Tuesday, September 11, 2007

Quinta do Cabo Submarino em Carcavelos.

Carcavelos 11 de Setembro de 2007

A zona do Cabo Submarino em Carcavelos (1), é o único espaço verde junto à Marginal que ainda hoje subsiste entre Lisboa e Cascais.

Quando os Ingleses implementaram em Portugal o sistema de comunicações, que passou a ligar Portugal ao resto do Mundo, escolheram Carcavelos para o centro nevrálgico de instalação dos cabos (2).

Mais tarde em 1932, foi fundado o Colégio Inglês (St' Julian Scholl) que ainda hoje se encontra em actividade e que tinha por função não só servir os técnicos que se encontravam deslocados em Portugal, como as famílias inglesas que se instalaram na Linha de Cascais (3).

Rodeando as antigas instalações do Cabo Submarino e do Colégio Inglês, existe uma mata frondosa e belíssima (4), que está completamente abandonada e cheia de lixo, não só pelo desleixo a que tem sido votada, como pela má utilização feita pelos veraneantes, que aí realizam pic-nic's. A não existência de caixotes de lixo tem como é óbvio facilitado este estado de coisas.

Igualmente existem junto à Marginal algumas casas particularmente inestéticas que foram usadas pelos ocupantes do Cabo Submarino e que hoje servem para tudo e mais alguma coisa (droga, prostituição, abrigo, etc.).

Desde à alguns anos a esta parte a pressão exercida pelos construtores e que tão bem conhecemos, sobretudo pelos maus exemplos de que a Linha é fértil, têm-se intensificado sobre esta zona, em que desde planos que implicavam o total abate da mata, até outras soluções mais ou menos mirabolantes ou mal disfarçadas para espaços habitacionais e escritórios têm sido levantadas.

Pergunto de uma forma naturalmente ingénua, porque não aproveitar as instalações existentes, que são grandes espaços, para a criação de um museu, ou um centro cultural, ou um centro de arte, ou para espectáculos (existe um palco) e as casas anexas para outros tipos de actividades (apesar de inestéticas sempre serão melhores do que algumas soluções que nos têm surgido) e que poderiam incluir, mostras, lojas, aulas diversas ou ainda restauração, tornando a mata habitável e frequentáveis por quem queira passear, ou abrigar-se do Sol de verão e porque não também para um passeio nocturno.

A zona descampada, não poderia ser aproveitada para actividades desportivas e de recreio para jovens e adultos, com beneficio evidente da população da Linha ou de quem a visite e que na quinta já existiram.

Penso que podemos estar a desperdiçar uma oportunidade excelente de aumentar a qualidade de vida na região a troco de mais uns quantos prédio, provavelmente condomínios fechados, ou mamarrachos como o que querem colocar a substituir o antigo Estoril-Sol, onde não discuto a qualidade arquitectónica, mas a localização e forma agressiva para aquela zona (não se tinha dito que seria um espaço arquitectónico pequeno, ou foi só impressão minha?).

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(1) - Os terrenos hoje conhecidos por Quinta dos Ingleses, ou Quinta Nova, era desde séculos também conhecidos por Quinta da Lobita. Tendo chegado a produzir nos seus tempos áureos cerca de 500 barris de vinho por ano.

(2) - A Companhia do Cabo Submarino Inglês tomou posse da quinta em 1872, instalando na casa senhorial aí existente datada dos meados do Sec. XVIII mandada construir por José Francisco da Cruz, os seus escritórios. A venda fez-se na altura por 23 contos.

(3) - Por inerência desta população foi fundada a agremiação desportiva (Ingleses do Carcavelos Club), tendo dado origem ao primeiro campo de futebol do País. Acabaram por surgir também outras modalidades como o criket, o golfe e o ténis tendo neste caso o Rei D. Carlos disputado aí diversas partidas.

(4) - Em determinada altura foi particularmente cuidada pelo motivo da falta de carvão no tempo da guerra.

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Sites consultáveis e utilizados como fonte de informações:

http://atelier.hannover2000.mct.pt/~pr200/1-sj-Entrada.htm
http://pwp.netcabo.pt/carcavellos/historia.htm
http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Cascais/Historia
http://bocc.ubi.pt/pag/santos-rogerio-historia-telecomunicacoes.html
http://www.cif.org.pt/Pages/Clube/Historia/Historia.htm


Jorge Morais

Friday, September 07, 2007

Delinquentes assaltando moradias!?

Ontem, em conversa ocasional, fiquei atónito com o que ouvi: «há grupos de marginais a roubar as moradias do Cobre, Pampilheira, Bairro Santana, etc., miudagem drogada que vem de longe». Não fazia ideia, isto começa a estar verdadeiramente muito «bonito». E a polícia podia começar a fazer rondas por essas zonas, e deixar-se de amenas cavaqueiras, como a que presenciei há dias, descendo a rua da sua sede, aos Navegantes.

Mobilidade acrescida com menos transporte privado

In Jornal de Notícias (7/9/2007)

«Autarquias apostam na mobilidade para os seus territórios

Talvez porque a maior mobilidade de uns pode significar a imobilidade de muitos outros, e ainda porque convirá que o exemplo venha de cima, os secretários de Estado dos Transportes e do Ambiente foram ontem a Cascais de comboio. Ana Paulo Vitorino e Humberto Rosa davam assim um sinal de que a adesão à Semana Europeia da Mobilidade (entre 16 e 22 do corrente) por parte de largas dezenas de municípios do país passa também pela aceitação do princípio básico que é o abandono, o mais possível, do transporte privado em favor do colectivo. "Melhores ruas para todos" é o o lema deste ano da Semana da Mobilidade. Melhores ruas significa, no contexto, a apropriação do espaço público pelas pessoas e não pelos carros de cada um. Ganha o ambiente e ganha a mobilidade de todos, com um melhor aproveitamento e racionalização dos transportes públicos. Parece simples, mas a secretária de Estado dos Transportes deixou a ideia de que tal noção ainda não está bem entranhada em muitas câmaras do país "Quando pensam em retirar o tráfego de uma determinada zona, pensam logo na necessidade de outras vias para o tráfego desviado", lançou. E a ideia, em seu entender, passa pela primeira aposta e, em alternativa à segunda, decidir que o que importa é diminuir o número de motores. Desde o lançamento das semanas da mobilidade, em 2000, já aderiram à iniciarica 210 dos 308 municípios do país. Faz parte do programa a adesão às linhas de orientação globais e implementar pelo menos uma nova medida permanente que contribua para a substituição do automóvel por modos de transporte ecológicos e, genericamente, promover uma mobilidade urbana mais sustentável. Relativamente a 2006 e a par de Bolonha (Itália), Budapeste (Hungria) e Léon (Espanha), Cascais é uma das finalistas do Prémio deste ano da Semana Europeia da Mobilidade. A vantagem dos transportes públicos para a saúde ambiental e ganhos no dia-a-dia urbano foi deixada em números pela secretária de Estado dos Transportes. Concretamente, Ana Paula Vitorino mencionou a expansão dos metropolitanos de Lisboa e Porto e a entrada em funcionamento do Metro Sul do Tejo. Segundo referiu, dados da procura destes meios de transporte em Lisboa cresceram cerca de 0,2%, e no Porto 10,4%. Já os comboios suburbanos de Lisboa e do Porto transportaram no ano passado, respectivamente, mais 1% e 9% de passageiros relativamente a 2005. Ana Vitorino considerou que muitas das acções de transferência modal do transporte individual para o público "são da responsabilidade das autarquias" e daí o "seu papel determinante" nesta questão»

Faziam melhor, muito melhor, e mais pela mobilidade se aumentassem o número de comboios na Linha de Cascais; acabassem, de vez, com a vergonha das obras no Cais do Sodré; criassem efectivos inter-faces com autocarros eficazes, dignos e com carreiras que chegassem aos diferentes pontos dos concelhos, etc., etc. Como nada disso é feito, esta notícia refere-se apenas a um evento de publicidade gratuita, e para inglês ver ... o pior é que cada vez há menos ingleses na Linha. Abençoada ingenuidade!

Thursday, September 06, 2007

Unidade de Oncologia fecha em Cascais

In Diário de Notícias (6/9/2007)
DIANA MENDES

«A unidade de oncologia médica do Hospital de Cascais está em vias de ser encerrada. O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), António Branco, disse ao DN que a oncologia vai integrar o hospital, mas "sem um serviço específico". A este encerramento, em conjunto com a unidade de infecciologia, vão seguir-se outros, estando em estudo casos como Loures ou Vila Franca de Xira.

Joaquim Gouveia, o coordenador nacional para as doenças oncológicas, admite a possibilidade de a reestruturação da rede de referenciação de oncologia conduzir a outros encerramentos. Porém, "serão sempre a excepção e não a regra", prevendo-se o fecho de um número reduzido.

António Branco afirmou que todo este processo de avaliação terá em conta "o nível de diferenciação em oncologia que cada hospital deve ter" e que, no caso de Cascais, "a unidade extravasa a sua dimensão. Não pode haver ali uma unidade do género". Os casos novos que surgem rondam "os vem. Por isso terá de referenciar". Já Helena Oliveira, coordenadora da consulta de decisão terapêutica do hospital, refere "350 a 400 casos novos por ano, o que gera preocupação quanto à assistência das pessoas".

A partir de agora, "a primeira abordagem do cancro será feita na mesma em Cascais, bem como o tratamento de casos urgentes". Casos novos e tratamentos posteriores ao diagnóstico vão competir "a outros hospitais, como o IPO de Oeiras [caso se concretize] ou aos hospitais São Francisco Xavier ou Egas Moniz".

Joaquim Gouveia lembra que o hospital nem faz parte da rede de referenciação publicada em Diário da República em 2002: "Este hospital nem deveria ter unidade oncológica. Há vários hospitais que tratam sem estarem integrados na rede", afirma.

É esse o caso de Cascais, mas também de Loures, um dos casos que estão a ser ponderados pela ARS-LVT. Só na região de Lisboa, António Branco admitiu estarem a ser revistos "seis ou sete serviços". O hospital de Vila Franca de Xira é um dos estudados e que, a seu tempo, terá alterações. O encerramento é uma probabilidade, "embora este hospital esteja uns furos acima de Cascais e tenha uma dimensão maior". Além disso, o responsável recorda que "49% dos doentes de oncologia do hospital já vêem tratar-se a Lisboa". (...)»

Wednesday, September 05, 2007

Defendo Portela + 1 ou em alternativa Alcochete”

In Notícias da Manhã (5/9/2007)
Sandra Cardoso

«Enquanto várias autarquias se batem pela localização do novo aeroporto, António Capucho tem outra convicção. “Não quero que Cascais seja tido na opção Portela + 1”, avança em entrevista ao NM. Atento a esta questão, “que diz ter estudado aquando da suas estada no Parlamento Europeu, o edil cascalense não tem dúvidas da melhor opção. “defendo Portela + 1”, que pode ser no Montijo ou noutro local que não seja longe”. E prossegue: “Cascais vive da hotelaria e a Portela é importante neste âmbito”. O autarca dá como exemplo um novo tipo de hotelaria a crescer no concelho e que necessita de um aeroporto próximo para se manter. “As residências assistidas que tem vindo a crescer na Linha. Um senhor rico da Dinamarca vem viver para Cascais, onde tem maior qualidade de vida, mas se lhe apetece ir visitar o neto ou tratar de alguma coisa tem de ter facilidades na deslocação”, esclarece. Neste raciocínio não há lugar para a Ota. “Não concordo com esta opção sobretudo por uma questão economicista”, avança.
Para além do aeroporto, Capucho diz estar alerta ao que se passa nos concelhos limítrofes. Trabalha com alguns deles de perto, com Oeiras, Sintra, Mafra, Amadora, em questões de esgotos, lixo e assuntos culturais. Para além disso quer fortalecer laços com a capital. “Quero reforçar a relação com Lisboa. Cascais tem grande interesse na estabilidade em Lisboa e em questões como a requalificação da cidade, pois milhares de cascalenses trabalham em Lisboa”.»

Tuesday, September 04, 2007

«Bem-vindo ás lixeiras cá do burgo»


Quem entra em Cascais vindo pela Av. de Sintra, no seu final, é convidado com mais um placard, colocado pela CMC, a divertir-se (foto 1) e logo passados escassos metros encontramos mais uma lixeira a céu aberto (foto 2). Lixeira esta envolta pelas velhas casas e casarios abandonados e ou embargados. Realmente mais um postal de que Cascais anda nas horas da amargura. Será que não se pode isolar aquela área?

Fernando Boaventura

Monday, September 03, 2007

Algum progresso


Talvez porque aqui fosse mostrado há quase um ano, um quiosque abandonado no largo da estação do Monte Estoril foi o agora demolido, o que é de louvar. Contudo podiam ter feito melhor se devolvessem ao local o aspecto primitivo. O que ficou foi uma feia cicatriz a precisar de reparação urgente. Façam lá mais um pequeno esforço...

Via panorâmica (?)


Fazer o percurso Cabo da Roca -Malveira da Serra permite disfrutar de um panorama único sobre o mar e a Praia do Guincho, que é do melhor que há em Portugal. E devia continuar a ser, mas parece que há gente apostada em estragar este país. Ao chegar perto da Malveira depara-se o viajante com um abrupto corte na paisagem motivado por novas construções e o respectivo cartaz de propaganda de um orgulhoso promotor da construção civil! Como mostra a imagem.

Isto passa-se numa zona protegida. Olhem se não fosse...

«Baptizado do Rodrigo»

Era esta a mensagem afixada há dias nos portões do Forte de Santo António da Barra, em São João do Estoril, mais conhecido pelo forte onde Salazar caiu da cadeira.

Já não bastava o facto daquele magnífico forte estar ao serviço do Insituto de Odivelas, para agora ainda alugar salas para baptizados, etc. e tal.

Já é tempo do Ministério da Defesa devolver aquele espaço a Cascais, nem que seja para pousada, espaço museológico, seja o que fora, mas assim, não.

Saturday, September 01, 2007

A MARÉ E O LIXO A BANHOS NO ESTORIL (surrealismos)

Ali, àquele canto de areia, a maré cheia sempre chegou! A imagem nem sequer mostra uma maré anormal, ou a esperada subida dos níveis do mar por causa do "aquecimento global"!
... é de saudar que às praias chegue também, o caixote de lixo e (claro!) a "separação dos lixos"... mas, na instalação dos equipamentos de praia, tenham-se em conta o mar, e as suas marés! 
É que, turistas e caixotes de lixo todos juntos a banhos...!!!

(praia da Azarujinha)

Friday, August 31, 2007

Salpicados pelo Estoril-Sol


Soube-se recentemente que as quantidades de amianto puro e de fibrocimento existentes no Estoril-Sol foram superiores às que se previa encontrar: 110 toneladas removidas no primeiro caso, 400 metros quadrados no segundo, de acordo com o Expresso. A presença de amianto no edifício, de utilização corrente à data da sua construção, pesara já, de resto, na escolha da sua demolição controlada, em detrimento da implosão.

Na quarta-feira, quem passou pelo Paredão ao final da tarde foi brindado com uma chuva miudinha. Não vinha do céu, nem vinha do mar. À aproximação do que resta do Estoril-Sol, percebeu-se de onde vinham afinal estes salpicos, que deixaram meio mundo a olhar para cima. Vinham directamente do estaleiro, onde uma grua desmantelava mais um piso, com a ajuda de um jacto de água mal protegido por uma tela esvoaçante. Por muitos cuidados que tenha havido na remoção do amianto - e certamente que os houve -, restam sempre partículas em suspensão. Não haverá outra maneira de proteger a obra em curso que uma mera tela que esvoaça ao vento?

Thursday, August 30, 2007

Tuesday, August 28, 2007

Posição da CMC

Em relação ao email «Ciclistas criminosos», aqui fica o resumo da posição da Câmara Municipal de Cascais no que respeita ao Paredão (passeio pedonal S. João - Cascais), enviado pelo seu Presidente:

«1. Embora este equipamento seja um passeio pedonal e, portanto, à partida exclua velocípedes, a Câmara estudou a possibilidade de conciliar a utilização das bicicletas, mas infelizmente chegou à conclusão que tal é inviável, em sintonia com a Associação do Amigos do Paredão. A hipótese de coabitação seria através da demarcação no piso de uma faixa destinada aos velocípedes, mas o facto de ocorrerem diversos estrangulamentos de largura entre Cascais e S. João, nomeadamente junto a algumas esplanadas de concessionários, bem como a cada vez maior frequência de eventos organizados no Paredão, torna desaconselhável tal solução.

2. Como teremos de admitir, não seria de esperar que a generalidade dos ciclistas viesse a desmontar nesses locais de estrangulamento ou de localização de eventos e atravessá-los com a bicicleta à mão. Basta assistirmos, sentados numa das esplanadas em causa, ao que fazem os habituais prevaricadores quando por elas passam em desrespeito da Lei e das mais elementares regras de conduta cívica.

3. Na verdade, o Paredão conhece felizmente uma grande afluência de peões em muito períodos do dia e da semana, em todas as estações do ano, e já se verificaram diversos acidentes de certa gravidade fruto de atropelamentos por bicicletas. É patente e notório que, apesar do comportamento responsável da maioria dos ciclistas, alguns abusaram da velocidade e até se permitem exercitar acrobacias, colocando em risco a integridade dos peões. Mesmo a baixa velocidade, o desequilíbrio e a queda provocada em idosos pode ter consequências gravíssimas. A responsabilidade civil subsequente pelos danos é da Câmara Municipal e a responsabilidade pessoal é do seu Presidente.

Compreendo muito bem a frustração de muitos ciclistas que, como eu próprio, poderiam desfrutar de bicicleta aquele magnífico passeio e até utilizá-la regularmente como meio habitual de transporte, com vantagens para o trânsito.

4. Não concordo que, como refere o Munícipe, seja caricato que os polícias se desloquem em veículos motorizados no Paredão, pois, dado o reduzido número de efectivos e a necessidade de acorrerem rapidamente a qualquer ponto do Litoral onde possam surgir problemas, não haveria outro meio de o conseguirem com a celeridade exigível. Quanto às viaturas que fazem as descargas de mercadorias e que prejudicam o piso e a comodidade dos utentes, a Câmara acaba de adquirir duas viaturas eléctricas para o efeito e está a elaborar um protocolo de colaboração com os concessionários para retirar o maior número possível de viaturas pesadas do Paredão.

5. Pelas razões expostas, a nossa decisão não poderia deixar de ser a interdição de bicicletas no Paredão.Sem dúvida que os ciclistas têm direitos, mas não podem atropelar os direitos dos peões. O que importa é tentar conciliar os interesses em presença. De qualquer modo, não se trata obviamente de uma decisão irreversível, pois a experiência pode favorecer que venha a ser ponderada uma solução alternativa,em articulação com a Associação dos Amigos do Paredão e as Forças de Segurança.

6. O que é importante registar é a apetência muito saudável de um número crescente de cidadãos pela utilização da bicicleta quer em termos lúdico-desportivos, quer como meio habitual de transporte. Assim, embora a orografia e o desenho urbanístico sejam muitas vezes obstáculos difíceis de vencer, será nossa preocupação procurar alargar progressivamente as pistas dedicadas para o efeito, à semelhança da que existe entre a Guia e o Guincho.

Desde já está em projecto a ligação por ciclovia desde a praia de Carcavelos até à Estação de Caminho de Ferro, atravessando a Quinta dos Ingleses (através do futuro parque urbano), com prolongamento para a Quinta do Barão. Por outro lado está já projectada a ligação Praia do Guincho a Birre, em prolongamento da actual ciclovia. No próximo dia 16 de Setembro (semana da mobilidade) vamos repetir o teste da "marginal ciclável" entre as 7h e as 12h. Esperamos também repetir até ao final do ano a disponibilização do Autódromo durante um dia para utilização exclusiva da pista por ciclistas.»

Monday, August 27, 2007

Chegado por email:

«Estoril-Sol

Aquilo parece as construções de Lego que fazia quando era criança! Parece também uma fortificação do filme "A guerra das estrelas"! Se bem me lembro na altura, a justificação para deitar o hotel abaixo era o excesso de volumetria e que era desadequado para os tempos recentes, como unidade hoteleira! Tb. concordo que o que era antes tinha todo o aspecto de um "mamarracho", mas que marcou uma época! Este é outro "mamarracho" que irá marcar esta época! Porque ambos são horríveis! Este novo projecto é de um enorme novo-riquismo, que serão as criaturas que para lá irão viver! A volumetria ainda consegue ser maior do que a anterior! Se o edifício não fosse de vidro, seria uma nova Quarteira! O Arq.Manuel Salgado desenhou um edifício nas Amoreiras, ao pé do Pátio Bagattela, em construção, que é um cubo de vidro!!!!! É o que está a dar: Cubos de vidros, sózinhos ou emparelhados, como é o caso deste!!!

José Tadeu»

Chegado por email:

«Ciclistas criminosos

Amigos

Já deve ser do conhecimento de todos, mas se não é, este email serve para divulgar o facto.

Oeiras e Cascais, consideram os ciclistas marginais. Proibiram-se as bicicletas nos passeios junto ao mar e colocaram-se polícias a patrulhar as zonas para “deter” estes marginais. Passam-se multas, apreendem-se bicicletas, e, pior que tudo, cria-se uma mentalidade que avalia o ciclista como um marginal, incumpridor das leis. O slogan de Oeiras é “Oeiras Marca o Ritmo”. É esse o ritmo que queremos? Penso que não.

Enquanto as autoridades dedicam atenção aos ciclistas ignoram as centenas de condutores que estacionam em redor das praia em zonas que obrigam os peões a circular pela estrada. Parece-me que as Câmaras de Oeiras e Cascais promovem um sentimento de impunidade aos condutores e o resultado é o estacionamento vândalo típico da costa portuguesa.

Elaborei um artigo que enviei para algumas entidades. Foi já mencionado no jornal O SOL de dia 18 de Agosto de 2007 e está publicado no site da FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLOTURISMO E UTILIZADORES DE BICICLETA e pode ser consultado em http://www.fpcub.pt/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=138&Itemid=2. Estão também no site alguns desenhos para T-Shirts que gostaria de começar a divulgar.

Quero alertar para este problema e incentivar as pessoas a mexerem-se. Escrevam para as câmaras, queixem-se no livro amarelo. Imprimam a carta e reenviem-na. Se quiserem ajudar a criar um melhor ambiente para nós e nossos filhos, ajudem e façam um abaixo assinado que depois poderemos juntar aos que já tenho para fazermos pressão ás autoridades, alertando que as bicicletas são uma solução para alguns problemas e não um problema em si. Brevemente as pessoas preocupadas com o ambiente serão tantas que a proibição de bicicletas será um suicídio político.

Divulguem e ajudem

Cumprimentos a todos

Tiago Andrade Santos»

No bicentenário das Invasões Francesas


Cascais e Oeiras vão celebrar, em conjunto, a edição de 2007 das Jornadas Europeias do Património, sendo o Bicentenário das Invasões Francesas e da Construção das Linhas de Torres o tema escolhido pelos dois concelhos: no território de ambos guardam-se ainda alguns vestígios da que foi a terceira linha de defesa da cidade de Lisboa - de Paço de Arcos ao Junqueiro, em Carcavelos.

O tema será desenvolvido num ciclo de conferências a realizar no Centro Cultural de Cascais e na Fortaleza de S. Julião da Barra, a 28 e 29 de Setembro, respectivamente. Haverá também visitas às primeira e segunda linhas, visitas que serão conduzidas por Clive Gilbert, da British Historical Society of Portugal.


Créditos imagem: Embarque de D. João, Príncipe Regente de Portugal, para o Brasil, em 27 de Novembro de 1807; Nicolas Delerive, Museu Nacional dos Coches

Friday, August 24, 2007

Att.. CMC e do Sr. Pedro Reyes

Ontem, no topo norte da Rua Direita, estava estacionado um Mercedes escuro, com diversas folhas A-4 coladas nos vidros, dizendo "trata". Já o tinha visto noutras artérias mas nunca ali, em plena Rua Direita, à boca do largo por cima da Praia da Raínha.

O descarado proprietário ainda vai mais longe, acrescentando ao texto: "Sou residente mas ainda não tenho o dístico de estacionamento. Chamo-me Pedro Reyes".

Um mimo, com "y" e tudo.

Saturday, August 11, 2007

Desleixo


Na praia da Azarujinha fizeram-se recentemente obras para reposição das placas do paredão levadas pelo mar no Inverno. Como é costume neste país, as coisas nunca se acabam. Neste caso devem estar à espera que o mar leve o entulho...

Sunday, August 05, 2007

Enquanto é tempo



A Teoria da Janela Partida diz sinteticamente que o mais pequeno sinal de desatenção e de desmazelo constitui um convite ao vandalismo. Se com o passar do tempo a janela continuar partida, o convite tornar-se-á ainda mais caloroso: “Estejam como em vossa casa” e não será preciso esperar muito para rapidamente se perder o controlo da situação. Para que o mesmo não aconteça um dia ao Chalet Faial - obra do arquitecto José Luiz Monteiro, de 1896 -, aqui fica um alerta e um apelo: com nítidas marcas de ter sido arrombada, a entrada secundária do edifício deixa ver também outros sinais de desmazelo na forma de lixo e de sucata amontoados junto às suas dependências anexas. Se nada mudou entretanto em termos de titularidade, o Chalet Faial, que durante vários anos operou como sede do Tribunal Judicial de Cascais, continuará na posse do Ministério da Justiça. Alguém feche aquela porta, por favor, enquanto é tempo: não para que se esconda debaixo do tapete o desmazelo já visível, mas para que ele não abra caminho a um dano ainda maior.



Monday, July 30, 2007

Pour Elise




Foi há sete anos, num dia de Inverno. Para a casa da Condessa d’Edla na Quinta da Bafureira começava o princípio do fim. A sua lenta agonia faria deste um dos mais chocantes crimes de lesa-património de que há memória em tempos recentes, mas não foi por falta de aviso que ele se consumou: sucessivas vezes, cidadãos e especialistas, entre os quais Raquel Henriques da Silva, José d’Encarnação e Vítor Serrão, alertaram a Câmara de Cascais para a importância daquela casa e para a urgência de lhe acudir. Em vão: entre a inoperância das instituições e as “justificações” dadas pelo novo proprietário e promotor da urbanização dos terrenos de que ela ruíra sozinha, vários anos se passaram sem que ninguém a salvasse: reduzida a dois terços num primeiro momento, acabaria, por fim, por ficar reduzida a uma parede.

Elise Hensler (1836-1929), segunda mulher de D. Fernando II, dedicara grande parte dos seus anos de viuvez a essa propriedade, reconstituindo nela, e da forma possível, os dias felizes que vivera na Pena. Em 1901, encomendava ao arquitecto veneziano Nicola Bigaglia o projecto da sua nova casa. Elise rapidamente a rodeou de um jardim e de árvores que ela própria plantou, incluindo os famosos cedros que, a partir daí, se disseminariam pelos Estoris. No mesmo lugar e rodeado de construção nova, está hoje um clone dessa casa, “seguindo a traça original” e, tanto quanto é possível ver do exterior, a obra estará já concluída.

Poderá sempre dizer-se que, sendo igual à anterior, tudo acabou em bem. Há, no entanto, um problema: é que Elise Hensler nunca viveu na casa que ali vemos hoje. E a questão não é de somenos importância à luz do entendimento que a cultura ocidental faz do seu património construído: ele é matéria e também o tempo que passa por ela. É essa a sua essência e a sua verdade. E o que se vê hoje na Quinta da Bafureira é que o promotor construiu o mais que pôde e, uma vez intimado a seguir a via da reposição, reconstruiu a casa da Condessa como quis. De origem, ali, apenas restam as cantarias ornamentais. Tudo o mais foi reposto com materiais dos dias de hoje, a começar pelas coberturas, agora de betão.

No local, encontra-se afixado um painel onde se pode ler “No comments”. Não sendo “No comments” nome de construtora nem de imobiliária, é-se levado a concluir que a expressão significa ali outra coisa que o seu autor tem evidente orgulho em exibir publicamente. De facto, o que se passou na Bafureira dispensa comentários, mas não pelas razões que quem afixou esse painel julga ter a seu favor.


Créditos da primeira imagem: Casa da Condessa d’Edla na Bafureira fotografada nos seus primeiros anos por Paulo Guedes (1886-1947); Arquivo Fotográfico da CML

Saturday, July 28, 2007

Partir a loiça



Rezam as crónicas que a Rainha D. Maria Pia tinha por hábito deixar cair um copo com grande estrépito quando algo lhe desagradava profundamente. Podia ser numa ocasião informal, como uma festa no Paço, ou em privado. Poderia não dizer uma palavra, mas o statement estava feito. Puro capricho? Gesto infantil? Talvez, mas não necessariamente. D. Maria Pia, que após a morte de D. Luís manteve laços com Cascais, certamente que não se ficaria quando abrisse de par em par as janelas do seu chalet (nas imagens) e, olhando para o horizonte à sua direita, visse aquilo que sabemos que aí vem.

Ao invés de um copo, partiria muito provavelmente toda a sua loiça, porque o que aí vem - essa “obra de ruptura” de ainda mais duvidosa inserção no lugar que substituirá o velho Estoril-Sol - é, a par de mais um atentado ao delicado sistema de vistas de Cascais, mais um atentado a uma outra coisa: a arquitectura de veraneio de finais de Oitocentos, princípios de Novecentos que, apesar de todas as perdas e adulterações que tem sofrido, poderia ainda ser a sua marca distintiva. Na envolvente próxima da “obra de ruptura” que aí vem estão “só” duas das mais importantes peças desse legado: o Palacete Palmela e a casa de D. Maria Pia, que por uma daquelas ironias do destino se chamou originalmente Chalet da Vista Longa. Mais "obras de ruptura"? Às vezes, quando a paciência começa a esgotar-se, partir a loiça é mesmo o último recurso...


Créditos da primeira imagem: Inventário do Património Arquitectónico da extinta Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN)

Inaugurado o Farol-Museu de Cascais

"Primeiro farol-museu do país inaugurado em Cascais

O Farol de Santa Marta, em Cascais, tornou-se ontem o primeiro farol-museu nacional em resultado de um projecto do Estado-Maior da Armada e da autarquia, que pretende desvendar um ofício com cinco séculos de história em Portugal.
[...]
No ano passado, a Câmara de Cascais e a Marinha, que ainda hoje apoia a navegação a partir da torre de 20 metros do farol, iniciaram a remodelação do espaço para dar a conhecer as antigas residências dos faroleiros, os seus instrumentos de trabalho e modo de vida. O resultado do investimento - 1,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas da concessão do casino do Estoril - é um espaço de exposição de peças recuperadas pela Marinha, amplas plataformas com vista para o mar, um centro de documentação e uma cafetaria ontem inaugurados".

Extracto de notícia da Agência Lusa publicada no Público de 28 de Julho de 2007

Cascais

Meus amigos...
desculpem esta ausência , muito prolongada, tenho lido os diversos posts deste nosso blog... de Cascais , claro, e não posso de deixar de salientar que estou triste. Desculpem não triste...mas antes admirado que só se fale de arquitectura ( monos e menos monos não vem ao caso).
As aventuras e desventuras de Cascais têm mais episódios...querem ver...
venham passear pelo paredão ao fim de semana á tarde e vejam se conseguem passar incolumes por este vosso passeio, nas ruas evitem os buracos, os vendedores ambulantes, os eventos milionarios que não conseguem criar empregos... vitalidade empresarial... rios de dinheiro gasto em prol da visibilidade internacional desta nossa vila ... para depois os visitantes « internacionais» pisarem cócós dos cães na rua e serem chateados pelos vendedores ambulantes ás dezenas nas nossas ruas, os transportes deficientes em Cascais, a falta de informação rodoviaria em Cascais, a deficiente e caótica informação turistica, a falta de coordenação de eventos em Cascais, as obras inacabadas ( a esquadra, o hotel Nau esse para demorar visto estarem a preparar uma estrutura que aposto vai albergar publicidade), a A5 repleta de obras sem liberar portagens, tiraram o autocarro que ia para o aeroporto e ninguem se apercebeu...e ja agora a própia Portela nem ninguem se questionou se nos afecta????, o jardim Visconde da Luz não tinha de ter baloiços ????? foi dado a CMC para isso ou não????, a praia do peixe com o milagre do tratamento das aguas... ja se toma banho, a falta de capacidade de atracção de investimento, etc...
Mas pelo menos temos a relva verdinha e a fachada do mercado pintada pena ser só a fachada porque se virarmos a esquina....

e.f.

Monday, July 23, 2007

Obstáculo inútil (6 meses depois... ainda).

Em Fevereiro, aqui , o J.N Barbosa "chocou" com esta "coisa". Imaginámos, com gozo, e de imediato, a miserável teia kafkiana de pequeníssimos poderes que "justifica" o querido mamarrachinho... seis meses depois, ficamos com a certeza que a "dona de casa" (a CMC), de vassoura na mão, e genuinamente desejosa de se ver livre do mono no hall de entrada, não tem força para a vassourada... 
Coisas menores.

As "novas" Termas do Estoril

...má antevisão do que vai ser. É pena (mais uma vez).
Desta vez, um acto pretensioso ou... ingénuo. Uma coisa que quer ser tudo, sem, pelos vistos, saber ser alguma coisa.
Pretensioso (ou ingénuo) porque quer fazer-se, com "piscadelas de olho" a coisas (ideias de arquitecturas) anteriores sem, pelo menos, ter conseguido aproximar-se disso, por incompreensão do "anterior", ou preguiça de estudar!!!... mas também quer "afirmar-se" moderno... Perca de tempo: Quem desenhou isto, ficou longe de conseguir lidar com algum dos caminhos que a contemporaneidade da arquitectura vem apontando, e com o que essa arquitectura contemporânea, traz de bom às cidades e à paisagem.

Resta a esperança (provavelmente vã) que seja a imagem a parte incompetente desta história, e que o trabalho no projeto de execução, tenha melhorado a má promessa que se vê. Se assim fôr, que se retire a imagem (que não ajuda nem dignifica coisa nenhuma) e eu retiro o que disse (com agrado).

Mas, não há muitos "finais felizes" nestas histórias, porque os projectos de execução... não dão lucro aos projectistas e são "chatos" de fazer.

Mais um desrespeito, por incompetência contemporânea, pela zona "nobre" do Estoril?

Friday, July 20, 2007

Comentários à petição:

«Vocês são do tipo: Se o mandarmos abaixo somos os seus melhores amigos.
Já ouviram falar de património cultural ?
É mais ou menos isto:
Estamos habituados a ter um mamarracho em nossa casa. Um tareco que pouca gente gosta mas, como sempre lá o tivemos, preferimos ter porque tem valor estimativo, a nossa vida nunca será a mesma se o deitarmos para o lixo.
É patrimonio individual.
Se essa memória fizer parte de um colectivo de pessoas, então é património colectivo ou cultural, mesmo quando esse tareco não vale nada.
Não era o caso do estoril sol» (Jorge Palma)

«Estoril Sol era de facto um mamarracho,o novo projecto é inovador,atrevido e bonito,finalmente cascais tem o que merece.Esta petiçao é de uma falta de actualidade,vivemos no sec.XXI,somos cidadaos do planeta terra,queremos cidades modernas praticas e com infraestruturas,onde os nossos,tenho 6, filhos possam viver c qualidade,nao queremos cidades desertas.Volumetria esta bem distribuida,tem bonitos espaços verdes,projeto arrojado,estao de parabensos promotores e o arquitecto....este é um pais onde ainda existem muitos saloios invejosos sem mundo.Peguem numa mochila e vao ver mundo fazia vos bem a v. e a nós que nao nos faziam perder tempo com petiçoes tardias e absurdas» (Maria Garcia)


«Caros amigos do ambiente e vizinhos da Marginal,

Foi com bastante surpresa que observei este novo projecto inovador que é o Novo Estoril Sol, no entanto foi ainda com maior surpresa que tomei conhecimento desta petição que , no meu entender não faz qualquer sentido pelas razões que passarei a enunciar:
1) O mundo em que vivemos está num processo intenso e de uma pura e inimaginável inovação, Portugal tem tentado "apanhar o rasto" que os restantes países do mundo e em particular os Europeus têm deixado, deste modo o projecto segue este sentido;
2) Nós Portugueses somos tão avessos à mudança que este tipo de petições vem ao encontro desta forma de estar e viver nacional que tem de mudar;
3) Pergunto às pessoas que têm aquelas fotos de viagens ao lado daqueles edificios enormes, muito bonitos e inovadores se não gostariam de ter uma foto dessas mas tirada em Portugal, ou só aquelas fotos tiradas no estrangeiro é que são bonitas e tem valor.

Não querendo aprofundar mais, me despeço com o sentido de dever cívico cumprido que é o apoio a projectos inovadores que consolidem a imagem de localidades/vilas/cidades etc... que carecem de crescimento e desenvolvimento que este tipo de projecto traz aquando a sua existência.Melhores cumprimentos» (João Rebelo)

Wednesday, July 18, 2007

Obras do hospital de Cascais arrancam no fim de Dezembro

In Público (18/7/2007)

«A menos que haja algum percalço, o contrato será assinado a 15 de Dezembro e as obras começarão a seguir

O novo hospital de Cascais, a construir no quadro de uma parceria público-privado projectada há três anos, deverá entrar em obras no final do ano, podendo ficar concluído em 2009, anunciaram ontem, em comunicados distintos, o Ministério da Saúde e a Câmara de Cascais.
O Acordo Estratégico de Colaboração entre a autarquia e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que prevê a construção daquela unidade hospitalar em Alcabideche, junto ao nó da A5-IC30, foi assinado em 2004, mas só este ano foram conhecidos os parceiros responsáveis pela execução da obra e futura gestão do hospital - as empresas Teixeira Duarte e Hospitais Privados de Portugal.
De acordo com um comunicado enviado à agência Lusa pelo Ministério da Saúde, após uma reunião realizada ontem entre o ministro Correia de Campos e o presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, o projecto final de execução do empreendimento será apresentado até 17 de Setembro e o contrato de parceria será assinado a 15 de Dezembro, permitindo, "de imediato", o arranque das obras. "O prazo de construção é de dois anos, pelo que o hospital poderá ser inaugurado ainda no ano de 2009", acrescenta o documento.
O ministério refere ainda que o hospital - com 251 camas e uma maternidade que servirá também a zona norte do concelho de Sintra - estará inserido na Rede de Referenciação Integrada de Oncologia e assegurará cuidados aos portadores de VIH/sida.
Durante a reunião foi ainda abordada a situação dos novos centros de saúde de São João do Estoril (que já está a funcionar parcialmente), de Alcabideche e São Domingos de Rana, construídos pela câmara de com financiamento estatal. A unidade de São João do Estoril deverá funcionar em pleno até finais de Outubro, servindo 17.500 utentes, 1.300 dos quais não tinham médico de família até à sua abertura. No mesmo mês abrirá a de Alcabideche, prevendo-se que a de São Domingos de Rana entre em serviço até ao fim do ano.
De acordo com a Câmara de Cascais, os aspectos técnicos referentes às especialidades de oncologia e ao tratamento da VIH/sida no futuro hospital serão aprofundados em reunião da comissão especializada da assembleia municipal, a realizar durante o mês de Setembro.
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Céus, mais promessas! Já vai em 3 anos e meio. Até quando?

Tuesday, July 17, 2007

Assombrações


Em S. João do Estoril, numa modesta casa à beira da Marginal, apontada como palco de assombrações, funcionou um dia uma das principais instituições de apoio a invisuais em Portugal: foi em 1912 que o Instituto de Cegos Branco Rodrigues aí se instalou a título definitivo, após doação de um terreno privado para esse fim. Essa casa, que ainda existe, é hoje uma sombra do que foi, não obstante o trabalho que o seu patrono, José Cândido Branco Rodrigues, desenvolveu como professor e pedagogo em prol da dignificação dos cegos, em particular dos de menores recursos, na transição dos séculos XIX para XX.

Nas várias escolas que fundou - escreve José Salgado Baptista, em A invenção do Braille e a sua Importância na Vida dos Cegos -, Branco Rodrigues procurou sempre dotá-las de “bibliotecas braille, literárias e musicais, quer adquirindo livros impressos no estrangeiro, quer promovendo a sua produção por transcritores e copistas voluntários”. O seu trabalho acabaria por ir mais longe: “Com a colaboração de um habilidoso funcionário da Imprensa Nacional, fez as primeiras impressões em braille que apareceram em Portugal. A primeira impressão foi em 1898, de um número especial do Jornal dos Cegos, comemorativo do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia”.

No nosso País, como se sabe, nada disto importa. E se, como é usual dizer-se, as casas vão construindo a sua própria alma à medida que o tempo passa por elas, não é de todo improvável que elas próprias se rebelem quando um destino inglório lhes é imposto: após vários anos de abandono, um incêndio fragilizou ainda mais aquela que tem sido apontada como uma das “casas assombradas” de Cascais. Assombrada pelos vivos foi-o certamente ou não estaria em estado precário, vazia e sem uso. Uma nota de esperança, apesar de tudo: a cobertura, que ardera por completo, foi entretanto recuperada.

Nascido em Lisboa, em 1861, José Cândido Branco Rodrigues faleceu em S. João do Estoril, em 1926.



Imagem da casa antes do incêndio que a atingiu

Capucho e Correia de Campos discutem construção do novo hospital

In Sol / Lusa (17/7/2007)

«O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho (PSD), reúne-se hoje com o ministro da Saúde, Correia de Campos, para discutir a construção do novo hospital do concelho, uma parceria público-privada com inauguração prevista para 2009

O Acordo Estratégico de Colaboração entre a autarquia e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que prevê a construção da unidade hospitalar em Alcabideche, junto ao nó da A5/IC30, foi assinado em 2004, mas só este ano foram conhecidos os parceiros responsáveis pela obra e gestão dos serviços - a construtora Teixeira Duarte e o grupo Hospitais Privados de Portugal.

Segundo disse à Lusa fonte da Câmara de Cascais, o empreendimento vai disponibilizar 251 camas e 750 lugares de estacionamento e a maternidade vai abranger toda a zona norte do concelho de Sintra.

Apesar dos atrasos no projecto, o executivo iniciou em Fevereiro os trabalhos de construção dos acessos, avaliados em sete milhões de euros, que incluem o alargamento da 3ª Circular para duas vias em cada sentido, a construção de um nó desnivelado na mesma estrada, o aumento da capacidade da rotunda de Alcabideche e a beneficiação das vias de acesso ao Cabreiro e ao Pisão. (...)

Da agenda da reunião entre António Capucho e Correia de Campos consta também a entrada em funcionamento dos centros de saúde de Alcabideche e São Domingos de Rana, concluídos pela autarquia em Fevereiro e Março, respectivamente, mas ainda sem todos os equipamentos necessários, da responsabilidade do governo.

As duas unidades servem cerca de 200 mil habitantes e, em conjunto com o centro de saúde de São João, representam um investimento de 13 milhões de euros, 4,5 dos quais suportados pela Câmara.»

Monday, July 16, 2007

Chegado por email:

«Afinal, até somos dos países mais avançados… no papel, claro…

Aqui vai mais uma pérola do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (DL 555/99, na sua redacção actual):

Artigo 24.º, n.º 4:

«[O pedido de licenciamento] pode ainda ser indeferido quando a obra seja susceptível de manifestamente afectar a estética das povoações, a sua adequada inserção no ambiente urbano ou a beleza das paisagens, designadamente em resultado da desconformidade com as cérceas dominantes, a volumetria das edificações e outras prescrições expressamente previstas em regulamento.»

Um abraço

Pedro»

In Público (17/7/2007)

Friday, July 13, 2007


In Público (13/7/2007)

Tuesday, July 10, 2007

Att. Dr. António Capucho

1. A moda lisboeta de cepos, cotos e caldeiras sem árvores não pode pegar em Cascais. A coisa começa a ser vergonhosa nas ruas das traseiras da Igreja dos Navegantes até à antiga Parada.

2. Temo que os arranjos à superfície do novo estacionamento subterrâneo da Cidadela sejam difíceis de executar, tal o deserto de ideias que parece ter havido em termos de enquadramento do que já está feito (aquela boca imensa defronte à Gandarinha, o nivelamento no sítio onde estavam os muros de azulejos e aquelas caixas - serão elevadores? quiosques? w.c.?). Aquilo vai ser muito difícil de corrigir!!

Monday, July 09, 2007


Está prevista para o dia 18, a partir das 18.30 h., no Centro Cultural de Cascais, a apresentação, pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, do livro Recantos de Cascais. No sábado seguinte, dia 21, das 17 às 19 h., haverá sessão de autógrafos na Feira do Livro, em Cascais.

É uma edição da Câmara Municipal de Cascais e de Edições Colibri, que teve o apoio do Jornal da Região, da Sociedade Estoril-Sol e das juntas de freguesia de Carcavelos, Cascais, Estoril, Parede e S. Domingos de Rana.

Tomo a liberdade de enviar, em anexo, imagem da capa (que reproduz fotografia, da autoria de Filipe Guerra, de um recanto por descobrir...) ...

J. d'E.

Thursday, July 05, 2007

Praia ali? Moita, carrasco!


Confesso que não andava no Paredão ao fim-de-semana há algum tempo, demasiado talvez, mas tão cedo lá voltarei, a esses dias, muito menos de Verão, passo a explicar:

O «meu» Paredão está agora reduzido a dois segmentos: Praia das Moitas (exclusive)-Piscina do Tamariz (exclusive) e Tamariz (exclusive)-Azarujinha, o resto é demasiadamente alérgico para me recordar seja do que for. O resto, aliás, é Costa da Caparica II, sem a Ponte, ou Carcavelos II, se se quiser, sem São Julião.

A zona a evitar é, contudo, aquela que dá para a Praia da Rata (o seu nome oficial, Praia das Moitas, semi-pomposo, nunca pegou!), por debaixo do que resta do Estoril-Sol, e que agora dá cartas como «praia da moda» para quem é avesso ao vento do Guincho ... vá-se lá a saber porquê, em ambos os casos.

Ali, é ver-se aquelas 2 baiúcas, armadas em pseudo-burguesas, pejadinhas de oiro de fazer inveja aos ciganos que por lá passavam há 20-30 anos e que impingiam aos miúdos relógios roubados ou haxe em tablete. É ver-se as esplanadas anárquicas, ocupando demasiado Paredão, é ver-se os clientes virados para o sol, como otários que são, é respirar-se o cheiro a grelhados, e sentir rebentarem-se os tímpanos com os decibéis não de tijolo mas de colunas de hi-fi. É ver-se os tugas exercitando-se naqueles aparelhómetros ridículos para desbaste dos «pneus»; as palmeiritas mirradas e semi-mortas, os apalermados chapéus piramidais de revista de ambientalista (alguém é capaz de explicar porquê esta recente aversão ao toldo de pano listado?). Ele são as excursões familiares, dos arredores e de intramuros, a que só falta o gato; ele são os pescadores que pescam as taínhas que resistem ao esgoto. Ele é o comboio que teima em ser feio e barulhento. Ele é o corrimão metálico.

Depois, volta a ser o Paredão a que me habituei, que passa à frente do condenado Hotel Atlântico (mais um inovador edifício de vidros na calha...), apesar daquela rampa e dos w.c. idiotas por debaixo da estação do Monte, e que vai até ao Tamariz, onde se interrompe novamente; sim, porque onde estavam os solários e as camas das bailarinas do Casino está agora a «batucada da vida». Regressa de novo, e em força, a partir do castelinho devoluto, e prossegue, sem parar mais, até à Poça e à Azarujinha, resistentes, ainda ao «pugresso», apesar daquele soalho à «Calçadão» que, indubitavelmente, foi o golpe de misericórdia num Paredão que era castiço, genuíno, agreste e «meu».

Foto: Praia das Moitas

Cascais quer privados a gerir aeródromo de Tires

In Público (5/7/2007)

«A Câmara Municipal de Cascais pretende lançar este mês um concurso público para concessão da exploração do aeródromo de Tires, alegando não ter "vocação" para continuar a gerir aquele que é o segundo aeroporto mais movimentado do país.
O Aeródromo Municipal de Cascais, em Tires (freguesia de São Domingos de Rana), esteve sempre sob responsabilidade da autarquia, apesar de já ter sido lançado há alguns anos um concurso público para cedência da exploração, que não chegou a ter concorrentes. Em 2005, a infra-estrutura aeronáutica passou para as mãos de uma nova empresa municipal, a ArCascais, mas o executivo camarário quer agora privatizar a sua exploração e o respectivo serviço público de apoio à aviação civil, tendo aprovado segunda-feira o lançamento de um concurso público internacional.
"A câmara decidiu abrir a concessão, porque não tem propriamente uma vocação própria para gerir aeroportos, sobretudo com esta dimensão", explicou o vereador responsável pela ArCascais, Manuel Ferreira de Andrade, citado pela Lusa, sublinhando que o aeródromo municipal regista uma média anual de 70 mil movimentos de aeronaves e foi alvo de investimentos de 35 milhões de euros nos últimos 20 anos.
O vereador Manuel Andrade, eleito pelo CDS-PP, adiantou que a medida, prevista na campanha eleitoral do actual executivo, foi também motivada pelos indícios de deslocalização do Aeroporto da Portela e de privatização da ANA-Aeroportos de Portugal. "Penso que este contexto poderá criar oportunidades para as empresas concorrerem a Cascais. Aliás, já fomos contactados por mais de três que estarão interessadas. Na altura do outro concurso a questão da Portela ainda só estava no ar, mas a realidade de hoje é muito diferente", adiantou o vereador.
Para o autarca, as verbas que o novo concessionário terá de aplicar no aeródromo - cerca de dez milhões de euros, para construção de barreiras acústicas e hangares, aquisição de terrenos, entre outros - serão um bom investimento, na medida em que o movimento da estrutura, vocacionada sobretudo para a aviação particular de negócios e turística, está "em enormíssimo crescimento".
Ao executivo camarário resta agora esperar pelo parecer da assembleia municipal, que deve votar a abertura do concurso ainda este mês. Assim que os deputados derem a sua aprovação, garante Manuel Andrade, a autarquia avançará com a abertura do aeródromo à gestão privada.
35 milhões de euros foi o investimento total da autarquia na infra-estrutura nos últimos 20 anos
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Monday, July 02, 2007

Isto é verdade ou estão a brincar?




Foi com este título que me chegou uma mensagem de mão amiga, dando-me conta do dépliant promocional do empreendimento «Estoril-Sol Residence».

Respondi-lhe que era verdade, sim, que tínhamos lançado uma petição há uns quantos meses, mas que nada conseguimos até agora, salvo algumas manobras de diversão patéticas. É, realmente, VER PARA CRER.

Ou, como dizia alguém noutro blogue (Arquitontices): "é mau demais... o que aconteceu ao grande byrne? "

Nota: no caso de não conseguir fazer o download do dépliant, click AQUI!

Friday, June 29, 2007

Cascais recusa substituição de posto de vigia devido ao impacte negativo das novas torres

In Público (29/6/2007)
Luís Filipe Sebastião

«A torre de vigia florestal em madeira, instalada na Pedra Amarela, na serra de Sintra, não vai ser substituída por um dos novos postos de vigilância metálicos, como defende a Câmara de Cascais. A garantia é do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (Sepna) da GNR que justifica a decisão com os eventuais impactes paisagísticos das novas estruturas na área protegida.
O posto de vigia da Pedra Amarela está montado no perímetro do Parque Natural de Sintra-Cascais. A torre em madeira, com dez metros de altura, situa-se a uma altitude de 403 metros e constitui o principal ponto de vigilância do perímetro florestal sintrense e envolvente. Uma fonte do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) adiantou que, no ano passado, o posto foi dotado de instalações sanitárias e que, devido à sua localização privilegiada, entrava ao serviço em meados de Maio.
O posto passou, entretanto, para a tutela do Sepna da GNR, entidade que coordena, ao nível nacional, a prevenção, vigilância e detecção de fogos florestais. A mudança levou a que o Ministério da Administração Interna tenha lançado um projecto de substituição de antigos postos de vigia por novas estruturas metálicas. Um tubo com uma altura em torno dos 12 metros permite o acesso a uma plataforma circular, equipada com sistema electrónico de detecção e janelas móveis com visibilidade até 360 graus. O projecto foi apresentado como necessitando apenas de "deslocações bimensais para abastecimento, logística e controlo técnico" e possuindo "impacte ambiental mínimo".
Para o vereador da Protecção Civil na Câmara de Cascais, Pedro Mendonça, a intenção de substituir o actual posto na Pedra Amarela por uma estrutura em metal "não faz sentido": "Construímos aquela torre em madeira no sentido de não ferir o Parque Natural e porque é mais adequada à paisagem." O autarca salienta que se trata de um terreno municipal e teme "uma agressão na paisagem", pois "parece um depósito de água".
João Teixeira, da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, também mostra reservas com a eventual substituição por uma estrutura que "parece um charuto". "Espero que a actual torre se mantenha em bom estado e não seja alterado o que lá está." Uma fonte do ICNB defende que devem ser previamente avaliados os impactes da instalação de "um cogumelo de aço" numa área protegida.
"Estava prevista a possibilidade de a torre ser substituída, mas chegámos à conclusão que não era a melhor solução. Vai ser recuperado o posto em madeira", adianta o major Joaquim Delgado, do Sepna da GNR. "Fomos sensíveis às preocupações sobre os impactes na paisagem de uma área protegida e património mundial", admite o responsável, acrescentando que os novos postos também não foram instalados, pelo menos para já, em Alcoitão ou Nafarros.
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Thursday, June 28, 2007

D. Carlos (com aguarela)

Para complementar o Post do Paulo Ferrero de hoje sobre a exposição da obra do Rei D. Carlos (uma forma de sublinhar o interesse dessa mostra).


"Mar! Obra Artística do Rei D. Carlos reúne cerca de 120 obras da autoria do monarca português que contribuiu para o avanço dos estudos da oceanografia em Portugal. 
Aguarelas, desenhos e pinturas a óleo e a pastel, datadas de entre o último quartel do séc. XIX e princípios do século XX, vão ser mostradas até 27 de Outubro no Museu do Mar, em Cascais [...].
O rei D. Carlos expressou a sua paixão pelo mar através da pintura de "marinhas" e instalando em 1896, no Palácio da Cidadela, em Cascais, o primeiro laboratório oceanográfico do país [...]"
(reprodução de imagem e extracto de notícia de Luis Filipe Sebastião no público de hoje - 28 de Junho de 2007)

+ (apoios de) praia




...com alguns dias de atraso relativamente à divulgação que a CMC fez in situ, aqui ficam as pré-visualizações dos apoios de praia que serão construídos na praia da Azarujinha e praia da Poça.
Também há novos apoios de praia em Carcavelos...
Se o da Azarujinha será um bar-miradouro com vistas absolutamente estimulantes, veremos o que acontecerá na cobertura do da praia da poça (cobertura que agora está ligada ao novo estacionamento): miradouro-varanda? acessível? Como ficarão integradas na arquitectura as máquinas de ar-condicionado e chaminés?... tudo isso estará resolvido.

Exposição com obras do rei D. Carlos inaugurada hoje

In Jornal de Notícias (29/6/2007)

«Divulgar a obra artística do rei D. Carlos é o objectivo da exposição que a Câmara de Cascais inaugura hoje, dia em que arranca o Campeonato do Mundo de Vela, naquele concelho. A cerimónia terá lugar às 18.30 horas, no Museu do Mar - Rei D. Carlos. (...)»

Wednesday, June 27, 2007

E os transportes públicos de Cascais, como são hoje?

Há cerca de 25 anos o tempo de passagem era de 20m, média, nos bairros residenciais para lá do centro da vila; o terminal era ao ar livre, primeiro, defronte à estação de comboios, depois, prolongando-se pela rua até ao Bar-Carruagem. Os veículos eram arcaicos, deitavam fumo pelo tubo de escape, os picas eram antipáticos, o transporte mais parecia de mercadorias.

Mas nessa altura havia muitos passageiros, hoje, presumo, que com carro, quase todos eles. Entretanto, o terminal também mudou, mas mantém-se terceiro-mundista, enfiado que está numa espécie de câmara de gás a céu aberto (o mesmo se passa em Lisboa, por sinal, no Campo Grande e em Sete Rios, por exemplo ... mas isso é noutro fórum), o interface com a Refer funciona mal, e cada vez parece que existem mais carros em Cascais. Salva-se o BusCas, que importa incrementar para fora da vila e, no centro, sobretudo, fazer o mesmo percurso para lá e para cá ... para não se assistir a estrangeiros sentados na paragem onde saíram, à espera de apanhar o autocarro de volta, quando na volta ele vai passar noutro sítio completamente diferente, santa pachorra!

Afinal, como é? Como é apanhar o autocarro de/para Birre, da Areia, Pampilheira, Bº Rosário, Torre, Guia, Malveira da Serra, Alvide, Pai do Vento, Amoreira, Alcabideche, Alcoitão, Cabreiro, Livramento, etc.?

Tuesday, June 26, 2007


Monday, June 25, 2007

AS NOSSAS ESCOLAS TAMBÉM SE DISTINGUEM AO LONGE!




Terminou o ano lectivo... e aqui há tempos, neste blogue, o Eduardo lançava um desafio lógico e bom: actuar nas escolas para ajudar a formar logo aí, nas crianças, o gosto e o interesse pela cidade, o seu ambiente e o seu património.
Mas, como se pode ver neste caso (que se repete de forma alargada... tristemente!), as próprias escolas são péssimos exemplos de qualidade dos seus espaços... Distinguem-se ao longe, mas, pelas piores razões. E neste aspecto, as escolas públicas de Cascais, em nada se distinguem da maioria das escolas do país.
Há excepções,mas, são isso mesmo: excepções.
O que há, pode ver-se aqui, a partir do site da Câmara Municipal de Cascais:
http://escolaspublicascascais.notlong.com
Pergunta-se: Como é que se pode "ensinar" as crianças a gostar dos espaços (públicos e privados) se o seu espaço de aprendizagem é um verdadeiro e inqualificável deserto (literalmente, neste caso)?
É eloquente a imagem acima: A escola é um pré-fabricado (há anos e anos) e o seu recreio é o que se vê: vazio e desqualificado. Um campo poeirento no verão, e um lamaçal no Inverno.
Imediatamente à volta (fora da escola), os jardins são impecávelmente tratados... num caso e noutro, responsabilidade da Câmara Municipal: a nossa.
Sinal das prioridades? A educação e a Escola estão no fim das prioridades da Câmara Municipal?
O facto é que, já não bastando a situação desastrosa da Educação à responsabilidade do Ministério, com esta "comparticipação" da Câmara na sua parte, através de "protocolos com as Juntas de Freguesias" (que dá no que se vê), as escolas continuarão a ser terra estéril para a formação da cidadania.
...que são terra estéril para a Educação (em geral), já o sabemos.

Thursday, June 21, 2007

Email recebido de uma leitora:

Olá

O meu nome é Sandra e moro na Rua dio Viveiro, junto ao Cruzeiro.
Gostaria da vossa ajuda para tentar chegar ao dito projecto de recuperação que existe para este espaço.
Do que consigo saber aqui nas vizinhanças, após várias tentativas pelo BPI para vender o espaço e não tendo conseguido, o que agora consta é que será o próprio banco a fazer a promoçãode um empreendimento imobiliário que integrará comércio e habitação.
Se alguém me conseguir dar mais informações agradecia.


Desde já obrigada.
Sandra Marques

Wednesday, June 20, 2007


In Público (20/6/2007)

Monday, June 18, 2007

Carta recebida por email:

«Com o advento do Campeonato do Mundo de Vela, a Praia da Ribeira (vulgo praia do peixe ou dos pescadores) sofreu uma intervenção, com inicio no dia 15 de Junho e fim no dia seguinte, que deixou muita gente de "boca aberta".

Esta intervenção, (para além da vedação da área por motivos de segurânça) foi a substituição das grades junto ás escadas de acesso á praia por um muro em pedra idêntico ao já existente) que veio embelezar e, bem, aquele espaço.

Até aqui nada de desagrado, antes pelo contrário!

O que tem espantado as gentes que durante anos se habituaram a ver o CARTAZ INFORMATIVO "PRAIA DE APOIO AOS PESCADORES - ÁGUA IMPRÓPRIA PARA BANHOS" tenha sido retirado de um dia para o outro.

Será que por um milagre da natureza as águas da praia da ribeira deixaram de ser IMPRÓPRIAS PARA BANHOS (foto 1) só porque agora faz parte integrante do espaço reservado para os velejadores do campeonato?


Será que os velejadores, seus acompanhantes e colaboradores, que têm que ir para dentro de água já não devem recear a qualidade da água desta praia? Porque razão foi retirado? Dava mau aspecto? Ou... houve mesmo um milagre? Já agora, e para quem não saiba onde pára o dito cartaz, o mesmo está no parque por trás do Museu do Mar entalado entre dois barcos ali arrumados (foto 2).


E por falar neste parque...! Porque razão foi escolhido este lugar para a colocação de toda a porcaria retirada da muralha de apoio aos pescadores? Os moradores da área envolvente têm que "gramar" os cheiros pestilentos, moscas, ratos e outros bicharocos?

Não sabendo se este meu desabafo será publicado por parte de quem gere este Blog sobre Cascais, agradeço na mesma.

Não sou nascido em Cascais mas vivo nesta bela vila há 35 anos.

Mais uma vez grato pela atenção,
Cumprimentos
Fernando Boaventura
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Friday, June 15, 2007

Thursday, June 14, 2007

A palmeira da Casa Sommer



O Paulo Ferrero já aqui falou dela, em Setembro e em Dezembro do ano passado. Voltamos a ela, para renovar votos de que este belíssimo exemplar seja poupado e tratado com o cuidado que merece, no quadro da intervenção a que a Casa Sommer será submetida em breve. Seja mediante o seu transplante para outro ponto da propriedade – solução que aparentemente é seguida pelo projecto, a avaliar pela palmeira desenhada à entrada da casa nos alçados que se encontram patentes na mostra que a Trienal de Arquitectura de Lisboa dedica a Cascais -, seja mediante o seu transplante para lugar próximo do imóvel.

No texto de apresentação do projecto nesta mesma exposição é referido que a intervenção a realizar será de recuperação e não de restauro. Independentemente da via escolhida, importará sempre ter presente que casas como esta são indissociáveis dos seus jardins. Sob pena - como tantas vezes tem acontecido, nomeadamente com casas de veraneio - de se perderem valores, cada vez mais raros, de autenticidade.

Cascais, que em boa hora incluiu as palmeiras, “independentemente da sua espécie”, como “árvores de interesse municipal sujeitas a regime especial de protecção” no seu Regulamento de Parques, Jardins e Espaços Verdes, tem aqui uma excelente oportunidade para aplicar essas boas práticas. Tanto mais que esta casa passará a celebrar a memória do concelho, como sede do Arquivo Histórico Municipal: embora silenciosa, também esta palmeira é um testemunho de parte dessa memória. Por todas as razões, é imperativo que ela possa continuar a viver durante longos anos. Junto da sua casa, que nunca abandonou.

Monday, June 11, 2007

Friday, June 08, 2007

Souto de Moura apresenta Museu Paula Rego dia 8, no Estoril

NC XXI / Conferências de Souto Moura, Paula Santos, Pedro Mendes e ARX Portugal, dias 8 e 9 no Estoril.


Nos próximos dias 8 e 9 de Junho, no auditório principal do Centro de Congressos do Estoril, prosseguem as Conferências do Núcleo Cascais XXI - Trienal de Arquitectura de Lisboa, com entrada livre, limitada aos lugares disponíveis.

Na sexta-feira, às 18h00, Eduardo Souto Moura vai apresentar (pela primeira vez) o projecto da Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego, entre outros projectos e obras de sua autoria.

No sábado, a partir das 17h00, as apresentações e o debate giram em torno do tema "casa/moradia unifamiliar", da sua reinvenção, recuperação e/ou transformação, através dos trabalhos de Pedro Mendes, ARX Portugal e Paula Santos.

O Arquitecto João Belo Rodeia, Comissário Científico da Trienal de Arquitectura de Lisboa, é o moderador convidado.

Trata-se de uma excelente oportunidade para conhecermos em detalhe alguns daqueles projectos e obras - que se arriscam a transformar-se em verdadeiros ícones da melhor arquitectura contemporânea produzida em Portugal.

A conferência de Francisco Mangado e Gonçalo Byrne, que apresentou os projectos "Estoril-Sol" e "Hotel Miramar", esgotou o Centro Cultural de Cascais. As actas das conferências NC XXI serão disponibilizadas no final do ano, em formato dvd e outro(s) a definir oportunamente.

Até 31 de Julho decorre a Exposição NCXXI na Praça 5 de Outubro (Baía de Cascais).


Núcleo Cascais XXI
Trienal de Arquitectura de Lisboa

Thursday, June 07, 2007

Pobre paredão




Flagrante apanhado ontem pelos passeantes matinais do paredão, que registaram estas imagens e as publicaram no blog Água aberta... no Oceano II. Podemos ver o enorme camião da cerveja impedido de passar pelos trabalhos em curso de recuperação do pavimento e, depois, a difícil manobra de inversão de marcha. Ou seja, enquanto uns reparam o pavimento, outros aproveitam para partir mais umas lages...


Não faz sentido proibirem o trânsito de bicicletas no paredão e deixarem transitar inúmeras viaturas dos fornecedores, dos proprietários dos bares, das várias polícias, das obras, etc.

Wednesday, June 06, 2007

Cascais quer deixar de ser um deserto na arquitectura

In Público (6/6/2007)
Luís Filipe Sebastião

«Metade dos projectos da mostra integrada na Trienal de Arquitectura visam a recuperação de património

O comissário geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa, José Mateus, não está com meias palavras quando afirma, peremptório, que durante décadas o concelho de Cascais "foi um deserto cultural no campo da arquitectura". O Núcleo Cascais XXI, ontem inaugurado junto aos Paços do Concelho, apresenta quatro dezenas de projectos que pretendem mudar o rumo arquitectónico do município.
A Trienal de Arquitectura de Lisboa escolheu como tema os Vazios Urbanos. A vila de Cascais acolhe um dos pólos do certame, com uma mostra de pouco mais de 40 projectos, de promoção pública e privada, concluídos ou em curso. Como salienta uma nota da autarquia, não basta projectar e construir para "fazer arquitectura", o que se alcança associando-lhe o conceito de qualidade. O diagnóstico da realidade concelhia não anda longe do cenário nos restantes subúrbios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a pressão imobiliária levou à massificação urbanística.
A ausência de qualidade arquitectónica, reconhecem os actuais responsáveis municipais, resulta da "desqualificação profissional de grande parte dos subscritores de projectos de arquitectura, pela especulação imobiliária e também pela incompetência das entidades promotoras e/ou licenciadoras". José Mateus identifica como causas para a dificuldade em encontrar em Cascais uma obra de relevo, até muito recentemente, "o conservadorismo imobilista, leituras retrógadas das tradições ou apenas mediocridade". O arquitecto mostra-se esperançado que o hábito dos concursos de arquitectura leve "ao virar de uma das páginas mais negras no concelho".
Para já, o comissário da trienal considera que "o Núcleo Cascais XXI reflecte uma nova visão informada do poder local, que não abdica da sua responsabilidade de participar numa cultura global". A autarquia tem procurado dar o exemplo ao promover concursos para reabilitação urbana, quer de imóveis degradados, quer de zonas desqualificadas. É o caso do conjunto de sete fortalezas marítimas abandonadas, que serão recuperadas e adaptadas para equipamentos turísticos e culturais. O próprio local escolhido para acolher a mostra, um antigo paiol do século XVIII, que se encontrava devoluto ao lado da câmara, depois de ter servido como aquartelamento de bombeiros, será convertido, até 2009, em centro de informação urbana, segundo projecto de Pedro Pacheco.
O novo é património
Fernando Martins, comissário da exposição com Paulo Fonseca, esclarece que a mostra possui duas componentes: uma sobre projectos de intervenção pública, com plantas e maquetas, e outra de obras privadas, de arquitectos conceituados, já construídas, exibidas em grande ecrã. "A câmara pretende fazer a pedagogia da contemporaneidade", admite o arquitecto, acrescentando que a arquitectura serve também de complemento ao edificado existente: "Quando se fez de novo, já é património."
Para o comissário da mostra, o aproveitamento do próprio imóvel onde decorre a exposição, demonstra como a arquitectura pode intervir, "ainda que de forma provisória", para a requalificação do património. Entre os projectos expostos figuram a reabilitação da Fortaleza de N. Sra. da Luz, de Cristina Guedes e Francisco Vieira Campos, com vista à sua musealização; as recém-inauguradas instalações do Clube Naval de Cascais, de André Caiado e António Santa-Rita, no paredão encostado à Cidadela; a recuperação do Museu da Música Portuguesa, por Teresa Duarte, na Casa Verdades de Faria, no Monte Estoril; o restauro do Forte do Guincho (SSPG Arquitectos/Pedro Guilherme e Sofia Salema), para cafetaria e espaço de divulgação do Parque Natural de Sintra-Cascais.
Projectos em debate
A adaptação da Casa Sommer para Arquivo Histórico Municipal, no centro histórico da vila, de Paula Santos, ou a recuperação do Forte e Farol de Santa Marta, de Francisco e Manuel Aires de Mateus, para instalar um museu dos faróis portugueses, são alguns dos projectos que serão abordados no ciclo de conferências que se realizam até 14 de Julho, no Centro Cultural de Cascais e de Congressos do Estoril. Neste ultimo espaço, sexta-feira, Souto Moura falará sobre o seu projecto da Casa das Histórias e dos Desenhos Paula Rego, cuja construção está já garantida pelo município para receber o acervo artístico e um espaço de trabalho da pintora que fixou residência em Inglaterra.
O futuro Museu do Vinho de Carcavelos, de Flávio Barbini, a desenvolver na Quinta do Barão, como contrapartida de um projecto hoteleiro e imobiliário aprovado pela autarquia, e a instalação da Escola de Música e sede da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, do gabinete ARX, no Chalet Madalena, no Monte Estoril, também vão ser debatidos no ciclo. Hoje à tarde, no âmbito da iniciativa Obra Aberta, pode ser visitado o Farol Museu de Santa Marta, a inaugurar em meados de Julho. A exposição Núcleo Cascais XXI, na Praça 5 de Outubro, está patente durante a tarde e à noite, até 31 de Julho.
»

Isso é tudo muito bonito, mas ao alienígena do novo Estoril-Sol vamos ter que conviver com ele, se o juízo não voltar a quem de direito. Uma pena, como que a justificar o ditado "no melhor pano cai a nódoa".

Monday, June 04, 2007

Petição continua, doa a quem doer

AB deixou-nos este comentário a propósito do projecto alienígena para o espaço do Estoril-Sol e que por ser relativo a um post antigo, fica aqui feita a reprodução:

"(...) mas, não me diga que não esteve presente, para assistir à apresentação e justificação do projecto do 'novo' Estoril-Sol...pelo seu responsável máximo!

é que bem poderia ter sido a oportunidade que faltou para se fazerem ouvir as opiniões divergentes, nem sempre disparatadas ou tolas... como ainda se pensa ou quer fazer crer (por não se ensaiarem? ou melhor, não se terem assimilado os ensinamentos de outros processos ;) onde, muitas vezes (poucas, admite-se!) com uma maior conscìência dos critérios (e de valores) em apreciação - e que, obviamente, não se podem resumir ao cumprimento de um dado programa (que é meio passo para um bom, ou mau resultado, observe-se) ou a uma desejável, mas secundária(?) 'permeabilidade' das vistas do parque para o mar!

Para que não fiquem dúvidas, se até aprecio a solução (que, na minha opinião perdeu ao ser apresentada como a...menos má, ou a mais aceitável, já que a mesa...até preferia a opção...por uma torre!) não posso deixar de criticar e discordar do processo, porque não se deve nem se pode reduzir o leque de opções (e que, à semelhança do aeroporto, deve contemplar uma 'opção zero') escolhendo a partir da 'menos má', nem se pode intervir apenas numa perspectiva de objecto de arquitectura, omitindo, ou esquecendo, o fundamental, que é a perspectiva urbana ou paisagística, (campos distintos, embora relacionados) já para não falar da manifesta interpretação reducionista e demagógica dos processos de participação, vistos como uma formalidade a que se tem de atender, por uma questão de Agenda...que só 'atrapalha', enfim, uma dificuldade e...não como a oportunidade, a forma de incorporar um (legítimo) contributo colectivo!

Participação, é de facto uma exigência (c/ trinta anos, tal como o filme do SAAL, hoje no S.Jorge, poderá confirmar!) mas, convém lembrar, necessitando de ser convenientemente organizada, interpretada ou intermediada (veja-se o ex.º de Almada Nascente)- só nessa altura, poderemos então dizer que o exercício de cidadania, os valores da democracia, constam, verdadeiramente, da nossa realidade/experiência.

AB
"


No que se refere à petição QUEREMOS UM NOVO ESTORIL-SOL AMIGO DA MARGINAL, ela irá continuar até que reste uma só pedra do antigo hotel e até que o edifício alienígena para ali projectado dê os seus primeiros passos físicos. Neste momento há cerca de 760 assinaturas: QUANTAS MAIS ASSINATURAS, MELHOR!

No que se refere à sessão de apresentação do projecto pelo seu responsável máximo, não chegou a nós qualquer email, comunicação ou convite, portanto, desconheciamo-la até ao seu comentário, caro AB.

Cumprimentos

Paulo Ferrero