles pontos que me parecem justificar maior atenção.

Friday, May 01, 2009

Viveiro de bivalves em rota de colisão com a melhor zona para regatas em Cascais

In Público (1/5/2009)
Por Luís Filipe Sebastião


«ARH do Tejo assegura que aquacultura para mexilhões, ostras e vieiras não está licenciada e vice-presidente da câmara admite ter de se encontrar outra localização no concelho

O projecto para instalar um viveiro de bivalves numa área de 500 hectares no mar da costa da Guia está a agitar as águas em Cascais. O clube naval teme o desaparecimento do melhor campo de regatas do país. A autarquia e o promotor garantem que a iniciativa não será viabilizada à custa de prejuízos para a prática da vela.


O alerta soou esta semana no Clube Naval de Cascais, mas o processo já tem vários meses. A Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo fez publicar, no Diário da República de 31 de Dezembro de 2008, um edital a informar sobre um pedido para o cultivo de moluscos bivalves em mar aberto, nas águas costeiras de Cascais, numa área de 500 hectares, com vista a uma produção anual até 50 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.
Um novo edital da Direcção Regional de Agricultura e Pescas, de 6 de Abril, dá conta de que a Zona Salgada-Aquaculturas requereu a instalação de uma exploração de bivalves ao largo de Cascais e que "todos os que considerem que o pedido" interfere "com os seus interesses" podem apresentar reclamações em 30 dias. Foi este edital que, segundo o presidente do Clube Naval de Cascais, José Matoso, lhe foi enviado pela capitania do porto de Cascais a 23 de Abril. Quatro dias depois receberia o projecto em apreciação na ARH.

Fim da vela em Cascais
"Se este projecto avançar acaba-se com a vela de alta competição em Cascais", frisa o responsável do clube naval, explicando que "o melhor campo de regatas, que deu fama a Cascais, fica precisamente na zona da costa da Guia, que coincide com a implantação projectada para os viveiros". José Matoso assegura que, para além do campo ao largo da praia do Estoril, condicionado como zona de fundeamento afecta ao porto de Lisboa, a área da Guia "é uma das melhores do mundo" para a prática da vela. Exagero? A zona não só é a mais utilizada nas muitas competições internacionais organizadas no nosso país, como serviu de palco para as regatas do ISAF 2007, que trouxe a Cascais as classes olímpicas de vela, e também fez parte da candidatura portuguesa finalista à America's Cup, que acabou por se realizar no Verão de 2007 em Valência.
"Do ponto de vista náutico é, como alguém disse, o mesmo que plantar um batatal no meio do relvado do Estádio Nacional", ironiza José Matoso, que salienta o impacte da náutica de recreio em termos de receitas turísticas para a costa do Estoril. Por isso, o clube naval vai comunicar a sua oposição à localização, apoiado no testemunho de uma dúzia de velejadores com experiência internacional.
Miguel Lacerda, velejador e mergulhador, considera que o projecto "é um autêntico disparate, poderei dizer mesmo um crime". Num parecer enviado à entidade responsável, o colaborador em arqueologia subaquática contesta a implantação de uma estrutura numa zona com muito para estudar no campo arqueológico e classifica como "inacreditável e inconcebível" a ocupação "de um dos melhores campos de regata a nível mundial". Além disso, alerta que, apesar da sinalização prevista, o local será "uma ratoeira" para a navegação.
"Vemos o projecto com grande interesse, mas desde que não choque com outras prioridades do concelho", comenta o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras, que reconhece a mais-valia da vela, admitindo que "vai ter que se encontrar uma solução, embora também não se queira perder esta iniciativa".

Cerimónia para lançamento da primeira bóia em Julho

Coordenador do projecto promete "não fazer nada contra as pessoas"

O Cluster de Bivalves de Cascais (Clubic) já tem programado o lançamento da 1ª Bóia, em 15 de Julho, com a presença de nada menos do que cinco secretários de Estado, para assinalar a Nova Economia do Mar e apresentar o Estudo de Sustentabilidade Global, em que assenta o projecto da Zona Salgada.
Pedro Sarmento-Coelho, coordenador do projecto, assegura que "não vai fazer nada contra as pessoas" e mostra-se disposto a encontrar uma solução que não inviabilize o campo de regatas da Guia. O também presidente da Associação de Aquaculturas de Portugal lamenta que o Clube Naval de Cascais não se tenha mostrado interessado em participar nos contactos que terá efectuado anteriormente para aferir da viabilidade do projecto e refuta que este coincida exactamente com a área de desportos náuticos.
O Clubic, com um investimento de quase 30 milhões de euros, criará 54 postos de trabalho directos. Os viveiros consistem em 20 blocos, a uma milha náutica da costa, entre a marina e o emissor submarino da Guia. As estruturas submersas (long-lines), presas ao fundo, são mantidas a cinco metros do nível do mar através de bóias. As cordas (para o mexilhão) e as lanternas (para as ostras e vieiras) ficam suspensas até 12 metros de profundidade.
Sarmento-Coelho acrescenta que a área científica encontra-se ao largo de Sagres e Cascais será a primeira zona comercial. Adianta ainda que estão em estudo mais seis locais para instalar viveiros do género: no Norte, Centro, Alentejo e Algarve. O único projecto que estará mais avançado será em Portimão/Lagos, para uma área de dois mil hectares.
Outros viveiros, de outro promotor, estão previstos para a zona da Ponta do Sal (São Pedro do Estoril). A vice-presidente da ARH do Tejo, Simone Pio, confirma que o projecto "do ponto de vista ambiental não apresenta problemas", mas que o licenciamento só ficará concluído após os pareceres da Agricultura e Pescas (favorável) e da autoridade marítima nacional, sobre a sinalização e segurança. L.F.S.»

Um assunto sério. Vindo do Sr. Ministro, fico já de pé atrás. Cascais não pode ficar a dormir ... Essa insistência tola que nos querem fazer crer de que Cascais tem que ser um pólo industrial do que quer que seja é altamente duvidoso, obscuro e inapropriado, especialmente em ano de eleições.